Quatro indivíduos encontram-se em prisão preventiva sob suspeita de estarem envolvidos no assassinato do bispo de Quelimane, Dom Osório Citora Afonso. A confirmação foi feita pelo Ministério Público da Zambézia, que indica que os pormenores do caso permanecem sob sigilo judicial.
Rambo Simbe, porta-voz da Procuradoria provincial da República de Moçambique na Zambézia, afirmou que as investigações ainda estão em curso. “Trata-se de um processo que se encontra na fase de instrução e, neste momento, existe o segredo de justiça, do qual todos estão cientes. Os cidadãos gozam da presunção de inocência, mas podemos assegurar que há quatro indivíduos em prisão preventiva, com uma medida de coação mais gravosa”, declarou.
De acordo com informações da publicação RFI, as autoridades não divulgaram a identidade dos detidos nem o seu suposto envolvimento no crime. O Ministério Público sublinha que o processo é considerado particularmente complexo.
A complexidade é atribuída à condição da vítima, uma figura extremamente respeitada na comunidade religiosa da Zambézia. “Trata-se de um caso de particular complexidade, tendo em conta que a vítima era uma individualidade de destaque no âmbito religioso. O Ministério Público está a tomar as medidas necessárias para apurar os factos”, esclareceu Rambo Simbe.
Dom Osório Citora Afonso foi morto a tiro na sua residência oficial na noite de 6 de Junho. Este crime provocou intensas reacções na Igreja Católica, que exige o esclarecimento das circunstâncias da sua morte e a responsabilização dos culpados.
Enquanto as investigações continuam, o Ministério Público mantém a confidencialidade em torno do processo e ainda não divulgou informações acerca dos suspeitos ou dos próximos passos a serem tomados na investigação.
















