O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou claro que a sua administração pretende tomar medidas em relação à Gronelândia “quer gostem, quer não”, reforçando o seu desejo de assumir o controlo do território autónomo da Dinamarca.
Estas declarações foram feitas durante uma conferência de imprensa na Casa Branca.
Trump manifestou seu interesse em alcançar um acordo de forma pacífica, porém não hesitou em afirmar que, se essa abordagem não resultar, medidas mais contundentes serão consideradas. Citado pela CNBC, o presidente declarou: “Gostaria de fazer um acordo, sabe, da forma fácil. Mas se não o fizermos da forma fácil, faremos da forma difícil”.
A administração Trump estaria disposta a oferecer até 100 mil dólares aos habitantes da Gronelândia como parte do processo de anexação, conforme avançou a agência de notícias Reuters. Questionado sobre o montante, Trump afirmou que, embora a questão financeira possa ser discutida, a administração tomará acções em relação à Gronelândia independentemente da opinião dos seus habitantes, enfatizando a necessidade de que a Rússia ou a China não se tornem vizinhas dos Estados Unidos.
Estas declarações coincidem com uma conversa entre o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, sobre a segurança no Ártico, onde Rutte destacou a importância da região para a segurança colectiva e o esforço da NATO em desenvolver capacidades nesse domínio.
A recusa de Trump em descartar o uso da força militar para tomar o território dinamarquês suscitou a preocupação dos aliados ocidentais. O presidente norte-americano argumenta que o controlo da Gronelândia, rica em recursos, é vital para a segurança nacional, num contexto de crescente competição com rivais como a Rússia e a China.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que qualquer ofensiva militar por parte dos Estados Unidos poderia comprometer a aliança militar ocidental, que já dura há 76 anos. Em contrapartida, o general Alexus Grynkewich, comandante das forças da NATO na Europa, assegurou que a aliança está preparada para defender a integridade do seu território.
A Casa Branca, embora não tenha afastado a possibilidade de uma resposta militar, indicou que Trump está a considerar a compra da Gronelândia, ignorando detalhes sobre como essa transacção poderia ser concretizada. O presidente reconheceu que poderá ter de tomar decisões difíceis entre preservar a NATO e controlar o território dinamarquês.
Em resposta às exigências de Trump, a Dinamarca já recebeu demonstrações de apoio de países como Itália, França, Alemanha, Polónia, Espanha e Reino Unido, uma sinalização de que a questão da Gronelândia está a gerar uma onda de solidariedade entre os aliados europeus.

















