Destaque Corte nacional da internet marca escalada dos protestos no Irão

Corte nacional da internet marca escalada dos protestos no Irão

Os protestos no Irão, que começaram a 28 de Dezembro e inicialmente foram motivados pelo aumento do custo de vida, intensificaram-se, tornando-se os mais significativos desde os que eclodiram após a morte de Mahsa Amini em 2022. 

Amini foi presa por supostamente usar um véu islâmico mal ajustado, desencadeando uma onda de manifestações em todo o país.

No 12.º dia do movimento de protesto contra o regime iraniano, uma grande multidão de manifestantes concentrou-se na quinta-feira em Teerão, enquanto o país enfrentou um corte geral da Internet, conforme relatado por uma organização não-governamental (ONG). Muitos manifestantes, tanto a pé como em carros, reuniram-se numa das avenidas principais da capital, como mostram vídeos divulgados nas redes sociais e autenticados pela agência France-Presse (AFP).

Além de Teerão, também foram registadas grandes manifestações em outras cidades, como Tabriz, no norte, e a cidade sagrada de Mashhad, no leste, segundo os canais de televisão persas baseados fora do Irão e outras plataformas de comunicação.

Entretanto, a ONG de monitorização de cibersegurança Netblocks reportou um “apagão nacional da internet” com base em dados em tempo real. “Este incidente surge na sequência de uma série de medidas de censura digital cada vez mais rigorosas contra manifestações em todo o país e prejudica o direito do público à comunicação num momento crítico”, sublinhou a Netblocks na rede social X.

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Desde o início do movimento, os protestos ocorreram em pelo menos 50 cidades e afectaram 25 das 31 províncias do Irão, segundo uma contagem da AFP que se baseia em anúncios oficiais e notícias da imprensa.

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