O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, compareceu na terça-feira ao tribunal para prestar depoimento no âmbito do seu processo por corrupção, que abrange acusações de fraude, suborno e abuso de confiança.
A audição, que deveria ter ocorrido em Novembro, foi adiada devido ao contexto de segurança agravada pela guerra na Faixa de Gaza.
Apesar das preocupações de segurança que quase resultaram no adiamento da audiência, os juízes decidiram prosseguir com a sessão numa câmara subterrânea em Telavive, considerada mais segura para este tipo de ocasião.
A equipa legal de Netanyahu argumenta que o julgamento não só coloca em risco a sua vida, mas também compromete a gestão da guerra e a recuperação de 96 reféns ainda retidos em Gaza.
Netanyahu é acusado de ter recebido presente em troca de favores, assim como de ter exercido pressão sobre meios de comunicação para promover uma imagem positiva da sua administração.
Desde o início do processo, o primeiro-ministro tem negado todas as acusações, considerando-as parte de uma operação da “esquerda judicial” para o destituir do poder após não conseguir fazê-lo nas urnas.
O processo, que iniciou em 2020, já contou com o testemunho de mais de 300 pessoas. A sua declaração estava agendada para Novembro de 2022, mas foi suspensa devido aos ataques do Hamas a 7 de Outubro e à subsequente e prolongada guerra em Gaza.
Em Julho passado, a defesa de Netanyahu solicitou o adiamento da audiência para Março de 2025, pedido rejeitado pelo tribunal, que optou por agendar a audiência para 2 de Dezembro, aceitando apenas um pequeno adiamento de oito dias.

















