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EUA vai investir 35 milhões de dólares para combater estigma do HIV/Sida em Moçambique

Os Estados Unidos, através da agência de desenvolvimento internacional USAID, vão investir 35 milhões de dólares (cerca de 33 milhões de euros) em Moçambique para reduzir a prevalência do HIV/Sida e combater o estigma associado à doença.

O programa Populações Chave e Prioritárias para o VIH (PASSOS+) será financiado pelo Plano de Emergência do Presidente dos EUA para o Alívio da SIDA (PEPFAR). Tem como objetivo formar e apoiar profissionais de saúde para garantir serviços de qualidade e sem estigma às populações-chave na prevenção e tratamento do VIH.

Este projeto será realizado ao longo de cinco anos por um consórcio de organizações não-governamentais moçambicanas, liderado pelo Centro Internacional de Saúde Reprodutiva em Moçambique (ICRH-M), em colaboração com o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional Contra a SIDA (CNCS).

Os esforços visam melhorar a saúde das populações em maior risco de contrair e espalhar o VIH, como homens que fazem sexo com homens, pessoas transexuais, profissionais do sexo, utilizadores de drogas injetáveis e pessoas em ambientes fechados como prisões.

Os Estados Unidos têm contribuído com mais de 400 milhões de dólares anuais (cerca de 371,2 milhões de euros) através do PEPFAR para combater a epidemia do VIH/Sida em Moçambique.

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Em Moçambique, estima-se que pelo menos 48 mil pessoas morram anualmente devido ao VIH/Sida, com 97 mil novas infeções a cada ano. Segundo o ministro da Saúde moçambicano, Armindo Tiago, cerca de 2,4 milhões de pessoas vivem com o vírus no país, e destas, 94% são maiores de 15 anos, com uma taxa de transmissão vertical de 10%.

O programa de combate ao VIH/Sida em Moçambique conseguiu alcançar grandes progressos, com 88% das pessoas infetadas a conhecerem o seu estado até setembro deste ano, em comparação com os 36% de 2010. Mais de dois milhões de pessoas estão em tratamento antirretroviral, com destaque para as mulheres entre os 15 e 29 anos.

O ministro da Saúde moçambicano salientou que, graças ao tratamento antirretroviral, o país evitou a morte de cerca de um milhão de pessoas nos últimos 22 anos e conseguiu impedir a transmissão vertical da doença em 330 mil crianças.

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