Um general admitiu que os Estados Unidos cometeram um “erro” ao lançar um ataque com drones contra supostos membros do grupo Estado Islâmico (EI) em Cabul, matando dez civis, inclusive crianças, durante os caóticos últimos dias da retirada americana do Afeganistão no mês passado.
O ataque, um desfecho macabro dos 20 anos de guerra dos Estados Unidos no Afeganistão, teve como alvo uma suposta operação do EI contra o aeroporto de Cabul, do qual a Inteligência americana tinha uma “certeza razoável”, disse o chefe do Comando Central dos Estados Unidos, general Kenneth McKenzie.
“O ataque foi um erro trágico”, disse McKenzie a jornalistas após uma investigação. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, ofereceu suas “desculpas” aos familiares das vítimas do ataque
Ofereço minhas profundas condolências aos familiares dos falecidos”, declarou Austin em um comunicado. “Pedimos desculpas e vamos nos esforçar para aprender com este erro horrível”. McKenzie disse que o governo está estudando a forma de indenizar as famílias dos mortos.
O general afirmou que em 20 de agosto, as forças americanas rastrearam um Toyota branco durante oito horas após vê-lo em uma área de Cabul, onde os serviços de Inteligência acreditavam que o EI estava preparando ataques ao aeroporto.
“Selecionamos este carro com base em sua circulação em uma área conhecida de interesse para nós”, disse McKenzie. “Está claro que nossa Inteligência se enganou com este Toyota branco em particular”.
O ataque com drones matou dez pessoas, entre elas sete crianças, segundo McKenzie. Nenhuma delas estava vinculada com o EI. McKenzie descreveu a operação como um “bombardeio em autodefesa” em meio à preocupação com um ataque ao aeroporto nos últimos dias da caótica retirada.

















