Quarenta e dois dias após a morte de Daviz Simango, presidente do MDM, este partido ainda não definiu as datas para a realização do congresso que culminará com a eleição do novo presidente.

Em finais do passado mês de Fevereiro, dias depois de o presidente do MDM e da autarquia da Beira, Daviz Simango, ter falecido na África do Sul, vítima de doença, o MDM anunciou que teria lugar, em meados deste mês, a reunião do Conselho Nacional deste partido para a indicação das datas que teria lugar o congresso que culminaria com a eleição do novo presidente.

No sábado, o SG do MDM, José Domingos, anunciou que devido a restrições impostas no âmbito das medidas de prevenção da COVID-19, as duas reuniões ainda não têm datas marcadas.

“Como sabem, há uma série de medidas impostas pelo decreto presidencial, no âmbito das medidas de prevenção da COVID-19 e, uma delas, é a proibição de encontros com dezenas de pessoas, independente da natureza do assunto. Ora, o nosso Conselho Nacional é composto por 160 membros. Portanto, ele não pode reunir. Mesmo se reunisse, para marcar o congresso, o número de participantes seria aos milhares, o que violaria, igualmente, as normas em vigor. Portanto, estamos a procurar cumprir com as medidas, evitando encontros com muitos membros, aguardando novos desenvolvimentos em torno da doença”, garantiu José Domingos. De seguida, o SG do MDM pediu calma e união aos membros e simpatizantes do MDM.

“Os ideais de Daviz Simango serão seguidos à risca e o lema do MDM, que é “Moçambique para Todos” não pode parar”.

José Domingos falava à imprensa no final de um encontro de trabalho com membros do seu partido, na cidade da Beira, onde pediu apoio de todos à figura do actual edil da cidade da Beira, Albano Cariz.

Na mesma reunião foram entregues meios circulantes aos dirigentes de base do MDM na cidade da Beira, para reforçar as suas actividades partidárias.