O partido no poder iniciou ontem uma campanha de sensibilização sobre a importância da prevenção da COVID-19. A Frelimo argumenta que é preciso continuar a sensibilizar, porquanto sancionar não é o único caminho para consciencializar as pessoas.

O Bairro 25 de Junho, na cidade de Maputo, foi o ponto de partida dos encontros que a Frelimo quer manter com todos os residentes da capital do país.

Na reunião que manteve, em separado, com residentes deste bairro, membros da Associação dos Médicos Tradicionais e comités locais de saúde, o primeiro secretário desta formação política defende que “não são todas as pessoas que têm acesso à informação”, daí que é preciso continuar a sensibilizar.

“Precisamos de continuar a falar com a população e achamos que pouco a pouco as pessoas vão percebendo”, disse Razaque Manhique, acrescentando que “acreditamos que em alguns casos é mesmo por desconhecimento, não é na sua essência por falta de responsabilidade”.

O político defende também que as pessoas devem tomar com seriedade o perigo que a COVID-19 representa, tendo em conta o número de infectados cada vez crescente e as mortes por causa desta doença.

“O apelo é no sentido de que as pessoas continuem a desenvolver as suas actividades não estando próximas. As pessoas não estão a perceber o que é isso de estabelecer o distanciamento. Distanciamento é, por outras palavras, não estarem próximas. Não ficarem perto-perto”, disse, visivelmente agastado com os que violam as medidas de prevenção estabelecidas pelas autoridades.

“O uso da máscara: nós não vamos inventar outras palavras. Temos que chamar as coisas pelos seus respectivos nomes. Devemos usar a máscara”.

O plano de sensibilização deverá abranger 64 bairros da cidade de Maputo. Além de encontros nos bairros, Manhique deverá também visitar mercados. Aliás, ontem, depois do bairro 25 de Junho, visitou o mercado grossista do Zimpeto, ainda na capital