O secretário-geral do Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) está preocupado com as ameaças e agressões físicas a que alguns jornalistas são sujeitos no exercício do ofício. Eduardo Constantino diz que a situação representa um obstáculo à independência editorial dos órgãos de comunicação social.

“O país tem estado a registar, nos últimos anos, situações alarmantes de ameaças, raptos, espancamento e intimidação a jornalistas”, o que lhes impede de exercer o seu trabalho “com independência editorial”, afirmou Eduardo Constantino, esta segunda-feira, em Maputo.

Segundo Eduardo Constantino, a situação não contribui para o prestígio do país além-fronteiras.

Segundo ele, “sem jornalistas não há jornalismo. Sem jornalismo não há democracia. Sem democracia não há boa governação”.

“Por isso, queremos pedir encarecidamente para que deixem os jornalistas realizarem o seu trabalho sem interferências nem ameaças”, frisou o secretário-geral do SNJ, discursando na cerimónia de celebração do Dia Internacional do Acesso à Informação, esta segunda-feira.

Para um trabalho que eventualmente não cumpre as normas éticas nem deontológicas, existem os tribunais para julgamento, disse Eduardo Constantino, sublinhando que quem se achar lesado ou ofendido por um jornalista ou media tem ainda “outras modalidades previstas na lei de imprensa”.

“Utilizem” esta lei “para repor a verdade caso seja violada, e não optarem por ameaças”, aconselhou o secretário-geral do SNJ