Sociedade Suspenso julgamento de seis indivíduos acusados de conspiração contra Estado

Suspenso julgamento de seis indivíduos acusados de conspiração contra Estado

O julgamento dos seis co-arguidos que está a decorrer no distrito de Dondo, desde o passado dia 10 deste mês, foi suspenso nesta sexta-feira 24, cinco minutos depois de ter reiniciado, isto porque o perito do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) solicitado pelo tribunal para explicar o conteúdo do processo, nomeadamente as mensagens trocadas entre os réus antes de serem detidos, contido nos discos juntos ao processo, disse que era incompetente para o fazer, tendo em conta que a perícia foi feita por técnicos a nível central do SERNIC.

O juiz da causa, Carlitos Teófilo, disse que o agente do SERNIC tinha razão porque na verdade o processo da sua posse indica claramente que o mesmo contou com a elaboração de peritos do SERNIC.

“Na verdade eu é que não prestei atenção na sessão anterior em relação ao cabeçalho do documento. Ele indica “Direcção Nacional do SERNIC”. “Portanto, nada nos resta neste momento se não interromper este processo de audição de peritos e por conseguinte as alegacões finais, por forma a dar tempo para solicitarmos os peritos do SERNIC a nível central. Em princípio o julgamento será retomado no próximo dia 7 de Agosto”, explicou Teófilo.

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O advogado de defesa de Sandura Ambrósio, José Capassura, face a este impasse solicitou uma liberdade provisória do seu constituinte.

“Tendo em conta este constrangimento processual, em nome da boa administração da justiça e da dignidade constitucional, requeremos ao tribunal que atribua liberdade provisória ao co-arguido Sandura Ambrósio, mediante o termo de identidade de residência ou pagamento de caução. Em relação ao requerimento da defesa, no sentido de conceber liberdade provisória ao réu Vasco Sandura Ambrósio, o tribunal indeferiu, por se manterem os mesmos pressupostos que estiveram na base da sua prisão”.

Os advogados dos outros co-réus, entre eles António Bauase, foram de opinião que o tribunal tem razão para manter os seus constituintes na cadeia.

Refira-se os seis co-arguidos são acusados pelo Ministério Público de conspiração contra a segurança do Estado, nomeadamente recrutamento de jovens para engrossar as fileiras da auto-proclamada Junta Militar da Renamo e financiamento da mesma. Todos eles são membros da Renamo e foram detidos entre os dias 5 e 24 de Janeiro deste ano, nas cidades da Beira e Dondo.

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