Sociedade Há álcool em gel adulterado nos mercados

Há álcool em gel adulterado nos mercados

CINCO amostras de álcool em gel, de um total de 19, recolhidas nos mercados a nível nacional, durante o período de vigência do estado de emergência, revelaram-se impróprias para a prevenção do novo coronavírus.

O alerta sobre a existência do produto adulterado foi dado, ontem à imprensa, pelo director nacional das Operações da Indústria, Comércio, Transportes e Turismo, na Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE), Tomás Tinha, que fazia o balanço das actividades realizadas pela instituição junto à área do comércio, desde que foi estabelecido o Estado de Emergência.

Tinha indicou que algumas amostras de álcool foram colhidas de fracos, cuja rotulagem indicava que o produto continha 70 por cento de álcool, mas no teste a percentagem encontrada não passava de cinco por cento.

Referiu que as restantes amostras estão nos laboratórios em processo de testagem.

“Por isso, gostaríamos de apelar as pessoas a adquirir o produto nas farmácias. O álcool em gel para prevenção da Covid-19 deve ter no mínimo de 63 por cento de álcool. Abaixo desta percentagem não gera o efeito desejado”, explicou Tinha.

Recomendado para si:  Funcionários expulsos por violação de exames na Zambézia

Aconselhou ainda os cidadãos a observar a rotulagem completa do produto, que obrigatoriamente deve estar escrita na língua portuguesa, com o nome do fabricante, indicação da data de validade, modo de aplicação, a composição química e outros elementos úteis”, disse.

Entretanto, afirmou que as autoridades estão a investigar os responsáveis por colocar o produto adulterado no mercado, uma vez que muitos comerciantes estão a vender álcool em gel.

Por outro lado, O director nacional das Operações da Indústria, Comércio, Transportes e Turismo fez saber que os preços dos produtos básicos continuam estáveis. Entretanto, as autoridades estão a sensibilizar os comerciantes a observar a margem máxima de lucros e para que reduzam o valor do açúcar.

“Verificamos que o preço do quilo do açúcar tem oscilado entre os 80 e 100 meticais, mas temos sensibilizado os comerciantes a venderem o produto a 70 e 75 meticais, o açúcar castanho e branco, respectivamente”, indicou.

Desde a vigência do estado de emergência, a INAE fiscalizou cerca de 11423 estabelecimentos, entre comerciais e de diversão, dos quais 2300 foram encerrados por violar as normas de prevenção da Covid-19.

Destaques da semana