A cidade de Maputo registou, entre Janeiro e Setembro deste ano, um total de 1.494 nascimentos prematuros, reflectindo um aumento de 13% em relação aos 1.320 registos do mesmo período em 2024.
Os dados foram apresentados pela directora do Serviço de Saúde da cidade, Paloma Maripiha, durante uma cerimónia comemorativa do Dia Mundial do Prematuro.
Paloma Maripiha destacou que a prematuridade continua a ser a principal causa de mortalidade neonatal na capital. A responsável sublinhou as iniciativas em curso para fortalecer os cuidados pré-natais, prevenir infecções e implementar o Método Mãe Canguru, um programa destinado a apoiar a sobrevivência e o desenvolvimento de bebés prematuros.
Além disso, a directora informou que Moçambique figura entre os países africanos com as taxas mais elevadas de nascimentos prematuros, o que reforça a urgência de medidas eficazes para enfrentar esta problemática.
A cerimónia incluiu a participação de diversas entidades ligadas à saúde, com o objectivo de promover a sensibilização sobre a importância do acompanhamento adequado durante a gestação e a assistência a bebés prematuros.
O Governo da República Democrática do Congo (RDC) e os rebeldes do M23 formalizaram um acordo-quadro com o intuito de estabelecer um acordo de paz que visa encerrar os combates no leste do país.
A cerimónia de assinatura teve lugar em Doha, Catar, com representantes de ambas as partes a assinar o documento.
De acordo com informações divulgadas pela RFI, os pormenores deste avanço significativo ainda carecem de negociação. Contudo, o acordo já é visto como um passo importante rumo à resolução de um conflito que perdura há quase três décadas entre a República Democrática do Congo e os rebeldes do M23.
Os rebeldes, que contam com o apoio do vizinho Ruanda, conseguiram, em Janeiro deste ano, tomar a cidade de Goma, a maior do leste da RDC, e posteriormente conquistaram as províncias do Quivu do Norte e Quivu do Sul. Apesar da ofensiva, Quigali nega ter prestado apoio aos rebeldes, embora os confrontos tenham resultado na morte de milhares de pessoas e na deslocação de um número significativo de cidadãos, colocando toda a região dos Grandes Lagos à beira de um conflito regional.
Desde Abril, as duas partes têm estado envolvidas em negociações de paz no Catar. Em Julho, foi adoptada uma declaração de princípios que não abordou muitas questões centrais que alimentam o conflito. Em Outubro, foi estabelecido um acordo sobre a supervisão de um eventual cessar-fogo.
A ministra moçambicana das Finanças, Carla Louveira, anunciou que o pagamento das horas extraordinárias no sector de saúde da Função Pública iniciou em Julho de 2025, com o intuito de evitar a acumulação de dívidas.
O pagamento referente ao sector da educação será implementado a partir de Janeiro de 2026.
A ministra fez estas declarações durante a sessão de “Perguntas ao Governo” na Assembleia da República, em Maputo. Carla Louveira especificou que o processo de validação e pagamento mensal na folha de salários para o sector da saúde começou em Julho, enquanto o sector da educação aguardará a revisão das regras e a definição da fórmula de cálculo até Janeiro.
A medida visa garantir que as horas extraordinárias realizadas sejam pagas de forma eficiente e atempada. Em relação às horas extraordinárias acumuladas em 2024 e 2025, no sector da educação, a projecção é de 6.634,4 milhões de meticais. O governo está a realizar um processo de validação que envolve técnicos da Inspecção Geral de Finanças.
Quanto à dívida acumulada de 2023, totalizando 3.198,3 milhões de meticais, a ministra revelou que uma estratégia de pagamento faseado foi definida. A primeira fase, realizada em Janeiro deste ano, resultou no pagamento a 16.712 professores de 2.450 escolas. A segunda fase beneficiou 28.620 professores de 4.787 escolas, com um pagamento de 1.100,0 milhões de meticais, e a terceira fase está em curso, com um montante de 1.095,1 milhões de meticais.
Adicionalmente, a dívida relacionada às horas extraordinárias do ano de 2022, que soma 615,2 milhões de meticais, já foi integralmente paga a 37.389 professores ao longo de 2023 e 2024. Assim, a dívida total das horas extraordinárias dos professores alcança os 3.813,5 milhões de meticais.
No sector de saúde, a dívida apurada entre Outubro de 2024 e Junho de 2025 perfaz 301,8 milhões de meticais, com previsão de pagamento em 2026. O governo validou ainda uma dívida de 362,3 milhões de meticais referente a horas extraordinárias de Janeiro a Setembro de 2024, sendo que já foi pago um total de 270,8 milhões de meticais, estando em processo a regularização de 91,4 milhões de meticais.
Em 2023, a verificação das horas extraordinárias de 8.660 profissionais de saúde resultou numa dívida total de 336,3 milhões de meticais, correspondente a períodos anteriores.
A sessão de “Perguntas ao Governo” concluiu-se hoje, com a avaliação das informações governamentais a ser efectuada no plenário, através de uma resolução que pode ser submetida por uma das bancadas da AR.
A ex-primeira-ministra do Bangladesh, Sheikh Hasina, foi condenada à pena de morte por um tribunal do país, em decorrência de crimes contra a humanidade relacionados à repressão violenta de protestos estudantis ocorridos no ano passado.
O tribunal apurou que a repressão, ordenada pelo governo de Hasina, resultou em centenas de execuções extrajudiciais, levando à queda do seu executivo. Durante os protestos de 2024, cerca de 1.400 manifestantes perderam a vida e aproximadamente 25 mil pessoas ficaram feridas, conforme apresentado em tribunal.
“Sheikh Hasina cometeu crimes contra a humanidade por sua incitação, ordem e omissão em tomar medidas punitivas”, declarou um dos juízes ao anunciar o veredicto. A decisão foi recebida com aplausos por parte dos familiares das vítimas presentes na sala.
A ex-primeira-ministra enfrentou cinco acusações, que incluíam incitação ao assassinato de manifestantes e a ordem de uso de armas letais, drones e helicópteros para reprimir os protestos.
Sheikh Hasina, que se encontra exilada na Índia desde agosto do ano passado, negou todas as acusações através dos seus representantes. O governo interino do Bangladesh já solicitou a sua extradição, mas até ao momento não obteve resposta das autoridades indianas.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve cinco mineiros ilegais no distrito de Vandúzi, na província central de Manica, após confrontos que envolveram cidadãos moçambicanos e zimbabweanos.
Segundo o jornal “O País”, os conflitos ocorreram na passada sexta-feira numa mina de ouro conhecida como “Seis Carros”. Testemunhos indicam que tudo começou quando um grupo de mineiros zimbabweanos tentou explorar forçosamente uma área já ocupada por mineiros moçambicanos, provocando uma resposta violenta por parte destes últimos.
O Estado moçambicano já perdeu mais de 200 milhões de meticais (cerca de 3,1 milhões de dólares norte-americanos, segundo a taxa de câmbio actual) devido à mineração ilegal na província central da Zambézia este ano.
Em Setembro passado, a PRM havia detido 17 indivíduos supostamente envolvidos em actividades de mineração ilegal na mesma província de Manica. Desde o início deste ano, registaram-se pelo menos 20 mortes resultantes de desabamentos em minas artesanais, uma situação associada à mineração ilegal nesta região.
A operação das autoridades ocorre numa fase em que a Inspecção-Geral de Recursos Minerais e Energia (IGREME) decidiu suspender temporariamente a mineração em Manica, após denúncias da população local sobre a poluição ambiental, especialmente a contaminação dos rios provocada pela mineração artesanal.
Esta poluição está a afectar importantes fontes de água potável, como o rio Revue e o reservatório de Chicamba, gerando sérios problemas de saúde pública.
A Primeira-Ministra moçambicana, Benvinda Levi, anunciou, durante uma sessão de informação ao Parlamento, que a transportadora aérea nacional, Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), receberá ainda este ano duas novas aeronaves do modelo Embraer 190.
O anúncio foi feito na Assembleia da República, como parte dos esforços para reestruturar e fortalecer a operatividade da empresa.
No seu discurso, Levi destacou que a aquisição das novas aeronaves representa um passo significativo na reestruturação da LAM, possibilitando a gradual retoma das operações com aviões próprios.
A governante expressou que estas medidas visam garantir não apenas a estabilidade financeira da companhia, mas também melhorar a qualidade dos serviços prestados e ampliar a cobertura do transporte aéreo em Moçambique.
Levi referiu ainda que o governo tem implementado políticas para assegurar a eficácia e rentabilidade das empresas estatais, enfatizando a importância da eficiência operacional. Recordou que, em Fevereiro de 2025, foi aprovada a resolução n.º 2/2025, que permitiu a alienação de 91 por cento das participações do Estado na LAM, avaliadas em 130 milhões de dólares. Este montante será utilizado na recapitalização da empresa, além da reestruturação das operações e da aquisição de novas aeronaves.
A Primeira-Ministra também mencionou a implementação do Novo Plano de Negócio 2025–2030, que define objectivos claros para o desempenho e extensão da cobertura da companhia a nível nacional. No que diz respeito à gestão de recursos humanos, Levi explicou que se procede a uma reestruturação da força de trabalho, identificando um excesso de funcionários. Até ao momento, cerca de 80 colaboradores já estão a passar por um processo de desvinculação, enquanto os restantes ajustes serão feitos progressivamente. Isso inclui o encerramento de lojas consideradas não essenciais, a terceirização de serviços de atendimento e a introdução de um sistema integrado de contabilidade, entre outras iniciativas visando a modernização da empresa.
A LAM enfrenta desafios significativos, e as medidas anunciadas esperam contribuir para a estabilização da pontualidade dos voos e a fidelização dos clientes, posicionando a transportadora como um pilar no desenvolvimento do sector turístico e na economia nacional.
O Serviço de Investigação Criminal (SERNIC) da província de Maputo anunciou a detenção de três indivíduos suspeitos de estarem envolvidos num alegado falso sequestro, em que exigiam um resgate de 50 mil meticais. O incidente ocorreu no bairro de Malhampsene, no município da Matola.
A vítima do sequestro é a esposa de um dos detidos, que revelou ter cometido o crime devido a uma dívida de 40 mil meticais contraída junto à sogra e que acabou por ser burlado. Para concretizar o plano, ele e os seus cúmplices realizaram uma série de chamadas à sua esposa, informando-a sobre o suposto sequestro.
“Quando fui burlado, receei contar à minha esposa e à minha sogra. Agi por impulso e não pensei nas consequências. Arrastei os meus amigos para caírem nessa mentira”, confessou o principal autor do falso sequestro.
Os cúmplices assumiram papéis de persuasão, telefonando à esposa do detido para exigir o pagamento do resgate. Um dos amigos, que se apresentou como mototaxista, afirmou que não sabia que a situação terminaria da forma que culminou. “O meu papel era fazer chamadas. Fiz isso para ajudar o meu amigo e não sabia que poderia terminar no estado em que me encontro”, disse.
O terceiro indiciado afirmou que o responsável pelo planeamento do crime os garantiu que nada lhes aconteceria, prometendo devolver o valor à sogra após receber o resgate.
Judite Alexandre, porta-voz do SERNIC, destacou que as detenções foram possíveis graças a uma denúncia anónima, que levou à apuração da veracidade do caso. Em relação a um outro caso de sequestro envolvendo uma jovem em Marracuene, cujos vídeos têm circulado nas redes sociais, o SERNIC confirmou a ocorrência e afirmou que está a trabalhar para esclarecer a situação.
Foram descobertos dois corpos na avenida Acordos de Lusaka, nas proximidades da Praça dos Heróis Moçambicanos, na cidade de Maputo.
De acordo com informações de testemunhas, as vítimas terão sido atropeladas por uma viatura ligeira, que posteriormente se deslizou para o jardim da referida praça.
As autoridades policiais compareceram imediatamente ao local para realizar a perícia necessária e proceder com a recolha dos corpos. Até ao momento, não foi disponibilizada a identidade das vítimas, e a investigação encontra-se em curso para apurar as causas e circunstâncias do incidente.
Partidos extra-parlamentares propõem a implementação de um sistema de votação electrónica nos processos eleitorais, com o objectivo de garantir que a divulgação dos resultados seja realizada entre um a três dias após o encerramento da votação.
As sugestões foram apresentadas durante uma audiência com a Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo, realizada na capital moçambicana.
Edson Macuácua, Presidente da COTE, revelou que, além do sistema electrónico, os partidos sugerem a substituição do actual método de Hondt pelo método Hare-Niemeyer (Quociente Tradicional e Maiores Restos), que proporcionaria uma representação mais equitativa para os partidos concorrentes. Outra proposta relevante é a eliminação da participação de Grupos de Cidadãos Eleitores nos processos eleitorais, reservando a participação exclusivamente para partidos políticos.
Os partidos extra-parlamentares também propuseram que a tomada de posse do novo presidente eleito ocorra até o quarto dia após a divulgação definitiva dos resultados. Além disso, sugerem a criação de um instrumento jurídico específico que responsabilize candidatos presidenciais em casos de proclamamento antecipado de resultados ou de violência pós-eleitoral.
A manutenção das listas plurinominais e fechadas foi igualmente defendida, assim como a introdução de um número único de identificação do eleitor, vinculado ao Bilhete de Identidade, que funcionaria também como cartão de eleitor.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, preside esta segunda-feira, à cerimónia de encerramento do curso do Instituto Superior de Estudos de Defesa “Tenente-General Armando Emílio Guebuza” (ISEDEF).
A iniciativa, que decorre na qualidade de Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), marca a conclusão de três importantes acções de capacitação.
Segundo um comunicado da Presidência da República, as formações concluídas incluem a 1ª Edição do Curso de Defesa Nacional, o 12º Curso de Estado-Maior Conjunto e o 14º Curso de Promoção a Oficial Superior. Estas acções têm como objectivo o fortalecimento das capacidades estratégicas, operacionais e de liderança, em resposta às constantes transformações nos sectores da defesa e segurança.
O ISEDEF, instituição vocacionada para a formação contínua dos oficiais do Quadro Permanente, contribui significativamente para o desenvolvimento técnico-militar e científico das Forças Armadas. Ademais, esta instituição é responsável pela produção de conhecimento estratégico, através de estudos e investigação nas áreas de Defesa e Segurança.
A participação do Presidente Chapo na cerimónia demonstra o seu compromisso com o fortalecimento institucional das FDS. A ênfase na formação e valorização dos quadros militares é considerada um pilar fundamental na defesa da soberania, da paz e do desenvolvimento nacional.
As províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Manica e Sofala enfrentam, nos últimos dias, chuvas intensas, registando-se precipitações variando entre 30 e 50 milímetros.
A informação foi divulgada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), que adverte sobre as condições climáticas adversas.
Conforme as previsões meteorológicas, as províncias de Tete e Zambézia estão igualmente propensas a ser afectadas por chuvas fortes, acompanhadas de trovadas.
O INAM apela à população para adoptar medidas de precaução e segurança, dada a possibilidade de ocorrência de trovoadas e ventos fortes.
As Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), companhia aérea de bandeira nacional, irá proceder ao despedimento de pelo menos 80 trabalhadores excendentários como parte de um processo de reestruturação.
O anúncio foi feito pelo Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, durante uma sessão de “Perguntas ao Governo” na Assembleia da República, realizada hoje na capital moçambicana. Matlombe explicou que a reestruturação visa a valorização e racionalização dos recursos humanos, após uma avaliação que identificou um excesso de colaboradores.
Nos últimos dez anos, a LAM enfrentou desafios financeiros significativos, atribuídos a actos de corrupção cometidos por gestores seniores da empresa, particularmente na contratação de serviços. Este cenário resultou numa dívida acumulada com fornecedores, ultrapassando os 230 milhões de dólares.
A companhia foi gerida pela empresa sul-africana Fly Modern Ark (FMA) no último ano, numa tentativa do governo de torná-la rentável e evitar a falência. O Ministro frisou que a redução do número de trabalhadores ajudará a conter despesas desnecessárias, permitindo a redireccionamento dos recursos para outras prioridades.
Além do ajuste de pessoal, a LAM irá fechar lojas consideradas desnecessárias e terciarizar serviços de atendimento ao cliente. Foi ainda mencionada a intenção de introduzir um sistema de contabilidade integrado, com o intuito de reestruturar as participações da LAM em diversas empresas.
As compensações para os trabalhadores despedidos serão efectuadas em conformidade com a Lei do Trabalho, assegurando assim o pagamento de pré-aviso, indemnizações, férias, 13º mês e um mês adicional, garantindo a transparência e dignidade no processo.
Relativamente às tarifas praticadas pela LAM, o Ministro Matlombe indicou que estas refletem uma estrutura de custos ainda elevada, resultante do excesso de pessoal, altos custos de leasing e da dependência da importação de combustível. O governo está empenhado na racionalização de custos, optimização de rotas e renovação da frota, com o objectivo de tornar os preços dos bilhetes progressivamente mais acessíveis, sem comprometer a sustentabilidade da empresa.
Sobre a utilização predominante da língua inglesa em alguns voos, o Ministro esclareceu que esta se deve a contratos de leasing com tripulações estrangeiras. Contudo, estão a ser implementadas medidas para reverter esta situação, priorizando a tripulação nacional e o uso do português.
A sessão de “Perguntas ao Governo” continuará na próxima sexta-feira, dia 14 de Novembro.
Três indivíduos, membros de uma quadrilha responsável pelo roubo de 160 mil meticais a um cidadão brasileiro, foram apresentados pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC). A detenção resultou de uma acção conjunta com a Polícia da República de Moçambique (PRM).
Os detidos, de nacionalidades, moçambicana, zimbabweana e malawiana, confessaram ter seguido a vítima após observarem o dinheiro quando esta saiu de um banco, localizado num supermercado na zona de Matundo. O roubo ocorreu quando o cidadão parou o automóvel na área conhecida como “Ghandi”. Os criminosos utilizaram um dispositivo para destrancar o veículo, acreditando que as portas estavam trancadas.
Celina Roque, porta-voz do SERNIC, declarou que este grupo tem sido responsável por vários roubos na cidade de Tete ao longo dos últimos tempos. Informou também que existem outros dois comparsas que se encontram em fuga, sublinhando que a investigação continua para garantir a sua detenção.
A porta-voz acrescentou que um dos detidos já tinha sido preso em 2017 pelo mesmo crime, cumprindo pena até este ano. Embora os indivíduos afirmem que estavam apenas de passagem por Tete, a investigação revela pistas contrárias. O montante roubado ainda não foi recuperado, uma vez que a maior parte do dinheiro foi enviado para as famílias dos detidos, que se encontram fora da cidade. A viatura utilizada para seguir a vítima foi, no entanto, apreendida.
Um grupo de 160 cidadãos palestinos desembarcou no aeroporto de Joanesburgo, na África do Sul, expressando a sua intenção de solicitar refúgio neste país.
A entrada deste grupo foi facilitada pela intervenção do Ministério sul-africano de Relações Exteriores e Cooperação, uma vez que não dispunham de vistos de entrada.
A ONG Gift of Givers, juntamente com diversos parceiros da sociedade civil, anunciou a prestação de apoio humanitário, assistência jurídica e cuidados médicos aos recém-chegados. As organizações envolvidas reflectem um compromisso em apoiar aqueles que se encontram em situações vulneráveis, garantindo, assim, uma recepção digna e acolhedora na África do Sul.
Esta acção surge num contexto de crescente necessidade de protecção internacional para indivíduos que fogem de conflitos e situações de crise humanitária em várias partes do mundo.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director(a) do Projecto She Belongs In School – Ela Pertence à Escola (SBIS). Saiba mais.
A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, assegurou que não existem atrasos no pagamento de salários na Função Pública, sublinhando que todos os pagamentos estão a ser realizados segundo a legislação e o calendário estabelecido há várias décadas em Moçambique.
Durante a sessão de “Perguntas ao Governo” que teve lugar na Assembleia da República, Benvinda Levi afirmou: “O pagamento de salários dos funcionários e agentes do Estado tem sido efectuado dentro do calendário estipulado, que vai do dia 15 de um determinado mês até o dia 05 do mês imediatamente seguinte.”
A Primeira-Ministra destacou que o governo está a implementar reformas com o intuito de reforçar as provisões de tesouraria do Estado, assegurando que estas se alicercem no cumprimento do calendário de processamento e pagamento das despesas do Estado, incluindo salários e outras remunerações.
Entre as reformas em curso, mencionou-se a diversificação e alargamento da base tributária, bem como a revisão e actualização da legislação do sistema tributário moçambicano, iniciativas que visam aumentar a eficiência no processo de pagamento das despesas do Estado.
Relativamente à retoma dos actos administrativos no aparelho do Estado, Benvinda Levi indicou que a prioridade será dada aos Funcionários e Agentes do Estado (FAE) cujos processos foram aprovados pelo Tribunal Administrativo (TA) antes da implementação da Tabela Salarial Única (TSU). A prioridade abrange também os FAE com níveis salariais resultantes da hierarquização das carreiras previstas nos novos qualificadores profissionais.
Os actos administrativos, que foram suspensos em 2022, têm a sua retoma condicionada à revisão do subsistema de carreiras e remunerações no contexto da TSU.
A Ministra das Finanças, Carla Louveira, acrescentou que a reactivação dos actos administrativos estará dependente da disponibilidade orçamental. No decorrer da mesma sessão, explicou que a estratégia de implementação prevê que, até 2026, se priorizem e se regularizem os actos administrativos de 2021 e 2022 já aprovados pelo TA e que não foram integrados no sistema.
Carla Louveira detalhou que foram harmonizados os níveis salariais da Tabela Salarial Única com os qualificadores profissionais, sendo também definidos os níveis mínimos e máximos de carreiras e categorias profissionais, assim como critérios para a evolução na TSU, com o objetivo de organizar e estruturar as carreiras e remunerações dos funcionários e agentes do Estado.
O Governo da África do Sul revelou um plano ambicioso para investir um trilhão de rands no sector de infraestruturas a médio prazo, uma ação que marca um novo marco na história do país.
Esta será a primeira vez, desde o advento da democracia, que se destina uma quantia tão significativa a este sector vital.
A informação foi divulgada pelo presidente Cyril Ramaphosa durante a abertura da reunião do sector de construção sul-africano. O chefe de Estado enfatizou que os fundos serão alocados a áreas consideradas críticas, incluindo estradas, energia, abastecimento de água e saneamento.
Cyril Ramaphosa sublinhou que este investimento visa corrigir desequilíbrios estruturais que persistem desde a era do apartheid. “Observámos como décadas de planificação especial do apartheid deixaram vastas zonas do nosso país sem capacidade económica significativa. Contudo, também testemunhámos como a infra-estrutura pode transformar o nosso ambiente e desenvolver as nossas comunidades. O investimento em electricidade, água, saneamento e habitação que se seguiu à democratização mudou a vida de milhões de sul-africanos”, afirmou.
O presidente destacou ainda que a indústria da construção deve ser vista como um motor de crescimento económico, contribuindo substancialmente para a criação de postos de trabalho. Ramaphosa reforçou a necessidade de exigir qualidade nas obras, prometendo uma fiscalização rigorosa para combater as máfias que actuam no sector da construção na África do Sul.
A decisão do governo sul-africano revela um compromisso sério para a revitalização e desenvolvimento das infraestruturas do país, com potenciais repercussões positivas não apenas para a economia sul-africana, mas também para a região em geral.
A Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo deu um passo significativo na promoção do diálogo nas comunidades moçambicanas ao assinar um memorando de cooperação com a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC).
O evento contou com a presença de diversas personalidades e teve como principal objectivo solidificar a parceria entre as duas instituições. Edson Macuácua, Presidente da Comissão Técnica, afirmou que este acordo visa facilitar o diálogo nas comunidades, destacando a importância da inclusão das mulheres nesse processo.
Diogo Milagre, administrador delegado da FDC, sublinhou que o memorando representa uma ponte entre as duas entidades, com um foco particular nas sensibilidades dos grupos que colaboram com a fundação para o desenvolvimento comunitário.
A colaboração promete fomentar uma maior participação cívica e o fortalecimento dos laços sociais nas diferentes comunidades de Moçambique.
As autoridades moçambicanas anunciaram o resgate de nove vítimas de rapto, num total de dez ocorrências registadas nos últimos dez meses.
A divulgação foi feita pela Primeira-Ministra, Benvinda Levi, durante o primeiro dia da sessão de ‘Perguntas ao Governo’ na Assembleia da República, em Maputo.
Benvinda Levi confirmou que as vítimas, agora livres dos sequestradores, estão novamente com as suas famílias. O resgate resultou de diligências e acções coordenadas entre diferentes instituições responsáveis pela segurança pública, assim como da colaboração das comunidades locais.
O mais recente caso de rapto aconteceu há um mês na cidade de Maputo, envolvendo um empresário português de 60 anos, proprietário de uma loja de acessórios para viaturas. A vítima foi sequestrada na Avenida Zedequias Manganhela, à saída do seu estabelecimento, onde os raptores dispararam tiros para o ar como forma de intimidar possíveis intervenientes.
A Primeira-Ministra assegurou que as autoridades policiais continuam a trabalhar em estreita colaboração com instituições nacionais e internacionais para prevenir, combater e esclarecer todos os casos de rapto, buscando a detenção dos responsáveis e a sua consequente apresentação à justiça.
No que diz respeito aos ataques e tentativas de intimidação dirigidos a membros da Polícia da República de Moçambique (PRM) durante o mesmo período, pelo menos oito agentes, incluindo um do Serviço Nacional de Investigação Criminal, foram assassinados. Levi repudiou essas mortes e indicou que os processos-crime correspondentes estão em curso.
A PRM conseguiu neutralizar 826 quadrilhas, em comparação com 679 registados em 2024, num esforço para desmantelar redes envolvidas em crimes como roubos armados, homicídios, narcotráfico e contrafacção de moeda.
De Janeiro a Outubro deste ano, a PRM registou 8.446 casos criminais, o que representa uma diminuição em relação aos 9.029 casos contabilizados no mesmo período de 2024. Levi destacou que, no que se refere à manutenção da ordem e segurança pública, Moçambique tem vindo a assistir a melhorias, apesar de persistirem alguns focos de violência em várias regiões do país.
A construção da linha de interligação eléctrica entre Moçambique e Malawi está a ser condicionada pela falta de equipamento adequado para erigir duas torres de 197 e 200 metros de altura, necessárias para a travessia do rio Zambeze na cidade de Tete.
Estas torres, que serão as maiores de transporte de energia eléctrica do continente africano, estão a ser erguidas a uma distância de 1 quilómetro e 800 metros de cada lado do rio.
A implementação deste tipo de torres é uma resposta às medidas de mitigação ambiental, que levaram em conta a vulnerabilidade histórica da província de Tete a eventos climáticos adversos, especialmente ao longo dos últimos cem anos. As torres foram projectadas para serem resilientes às mudanças climáticas.
João Catine, gestor do projecto pela Electricidade de Moçambique, descreveu a situação como complexa. Durante uma visita ao local das obras, realizada pelo alto comissário de Moçambique no Malawi, Alexandre Manjate, e pela secretária de estado da província de Tete, Cristina Mafumo, Catine garantiu que a entrega da empreitada está prevista para o final de Dezembro, podendo ser adiada para os princípios de Janeiro do próximo ano.
A informação foi bem recebida por Alexandre Manjate, que destacou a importância do projecto. A interligação eléctrica, que abrange uma extensão de 218 quilómetros desde Matambo, na província de Tete, até Phombeya, no Malawi, visa suprir o actual défice energético que o Malawi enfrenta. Actualmente, a empresa de geração de electricidade do Malawi, Egenco, produz apenas 367 megawatts, muito aquém da demanda estimada em 719 megawatts, com apenas 11% da população a ter acesso à electricidade.
O Senado Federal do Brasil aprovou a proposta de reestruturação da dívida de Moçambique com o Estado brasileiro. Este acordo, que envolve um montante...
A Polícia da República de Moçambique (PRM), em Sofala, levou a cabo uma operação na cidade da Beira, durante a qual foram apreendidas aproximadamente...