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Quinta-feira, Abril 9, 2026
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Nove vítimas de rapto recuperadas em dez meses de operações

As autoridades moçambicanas anunciaram o resgate de nove vítimas de rapto, num total de dez ocorrências registadas nos últimos dez meses.

A divulgação foi feita pela Primeira-Ministra, Benvinda Levi, durante o primeiro dia da sessão de ‘Perguntas ao Governo’ na Assembleia da República, em Maputo.

Benvinda Levi confirmou que as vítimas, agora livres dos sequestradores, estão novamente com as suas famílias. O resgate resultou de diligências e acções coordenadas entre diferentes instituições responsáveis pela segurança pública, assim como da colaboração das comunidades locais.

O mais recente caso de rapto aconteceu há um mês na cidade de Maputo, envolvendo um empresário português de 60 anos, proprietário de uma loja de acessórios para viaturas. A vítima foi sequestrada na Avenida Zedequias Manganhela, à saída do seu estabelecimento, onde os raptores dispararam tiros para o ar como forma de intimidar possíveis intervenientes.

A Primeira-Ministra assegurou que as autoridades policiais continuam a trabalhar em estreita colaboração com instituições nacionais e internacionais para prevenir, combater e esclarecer todos os casos de rapto, buscando a detenção dos responsáveis e a sua consequente apresentação à justiça.

No que diz respeito aos ataques e tentativas de intimidação dirigidos a membros da Polícia da República de Moçambique (PRM) durante o mesmo período, pelo menos oito agentes, incluindo um do Serviço Nacional de Investigação Criminal, foram assassinados. Levi repudiou essas mortes e indicou que os processos-crime correspondentes estão em curso.

A PRM conseguiu neutralizar 826 quadrilhas, em comparação com 679 registados em 2024, num esforço para desmantelar redes envolvidas em crimes como roubos armados, homicídios, narcotráfico e contrafacção de moeda.

De Janeiro a Outubro deste ano, a PRM registou 8.446 casos criminais, o que representa uma diminuição em relação aos 9.029 casos contabilizados no mesmo período de 2024. Levi destacou que, no que se refere à manutenção da ordem e segurança pública, Moçambique tem vindo a assistir a melhorias, apesar de persistirem alguns focos de violência em várias regiões do país.

Interligação eléctrica Moçambique-Malawi sofre atrasos por falta de equipamento

A construção da linha de interligação eléctrica entre Moçambique e Malawi está a ser condicionada pela falta de equipamento adequado para erigir duas torres de 197 e 200 metros de altura, necessárias para a travessia do rio Zambeze na cidade de Tete. 

Estas torres, que serão as maiores de transporte de energia eléctrica do continente africano, estão a ser erguidas a uma distância de 1 quilómetro e 800 metros de cada lado do rio.

A implementação deste tipo de torres é uma resposta às medidas de mitigação ambiental, que levaram em conta a vulnerabilidade histórica da província de Tete a eventos climáticos adversos, especialmente ao longo dos últimos cem anos. As torres foram projectadas para serem resilientes às mudanças climáticas.

João Catine, gestor do projecto pela Electricidade de Moçambique, descreveu a situação como complexa. Durante uma visita ao local das obras, realizada pelo alto comissário de Moçambique no Malawi, Alexandre Manjate, e pela secretária de estado da província de Tete, Cristina Mafumo, Catine garantiu que a entrega da empreitada está prevista para o final de Dezembro, podendo ser adiada para os princípios de Janeiro do próximo ano.

A informação foi bem recebida por Alexandre Manjate, que destacou a importância do projecto. A interligação eléctrica, que abrange uma extensão de 218 quilómetros desde Matambo, na província de Tete, até Phombeya, no Malawi, visa suprir o actual défice energético que o Malawi enfrenta. Actualmente, a empresa de geração de electricidade do Malawi, Egenco, produz apenas 367 megawatts, muito aquém da demanda estimada em 719 megawatts, com apenas 11% da população a ter acesso à electricidade.

Tzu Chi inicia campanha agrícola para alimentar alunos e doentes em Sofala

A Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique anunciou que mais de mil toneladas de produtos alimentares serão colhidas nos próximos meses, no âmbito da sua campanha agrícola para o período 2025-2026. 

Este esforço visa fornecer refeições a milhares de alunos e pacientes internados em hospitais na província de Sofala, localizada no centro do país.

Dino Foi, presidente da fundação, realçou que a produção é inteiramente voltada para fins humanitários. Durante o lançamento oficial da campanha, realizado na quinta-feira em Dondo, ele afirmou: “A nossa intenção é garantir que a colheita alimente os nossos programas de apoio a alunos nas escolas e beneficie igualmente os doentes internados em hospitais.”

As actividades agrícolas estão a ser realizadas numa área de aproximadamente 100 hectares em Mecuzi, uma localidade que acolhe a maioria dos projectos da fundação desde o ciclone Idai, em 2019. A plantação abrange hortícolas e cereais, que suportam o programa “refeições quentes”, uma iniciativa dedicada à distribuição de lanches escolares, destinada a reduzir o absentismo de mais de sete mil crianças.

“O impacto deste programa na diminuição dos níveis de absentismo escolar foi quase instantâneo. A nossa prioridade é garantir não só boas infra-estruturas, mas também alimentação para os alunos, que muitas vezes não têm o que comer,” destacou o presidente.

Os produtos cultivados em Mecuzi também serão distribuídos a hospitais da região, com um enfoque no Hospital Rural de Nhamatanda, que recebe em média 60 internamentos por dia.

Com o início da nova campanha agrícola, a Tzu Chi está determinada a transcender a ajuda emergencial. A fundação lançou um projecto de produção e comercialização de castanha de caju, com o intuito de assegurar sustentabilidade financeira para as suas acções humanitárias. Arsénio de Sousa, gestor do programa agrícola, explicou: “Queremos agora apostar na cadeia de valor das amêndoas, neste caso a castanha de caju, para gerar receitas que sustentem as nossas actividades. Já temos uma primeira colheita, apresentada no lançamento oficial desta campanha.”

A Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique também foi uma das convidadas para o lançamento da campanha agrícola nacional, que contou com a presença do chefe de Estado moçambicano, Daniel Chapo.

Sofala continua a ser o epicentro das acções da fundação, que, ao abrigo de um memorando com o Governo moçambicano, mantém um pacote de apoio de 108 milhões de dólares, completamente financiado por mais de 10 milhões de voluntários a nível global.

FDEM pede fim da suspensão a empresas mineiras em Moçambique

A Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique (FDEM) apresentou uma proposta para o levantamento imediato da suspensão imposta às empresas mineiras que não provocam poluição ambiental crítica.

Entre estas, destacam-se as que se dedicam ao engarrafamento de água mineral, bem como areeiros e pedreiras.

O representante da Federação, Jorge Chacate, fez esta proposta após visitar a província de Manica em Outubro, onde avaliou a operação de nove empresas mineiras de extracção em rocha dura. O seu trabalho teve como finalidade verificar os danos ambientais, a necessidade de mitigação e o grau de conformidade das actividades, tendo sido identificados casos de poluição e degradação ambiental.

A FDEM observou que as empresas envolvidas na exploração e processamento de minério em rocha dura, tanto oxidada como fresca, não representam uma ameaça significativa à contaminação dos principais cursos de água. Em contraponto, as operações aluvionares, realizadas em rios e margens, são as que mais contribuem para a degradação ambiental.

Chacate sublinhou a urgência de restaurar a actividade das empresas, uma vez que a actual suspensão pode comprometer cerca de 1.700 empregos. Para assegurar a sustentabilidade das operações e a preservação dos postos de trabalho, a FDEM sugere a retoma da exploração mineira de ouro.

Adicionalmente, a Federação propõe um período de tolerância de seis meses, durante o qual as empresas poderão formalizar, sem penalizações, a documentação e as licenças que se encontram pendentes.

Entre as propostas avançadas, realça-se a “proibição total e permanente do uso de dragas na exploração de ouro”, uma vez que estas são responsáveis pela significativa degradação dos cursos de água.

Caso a retoma seja autorizada, a FDEM sugere que as empresas, que demonstraram elevados padrões de construção e procedimentos ambientais, iniciem os trabalhos preparatórios e de correcção ambiental sob supervisão rigorosa do governo. As empresas deverão também comprometer-se com a reabilitação voluntária das áreas afectadas e aumentar as actividades de responsabilidade social, incluindo a abertura de furos de água para as comunidades.

A FDEM reafirma a sua determinação em monitorar as operações mineiras e estabelecer uma ligação entre os operadores e o governo, com o intuito de promover uma mineração que una desenvolvimento económico e preservação ambiental.

A organização sublinha que o desafio para a província de Manica — e para o país em geral — vai além do simples reinício da actividade mineira. É necessário redefinir um modelo de exploração que seja responsável, sustentável e socialmente justo. Nesse sentido, a FDEM apela à cooperação entre o governo, o sector privado, as comunidades e os parceiros internacionais para garantir uma actividade sustentável.

A reacção da FDEM surge na sequência da suspensão imediata de todas as licenças de exploração mineira na província de Manica, uma medida que pretende salvaguardar a saúde pública face à actividade mineira indiscriminada.

Aridge inicia produção-piloto de carros voadores em Guangzhou

A Aridge, subsidiária da Xpeng, deu um passo significativo na indústria da mobilidade ao iniciar a produção-piloto de carros voadores na primeira fábrica do mundo dedicada a este tipo de veículos.

Localizada em Guangzhou, a instalação abrange 120.000 metros quadrados e já produziu a sua primeira aeronave eVTOL, projectada para o inovador “Land Aircraft Carrier” modular.

Com uma capacidade anual estimada em 10.000 módulos, a fábrica destina-se a montar uma aeronave a cada 30 minutos, o que representa um marco importante na evolução do transporte aéreo urbano.

Neste momento, as operações piloto focam na verificação de processos, realização de testes de equipamento e produção de protótipos que necessitam de certificação de aeronavegabilidade, antes de se avançar para a produção em série.

A introdução deste veículo revolucionário poderá transformar a maneira como as pessoas se deslocam nas cidades, promovendo soluções de transporte mais eficientes e sustentáveis.

Líder da CTA exige reformas estruturais para reanimar a economia moçambicana

O Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Álvaro Massingue, destacou a necessidade urgente de implementar reformas estruturais para revitalizar a economia do país, aumentar a competitividade e converter os vastos recursos naturais em prosperidade.

Na abertura da 20ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP), que decorre na cidade de Maputo, Massingue alertou que Moçambique enfrenta um momento crucial que exige coragem política e uma visão estratégica clara. Apesar de possuir abundantes recursos naturais, o país ainda se depara com o paradoxo de grandes potenciais e resultados económicos insatisfatórios. “O que falta não é saber o que fazer, mas decidir fazê-lo”, afirmou.

O presidente da CTA priorizou a reforma fiscal, considerando o sistema tributário a~ctual como pesado e desajustado. Propôs a adopção de um modelo mais simples, justo e competitivo, sugerindo a introdução de níveis diferenciados do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRPC) e a actualização do limite do Imposto Simplificado para Pequenos Contribuintes, aumentando-o para 100 mil dólares anuais. Também defendeu medidas para aliviar o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) em sectores como educação e saúde privadas, além da importação de equipamentos médicos.

A modernização administrativa e digital do Estado foi outra questão abordada, visando a redução de custos, burocracia, corrupção e ineficiências. Massingue elogiou a iniciativa presidencial de unificar as inspecções económicas, mencionando a importância de uma cultura de gestão pública fundamentada na pedagogia, transparência e taxas proporcionais.

O líder da CTA realçou também a importância de restaurar a confiança no Estado de Direito, acelerando as decisões judiciais e assegurando previsibilidade. “A confiança é o capital mais valioso de uma economia”, enfatizou, alertando que a morosidade nos tribunais desestimula investimentos.

O sector agrícola foi identificado como um motor essencial para a produção, processamento e exportação, a par de investimentos em infraestruturas como estradas, portos e ferrovias. Massingue referiu o turismo como “petróleo limpo” para o país, cuja evolução depende de políticas que facilitem viagens, melhorarem a segurança e promovam Moçambique como um destino atrativo.

O problema dos atrasos nos pagamentos a fornecedores e no reembolso do IVA foi igualmente colocado em destaque, com Massingue a afirmar que esta situação sufoca as empresas. A escassez de divisas foi referida como uma emergência que requer prioridade para empresas produtivas e exportadoras.

Além disso, o papel das pequenas e médias empresas (PMEs) como motor de emprego e inovação foi sublinhado, assim como a necessidade de um Fundo Soberano para financiar projectos estruturantes e a industrialização baseada no gás, garantindo um futuro próspero.

A conferência atraiu mais de 2.000 participantes, entre os quais membros do Governo, líderes empresariais, parceiros de cooperação e académicos. O evento inclui sessões plenárias e paralelas, bem como a EXPO CASP 2025, que destaca a indústria imobiliária e abrange diversos sectores, como agrícola, mineiro, energético, financeiro, de seguros, industrial e logístico.

Prevê-se que durante o evento sejam realizadas reuniões bilaterais, salas de negócios e sessões B2B, com estimativas de assinatura de cerca de 1,5 mil milhões de dólares em negócios. Massingue concluiu reafirmando que o sector privado está preparado para investir, produzir e criar emprego, mas necessita de um Estado reformado e com previsibilidade. “Reformar é escolher o futuro. O milagre económico moçambicano é possível”, finalizou.

Moçambique inaugura nova fábrica de processamento de gergelim

Moçambique assinalou a abertura de uma nova fábrica de descasque e processamento de gergelim, um investimento que ascende a 35 milhões de dólares. A inauguração foi realizada pelo Presidente da República, Daniel Chapo.

A unidade fabril, localizada no distrito de Dondo, na província central de Sofala, promete empregar mais de mil pessoas. Este projecto resulta de uma colaboração entre o governo moçambicano e o Reino dos Países Baixos. O Presidente Chapo enfatizou que esta instalação representa não apenas uma estrutura industrial, mas um marco da determinação nacional em alcançar a independência económica.

Em sua intervenção, o Presidente recordou que, durante décadas, o gergelim era exportado sem ser devidamente processado, limitando o seu valor acrescentado. Com a nova fábrica, o produto será exportado como “Made In Mozambique”, com a qualidade certificada e um orgulho nacional.

Equipado com tecnologia avançada, o empreendimento atenderá aproximadamente 35 mil pequenos produtores de gergelim das províncias de Sofala, Manica, Tete e Zambézia, que já dispõem de um mercado para a venda dos seus produtos.

O Chefe do Estado destacou a importância de cada localidade identificar o seu potencial produtivo como base para o desenvolvimento industrial e social. Salientou ainda que o papel do governo é facilitar negócios, desburocratizar processos e criar um ambiente favorável para os investidores, resultando, assim, em mais empregos e receitas para o Estado.

Moçambique é reconhecido como um dos principais produtores de gergelim a nível global. O Presidente aproveitou a ocasião para chamar a atenção da juventude moçambicana em busca de emprego, mencionando a necessidade de aumentar a produção de gergelim e a importância de disponibilizar terras para que a fábrica possa garantir matéria-prima suficiente.

Actualmente, a cultura de gergelim sustenta mais de 35 mil pequenos produtores nas províncias de Cabo Delgado, Zambézia, Tete e Sofala, com uma produção nacional de cerca de 200 mil toneladas por ano, contribuindo com 25% do total de gergelim produzido, especialmente nos distritos de Dondo, Caia, Chemba, Marínguè, Nhamatanda e Gorongosa.

Chapo sublinhou que a nova fábrica é um reconhecimento dos esforços dos produtores, enquanto incentivou os investidores a considerar a criação de uma unidade de processamento de castanha de caju, com o intuito de aumentar a produção e gerar mais empregos, especialmente para as mulheres moçambicanas.

Além de impulsionar o comércio local e a economia, a nova fábrica possui infraestruturas modernas, incluindo laboratório, armazéns, complexo habitacional e áreas de formação, que visam melhorar as condições de trabalho e o desenvolvimento da indústria no país.

Investigações avançam para responsabilizar rombo nas Linhas Aéreas de Moçambique

O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, anunciou que as investigações destinadas à responsabilização criminal dos envolvidos no rombo financeiro das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) estão numa fase avançada.

A declaração foi feita na cidade da Beira, na província de Sofala, durante uma entrevista à Rádio Moçambique.

O governante informou que a situação levou à instauração de processos disciplinares e à suspensão de alguns funcionários da companhia aérea. Matlombe destacou que estão em curso reformas com o objectivo de tornar a LAM mais sustentável, reconhecendo, contudo, a complexidade deste processo, que inclui a redução da mão-de-obra e a reestruturação da frota.

“O processo é difícil porque envolve pessoas e estas têm famílias. É fundamental tratar essa questão com sensibilidade, mas a sustentabilidade da empresa não pode ser comprometida”, afirmou o ministro.

Quanto aos prazos, o titular da pasta de Transportes e Logística indicou que a primeira etapa das reformas deve concluir em Dezembro, enquanto a próxima fase começará em 2026. O ministro encorajou os accionistas e a comissão de gestão a continuarem os esforços e agradeceu aos trabalhadores pela colaboração até ao momento, sublinhando a importância da sua participação no processo de melhoria da companhia de bandeira.

“Nosso foco está no resultado final, que é ter a melhor companhia do país, capaz de orgulhar todos os moçambicanos e facilitar a mobilidade de passageiros a qualquer destino”, concluiu Matlombe.

Colonos israelitas incendeiam mesquita na Cisjordânia

Um grupo de colonos israelitas incendiou e vandalizou uma mesquita palestiniana nas proximidades de Salfit, na Cisjordânia.

Este acto de violência foi acompanhado pela grafitação de mensagens ameaçadoras dirigidas a Avi Bluth, chefe do Comando Central das Forças de Defesa de Israel (FDI). Bluth, em uma declaração rara, qualificou a violência perpetrada por judeus contra palestinianos como terrorismo.

De acordo com informações do The Jerusalem Post, vários exemplares do Alcorão foram também queimados durante o ataque. Este incidente ocorre num contexto de crescente violência registada por extremistas israelitas, que inclui ataques a palestinianos e vandalismo de propriedades.

As autoridades israelitas, incluindo o exército e a polícia, iniciaram uma investigação sobre o caso. A organização Peace Now, que defende uma solução de dois Estados para o conflito israelo-palestiniano, emitiu um comunicado condenando este ato de violência, alertando que a situação ultrapassa a actuação de uma minoria isolada.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, expressou a preocupação do governo dos Estados Unidos de que as agressões de colonos na Cisjordânia possam impactar a trégua em Gaza, afirmando que “os eventos na Cisjordânia possam ter repercussões que comprometam os esforços em Gaza”.

Entretanto, diversos meios de comunicação israelitas relataram que as autoridades não têm um raio de ação amplo contra os manifestantes devido às actuais políticas governamentais.

Insegurança ameaça exames de 1.700 alunos em Nampula

Mais de 1.700 alunos da Administração dos Postos de Lúrio e Chipene, no distrito de Memba, na província nortenha de Nampula, encontram-se em risco de não poder realizar os seus exames finais devido à insegurança provocada por incursões terroristas.

Os referidos postos administrativos foram alvo de ataques por parte de grupos armados nos dias 30 de Setembro e 3 de Outubro. Desde 2017, tais incursões têm sido frequentemente reportadas na província de Cabo Delgado. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) alertou que a violência está a expandir-se para outras regiões, especialmente para a vizinha província de Nampula.

Silvério Rassul, Director do Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia de Memba, afirmou durante uma reunião provincial destinada a discutir a preparação para os exames, que a situação não resulta apenas dos ataques terroristas ocorridos no mês passado, que forçaram a fuga de centenas de famílias, mas também de novos relatos de incursões em algumas comunidades.

Segundo o jornal “Carta de Moçambique”, as novas movimentações registadas no distrito de Memba levaram novamente ao deslocamento de famílias das comunidades de Sirissa e Pavala.

O governador de Nampula, Eduardo Abdula, informou que as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique (FDS) estão a realizar operações nos distritos de Memba e Eráti com o objectivo de garantir a segurança da população.

Ponte de Nhartanda reaberta ao tráfego após reparações

A ponte metálica sobre o rio Nhartanda, localizada na cidade de Tete, foi reaberta ao tráfego após ter cedido devido ao excesso de carga na noite de 5 de Novembro.

As reparações permitiram restabelecer a transitabilidade, encerrando assim uma semana de dificuldades para os automobilistas que se viam obrigados a recorrer a uma passagem alternativa no leito do rio.

Pascoal Elídio, um dos automobilistas que utiliza a ponte diariamente, manifestou o seu alívio com a reabertura. “É um alívio enorme que a ponte esteja reaberta, mas esperamos que desta vez seja arranjada de vez, para não voltarmos a passar por aquelas dificuldades”, afirmou.

Victor Maicolo, delegado provincial da Administração Nacional de Estradas (ANE), informou que a intervenção incluiu a remoção e substituição de um painel estrutural que havia sido danificado.

Maicolo acrescentou que, a médio prazo, está prevista a substituição do tabuleiro metálico da ponte por uma estrutura em betão armado, que será mais resistente às cargas dos camiões de transporte comercial, assegurando assim uma maior segurança para todos os utilizadores.

Ex-líder juvenil ruandês condenado a 20 anos de prisão por genocídio de 1994

O tribunal de primeira instância de Kiyumba, localizado no distrito de Muhanga, no sul do Ruanda, proferiu uma sentença de 20 anos de prisão contra Germain Musonera, um antigo líder juvenil e ex-candidato a deputado, por cumplicidade no genocídio contra os tutsis em 1994.

Além da pena de prisão, Musonera foi condenado a pagar 50 milhões de francos ruandeses, o equivalente a quase 30 mil euros, à Ibuka, uma organização que representa os sobreviventes do genocídio.

Durante o processo judicial, a procuradoria tinha solicitado a pena máxima de prisão perpétua, argumentando que Musonera desempenhou um papel de liderança na mobilização de jovens envolvidos nas matanças, evidenciando assim a sua clara cumplicidade nas atrocidades cometidas durante o genocídio.

Vagas de emprego do dia 14 de Novembro de 2025

Foram publicadas hoje, dia 14 de Novembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Senior HR Business Partner – Technology

A Vodafone pretende recrutar um (1) Senior HR Business Partner – Technology. Saiba mais.

2. Vaga para Special Projects Manager: Maputo National Park

A Peace Parks Foundation pretende recrutar um (1) Special Projects Manager: Maputo National Park. Saiba mais.

3. Vaga para Consultor – Recursos Humanos

A Deloitte pretende recrutar um (1) Consultor com experiência em Recursos Humanos. Saiba mais.

4. Vaga para Contabilista

A PANGARA S.A. pretende recrutar uma (1) Contabilista. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Methods, Compliance, and Information Management Coordinator

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) Methods, Compliance, and Information Management Coordinator. Saiba mais.

2. Vaga para District Field Technician

A Food and Agriculture Organization (FAO) pretende recrutar um (1) District Field Technician. Saiba mais.

3. Vaga para Chefe de Armazém

A Mota-Engil pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Chefe de Armazém. Saiba mais.

4. Vaga para Mozambique Enterprise Growth Market Leader

A Baker Hughes pretende recrutar um (1) Mozambique Enterprise Growth Market Leader. Saiba mais.

5. Vaga para Technical Trainee: Brewing

A AB InBev pretende recrutar um (1) Technical Trainee: Brewing. Saiba mais.

6. Vaga para Head Chef

A International Facilities Services (IFS) pretende recrutar um (1) Head Chef. Saiba mais.

7. Vaga para CSU Assistant

A World Health Organization (WHO) pretende recrutar um (1) CSU Assistant. Saiba mais.

8. Vaga para Finance and Administrative Associate

A UN Women pretende recrutar um (1) Finance and Administrative Associate. Saiba mais.

9. Vaga para Site Environmental Advisor

A Saipem pretende recrutar um (1) Site Environmental Advisor. Saiba mais.

10. Vaga para Gestor de Monitoria e Avaliação

A Handicap International/Humanity & Inclusion (HI) pretende recrutar um (1) Gestor de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.

11. Vaga para Pasteleiro

Empresa pretende recrutar um (1) Pasteleiro. Saiba mais.

12. Vaga para Padeiro

Empresa pretende recrutar um (1) Padeiro. Saiba mais.

13. Vaga para Gestor de Compras (Interno)

Empresa pretende recrutar um (1) Gestor de Compras (Interno). Saiba mais.

14. Vaga para Executivo B2B

Empresa pretende recrutar um (1) Executivo B2B. Saiba mais.

15. Vaga para Técnico de Cobranças

Empresa pretende recrutar um (1) Técnico de Cobranças. Saiba mais.

16. Vaga para Gestor de Logística

Empresa pretende recrutar um (1) Gestor de Logística. Saiba mais.

17. Vaga para Oficial de Monitoria e Avaliação

A CELIM pretende recrutar um (1) Oficial de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.

18. Vaga para Procurement Specialist

A World Bank pretende recrutar um (1) Procurement Specialist. Saiba mais.

19. Vaga para Civil Works Engineer

A Saipem pretende recrutar um (1) Civil Works Engineer. Saiba mais.

20. Vaga para Supply Manager

A Action Contre La Faim pretende recrutar um (1) Supply Manager. Saiba mais.

21. Vaga para Engenheiro Mecânico – Gestão de Equipamento

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Engenheiro Mecânico – Gestão de Equipamento. Saiba mais.

22. Vaga para Security Officer

A DP World pretende recrutar um (1) Security Officer. Saiba mais.

23. Vaga para Procurement Intern

A DP World pretende recrutar um (1) Procurement Intern. Saiba mais.

24. Vaga para Humanitarian Program Manager

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Humanitarian Program Manager. Saiba mais.

25. Vaga para Health and Nutrition Officer

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Health and Nutrition Officer. Saiba mais.

26. Vaga para Health and Nutrition Manager

A Johanniter International Assistance pretende recrutar um (1) Health and Nutrition Manager. Saiba mais.

27. Vaga para Engenheiro Sénior de Procurement e Logística – Projeto

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Engenheiro Sénior de Procurement e Logística – Projeto. Saiba mais.

28. Vaga para Chief Accountant

A ENI pretende recrutar um (1) Chief Accountant. Saiba mais.

29. Vaga para Associate

A Acasus pretende recrutar um (1) Associate. Saiba mais.

30. Vaga para Especialista em Gestão de Propostas

A Nippon Koei Mozambique pretende recrutar um (1) Especialista em Gestão de Propostas. Saiba mais.

31. Vaga para Gestor de Transportes e Logística – Projeto

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Gestor de Transportes e Logística – Projeto. Saiba mais.

32. Vaga para Director do Projecto SBIS

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director(a) do Projecto She Belongs In School – Ela Pertence à Escola (SBIS). Saiba mais.

33. Vaga para Supervisor de Gestão de Casos e CLHIV

A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Gestão de Casos e CLHIV. Saiba mais.

34. Vaga para Secretária Comercial e Executiva

A Mawonelo Consultoria e Serviços E.I pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Secretária Comercial e Executiva. Saiba mais.

35. Vaga para Videomaker

A Mawonelo Consultoria e Serviços E.I pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Videomaker. Saiba mais.

36. Vaga para Coordenadora de Comunicação e Marketing Estratégico

A Mawonelo Consultoria e Serviços E.I pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Coordenadora de Comunicação e Marketing Estratégico. Saiba mais.

37. Vaga para Project Officer

A COSV pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Project Officer. Saiba mais.

38. Vaga para Accountant and Finance Officer

A COSV pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Accountant and Finance Officer. Saiba mais.

39. Vagas para Graduados

A Vodacom pretende recrutar Graduados – Programa de Graduados Vodacom 2025. Saiba mais.

40. Vaga para Cabeleireira

O Salão & Boutique Canaã pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Cabeleireira. Saiba mais.

41. Vaga para Barbeiro

O Salão & Boutique Canaã pretende recrutar um (1) Barbeiro. Saiba mais.

42. Vaga para Agente de Angariação e Vendas

A Canaã Prestige pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Agente de Angariação e Vendas. Saiba mais.

Moçambique lança Linha Verde nacional para denúncias de corrupção

O Ministério das Finanças (MF) e a Procuradoria Geral da República (PGR) assinaram em Maputo, um memorando de entendimento para a criação de uma Linha Verde Nacional de Denúncias, com o objectivo de combater a corrupção e irregularidades nos processos de contratação pública. A iniciativa visa responsabilizar criminalmente os infractores.

A ministra das Finanças, Carla Loveira, revelou que o governo moçambicano destina anualmente cerca de 34 mil milhões de meticais, equivalente a 532,4 milhões de dólares, para investimento financiado por recursos internos, representando 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Adicionalmente, são alocados 30 mil milhões de meticais, ou 469,6 milhões de dólares, para a componente de investimento correspondente a 1,6% do PIB.

Nos últimos anos, o Estado moçambicano tem recebido numerosas queixas relacionadas com cobranças ilícitas para pagamento de bens e serviços a fornecedores, uma prática que exige um tratamento rápido e eficaz. A assinatura do memorando vincula-se às acções de combate à corrupção, através da Linha Verde 1726, que se destina à recepção e análise de queixas associadas a estes processos.

Loveira destacou que a nova Linha Verde nacional não só facilitará o ambiente de negócios entre o Estado e o sector privado, mas também promoverá um cenário de maior confiança entre cidadãos e instituições durante concursos públicos e execução de contractos.

Além disso, a iniciativa reforçará as medidas já em curso no Ministério das Finanças, focando na observância da ética e deontologia profissional, mediante a implementação de um código de conduta para funcionários e a intensificação do controlo interno.

Por sua vez, o Procurador Geral da República, Américo Letela, elogiou a iniciativa e o empenho do governo nas medidas inovadoras para a prevenção e combate à corrupção. Letela sublinhou que o memorando estabelece um canal de denúncia acessível e seguro, garantindo a confidencialidade dos denunciantes e a rastreabilidade das informações recebidas.

A PGR comprometeu-se a tratar legalmente as denúncias, promovendo investigações e responsabilizando os agentes envolvidos em práticas ilícitas. Letela reiterou que esta abordagem permitirá a qualquer cidadão, fornecedor ou servidor público denunciar sem temor de represálias, confiando que o Estado agirá com seriedade e transparência.

O evento contou com a presença de magistrados do Ministério Público, membros do Gabinete Central de Combate à Corrupção, do Tesouro e Orçamento, além de representantes de diversas organizações da sociedade civil e parceiros de cooperação.

Madrasta perde a vida em Chókwè após ser envenenada pela enteada de 14 anos

Uma mulher de 42 anos perdeu a vida na localidade de Chókwè, no distrito de Chókwè, na província de Gaza, num aparente caso de envenenamento. A suposta responsável pelo ato é a sua enteada, de apenas 14 anos, em virtude de desavenças familiares.

De acordo com informações fornecidas pelo porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Gaza, Júlio Nhamussua, as relações entre a adolescente e a madrasta eram tensas. A situação piorou quando, recentemente, a madrasta terá destruição de “mechas” de cabelo da menor, um ato que provocou grande indignação e ressentimento na jovem.

Júlio Nhamussua frisou que, por se tratar de uma menor, a adolescente não será responsabilizada criminalmente. Contudo, foi encaminhada para uma subunidade policial, visando garantir a sua protecção contra possíveis represálias por parte de familiares ou da comunidade.

Após ingerir alimentos envenenados, a vítima começou a sentir-se mal e foi socorrida ao centro de saúde local. Devido à gravidade do seu estado, foi posteriormente transferida para o Centro de Saúde de Lhaluquane, onde acabou por falecer.

O porta-voz da PRM fez um apelo à população, destacando a importância de uma convivência harmoniosa nas famílias. Enfatizou que os adultos devem acolher e tratar os filhos do cônjuge com respeito, evitando qualquer forma de abuso, seja psicológico ou físico.

“É importante que a menor receba acompanhamento psicológico, uma vez que está traumatizada pelo incidente”, concluiu Nhamussua.

Falta de especialistas afecta atendimento no Hospital Provincial de Lichinga

A escassez de especialistas está a afectar gravemente o atendimento de crianças e jovens nos Serviços de Reabilitação Psicológica do Hospital Provincial de Lichinga. 

Actualmente, o centro conta apenas com um psicólogo, um terapeuta ocupacional e dois terapeutas da fala, um número manifestamente insuficiente para as actuais necessidades da população.

Arlete Maneco, chefe do centro de reabilitação psicológica, revelou que, além da carência de profissionais, a infra-estrutura do serviço enfrenta desafios significativos. A falta de meios materiais, como viaturas e equipamentos de estímulo psicomotor e terapêutico, limita ainda mais a capacidade de atendimento e reabilitação dos utentes.

A situação levanta preocupações sobre a qualidade dos serviços prestados e a necessidade urgente de uma resposta adequada por parte das autoridades de saúde.

EDM instala 434 mil novas ligações eléctricas em Moçambique

A Electricidade de Moçambique (EDM), empresa pública responsável pela distribuição de electricidade no país, instalou, até ao momento, 434.289 novas ligações em 2025. Este número corresponde a 72,4% da meta anual estabelecida.

Essas ligações fazem parte do “Programa Energia para Todos”, lançado em 2018, que visa garantir o acesso universal à electricidade até 2030, além de expandir a rede nacional e implementar sistemas de mini-redes e energia solar em zonas rurais e periurbanas.

Em declarações prestadas a jornalistas, após uma reunião do Conselho de Ministros, o Ministro de Planeamento e Desenvolvimento, Salim Valá, destacou que, antes do início do programa, o número anual de ligações era inferior a 150.000. “Com a execução do programa, a taxa de ligações anuais ultrapassa agora 500.000”, afirmou Valá.

O ministro sublinhou a importância de continuar a investir no acesso universal à electricidade, enfatizando a necessidade de explorar o potencial do país em energia hidroeléctrica, solar e térmica, a fim de garantir a diversificação das fontes energéticas.

Valá acrescentou que o governo está a negociar com parceiros estratégicos para impulsionar investimentos no sector eléctrico, reconhecendo que se trata de uma área que demanda grandes investimentos. O Banco Mundial lidera o financiamento do pacote de electrificação com aproximadamente 133 milhões de dólares.

Desde o lançamento do programa em 2018, a EDM completou a electrificação das sedes de todos os 164 distritos do país. Em 2020, iniciou a implementação de programas de electrificação para postos administrativos, contribuindo para o aumento da taxa de acesso à electricidade de 36,8% para 61,4% no início deste ano.

Vidente italiana acusada de fraude vai a julgamento por enganar peregrinos

Uma vidente italiana, Gisella Cardia, e o seu marido, Gianni Cardia, estão prestes a ser julgados por fraude agravada, após serem acusados de enganarem centenas de peregrinos com falsas aparições da Virgem Maria e uma estátua que, supostamente, chorava lágrimas de sangue.

A farsa foi desmascarada após testes de ADN revelarem que o sangue que escorria da estátua pertencia à própria vidente.

O fenómeno, que atraiu romarias mensais ao local, ocorreu nas imediações do Lago Bracciano, em Itália. Gisella Cardia, uma ex-empresária siciliana com cerca de 50 anos, já tinha um passado criminal, tendo sido condenada em 2013 por falência fraudulenta. O julgamento está agendado para abril do próximo ano.

De acordo com a advogada de Gisella, a vidente recebeu a decisão de ir a julgamento de forma tranquila, considerando-a um passo necessário para esclarecer as acusações. A defesa afirma que a acusada está serena e confiante na justiça, esperando que o processo ponha fim a interpretações e polémicas injustas.

O decreto da acusação, assinado pelo procurador Alberto Liguori, descreve a conduta do casal como um plano criminoso destinado a obter lucro ilícito através de donativos de fiéis e a aumentar a sua visibilidade mediática. Para isso, utilizaram artifícios e enganos, criando falsas aparições e outros fenómenos “sobrenaturais”, como lágrimas em estátuas e mensagens em aramaico, a língua falada por Jesus.

Gisella e Gianni Cardia transformaram a sua residência e um terreno em Trevignano Romano num local de culto, alegando a ocorrência de desastres futuros como forma de incentivar os seguidores a fazerem donativos.

Segundo o Ministério Público, o dinheiro arrecadado através da associação “Madonna de Trevignano” foi usado para fins pessoais e para a realização de obras no local de culto, incluindo a compra de terrenos, construção de infraestruturas e a aquisição de uma viatura Mercedes, avaliada em cerca de 38 mil euros.

Maxixe enfrenta onda de roubos de painéis solares e candeeiros públicos

Um grupo de indivíduos desconhecidos tem perpetrado furtos de painéis solares e candeeiros que garantem a iluminação pública na cidade da Maxixe.

Este acto criminoso tem gerado preocupação entre os moradores, uma vez que várias áreas da urbe encontram-se às escuras.

Hélder Namburete, Presidente da Assembleia Municipal da Maxixe, confirmou que o roubo de material de iluminação resultou na perda de parte significativa dos candeeiros. O impacto desta situação é notório, uma vez que a falta de iluminação pública pode comprometer tanto a segurança dos cidadãos como a qualidade de vida na cidade.

As autoridades locais reportam já a contabilização de mais de 70 painéis solares roubados em vários pontos da cidade. A situação continua a ser monitorizada na esperança de que os responsáveis por este crime sejam identificados e levados à justiça.

Os moradores da Maxixe apelam a medidas mais eficazes para a protecção dos bens públicos e para a restauração da iluminação na cidade.

Banco de Moçambique destaca inclusão financeira através de plataformas digitais

O Banco de Moçambique, na sua função de regulador do sistema financeiro nacional, anunciou que o número de contas de dinheiro electrónico disparou, passando de 11,9 milhões em Dezembro de 2022 para 23 milhões em Junho de 2025.

Em declarações durante o 50.º Conselho Consultivo do Banco Central, realizado na cidade de Pemba, o governador Rogério Zandamela destacou que este crescimento representa um avanço na “inclusão financeira”.

Zandamela atribuiu esta evolução à modernização do Sistema Nacional de Pagamentos, em particular no que toca à interoperabilidade entre plataformas digitais de pagamento e bancos comerciais, assim como ao fortalecimento da educação financeira e da protecção do consumidor. “A rápida expansão dos serviços financeiros digitais está a integrar-se cada vez mais nas vidas quotidianas das famílias moçambicanas”, afirmou.

O governador apontou que, desde Janeiro de 2024, a taxa de juro da política monetária, conhecida como taxa MIMO, foi reduzida de forma cumulativa em 750 pontos base, atingindo os 9,75 por cento em Setembro de 2025, o nível mais baixo desde a introdução da taxa em 2017.

No que diz respeito à taxa Prime, que serve como referência para os bancos comerciais nas suas relações com os clientes, esta desceu 470 pontos base para 16,50 por cento em Setembro do corrente ano, reflectindo a resposta positiva do sistema financeiro às decisões de política monetária e a consequente melhoria gradual nas condições de financiamento para a economia.

Além disso, foi revelado que o crédito à economia registou uma recuperação anual de cerca de 1 por cento em Setembro de 2025, após um crescimento nulo verificado no mesmo período do ano anterior.

O panorama macroeconómico é caracterizado por uma contínua estabilidade de preços, num contexto de recuperação gradual da actividade económica, apesar de um aumento de 3,1 por cento no défice da conta-corrente nas transacções com o resto do mundo no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2024.

Por fim, Zandamela assegurou que, considerando os dados até ao final de Outubro, as nossas reservas internacionais brutas permanecem em níveis confortáveis, sinalizando uma resiliência importante face a choques externos e constituindo um verdadeiro escudo à proteção da soberania nacional.

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