Na cidade da Matola, na província de Maputo, o Presidente da República e da Frelimo, Daniel Chapo, assegurou que o governo está a implementar medidas cautelares destinadas a mitigar o impacto da guerra no Médio Oriente na vida dos moçambicanos.
Durante um discurso na abertura da segunda Sessão Ordinária do Conselho Nacional da Organização da Juventude Moçambicana (OJM), Chapo alertou para a iminente crise de combustíveis, resultante deste conflito internacional, sublinhando a necessidade de acções antecipadas por parte do executivo.
Para enfrentar os desafios que se avizinham, o líder da Frelimo anunciou a disponibilização de transporte público em alguns municípios como parte das estratégias adoptadas para atenuar o impacto da situação.
Na mesma jornada, o Presidente Daniel Chapo presidiu à abertura da Quinta Sessão Ordinária da Organização da Mulher Moçambicana, na cidade de Maputo, e, ainda esta tarde, procederá à abertura da primeira reunião Nacional de Avaliação do Desempenho dos Órgãos de Governação Descentralizada Provincial.
A resposta do governo às dificuldades decorrentes de factos internacionais revela um compromisso em proteger o bem-estar da população moçambicana em tempos adversos.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve, nesta segunda-feira (13), quatro indivíduos suspeitos de estarem envolvidos no assassinato do treinador da equipa feminina da União Desportiva de Lichinga, localizado no norte do país.
Em declarações à imprensa, o porta-voz do comando provincial da PRM no Niassa, Nelson de Souza, informou que a detenção dos suspeitos ocorreu em resultado de várias denúncias recebidas da população local. “Os quatro indivíduos foram neutralizados através de algumas denúncias populares. (…) Foi possível recuperar alguns bens que teriam sido furtados junto do malogrado”, afirmou.
O treinador Jifassone Bonamar foi assassinado a 30 de Março na província do Niassa. Segundo as informações disponíveis, a vítima foi agredida com instrumentos contundentes, falecendo a caminho do hospital. As investigações prosseguem para esclarecer todos os pormenores do caso e garantir que os responsáveis sejam levados à justiça.
Um ataque realizado por aviões militares nigerianos em um mercado local no nordeste do país resultou na morte de pelo menos uma centena de civis, conforme relatado por organizações de direitos humanos e lideranças locais.
O bombardeio ocorreu na região de Jilli, no estado de Yobe, próximo à fronteira com o estado de Borno, que há mais de uma década enfrenta uma insurgência jihadista liderada pelo grupo Boko Haram.
A Anistia Internacional confirmou, com base em depoimentos de sobreviventes, que o ataque resultou na morte de pelo menos 100 pessoas durante o mercado semanal da localidade. A organização reportou que três aviões militares bombardearam a área, e o Hospital Geral de Geidam recebeu pelo menos 35 feridos em estado grave.
“Estamos em contacto com as pessoas que estão lá, falamos com o hospital. Conversamos com o responsável pelo atendimento às vítimas e com as próprias vítimas”, afirmou Isa Sanusi, director da Anistia Internacional na Nigéria, à agência de notícias Associated Press.
Informações obtidas pela agência Reuters sugerem que o número de vítimas pode ser ainda maior. Um conselheiro da região e líder tradicional da área de Fuchimeram, em Geidam, declarou que mais de 200 pessoas teriam perdido a vida após o bombardeio.
A Anistia Internacional exigiu das autoridades nigerianas uma investigação imediata, independente e imparcial sobre o ataque em Jilli, solicitando que os responsáveis sejam levados a prestar contas pelos eventos trágicos que resultaram em tantas perdas humanas. A ocorrência levanta novamente questões sobre a segurança e a protecção dos civis em áreas afectadas por conflitos armados, além da necessidade urgente de uma análise crítica sobre as operações militares na região.
O Tribunal Especial sul-africano de Pretória decidiu anular a adjudicação de um contrato público para a construção de um muro de betão de 8 km na fronteira entre Moçambique e África do Sul.
A decisão foi tomada com base no incumprimento dos requisitos necessários no processo de adjudicação por parte do consórcio vencedor, que inclui a ISF Construction Services e a Shula Constructions. O contrato, avaliado em 85,7 milhões de rands (aproximadamente 328 milhões de meticais), foi inicialmente requerido pelo Departamento de Transportes de KwaZulu-Natal.
A adjudicação do contrato surgiu em resposta a protestos da comunidade em 2016, relacionados com o contrabando e o roubo de veículos para Moçambique. A juíza Chantel Fortuin, responsável pelo julgamento, afirmou que o adjudicatário deve revelar os lucros obtidos com o contrato considerado ilegal e proceder ao reembolso do departamento.
Segundo o jornal sul-africano “Economy24”, embora a construção do muro permaneça incompleta, a joint venture já havia recebido cerca de 84,3 milhões de rands do departamento. Após a anulação, o governo lançou um novo concurso, no valor de 62,2 milhões de rands, para finalizar o projecto.
A juíza Fortuin destacou que, entre as 14 propostas apresentadas, muitas não cumpriam os requisitos da B-BBEE (Broad-Based Black Economic Empowerment). A joint venture ISF Shula foi uma das três propostas que avançaram para a fase de avaliação de preços e acabou por ser adjudicada em julho de 2018. A magistrada também observou que a anulação do contrato estava ligada ao estado inacabado do muro, uma vez que o betão necessário para unir e instalar os painéis não havia sido colocado.
A Unidade Especial de Investigação (SIU), no seu pedido ao tribunal, alegou que o contrato deveria ser anulado devido à documentação fraudulenta e declarações falsas relativas às operações da joint venture. A juíza determinou que o certificado B-BBEE apresentado era falso e havia sido emitido de forma fraudulenta, um facto que não foi substancialmente contestado pelas empresas.
A juíza Fortuin enfatizou que um certificado inválido equivale à não apresentação de qualquer certificado, o que, por si só, invalidou a adjudicação do concurso. Além disso, as empresas apresentaram uma carta de boa reputação expirada do Comissário de Compensação, argumentando que as comissões de avaliação eram culpadas por não terem desqualificado a sua proposta.
A decisão do tribunal levanta questões sobre a transparência e a integridade nos processos de adjudicação de contratos públicos na África do Sul, especialmente em projetos de grande escala que visam melhorar a segurança nas fronteiras. O desenrolar desta questão é aguardado com expectativa, uma vez que poderá influenciar futuras iniciativas semelhantes na região.
O Ministério da Saúde (MISAU) abordou a recente manifestação dos médicos estagiários do Hospital Central da Beira, que viajaram a Maputo e acamparam nas instalações ministeriais em busca do pagamento dos subsídios de estágio integral, os quais estão em atraso há dez meses.
Em uma nota oficial, o MISAU reconheceu a legitimidade das reivindicações dos estagiários, assegurando que estão a ser envidados esforços para regularizar a situação. O ministério fez um apelo à compreensão e serenidade dos médicos estagiários enquanto o processo de pagamento ainda não se concretizou.
“O MISAU admite a existência de atrasos no pagamento dos subsídios, uma situação que está a ser tratada ao nível dos Serviços Provinciais de Saúde de Tete, dos Serviços Provinciais de Saúde de Nampula e da Direcção de Administração e Finanças”, refere o comunicado.
Adicionalmente, o MISAU informou que foram adoptadas medidas para regularizar os pagamentos pendentes e assegurar a cabimentação dos meses seguintes. “O Ministério da Saúde reitera o seu compromisso com o cumprimento das obrigações legais e com a valorização dos futuros profissionais de saúde”, conclui a nota.
O futebol ganês foi abalado pela trágica morte de Dominic Frimpong, jogador de 20 anos da equipa Berekum Chelsea. O incidente ocorreu quando a equipa regressava de um jogo contra o Samartex, em Samreboi, no Sul do Gana, onde o autocarro da equipa foi atacado por um grupo armado.
De acordo com um comunicado emitido pelo clube, homens mascarados, equipados com pistolas e espingardas, abriram fogo contra o autocarro enquanto o motorista tentava manobrar para recuar. A situação precipitou um momento de pânico e desespero, resultando na fatalidade.
A Federação Ganesa de Futebol (GFA) expressou o seu profundo lamento pela perda de Frimpong, considerando-a uma enorme perda não apenas para o Berekum Chelsea, mas também para o futebol em todo o país. A GFA anunciou, por sua vez, que reforçará as medidas de segurança durante as deslocações das equipas nas competições nacionais, em resposta a este ataque chocante.
Ressalte-se que, em 2023, o autocarro do Legon Cities, outro clube da principal liga ganesa, foi alvo de um ataque em circunstâncias semelhantes, embora sem registos de feridos.
Este incidente levanta questões prementes acerca da segurança no desporto em Gana, tornando urgente o debate sobre medidas mais eficazes para a protecção de atletas e equipas.
A cidade de Pemba, em Moçambique, assistiu à detenção de seis indivíduos, entre os quais se encontram elementos das Forças de Defesa e Segurança (FDS), suspeitos de desvio de combustível no terminal oceânico da empresa Petromoc.
Fontes locais revelaram que os suspeitos tentavam transportar quantidades indeterminadas de combustível em três camiões: dois com capacidade de 10.500 litros e um terceiro com 15.000 litros. O destino previsto para este combustível seriam as bombas da empresa Exito, onde seria posteriormente vendido ao público.
Durante a operação, um dos camiões conseguiu completar o descarregamento, enquanto outros dois foram interceptados pela Polícia da República de Moçambique (PRM). Estes dois veículos encontram-se actualmente retidos na segunda esquadra da PRM em Pemba.
O porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), Ornélio Sola, redirigiu as questões sobre o caso para a PRM. A porta-voz da corporação, Eugénia Nhamussua, garantiu que se pronunciará em breve sobre os detalhes da situação.
Venâncio Mondlane, presidente do partido ANAMOLA, comparece esta manhã à Procuradoria-Geral da República (PGR) para ser ouvido no âmbito das investigações relacionadas com os assassinatos de Elvino Dias, conselheiro jurídico de Mondlane, e Paulo Guambe, fundador e mandatário do partido PODEMOS.
Os crimes, que têm gerado grande inquietação na esfera política nacional, levantam questões sobre a segurança dos líderes partidários em Moçambique. A audiência de hoje marca um passo importante nas diligências para esclarecer as circunstâncias que envolveram os homicídios, ocorrido em datas recentes.
As autoridades continuam a trabalhar para apurar todos os detalhes ligados a estes trágicos eventos, tendo em vista a responsabilização dos culpados e a restauração da ordem e segurança no país.
A comunidade política e os cidadãos aguardam com expectativa o desenrolar deste processo, que poderá contribuir para a estabilidade e confiança nas instituições democráticas moçambicanas.
O presidente do Conselho Municipal de Maputo e actual presidente da Assembleia-Geral da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), Rasaque Manhique, liderou uma delegação de representantes das cidades lusófonas em uma reunião com Sam Hou Fai, Chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM).
Durante a audiência, Rasaque Manhique sublinhou a necessidade de reforçar a cooperação, a amizade e a solidariedade entre as cidades que partilham a língua portuguesa, especialmente num contexto global marcado por desafios como as alterações climáticas.
Sam Hou Fai, recentemente reeleito para o sexto mandato (2024-2029), reafirmou a sua disposição para promover o desenvolvimento, expressando abertura para apoiar novos investimentos nas localidades lusófonas.
Actualmente, a UCCLA conta com um total de 106 membros, distribuídos em 24 efectivos, 44 associados, 28 apoiantes e 10 observadores, abrangendo países como Moçambique, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Espanha, e a própria cidade de Macau.
A Comissão Técnica (COTE) encarregue da implementação do Diálogo Nacional Inclusivo encontra-se hoje na cidade de Maputo para acolher as contribuições da Associação Nacional dos Professores (ANAPRO) e da Aliança Jovem para Escrita e Consciência (AJEC).
Este encontro visa promover a participação activa e a inclusão de diversas vozes na construção de um diálogo que promova a coesão social e desenvolvimento do país. Entre os temas a serem discutidos, destacam-se a importância da educação e da consciência crítica entre os jovens.
Os representantes das duas entidades manifestaram sua expectativa em contribuir para a construção de um ambiente mais participativo e democrático.
A iniciativa reflete o esforço contínuo do governo em fomentar um espaço onde todas as partes interessadas possam expressar as suas preocupações e formular propostas que visem o bem-estar colectivo.
O evento conta com a presença de diversos stakeholders e promete ser um espaço de troca de ideias e experiências enriquecedoras para todos os envolvidos.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar dois (2) Oficiais de Mercadorias Locais (Matola e Manhiça). Saiba mais.
O Instituto Superior de Estudos de Desenvolvimento Local (ISEDEL) pretende recrutar Mestres de Obras/Pedreiros para o seu quadro de pessoal. Saiba mais.
O Instituto Superior de Estudos de Desenvolvimento Local (ISEDEL) pretende contratar Docentes de Enfermagem, Farmácia, Saúde Pública, Antropologia, Terapia Comunitária, Psicologia, Administração e Gestão Escolar, Administração Hospitalar, Serviço Social e outras áreas afins. Saiba mais.
O Instituto Superior de Estudos de Desenvolvimento Local (ISEDEL) pretende recrutar Técnicos de Laboratório para exercer actividades a tempo inteiro. Saiba mais.
O Instituto Superior de Estudos de Desenvolvimento Local (ISEDEL) pretende recrutar Técnicos de Processamento de Alimentos para o quadro de pessoal. Saiba mais.
A CRH Consultores, Lda pretende recrutar um/a (1) Consultor(a) de Viagens, para uma empresa que opera no ramo de Turismo, Logística e Transporte. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de Contabilidade e Finanças (Maputo). Saiba mais.
O Centro de Integridade Pública (CIP) manifestou a necessidade urgente de que a legislação moçambicana estabeleça limites para a renovação do mandato do Presidente e do Vice-Presidente do Tribunal Supremo (TS).
Em uma análise recente, a organização destacou que a actual Lei da Organização Judiciária (LOJ) permite que estes cargos sejam exercidos de forma quase vitalícia, dependendo apenas da “confiança política” do Chefe de Estado.
Ao contrário do que ocorre no Conselho Constitucional (CC), no Tribunal Administrativo (TA) ou na Procuradoria-Geral da República, onde existem critérios claros para a continuidade dos dirigentes, a alta hierarquia judicial parece operar em um vazio legal. O CIP argumenta que essa situação compromete não apenas o princípio da independência judicial, mas também cria um clima de desconfiança em relação à actuação dos tribunais em casos de natureza política sensível.
A preocupação expressa pelo CIP é sustentada por exemplos históricos e contemporâneos que evidenciam a longevidade das funções no Tribunal Supremo. Mário Mangaze, por exemplo, ocupou a presidência da instância judicial máxima por 21 anos, entre 1988 e 2009. Actualmente, Adelino Muchanga está no cargo desde 2014 e cumpre o seu terceiro mandato, sem qualquer impedimento legal que limite novas renovações.
No seu relatório, o CIP ressalta que a ausência de limites para os mandatos não favorece o mérito e prioriza a manutenção de privilégios e prestígio pessoal em detrimento da aplicação imparcial da justiça. A organização defende que a limitação de mandatos reduz a probabilidade de captura do órgão judicial por interesses diversos, especialmente políticos.
Apesar dos debates recentes sobre a reforma do sistema judiciário, realizados em Dezembro de 2025 no âmbito do diálogo nacional, o CIP criticou a omissão da questão dos mandatos pela Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo (COTE). Para a organização, discutir a transparência no sector sem abordar a influência do poder político sobre os altos cargos da magistratura representa uma oportunidade perdida para uma reforma estrutural significativa.
O CIP apela, portanto, para uma revisão célere do artigo 53 da LOJ, sugerindo que Moçambique tome como exemplo países como Cabo Verde, onde nenhum cargo de designação política pode ser exercido de forma vitalícia. A proposta visa garantir a independência do sistema judiciário e assegurar que a justiça seja administrada com imparcialidade e integridade.
Um grave protesto envolvendo vítimas das inundações na província de Gaza iniciou na tarde do último sábado. Centenas de famílias afectadas pelas recentes cheias, que se encontram acolhidas no maior centro de acomodação da cidade de Xai-Xai, manifestam-se contra o alegado desvio de donativos destinados a suportar as suas necessidades.
De acordo com uma publicação do jornal “O País”, os manifestantes acusam gestores do centro e agentes da Polícia da República de Moçambique de estarem implicados no desaparecimento de bens essenciais. O protesto acontece no Centro de Acomodação de Artes e Ofícios, onde mais de 1.900 famílias perderam as suas casas devido às inundações e estão abrigadas há cerca de um mês.
Entre os produtos alegadamente desviados encontram-se fardos de roupa usada, cobertores, bolachas e outros bens destinados, em particular, a crianças e idosos. As vítimas estão a exigir esclarecimentos sobre a destinação da ajuda recebida.
O porta-voz do Centro Operativo de Emergência em Xai-Xai, Marcelino Biza, foi citado na publicação e reconheceu a possibilidade de desvios pontuais, mas garantiu que o caso está a ser investigado, rejeitando a ideia de um esquema generalizado de apropriação indevida dos donativos.
Além das denúncias de desvio de ajuda, os manifestantes contestam a decisão de desactivar o centro de acomodação a partir desta segunda-feira, afirmando que ainda não existem condições seguras para o regresso às suas zonas de origem, muitas das quais continuam inundadas.
As condições de vida no centro de acolhimento permanecem precárias. Relatos indicam a escassez de alimentos, a falta de mantas, fraldas e outros bens essenciais, e as vítimas descrevem dificuldades diárias para garantir uma refeição simples. “Pedimos ao Governo que venha ver a nossa realidade. Perdemos tudo e ainda não temos para onde voltar”, disse uma das vítimas das inundações.
A província de Gaza foi severamente atingida pelas recentes cheias que devastaram o país, e este incidente destaca a fragilidade da logística de apoio humanitário, bem como a crescente desconfiança nas instituições locais durante períodos de crise. As autoridades enfrentam agora o desafio de restaurar a confiança da população e garantir que a ajuda chegue efectivamente àqueles que mais precisam.
Um grupo de 28 médicos estagiários da Universidade Zambeze (UZ), provenientes da cidade da Beira, iniciou uma vigília e greve por tempo indeterminado.
A acção está a decorrer nas instalações do Ministério da Saúde (MISAU), em Maputo, conforme confirmado ao MZNews por Araújo Manuel, um dos médicos estagiários envolvidos na manifestação.
Os estagiários reivindicam o pagamento de 80% dos salários, que não têm sido cumpridos pelo governo. Saturados com a situação, os profissionais afirmam ter recorrido a esta forma extrema de protesto após esgotarem todas as tentativas de diálogo para a resolução dos problemas que afectam o grupo.
“Estamos há 10 meses sem receber os nossos ordenados previstos por lei. Estamos saturados com isto tudo… foram mais de 30 rondas de negociações com o Governo que não resultaram em nada”, afirmou Araújo Manuel em conversa telefónica com o MZNews.
Actualmente, a greve conta com 28 participantes, mas o número poderá aumentar com a chegada de mais médicos estagiários vindos da Beira. “Viemos preparados para tudo. As nossas noites serão passadas aqui até vermos o nosso problema resolvido. Temos aqui a polícia a intimidar-nos, mas não iremos desistir”, acrescentou Araújo.
A situação levanta preocupações sobre o impacto da greve na prestação de serviços de saúde na região, uma vez que os médicos estagiários desempenham um papel fundamental na assistência hospitalar. A expectativa agora é que o governo tome medidas urgentes para atender às reivindicações dos estagiários e evitar que a situação se agrave ainda mais. A comunidade médica e a população local observam com apreensão os desdobramentos desta greve, que já está a provocar repercussões no sector da saúde.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar dois (2) Oficiais de Mercadorias Locais (Matola e Manhiça). Saiba mais.
O Instituto Superior de Estudos de Desenvolvimento Local (ISEDEL) pretende recrutar Mestres de Obras/Pedreiros para o seu quadro de pessoal. Saiba mais.
O Instituto Superior de Estudos de Desenvolvimento Local (ISEDEL) pretende contratar Docentes de Enfermagem, Farmácia, Saúde Pública, Antropologia, Terapia Comunitária, Psicologia, Administração e Gestão Escolar, Administração Hospitalar, Serviço Social e outras áreas afins. Saiba mais.
O Instituto Superior de Estudos de Desenvolvimento Local (ISEDEL) pretende recrutar Técnicos de Laboratório para exercer actividades a tempo inteiro. Saiba mais.
O Instituto Superior de Estudos de Desenvolvimento Local (ISEDEL) pretende recrutar Técnicos de Processamento de Alimentos para o quadro de pessoal. Saiba mais.
A CRH Consultores, Lda pretende recrutar um/a (1) Consultor(a) de Viagens, para uma empresa que opera no ramo de Turismo, Logística e Transporte. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de Contabilidade e Finanças (Maputo). Saiba mais.
A rota do crime entre as províncias sul-africanas e a fronteira com Moçambique sofreu um revés significativo no passado domingo. A Unidade Volante de Nelspruit (Flying Squad) interceptou, na estrada N4, uma viatura de luxo que seguia em direção à província de Mpumalanga, conduzida por um cidadão moçambicano.
O suspeito, de 39 anos, foi apanhado enquanto transportava uma Toyota Legend 50 prateada. A situação foi interrompida na zona de Alkmaar, no dia 12 de Abril de 2026.
Segundo as autoridades policiais de Mpumalanga, o alerta inicial veio da província do North West, onde a viatura teria sido subtraída este mês na área de Phokeng. Graças a uma denúncia precisa, os agentes montaram um cerco e aguardaram a passagem do veículo que correspondia à descrição fornecida.
Ao mandarem parar a viatura para fiscalização, os agentes descobriram que o carro circulava com matrículas falsas e documentação adulterada. Após o cruzamento de dados, confirmou-se que se tratava efectivamente do veículo roubado na província do Noroeste.
O condutor, de nacionalidade moçambicana, foi detido imediatamente e enfrenta agora graves acusações por posse de viatura roubada.
As autoridades acreditam que o destino final da carrinha poderia ser o atravessamento da fronteira de Ressano Garcia, um ponto conhecido por actividades ilícitas e contrabando entre os dois países. O suspeito deverá ser apresentado ao tribunal para responder pelas acusações que lhe são imputadas, enquanto as autoridades continuam a investigar a rede de roubo de veículos que opera na região.
O incidente ilustra os esforços contínuos da polícia sul-africana para combater o crime transfronteiriço e garantir a segurança nas estradas.
Ao menos 30 pessoas morreram pisoteadas no Haiti durante um tumulto na Citadelle Laferrière — um dos principais pontos turísticos do país. As autoridades locais alertam que o número de vítimas pode aumentar, uma vez que há dezenas de pessoas desaparecidas.
A Citadelle Laferrière, localizada na região norte do Haiti, é um forte histórico e reconhecido como Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O local é um dos mais visitados do país, atraindo turistas e residentes em busca de sua rica história.
Ainda não foram divulgadas informações sobre a causa exacta da tragédia. No momento da confusão, o local estava superlotado e enfrentava condições meteorológicas adversas, com forte chuva, o que pode ter contribuído para o pânico e a desordem.
A configuração geográfica da Citadelle, situada no topo de uma montanha, pode também ter dificultado a evacuação dos visitantes durante o tumulto. Testemunhas relataram cenas de caos, com pessoas tentando escapar das áreas mais lotadas.
O primeiro-ministro haitiano, Alix Didier Fils-Aimé, emitiu um comunicado em resposta às mortes, expressando suas mais sinceras condolências às famílias enlutadas e assegurando-lhes a sua profunda solidariedade neste momento de luto e grande sofrimento.
Há uma preocupação crescente de que muitas das vítimas sejam jovens, uma vez que o número de estudantes presentes no local era elevado durante a tragédia. O governo haitiano deverá investigar as circunstâncias que levaram a esta fatalidade e tomar medidas para evitar que incidentes semelhantes ocorram no futuro. A comunidade local e o mundo expressam seus sentimentos de pesar e solidariedade às vítimas e suas famílias.
Este ano, o Governo do distrito de Muembe alocou fundos para a realização de noventa e seis projectos, totalizando mais de quinhentos milhões de meticais, no âmbito do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL).
As iniciativas, direccionadas principalmente para a agricultura, a comercialização agrícola e a avicultura, visam impulsionar a economia local.
A Secretária Permanente do distrito, Felicidade Chizoma, referiu que os empréstimos concedidos aos beneficiários variam entre vinte e cinco mil e cento e vinte mil meticais, com prazos de reembolso que oscilam entre dois e dezoito meses, conforme o montante recebido.
Estes investimentos representam uma aposta significativa no desenvolvimento económico da região, promovendo a auto-suficiência e a melhoria das condições de vida dos cidadãos.
Os membros do Comité Central da FRELIMO sugeriram ao governo de Moçambique a implementação de estratégias alternativas com o objectivo de atenuar os impactos decorrentes de crises relacionadas com combustíveis líquidos. Entre as propostas apresentadas, destaca-se a utilização de gás natural e de viaturas eléctricas.
Em declarações do Porta-voz do partido, Pedro Guiliche, foi enfatizada a importância de considerar o aumento da capacidade de armazenamento de combustíveis no país. Esta iniciativa visa fortalecer a resiliência do sector energético nacional perante eventuais perturbações.
Guiliche sublinhou que essas sugestões estão a ser discutidas em grupos de trabalho constituídos para analisar os documentos que fazem parte da agenda da quinta sessão ordinária do comité central.
Os trabalhos em grupo prosseguem este sábado, com a previsão de uma sessão plenária marcada para a tarde.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) anunciou a detenção de três indivíduos na localidade de Petula, situada no distrito de Mapai, na província de Gaza. Os detidos estão acusados de se envolverem na caça e na comercialização ilegal de animais selvagens.
Durante a operação, as autoridades apreenderam dois Pangolins que os indivíduos pretendiam vender por um valor aproximado de trezentos e cinquenta mil meticais. Os detidos confessaram a prática ilícita, o que poderá agravar a sua situação judicial.
Actualmente, as três pessoas encontram-se sob custódia das autoridades e poderão ser responsabilizadas pelo crime de caça e comercialização ilegal de espécies faunísticas protegidas por lei.
O SERNIC reafirma o seu compromisso na luta contra a exploração indevida da fauna nacional, enfatizando a importância da preservação das espécies ameaçadas. A operação é um reflexo das acções contínuas para garantir a protecção da vida selvagem em Moçambique.
Foram publicadas hoje, dia 02 de Setembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:
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