Patrick Pouyané, presidente da petrolífera francesa TotalEnergies, assegurou que a retoma do projeto de gás natural em Afunji, no distrito de Palma, Cabo Delgado, está iminente, após ter sido interrompido devido a circunstâncias imprevistas.
Embora não tenha fornecido datas específicas, Pouyané revelou que estão em curso negociações com todas as instituições financeiras interessadas na reestruturação dos acordos de financiamento. O objetivo é chegar a um entendimento sobre os investimentos necessários, e esse processo poderá concretizar-se em breve, uma vez que os trabalhos nesse sentido estão a progredir de forma positiva.
As declarações foram feitas ontem, em Kigali, capital do Ruanda, após um encontro entre Pouyané e o Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi. A reunião ocorreu à margem do Africa CEO Forum, um evento que visa promover o investimento público-privado na região.
Ruanda está a aumentar o contingente de 2.500 militares que combate os grupos insurgentes em Cabo Delgado, anunciou o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, após uma reunião em Kigali com o seu homólogo ruandês.
“Esta semana está a desembarcar mais contingente, não para trocar [revezar os militares], mas para acrescentar fluxo. E isso sobretudo por causa da saída da SAMIM [missão militar dos países da África Austral], e quando sair definitivamente da zona de Macomia vamos ocupar”, afirmou Filipe Nyusi, em declarações aos jornalistas durante o balanço da visita que realizou até sexta-feira ao Ruanda.
“Não porque Moçambique não pode [assegurar a defesa], mas não se combate terrorismo só. Mas a responsabilidade maior é dos moçambicanos”, enfatizou Nyusi, que também se reuniu em Kigali, nesta visita, com o presidente da TotalEnergies, Patrick Pouyanné.
A petrolífera francesa suspendeu, em 2021, o megaprojeto de gás natural em Palma, Cabo Delgado, avaliado em 20 mil milhões de dólares (cerca de 18,6 mil milhões de euros), devido aos ataques de grupos insurgentes. Filipe Nyusi transmitiu ao líder da TotalEnergies a decisão de reforçar o contingente ruandês, que garante a segurança naquela área, expressando confiança de que o projeto será retomado, ainda que a dúvida seja “quando” e não “se”.
“Ficou completamente seguro que o Ruanda coopera com o país, não coopera com pessoas. E o maior orgulho que nós teríamos era deixar as coisas bem feitas para ter a sua continuidade”, disse ainda Filipe Nyusi, referindo-se ao ciclo eleitoral de Moçambique, com eleições gerais, incluindo presidenciais, marcadas para 9 de outubro, nas quais o atual chefe de Estado não pode concorrer por ter atingido o limite de dois mandatos.
Desde outubro de 2017, Cabo Delgado enfrenta uma rebelião armada com ataques reivindicados por movimentos associados ao grupo extremista Estado Islâmico. Desde 2021, os militares do Ruanda e dos países da África Austral têm apoiado Moçambique no combate a esta insurgência. No entanto, a missão militar da África Austral está em processo de retirada, previsto para concluir até julho próximo.
O Ministério da Defesa Nacional de Moçambique confirmou, a 10 de maio, um “ataque terrorista” à vila de Macomia, ocorrido durante a madrugada. Um dos líderes do grupo insurgente foi ferido pelas Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e outro foi morto.
“O ataque durou cerca de 45 minutos e os terroristas foram prontamente repelidos pela ação coordenada das nossas forças, que obrigaram o inimigo a recuar, em direção ao interior do posto administrativo de Mucojo”, afirmou o ministério em comunicado.
O ataque aconteceu por volta das 04:45 locais (03:45 em Lisboa) e, durante o confronto, as FADM “capturaram um terrorista e feriram um dos líderes, conhecido por ‘Issa’, que conseguiu escapar. Não houve registo de mortos ou feridos por parte das Forças Armadas”, acrescentou o comunicado.
“Posteriormente, o terrorista capturado veio a perder a vida devido aos ferimentos graves”, referia.
Filipe Nyusi já tinha confirmado este ataque à sede distrital de Macomia, explicando que ocorreu numa zona anteriormente controlada pelos militares da missão SAMIM.
“É verdade que é uma zona ocupada pelos nossos irmãos que nos apoiam, em retirada. Mas os que estão no terreno são 100% os moçambicanos. Talvez possa haver um reforço (…). Como estão de saída, espero que consigamos nos organizar melhor, porque o tempo de transição dá isso”, reconheceu Filipe Nyusi, enaltecendo a intervenção em curso dos militares moçambicanos.
Venâncio Mondlane, excluído da corrida à presidência da Renamo durante o congresso do partido em Alto Molócuè, na Zambézia, não descarta a possibilidade de abandonar a organização para se juntar à coligação Aliança Democrática, bem como a outros 21 partidos que o convidaram para se filiar.
Embora tenha recebido convites de várias organizações da sociedade civil, Mondlane ainda não tomou uma decisão definitiva sobre o assunto. Ele afirmou que irá pronunciar-se sobre esta questão após o fim do congresso, após consultar os seus coordenadores provinciais e outras figuras influentes para tomar uma decisão.
Mondlane falou hoje aos jornalistas que estão a cobrir o congresso da Renamo, depois de lhe ter sido negado o acesso à sala onde decorre a reunião, apesar de possuir uma ordem do Tribunal Distrital de Alto Molócuè que autorizava a sua entrada na sessão.
Na ocasião, estava acompanhado por um grupo de jovens apoiantes da sua candidatura.
Martin Neumaier, candidato pelo Partido Democrático Liberal alemão às eleições municipais, foi expulso da agremiação política depois que um vídeo dele lambendo vasos sanitários viralizou nas redes sociais.
Neumaier, que é natural de Aalen, uma cidade localizada na região de Stuttgart, gravou-se a lamber vasos sanitários e escovas num banheiro público.
Na quarta-feira passada (16), o partido anunciou a expulsão de Martin, caracterizando o comportamento do político como ofensivo e potencialmente criminoso. “Tal conduta vai contra os valores e princípios fundamentais do nosso partido. Por este motivo, decidimos cessar imediatamente o apoio ao referido candidato”, declarou um representante do partido.
Após a controvérsia, todas as redes sociais de Neumaier foram excluídas.
O Partido Comunista do Vietname nomeou To Lam, atual ministro da Segurança Pública, como o novo Presidente do país. A nomeação ocorre após a demissão do anterior Presidente, Vo Van Thuong, no contexto de uma vasta campanha anticorrupção, conforme noticiado pela Europa Press.
O Comité Central do Partido Comunista aprovou a “nomeação do camarada To Lam, militar, membro do Politburo e ministro da Segurança Pública, como Presidente”, conforme informou a Agência de Notícias do Vietname, citada pela Europa Press.
To Lam, que é general e uma das figuras mais influentes do país, deverá receber a aprovação parlamentar na próxima semana para assumir formalmente o cargo.
No dia 21 de março, o parlamento vietnamita aprovou a demissão de Vo Van Thuong, que esteve na Presidência por pouco mais de um ano. Após a demissão, Vo Thi Anh Xuan, que ocupava o cargo de vice-Presidente, foi nomeado Presidente interino até à eleição de um sucessor.
Um dia antes da demissão, Vo Van Thuong, de 54 anos, anunciou que deixaria o cargo em meio a uma campanha anticorrupção que abalou a liderança do partido. O Comité Central de Inspeção acusou-o de violar os regulamentos internos do partido, segundo informações do diário vietnamita “Tuoi Tre”.
O Comité Central afirmou que as ações de Thuong levaram a uma diminuição do seu índice de aprovação pública e afetaram a reputação do partido.
Thuong, cuja posição é amplamente simbólica, assumiu o cargo em março de 2023, dois meses após a demissão de Nguyen Xuan Phuc, que deixou a Presidência devido a vários escândalos de corrupção ocorridos durante a pandemia de coronavírus.
Desde o final de março, uma tripulação composta por 21 pessoas encontra-se confinada no navio que derrubou a ponte Francis Scott Key, em Baltimore, nos Estados Unidos.
O Dali, um porta-contentores, tem a bordo 20 indianos e um cidadão do Sri Lanka.
Após o acidente, as autoridades começaram a investigar, com o FBI e a entidade nacional responsável pela segurança da embarcação a conduzirem inquéritos. No entanto, enquanto as investigações decorrem, os vistos da tripulação expiraram, impedindo-os de deixar o navio.
Segundo as leis e normas norte-americanas, o navio não pode ser abandonado nem partir nas condições atuais. Além disso, seria necessário um número maior de operadores para cada parte da embarcação, o que complica ainda mais a situação.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) desmantelou esta quarta-feira, no bairro de Namicopo, em Nampula, um escritório clandestino dedicado ao registo fraudulento de cartões de telefonia móvel de uma das operadoras, utilizando apenas o cartão de eleitor como identificação.
Em relação a este caso, foram detidos 27 indivíduos, incluindo cinco colaboradores da empresa de telefonia móvel Vodacom e um jovem de 21 anos, identificado como o mentor da operação e proprietário do escritório clandestino.
Segundo informações da Rádio Moçambique, foram apreendidos mais de setecentos cartões de eleitor, assim como uma quantidade significativa de material relacionado com cartões de telefonia móvel, telefones e equipamentos informáticos utilizados no registo dos cartões SIM.
Após o registo, os cartões SIM tinham um funcionamento limitado a apenas 15 dias, sendo depois descartados. O principal suspeito, que também é o mentor da iniciativa, revelou que foi incentivado a criar o escritório de registo fraudulento por um antigo funcionário da Vodacom, que também se encontra detido.
Durante uma conferência de imprensa realizada no bairro de Namicopo, a porta-voz do SERNIC em Nampula, Enina Tsinine, detalhou como funcionava o esquema. Explicou que, ao abordarem a residência dos suspeitos, diversos materiais foram enterrados, na tentativa de esconder evidências. Entre os itens apreendidos encontravam-se documentos, telefones e carregadores, entre outros.
Um dos detidos, colaborador da Vodacom e vendedor de pacotes iniciais na rua, negou o seu envolvimento no esquema. “Em determinado momento, vendi cartões de pacote inicial para este jovem, cuja quantidade não posso especificar, pois variava conforme a quantidade que me era dada para venda. Nunca desconfiei que se tratava de fraude, pois temos uma grande pressão para cumprir metas de venda. Quando alguém vende mais rapidamente, atinge as metas e é bem visto”, afirmou.
Este desmantelamento sublinha a importância de uma vigilância contínua e rigorosa por parte das autoridades para combater esquemas fraudulentos que prejudicam tanto as empresas de telefonia móvel como os consumidores.
O líder da Renamo, Ossufo Momade, foi confirmado como candidato do partido à presidência nas próximas eleições de outubro. A decisão foi anunciada pelo porta-voz do conselho nacional do partido, Marciano Macome.
Ossufo Momade, que assumiu a liderança da Renamo após a morte do histórico líder Afonso Dhlakama, é agora a aposta do principal partido da oposição para enfrentar o atual presidente e outros candidatos na corrida presidencial.
Marciano Macome, ao confirmar a candidatura, destacou a confiança depositada em Momade para representar os ideais e objetivos da Renamo, sublinhando a importância de uma liderança forte e comprometida para enfrentar os desafios do país.
As eleições de outubro são vistas como um momento crucial para o futuro de Moçambique, com questões de segurança, desenvolvimento económico e governança a dominarem a agenda política. A Renamo, sob a liderança de Ossufo Momade, espera galvanizar apoio e apresentar uma alternativa viável ao governo atual.
A confirmação de Momade como candidato marca um passo significativo para a Renamo, que busca consolidar a sua posição no cenário político moçambicano e apresentar uma plataforma sólida para os eleitores em outubro.
Teerão, 19 de maio de 2024 – O Presidente iraniano Ebrahim Raisi e o Ministro dos Negócios Estrangeiros Hossein Amir Abdollahian estão desaparecidos após o helicóptero Bell 412 em que viajavam ter sido forçado a fazer uma “aterragem forçada” na fronteira com o Azerbaijão, de acordo com informações de meios de comunicação locais.
Uma busca massiva envolvendo equipas de resgate do Crescente Vermelho, pessoal militar e policial está em curso, mas está a ser dificultada devido ao forte nevoeiro na região. De acordo com os últimos relatos, equipas de homens estão atualmente a pé à procura do helicóptero.
As redes de televisão iranianas alteraram a sua terminologia de “aterragem forçada” para “acidente” mais de duas horas após o incidente. O ministro da saúde do país declarou que “todas as instalações de saúde foram enviadas para o local”.
Relatórios iniciais sugerem que ninguém sobreviveu ao acidente e que Raisi e os seus colegas morreram na tragédia, mas ainda não houve confirmação oficial.
Oficiais iranianos têm publicado orações islâmicas nas redes sociais em alguns casos, enquanto os relatos de jornais de destaque foram temporariamente removidos.
Raisi e Amir Abdollahian encontraram-se anteriormente com o Presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, na fronteira, após a inauguração de um projeto de barragem muito atrasado entre os dois países.
De acordo com relatos de meios de comunicação locais, o governador da província do Azerbaijão Oriental, Malek Rahmati, também estava a bordo do helicóptero.
Ahmad Alireza Beigi, do Crescente Vermelho, afirmou: “As equipas de resgate e do Crescente Vermelho que estão a procurar na área ainda não fizeram contacto com os indivíduos presentes no helicóptero devido à chuva e ao forte nevoeiro. As equipas de resgate ainda não chegaram ao local do acidente.”
“Três helicópteros transportavam membros do governo e oficiais provinciais. Um deles tinha o Ministro das Estradas e Desenvolvimento Urbano, Bazerpash, e outros oficiais a bordo, enquanto outro transportava o Ministro da Energia, Ali Akbar Mehrabian, e os seus acompanhantes.”
“Ambos os helicópteros que transportavam Mehrabian e Bazerpash aterraram em segurança, mas o helicóptero que transportava o Presidente sofreu um acidente.”
“As equipas de resgate dizem que, devido à chuva intensa e ao nevoeiro espesso na área, ainda não conseguiram localizar o helicóptero e chegar ao local.”
“Não ouvi nada sobre isso. Ouvi nas notícias que foi feito contacto com o Sr. Al-Hashem, o representante do Líder Supremo no Azerbaijão Oriental, mas a realidade é que todo o contacto está atualmente cortado.”
No helicóptero estavam confirmados: o Presidente iraniano Ebrahim Raisi, o Ministro dos Negócios Estrangeiros Hossein Amir Abdollahian, o Governador do Azerbaijão Oriental Malek Rahmati, e o Ayatollah Mohammad Ali Ale-Hashem, representante do Líder Supremo iraniano no Azerbaijão Oriental.
As autoridades brasileiras resgataram até agora 82.666 pessoas e 12.215 animais devido às severas cheias que devastaram a região sul do país, informou a Defesa Civil local.
Segundo o último balanço, o número de mortos subiu para 156, um a mais do que o registado na sexta-feira, e 806 pessoas ficaram feridas na tragédia climática que teve início no final de abril. O número de desaparecidos reduziu para 94, menos quatro em relação ao relatório anterior.
O temporal sem precedentes, que durou vários dias, causou cheias e deslizamentos de terras, afetando 90% dos municípios do estado do Rio Grande do Sul, a região mais atingida, que faz fronteira com a Argentina e o Uruguai.
Duas semanas após o início das chuvas, as águas começaram a recuar, mas Porto Alegre, a capital regional, permanece parcialmente submersa e com o aeroporto ainda inoperacional.
Nesta importante região agropecuária e industrial do Sul do Brasil, que conta com cerca de onze milhões de habitantes, ainda há bairros inteiros alagados. Em resposta, o governo do Rio Grande do Sul anunciou a construção de quatro “cidades temporárias” em Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo e Guaíba para abrigar as pessoas afetadas.
Atualmente, mais de 78 mil pessoas encontram-se em abrigos temporários.
Para este fim de semana, está prevista a chegada de uma nova frente fria ao Sul do Brasil, acompanhada de chuvas que podem comprometer as operações de resgate.
O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, criou um ministério extraordinário para coordenar a reconstrução da região e anunciou vários pacotes de ajuda financeira, incluindo subsídios diretos, empréstimos a taxas vantajosas e o adiamento do pagamento de dívidas do Rio Grande do Sul ao governo central.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Informática e Comunicação. Saiba mais.
A United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO) pretende recrutar um (1) National Programme Officer (Social and Human Sciences). Saiba mais.
A International Union for Conservation of Nature (IUCN) pretende recrutar um (1) Consultor para apoiar no treinamento sobre Restauração de Mangais para o Projecto Save Our mangroves Now em Moçambique. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Psicólogo Clínico. Saiba mais.
Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo “A”, pretende admitir para o quadro de pessoal um/a (1) Técnico(a) Comercial. Saiba mais.
A Associação de Consultores e Extensionistas Agrários (ACEAGRARIOS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Administração e Finanças. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Embaixadora Distrital Dreams. Saiba mais.
A Associação de Consultores e Extensionistas Agrários (ACEAGRARIOS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Finanças Rurais. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director – Projecto LINK. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Gestão de Informação no Sector da Educação. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de Educação em Emergências. Saiba mais.
O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, desloca-se ao local onde um prédio de cinco andares desabou na semana passada, resultando na morte de 33 trabalhadores. Ramaphosa tem agendada uma reunião com as famílias das vítimas durante a visita.
As equipas de resgate continuam a trabalhar para encontrar os 19 trabalhadores ainda desaparecidos nos escombros do edifício.
De salientar que entre as vítimas mortais se encontram cidadãos moçambicanos. A Embaixadora de Moçambique na África do Sul, Maria Manuela Lucas, também estará presente em George para acompanhar de perto a visita de Cyril Ramaphosa.
Até ao momento, as causas do colapso do edifício permanecem desconhecidas, sendo que as investigações estão em curso para esclarecer o sucedido.
O Ministério Público de Moçambique decidiu arquivar o processo de investigação da morte do embaixador da Rússia, Alexander Surikov, ocorrida no sábado em sua residência, em Maputo.
A decisão foi tomada após o governo russo concluir que a morte de Surikov foi devido a causas naturais. A informação foi divulgada pelo porta-voz do décimo sétimo Conselho Coordenador do Ministério Público, Nazimo Mussá, durante o jornal matinal da Rádio Moçambique.
Segundo Mussá, as autoridades diplomáticas russas afirmaram que se tratava de uma morte natural e, por meio de um documento oficial enviado ao Ministério Público em Maputo, isentaram as autoridades moçambicanas de qualquer responsabilidade no assunto.
Portanto, o processo foi arquivado, e o Ministério Público desistiu de continuar com a investigação. Alexander Surikov havia apresentado suas credenciais ao Presidente da República, Filipe Nyusi, em 2017.
A empresária angolana Isabel dos Santos pretende contestar o “alerta vermelho” emitido pela Interpol, a pedido do Estado angolano, argumentando que este se baseia em “informações falsas”, conforme revelado pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ) na quarta-feira.
O ICIJ divulgou uma investigação sobre os bens imobiliários de Isabel dos Santos, de sua mãe e de um antigo associado de seu falecido marido, Sindika Dokolo, no Dubai, descrevendo o local como um “porto seguro” para fortunas ilícitas de políticos e indivíduos enfrentando processos judiciais.
Em resposta ao consórcio de jornalistas sobre as propriedades nos Emirados Árabes Unidos, a filha do antigo presidente angolano José Eduardo dos Santos declarou que contestará o pedido da Interpol, uma vez que foi emitido com base em “informações falsas” pelas autoridades de Angola.
O “alerta vermelho” emitido em 2022 é uma medida da Interpol para localizar e prender provisoriamente uma pessoa enquanto aguarda extradição ou outra ação legal semelhante.
Isabel dos Santos afirmou que adquiriu seu apartamento para “uso pessoal” com dinheiro proveniente de suas empresas e aparições públicas, e acusou o Presidente João Loureço e as autoridades angolanas de terem uma “agenda de motivação política” contra a família Dos Santos.
A justiça angolana tem rejeitado essas acusações e afirmou usar todos os meios possíveis para trazer Isabel dos Santos de volta ao país, de onde saiu em 2017, quando João Loureço assumiu a presidência.
A investigação do ICIJ, intitulada “Dubai Unlocked”, revela políticas que transformaram o Dubai em um porto seguro para supostos criminosos e políticos corruptos. Dados mostram que Isabel dos Santos e sua mãe são coproprietárias de um apartamento no Dubai, avaliado em mais de 570 mil dólares.
Apesar dos processos judiciais em Angola, Portugal, Reino Unido e Países Baixos, Isabel dos Santos publica regularmente fotos e vídeos nas redes sociais mostrando-se em restaurantes e festas no Dubai.
Os Emirados Árabes Unidos não possuem acordos com Angola nem tratado de extradição com o país. No início deste ano, a justiça angolana acusou Isabel dos Santos de 12 crimes, alegando causar um prejuízo de 219 milhões de dólares durante sua gestão na Sonangol.
A Administração Nacional de Estradas (ANE) iniciou um processo de demolição de empreendimentos construídos nas áreas de reserva da Estrada Nacional Número 1 (N1), em Xai-Xai e nos distritos de Limpopo e Chongoene, devido ao perigo que representam para os automobilistas e a população em geral.
Estes empreendimentos incluem estabelecimentos comerciais, serviços e residências particulares que foram erguidos em espaços impróprios, podendo comprometer futuros projetos de alargamento da rodovia.
Em Xai-Xai, próximo ao cruzamento da praia, um empreendimento foi demolido pela ANE, pois estava dentro dos 30 metros de reserva da estrada e também numa área destinada à retenção de águas pluviais.
Jeremias Mazoio, delegado da ANE na província de Gaza, destacou que essas construções ilegais aumentariam os custos das obras de reabilitação e ampliação das estradas, devido à necessidade de compensar os proprietários das estruturas.
Além disso, a ANE ressalta que essas construções representam um risco em caso de acidentes, como despistes, já que não há espaço para a manobra dos veículos antes de atingir as infraestruturas.
Um condutor heroico atropelou um assaltante para salvar uma enfermeira que estava a ser roubada na última terça-feira, em Uberlândia, Brasil. O incidente foi captado por câmaras de videovigilância e rapidamente se tornou notícia.
A Polícia Militar revelou que o homem, ao volante de uma carrinha, passou pelo local e percebeu que a mulher estava visivelmente nervosa enquanto falava com o suspeito. Preocupado, o condutor parou e perguntou se estava tudo bem. O assaltante, em resposta, levantou a camisola e exibiu uma pistola, ameaçando: “Vaza fora se não quiser levar chumbo”, conforme reportado pelo G1.
Fingindo que se ia embora, o condutor acelerou em marcha-atrás, atropelando o ladrão que estava numa mota. Após o impacto, o assaltante conseguiu levantar-se e sacar da arma que trazia na cintura, mas, a coxear, acabou por não disparar e fugiu do local.
A enfermeira, que acabara de sair do trabalho, contou à polícia que foi abordada pelo assaltante enquanto se dirigia para casa. O condutor, identificado como Luciano Campideli, um empresário, explicou ao G1 que não pensou duas vezes ao perceber o nervosismo da vítima. “Na hora eu pensei que seria algo que poderia acontecer com a minha esposa, porque ela tinha acabado de sair para ir ao ginásio. A moça estava muito nervosa, quando eu perguntei se estava tudo bem, ela nem conseguiu responder”, recordou.
Luciano afirmou que faria tudo novamente se necessário, destacando a importância de agir para proteger os outros em situações de perigo.
Relatório revela que o país registou mais de um terço dos casos de deslocamentos por desastres na região, com 745 mil pessoas afetadas em 2023.
O Brasil é o país com o maior número de deslocamentos internos causados por desastres nas Américas. De acordo com o relatório do Centro de Monitoramento de Deslocamento Interno, lançado na terça-feira, 14 de maio, o país foi responsável por mais de um terço dos deslocamentos por desastres na região, afetando 745 mil pessoas.
Este é o maior número registado pelo Brasil desde o início dos registos em 2008, segundo o estudo. As condições de La Niña no primeiro trimestre do ano causaram uma estação chuvosa intensa em março nos estados do Norte, como Acre, Amazonas e Pará, bem como no estado nordestino do Maranhão, resultando num total combinado de 116 mil deslocamentos.
O relatório destaca que as condições climáticas extremas, exacerbadas pela La Niña, foram os principais fatores por detrás deste aumento significativo nos deslocamentos. As fortes chuvas e inundações resultaram na necessidade de realojar milhares de pessoas, sublinhando a vulnerabilidade do país a desastres naturais.
As autoridades brasileiras estão a ser instadas a reforçar as medidas de prevenção e resposta a desastres, visando mitigar o impacto sobre as comunidades mais afetadas e melhorar a resiliência contra futuras ocorrências climáticas adversas.
O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, foi alvejado por pelo menos um disparo após uma reunião governamental na cidade de Handlová, a 190 quilómetros da capital, Bratislava, na quarta-feira. O ataque deixou o líder político em estado grave.
Fico foi rapidamente transferido de helicóptero para um hospital em Banská Bystrica, ainda consciente, enquanto um suspeito foi detido no local. O tiroteio foi confirmado como uma tentativa de assassinato pela imprensa local, embora ninguém além do primeiro-ministro tenha sido ferido no incidente.
Após o ataque, o primeiro-ministro foi imediatamente cercado por sua equipe de segurança e levado para a segurança de uma limusina do governo. Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o momento da prisão do atirador.
O responsável pelos disparos foi identificado como J.C. Braň, de 71 anos, que possuía licença para porte de arma. Testemunhas afirmam que, após a reunião, apenas algumas pessoas aguardavam Fico em Handlova, e nenhuma delas teria demonstrado hostilidade.
O ataque começou quando o primeiro-ministro se aproximou do grupo para cumprimentá-los.
Entre três e quatro tiros foram disparados durante o incidente. Atualmente, o atirador está sob custódia das autoridades, e o caso está sendo investigado pela Agência Penal Nacional.
Quase 700 moçambicanos foram deportados por três países vizinhos em abril devido à imigração clandestina, conforme revelam os dados do Serviço Nacional de Migração (Senami).
Segundo o Senami, 658 moçambicanos foram deportados da África do Sul, 31 do Zimbabué e dois de Essuatíni. A maior infração registada entre os deportados foi a imigração clandestina, com 691 casos.
As deportações ocorreram principalmente através dos postos fronteiriços de Ressano Garcia e Namaacha, ambos na província de Maputo, e Pafuri, na província de Gaza.
No sentido inverso, o Senami recusou a entrada em Moçambique, durante o mesmo período, a 87 cidadãos estrangeiros que tentavam entrar nos postos de travessia. Destes, 47% foram barrados no aeroporto internacional de Maputo por falta de visto de entrada, meios de subsistência ou comprovativos do local de hospedagem.
Entre os estrangeiros cuja entrada foi recusada destacam-se os cidadãos do Zimbabué (36 casos), seguidos de etíopes, indianos e sudaneses, cada grupo com sete casos.
O Conselho Municipal da Cidade de Maputo (CMCM) lançou uma campanha para sensibilizar e retirar cidadãos que confeccionam e vendem alimentos nos passeios.
Segundo a vereadora da Saúde, Qualidade e Vida, Alice de Abreu, a campanha tem como principal alvo os vendedores que não reúnem condições mínimas de higiene, saúde e segurança para exercerem a sua atividade.
Abreu explicou que a medida surge após a cidade de Maputo ter registado 10.155 casos de diarreias devido a intoxicação alimentar, que deram entrada no Hospital Central de Maputo (HCM) desde 01 de janeiro até ao último domingo.
“Os alimentos são confeccionados sem a observância das condições mínimas de saneamento e higiene, propiciando o acúmulo de resíduos sólidos nos locais onde é realizada”, alertou Abreu em conferência de imprensa. A falta de higiene adequada contribui para o aumento de doenças infecciosas, sendo que muitas delas manifestam-se através de diarreias.
Foram publicadas hoje, dia 04 de Agosto no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:
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