L. Sebastião, funcionário do Conselho Municipal da Cidade da Beira, afectado à área de fiscalização de obras, encontra-se actualmente detido na 12.ª esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Inhamízua, sob acusação de corrupção activa durante a fiscalização de uma obra no bairro da Cerâmica.
A detenção ocorreu em flagrante delito quando Sebastião tentava extorquir 120 mil meticais de um cidadão de nacionalidade chinesa. Este valor era solicitado em troca da anulação de uma multa de 550 mil meticais, imposta devido à falta de documentação legal para a construção de infraestruturas no território municipal.
Roberto Selemane, chefe do departamento de Relações Públicas do Comando Provincial da PRM em Sofala, revelou que a prisão de Sebastião foi possível graças à colaboração do proprietário da obra. Este, ao perceber irregularidades no processo de cobrança, contactou imediatamente a polícia, que se dirigiu ao local onde seria efectuado o pagamento ilícito.
“O pagamento era ilícito, pois esses valores devem ser pagos no município. O funcionário coagiu o responsável da obra a pagar aquela quantia para anular a multa pela infracção. Há, portanto, matéria para a responsabilização do funcionário em questão”, explicou Selemane.
Apesar de ter sido apanhado em flagrante, o indiciado nega todas as acusações, alegando ser vítima de uma armadilha montada por indivíduos mal-intencionados que desejam prejudicá-lo.
“Não sei em que circunstâncias estou preso. Eu não tinha nenhum dinheiro na mão; o dinheiro de que falam só vi na mesa da polícia e depois foi devolvido ao chinês. É um ‘complot’ para me prejudicar”, refutou Sebastião.
A investigação continua, e o caso segue agora para as instâncias judiciais competentes para apurar todas as responsabilidades.
Quatro homens e duas mulheres foram detidos por envolvimento num trágico incidente durante um evento religioso na Índia que resultou na morte de mais de 120 pessoas.
Seis indivíduos foram detidos na Índia após a morte de 121 pessoas na terça-feira, durante uma reunião religiosa hindu, num país onde multidões descontroladas frequentemente resultam em tragédias para fiéis e peregrinos, informou na quinta-feira a polícia.
“Seis pessoas foram detidas, incluindo quatro homens e duas mulheres”, declarou o inspector-geral da polícia de Aligarh, Shalabh Mathur, sobre o mais mortífero incidente de multidões na última década.
Segundo Mathur, os detidos “trabalhavam principalmente como voluntários, envolvidos na gestão de multidões e na angariação de fundos”, acrescentando que, durante o tumulto, os agora detidos fugiram do local.
O inspector-geral informou que o principal acusado ainda está a ser procurado. A agência noticiosa EFE relatou que o guru local Bhole Baba, que conduziu a cerimónia de oração assistida por cerca de 250.000 pessoas na terça-feira, não está entre os detidos.
Mathur esclareceu que a autorização para a realização do evento não foi emitida em nome de Baba, e que estão a investigar os antecedentes criminais do líder espiritual, que está desaparecido desde a debandada.
O pregador emitiu uma declaração na quarta-feira para vários meios de comunicação social, acusando “elementos anti-sociais” de serem os responsáveis pelo acidente.
Pelo menos 121 pessoas, na sua maioria mulheres, morreram no incidente, que foi desencadeado quando vários participantes tentaram aproximar-se do guru para receber a sua bênção após o término do evento.
Eventos fatais como este são comuns em locais de culto na Índia, durante grandes eventos religiosos. Em 2016, pelo menos 112 pessoas morreram numa explosão causada por fogo-de-artifício num templo durante a celebração do ano novo hindu.
Três anos antes, um total de 115 fiéis morreram numa debandada perto de um templo em Madhya Pradesh, onde estavam reunidas cerca de 400 mil pessoas, após rumores de que uma ponte estava prestes a ruir.
Em 2008, pelo menos 224 peregrinos morreram e mais de 400 ficaram feridos numa debandada perto de um templo na cidade de Jodhpur.
O Presidente do Quénia, William Ruto, ordenou a revisão dos aumentos salariais dos membros do Governo, do Senado e da Assembleia Nacional, no contexto de uma crise de protestos antigovernamentais que se prolonga desde 18 de Junho.
“Ruto instruiu o Tesouro Nacional a rever […] as remunerações e os benefícios dos funcionários do Estado no Governo Nacional, no Senado e na Assembleia Nacional, após a retirada da Lei das Finanças 2024 e das restrições fiscais previstas”, anunciou o seu porta-voz, Hussein Mohamed, nas redes sociais.
“O Presidente enfatizou que este é o momento para o executivo e todos os ramos do Governo viverem dentro das suas possibilidades”, acrescentou.
A decisão de Ruto surge após semanas de protestos que começaram em reacção aos seus planos de aumentar os impostos sobre diversos produtos básicos, conforme previsto na controversa Lei das Finanças 2024.
Face às manifestações, Ruto anunciou, em 26 de Junho, a retirada do projecto de lei orçamental que continha esses aumentos e a aplicação de novos impostos. No entanto, os protestos, que não têm líderes oficiais e são impulsionados nas redes sociais por jovens da chamada “Geração Z”, continuam a exigir a demissão do Presidente.
Os jovens manifestantes expressam insatisfação com os altos níveis de desemprego, a corrupção e a brutalidade policial.
A resposta das forças de segurança, que utilizaram gás lacrimogéneo, balas de borracha e até munições reais contra os manifestantes, resultou na morte de pelo menos 39 pessoas desde o início dos protestos, segundo a Comissão Nacional dos Direitos Humanos do Quénia (KNCHR, na sigla em inglês).
Pelo menos 361 pessoas ficaram feridas e foram registados 32 casos de desaparecimentos forçados, segundo o mesmo organismo oficial.
Esta é a pior crise enfrentada por Ruto desde que assumiu o poder em Setembro de 2022.
O Quénia destaca-se como uma das economias de mais rápido crescimento em África, mas as desigualdades persistem e um em cada três quenianos sobrevive com apenas dois dólares (1,8 euros) por dia, segundo o Banco Mundial.
Uma menina de cinco anos, irritada porque os pais não a deixaram ficar com dois filhotes de cão que encontrou na rua, provocou um incêndio na casa da família na cidade de Juazeiro, no norte do estado brasileiro da Bahia.
O incidente ocorreu depois de um jantar em família, onde as duas filhas do casal, a menina de cinco anos e sua irmã de quatro anos, encontraram os cachorros enquanto brincavam do lado de fora de um restaurante. Escondendo os animais no porta-bagagens do carro, as crianças planeavam mantê-los em segredo dos pais.
No dia seguinte, os pais descobriram os cães e, após identificá-los como pertencentes a um conhecido próximo ao restaurante, decidiram devolvê-los ao legítimo proprietário. Inconformada com a decisão dos pais, a menina mais velha decidiu se vingar, iniciando um incêndio ao incendiar móveis e um sofá na sala de estar.
Os bombeiros levaram mais de duas horas para controlar o fogo, que causou danos significativos à habitação, destruindo móveis, eletrodomésticos, roupas, documentos importantes e até dinheiro guardado em uma maleta. Durante o incêndio, as duas crianças assistiram ao ocorrido do lado de fora da casa.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) impediu uma tentativa de tráfico de pessoas na província de Manica. As vítimas, dois menores, estavam destinados a ser vendidos por 10 milhões de meticais.
Os menores, que sobrevivem realizando pequenos trabalhos no Mercado Feira, em Chimoio, foram contratados sob a promessa de emprego numa machamba no distrito de Sussundenga. No entanto, ao longo do caminho, perceberam que não havia nenhum emprego à sua espera.
“Quando já estávamos a caminho de Sussundenga, paramos para comprar cana-de-açúcar, mas uma das pessoas que estava connosco falou com o chefe e disse que já tinha dois cabritos. Então, o chefe respondeu que estava tudo bem e que as cabeças podiam ser entregues”, contou uma das vítimas.
O alarme soou quando apareceu outro carro para buscar os menores, que até então acreditavam tratar-se de uma oferta de trabalho legítima. “Apareceu outro carro para subirmos. Disseram que era para trocarmos de veículo. Então, comecei a desconfiar e recusei subir, e disse ao meu amigo para também não subir. Depois, começamos a correr.”
Os dois suspeitos, agora detidos, culpam-se mutuamente pelo ocorrido. “Ele veio à minha casa e disse que me pagariam 10 milhões, cinco por cada pessoa”, afirmou um dos suspeitos.
O SERNIC afirmou categoricamente tratar-se de uma tentativa de tráfico de órgãos e de seres humanos. “Os dois indivíduos são acusados do crime de tráfico de pessoas e os mandantes do crime serão responsabilizados.”
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou a uma solução pacífica para o conflito na Ucrânia, baseada no direito internacional e na Carta das Nações Unidas, durante o seu discurso na cimeira alargada da Organização de Cooperação de Xangai (OCS), realizada em Astana, capital do Cazaquistão.
“Precisamos de paz na Ucrânia, fundamentada na Carta das Nações Unidas e no direito internacional”, afirmou Guterres perante os líderes presentes na cimeira.
Além da situação na Ucrânia, Guterres fez um apelo urgente para um cessar-fogo em Gaza e o fim imediato do derramamento de sangue, bem como a libertação incondicional de todos os reféns. “Precisamos de paz do Sudão ao Sahel, da República Democrática do Congo à Somália, da Birmânia ao Haiti”, destacou o secretário-geral, ampliando a sua mensagem de paz a várias regiões em conflito.
Referindo-se à situação no Afeganistão, Guterres sublinhou a importância da formação de um governo inclusivo que garanta o respeito pelos direitos humanos. “Todos os países devem unir-se para evitar que o Afeganistão se torne novamente um foco de terrorismo”, alertou.
Guterres enfatizou ainda que a OCS, sendo a maior organização regional do mundo, possui tanto o poder quanto a responsabilidade de “promover a paz”. A OCS, estabelecida em 2001, é composta actualmente por Bielorrússia, China, Índia, Irão, Cazaquistão, Quirguizistão, Paquistão, Rússia, Tajiquistão e Uzbequistão.
A cimeira realizada em formato ampliado conhecido como OCS+, contou também com a participação de representantes de países parceiros e amigos da organização, incluindo Azerbaijão, Emirados Árabes Unidos, Mongólia, Paquistão, Turcomenistão e Turquia.
O número de palestinianos mortos em quase nove meses de conflito na Faixa de Gaza ultrapassou os 38.000, conforme anunciou o Ministério da Saúde do enclave, governado pelo grupo radical Hamas.
Nas últimas 24 horas, os corpos de 58 pessoas foram transportados para os hospitais, elevando o total de mortos para 38.011, informou o ministério, citado pela agência norte-americana AP.
Os combates entre Israel e o Hamas resultaram em mais de 87.000 feridos. O ministério não distingue entre combatentes e civis na sua contagem, mas refere que muitos dos mortos são mulheres e crianças.
A guerra em curso entre Israel e o grupo islamita palestiniano foi desencadeada pelo ataque do Hamas em território israelita no dia 7 de Outubro, que causou cerca de 1.200 mortos e resultou em duas centenas de reféns, segundo as autoridades israelitas.
Após este ataque sem precedentes, Israel prometeu aniquilar o Hamas e lançou, no dia seguinte, uma ofensiva militar em Gaza, que também destruiu significativamente as infraestruturas do enclave, onde vivem 2,3 milhões de habitantes.
A Inspecção Nacional de Actividades Económicas (INAE) anunciou novas restrições sobre a publicidade de tabaco e bebidas alcoólicas, visando proteger menores de idade e garantir um ambiente mais seguro e saudável nas proximidades de instituições públicas.
A directora nacional de Educação, Desporto e Cultura da INAE, Leonor Mabutana, divulgou estas medidas durante uma conferência de imprensa realizada em Maputo na quinta-feira.
Entre as novas restrições, a publicidade de bebidas alcoólicas está proibida em locais próximos a escolas, hospitais e outras instituições públicas, bem como em horários impróprios na televisão. Especificamente, os anúncios não devem ser exibidos antes das 20h00 para evitar a exposição a menores de idade. Esta medida é uma resposta ao aumento do consumo de álcool entre os jovens, conforme observado pela INAE.
Adicionalmente, a publicidade de tabaco está agora totalmente proibida em painéis, órgãos de comunicação social, panfletos e revistas. A INAE está empenhada em remover quaisquer anúncios existentes e pede que todos os agentes publicitários mantenham uma distância mínima de 500 metros de instituições como escolas, hospitais, hotéis e postos policiais.
Estas novas regulamentações são baseadas no Decreto 38/2016, de 31 de Agosto, que aprova o código de publicidade. Embora a publicidade de bebidas alcoólicas não esteja completamente proibida, deve cumprir todos os requisitos legais. Contrariamente, a publicidade de tabaco é totalmente proibida em todas as formas.
Leonor Mabutana destacou que a fiscalização dessas novas medidas já começou em 26 de Junho e que a INAE está determinada a remover progressivamente os painéis publicitários, apesar da resistência de alguns agentes económicos. Aqueles que não cumprirem as novas regras estarão sujeitos a processos administrativos que podem resultar em advertências ou multas.
Além disso, a INAE também está focada na regulamentação dos ginásios. Estes devem operar com licenciamento adequado e possuir seguro para proteger os utentes em caso de acidentes ou lesões graves. A contratação de técnicos de exercício físico deve ser realizada mediante a apresentação de certidão e autorização para a actividade, conforme estipulado no Decreto 18/2021, de 8 de Abril.
Estas iniciativas da INAE são parte de um esforço contínuo para promover um ambiente mais saudável e seguro para todos os cidadãos, especialmente os mais vulneráveis.
O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) anunciou que vai disponibilizar 33 milhões de dólares para apoiar o sector avícola em Moçambique.
O anúncio foi feito pelo representante do BAD em Moçambique, durante o III Fórum Nacional de Pecuária, que teve lugar no distrito de Moamba, na Província de Maputo.
Moçambique é actualmente o maior produtor de carnes vermelhas na região da SADC, com uma produção anual de 29 mil toneladas. Segundo o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, o sector cresceu 41 por cento nos últimos cinco anos.
Para continuar a promover o desenvolvimento do sector pecuário nos próximos cinco anos, o Banco Africano de Desenvolvimento decidiu investir 33 milhões de dólares.
“O banco decidiu desembolsar 33 milhões de dólares para o financiamento do PROCAVA, um projecto recentemente aprovado que dá especial ênfase à criação de frangos. Este financiamento resulta de uma colaboração com o Fundo Internacional de Financiamento de Projectos Agrícolas e será implementado pelo Governo de Moçambique, através do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural,” afirmou Flávio Soares da Gama, representante do BAD em Moçambique.
Como parceiro de cooperação de Moçambique em vários projectos, o Banco Africano de Desenvolvimento não só fornece financiamento, mas também procura fortalecer toda a cadeia de valor do sector pecuário. “No âmbito do nosso pilar de financiamento a projectos africanos, o BAD incentiva o desenvolvimento do sector privado, e é isso que pretendemos alcançar com este projecto,” destacou.
O ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, também presente no evento, sublinhou que os fundos serão direccionados para impulsionar projectos tanto públicos como privados, com uma atenção especial ao sector privado.
O sector de desenvolvimento territorial e ambiente da província de Manica, centro de Moçambique, está a mobilizar os exploradores mineiros para adoptarem boas práticas na extracção de ouro com o objetivo de reduzir a poluição das águas dos rios.
Segundo o director provincial de Desenvolvimento Territorial e Ambiente, Rafael Manjate, uma das medidas mais eficazes tem sido a abertura de tanques de decantação para a lavagem da areia, minimizando assim o impacto ambiental. Esta declaração foi feita durante a VII sessão do Conselho Executivo de Manica, realizada na quarta-feira (03) em Chimoio, a capital provincial.
“Sensibilizamos os exploradores para fazerem a decantação em tanques devidamente preparados e afastados dos rios. Muitos estão a seguir as nossas recomendações, mas ainda enfrentamos desafios com aqueles que continuam a poluir as águas dos rios”, afirmou Manjate. Ele destacou que a sensibilização é a principal estratégia para mitigar a poluição, complementada pela aplicação da lei em casos de não conformidade.
Durante as visitas às comunidades, verificou-se que algumas empresas e garimpeiros artesanais estão a seguir as orientações. “Acreditamos que, nos próximos tempos, teremos as águas de alguns rios mais limpas”, acrescentou Manjate.
Outro desafio mencionado pelo director é a erosão das áreas de extracção mineral. “Os garimpeiros frequentemente deixam buracos abertos, o que inviabiliza a agricultura nessas zonas. Recomendamos que, após a extracção do ouro, os buracos sejam tapados com areia ou que se plantem árvores”, explicou.
Os rios Révuè, Púngwè, Mussapa e Nhancuarara são os mais afectados pela poluição resultante do garimpo artesanal. Esses rios percorrem distritos como Manica e Sussundenga, onde a extracção de ouro é intensiva. A poluição destas águas tem um impacto directo na vida das populações locais, comprometendo a agricultura devido à contaminação das águas com mercúrio e outros produtos usados na decantação do ouro, e afectando também a pecuária, com a falta de água potável para o gado.
Para 2024, o sector de minas de Manica prevê a exploração de mais de 800 quilogramas de ouro nos distritos de Manica, Sussundenga, Macossa e Báruè. Na província, existem mais de dez mil garimpeiros, na sua maioria artesanais, além de várias associações e empresas dedicadas à extracção de ouro.
Esta iniciativa visa não apenas proteger o meio-ambiente, mas também garantir a sustentabilidade das actividades agrícolas e pecuárias, fundamentais para a subsistência das comunidades locais.
Pelo menos 25 pessoas morreram no sudeste do Sudão, no estado de Sennar, quando o barco em que viajavam se afundou no Nilo Azul enquanto tentavam escapar aos combates entre as forças paramilitares e o exército. Esta tragédia foi relatada pelo Comité de Resistência local.
As vítimas deste naufrágio eram, na sua maioria, mulheres e crianças. O Comité de Resistência, um grupo pró-democracia que documenta e organiza a ajuda mútua entre os residentes, informou que “famílias inteiras” morreram enquanto fugiam do recente avanço paramilitar na região.
Este incidente ocorre num momento em que as Forças de Apoio Rápido (RSF), envolvidas em guerra com o exército, têm feito incursões significativas na vasta região do Sudão desde o final de Junho, resultando em violentos combates.
Segundo as autoridades locais do estado de Gedaref, cerca de 120.000 pessoas deslocadas chegaram recentemente a esta região vizinha de Sennar, que foi relativamente poupada à violência. Destas, 90.000 foram oficialmente registadas.
O Gabinete das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários (OCHA) informou na segunda-feira que mais de 55.000 pessoas tinham fugido da cidade de Sinja, capital de Sennar, onde mais de meio milhão de pessoas se refugiara para escapar à guerra. No sábado, a RSF anunciou ter tomado o controlo de uma base estratégica do exército em Sinja, desencadeando uma grave crise humanitária, com muitos habitantes a fugir em pequenos barcos de madeira pelo Nilo.
A maioria dos deslocados convergiu para Gedaref, que já alberga mais de 600.000 pessoas deslocadas, segundo a ONU.
No outro extremo do país, as RSF tentam há cerca de dois meses tomar o controlo da cidade de el-Fasher, capital do estado do Darfur do Norte, a única capital dos cinco estados do Darfur que ainda não escapou ao controlo paramilitar.
Na quarta-feira, os paramilitares bombardearam um mercado em el-Fasher, matando 15 civis e ferindo outros 29, segundo Ibrahim Khater, diretor-geral do Ministério da Saúde no Darfur do Norte, à agência de notícias France-Presse (AFP).
De acordo com um relatório dos Médicos Sem Fronteiras (MSF) de 24 de Junho, a violência em el-Fasher causou a morte de 260 pessoas.
Desde Abril de 2023, uma guerra opõe o exército, liderado pelo general Abdel Fattah al-Burhane, às RSF do seu antigo adjunto e rival, o general Mohamed Hamdane Daglo. Quatorze meses de conflito no Sudão resultaram em dezenas de milhares de mortos e deslocaram mais de nove milhões de sudaneses.
Ambas as partes foram acusadas de crimes de guerra por terem deliberadamente atingido civis e bloqueado a ajuda humanitária.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista Técnico/a de Educação em Emergência e Escolas Seguras. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Analista e Digitador de Dados. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Enfermeira de Saúde Materna e Infantil (ESMI). Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Conselheiro (a) Clínico (a). Saiba mais.
A Comunidade Moçambicana de Ajuda (CMA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Entrada de Dados de Gestão de Casos. Saiba mais.
A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar um/a (1) Coordenador/a de Programas. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Secretário(a) Executivo(a) – Projecto LINK. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador(a) de MEAL – Projecto Delpaz. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Analista e Digitador de Dados de CLHIV/PPA. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal seis (6) Coordenadores Regionais. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Administração. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Reprografia. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Administração. Saiba mais.
A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa de Pemba, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial de Resíduos. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Supervisor(a) DREAMS. Saiba mais.
Muhammad Mayet, empresário e proprietário da papelaria Shelyns, conseguiu escapar do cativeiro onde estava detido na Matola, após ter sido raptado na semana passada na cidade de Maputo.
O incidente ocorreu quando Mayet foi interceptado por seis criminosos armados com pistolas na esquina das Avenidas Karl Marx e Ho Chi Minh, próximo ao Ministério do Interior e ao Comando da Polícia.
Após o rapto, o empresário foi levado para um cativeiro no bairro de Malhampsene, no Município da Matola. As autoridades agiram rapidamente e cercaram o local, levando os raptores a fugir ao perceberem a presença das forças de segurança.
Segundo o porta-voz da Polícia da Cidade de Maputo, Leonel Muchina, Muhammad Mayet conseguiu escapar e já se encontra em segurança com a família. “Em relação ao rapto ocorrido na quarta-feira passada, informamos que a vítima está agora em convívio familiar. Este é um crime em investigação e não podemos fornecer mais detalhes. No entanto, garantimos que este indivíduo está em segurança”, afirmou Muchina.
Actualmente, as autoridades não confirmaram se o empresário permanece em Moçambique ou se já se deslocou para o estrangeiro, nomeadamente para a Índia. Muhammad Mayet foi descrito como estando em boa saúde após o incidente.
Um homem do Colorado, nos Estados Unidos, foi condenado na terça-feira a 60 anos de prisão por iniciar um incêndio fatal em uma casa, resultando na morte de cinco membros de uma extensa família senegalesa.
Kevin Bui, de 20 anos, foi o último dos três adolescentes acusados pelo incêndio ocorrido em 5 de Agosto de 2020 a ser sentenciado.
Segundo as autoridades, Kevin Bui, motivado por um roubo anterior de seu iPhone, erroneamente acreditou que o dispositivo estava na residência e planeou vingança de forma meticulosa. No entanto, não verificou correctamente suas suspeitas antes de agir.
A advogada de Bui, Rachel Lanzen, argumentou que seu cliente não foi o responsável por iniciar o incêndio, atribuindo a culpa aos membros mais jovens do trio. Contudo, essas alegações foram refutadas pelas autoridades policiais, uma vez que Bui admitiu ter iniciado o fogo.
Durante o período do crime, Kevin Bui ajudava sua irmã mais velha, Tanya Bui, na distribuição de narcóticos, conforme registos do tribunal federal. A operação ilegal da irmã foi descoberta inadvertidamente quando a polícia revistou a residência da família, localizada nos subúrbios de Denver, como parte do inquérito sobre o incêndio.
No ano passado, Dillon Siebert, que tinha 14 anos na época do incêndio, foi sentenciado a três anos de detenção juvenil e sete anos em um programa prisional estadual para jovens. Gavin Seymour, de 19 anos, foi condenado a 40 anos de prisão em Março, após admitir uma acusação de homicídio involuntário em segundo grau.
Este caso trágico continua a ecoar como um alerta sobre as consequências devastadoras de actos de vingança mal concebidos.
Um voo da companhia aérea Delta Air Lines, que partiu de Detroit, nos Estados Unidos, com destino a Amesterdão, nos Países Baixos, foi desviado para Nova Iorque na manhã da quarta-feira, devido a uma intoxicação alimentar em massa.
O voo 136, que descolou às 23h00 de terça-feira, aterrou em Nova Iorque por volta das quatro da manhã, após relatos de que uma parte da refeição servida na cabine principal estava estragada, conforme informou a companhia aérea, citada pela Associated Press.
Os serviços de emergência foram chamados ao local para prestar assistência a 12 passageiros que apresentaram sintomas de intoxicação alimentar. No entanto, não se sabe ao certo quantos dos 277 viajantes a bordo consumiram a refeição contaminada.
A Delta Air Lines está a investigar o incidente e pediu desculpa aos passageiros pela inconveniência e pelos atrasos causados. A companhia aérea sublinhou o seu compromisso em garantir a segurança e o bem-estar dos seus clientes e está a tomar medidas para evitar que situações semelhantes ocorram no futuro.
Guillermo Söhnlein, um dos fundadores da OceanGate, empresa responsável pelo submarino Titan, que tragou cinco pessoas durante uma expedição aos destroços do Titanic no ano passado, está agora a preparar uma nova e arriscada missão.
O objectivo é explorar o Dean’s Blue Hole, nas Bahamas, conhecido como o ‘Portal do Inferno’, um dos buracos oceânicos mais profundos e perigosos do mundo.
Em declarações à imprensa internacional, Söhnlein descreveu esta missão como uma forma de “homenagear os falecidos da missão ao Titanic”. O empresário, co-fundador da OceanGate em 2009 com Stockon Rush, um dos falecidos no acidente do Titan, deixou eventualmente a empresa em 2013 para fundar a sua própria companhia de exploração oceânica, a Blue Marble Exploration.
Ao contrário do Titan, o submarino a ser utilizado nesta expedição será certificado e tripulado apenas por “profissionais altamente qualificados e treinados”. O Dean’s Blue Hole é conhecido pelas suas correntes imprevisíveis, pressão extrema, falta de luz e localização remota, o que torna a exploração uma tarefa extremamente desafiadora.
“É crucial aprender com os erros passados, extrair lições e prosseguir. Desde o acidente, sentimos um imperativo ainda maior para continuar este tipo de trabalho exploratório”, afirmou Söhnlein em entrevista ao Independent.
A expedição ao ‘Portal do Inferno’ promete desvendar novos mistérios das profundezas oceânicas, enquanto Söhnlein e a sua equipa enfrentam os desafios únicos e perigosos que este local apresenta.
Um acidente de autocarro turístico na localidade de Huesca, em Espanha, resultou em sete crianças feridas, uma delas com gravidade.
O incidente ocorreu pelas 14h50, quando o veículo saiu da estrada e caiu por uma ribanceira de aproximadamente 15 metros, terminando numa zona florestal.
No miniautocarro encontravam-se o condutor e mais 20 passageiros, dos quais 14 eram menores de idade, todos provenientes da região de Barcelona. Os passageiros pertenciam à banda musical ZeBrass.
A criança gravemente ferida foi transportada de helicóptero para o Hospital de Barbastro, enquanto os outros feridos foram encaminhados para o mesmo hospital em ambulâncias.
Os esforços de salvamento contaram com a participação dos bombeiros do Serviço de Prevenção, Combate a Incêndios e Salvamento (SPEIS) de Huesca e membros da Guardia Civil.
Nos últimos anos, o governo moçambicano conseguiu recuperar cerca de 30 quilogramas de ouro não declarado por exploradores na província de Manica, no centro do país.
Esta ação faz parte de um esforço contínuo para combater a exploração ilegal e o contrabando de minerais na região, conforme relatado pelo director do Serviço Provincial de Infraestruturas, Recursos Minerais e Energia, Silva Manuel.
Manica é conhecida pela sua riqueza em recursos minerais, especialmente ouro, e tem visto um aumento na produção deste metal nos últimos anos, graças à maior transparência na declaração por parte das empresas de mineração. No entanto, ainda existe uma significativa operação artesanal, envolvendo principalmente cidadãos estrangeiros, especialmente do Zimbabué, que frequentemente comercializam o ouro fora dos canais regulares de venda.
O trabalho de rastreio mineiro tem sido fundamental para descobrir e recuperar quantidades significativas de ouro não declarado, o que poderia significar uma maior arrecadação de receitas para o Estado. Segundo Silva Manuel, este esforço resultou em um aumento na produção de ouro na província, passando de 224,19 quilogramas em 2001 para 759,13 quilogramas em 2023. As previsões para este ano apontam para uma produção superior a 800 quilogramas.
Apesar dos avanços, Manuel sublinhou a necessidade de reforçar os meios de fiscalização, incluindo equipamentos e pessoal, para melhor controlar e combater o contrabando de ouro. Ele também destacou a importância da colaboração da população e dos próprios exploradores para acabar com as práticas ilegais na exploração de minerais em Manica.
Os distritos de Manica, Macossa, Báruè, Sussundenga e Gondola são áreas chave na exploração mineral, onde tanto empresas licenciadas como artesãos realizam operações de mineração. Estima-se que mais de dez mil exploradores artesanais, tanto locais quanto estrangeiros, estejam envolvidos na extracção de ouro na região, um sector que atrai principalmente jovens de outras províncias de Moçambique em busca de oportunidades na mineração.
Desde o início da época chuvosa em Maio, o Níger registou a morte de 27 pessoas devido a inundações, segundo a agência noticiosa estatal do país, citando informações da Direcção-Geral de Protecção Civil.
Entre as vítimas, 14 pessoas faleceram por afogamento e 13 em deslizamentos de terra. Além disso, 23 pessoas ficaram feridas em várias regiões afectadas pelas chuvas intensas.
As inundações causadas pelas chuvas fortes afectaram um total de 10.655 pessoas pertencentes a 1.495 agregados familiares. O desastre também resultou na perda de mais de dez mil cabeças de gado, agravando a situação já precária de muitas famílias no país africano.
A região de Maradi, localizada no centro-sul do Níger, foi a mais severamente atingida, registando 15 mortos e 12 feridos. Todos os anos, o Níger, um dos países mais pobres do Sahel, enfrenta episódios de inundações com vítimas mortais, exacerbando os desafios de insegurança e instabilidade política que o país enfrenta.
Um indivíduo foi detido em Chimoio, na província de Manica, por falsificar a nova série do Metical, apenas algumas semanas após sua introdução em 16 de Junho passado.
Apesar de possuir um passaporte nacional, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) identificou o acusado como sendo de nacionalidade tanzaniana.
Este é o segundo caso de falsificação relatado na região em menos de um mês. O detido foi encontrado na posse de três notas de mil meticais falsas, além de notas de outras moedas estrangeiras, incluindo do Malawi, Sri Lanka e Zimbabwe. Autoridades locais também apreenderam o material utilizado para a falsificação das notas da moeda nacional.
Paulo Candeeiro, porta-voz da Direcção Provincial de Investigação Criminal em Manica, confirmou as apreensões e destacou que o detido negou qualquer envolvimento no crime de falsificação de moeda.
Além deste caso, o SERNIC também deteve outro indivíduo de 44 anos, encontrado na posse de um quilo de cannabis sativa. O suspeito admitiu estar envolvido no comércio da droga há cerca de um ano.
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