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Governo de Manica implementa boas práticas na extracção de ouro para combater poluição dos rios


O sector de desenvolvimento territorial e ambiente da província de Manica, centro de Moçambique, está a mobilizar os exploradores mineiros para adoptarem boas práticas na extracção de ouro com o objetivo de reduzir a poluição das águas dos rios.

Segundo o director provincial de Desenvolvimento Territorial e Ambiente, Rafael Manjate, uma das medidas mais eficazes tem sido a abertura de tanques de decantação para a lavagem da areia, minimizando assim o impacto ambiental. Esta declaração foi feita durante a VII sessão do Conselho Executivo de Manica, realizada na quarta-feira (03) em Chimoio, a capital provincial.

“Sensibilizamos os exploradores para fazerem a decantação em tanques devidamente preparados e afastados dos rios. Muitos estão a seguir as nossas recomendações, mas ainda enfrentamos desafios com aqueles que continuam a poluir as águas dos rios”, afirmou Manjate. Ele destacou que a sensibilização é a principal estratégia para mitigar a poluição, complementada pela aplicação da lei em casos de não conformidade.

Durante as visitas às comunidades, verificou-se que algumas empresas e garimpeiros artesanais estão a seguir as orientações. “Acreditamos que, nos próximos tempos, teremos as águas de alguns rios mais limpas”, acrescentou Manjate.

Outro desafio mencionado pelo director é a erosão das áreas de extracção mineral. “Os garimpeiros frequentemente deixam buracos abertos, o que inviabiliza a agricultura nessas zonas. Recomendamos que, após a extracção do ouro, os buracos sejam tapados com areia ou que se plantem árvores”, explicou.

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Os rios Révuè, Púngwè, Mussapa e Nhancuarara são os mais afectados pela poluição resultante do garimpo artesanal. Esses rios percorrem distritos como Manica e Sussundenga, onde a extracção de ouro é intensiva. A poluição destas águas tem um impacto directo na vida das populações locais, comprometendo a agricultura devido à contaminação das águas com mercúrio e outros produtos usados na decantação do ouro, e afectando também a pecuária, com a falta de água potável para o gado.

Para 2024, o sector de minas de Manica prevê a exploração de mais de 800 quilogramas de ouro nos distritos de Manica, Sussundenga, Macossa e Báruè. Na província, existem mais de dez mil garimpeiros, na sua maioria artesanais, além de várias associações e empresas dedicadas à extracção de ouro.

Esta iniciativa visa não apenas proteger o meio-ambiente, mas também garantir a sustentabilidade das actividades agrícolas e pecuárias, fundamentais para a subsistência das comunidades locais.

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