A antiga Primeira-Ministra de Moçambique, Luísa Diogo, sublinhou na importância de o país continuar a estabelecer parcerias tanto internas quanto externas para superar os desafios económicos e promover o desenvolvimento.
A ex-governante fez estas declarações enquanto oradora principal na Primeira Conferência sobre Parcerias Público-Privadas, que decorre na cidade de Maputo.
Segundo Luísa Diogo, para que estas parcerias sejam eficazes, é fundamental a criação de contractos adaptados às necessidades dos projectos, podendo estes ser de curto, médio ou longo prazo. A robustez do projecto e os objectivos a atingir devem guiar a duração e a natureza dos contractos estabelecidos.
Diogo enfatizou a importância de negociações meticulosas e informadas para a formulação de contractos sólidos. Estes devem ser desenhados com clareza e objectividade, visando soluções financeiras eficazes que reflitam as metas pretendidas. Ela frisou que a clareza dos contractos é crucial para permitir uma avaliação contínua e evitar armadilhas ou falhas que possam surgir. Ajustes e correcções devem ser feitos conforme necessário para eliminar lacunas e assim facilitar o progresso no desenvolvimento económico.
“Se os contractos forem claros, será mais fácil avaliar o progresso e evitar armadilhas ou defeitos, fazendo os ajustes necessários para eliminar lacunas e permitir o avanço no desenvolvimento”, afirmou Luísa Diogo.
Desde o início deste ano, pelo menos 26 indivíduos foram detidos por envolvimento na exploração ilegal de recursos florestais e faunísticos no Parque Nacional de Banhine, situado no extremo norte da província de Gaza.
Esta informação foi divulgada por Abel Nhabanga, administrador do parque, que destacou as medidas implementadas para combater actividades ilegais na área de conservação.
Segundo a Rádio Moçambique, a maioria dos detidos foi apanhada em flagrante pelos fiscais enquanto cortavam madeira e produziam carvão ilegalmente. Abel Nhabanga informou ainda que, no âmbito da caça furtiva, foram desactivadas 160 armadilhas, cabos de aço e ratoeiras.
No seguimento destas detenções, foram instaurados três processos criminais, resultando no julgamento e condenação de quatro pessoas, além da aplicação de uma multa total de 323 mil meticais. “Lavrámos três autos envolvendo mais de 30 pessoas, pois muitas vezes os exploradores ilegais operam em grandes grupos. Detivemos 26 indivíduos que produziam carvão dentro do parque e aplicámos uma multa de 323 mil meticais a estes infractores”, detalhou Nhabanga.
O administrador do Parque Nacional de Banhine comparou a situação actual com a do ano passado, indicando um ligeiro decréscimo na actividade ilegal: “Comparando com o período homólogo, podemos afirmar que houve uma redução, visto que no ano anterior foram instaurados cerca de 10 autos, o que demonstra o esforço contínuo do nosso trabalho.”
Nos primeiros três meses deste ano, quatro casos de exploração ilegal foram julgados e sentenciados. Abel Nhabanga atribuiu a redução das actividades ilegais ao aumento do número de fiscais operacionais na área. “Este ano tivemos cerca de 30 fiscais directamente envolvidos nas operações, comparados aos 11 do ano passado. Este aumento no número de fiscais tem sido fundamental para o sucesso das nossas acções de fiscalização”, concluiu.
Pelo menos 11 pessoas morreram e 43 ficaram feridas na região ucraniana de Donetsk devido a bombardeamentos russos. O governador local anunciou que 348 povoações ficaram sem electricidade após um ataque a uma infra-estrutura energética na região de Sumi.
“Durante o dia, os russos mataram 11 residentes da região de Donetsk e 43 outras pessoas ficaram feridas. Houve 2.326 ataques inimigos na frente de batalha. 25 aldeias foram atingidas”, declarou Vadim Filashkin, governador da província de Donetsk, através do Telegram.
Entre as fatalidades estão cinco pessoas na aldeia de Selidove, três em Chasovoi Yar e outras nas localidades de Komar, Toretsk e Ukrainsk. Dos feridos, 15 são de Selidove, 18 de Komar e três de Toretsk, com mais dois em Ukrainska e um em Kostiantinivka, Ivanivka, Peresbudo, Sloviansk e Druzhba.
Adicionalmente, um homem de 43 anos foi morto por um bombardeamento russo em Odradokamianka, na região de Kherson, conforme relatado pelo governador ucraniano de Kherson, Oleksandr Prokudin, no Telegram.
Paralelamente, o Ministério da Energia ucraniano informou que cerca de 100.400 assinantes em 348 povoações estavam sem electricidade esta manhã, após um ataque russo a uma instalação energética na região de Sumi, ocorrido na noite de sexta-feira.
“Uma instalação eléctrica na região de Sumi foi atacada ontem à noite. Como resultado, consumidores domésticos e industriais nas regiões de Sumi (especialmente na cidade de Sumi) e Kharkov ficaram sem electricidade”, afirmou o ministério em comunicado no Telegram.
O ministério acrescentou que, embora os consumidores da região de Kharkov já tenham sido reconetados à rede, 100.400 assinantes em 348 povoações na região de Sumi ainda estavam sem energia esta manhã.
O abastecimento de água na cidade de Sumi foi temporariamente interrompido devido a um ataque de drones russos, segundo a emissora pública ucraniana Suspilne, com base em informações da empresa de água Gorvodokanal.
Além disso, a empresa nacional de energia Ukrenergo decidiu não aplicar restrições ao consumo entre as 10:00 e as 15:00 de hoje em toda a Ucrânia, devido ao menor consumo durante o fim-de-semana e ao aumento da produção nas centrais eléctricas.
O Ministério da Energia destacou que, na sexta-feira, a Ucrânia recebeu electricidade excedentária do sistema eléctrico polaco a pedido da Polónia, o que permitiu cobrir parcialmente o défice de capacidade resultante dos ataques maciços da Rússia ao sistema eléctrico.
O ministério também informou que uma linha aérea de alta tensão que liga os sistemas eléctricos ucraniano e moldavo esteve temporariamente fora de serviço na noite de sexta-feira, mas já foi restabelecida.
Estão previstas importações de electricidade de 35.957 Megawatts/hora e nenhuma exportação.
Venâncio Mondlane, candidato da Coligação Aliança Democrática (CAD) à presidência da República, acusa a Comissão Nacional de Eleições (CNE) de tentar inviabilizar a candidatura da sua coligação às eleições gerais marcadas para o próximo dia 9 de Outubro.
“O porta-voz da CNE informou que o único partido que está a ser analisado em relação às listas é a CAD. O nosso director do Gabinete Eleitoral esteve reunido com a CNE e foi dessa reunião que passamos a conhecer os argumentos que a CNE, ou alguns elementos dela, querem inventar para inviabilizar a candidatura da CAD”, afirmou Mondlane durante uma conferência de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira (05) em Maputo.
Mondlane revelou que um dos argumentos apresentados pela CNE é a solicitação à CAD para corrigir irregularidades relacionadas ao averbamento. Segundo ele, “é uma contradição porque a única questão que a lei coloca para averbamentos é de um partido e não coligação.”
Para Mondlane, “não faz sentido averbar um acordo que é temporário, válido apenas para um ato eleitoral específico, pois depois deste ele finda.”
Ele explicou que, por esta razão, o Conselho Constitucional (CC) não deu provimento às reclamações do partido CDU, pois essa formação partidária fazia parte de uma coligação anterior e agora há uma nova.
Mondlane também destacou irregularidades da CNE ao levantar esta questão apenas agora, considerando que é uma questão ligada à inscrição do partido. “Todos estes actos não têm a ver com candidatura, mas sim com a inscrição dos partidos, e essa fase já foi ultrapassada. Ou seja, quando finda uma etapa eleitoral passa-se para a seguinte, e a ultrapassada é tida como concluída e encerrada”, defendeu.
“Levantar questões que têm a ver com inscrição numa fase de candidatura é contraditório e demonstra má fé”, sublinhou Mondlane.
Ele concluiu que todas essas acções surgem apenas com o propósito de rejeitar a candidatura ou listas da CAD sem nenhuma base jurídica ou fundamentação legal.
O Presidente da Câmara de Quelimane, Manuel de Araújo, decidiu rescindir o contrato com a empresa responsável pela reabilitação da Avenida Max Love, mais conhecida como Avenida Maputo, devido à demora na conclusão das obras.
Esta decisão surge num momento crítico em que o município enfrenta sérios desafios na qualidade das suas estradas, com dez empreitadas em curso para reabilitar entre 10 a 15 quilómetros de estrada e quatro pontes.
Manuel de Araújo expressou a sua frustração com a empresa Signo, adjudicatária das obras na Avenida Maputo, e anunciou a rescisão do contrato. Além disso, o empreiteiro Victor Duarte, responsável pelas obras na ponte Inhangome, também recebeu um aviso de rescisão devido ao ritmo lento dos trabalhos. O presidente afirmou que já foram enviadas duas cartas de advertência e que uma terceira, caso necessária, resultará na rescisão do contrato.
“As obras na ponte Inhangome são motivo de grande preocupação, pois o empreiteiro, o senhor Victor Duarte, está a proceder de forma muito lenta. Já enviámos a primeira carta de advertência, e submetemos a segunda. Se a situação não melhorar, a terceira carta será a de rescisão,” declarou Manuel de Araújo.
Outro motivo de descontentamento é a empresa Kukumbi, que deveria ter entregue duas bibliotecas ao município há seis meses. O presidente expressou a sua insatisfação, sublinhando que a demora está a prejudicar o município, impedindo-o de solicitar mais financiamento à Embaixada do Japão até que as bibliotecas sejam inauguradas.
“Nós estamos muito desgastados com a Kukumbi porque já deveria ter entregue as duas obras no ano passado. Passaram-se seis meses e ainda não entregaram as duas bibliotecas. O município está a perder estas bibliotecas, pois não podemos pedir mais dinheiro à Embaixada do Japão sem as inaugurar,” lamentou o presidente.
Por outro lado, o director da empresa EMAMIZ, mencionada pelo presidente devido aos atrasos no tapamento de buracos e na construção da ponte sobre o rio Inhangome, defendeu-se afirmando que os trabalhos estão a decorrer dentro do tempo regulamentar, apesar das perturbações causadas pela chuva.
Em meio a estas dificuldades, Manuel de Araújo elogiou as obras na ponte de Namuinho, adjudicadas a uma empresa chinesa, destacando que o ritmo dos trabalhos sugere que a entrega será feita dentro do prazo previsto, a 10 de Outubro.
As obras em curso no município de Quelimane estão estimadas em 400 milhões de meticais e são financiadas pelo Banco Mundial.
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, viveu uma situação embaraçosa ao inaugurar, na sexta-feira, um campus universitário ainda inacabado em Osasco, São Paulo.
Durante a cerimónia de inauguração do novo campus da Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo), uma estudante questionou Lula sobre a conclusão da obra, causando desconforto ao presidente e sua comitiva.
“A obra não está concluída. O que está a ser inaugurado hoje é apenas metade da obra prevista”, afirmou Jamile Fernandes, aluna do terceiro ano de Direito. Ela destacou que várias partes essenciais do campus, como moradias estudantis, restaurantes e auditórios, ainda não foram finalizadas. Além disso, Jamile criticou a baixa representação de alunos negros na universidade, apontando que apenas 8% dos estudantes são negros, contrastando com o discurso de Lula sobre a inclusão de jovens negros no ensino superior público.
A cerimónia de inauguração, marcada por pompa e circunstância, foi alvo de críticas pela estudante, que não se deixou intimidar pelas reacções dos ministros e outros membros da comitiva presidencial. A situação gerou irritação em Lula, que preferiu não responder directamente à estudante.
Nas últimas semanas, Lula tem percorrido o Brasil inaugurando diversas obras, muitas delas ainda inacabadas, ao lado de aliados candidatos às eleições autárquicas de Outubro. Essas inaugurações têm sido vistas como uma estratégia para aumentar a popularidade do partido e dos candidatos apoiados por Lula.
Após o constrangimento, Fernando Haddad, actual ministro das Finanças e ex-ministro da Educação, respondeu directamente à estudante, afirmando que “uma universidade, aquela ou qualquer outra, está sempre inacabada, nunca está realmente pronta porque vai crescendo ano a ano”.
A inauguração do campus da Unifesp em Osasco, ainda que incompleta, simboliza um passo importante na expansão do ensino superior público na região, mas também ressalta os desafios e críticas enfrentados pelo governo na execução de obras públicas.
Pelo menos sete pessoas morreram no desabamento de um edifício de vários andares no estado de Gujarat, situado no oeste da Índia.
As operações de resgate continuam em andamento na esperança de encontrar possíveis sobreviventes entre os escombros.
Rajesh Parmar, vice-comissário da polícia, informou a agência noticiosa indiana ANI que “uma mulher foi resgatada com vida e sete corpos foram recuperados e enviados para autópsia. Continuamos a limpar os escombros”. Este trágico incidente ocorreu na cidade de Surat, e as equipas de resgate estão a trabalhar incessantemente há mais de 12 horas.
Nas redes sociais, circulam imagens do local da tragédia, mostrando operários a remover os escombros com a ajuda de escavadoras. O colapso do edifício ocorreu no sábado, devido a causas ainda desconhecidas. No entanto, a região tem sido fustigada por fortes chuvas nos últimos dias, o que pode ter contribuído para a derrocada.
O edifício em questão tinha cerca de 30 apartamentos. Felizmente, a maioria estava desabitada e muitos dos residentes não se encontravam em casa no momento do colapso. Anupam Gehlot, comissário da polícia de Surat, declarou no sábado à noite aos meios de comunicação social que a maioria dos apartamentos estava vazia.
Acidentes deste tipo são relativamente comuns na Índia, frequentemente devido ao estado precário das infraestruturas e à falta de manutenção adequada. Além disso, a época das monções agrava a situação, aumentando a possibilidade de deslizamentos de terras que afectam a estabilidade dos edifícios.
Esta tragédia sublinha a necessidade urgente de melhorias nas práticas de construção e manutenção para prevenir futuros desastres e garantir a segurança das populações.
O povo iraniano elegeu Masoud Pezeshkian como o novo presidente, sucedendo Ebrahim Raisi, que faleceu em um trágico acidente aéreo em Maio.
Pezeshkian, um reformista conhecido, conquistou 16,3 milhões de votos no segundo turno das eleições, realizado na sexta-feira, atingindo 53,6% dos votos válidos.
O concorrente de Pezeshkian, o médico ultraconservador Saeed Jalili, que desempenhou um papel fundamental nas negociações do programa nuclear iraniano durante anos, obteve 13,5 milhões de votos, correspondendo a 44,3%. Segundo o Ministério do Interior do Irã, a eleição atraiu mais de 30 milhões de eleitores, quase 6 milhões a mais em comparação com o primeiro turno.
No primeiro turno, ocorrido no sábado, 29 de Junho, Pezeshkian já havia demonstrado forte apoio popular, recebendo 42% dos votos numa disputa que contou com quatro candidatos.
Esta é apenas a segunda vez que uma eleição presidencial no Irã é decidida no segundo turno. A primeira ocorreu em 2005, quando Mahmoud Ahmadinejad foi eleito presidente.
Na sexta-feira passada, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou um pedido a um juiz federal para suspender o processo judicial em que é acusado de manusear indevidamente documentos confidenciais.
Este pedido baseia-se numa recente decisão do Supremo Tribunal que concede ampla imunidade a antigos presidentes.
Os advogados de Trump dirigiram-se à juíza distrital Aileen Cannon, argumentando que o processo deve ser interrompido até que as moções de defesa pendentes sejam resolvidas. Eles sustentam que o candidato republicano está protegido contra as acusações criminais e que a nomeação do procurador especial Jack Smith pelo Departamento de Justiça foi feita de forma ilegal.
O presidente do Supremo Tribunal, John Roberts, escreveu numa decisão que contou com seis votos a favor e três contra, afirmando que os presidentes dos EUA possuem imunidade absoluta em relação a acusações que envolvam os seus principais poderes constitucionais e são presumivelmente imunes em todos os outros actos oficiais.
Numa opinião semelhante, emitida de forma separada, o juiz Clarence Thomas declarou que a nomeação de Jack Smith era inválida, alegando que “não existe nenhuma lei que estabeleça o cargo” de procurador especial.
O pedido apresentado na sexta-feira pelos advogados de Trump sublinha as implicações potencialmente abrangentes da decisão do Supremo Tribunal.
Na terça-feira, a sentença relacionada às condenações de Trump por suborno foi adiada, pelo menos até Setembro, uma vez que o juiz responsável pelo caso em Nova Iorque decidiu avaliar o possível impacto da decisão do Supremo Tribunal.
A opinião do Supremo Tribunal surgiu a partir de um caso separado apresentado por Jack Smith, que acusava Trump de conspirar para anular os resultados das eleições presidenciais de 2020.
Os advogados de Trump, no caso dos documentos confidenciais na Flórida, onde ele é acusado de armazenar ilegalmente documentos ultrassecretos na sua propriedade em Mar-a-Lago, contestaram a acusação com base nos mesmos fundamentos jurídicos estabelecidos pela decisão do Supremo Tribunal.
A juíza Cannon ouviu, no mês passado, argumentos sobre a legalidade da nomeação de Jack Smith, mas ainda não se pronunciou sobre a questão, nem sobre a questão da imunidade.
“A resolução destas questões limítrofes é necessária para minimizar as consequências adversas para a instituição da presidência resultantes desta investigação e acusação inconstitucionais”, escreveram os advogados de defesa de Trump ao solicitarem a possibilidade de apresentar documentação adicional ao caso.
Os representantes do ex-presidente defendem que o caso deve ser suspenso, com excepção de uma disputa separada, ainda não resolvida, sobre um esforço dos procuradores para impedir Trump de fazer comentários públicos que possam colocar em risco os agentes do FBI envolvidos no caso.
Dois homens, J. Filipe, de 35 anos, e A. Cadeado, de 39 anos, estão detidos no Comando Distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade da Beira. Eles são suspeitos de roubar e assassinar Lúcia Manuela, uma estudante de 20 anos.
De acordo com Alfeu Sitoe, porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), a jovem foi dada como desaparecida e encontrada sem vida dias depois. A investigação levou à localização do telemóvel da vítima e à detenção de um indivíduo que estava na posse do aparelho, que começou a usar 12 horas após o desaparecimento de Lúcia.
Durante o interrogatório, o detido afirmou ter comprado o telemóvel de J. Filipe, que por sua vez disse ter adquirido o aparelho de A. Cadeado. Este último nega qualquer envolvimento no crime.
A polícia considera que J. Filipe e A. Cadeado são cúmplices no mundo do crime, apontando para um homicídio ocorrido em 2022 no distrito de Nhamatanda. “Agora, com este assassinato, eles responderão pelos dois crimes,” afirmou Sitoe.
A. Cadeado também enfrenta um mandado de detenção emitido pelo Tribunal Judicial do Dondo por desobediência, após não ter comparecido às autoridades devido a uma queixa de roubo no local onde trabalhava como guarda.
“O facto de serem os vendedores do telemóvel da vítima, juntamente com o histórico de actividades criminais de natureza semelhante e outros indícios, faz deles os principais suspeitos deste homicídio,” declarou o porta-voz.
Apesar das acusações, ambos os suspeitos negam envolvimento no crime. J. Filipe afirma estar detido apenas por comprar um telemóvel, enquanto A. Cadeado nega ter vendido o aparelho a J. Filipe, alegando estar a ser incriminado injustamente.
Desde quinta-feira, chuvas torrenciais têm causado estragos significativos no Nepal, resultando em pelo menos 14 mortes e nove pessoas desaparecidas, conforme relataram as autoridades policiais nepalesas.
Além das vítimas, foram registadas inundações e deslizamentos de terra em várias regiões do país.
Os efeitos devastadores das chuvas também se fizeram sentir na Índia e no Bangladesh, onde milhões de pessoas foram afectadas pelas inundações.
“O esforço de busca pelas pessoas desaparecidas está a ser realizado em colaboração com outras agências e os moradores locais”, afirmou Dan Bahadur Karki, porta-voz da polícia nepalesa, à agência France-Presse.
As autoridades nepalesas alertaram para a possibilidade de novas inundações repentinas em diversos rios, devido à continuação das fortes chuvas. Em particular, várias regiões de baixa altitude, próximas da fronteira com a Índia, já sofreram com as inundações.
No mês passado, o Nepal também enfrentou severas tempestades que provocaram deslizamentos de terra e inundações, resultando na morte de 14 pessoas.
Na Índia, a situação não é menos grave. O estado de Assam, no nordeste, registou seis mortes nas últimas 24 horas devido às inundações, elevando o total de vítimas para 58 desde meados de Maio, conforme informado pela autoridade de gestão de catástrofes.
No Bangladesh, um país predominantemente de baixa altitude e situado a jusante da Índia, mais de dois milhões de pessoas foram atingidas pelas inundações. O território do Bangladesh é largamente composto por deltas, onde os rios Ganges e Brahmaputra, originários dos Himalaias, fluem em direcção ao mar.
As monções, que ocorrem de Junho a Setembro, causam anualmente perdas de vidas e destruição em toda a região sul da Ásia. Nos últimos anos, tem-se verificado um aumento na frequência e severidade de inundações e deslizamentos de terra, com especialistas a atribuírem este agravamento às mudanças climáticas e à construção desordenada de estradas.
Mais de cem trabalhadores da fábrica de produção de cabelos artificiais DARLING foram levados ao Hospital Provincial da Matola devido a uma suspeita de intoxicação provocada pela fuga de gás. Cinco destes trabalhadores continuam em observação médica.
Segundo a Rádio Moçambique (RM), entre os afectados encontram-se dezanove mulheres grávidas. Os trabalhadores foram admitidos no hospital após apresentarem sintomas como dores de cabeça, dores de garganta, tonturas e dificuldades respiratórias.
Lucília Cossa, médica da Clínica Geral e responsável pelo Banco de Socorros do Hospital Provincial da Matola, informou à Rádio Moçambique que o estado clínico dos cinco pacientes ainda internados está a mostrar sinais de melhoria.
Este incidente não é isolado. Já houve queixas anteriores de trabalhadores da DARLING sobre episódios de intoxicação após a inalação de gás na fábrica.
Três homens, com idades entre 30 e 41 anos, identificados como R. Caetano, J. Nhamunda e F. Fazenda, foram detidos pela Polícia na 7.ª Esquadra da PRM, no bairro da Manga, acusados de falsificação de bebidas alcoólicas numa destilaria improvisada numa residência na zona do Estoril, na cidade da Beira.
Roberto Selemane, chefe de relações públicas do Comando Provincial da corporação em Sofala, informou que a detenção dos três indivíduos ocorreu quando estes estavam na posse de 22 garrafas de diversas bebidas alcoólicas, incluindo vinhos e whiskys de marcas falsificadas, que pretendiam vender na cidade.
“A detenção em flagrante foi possível graças à denúncia de uma das vítimas das bebidas adulteradas. Após investigações, descobriu-se que as bebidas eram falsificadas numa residência no Estoril. As garrafas não tinham selos autênticos e estavam seladas com cola,” declarou Selemane.
O porta-voz salientou que este tipo de crime prejudica toda a cadeia legalmente estabelecida, uma vez que as bebidas são falsificadas com o uso de produtos químicos.
“Apelamos aos cidadãos que operam na área de restauração para não comprarem bebidas a particulares, mas apenas em estabelecimentos devidamente licenciados,” acrescentou.
Selemane indicou ainda que o processo está devidamente registado e seguirá os trâmites legais nas instituições de justiça para que os envolvidos possam ser julgados.
Entretanto, J. Nhamunda, um dos detidos, alegou ter vendido bebidas a um proprietário de restaurante em Mafambisse, sem saber que eram falsificadas, afirmando que as adquiriu de um cidadão malawiano num parque de estacionamento próximo à portagem de Dondo.
As celebrações do 4 de Julho nos Estados Unidos foram ensombradas por uma série de tiroteios violentos que resultaram na morte de pelo menos 33 pessoas e deixaram dezenas de feridos em várias regiões do país.
Chicago foi uma das cidades mais afectadas, com 11 mortos e 55 feridos em tiroteios que se prolongaram até à manhã do dia seguinte. Entre as vítimas, encontram-se duas mulheres e uma criança, que foram atingidas num tiroteio massivo na quinta-feira, conforme reportado pelo Chicago Sun-Times.
Na Califórnia, em Huntington Beach, dois indivíduos morreram e três ficaram feridos num ataque ocorrido menos de duas horas após o término de um espectáculo de fogo-de-artifício. A polícia local deteve um suspeito em conexão com o incidente.
Em Niles, Ohio, um adolescente de 15 anos foi detido após um jovem de 23 anos ter sido fatalmente baleado durante uma festa privada de celebração do 4 de Julho. Em Cleveland, uma criança de 10 anos foi morta a tiro, e a polícia ainda não determinou o motivo do ataque nem se a menina era o alvo intencional. Adicionalmente, um polícia que cumpria um mandado e uma pessoa armada que fazia ameaças num parque nacional também estão entre as vítimas dos tiroteios na cidade.
Filadélfia registou a morte de um jovem de 19 anos e seis feridos num tiroteio de causas desconhecidas. Em Boston, um homem morreu e outra pessoa ficou em estado grave após um dos três tiroteios que ocorreram na cidade. Em Hartford, Connecticut, uma mulher de 23 anos foi encontrada baleada no seu carro e declarada morta à chegada ao hospital. Na Carolina do Norte, em High Point, um tiroteio durante um lançamento de fogo-de-artifício não oficial resultou na morte de uma pessoa.
O feriado nacional do 4 de Julho é tradicionalmente um dos dias mais violentos nos Estados Unidos. No ano anterior, tiroteios no mesmo dia provocaram mais de uma dúzia de mortos e mais de 60 feridos. Um ano antes, um tiroteio durante um desfile em Chicago resultou em sete mortes.
A violência e os tiroteios em massa tendem a aumentar durante os meses de verão nos EUA, uma época de temperaturas elevadas em que as pessoas se reúnem com mais frequência em eventos sociais e os adolescentes estão de férias escolares.
Três crianças, incluindo uma de dez meses, morreram na madrugada de domingo devido a um incêndio que devastou uma casa em Sydney, na Austrália. O incidente está a ser investigado como homicídio, e um homem já foi detido.
Por volta da 1h00 (hora local), os serviços de emergência foram alertados para um incêndio numa residência em Lalor Park.
“À chegada dos serviços de emergência, uma menina de nove anos e três meninos de onze, sete e seis anos foram tratados no local pelos paramédicos da ambulância de NSW e levados para o Hospital Westmead em estado estável”, informou um comunicado, que também mencionou que uma mulher de 29 anos foi hospitalizada por inalação de fumo.
Outras duas crianças, de dois e quatro anos, não sobreviveram e faleceram pouco depois de serem internadas no Hospital Westmead, onde chegaram em estado crítico após receberem tratamento inicial dos paramédicos no local.
Uma terceira criança foi encontrada sem vida pela equipa de Bombeiros e Resgate de Nova Gales do Sul após extinguirem o incêndio. Até o momento, nenhuma das três vítimas mortais foi formalmente identificada, segundo a polícia.
Um homem de 28 anos, que tentou impedir a entrada da polícia na propriedade, foi detido e está sob custódia policial no hospital, onde está a ser tratado por ferimentos relacionados ao incêndio, conforme declarou o superintendente interino da Polícia de Nova Gales do Sul, Jason Pietruszka, à ABC News.
O caso está a ser investigado como um crime de violência doméstica, e não há registo de acusações anteriores contra o suspeito.
A Action Contre La Faim (ACF) pretende recrutar para o seu pessoal três (3) Oficiais de Segurança Alimentar e Meios de Subsistências/FSL Officer. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC), no âmbito da implementação do Projecto STS – Small Town Sanitation, pretende recrutar um (1) Gestor(a) de Projecto. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista Técnico/a de Educação em Emergência e Escolas Seguras. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Analista e Digitador de Dados. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Enfermeira de Saúde Materna e Infantil (ESMI). Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Conselheiro (a) Clínico (a). Saiba mais.
A Comunidade Moçambicana de Ajuda (CMA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Entrada de Dados de Gestão de Casos. Saiba mais.
A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar um/a (1) Coordenador/a de Programas. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Secretário(a) Executivo(a) – Projecto LINK. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador(a) de MEAL – Projecto Delpaz. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Analista e Digitador de Dados de CLHIV/PPA. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal seis (6) Coordenadores Regionais. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Administração. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Reprografia. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Administração. Saiba mais.
A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa de Pemba, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial de Resíduos. Saiba mais.
O Serviço de Investigação Criminal (SERNIC) de Nampula deteve dois indivíduos suspeitos de praticarem assaltos à mão armada desde o início do ano.
Segundo o SERNIC, o grupo realizava principalmente assaltos a estabelecimentos comerciais e residências na região.
Em Março, a quadrilha teria atacado dois agentes da polícia e, posteriormente, matado um segurança privado em postos de combustível.
A porta-voz do SERNIC, Enina Tsinine, relatou que o primeiro membro da quadrilha, composta por três indivíduos, foi neutralizado durante um assalto recente a uma fábrica de panelas na cidade de Nampula. O segundo detido é um moto-taxista, suspeito de ser o proprietário da arma utilizada nos crimes.
Moçambique está se preparando para receber novos lotes da vacina contra a cólera, com uma campanha de imunização programada para o próximo mês.
Esta medida visa proteger a população durante a iminente época chuvosa de 2024/2025, quando a transmissão da doença tende a aumentar.
Os esforços serão concentrados principalmente nas localidades de Xinavane e Ressano Garcia, na província de Maputo, em Nhamatanda, Sofala, e na cidade de Nampula, onde ainda há surtos da doença.
Domingos Guihole, chefe do Departamento de Saúde e Vigilância do Ministério da Saúde (MISAU), explicou que inicialmente o foco estava em imunizar as comunidades de Cabo Delgado e Zambézia. Contudo, devido à emergência nos locais com surtos, foi necessário solicitar mais vacinas à Organização Mundial da Saúde (OMS).
A administração da vacina é parte integrante do Plano Nacional de Eliminação da Cólera, que foi lançado em 2022 após o surgimento da doença no país.
Guihole também detalhou que uma dose da vacina pode garantir imunidade por até seis meses, enquanto duas doses podem oferecer protecção por até dois anos.
Enquanto aguardam a chegada das vacinas, o sector de saúde continua vigilante nas comunidades, rastreando os contactos dos últimos pacientes diagnosticados e testando casos suspeitos. Recentemente, o MISAU identificou 15 novos casos de cólera na província de Maputo, após um intervalo de três dias sem notificações da doença.
Um homem de trinta anos foi detido na cidade de Tete, acusado de violar a sua sobrinha de apenas dez anos. O suspeito alega que cometeu o crime sob o efeito de álcool.
Os familiares da vítima relatam que o tio se aproveitou da ausência dos outros membros da família para consumar o ato. A tia da criança contou que, ao chegar a casa, encontrou a sobrinha a chorar. Quando lhe perguntou o que havia acontecido, a menina revelou que tinha sido violada.
Segundo o relato da tia, “eram 19h00 quando encontrei a criança a chorar. Depois de lhe perguntar o que tinha acontecido, ela disse que aquele tio a havia forçado a manter relações sexuais.” O crime ocorreu após o tio ter oferecido 50 Meticais à menor, alegando que era para comprar batata-doce no mercado. Durante o trajecto, levou-a para o mato, onde consumou o abuso.
Os exames médicos confirmaram o ato de violação. O suspeito, por sua vez, afirmou: “Eu estava embriagado. Não sabia o que fazia. Estava em casa da madrasta.” O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) confirmou que o homem aliciou a menina com cinquenta Meticais, levando-a ao mercado do bairro Matundo com o pretexto de comprar batata-doce e, durante o percurso, a violou.
Depois do ato, entregou-lhe os 50 Meticais, instruindo-a a não contar à mãe. Este é o segundo caso revelado este ano na cidade de Tete, em que uma menor é alegadamente violada por um membro da própria família.
Milhares de pessoas receberam ordens para evacuar devido a um incêndio descontrolado que avança rapidamente no norte da Califórnia, durante uma perigosa vaga de calor que atinge o oeste dos Estados Unidos.
O incêndio, que iniciou na terça-feira, já consumiu mais de 1400 hectares de terreno. As chamas avançam principalmente a norte de Oroville, no condado de Butte. Esta localidade está situada a aproximadamente 110 quilómetros a norte de Sacramento, capital da Califórnia, e apenas 38 quilómetros de Paradise, vila que em 2018 foi devastada pelo incêndio Camp, o mais letal da história do estado, que causou 85 mortes.
“O condado de Butte está sob alerta vermelho desde a noite passada”, informou, na quarta-feira, o responsável dos bombeiros locais, Garrett Sjolund. Segundo a emissora local KCRA, afiliada da rede NBC, “mais de 25 mil pessoas receberam ordens de evacuação”.
As autoridades estão particularmente preocupadas com as celebrações do 4 de Julho, Dia da Independência dos Estados Unidos, uma vez que é habitual o lançamento de fogo de artifício. Devido à propagação das chamas, as comemorações foram canceladas no condado. “A última coisa de que precisamos é de alguém a lançar fogo de artifício”, afirmou o xerife de Butte, Kory Honea.
As condições meteorológicas adversas, incluindo temperaturas elevadas e ventos fortes, têm dificultado os esforços dos bombeiros para controlar o incêndio. A população local foi aconselhada a manter-se informada e pronta para novas evacuações, caso necessário.
Este incêndio é apenas um dos muitos que têm assolado a Califórnia nos últimos anos, exacerbados pelas alterações climáticas que tornam a região mais susceptível a fogos florestais devastadores.
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