Pelo menos 22 pessoas morreram e 73 continuam desaparecidas após um aluimento de terras na região montanhosa do norte do Vietname, provocado pelas intensas inundações resultantes do tufão Yagi. A informação foi divulgada pela imprensa estatal vietnamita.
O desastre ocorreu na passada terça-feira numa aldeia remota da província de Lao Cai, uma área de difícil acesso, o que tem complicado as operações de resgate.
As autoridades locais estão a trabalhar incessantemente para chegar à zona afectada e continuar as buscas por sobreviventes. Hoang Quoc Bao, chefe do partido distrital, afirmou ao jornal Tuoi Tre que “as forças de resgate estão a ser mobilizadas para chegar ao local do deslizamento e intensificar as buscas”.
As inundações causadas pelo tufão forçaram a evacuação de dezenas de milhares de pessoas. Os habitantes descrevem as inundações como as mais severas das últimas décadas.
O tufão Yagi atingiu a região costeira de Haifong no sábado, com grande intensidade, antes de enfraquecer no domingo. Até à noite de terça-feira, o balanço de vítimas mortais subiu para 127, segundo as autoridades.
Estudos recentes indicam que os tufões na região estão a formar-se mais perto da costa, intensificando-se rapidamente e permanecendo em terra por períodos mais longos, um fenómeno que tem sido associado às alterações climáticas. Este comportamento dos ciclones representa um risco crescente para as comunidades locais, que enfrentam impactos cada vez mais devastadores.
Aaron James, de 46 anos, fez história ao se submeter ao primeiro transplante ocular do mundo, além de ser a 19.ª pessoa nos Estados Unidos a receber um transplante facial.
O procedimento, realizado há um ano, revelou-se um sucesso notável, com os médicos descrevendo os resultados como “incríveis”. Apesar de ainda não recuperar a visão naquele olho, o órgão transplantado mantém-se em condições normais.
Em 2021, Aaron James, um electricista de alta tensão, sofreu um grave acidente de trabalho ao ser electrocutado por 7.200 volts quando seu rosto tocou um cabo energizado.
O acidente causou a perda substancial de seu rosto — incluindo nariz, lábios, dentes da frente, bochecha esquerda e queixo — e também do braço esquerdo.
A complexa cirurgia de transplante, que durou 21 horas, envolveu uma equipe de mais de 140 profissionais de saúde, incluindo cirurgiões, enfermeiros e auxiliares.
O procedimento ocorreu em Maio do ano passado em um hospital em Nova Iorque. Aaron James recebeu dois transplantes simultâneos: um de rosto e outro de olho. Ambos os órgãos foram doados por um homem com cerca de 30 anos, que estava em morte cerebral.
Durante a cirurgia, foram introduzidas células-mãe da medula óssea do doador no nervo óptico de Aaron para estimular a regeneração. O transplante ocular foi possível graças ao corte do nervo óptico o mais próximo possível do globo ocular, uma técnica que possibilitou a integração do novo olho com as estruturas existentes.
Aaron James não só fez história com o transplante ocular como também continua a avançar na recuperação, retornando progressivamente à sua vida normal. Embora ainda não tenha recuperado a visão do olho transplantado, o sucesso da cirurgia e a adaptação do órgão são considerados marcos importantes na medicina.
O escritor moçambicano Mia Couto será o padrinho da segunda edição do programa “Be Like a Woman”, cuja cerimónia de lançamento ocorrerá hoje na cidade de Maputo.
Este programa tem como objectivo promover um ambiente de negócios mais justo e igualitário, oferecendo novas ferramentas e recursos às mulheres que ocupam cargos de liderança intermédia ou que se destacam como empreendedoras de média dimensão.
Este ano, o “Be Like a Woman” expandiu o seu âmbito de ação, abrangendo um número maior de grupos desfavorecidos, incluindo pessoas com deficiência e mulheres do sector informal e rural.
A iniciativa visa proporcionar apoio e oportunidades para estas mulheres, ajudando a nivelar o campo de actuação no mundo dos negócios.
A organização do programa está a cargo da EY, em colaboração com a New Faces New Voices, uma rede liderada pelo Graça Machel Trust. Esta parceria visa fortalecer o impacto do programa e assegurar que as mulheres de diferentes contextos possam beneficiar das oportunidades oferecidas.
Um confronto entre duas mulheres no distrito da Moamba, na Província de Maputo, acabou em tragédia, resultando na morte de uma delas.
A desavença entre as duas mulheres iniciou quando a esposa de um homem descobriu a infidelidade do marido com a sua vizinha.
A descoberta abalou profundamente a relação de boa vizinhança que existia entre elas, transformando o que antes era uma convivência pacífica em um conflito intenso.
A situação chegou a um ponto crítico durante uma discussão, que só foi interrompida quando o homem prometeu nunca mais visitar a casa da vizinha. Este compromisso, embora temporário, parecia ter conseguido acalmar os ânimos e preservar o casamento.
No entanto, o último fim-de-semana trouxe novos conflitos. Enquanto passava perto da casa da vizinha, a esposa ouviu a voz do marido a soar suavemente do quarto da sua rival. Sentindo-se traída e furiosa, correu em direcção à casa da vizinha, onde encontrou o marido, que tentava reatar um relacionamento de forma ilegal.
A situação degenerou rapidamente em uma violenta altercação entre as duas mulheres, resultando em ferimentos graves para a vizinha. A vítima foi rapidamente transportada para o hospital, mas, infelizmente, não sobreviveu aos ferimentos.
A agressora foi detida pelas autoridades, enquanto o homem, aparentemente indiferente à gravidade da situação, continua a circular pelo bairro com uma aparência despreocupada, vestindo chinelos e calções, como se fosse um turista.
O Tribunal Judicial Provincial de Cabo Delgado sentenciou dois cidadãos moçambicanos a penas de 28 e 30 anos de prisão por envolvimento em crimes de financiamento ao terrorismo na província de Cabo Delgado.
As condenações foram anunciadas durante uma conferência de imprensa, na terça-feira, pela porta-voz da Procuradoria Provincial e do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), Carmen Massicame, no âmbito da terceira reunião destas instituições.
Segundo Carmen Massicame, o caso resultou de um processo judicial instaurado contra dois réus, que culminou na condenação, no passado dia 4 de Setembro de 2024, com penas que variam entre 28 e 30 anos de reclusão.
Este julgamento marca um ponto significativo no combate ao terrorismo, uma vez que é o primeiro caso relacionado com financiamento de actividades terroristas a ser levado a tribunal na província.
Além disso, a porta-voz destacou o aumento das investigações e processos relacionados com o terrorismo na região. “De Janeiro a Agosto de 2024, foram registados 21 processos envolvendo crimes de terrorismo, com um total de 43 arguidos”, acrescentou Massicame, evidenciando o desafio contínuo que Cabo Delgado enfrenta na luta contra as actividades terroristas e o financiamento destas acções.
Cabo Delgado tem sido palco de insurgências armadas nos últimos anos, com várias organizações criminosas a perpetrarem ataques violentos, que têm resultado em milhares de mortos, deslocados e devastação.
O financiamento ao terrorismo desempenha um papel crucial na manutenção destas operações, e as condenações representam um esforço mais firme das autoridades moçambicanas para travar este flagelo que continua a assolar a província.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, acusou o bilionário norte-americano Elon Musk de ser “o líder do fascismo internacional”.
A acusação foi feita durante um “Congresso Mundial contra o Fascismo” realizado em Caracas, algumas semanas após as eleições presidenciais controversas na Venezuela.
Rodríguez afirmou que Musk está a tentar criar instabilidade no país sul-americano. Segundo a vice-presidente, durante as eleições presidenciais de 28 de Julho, “extremistas estabeleceram uma ditadura dos algoritmos nas redes sociais e investiram milhões de dólares”.
Ela alegou que houve uma “operação de ataques contra a Venezuela, dirigida a partir dos EUA”, com o objectivo de normalizar o ódio e a violência contra o país e promover uma guerra civil. Essas declarações foram feitas no “Congresso Mundial contra o Fascismo, o Neofascismo e Outras Expressões Similares”, que está a decorrer em Caracas até quarta-feira, com alegada participação de representantes de 95 países.
Uma decisão inédita no Brasil garantiu que um cão, após o divórcio dos seus donos, tenha direito a uma pensão de alimentos.
O valor, fixado em 403 reais (aproximadamente 72 euros), será utilizado para custear o tratamento médico do animal, que sofre de insuficiência pancreática exócrina, uma doença que compromete o funcionamento do pâncreas e exige cuidados regulares.
A ex-dona do cão, residente em Minas Gerais, decidiu recorrer à justiça após se separar, alegando que o animal, adoptado durante o casamento, mantém uma ligação afectiva com o ex-marido.
Segundo a mulher, era necessário assegurar que o ex-companheiro contribuísse financeiramente para os cuidados com o cão, já que a doença do animal exige tratamentos contínuos e específicos.
O juiz responsável pelo caso, Espagner Wallysen Vaz Leite, sublinhou que este é um exemplo de uma “relação familiar multiespécie”, um conceito defendido pelo Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), que reconhece a existência de laços afectivos entre membros de uma família e os seus animais de estimação.
“A noção de família multiespécie tem vindo a ganhar cada vez mais espaço na sociedade brasileira, o que tem levado a várias discussões judiciais. Neste caso específico, o vínculo afectivo do animal com ambas as partes é evidente”, explicou o magistrado na sua sentença.
A decisão estabelece que o ex-marido deverá pagar a pensão até ao dia 10 de cada mês. Caso as partes não cheguem a um acordo amigável, será dado início ao prazo de contestação, e o processo seguirá os trâmites legais até ao julgamento definitivo.
Este caso reflete a crescente sensibilização da justiça brasileira para as relações afectivas com animais de estimação, ampliando o reconhecimento de que, em determinados casos, os cuidados com os mesmos podem ser partilhados entre ex-cônjuges, tal como acontece com filhos humanos em processos de divórcio.
Centenas de residentes nas Filipinas foram forçados a deixar suas casas após a emissão de gases tóxicos pelo vulcão Kanlaon, localizado na ilha de Negros, no centro do arquipélago.
A decisão de evacuar foi tomada pelas autoridades locais devido ao crescente risco de erupção.
O Instituto de Vulcanologia e Sismologia filipino informou que a região ao redor do vulcão foi abalada por 337 sismos vulcânicos nas últimas 24 horas. Este aumento na actividade sísmica gerou preocupações adicionais sobre a segurança da população.
A evacuação afectou cerca de 300 pessoas que residem em aldeias situadas a menos de quatro quilómetros da cratera do vulcão. Estas pessoas foram deslocadas para escolas e centros comunitários situados a uma distância segura, conforme explicou Edna Lhou Masicampo, directora de informação da cidade, em declarações à agência de notícias AFP.
Lhou Masicampo relatou que os residentes das aldeias próximas ao vulcão têm reclamado de um forte odor a enxofre, e mencionou que a maioria dos deslocados são agricultores. Como resultado do alerta vulcânico, as aulas foram suspensas e vários pontos turísticos da cidade, que conta com cerca de 60 mil habitantes, foram encerrados na quarta-feira.
O Instituto de Vulcanologia e Sismologia das Filipinas também anunciou que as emissões médias diárias de dióxido de enxofre do vulcão Kanlaon quase triplicaram, alcançando 9.985 toneladas na terça-feira. Esta é a maior emissão de dióxido de enxofre registada desde o início da monitorização instrumental do gás.
O Instituto alertou que a actual actividade vulcânica pode potencialmente levar a uma erupção. Nuvens de cinzas vermelhas resultantes da actividade vulcânica representam um perigo significativo para os residentes das quatro aldeias afectadas.
A União Europeia (UE) enviará 150 observadores para acompanhar as eleições marcadas para o próximo dia 9 de Outubro, com o objectivo de garantir a supervisão do processo em todo o território moçambicano.
A informação foi divulgada por Laura Ballarin, chefe da Missão de Observadores Eleitorais da UE, durante uma reunião com o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, José Gonçalves, que ocorreu ontem, em Maputo.
Além da equipa de 150 observadores que estarão presentes no dia das eleições, está prevista a chegada de uma missão do Parlamento Europeu, composta por eurodeputados e diplomatas, que se deslocará ao país antes do início do processo eleitoral.
Este grupo terá como principal objectivo monitorizar os preparativos e assegurar que as condições necessárias estejam em vigor para a realização de eleições justas e transparentes.
Neste momento, a UE já conta com mais de 30 observadores em Moçambique, que se encontram a trabalhar nas diversas províncias do país, avaliando os preparativos e o ambiente eleitoral. Laura Ballarin sublinhou que a missão da UE será conduzida com total neutralidade e imparcialidade, segundo os seus princípios e padrões internacionais de observação eleitoral.
“Não interferimos no processo, temos uma metodologia definida e testada de observação, que se baseia nos padrões internacionais”, afirmou Ballarin, destacando que o principal objectivo da missão é apoiar o fortalecimento das instituições democráticas no país.
A chefe da missão também informou que a equipa não fará nenhuma declaração pública até 48 horas após a realização das eleições, de modo a respeitar e preservar a integridade do processo.
No entanto, dois meses depois das eleições, a missão da UE deverá regressar ao país para apresentar um relatório detalhado com as suas conclusões e recomendações para futuros processos eleitorais.
Nos próximos dias, a missão planeia manter reuniões com diversas entidades moçambicanas, incluindo representantes de organizações da sociedade civil, que desempenham um papel crucial no fortalecimento da democracia no país.
Por sua vez, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Gonçalves, expressou o seu optimismo com a chegada da missão, recordando que desde as primeiras eleições moçambicanas, o Governo tem contado com o apoio da União Europeia para a supervisão eleitoral e espera que, mais uma vez, a UE cumpra este papel com sucesso.
As eleições de 9 de Outubro serão as sétimas na história do país e irão determinar a escolha do próximo Presidente da República, além dos novos membros do Parlamento, das assembleias provinciais e dos governadores provinciais. Quatro candidatos concorrem ao cargo de Presidente, enquanto 37 partidos políticos disputam os votos de mais de 17 milhões de eleitores registados no país.
O Comandante-Geral da Polícia da República de Moçambique, Bernardino Rafael, expressou a sua profunda insatisfação com a Assembleia da República pela não aprovação da Lei da Polícia, um processo que se arrasta há mais de uma década.
Rafael considera a falta de aprovação desta lei como “inexplicável” e apelou aos deputados para demonstrarem mais respeito pela instituição policial.
Durante a cerimónia de Patenteamento de Agentes da Lei e Ordem, realizada na cidade de Pemba, capital da província de Cabo Delgado, Bernardino Rafael afirmou que dirigir a Polícia sem uma legislação adequada é uma tarefa extremamente difícil. “Não conheço nenhum país que experimente uma situação semelhante. O país tem instituições com leis actualizadas, excepto a polícia, que continua a operar sem uma lei apropriada”, lamentou.
O Comandante-Geral frisou que a falta de uma Lei da Polícia afecta não apenas a sua gestão, mas também a moral e o reconhecimento dos agentes de segurança. “A situação é lamentável e inexplicável.
Fiquei em silêncio por muito tempo, mas agora estou a responder às preocupações dos meus colegas, que estão ansiosos e questionam se realmente existem ou se são reconhecidos”, explicou, assegurando que a polícia é, de fato, reconhecida pela população.
Rafael salientou que muitos moçambicanos têm membros da família que são policiais, e mesmo aqueles que hesitam em aprovar a lei têm parentes na força policial. “Em cerimónias fúnebres e missas, muitos vão com irmãos policiais. Não compreendo por que há receio em aprovar a Lei da Polícia”, disse.
O Comandante-Geral acredita que a ausência de progresso na aprovação da lei resulta da falta de coesão entre alguns deputados. “Não são todos os deputados nem todos os moçambicanos. Há pessoas com uma visão oculta, que não a apresentam claramente”, afirmou.
Ele criticou ainda o desrespeito de alguns políticos pela Polícia, destacando que muitos deles não percebem que também são eleitores. “Às vezes, os políticos ofendem-nos sem perceber que também somos cidadãos com direito a voto”, declarou, fazendo um apelo para haver mais respeito pela polícia.
Bernardino Rafael também incentivou a sua corporação a exercer o direito de voto nas próximas eleições com consciência, sublinhando a importância de eleger representantes que apoiem a aprovação da Lei da Polícia. “Ninguém deve ficar sem votar. Votem com a consciência e escolha deputados que discutirão a nossa lei e identificarão as áreas de melhoria”, pediu.
Este desabafo do Comandante-Geral destacou-se como uma forte declaração de apoio à necessidade urgente de uma legislação adequada para a Polícia, a qual é vista como essencial para garantir a ordem e segurança no país.
Kamala Harris, a candidata presidencial democrata, destacou-se e superou as expectativas no primeiro debate contra Donald Trump, mostrando uma postura tranquila, ataques eficazes e a capacidade de manter o ex-presidente na defensiva durante os 90 minutos de confronto.
Segundo o New York Times, a vice-presidente Kamala Harris cumprimentou Donald Trump com um aperto de mão ao subir ao palco, e passou a maioria do debate tentando desafiar o ex-presidente de forma incisiva. Este aperto de mão foi o primeiro registado em um debate presidencial desde 2016.
Kamala Harris foi a primeira a discursar, durante dois minutos, abordando o tema da economia e do custo de vida. Ela iniciou o debate destacando a sua experiência de vida na classe média e apresentou o seu plano para apoiar a classe média e os trabalhadores norte-americanos.
“Fui criada na classe média e sou a única pessoa neste palco com um plano para elevar a classe média e os trabalhadores da América. Acredito na ambição, nas aspirações e nos sonhos dos americanos e é por isso que imagino um plano para construir uma economia de oportunidades”, afirmou Harris.
Ela também abordou a questão da habitação, sublinhando que o custo é excessivamente alto para muitas pessoas. “Tenho uma visão para este país”, disse Kamala Harris, acrescentando que pretende ampliar a redução de impostos para famílias com filhos, permitindo que as jovens famílias possam adquirir bens essenciais como berços e cadeirinhas para o carro.
Harris também destacou o apoio às pequenas e médias empresas, prometendo uma redução de impostos para este sector. Em contrapartida, ela acusou Trump de planear cortes de impostos para milionários.
Donald Trump, por sua vez, começou a sua intervenção respondendo a Harris, dizendo que não havia qualquer imposto sobre vendas e que isso estava errado.
O candidato republicano desmentiu a visão de Harris sobre a economia e recordou as tarifas que impôs a vários países, mencionando que a China contribuiu com mil milhões de dólares para a economia americana.
Trump também criticou a inflação, afirmando que a sua administração não teve inflação devido às tarifas impostas. A seguir, Trump atacou a política de imigração, afirmando que milhares de pessoas entraram no país e a ocupar empregos dos norte-americanos. “Estas pessoas, que a senhora e o presidente Biden deixaram entrar no país, estão a destruí-lo”, acusou Trump, classificando-os como perigosos e com altos níveis de criminalidade.
Kamala Harris reagiu rapidamente às críticas de Trump. “Donald Trump deixou-nos com a taxa de desemprego mais alta desde a Grande Depressão e a pior epidemia em um século. Ele também deixou-nos com o pior ataque à democracia desde a Guerra Civil”, contra-atacou Harris.
Harris destacou ainda que durante o debate, os americanos ouvirão muitas mentiras e referiu-se ao “Projecto 2025” de Trump, um plano da Heritage Foundation com o qual Trump tem se distanciado.
No final do debate, Kamala Harris sugeriu a realização de um segundo debate presidencial contra Donald Trump. “Sob as luzes brilhantes, o povo americano viu a escolha que terá nas urnas este outono: avançar com Kamala Harris ou recuar com Trump. Foi isso que viram esta noite e o que devem ver num segundo debate em Outubro”, disse Jen O’Malley Dillon, presidente da campanha democrata.
Trump, por sua vez, não se comprometeu com a realização de um segundo debate. Em uma entrevista pós-debate com o apresentador Sean Hannity, Trump sugeriu que a vice-presidente pedia um novo debate porque “perdeu”. “A razão pela qual se faz um segundo debate é se você perde, e eles perderam”, afirmou Trump, embora tenha adicionado que “vai pensar sobre isso” em relação à possibilidade de um segundo confronto. O candidato republicano expressou também estar “muito feliz com o resultado” da sua prestação.
Uma ponte na cidade de Dresden, Alemanha, sofreu um colapso, interrompendo a circulação rodoviária em uma das principais vias da cidade. O incidente não resultou em vítimas.
A ponte afectada é a ponte de Carola, que desabou parcialmente no rio Elbe. A queda da estrutura causou diversas perturbações no trânsito da área, que é uma das principais artérias de Dresden. As autoridades locais investigam actualmente as causas do colapso.
Segundo a ABC News, a ponte data da era comunista da antiga Alemanha de Leste. Funcionários no local sugerem que a corrosão, potencialmente causada pelo cloro, pode ter sido um factor contribuinte para o colapso desta manhã.
As autoridades estão tratando o evento como um acidente e continuam a avaliar a situação.
O tufão Yagi, que atingiu o Vietname com uma força devastadora, já causou a morte de pelo menos 143 pessoas, enquanto 58 continuam desaparecidas, segundo o mais recente balanço divulgado hoje pelo Governo vietnamita.
As autoridades não especificaram se o novo número inclui as 22 vítimas e os mais de 70 desaparecidos resultantes de um deslizamento de terras ocorrido na província de Lao Cai, no noroeste do Vietname. Este deslizamento foi um dos desastres mais graves provocados pela passagem do Yagi.
O Ministério da Agricultura vietnamita informou ainda que cerca de 210 mil hectares de terras agrícolas foram severamente destruídos, representando um enorme prejuízo para o sector agrícola do país.
Na última terça-feira, as autoridades haviam divulgado números preliminares, com 82 mortos, 64 desaparecidos e mais de 800 pessoas feridas. Este aumento significativo no número de vítimas sublinha a gravidade da devastação causada pelo Yagi, que tem sido descrito como um dos tufões mais destrutivos a atingir o Vietname nas últimas três décadas.
A Autoridade de Gestão de Catástrofes do Vietname classificou o Yagi como um supertufão, tornando-o a tempestade mais potente a atingir a costa oriental do país em mais de 30 anos, e já é o terceiro tufão a atingir o Vietname este ano.
Além das perdas humanas, o tufão causou danos estruturais severos, destruindo pontes, fábricas e arrancando telhados de zinco das habitações, bem como provocando a queda de inúmeras árvores. As rajadas de vento ultrapassaram os 149 quilómetros por hora, agravando ainda mais a destruição.
O impacto do tufão Yagi não se limitou ao Vietname. A tempestade também causou destruição em várias regiões da China e das Filipinas, onde pelo menos 24 pessoas morreram.
O Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta (JKIA), em Nairobi, viveu momentos de caos devido a uma greve dos trabalhadores do sector da aviação, que interrompeu o tráfego aéreo.
A paralisação surge em protesto contra o plano do Governo queniano de conceder ao conglomerado indiano Adani a expansão e exploração do aeroporto por um período de 30 anos.
A greve levou a longas filas de passageiros frustrados e bloqueados no terminal, como mostrado por imagens das televisões locais. Várias pessoas, com as suas bagagens em mãos, aguardavam sem saber ao certo quando conseguiriam embarcar.
A companhia aérea nacional, Kenya Airways, e a sua subsidiária de baixo custo, Jambojet, emitiram alertas aos passageiros sobre “atrasos e possíveis cancelamentos” de voos, tanto em partidas como em chegadas.
O Sindicato do Pessoal da Aviação do Quénia (KAWU) condenou veementemente as negociações em curso entre o Governo e o grupo Adani.
O sindicato argumenta que o aeroporto é uma infra-estrutura altamente rentável, com as taxas sobre cargas e passageiros a contribuírem com mais de 5% para o Produto Interno Bruto (PIB) do país.
Segundo o KAWU, a concessão ao grupo indiano coloca em risco os postos de trabalho e não oferece garantias de benefícios para os contribuintes quenianos.
O Governo do Quénia, por sua vez, enfrenta uma dívida pública significativa e vê no acordo uma solução para modernizar um dos principais hubs aeroportuários de África, que tem enfrentado problemas recorrentes de infraestruturas. O projecto inclui a construção de uma segunda pista de aterragem e a renovação do terminal de passageiros, com o objectivo de melhorar a capacidade e eficiência do aeroporto.
Segundo dados divulgados pela Autoridade de Aviação do Quénia (KAA), no período de 2022/23, o JKIA movimentou 8,8 milhões de passageiros e cerca de 380.000 toneladas de carga. Apesar desses números impressionantes, a infra-estrutura do aeroporto tem sido repetidamente criticada por falhas operacionais, o que reforça a necessidade de modernização.
No entanto, os trabalhadores e o sindicato temem que a privatização parcial do aeroporto resulte em perda de empregos e em decisões desfavoráveis à economia local.
Com o impasse ainda em aberto, a situação gera incerteza quanto ao futuro das operações no principal aeroporto do Quénia, enquanto as negociações entre o Governo e o grupo Adani continuam a gerar tensões.
A Johanniter International Assistance (JIA) pretende recrutar dois (2) Planning, Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (PMEAL) Officer. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Embaixadoras da Juventude. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Sénior de Monitoria e Avaliação-OVC. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Oficial Sénior de Monitoria e Avaliação – DREAMS. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Recursos Humanos. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista Técnico/a de Educação em Emergência e Escolas Seguras. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal duas (2) Supervisoras de Fortalecimento Económico. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Oficial de Projecto DREAMS. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal nove (9) Mentoras Líderes. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Técnico de HIV Pediátrico e Gestão de Casos. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal nove (9) Oficiais de Campo DREAMS. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar dois (2) Coordenadores de Supply Chain. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor de Projecto – LINK (GCF). Saiba mais.
William McBurnie, de 57 anos, um ex-policial da Irlanda do Norte, confessou recentemente ter tentado assassinar a ex-namorada e a mãe dela ao invadir uma funerária com o seu carro, num incidente que ocorreu em 2022, na região de Borders.
McBurnie, que se declarou culpado no Tribunal Superior de Livingston, admitiu ter lançado o seu veículo contra a vitrine da funerária com o intuito de atingir Zoe Turnbull, de 46 anos, e a sua mãe, Beverley, de 71 anos.
Na altura do ataque, McBurnie estava sob o efeito de álcool, resultado de um período de quatro meses em que tinha bebido excessivamente, enquanto tentava lidar com o término do relacionamento. Ele conduziu o seu carro de forma violenta até atravessar o vidro da funerária, ferindo ambas as mulheres, que se encontravam no interior do estabelecimento. Apesar da gravidade do ataque, ambas conseguiram escapar. No entanto, Zoe sofreu uma lesão na perna, perda auditiva e foi diagnosticada com transtorno de stresse pós-traumático.
Após o incidente, McBurnie, que também ficou ferido na mão, saiu do carro e pediu desculpa às vítimas. Entretanto, Beverley, a mãe de Zoe, teve duas paragens cardíacas depois de conseguir sair do edifício, em consequência do choque.
William McBurnie, que tinha uma longa experiência como motorista e uma carreira no Serviço Policial da Irlanda do Norte, só agora, dois anos depois do ocorrido, admitiu a sua culpa e enfrentou as acusações de tentativa de homicídio. O caso foi amplamente noticiado pela BBC News e gerou grande repercussão na região.
A Ministra dos Combatentes, Jossefina Mpelo, lançou um apelo firme aos gestores de Recursos Humanos do seu ministério para intensificarem o combate ao problema dos pensionistas fantasmas que afecta a instituição.
Segundo a dirigente, este problema tem prejudicado o bom funcionamento do ministério, manchando negativamente a sua imagem.
Mpelo sublinhou que é essencial que o ministério deixe de registar situações que envolvem o pagamento de salários a pessoas que, na realidade, não exercem funções.
A ministra fez estas declarações na passada segunda-feira, durante a abertura do 15.º Conselho Coordenador do Ministério dos Combatentes, realizado na Matola, província de Maputo. Este evento tem como objectivo principal avaliar as actividades desenvolvidas pelo ministério no período de 2020 a 2024.
Apesar dos desafios enfrentados, a ministra destacou os avanços alcançados ao longo dos últimos cinco anos, nomeadamente na regularização dos pagamentos aos combatentes, no financiamento de projectos de geração de renda e na concessão de bolsas de estudo para os filhos dos combatentes, reforçando o compromisso do ministério com o bem-estar desta classe.
Um naufrágio trágico ao largo da costa senegalesa, no domingo, resultou na morte de nove pessoas, enquanto três sobreviventes foram resgatados com vida.
A informação foi confirmada pelas autoridades marítimas do Senegal na segunda-feira, que ainda continuam as buscas pelos desaparecidos, com a ajuda de pescadores locais.
O incidente ocorreu próximo de Mbour, uma cidade costeira no oeste do Senegal. As autoridades informaram que a embarcação estava envolvida em actividades de imigração irregular, um fenómeno comum na região. Entre os 12 ocupantes da embarcação, nove foram confirmados mortos e os três sobreviventes foram resgatados graças à rápida intervenção de pescadores da área.
As operações de resgate prosseguem, com esperanças cada vez mais reduzidas de encontrar mais sobreviventes. No local do incidente, as famílias das vítimas permanecem acampadas, aguardando ansiosamente o desfecho das buscas.
“Desde ontem, o que vivemos em Mbour é uma verdadeira tragédia. Nós, familiares dos desaparecidos, decidimos não abandonar a praia até que os corpos sejam recuperados”, declarou On Mohamed Barro, um parente de uma das vítimas, visivelmente emocionado.
O Senegal tem-se tornado um dos principais pontos de partida para milhares de migrantes africanos que, na tentativa desesperada de chegar à Europa, escolhem a perigosa rota atlântica. Esta rota leva os migrantes até às Ilhas Canárias, pertencentes a Espanha, e é conhecida por ser extremamente arriscada. As embarcações utilizadas são muitas vezes sobrecarregadas e em condições precárias, o que aumenta o risco de naufrágios.
Nos últimos anos, a taxa de mortalidade entre os migrantes que tentam atravessar o Atlântico tem aumentado de forma alarmante.
Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), desde o início do ano, mais de 22 mil migrantes desembarcaram nas Ilhas Canárias, um número mais do que o dobro do registado no ano anterior. Muitos, porém, não conseguem concluir a viagem, morrendo nas águas traiçoeiras do Atlântico.
Este naufrágio junta-se a uma série de incidentes fatais que têm ocorrido ao longo desta rota, sublinhando a necessidade urgente de soluções para a crise migratória e de uma maior segurança para aqueles que arriscam tudo em busca de uma vida melhor.
Quatro embarcações de migrantes ficaram à deriva no Mar Mediterrâneo, e a Força Aérea Portuguesa desempenhou um papel crucial no seu resgate, durante uma missão de vigilância a partir da Base de Málaga, em colaboração com as autoridades espanholas.
Na sexta-feira passada, uma tripulação da Força Aérea identificou mais de 70 migrantes à deriva, o que facilitou uma operação de resgate liderada pela Guardia Civil de Espanha.
Segundo um comunicado divulgado na terça-feira, a missão integrou-se na Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex) e decorreu durante um voo de vigilância do avião C-295M.
Entre os migrantes resgatados, estavam várias crianças, que se encontravam espalhadas por quatro embarcações próximas umas das outras, todas em situação de perigo.
A tripulação do C-295M reportou imediatamente a situação à entidade coordenadora e forneceu informações vitais sobre a presença de um navio mercante que navegava nas proximidades e poderia prestar auxílio.
Segundo o comunicado, a tripulação portuguesa dirigiu o navio mercante para uma das embarcações, possibilitando o salvamento de 21 migrantes, incluindo duas crianças, enquanto aguardava a chegada do helicóptero de resgate espanhol. Esta intervenção foi decisiva na activação dos meios de busca e salvamento da Guarda Civil, permitindo que os migrantes fossem resgatados com sucesso.
A Força Aérea Portuguesa, juntamente com o seu avião C-295M, dará início à segunda fase da missão de vigilância no Mediterrâneo a partir de 5 de Setembro. Esta operação, denominada “Joint Operation Índalo 2024”, promovida pela Frontex, terá como base a Base Aérea de Málaga, em Espanha, e prolongar-se-á até 27 de Novembro.
O principal objectivo desta missão é garantir a segurança marítima, prevenir a migração ilegal e combater o tráfico de seres humanos, drogas e armamento, bem como realizar o controlo de actividades de pesca e poluição marítima.
A primeira fase desta missão decorreu entre 20 de Março e 10 de Julho, durante a qual a Força Aérea detectou cerca de 18 mil embarcações, 14 das quais envolvidas em imigração ilegal, resultando na identificação de 202 migrantes. Além disso, foram registadas 428 embarcações relacionadas com actividades ilícitas, totalizando 320 horas de voo de patrulhamento.
A participação contínua da Força Aérea Portuguesa nesta operação conjunta demonstra o seu compromisso em contribuir para a segurança marítima no Mediterrâneo e na protecção de vidas humanas em situações de risco.
O presidente da Argélia, Abdelmadjid Tebboune, foi reeleito com uma surpreendente margem de 95% dos votos nas eleições realizadas no passado domingo (08).
No entanto, o chefe de Estado, que ocupa o cargo desde 2019, tomou uma decisão inesperada ao contestar a sua própria vitória, alinhando-se à oposição para questionar a legitimidade do processo eleitoral.
Segundo o relatório preliminar da Autoridade Nacional Independente das Eleições (ANIE), 48% dos eleitores participaram nas eleições, nas quais Tebboune era apontado como o grande favorito. No entanto, a ANIE revisou posteriormente os números da participação eleitoral, revelando que apenas 5,6 milhões dos cerca de 24 milhões de eleitores argelinos compareceram às urnas, o que equivale a menos de um quarto do eleitorado.
Este ajuste nos números gerou uma onda de controvérsia, levando a oposição a levantar sérias suspeitas sobre possíveis irregularidades. A ANIE foi acusada de apresentar resultados contraditórios, alimentando ainda mais as dúvidas em torno da transparência do processo.
Em resposta à crescente contestação, Tebboune uniu-se aos seus principais rivais na corrida presidencial, Abdelali Hassani Cherif e Yocef Aouchiche, ao assinar uma declaração conjunta que questiona os dados divulgados pela ANIE. A atitude do presidente causou perplexidade, uma vez que é raro ver um líder eleito levantar suspeitas sobre o próprio triunfo.
Até ao momento, não há clareza sobre o que poderá acontecer após esta contestação e o significado político desta inusitada decisão de Tebboune. O futuro do processo eleitoral argelino permanece incerto, deixando a nação à espera de mais desenvolvimentos.
Três pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas após o desabamento de uma formação rochosa ("chaminé de fada") na região da Capadócia, na Turquia.
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