O Hospital Central de Nampula (HCN) já dispõe de gesso para tratar os seus pacientes. Na noite de segunda-feira, chegou à cidade de Nampula o primeiro stock de gesso, permitindo que os doentes, anteriormente tratados com papelão, possam agora ser engessados com o material apropriado.
A atmosfera na sala de tratamento do HCN mudou significativamente. O papelão, que era utilizado devido à falta de gesso, foi substituído, e os pacientes estão agora a receber tratamentos adequados com gesso ou talas gessadas.
Faizal Hermínio expressou a sua satisfação ao recordar a primeira vez que visitou o hospital, onde teve de ser tratado com uma tala devido à escassez de gesso. “Da primeira vez, colocaram-me uma tala porque não havia gesso”, relatou.
Domingas Francisco, outra paciente afectada pela falta de gesso, também partilhou a sua experiência. “Tive um acidente de viação enquanto atravessava a estrada. Vim ao hospital, marquei consulta e colocaram-me uma tala, mas acabei por molhá-la e o meu pé começou a inchar. Voltei hoje para uma consulta de controlo e recebi finalmente o tratamento esperado, com uma tala gessada.”
O primeiro lote de gesso, que chegou de avião na noite de 15 de Julho, foi uma promessa cumprida pelo ministro da Saúde. O ortopedista Hermenegildo Hua explicou que, após um longo período de escassez, o hospital recebeu cerca de 2500 rolos de gesso, quantidade considerada suficiente para um tratamento adequado. “Assim, podemos evitar complicações decorrentes de tratamentos inadequados em casos de trauma.”
Segundo Hua, este stock deverá durar cerca de duas semanas, e há esperança de receber mais gesso para suprir as necessidades contínuas. “Era muito complicado atender pacientes com trauma sem gesso, pois usávamos tratamentos alternativos que não eram recomendados para fracturas, resultando em complicações. Houve casos de consolidações viciosas, onde os ossos não se uniram correctamente”, explicou.
Os pacientes tratados com papelão serão reavaliados para verificar se necessitam de correcções. “Todos os que receberam tratamento com papelão e desenvolveram consolidações viciosas terão a sua situação reavaliada e corrigida, se necessário”, afirmou Hua.
Nos primeiros seis meses deste ano, a urgência de ortopedia e traumatologia do Hospital Central de Nampula atendeu mais de quatro mil e quinhentos casos.
O Conselho Provincial da Ordem dos Advogados de Sofala manifestou forte repúdio ao anúncio da greve de 30 dias, prorrogáveis, feito pela Associação Moçambicana de Juízes (AMJ).
A greve, cujo início está marcado para 9 de Agosto, foi duramente criticada pela presidente da Ordem, Stella Santos, durante um seminário realizado na sexta-feira na cidade da Beira.
Stella Santos argumentou que os juízes deveriam buscar outros mecanismos para resolver seus descontentamentos, como o diálogo, ao invés de optar pela paralisação dos serviços judiciais. Ela destacou que a greve anunciada coloca em risco o funcionamento da Justiça moçambicana, prejudica os cidadãos que aguardam decisões judiciais e compromete as responsabilidades dos magistrados como agentes da justiça.
A presidente da Ordem dos Advogados também enfatizou que, segundo a Constituição, os magistrados judiciais não têm direito à greve, e mesmo que tivessem, este direito seria severamente restrito devido à sua posição como parte de um órgão de soberania do Estado.
“Há profissões que, devido à sua natureza, requerem outros métodos para reivindicar direitos. Podemos dar o exemplo da Polícia, que é apartidária e não pode participar em campanhas políticas. Portanto, é fundamental reconhecer que existem certos direitos fundamentais que não podem ser exercidos da mesma forma que por qualquer cidadão”, explicou Stella Santos.
A greve dos juízes foi decidida em uma Assembleia-Geral Extraordinária da Associação Moçambicana de Juízes, com o argumento de que se destinava a reivindicar melhores condições de trabalho e direitos profissionais.
Oito soldados paquistaneses morreram quando um bombista suicida conduziu um veículo repleto de explosivos contra um complexo militar localizado na instável região noroeste do Paquistão, anunciou o exército.
O ataque ocorreu na cidade de Bannu, situada na província montanhosa de Khyber Pakhtunkhwa, que faz fronteira com o Afeganistão e é um conhecido reduto de grupos militantes islâmicos.
Este incidente surge poucas semanas após o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, ter lançado uma nova campanha para erradicar os grupos radicais no país.
O alvo do atentado foi um complexo militar que abrigava soldados e suas famílias, conforme relatado por fontes citadas pela agência francesa AFP.
Inicialmente, dez militantes tentaram invadir o complexo, segundo informações do exército paquistanês, que declarou ter conseguido frustrar a tentativa de invasão.
Durante a operação, que se prolongou por 26 horas, os militantes dirigiram um “veículo carregado de explosivos contra o muro do perímetro”.
A explosão resultou na morte de oito membros das forças de segurança e causou danos significativos a um edifício adjacente.
Os dez assaltantes foram mortos nos confrontos subsequentes ao ataque, segundo o exército, que não forneceu detalhes sobre o número de feridos.
Um funcionário local, que preferiu não ser identificado, informou à AFP que 141 pessoas ficaram feridas após cinco combatentes com coletes explosivos terem “infiltrado na zona residencial”.
O ataque foi reivindicado pelo grupo Jaish-e-Mohammed (JeM), que afirmou ter causado “danos significativos”.
O exército paquistanês acusou o grupo de “operar a partir do Afeganistão e de utilizar o território afegão para orquestrar actos de terrorismo no Paquistão”.
Desde que os talibãs retomaram o poder no Afeganistão, em Agosto de 2021, os ataques no Paquistão têm aumentado.
Em 2023, mais de 1.500 civis, membros das forças de segurança e militantes islâmicos foram mortos no Paquistão, o maior número dos últimos seis anos, segundo o Centro de Investigação e Estudos de Segurança, sediado em Islamabade.
Islamabade acusa os talibãs de não terem conseguido eliminar os militantes que se refugiam em solo afegão para planearem ataques contra o Paquistão. O governo talibã nega essas acusações.
O Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (FAMOD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Projecto. Saiba mais.
A DataServ, Lda, empresa de referência na área das Tecnologias de Informação, em Moçambique, pertencente ao Entreposto, pretende recrutar um (1) Técnico Comercial e de TI. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Analistas e Digitadores de Dados GC. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Provincial de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar três (3) Oficiais de MEAL. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Assistente de Desenvolvimento Comunitário. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar três (3) Coordenadores Provinciais. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Técnico de CLHIV e IDP. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Analista e Digitador de Dados-Gestão de Casos. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador Provincial de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista Técnico/a de Educação em Emergência e Escolas Seguras. Saiba mais.
Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, considera prematuro qualificar o recente incidente envolvendo Donald Trump como uma “tentativa de assassinato” e pede cautela aos americanos até que as investigações sejam concluídas.
Em contraste, antigos dirigentes do país, como Barack Obama, Bill Clinton e Hillary Clinton, condenaram veementemente o ato e a violência política.
Biden, após uma conversa com Trump, assegurou que o ex-presidente está fora de perigo. Ele condenou o ocorrido e reforçou que os Estados Unidos devem combater toda forma de violência.
“O que aconteceu é doentio e é uma das razões pelas quais precisamos unir este país. Não podemos aceitar isto. Eu não sei o suficiente, tenho uma opinião, mas não tenho os factos. Quero ter a certeza dos factos antes de fazer comentários”, disse Biden em entrevista no Delaware.
Barack Obama expressou gratidão pelo fato de Trump estar fora de perigo e reiterou que não há espaço para violência nos Estados Unidos, defendendo que todos os actos violentos devem ser repudiados.
Bill Clinton, por sua vez, afirmou que a violência não tem lugar na América.
Hillary Clinton, que concorreu com Trump na eleição que o elegeu presidente, também repudiou o ato.
Além disso, senadores tanto do Partido Democrata quanto do Partido Republicano expressaram solidariedade a Trump.
Foi proibida a entrada de novas empresas para a captura e exportação de caranguejo de mangal na província da Zambézia, como uma medida preventiva para evitar a extinção dessa espécie.
O chefe do Departamento do Mar, Águas Interiores e Pescas nos Serviços Provinciais das Actividades Económicas na Zambézia, Agnelo Bissane, anunciou que, devido a esta decisão, a emissão de novas licenças para a pesca do caranguejo de mangal está suspensa.
Bissane destacou que, no ano passado, mais de 900 toneladas de caranguejo de mangal foram exportadas. Esta medida visa garantir a sustentabilidade da espécie e proteger o ecossistema local, fundamental para a economia e biodiversidade da região.
O Sindicato Nacional dos Professores (Sinprof) de Angola declarou hoje a possibilidade de iniciar acções de “confrontação” e uma greve no próximo ano lectivo, caso o Ministério da Educação não solucione os pontos pendentes do acordo assinado, criticando ainda a “mercantilização” do ensino no país.
“Se no próximo ano lectivo retornarmos às confrontações, será algo que gostaríamos de evitar, mas se o Ministério da Educação insistir, não teremos outra alternativa senão partir para a confrontação e exercer o que a Constituição e a lei nos garantem”, afirmou hoje o presidente do Sinprof, Guilherme Silva, à Lusa.
Ao admitir uma possível paralisação no ano lectivo de 2024-2025, que começa em Setembro, Guilherme Silva lembrou que ainda há questões não resolvidas do acordo firmado com o Ministério da Educação em Dezembro de 2022.
Entre as principais preocupações do sindicato estão professores com qualificações de nível superior recebendo salários de técnicos médios, técnicos superiores ainda no regime geral da função pública e a contratação de novos professores sem promoções dos que já estão no sistema.
Guilherme Silva destacou que o Ministério da Educação está a utilizar vagas deixadas por colegas reformados ou falecidos para contratar novos professores, em vez de promover os existentes. “Se o Ministério da Educação continuar nesse caminho, não teremos outra opção a não ser confrontar”, reforçou, apelando ao governo que resolva as questões já acordadas.
O líder sindical descreveu o último ano lectivo como “sombrio”, apontando o excesso de alunos nas salas de aula – entre 80 e mais de 100 alunos -, especialmente no ensino primário, escolas funcionando debaixo de árvores e em escombros, falta de manuais e da merenda escolar, além da desmotivação dos professores.
“Os professores estão desmotivados porque os salários que recebem não são compatíveis com as suas funções, especialmente devido à inflação e ao alto custo de vida”, explicou.
Guilherme Silva também criticou o Presidente da República, João Lourenço, por aprovar um suplemento remuneratório de 100% para os professores do ensino superior, deixando de lado os docentes do ensino geral, o que ele considera um “ingrediente para a insatisfação acentuada” no sector.
Ele desafiou o governo angolano a ser “mais corajoso e ousado” e a destinar cerca de 20% do Orçamento de 2024 à educação, destacando que os actuais 5% ou 6% não têm sido executados plenamente.
“Se o Presidente pode alocar orçamentos adicionais às forças de defesa e segurança, por que não também ao sector da educação?”, questionou, lembrando que o sector precisa de cerca de 80 mil professores, e que “há professores a fazer o trabalho de duas ou três pessoas”.
O presidente do Sinprof lamentou ainda a falta de diálogo entre o Presidente da República e os sindicatos, considerando que o sector da educação é actualmente “subalternizado” devido à “mercantilização” promovida pelos dirigentes do país.
“Estamos nesta situação devido à mercantilização da educação. Em Luanda, cerca de 80% das escolas são privadas. E quem são os donos dessas escolas? Sabemos quem são. Parte dos governantes são accionistas maioritários ou proprietários dessas escolas, prejudicando os filhos dos menos favorecidos”, acusou.
Trabalhadores em Angola estão denunciando condições severas de trabalho, baixos salários e violações dos direitos laborais por parte de empresas chinesas, apesar das promessas de dignidade da nova Lei do Trabalho.
Segundo relatos, a busca por emprego tornou-se cada vez mais desafiadora em Angola, com dados recentes do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social indicando um aumento alarmante de 25% na taxa de desemprego no primeiro trimestre deste ano. O desespero levou muitos a aceitarem empregos mal remunerados.
Empregadores chineses são frequentemente acusados de pagar salários baixos, como os 40 mil kwanzas mensais (cerca de 43 euros), dos quais são descontados diariamente mil kwanzas para transporte ou pequeno-almoço, resultando em apenas 10 mil kwanzas líquidos (aproximadamente 11 euros).
Antónia da Costa (nome fictício), que trabalha há 16 anos num restaurante gerido por um cidadão chinês, relata que “te dão mil kwanzas, mas você é que decide se come ou paga o táxi”.
A Cidade de Maputo foi palco de um audacioso assalto à mão armada que resultou no roubo de seis milhões de Meticais pertencentes à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).
O incidente ocorreu por volta das 7h00 na Avenida Mohamed Siad Barre, em frente à Escola Secundária Francisco Manyanga.
Quatro indivíduos não identificados, mascarados e armados com AK47, interceptaram uma viatura de marca Mahindra da IURD, que se dirigia à baixa da cidade. Os assaltantes estavam estrategicamente posicionados numa lomba na via, esperando o momento oportuno para agir.
Segundo a Polícia da República de Moçambique (PRM), os criminosos bloquearam o Mahindra com um Toyota Fortuner. “Eu dirigia-me ao serviço e, de repente, vi o Fortuner estacionado. Quando o Mahindra se aproximou da lomba, foi bloqueado por quatro indivíduos armados. Eles retiraram malas do Mahindra, que supostamente continham dinheiro da Igreja Universal”, relatou Aldimiro Dambo, uma testemunha ocular.
Outra testemunha, que preferiu manter o anonimato, descreveu a acção dos criminosos como algo saído de um filme, devido à rapidez com que o crime foi executado. “Foi tudo muito rápido. Após o roubo, fugiram em direcção ao Cenáculo na Avenida 24 de Julho.”
Um vídeo amador, amplamente partilhado nas redes sociais, capturou o momento exacto em que o Toyota Fortuner bloqueia o Mahindra e os assaltantes fogem em alta velocidade.
Leonel Muchina, porta-voz da PRM no Comando da Cidade de Maputo, detalhou o incidente: “A viatura de marca Toyota Fortuner forçou os ocupantes do Mahindra a abrir a porta. Quando estes recusaram, os meliantes quebraram o vidro e, empunhando armas de fogo, persuadiram as vítimas a entregarem a mala com cerca de seis milhões de Meticais. Estamos a investigar para esclarecer o caso.”
Até ao momento, a liderança da Igreja Universal em Moçambique não se pronunciou sobre o ocorrido.
O sector pecuário registou um aumento significativo na produção no último ano, devido aos esforços das autoridades para incrementar a capacidade produtiva e implementar medidas de prevenção e controlo de doenças.
Em termos financeiros, a produção de carnes alcançou um valor estimado de 330 milhões de dólares (cerca de 20,4 mil milhões de meticais).
Entre os destaques do sector está o crescimento de quatro por cento no número de animais, que passou de 2,3 para 2,4 milhões de cabeças, e o aumento na produção de carne bovina, que correspondeu a aproximadamente 94 por cento do consumo nacional.
Segundo Américo da Conceição, director nacional de Desenvolvimento Pecuário, o país está próximo da auto-suficiência na produção de frango. Em 2023, os produtores colocaram no mercado 96 por cento do frango consumido, totalizando mais de 159 mil toneladas, o que posiciona o país como o segundo maior produtor na região, atrás apenas da África do Sul. Além disso, a produção de ovos teve um crescimento de oito por cento.
Os resultados positivos são atribuídos às medidas adoptadas pelo governo, incluindo intensificação da monitorização do movimento de animais, combate ao roubo de gado e abates clandestinos, melhorias na gestão sanitária e reprodutiva, realização de feiras de genética para melhoramento animal e apoio ao sector pecuário.
Outras acções que contribuíram para esses resultados incluem a redução de surtos de doenças animais através de medidas de controlo sanitário implementadas para prevenir a eclosão e disseminação de doenças.
Américo da Conceição destacou ainda o aumento de dez por cento na produção nacional de vacinas, passando de 41 milhões de doses em 2022 para 45 milhões em 2023.
Apesar dos ganhos significativos, os criadores ainda solicitam uma maior intervenção das autoridades no combate ao contrabando de gado, que, mesmo após períodos de interrupção, continua a ser uma preocupação recorrente.
O ex-ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang, começa a ser julgado em Nova Iorque, nos Estados Unidos, devido ao seu envolvimento no escândalo das dívidas ocultas de Moçambique, informou a agência de notícias Bloomberg.
O Centro de Integridade Pública (CIP) de Moçambique, uma organização não-governamental anticorrupção que tem acompanhado o caso, havia anunciado previamente que o julgamento de Chang teria início em 29 de Julho, coincidindo com o período de campanha eleitoral para as eleições gerais moçambicanas, agendadas para Outubro.
Contudo, a Bloomberg noticia que o julgamento começa hoje, sem revelar as suas fontes.
Chang está detido em Nova Iorque desde Julho de 2023, após ter sido extraditado da África do Sul. Ele é acusado de conspiração para cometer fraude e envolvimento num esquema de lavagem de dinheiro, podendo enfrentar até 30 anos de prisão se for condenado.
Segundo o Governo dos EUA, o projecto do Sistema Integrado de Monitorização e Protecção (SIMP) do espaço marítimo moçambicano, que deu origem às dívidas ocultas, não foi concebido pelo Governo de Moçambique nem planeado para proteger o seu espaço marítimo. A acusação descreve o projecto como uma “fachada criada pelos réus e co-conspiradores para obter lucros ilícitos”.
O Departamento de Justiça norte-americano argumenta que os projectos marítimos Proindicus, EMATUM e MAM foram utilizados por Manuel Chang e seus co-conspiradores para desviar parte dos fundos do empréstimo, destinando milhões em subornos a si, a outros funcionários do governo moçambicano e a banqueiros.
Os co-conspiradores utilizaram o sistema financeiro dos EUA para garantir investidores e potenciais investidores presentes nos Estados Unidos. Parte desses valores foi desviada para pagamentos de subornos e comissões, utilizando contas bancárias nos EUA, incluindo pelo menos cinco milhões de dólares (4,6 milhões de euros) que foram transferidos para Manuel Chang através do Distrito Leste de Nova Iorque.
Manuel Chang nega todas as acusações, apontando o actual Presidente, Filipe Nyusi, então ministro da Defesa, como responsável por mandá-lo assinar as garantias bancárias que permitiram as dívidas ocultas, conforme relatado pelo CIP de Moçambique.
Chang foi ministro das Finanças de Moçambique durante o governo de Armando Guebuza, entre 2005 e 2010, e teria avalizado secretamente dívidas de 2,7 mil milhões de dólares (2,5 mil milhões de euros) em favor das empresas públicas Ematum, Proindicus e MAM, criadas supostamente para a segurança marítima e pescas entre 2013 e 2014.
A mobilização dos empréstimos foi organizada pelos bancos Credit Suisse e VTB da Rússia, sem o conhecimento do parlamento nem do Tribunal Administrativo, e avalizada secretamente pelo Governo da Frelimo, liderado na época pelo Presidente Armando Guebuza.
A conquista foi alcançada no evento realizado no último sábado, na Carolina do Norte, Estados Unidos da América.
Moçambique destacou-se ao conquistar o título de Campeão do Mundo na divisão de Cinturões Negros Seniores, com Edson Roberto de Noronha a levar a medalha de ouro. Na divisão de Cinturões a Cores Veteranos, Titos Munhequete também brilhou, trazendo três medalhas de ouro para casa. Ambos os atletas pertencem à escola Temporario’s Tang Soo Do.
Além das vitórias individuais, a selecção nacional moçambicana demonstrou um excelente desempenho na Categoria de Demonstração e Criatividade, alcançando o quarto lugar colectivamente.
Durante a Cerimónia de Promoção de Mestres, Cláudio Temporário, actual Presidente da Associação Moçambicana de Tang Soo Do, foi promovido ao nível de Mestre Sénior do Quinto Dan, destacando-se ainda mais na sua carreira e contribuindo para o prestígio da arte marcial em Moçambique.
A Electricidade de Moçambique (EDM) anunciou, através de um comunicado, a ocorrência de uma anomalia na Rede de Alta Tensão no norte do país, especificamente na Linha C35B.
Este incidente resultou na interrupção do fornecimento de energia eléctrica à província de Cabo Delgado, afectando aproximadamente 166.412 clientes.
A EDM informou que estão a ser realizados trabalhos no terreno para identificar e reparar a avaria. As equipas técnicas estão empenhadas em restabelecer o fornecimento de energia aos serviços essenciais por meio de rotas alternativas.
No entanto, a EDM alertou que, por motivos de segurança, todas as instalações eléctricas devem ser consideradas permanentemente sob tensão durante o período de intervenção técnica.
“Pelos transtornos que esta situação possa causar, a EDM apresenta as mais sinceras desculpas. Comprometemo-nos a trabalhar para melhorar, ainda mais, a qualidade dos nossos serviços”, declarou a EDM no comunicado.
Donald Trump anunciou na segunda-feira que J.D. Vance, senador de 39 anos pelo Ohio, será o seu candidato a vice-presidente nas eleições de Novembro.
O anúncio foi feito através da plataforma Truth Social, após um período de “longa deliberação e reflexão”, conforme escreveu Trump.
“Decidi que a pessoa mais adequada para ocupar o cargo de vice-presidente dos Estados Unidos é o senador J.D. Vance, do grande estado do Ohio”, declarou Trump em sua mensagem.
Trump destacou que, como vice-presidente, J.D. continuará a defender a Constituição, apoiar as tropas e trabalhará incansavelmente para realizar a visão de “Tornar a América Grande Novamente” (‘Make America Great Again’). Ele parabenizou o Senador J.D. Vance pela nomeação.
Anteriormente, o senador Vance havia expressado à Fox News que era uma “honra” ser considerado para o cargo e enfatizou a importância de reeleger o ex-Presidente Trump para “restaurar a paz” nos Estados Unidos. Ele criticou os quatro anos de governo de Joe Biden, descrevendo-os como “catastróficos”.
Após o anúncio da escolha de Trump, Joe Biden acusou J.D. Vance de favorecer os interesses dos ricos, sublinhando as diferenças políticas entre os dois candidatos às eleições presidenciais vindouras.
Uma explosão de um carro-bomba junto a um café em Mogadíscio, onde muitas pessoas assistiam à final do Euro2024 de futebol, resultou em nove mortos e 20 feridos, conforme reportado pelas autoridades locais.
Mohamed Yusuf, agente da polícia somali, detalhou que “cinco pessoas morreram fora do edifício e na estrada principal, incluindo condutores de veículos que passavam pela área, e outras quatro dentro do restaurante”.
O governo somali responsabilizou o grupo Shebab pelo ataque, que frequentemente realiza acções similares contra alvos de segurança, políticos e civis. No entanto, até ao momento, os rebeldes islâmicos radicais ligados à Al-Qaeda não reivindicaram a autoria deste atentado. A explosão ocorreu durante o jogo em que a Espanha venceu a Inglaterra por 2-1.
Apesar de ser já noite, várias testemunhas descreveram uma enorme bola de fogo e uma nuvem de fumo que provocaram o caos nas imediações do local, que se encontra relativamente perto do palácio presidencial.
No dia anterior, sábado, cinco prisioneiros associados ao Shebab foram mortos durante uma tentativa de fuga da principal penitenciária da capital, numa troca de tiros que também resultou na morte de três guardas e deixou 18 feridos.
O presidente somali, Hassan Sheikh Mohamud, prometeu uma “guerra total” contra os jihadistas, expulsos da capital em 2011 por forças da União Africana (UA), mas têm continuado a realizar ataques a partir das zonas rurais, intensificando a violência nos centros urbanos desde o início deste ano.
Quatro mil dos 13.500 soldados da UA em missão na Somália deveriam deixar o país até ao final de Junho. No entanto, devido aos persistentes pedidos das autoridades locais, a retirada será feita de forma mais lenta e faseada.
O Parlamento da Gâmbia votou contra um projecto de lei que visava revogar a proibição da mutilação genital feminina (MGF), informou o presidente da casa, Fabakary Tombong Jatta.
A proposta de revogação gerou um intenso debate público sobre a prática da MGF pela primeira vez neste país da África Ocidental, dividindo aldeias, famílias e legisladores.
O legislador Almaneh Gibba, que apresentou o projecto ao parlamento, argumentou em favor das prerrogativas culturais e religiosas na nação predominantemente muçulmana, onde a MGF é amplamente praticada e profundamente enraizada.
No entanto, muitos estudiosos islâmicos contestam seus argumentos. A Organização Mundial da Saúde afirma que a MGF não traz benefícios à saúde e pode resultar em sangramento severo, choque, problemas psicológicos e até morte.
A polícia queniana anunciou a detenção de um indivíduo descrito como um “assassino em série psicopata”, que confessou ter matado 42 mulheres. Esta revelação surgiu após a descoberta de nove corpos mutilados numa lixeira na capital, Nairobi.
O suspeito, Collins Jumaisi Khalusha, de 33 anos, foi capturado na manhã de domingo em Nairobi. Segundo Amin Mohammed, chefe do Departamento de Investigação Criminal, Khalusha confessou ter atraído, assassinado e descartado os corpos de 42 mulheres na lixeira mencionada.
A detenção ocorreu à entrada de um estabelecimento onde Khalusha se preparava para assistir à final do campeonato europeu de futebol entre Espanha e Inglaterra. “Estamos perante um assassino em série psicopata que não tem qualquer respeito pela vida humana”, afirmou Amin Mohammed durante uma conferência de imprensa.
Na casa do suspeito, a polícia encontrou um machete que acreditam ter sido utilizado para desmembrar as vítimas. Khalusha é descrito pelas autoridades como um “vampiro”. Tristemente, a primeira vítima do suspeito foi a sua própria esposa, a qual ele estrangulou, desmembrou e depositou na lixeira.
Os primeiros interrogatórios indicam que todas as vítimas foram mortas de maneira semelhante. A polícia informou que os homicídios ocorreram entre 2022 e 11 de Julho de 2024.
Além de Khalusha, um segundo suspeito foi detido na posse do telemóvel de uma das vítimas, segundo Amin Mohammed, que não forneceu mais detalhes sobre essa prisão.
Até agora, a polícia encontrou nove corpos na lixeira, incluindo pelo menos oito mulheres. As vítimas tinham idades entre 18 e 30 anos, segundo os primeiros corpos descobertos.
A polícia queniana enfrentou críticas severas após a descoberta dos corpos, uma vez que a lixeira está localizada a menos de 100 metros de uma esquadra de polícia. Douglas Kanja, chefe interino da polícia nacional, prometeu realizar “investigações transparentes, exaustivas e rápidas” e confirmou que os polícias da esquadra próxima foram transferidos.
A Autoridade Independente de Supervisão da Polícia (IPOA) está a investigar o possível envolvimento de elementos da polícia nos assassinatos. Este caso surge num momento de grande pressão sobre as forças de segurança quenianas, após a morte de dezenas de pessoas durante manifestações recentes contra os planos do Governo de aumentar impostos.
A polícia no Quénia é frequentemente acusada de envolvimento em assassinatos e execuções extrajudiciais, especialmente nos bairros mais pobres, mas raramente enfrenta condenações.
O Rei Carlos III e Camila, duquesa da Cornualha, foram evacuados de uma quinta em Jersey, no Canal da Mancha, onde visitavam uma exposição agrícola, devido a uma ameaça à sua segurança.
Segundo informações do The Telegraph, o casal real foi rapidamente levado para um hotel próximo após a ameaça ter sido identificada. Posteriormente, verificou-se que se tratava de um alarme falso.
Pouco tempo depois, o programa da visita real foi retomado, permitindo que o rei e a duquesa interagissem com membros do público e militares ao ar livre.
O presidente do Comité de Segurança Interna do Senado norte-americano anunciou a formação de uma comissão bipartidária para investigar possíveis falhas de segurança que permitiram o ataque de sábado contra Donald Trump.
“Vamos realizar uma investigação, uma investigação bipartidária da Comissão de Segurança Interna, para analisar os acontecimentos e determinar se houve lacunas de segurança que precisam ser corrigidas”, explicou Gary Peters.
O senador salientou que a intenção é que o processo seja “rápido” e que as audiências ocorram antes do período de férias do Congresso, em Agosto.
Para isso, irão utilizar a investigação anterior sobre falhas de segurança no ataque ao Capitólio em 6 de Janeiro de 2021 como “modelo”.
A DataServ, Lda, empresa de referência na área das Tecnologias de Informação, em Moçambique, pertencente ao Entreposto, pretende recrutar um (1) Técnico Comercial e de TI. Saiba mais.
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A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador(a) de MEAL – Projecto Delpaz. Saiba mais.
Neymar Júnior anunciou a sua despedida da selecção brasileira, encerrando uma trajectória marcada por conquistas, mas sem o sonho de levar para casa o...
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), em colaboração com o Gabinete Central de Prevenção e Combate à Droga (GCPCD), realizou a incineração de...