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Domingo, Novembro 1, 2026
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Número de mortos em explosões de dispositivos no Líbano sobe para 37

O número de vítimas das recentes explosões de dispositivos eletrónicos relacionados com o movimento libanês Hezbollah subiu para 37, conforme anunciado pelo ministro da Saúde do Líbano, Firass Abiad.

Segundo o ministro, as primeiras explosões ocorreram na terça-feira e resultaram na morte de 12 pessoas. Estes eventos envolveram milhares de “pagers” (dispositivos de transmissão móvel). Na quarta-feira, uma nova vaga de explosões, que visou “walkie-talkies” (também dispositivos de transmissão móvel), provocou a morte de outras 25 pessoas.

Adicionalmente, o Hezbollah confirmou a morte de três dos seus membros hoje, embora não tenha especificado se foram vítimas das explosões de dispositivos de comunicação atribuídas a Israel ou dos recentes bombardeamentos israelitas contra território libanês.

As explosões também resultaram em 3.539 feridos nos últimos dois dias. As investigações iniciais indicam que os dispositivos continham cargas explosivas.

Estes incidentes sem precedentes estão a ser atribuídos a Israel. No entanto, Telavive ainda não fez um pronunciamento oficial sobre os atentados, que ocorreram pouco depois de Israel ter anunciado a expansão dos seus objectivos de guerra contra o Hamas palestiniano, apoiado pelo Hezbollah, para a fronteira norte com o Líbano.

O aumento das hostilidades entre Israel e o Hezbollah, um grupo apoiado pelo Irão com significativa influência militar e política no Líbano, está a provocar receios de uma intensificação do conflito no Médio Oriente.

Desde 8 de Outubro de 2023, um dia após o início da guerra em Gaza, Israel e o Hezbollah têm estado envolvidos em intensos confrontos, marcando os piores conflitos entre as duas partes desde 2006.

Governo Maduro pretende emitir mandado de prisão contra Milei devido ao confisco de avião venezuelano

O governo de Nicolás Maduro, na Venezuela, anunciou que pretende emitir mandados de prisão contra o presidente argentino, Javier Milei, devido ao confisco de um avião de origem venezuelana na Argentina. A informação foi divulgada pelo Ministério Público venezuelano na quarta-feira (18).

Segundo o comunicado emitido pelas autoridades venezuelanas, o Ministério Público designou dois promotores especializados para tratar do caso e encaminhar os procedimentos legais necessários. Estão em andamento os processos para a emissão de mandados de prisão não só contra Javier Milei, mas também contra outras duas figuras do governo argentino: a ministra da Segurança, Patricia Bullrich, e Karina Milei, secretária-geral da Presidência.

Essas três personalidades podem ser acusadas de vários crimes, incluindo roubo agravado, lavagem de dinheiro, privação ilícita de liberdade, destruição de aeronave e associação criminosa, entre outras infracções graves.

O caso remonta a Junho de 2022, quando o avião em questão, um cargueiro de origem iraniana, foi retido na Argentina. A aeronave tinha chegado do México e transportava um carregamento de peças automotivas. A companhia iraniana que vendeu o avião à Venezuela, a Mahan Air, é alvo de sanções impostas pelos Estados Unidos.

Face a estas sanções, o governo de Washington solicitou o confisco do avião, pedido esse que foi aceite pela justiça argentina. Como resultado, a aeronave foi posteriormente transferida para a Flórida, em conformidade com as ordens da administração do presidente norte-americano, Joe Biden.

PRM investiga morte de suspeito dias após detenção

A Polícia da República de Moçambique (PRM) está a investigar as circunstâncias da morte de um homem suspeito de pertencer a uma organização criminosa, poucos dias após a sua detenção na esquadra do bairro de Ponta Gêa, na província de Sofala. 

O porta-voz da PRM, Dércio Chacate, afirmou à agência Lusa que foi instaurada uma comissão de inquérito para apurar as condições em que o suspeito morreu.

Segundo Chacate, o detido saiu da unidade policial com vida, embora em estado grave, e acabou por falecer no Hospital Central da Beira (HCB). A morte do homem de 42 anos, segundo um relatório de medicina legal do HCB, foi provocada por queimaduras de segundo grau, múltiplos hematomas e traumas resultantes de agressões com objectos contundentes e exposição a líquido fervente.

Este relatório foi divulgado pelos meios de comunicação locais, levantando preocupações sobre a possibilidade de maus-tratos durante o período em que o suspeito esteve sob custódia policial.

Segundo as declarações do porta-voz, o homem, identificado como um membro de uma organização criminosa envolvida em crimes como roubos, extorsão, chantagem a empresários, furtos agravados e agressões físicas, já apresentava sinais de debilidade física no momento da sua detenção.

“Desde o início da sua detenção, ele mostrava evidentes sinais de fragilidade e possuía alguns ferimentos”, explicou Chacate, acrescentando que o suspeito foi levado ao hospital nos dias 11 e 12 de dezembro devido ao seu estado de saúde deteriorado.

Apesar das tentativas de assistência médica, a condição do suspeito não melhorou, e no dia 13 de Dezembro ele foi transferido novamente para o Hospital Central da Beira, onde faleceria.

A PRM está a conduzir a investigação interna para esclarecer se os ferimentos que causaram a morte foram infligidos antes ou durante a sua detenção, e se as condições nas celas da esquadra contribuíram para o agravamento do estado de saúde do suspeito.

Este caso ocorre num momento delicado para as autoridades moçambicanas, que enfrentam críticas crescentes sobre o tratamento dado a detidos e o respeito pelos direitos humanos nas suas operações policiais. A morte do suspeito levanta questões sobre a conduta das forças de segurança e a sua responsabilidade na preservação da integridade física dos detidos enquanto estão sob custódia.

Entretanto, as investigações continuam, com a comissão de inquérito a procurar apurar todos os detalhes do caso, incluindo a possível responsabilidade de elementos da PRM ou de terceiros no falecimento do homem detido.

CNE desafia a lei e reutiliza urnas antigas nas eleições gerais

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique decidiu reutilizar, nas eleições gerais de Outubro, as mesmas urnas utilizadas nas eleições autárquicas de 2023, apesar de estas não cumprirem os requisitos estabelecidos pela nova legislação eleitoral. 

A CNE justificou esta decisão alegando falta de tempo e de orçamento para a aquisição de novas urnas, que se adequassem às alterações legais recentemente introduzidas.

De acordo com uma deliberação da CNE, datada de 12 de Setembro e consultada pela agência Lusa, a legislação eleitoral revisada, publicada em Agosto, determina que as urnas a serem utilizadas nas sétimas eleições presidenciais, legislativas e nas quartas eleições para as assembleias provinciais devem ser transparentes e possuir uma ranhura que permita a inserção de apenas um boletim de voto por eleitor.

Contudo, a CNE indicou que, face às limitações de tempo e recursos financeiros, será impossível adquirir novas urnas antes das eleições, optando assim pela reutilização das urnas já disponíveis, que não obedecem aos novos critérios estabelecidos.

Esta decisão tem gerado controvérsia, uma vez que a legislação foi alterada com o objectivo de reforçar a transparência e integridade do processo eleitoral.

A CNE continua a ser alvo de críticas de diversos sectores, que questionam a legitimidade da reutilização de urnas que não cumprem os novos requisitos legais, alegando que isso pode comprometer a confiança dos eleitores no processo democrático.

Contudo, a comissão defende que, apesar das limitações, o importante é garantir que as eleições decorram sem maiores percalços, mantendo o calendário eleitoral previsto.

Israel prepara “nova fase da guerra” contra o Hezbollah no Líbano após quase um ano de conflito em Gaza

O governo de Israel, liderado por Benjamin Netanyahu, anunciou que está iniciando “uma nova fase da guerra” com foco no Hezbollah no Líbano.

Esta decisão surge num contexto de crescente tensão no Oriente Médio, com o conflito na Faixa de Gaza prestes a completar um ano e ainda longe de uma resolução pacífica.

O Líbano pode estar à beira de uma nova guerra entre o Hezbollah e Israel, dezoito anos após o conflito de 2006, que resultou na morte de mais de 1.300 pessoas em 34 dias de combates intensos. A recente escalada de tensão é acentuada pelos recentes ataques a dispositivos electrónicos associados ao Hezbollah.

Na quarta-feira, o governo israelense anunciou que está a deslocar tropas para a fronteira com o Líbano, uma decisão comunicada pelo ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant. Esta medida marca o início de uma nova fase das operações militares israelitas, com um foco específico na segurança e na contenção das actividades do Hezbollah no norte de Israel.

Antes deste anúncio, Benjamin Netanyahu já havia indicado a possibilidade de uma expansão das operações contra o Hezbollah, através de um comunicado emitido pelo seu gabinete. O objectivo é assegurar a protecção dos cidadãos israelitas na região norte do país.

Além disso, Netanyahu informou o governo dos Estados Unidos sobre a “mudança fundamental” nas operações de Israel contra o Líbano, sinalizando uma intensificação dos esforços militares na região.

A situação continua a ser monitorada de perto, com preocupações crescentes sobre um possível agravamento do conflito no Oriente Médio.

Governo proibirá importação de equipamentos que utilizam gás R22 a partir de Janeiro de 2025

A partir de Janeiro de 2025, o Governo moçambicano vai implementar a proibição da importação de equipamentos de refrigeração e climatização que utilizem o gás R22, devido aos seus efeitos nocivos para a saúde humana e o meio ambiente. 

O gás R22, também conhecido como hidroclorofluorcarbono (HCFC), é reconhecido como um dos principais responsáveis pela destruição da camada de ozono.

O anúncio foi feito em Boane, na província de Maputo, por Leonardo Sulila, representante da Direcção Nacional de Mudanças Climáticas, subordinada ao Ministério da Terra e Ambiente, durante uma sessão de capacitação técnica destinada aos agentes alfandegários.

O evento visava aprofundar o conhecimento sobre a Convenção de Viena para a Protecção da Camada de Ozono, um tratado internacional que tem como objectivo controlar substâncias nocivas à atmosfera.

Segundo Sulila, o Governo está empenhado em sensibilizar os diferentes sectores da economia para acelerarem a transição tecnológica, adoptando sistemas mais modernos e sustentáveis, que não dependam de substâncias prejudiciais à camada de ozono.

A iniciativa faz parte dos esforços do país para cumprir com os compromissos internacionais na preservação ambiental e redução de emissões de gases que contribuem para o aquecimento global.

Dois homens detidos por exploração e venda ilegal de ouro em Manica

A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve dois indivíduos no distrito de Gondola, província de Manica, por envolvimento na extracção e comercialização ilegal de ouro.

No momento da detenção, foram apreendidos 125 gramas de ouro, 117.800 meticais, uma motorizada e ferramentas utilizadas na mineração artesanal.

A mineração artesanal, praticada de forma descontrolada, tem sido uma das principais causas de degradação ambiental na província de Manica ao longo dos anos. Esta atividade ilegal tem causado sérios danos à biodiversidade, resultando, entre outros problemas, na poluição de rios e outros cursos de água, afetando gravemente o equilíbrio ecológico da região.

Ciente dos impactos negativos desta prática, as autoridades policiais em Manica têm intensificado as operações de combate à exploração ilegal de recursos naturais. Como resultado dessas operações, os dois homens foram apanhados em flagrante quando tentavam vender 125 gramas de ouro obtido de forma ilícita.

Eunice Faustino, porta-voz da PRM, confirmou a detenção dos suspeitos e destacou a determinação da polícia em combater todas as formas de exploração ilegal de recursos naturais. “Foram apreendidos 125 gramas de ouro, uma moto e 117 mil meticais em dinheiro,” afirmou Faustino, reforçando que a corporação está a adotar uma postura implacável no que diz respeito à defesa e preservação dos recursos naturais do país.

A PRM sublinha que a luta contra a extracção ilegal de ouro e outros recursos é fundamental não só para preservar o meio ambiente, mas também para garantir que a riqueza gerada por esses recursos beneficie as comunidades locais e contribua para o desenvolvimento sustentável da província de Manica.

As autoridades reiteram que continuarão a reforçar as suas ações para combater o crime ambiental e garantir a proteção dos recursos naturais de Moçambique.

Entretanto, investigações estão em curso para apurar se os dois detidos fazem parte de uma rede mais ampla envolvida na mineração ilegal na região. As autoridades pedem à população que colabore denunciando atividades suspeitas relacionadas com a exploração de recursos naturais, a fim de proteger o meio ambiente e a economia local.

Tráfico de órgãos humanos atinge proporções alarmantes em África e expõe os mais vulneráveis

O tráfico ilegal de órgãos humanos está a atingir níveis preocupantes em África, tornando-se uma prática cada vez mais comum, especialmente entre as populações mais vulneráveis. 

Estima-se que esta operação criminosa gere anualmente entre 840 milhões e 1,7 mil milhões de dólares (cerca de 755 milhões a 1,5 mil milhões de euros), de acordo com um relatório da Global Financial Integrity (GFI), uma organização baseada em Washington, DC, que estuda corrupção, comércio ilícito e branqueamento de capitais.

Os rins destacam-se como os órgãos mais traficados, uma vez que os dadores podem sobreviver com apenas um dos seus rins removidos. Este comércio clandestino, alimentado pela pobreza e pela alta procura, tem prosperado numa atmosfera de falta de regulamentação adequada e de insuficiente condenação pública, segundo o advogado nigeriano de direitos humanos Frank Tietie. “O tráfico de órgãos atingiu proporções epidémicas, mas há um inquietante silêncio público sobre o assunto. Esperar-se-ia que a indignação fosse muito maior, mas não é o que observamos”, declarou Tietie à DW.

Embora a doação e transplante de órgãos sejam práticas médicas cruciais e bem regulamentadas em muitos contextos, permitindo salvar vidas de pacientes com órgãos em falência, o problema surge quando a necessidade de sobrevivência empurra as pessoas para venderem partes do seu próprio corpo. “Muitas vezes, a doação de órgãos é motivada pela pobreza extrema, e não pela intenção de ajudar alguém ou salvar uma vida,” explicou Tietie. Acrescentou ainda que, em certos casos, profissionais de saúde inescrupulosos realizam remoções de órgãos sem o consentimento dos seus pacientes.

Este comércio ilegal não só explora os mais pobres, que são forçados a tomar decisões desesperadas, como também beneficia médicos e redes criminosas que lucram com a venda dos órgãos no mercado negro.

A ausência de uma regulamentação eficaz e de uma fiscalização rigorosa permite que o tráfico de órgãos prospere, alimentando um ciclo de exploração e sofrimento.

Organizações internacionais e autoridades governamentais são cada vez mais pressionadas a intervir de forma decisiva, não só para regular a doação de órgãos de forma mais rigorosa, mas também para garantir que os sistemas de saúde não se tornem cúmplices involuntários deste comércio.

A crescente procura por órgãos, aliada às frágeis condições económicas de muitas regiões de África, torna urgente uma acção coordenada para travar este flagelo, que já afecta milhares de vidas anualmente.

Os especialistas alertam que, para além da criação de políticas públicas eficazes, é necessário educar as comunidades sobre os perigos e as consequências do tráfico de órgãos, promovendo uma maior consciencialização e desencorajando práticas que perpetuam esta forma de exploração humana.

Tunísia: Candidato presidencial condenado a prisão mantém-se na corrida eleitoral

Ayachi Zammel, um dos três candidatos presidenciais na Tunísia, foi condenado a um ano e oito meses de prisão por acusações relacionadas com patrocínios falsificados.

Apesar da condenação, Zammel, antigo deputado e líder de um pequeno partido liberal, mantém-se na corrida para as eleições presidenciais, conforme confirmado por um dos seus advogados à AFP.

O tribunal de primeira instância de Jendouba, localizado a noroeste de Tunes, proferiu a sentença contra Zammel. Abdessatar Messaoudi, o líder da equipa de defesa, anunciou que irá recorrer da decisão. A condenação foi proferida na ausência do arguido, mas o advogado não especificou as razões para tal ausência.

Messaoudi declarou que a condenação não impede Zammel de continuar como candidato nas eleições presidenciais marcadas para 6 de outubro. “Ele continua a ser candidato presidencial e a sua equipa manterá a campanha eleitoral”, que teve início no dia 14 deste mês. O advogado assegurou que “nada pode pôr fim à sua candidatura, a não ser a morte”.

Este cenário é reminiscente das eleições anteriores de 2019, quando o empresário Nabil Karoui também disputou a segunda volta enquanto estava detido.

Zammel, que era relativamente desconhecido do público até a sua candidatura, foi inicialmente preso no dia 2 deste mês sob suspeita de falsificação de patrocínios. O tribunal de Manouba, nos arredores de Tunes, libertou-o quatro dias depois, mas ele foi imediatamente detido novamente, desta vez por instruções do tribunal de Jendouba, sob acusações semelhantes.

O atual presidente, Kais Saied, de 66 anos, eleito em 2019, tem sido acusado de deriva autoritária desde que assumiu plenos poderes em 25 de julho de 2021. A Autoridade Eleitoral Superior Independente (ISIE), cujos líderes foram nomeados unilateralmente por Saied, publicou no dia 2 deste mês uma lista “definitiva” dos três candidatos selecionados para as eleições presidenciais. A lista inclui Saied, Zammel e Zouhair Maghzaoui, de 59 anos, um ex-deputado da esquerda pan-arabista que apoiou o golpe presidencial de 2021.

A ISIE excluiu três outros candidatos considerados particularmente sérios, incluindo o ex-ministro Mondher Zenaïdi e Abdellatif Mekki, ex-líder do movimento islamico-conservador Ennahdha. A decisão da ISIE contrariou os acórdãos do Tribunal Administrativo que haviam reintegrado estes candidatos na corrida eleitoral.

A Human Rights Watch (HRW) acusou a ISIE de “interferência política”, descrevendo as decisões do Tribunal Administrativo como “juridicamente vinculativas” e alegando que houve “intervenção para distorcer o voto em favor de Saied”.

A União Europeia (UE) também criticou os recentes desenvolvimentos na Tunísia, condenando a detenção de Zammel e a exclusão dos outros três candidatos. A UE lamentou que tais decisões tenham “limitado as opções dos cidadãos tunisinos”, observando que os últimos acontecimentos demonstram uma “limitação contínua do espaço democrático” no país.

Desde o início do seu mandato, em 2019, Saied suspendeu o parlamento em 2021 e concentrou o poder em suas mãos, controlando o governo. Em agosto de 2023, após afastar o então primeiro-ministro Ahmed Hachani, substituiu-o por Kamel Madouri, ex-ministro dos Assuntos Sociais.

Em 2021, após demitir o primeiro-ministro e suspender o parlamento, Saied aprovou uma nova Constituição que consolidou o seu poder unipessoal. Esta nova Constituição substituiu a elaborada após a Primavera Árabe, que pôs fim ao regime de Zine al-Abidine Ben Ali. A nova Carta Magna confere ao chefe de Estado controlo executivo total e comando supremo das forças armadas, com Saied justificando as suas ações como necessárias para superar um ciclo de paralisia política e deterioração económica.

Partidos políticos e organizações da sociedade civil alertam para um “clima de medo e intimidação” causado pela detenção de candidatos e pela repressão a qualquer crítica ao desempenho ou imparcialidade da ISIE.

Ex-militar detido por suspeita de envolvimento em esquema de venda ilegal de terrenos em Chimoio

Um ex-membro das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) encontra-se detido pelas autoridades na cidade de Chimoio, província de Manica, por suspeitas de envolvimento num esquema de venda fraudulenta de terrenos. 

O incidente ocorreu no bairro Piloto, onde uma vítima, desejosa de construir a sua habitação, acabou por ser enganada por indivíduos que lhe prometeram a venda de um terreno por 45 mil meticais.

Segundo o relato da vítima, após ter pago o montante combinado, preparava-se para começar as obras, quando foi surpreendida pelo verdadeiro proprietário do terreno, o que gerou um impasse. Percebendo que havia sido enganada, a vítima tentou localizar os supostos vendedores, mas estes fugiram. Em desespero, a pessoa lesada recorreu à Polícia, que conseguiu capturar dois dos envolvidos.

Entre os detidos está o ex-militar, que nega as acusações. Ele alega que foi apenas convidado por um amigo para presenciar a negociação e admite ter recebido 5 mil meticais como recompensa, mas afirma que não teve qualquer papel activo no esquema fraudulento.

O porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Chimoio, Paulo Tapua Candeeiro, confirmou a detenção dos dois suspeitos e explicou que a rápida intervenção da Polícia foi possível graças à denúncia da vítima. As autoridades estão agora a trabalhar na localização dos restantes três elementos da quadrilha, incluindo uma mulher, apontada como líder do grupo e responsável pela recolha do dinheiro.

A investigação prossegue com o objectivo de capturar os restantes membros da rede criminosa, que permanecem em fuga. As autoridades reforçam o apelo à população para se manter vigilante e denunciar qualquer actividade suspeita relacionada com a venda de terrenos.

Cidadão israelita detido por conspiração para assassinar o primeiro-ministro Netanyahu sob ordens do Irão

As autoridades israelitas anunciaram a detenção de um cidadão israelita, acusado de planear o assassinato de figuras de destaque em Israel, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, alegadamente sob as ordens dos serviços secretos iranianos. 

A operação foi revelada pela polícia e pelo Shin Bet (os serviços secretos israelitas), que explicaram que o suspeito, um homem de negócios da cidade de Ashkelon, teria sido recrutado pelo Irão após entrar no país clandestinamente em duas ocasiões.

De acordo com o comunicado, o empresário israelita viveu por vários anos na Turquia e manteve contactos com agentes turcos e iranianos. Foi nesta rede de conexões que o suspeito conheceu um indivíduo identificado como “Eddie”, um homem de negócios iraniano que o introduziu a “Hajjah”, alegadamente um agente de segurança do Irão.

Durante o encontro, o suspeito recebeu instruções para realizar diversas missões para os serviços iranianos, como a transferência de dinheiro ou armas e a recolha de imagens de locais movimentados em Israel.

Em agosto de 2024, o empresário realizou uma segunda visita ao Irão, onde foi abordado sobre a possibilidade de executar atentados contra personalidades israelitas, incluindo Netanyahu e o ministro da Defesa, Yoav Gallant.

Esta oferta foi alegadamente feita como vingança pela morte do líder do Hamas, Ismail Haniyeh, em julho, num ataque em Teerão que o Irão atribui a Israel, embora as autoridades israelitas não tenham comentado oficialmente o incidente.

O suspeito encontra-se agora sob custódia das autoridades israelitas, e o caso está a ser investigado como parte de um esforço mais amplo para combater as tentativas de ingerência iraniana no país.

Suspeito morre sob custódia da PRM na Beira

Tomás Evaristo Moniz, de 42 anos, suspeito de integrar uma quadrilha envolvida em crimes de roubo, extorsão e chantagem, faleceu cinco dias após ter sido detido por agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), na 2.ª Esquadra do bairro da Ponta Gêa, na cidade da Beira.

Segundo o relatório da medicina legal do Hospital Central da Beira (HCB), as causas da morte foram identificadas como queimaduras de segundo grau, múltiplos hematomas e traumas causados por objectos contundentes, além de lesões provocadas por líquido fervente.

O porta-voz do Comando Provincial da PRM em Sofala, Dércio Chacate, explicou que Tomás Evaristo foi declarado morto no Hospital Central da Beira, após ter sido transportado para lá ainda com vida, mas em estado de extrema debilidade. Chacate afirmou que, ao ser detido, o suspeito já apresentava sinais de fraqueza e, por isso, foi levado para receber cuidados médicos nos dias 11 e 12 de Setembro, num centro de saúde local. No entanto, no dia 13, sem apresentar melhoras, foi encaminhado pela polícia ao HCB, onde acabou por falecer.

O porta-voz reiterou que Tomás Evaristo fazia parte de uma quadrilha composta por seis membros, acusada de diversos crimes graves, incluindo roubos, extorsão a empresários locais, furtos agravados e agressões físicas. Actualmente, dois membros da quadrilha permanecem detidos nas celas da 2.ª Esquadra da PRM, enquanto as autoridades continuam a trabalhar para capturar os outros elementos do grupo.

Dércio Chacate lamentou o desfecho trágico e informou que foi criada uma comissão de inquérito para investigar as circunstâncias da morte de Tomás Evaristo, com o objectivo de apurar os factos e responsabilidades.

Entretanto, os outros dois detidos que continuam sob custódia negam qualquer envolvimento com o falecido e afirmam não saber as razões pelas quais foram presos. Declararam ainda que apenas viram Tomás Evaristo dentro das celas, sem qualquer contacto prévio com ele.

Gabão: Ex-presidente Ali Bongo anuncia a sua “renúncia definitiva” à política

Após um período de silêncio, o ex-presidente do Gabão, Ali Bongo, de 65 anos, anunciou a sua “renúncia definitiva” à política. 

Esta declaração surge após a sua deposição em Agosto por uma junta militar. Em uma comunicação enviada à imprensa, Bongo reconheceu as “insuficiências” da sua gestão política e assumiu a responsabilidade pelas falhas tanto a nível social como no funcionamento das instituições do país.

No texto, que foi transmitido na noite de quarta-feira para quinta-feira pela sua advogada, Gisèle Eyue Bekale, Bongo pediu clemência para a sua família, que alega ter sido alvo de “violência” e “tortura”. “Quero reafirmar a minha retirada da vida política e a renúncia definitiva a qualquer ambição nacional. Jamais desejaria constituir uma ameaça ao Gabão ou contribuir para a desordem e desestabilização”, afirmou Bongo.

O ex-presidente apelou ao apaziguamento e ao fim das “violências e torturas” infligidas à sua esposa, Sylvia Bongo, e ao seu filho, Noureddin Bongo, que se encontram detidos há demasiado tempo sem terem sido formalmente acusados.

Bongo relatou que está actualmente sujeito a uma vigilância constante, com as suas visitas dependendo da autorização dos militares, e que está isolado do mundo exterior, sem acesso a comunicações ou notícias sobre a sua família.

Desde o golpe de Estado de 30 de Agosto de 2023, que pôs fim a 55 anos de domínio dinástico no Gabão, Ali Bongo tem vivido em sua residência privada em Libreville. O governo de transição, liderado pelo general Brice Oligui Nguema, afirmou que Bongo está “livre de abandonar o país”. A antiga primeira-dama, Sylvia Bongo, de 61 anos, e o filho de 32 anos, Noureddin Bongo, estão actualmente detidos na prisão central de Libreville.

Noureddin enfrenta acusações de “corrupção” e “desvio de fundos públicos”, enquanto Sylvia é acusada de “branqueamento de capitais, manipulação de bens roubados, falsificação e utilização de documentos falsificados”.

O novo governo acusa a família Bongo de ter desviado massivamente fundos públicos e de manipular o ex-presidente, que estava debilitado desde um grave acidente vascular cerebral em 2018. Desde a sua detenção, o governo de transição tem fornecido poucas informações sobre o estado dos detidos e o progresso das investigações.

Em Maio de 2024, os advogados franceses da família Bongo apresentaram uma ação civil em Paris contra o governo do Gabão, alegando “detenção ilegal” e “sequestro agravado por actos de tortura e barbárie”. No entanto, uma primeira queixa apresentada em França foi arquivada em Outubro de 2023, com o governo do Gabão a descrever essas acusações como “caluniosas e falsas”.

Governo moçambicano mobiliza recursos para asfaltar quatro rodovias em Niassa

O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, anunciou que o Governo está empenhado em mobilizar recursos financeiros para a asfaltagem de quatro rodovias estratégicas na província de Niassa.

As estradas em questão são: Cuamba-Malema, Cuamba-Marrupa, Unango-Matchedje e Maniamba-Metangula, todas de grande importância para o desenvolvimento da região.

O anúncio foi feito durante a cerimónia de inauguração da ponte sobre o rio Lúrio, que agora liga os distritos de Nipepe, em Niassa, e Lalaua, em Nampula. Durante o evento, Filipe Nyusi destacou que a conclusão da ponte representa um marco importante para a segurança da população local, que até então enfrentava o risco de naufrágios ao atravessar o rio em canoas.

A nova infraestrutura eliminará esses perigos e melhorará a conectividade entre as duas regiões.

Além de aumentar a segurança, o Presidente sublinhou que a ponte contribuirá para a redução dos custos de transporte de bens essenciais, o que poderá refletir-se numa diminuição dos preços dos produtos de primeira necessidade para a população de Niassa e Nampula.

Durante a sua visita de dois dias à província de Niassa, Filipe Nyusi também inaugurou os tribunais judiciais distritais de Maúa e Ngaúma, reforçando a presença de serviços de justiça na região. Para na quinta-feira, está prevista a inauguração da pequena central hídrica de Luiasse, localizada no distrito de Lichinga, que promete melhorar o fornecimento de energia na área e impulsionar o desenvolvimento local.

A asfaltagem das rodovias mencionadas será fundamental para melhorar o acesso e a circulação na província, facilitando o transporte de mercadorias e contribuindo para o desenvolvimento económico da região.

Vagas de emprego do dia 19 de Setembro de 2024

Foram publicadas hoje, dia 19 de Setembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Gestor de Clientes

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Gestor de Clientes. Saiba mais.

2. Vaga para Guarda

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Guarda. Saiba mais.

3. Vaga para Técnico de RH

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Técnico de RH. Saiba mais.

4. Vaga para Advogado Estagiário

A DK Enterprise pretende recrutar para seu cliente um (1) Advogado Estagiário na segunda fase. Saiba mais.

5. Vagas para Profissionais

A empresa Intercampus – Estudos de Mercado, Lda. presente em Moçambique desde 2007, pretende recrutar Profissionais. Saiba mais.

6. Vaga para Enfermeira de Saude Materno Infantil

A N´weti, Organização não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Enfermeira de Saude Materno Infantil. Saiba mais.

7. Vaga para Líder de Equipa

A N´weti, Organização não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Líder de Equipa. Saiba mais.

8. Vaga para Embaixadora Juvenil

A N´weti, Organização não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1)  Embaixadora Juvenil. Saiba mais.

9. Vaga para Assistente de Vendas Online

O Portador Diário pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Vendas Online. Saiba mais.

10. Vaga para Senior Supply Officer

A Action Contre La Faim pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Senior Supply Officer. Saiba mais.

11. Vaga para Compliance and Safeguarding Manager

A Action Contre La Faim pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Compliance and Safeguarding Manager. Saiba mais.

12. Vaga para Head of Human Resources Department

A Action Contre La Faim pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Head of Human Resources Department. Saiba mais.

13. Vaga para Oficial de GIS

A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa da Beira, a AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial de GIS. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para B2B Territory Manager Center

A Puma Energy pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) B2B Territory Manager Center. Saiba mais.

2. Vaga para Head of Financial Services Technology

A Vodafone pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Head of Financial Services Technology. Saiba mais.

3. Vaga para Logístico

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Logístico. Saiba mais.

4. Vaga para Técnico de Reparação de Laptops

A Técnica PC está a recrutar um (1) Técnico de Reparação de Laptops. Saiba mais.

5. Vaga para Fotógrafo de Estúdio

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Fotógrafo de Estúdio. Saiba mais.

6. Vaga para Cabeleireiro

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Cabeleireiro. Saiba mais.

7. Vaga para Budget Controller

A ENI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Budget Controller. Saiba mais.

8. Vagas para Ativistas Voluntários – Lichinga

A OFEC Moçambique está a recrutar dez (10) Ativistas Voluntários. Saiba mais.

9. Vagas para Ativistas Voluntários – Quelimane

A OFEC Moçambique está a recrutar dez (10) Ativistas Voluntários. Saiba mais.

10. Vaga para Desenvolvedor de Backend – Júnior

A Entretech pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Desenvolvedor de Backend – Júnior. Saiba mais.

11. Vaga para Medidor Orçamentista

A ProConstrói pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Medidor Orçamentista. Saiba mais.

12. Vaga para Oficial Sénior de Recursos Humanos

A Associação Progresso (PROGRESSO) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Sénior de Recursos Humanos. Saiba mais.

13. Vaga para Coordenador de Finanças

A Associação Progresso (PROGRESSO) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Coordenador de Finanças. Saiba mais.

14. Vaga para Assistente Administrativo e Logístico

A Associação Progresso (PROGRESSO) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente Administrativo e Logístico. Saiba mais.

15. Vaga para IB Chemistry Teacher

A Aga Khan Academy pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) IB Chemistry Teacher. Saiba mais.

16. Vaga para Director de Desempenho Ambiental e Social

A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Director de Desempenho Ambiental e Social. Saiba mais.

17. Vaga para Especialista em Reformas Políticas e Institucionais – PIR (Transportes)

A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Especialista em Reformas Políticas e Institucionais – PIR (Transportes). Saiba mais.

18. Vaga para Director de Gênero e Inclusão Social

A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Director de Gênero e Inclusão Social. Saiba mais.

19. Vaga para Especialista de Comunicação (Transportes)

A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Especialista de Comunicação (Transportes). Saiba mais.

20. Vaga para Director de M&A e Análise Económica

A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Director de M&A e Análise Económica. Saiba mais.

21. Vaga para Director de Resiliência Climática

A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Director de Resiliência Climática. Saiba mais.

22. Vaga para Especialista em Gestão Financeira

A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Especialista em Gestão Financeira. Saiba mais.

23. Vaga para Especialista em Reassentamento do Projeto CTR

A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Especialista em Reassentamento do Projeto CTR. Saiba mais.

24. Vaga para Director de Agregação da Agricultura Comercial e Gestão de Subvenções

A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Director de Agregação da Agricultura Comercial e Gestão de Subvenções. Saiba mais.

25. Vaga para Assessor Jurídico Associado

A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Assessor Jurídico Associado. Saiba mais.

26. Vaga para Coordenador/Engenheiro – Ponte

A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Coordenador/Engenheiro – Ponte. Saiba mais.

27. Vaga para Especialista em Subvenções

A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Especialista em Subvenções. Saiba mais.

28. Vaga para Coordenador/Engenheiro Estrada de Desvio

A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Coordenador/Engenheiro Estrada de Desvio. Saiba mais.

29. Vaga para Especialista em Aquisições

A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Especialista em Aquisições. Saiba mais.

30. Vaga para Coach

A Prime 360 pretende recrutar para o seu quadro de um (1) Coach. Saiba mais.

31. Vaga para Assistente de Marketing

Uma empresa anónima pretende recrutar um (1) Assistente de Marketing. Saiba mais.

32. Vagas para Enfermeiras

Uma empresa anónima pretende recrutar três (3) Enfermeiras. Saiba mais.

33. Vaga para Bancassurance Product Manager

O Absa Group pretende recrutar um (1) Bancassurance Product Manager. Saiba mais.

34. Vaga para Enfermeiro

O Centro Médico Gênesis pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Enfermeiro. Saiba mais.

35. Vaga para Técnico de Farmácia

O Centro Médico Gênesis pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Farmácia. Saiba mais.

36. Vaga para Responsável Comercial na área de Crédito ao Funcionário Público

A Moz Finance pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Responsável Comercial na área de Crédito ao Funcionário Público. Saiba mais.

37. Vaga para Técnica de Seguros

A Moz Finance pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Técnica de Seguros. Saiba mais.

38. Vagas para Contabilistas Administrativos

A DSD Capital pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Contabilistas Administrativos. Saiba mais.

39. Vaga para Sales Representative – Mozambique

A Abbott pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Sales Representative – Mozambique. Saiba mais.

40. Vaga para Head of Finance & Compliance

A Aga Khan Academy Maputo pretende recrutar um (1) Head of Finance & Compliance. Saiba mais.

41. Vaga para Técnico de Hidráulico

Uma empresa anónima pretende recrutar um (1) Técnico de Hidráulico. Saiba mais.

42. Vaga para Superintendent Modifications & Small Projects – Mozal S.A

A South32 pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Superintendent Modifications & Small Projects – Mozal S.A. Saiba mais.

43. Vaga para Communications Specialist, MozMEL Activity

A Tetra Tech pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Communications Specialist, MozMEL Activity. Saiba mais.

44. Vaga para Sales and Marketing Manager/ Consultant

A Levasflor pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Sales and Marketing Manager/ Consultant. Saiba mais.

45. Vaga para Personalized Internet Assessor – Portuguese Speakers

A Telus International pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Personalized Internet Assessor – Portuguese Speakers. Saiba mais.

46. Vaga para Auxiliar Administrativo

Uma empresa anónima pretende recrutar um (1) Auxiliar Administrativo. Saiba mais.

47. Vaga para HSSE Manager (Marine Works)

O BESIX Group pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) HSSE Manager (Marine Works). Saiba mais.

48. Vagas para Planning, Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (PMEAL) Officer

A Johanniter International Assistance (JIA) pretende recrutar dois (2) Planning, Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (PMEAL) Officer. Saiba mais.

49. Vaga para Projects Manager – Resilience and Development

A Johanniter International Assistance (JIA) pretende recrutar um (1) Projects Manager – Resilience and Development. Saiba mais.

50. Vagas para Embaixadoras da Juventude

A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Embaixadoras da Juventude. Saiba mais.

51. Vaga para Oficial de Recursos Humanos

A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Recursos Humanos. Saiba mais.

52. Vaga para Especialista Técnico de Educação em Emergência e Escolas Seguras

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista Técnico/a de Educação em Emergência e Escolas Seguras. Saiba mais.

53. Vagas para Jovens com Ideias Inovadoras em Tecnologias Verdes

A Fundação Hakuna Matata pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Jovens com Ideias Inovadoras em Tecnologias Verdes. Saiba mais.

Tio abusa de menor de 14 anos no bairro da Mafalala

Um menor de 14 anos foi vítima de abuso sexual pelo seu tio no bairro da Mafalala, em Maputo. O agressor, de 43 anos, já está sob custódia policial e confessou o crime, alegando que o fez devido ao consumo excessivo de álcool.

A mãe da vítima informou que os exames médicos confirmaram o abuso e que o menor está a receber tratamento médico e acompanhamento psicológico.

A porta-voz da Polícia, Marta Pereira, declarou que a detenção do suspeito foi possível graças às denúncias feitas pelos vizinhos da família.

ONG denuncia ‘interferência inaceitável’ de Cyril Ramaphosa nas eleições em Moçambique

O Centro para a Democracia e Direitos Humanos (CDD) de Moçambique acusou o Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, de “interferência inaceitável” nas eleições moçambicanas ao ter recebido o candidato presidencial Daniel Chapo, apoiado pela Frelimo, partido no poder.

Em um comunicado, a ONG moçambicana expressou sua “grande indignação” e condenou fortemente a ação de Ramaphosa.

Segundo o CDD, o apoio público de Ramaphosa a Chapo, durante a campanha eleitoral para as eleições marcadas para 9 de Outubro, viola os princípios de não-interferência nos assuntos internos de estados soberanos, conforme estabelecido pela Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e pela União Africana.

O encontro entre o Presidente sul-africano e o candidato presidencial Daniel Chapo ocorreu na terça-feira em Pretória. Chapo considerou a reunião como um sinal de “alinhamento com o projecto” para Moçambique, conforme registado em sua página no Facebook, onde compartilhou imagens do encontro.

A nota do CDD afirma que a intervenção de Ramaphosa constitui um abuso flagrante da sua posição como chefe de Estado e líder do Congresso Nacional Africano (ANC), partido dominante na África do Sul. Este ato é visto como uma interferência directa no processo democrático de Moçambique, ameaçando a legitimidade das eleições e comprometendo o espírito de cooperação e neutralidade que deveriam reger as relações bilaterais e regionais.

O CDD apelou à SADC e à União Africana para adoptarem uma postura firme em relação a este caso, exortando os líderes políticos a respeitarem os princípios de não-interferência.

Entre as imagens divulgadas do encontro, destaca-se uma com o chefe de Estado sul-africano e o candidato Chapo ao lado da ministra dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, Verónica Macamo, que também é mandatária da candidatura de Chapo.

A África do Sul, com sua grande comunidade de moçambicanos, faz parte do círculo eleitoral da diáspora.

A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, já havia acusado o Presidente português Marcelo Rebelo de Sousa de “envolvimento” na pré-campanha da Frelimo por se encontrar com Daniel Chapo.

Marcelo Rebelo de Sousa também teve um encontro com outro candidato presidencial moçambicano, Venâncio Mondlane, em Julho. A Renamo apoia a candidatura de Ossufo Momade.

Além de Chapo e Momade, concorrem à Presidência moçambicana Lutero Simango, apoiado pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), e Venâncio Mondlane, apoiado pelos extraparlamentares Povo Otimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos) e Revolução Democrática (RD). As eleições gerais em Moçambique, que incluem presidenciais, legislativas, das assembleias provinciais e de governadores de província, estão agendadas para 9 de Outubro.

Tupperware declara falência e busca aprovação judicial para continuar operações

A multinacional norte-americana Tupperware, famosa pelos seus recipientes de plástico para armazenamento de alimentos, declarou falência devido à queda acentuada nas suas vendas e está agora a procurar a aprovação judicial para continuar a operar enquanto facilita a venda da marca, numa tentativa de proteger o seu legado.

A Tupperware Brands, fundada em 1946 por Earl Tupper, um químico do estado de Massachusetts, entrou voluntariamente no processo de falência ao abrigo do Capítulo 11 no Tribunal de Falências de Delaware.

Este pedido de falência teve um impacto imediato nas suas acções, que caíram mais de 50% na Bolsa de Nova Iorque, resultando na suspensão da negociação das mesmas.

Laurie Ann Goldman, directora-geral da Tupperware, afirmou à imprensa norte-americana que a empresa tem sido fortemente impactada por condições macroeconómicas adversas nos últimos anos.

O aumento da concorrência e a diminuição da procura dos seus produtos tradicionais, como os icónicos recipientes herméticos, enfraqueceram a sua posição no mercado e agravaram os problemas de liquidez.

Reconhecida não só pelos seus produtos, mas também pela sua estratégia de vendas inovadora, as famosas “festas Tupperware”, a empresa tem enfrentado um declínio progressivo.

Em 2023, a Tupperware já tinha adiado a apresentação das suas contas anuais, e em Junho do mesmo ano anunciou o encerramento da sua única fábrica nos Estados Unidos, resultando no despedimento de cerca de 150 trabalhadores.

Desde 2020, a marca tem lidado com dificuldades financeiras que levantam sérias questões sobre a sua capacidade de sobreviver.

No ano passado, a empresa passou por uma reestruturação da sua equipa de gestão, nomeando Laurie Ann Goldman como CEO, em substituição de Miguel Fernandez. No entanto, essas mudanças não foram suficientes para reverter o declínio.

Actualmente, a Tupperware possui um activo estimado entre 500 milhões e mil milhões de dólares (cerca de 449 a 898 milhões de euros), enquanto o passivo se situa entre mil milhões e 10.000 milhões de dólares.

A empresa também enfrenta uma dívida superior a 700 milhões de dólares, o que a colocou numa posição vulnerável.

Com o processo de falência em andamento, a Tupperware tentará obter a aprovação do tribunal para manter as suas operações durante o processo e facilitar a venda da empresa. Este pedido surge após meses de tentativas de reestruturação.

A história da Tupperware é marcada por uma expansão global significativa, iniciada uma década após a sua fundação nos Estados Unidos.

Nos anos 60, a marca já estava presente em seis países europeus, antes de conquistar os mercados da América Latina e da Ásia.

Homem ameaça cunhada de morte para obter 500 mil meticais deixados pelo marido falecido

Um homem foi acusado de tentar forçar a esposa do seu falecido irmão a levantar uma quantia de 500 mil meticais, enviada da África do Sul, onde o falecido trabalhava como mineiro.

O acusado, que é o irmão mais velho do falecido, ofereceu-se para ajudar a cunhada com a documentação necessária para o levantamento do dinheiro. No entanto, ele seguiu um caminho fraudulento ao falsificar uma certidão de óbito com o intuito de se tornar o único beneficiário dos bens do irmão, já que o falecido não tinha filhos.

Apesar da falsificação, o dinheiro acabou sendo transferido para a conta da esposa do falecido. Perante esta situação, o acusado, desesperado, ameaçou a cunhada de morte para que ela retirasse a quantia e lhe entregasse.

Durante o processo de levantamento do dinheiro, a agência bancária detectou irregularidades e notificou as autoridades, o que levou à detenção do acusado.

As investigações continuam para apurar se há mais pessoas envolvidas neste crime.

Funcionário público expulso em Nampula por roubo de medicamentos

Um funcionário público do Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social de Ribáuè, na província de Nampula, foi expulso este ano por envolvimento no desvio e comercialização ilícita de medicamentos pertencentes ao Sistema Nacional de Saúde de Moçambique.

A revelação foi feita pela directora do Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social de Ribáuè, Isabel Muanga, que explicou que o caso foi descoberto após a detecção de uma falta significativa de fármacos no depósito distrital. Durante a investigação, apurou-se que o funcionário em questão estava em pleno exercício das suas funções quando o desfalque foi notado.

Isabel Muanga condenou veementemente este tipo de conduta e apelou a uma vigilância mais rigorosa na gestão e controlo dos medicamentos distribuídos às diversas unidades de saúde do distrito.

A directora sublinhou que a confiança no sistema de saúde depende de práticas transparentes e responsáveis por parte de todos os envolvidos.

Adicionalmente, informou que uma equipa técnica do sector da saúde está actualmente a reforçar as acções de supervisão e fiscalização, com especial enfoque nos locais de venda de medicamentos, incluindo mercados e feiras, onde o comércio ilegal de fármacos tem sido uma preocupação crescente.

Este incidente sublinha a importância de mecanismos eficazes para prevenir o desvio de medicamentos e assegurar que estes cheguem às pessoas que realmente precisam deles.

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