Oito soldados paquistaneses morreram quando um bombista suicida conduziu um veículo repleto de explosivos contra um complexo militar localizado na instável região noroeste do Paquistão, anunciou o exército.
O ataque ocorreu na cidade de Bannu, situada na província montanhosa de Khyber Pakhtunkhwa, que faz fronteira com o Afeganistão e é um conhecido reduto de grupos militantes islâmicos.
Este incidente surge poucas semanas após o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, ter lançado uma nova campanha para erradicar os grupos radicais no país.
O alvo do atentado foi um complexo militar que abrigava soldados e suas famílias, conforme relatado por fontes citadas pela agência francesa AFP.
Inicialmente, dez militantes tentaram invadir o complexo, segundo informações do exército paquistanês, que declarou ter conseguido frustrar a tentativa de invasão.
Durante a operação, que se prolongou por 26 horas, os militantes dirigiram um “veículo carregado de explosivos contra o muro do perímetro”.
A explosão resultou na morte de oito membros das forças de segurança e causou danos significativos a um edifício adjacente.
Os dez assaltantes foram mortos nos confrontos subsequentes ao ataque, segundo o exército, que não forneceu detalhes sobre o número de feridos.
Um funcionário local, que preferiu não ser identificado, informou à AFP que 141 pessoas ficaram feridas após cinco combatentes com coletes explosivos terem “infiltrado na zona residencial”.
O ataque foi reivindicado pelo grupo Jaish-e-Mohammed (JeM), que afirmou ter causado “danos significativos”.
O exército paquistanês acusou o grupo de “operar a partir do Afeganistão e de utilizar o território afegão para orquestrar actos de terrorismo no Paquistão”.
Desde que os talibãs retomaram o poder no Afeganistão, em Agosto de 2021, os ataques no Paquistão têm aumentado.
Em 2023, mais de 1.500 civis, membros das forças de segurança e militantes islâmicos foram mortos no Paquistão, o maior número dos últimos seis anos, segundo o Centro de Investigação e Estudos de Segurança, sediado em Islamabade.
Islamabade acusa os talibãs de não terem conseguido eliminar os militantes que se refugiam em solo afegão para planearem ataques contra o Paquistão. O governo talibã nega essas acusações.















