O Parlamento da Gâmbia votou contra um projecto de lei que visava revogar a proibição da mutilação genital feminina (MGF), informou o presidente da casa, Fabakary Tombong Jatta.
A proposta de revogação gerou um intenso debate público sobre a prática da MGF pela primeira vez neste país da África Ocidental, dividindo aldeias, famílias e legisladores.
O legislador Almaneh Gibba, que apresentou o projecto ao parlamento, argumentou em favor das prerrogativas culturais e religiosas na nação predominantemente muçulmana, onde a MGF é amplamente praticada e profundamente enraizada.
No entanto, muitos estudiosos islâmicos contestam seus argumentos. A Organização Mundial da Saúde afirma que a MGF não traz benefícios à saúde e pode resultar em sangramento severo, choque, problemas psicológicos e até morte.
















