A música moçambicana veste-se de luto com a perda de uma das suas maiores referências. Faleceu na madrugada de hoje, aos 97 anos, o icónico músico Dilon Djindji, vítima de doença.
O artista estava internado há cerca de três semanas no Hospital Central de Maputo, onde acabou por não resistir à enfermidade.
Dilon Djindji, uma figura incontornável da cultura moçambicana, deixa um profundo vazio no panorama artístico do país. O presidente do Conselho Municipal de Marracuene, Shaffe Sidat, lamentou a morte do músico, sublinhando o impacto da sua partida no seio da cultura nacional.
Natural de Marracuene, onde nasceu a 14 de Agosto de 1927, Dilon Djindji partiu pouco tempo após ter sido homenageado na sua terra natal. Considerado um verdadeiro embaixador da música tradicional moçambicana, Djindji foi uma inspiração para várias gerações, preservando e divulgando o património cultural do seu país ao longo de décadas.
A sua morte marca o fim de uma era na música moçambicana, mas o legado que Dilon Djindji deixou continuará a ecoar nos corações e nas memórias de todos os que apreciaram o seu talento e o seu contributo inestimável para a cultura de Moçambique.
A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Especialista em Reformas Políticas e Institucionais – PIR (Transportes). Saiba mais.
A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Director de Agregação da Agricultura Comercial e Gestão de Subvenções. Saiba mais.
A Associação Comité para a Saúde de Moçambique (CSM), no âmbito do Projecto FORTE, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Dados e de Sistemas. Saiba mais.
A Associação Comité para a Saúde de Moçambique (CSM), no âmbito do Projecto FORTE, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor de Pesquisas. Saiba mais.
A Associação Comité para a Saúde de Moçambique (CSM), no âmbito do Projecto FORTE, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Oficiais de Monitoria, Avaliação e Aprendizagem (MAA). Saiba mais.
A Johanniter International Assistance (JIA) pretende recrutar dois (2) Planning, Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (PMEAL) Officer. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Embaixadoras da Juventude. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Recursos Humanos. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista Técnico/a de Educação em Emergência e Escolas Seguras. Saiba mais.
Os incêndios florestais no Peru já provocaram a morte de pelo menos 15 pessoas e destruíram mais de três mil hectares de terras agrícolas e áreas naturais, segundo informações das autoridades locais.
O Primeiro-Ministro peruano, Gustavo Adrianzén, revelou aos jornalistas que os incêndios foram causados por actividade humana. Ele destacou que 22 das 24 regiões do país estão actualmente com focos activos de incêndio.
Adrianzén acrescentou que as condições meteorológicas adversas, como nuvens espessas, fumo denso e ventos fortes, estão a dificultar as operações das aeronaves que combatem as chamas.
De acordo com um relatório da Protecção Civil, desde Julho, os incêndios resultaram na morte de pelo menos 15 pessoas e deixaram outras 98 feridas. Das vítimas, dez faleceram nas últimas duas semanas. Mais de 1.800 pessoas foram directamente afectadas pelos incêndios e o sector pecuário sofreu a perda de 334 animais.
O Serviço Nacional de Florestas e Vida Selvagem do Peru (Serfor) apontou que as alterações climáticas têm exacerbado as condições que favorecem a propagação dos incêndios. Romina Liza, especialista em monitorização e gestão de incêndios florestais do Serfor, explicou que “ventos extremamente fortes e secas prolongadas secam a vegetação, transformando-a num combustível altamente inflamável”.
Os incêndios mais graves estão a afectar a região amazónica, que faz fronteira com o Equador, conforme indicado por Juan Urcariegui, chefe da Protecção Civil, em declarações a uma estação de televisão peruana.
Na sequência das inundações que têm devastado o nordeste da Nigéria, aproximadamente 281 reclusos conseguiram fugir da prisão de Maiduguri, localizada na capital do estado de Borno.
O Serviço Correcional da Nigéria confirmou que sete dos fugitivos foram já recapturados.
O chefe das relações públicas do Serviço Correcional, Abubakar Umar, informou que as inundações causaram o colapso das paredes da prisão, afectando tanto o centro de detenção de segurança média em Maiduguri quanto as instalações residenciais do pessoal na cidade.
Umar explicou que a ausência dos reclusos foi detectada durante a transferência para uma instalação de segurança. Apesar da situação, ele assegurou que o serviço mantém o controle sobre os dados dos reclusos, incluindo as informações biométricas, e está colaborando com outras agências de segurança para recapturar os fugitivos, tendo mobilizado destacamentos policiais para tal.
Além disso, na mesma região, uma barragem rebentou recentemente, causando a morte de 37 pessoas e deixando 60 feridos.
Sean “Diddy” Combs, renomado rapper norte-americano, foi detido na passada segunda-feira, dia 16, em Manhattan, Nova Iorque, em meio a uma série de processos que envolvem tráfico sexual e agressão. A informação foi confirmada pela Agência France-Presse (AFP).
Segundo o advogado de defesa do rapper, Marc Agnifilo, Diddy deslocou-se “voluntariamente” para Nova Iorque, antecipando as acusações que enfrenta. No entanto, os detalhes dessas acusações ainda não foram completamente divulgados.
O jornal The New York Times relatou que a detenção ocorreu após a emissão de uma “acusação por um grande júri”, o que motivou a acção das autoridades.
O advogado de Combs expressou o seu descontentamento face à decisão do Ministério Público dos Estados Unidos em prosseguir com o que ele considera ser uma “acusação injusta”.
O rapper, conhecido por nomes como Puff Daddy e P. Diddy, enfrenta actualmente várias acções civis que o descrevem como um “predador sexual violento”. Essas acusações indicam que Combs utilizava álcool e drogas para dominar e abusar das suas vítimas.
As suas propriedades foram alvo de buscas por agentes federais ao longo deste ano, intensificando a investigação em curso.
Além dessas acusações, o G1 informou que Sean “Diddy” Combs foi condenado ao pagamento de 100 milhões de dólares em um processo de agressão sexual.
Diddy, uma das figuras mais influentes na indústria da música, é amplamente reconhecido pelo seu papel fundamental na ascensão do hip-hop, desde as ruas até aos clubes de luxo. Ao longo dos anos, o artista construiu uma fortuna significativa, especialmente através de investimentos na indústria das bebidas alcoólicas, consolidando a sua posição como uma das maiores estrelas do entretenimento.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) em Sofala deteve A. Mapuca, de 39 anos, suspeito de violar sexualmente uma menina de 14 anos, amiga da sua filha, na zona residencial de Chamba.
O acusado nega as acusações, classificando-as como “infundadas” e alegando que a mãe da menor está a usá-la para o difamar.
A vítima, por sua vez, acusa o vizinho de ter aproveitado a sua ausência em casa para cometer o crime, ameaçando-a de represálias caso contasse o sucedido.
O caso está a gerar preocupação nas autoridades, uma vez que a zona de Chamba tem registado um aumento significativo de denúncias de violência sexual contra menores nos últimos tempos.
Segundo o porta-voz do comando provincial da PRM em Sofala, Dércio Chacate, foram registados cinco casos semelhantes nas últimas semanas.
O que mais preocupa as autoridades, é a proximidade entre as vítimas e os alegados agressores, o que dificulta a protecção das crianças. Muitas vezes, os agressores são conhecidos das vítimas, como vizinhos ou familiares, o que facilita a ocorrência dos crimes.
Diante deste cenário, a PRM apela às famílias para estarem mais atentas aos seus filhos e para denunciarem qualquer situação suspeita. “É fundamental haver uma mudança de comportamento por parte das famílias e da comunidade em geral para podermos combater este flagelo”, afirmou Chacate.
Nos últimos dois meses, a província de Cabo Delgado, em Moçambique, foi fortemente afectada por um surto de sarampo que já resultou na morte de 17 pessoas.
O surto, que começou em Julho, registou até ao momento 341 casos confirmados, com as áreas mais atingidas sendo os distritos de Chiúre, Montepuez, Namuno e Ancuabe.
De acordo com Edson Lino, médico-chefe provincial, a maioria dos pacientes diagnosticados já recebeu alta hospitalar. No entanto, ainda há três pessoas em tratamento, em estado considerado estável.
Para conter a propagação da doença e evitar mais fatalidades, as autoridades de saúde de Cabo Delgado lançaram, na segunda-feira, uma campanha massiva de vacinação. Esta iniciativa destina-se a imunizar crianças até aos 15 anos, consideradas o grupo mais vulnerável à infecção.
O sarampo, uma doença viral altamente contagiosa, tem um impacto mais severo em populações não vacinadas, especialmente em crianças.
As autoridades estão a redobrar os esforços para garantir que a cobertura vacinal seja ampliada e para sensibilizar a comunidade sobre a importância da imunização.
O surto de sarampo em Cabo Delgado surge num contexto de desafios adicionais, incluindo a insegurança e a deslocação forçada de muitas famílias devido aos conflitos armados na região, o que dificulta o acesso regular aos serviços de saúde.
Um debate televisivo entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo, a maior cidade do Brasil, transformou-se em um episódio de caos quando o candidato José Luiz Datena (PSDB – Partido da Social Democracia Brasileira) atacou o adversário Pablo Marçal (PRTB – Partido Renovador Trabalhista) com uma cadeira, resultando na sua expulsão do evento.
No debate realizado no domingo e que contou com a participação de seis candidatos, Datena, conhecido apresentador de televisão, perdeu a compostura após Marçal, um influencer de extrema-direita, desafiar a sua coragem. Marçal afirmou que Datena não teria coragem de agredi-lo, uma ameaça que Datena já havia feito anteriormente.
A tensão entre os candidatos já vinha acumulando desde debates anteriores, quando Marçal levantou uma suspeita de assédio sexual contra Datena, envolvendo uma colega de trabalho que, após fazer uma queixa, alegou ter sido intimidada e acabou por permanecer em silêncio.
Enfurecido, Datena pegou numa cadeira e desferiu um golpe no ombro de Marçal. Devido ao incidente, Datena, que actualmente ocupa o quinto lugar nas sondagens para as eleições de 6 de Outubro, foi expulso do debate.
Marçal foi levado para receber tratamento médico, e a equipa do candidato informou nas redes sociais que ele sofreu uma fractura numa costela. Os outros candidatos continuaram a participar no debate.
Marçal, um jovem influencer que está a fazer a sua estreia na política, tem visto a sua campanha ganhar destaque devido às suas declarações controversas, que se tornaram virais. Actualmente, ocupa o terceiro lugar nas sondagens, atrás do conservador Ricardo Nunes e do rival de esquerda, Guilherme Boulos.
Novas sondagens deverão avaliar o impacto deste incidente na corrida eleitoral na cidade com 11,5 milhões de habitantes.
O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, anunciou que o país está no caminho para reduzir a sua dependência da importação de medicamentos.
Esta afirmação foi feita na passada segunda-feira, durante uma visita oficial à Fábrica Nacional de Medicamentos, situada no Município da Matola, província de Maputo. Esta fábrica é actualmente a maior produtora de medicamentos na região Austral de África.
A fábrica, que recebeu em Abril deste ano a aprovação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a produção e exportação de medicamentos, é vista como um marco na independência de Moçambique em termos de fornecimento de medicamentos essenciais para o seu sistema de saúde. Com esta certificação, o país está agora apto a fornecer medicamentos de qualidade não só para o consumo interno, mas também para outros mercados globais.
Durante a visita, o Chefe de Estado sublinhou a importância da certificação da OMS, referindo que esta validação atesta a qualidade e os elevados padrões dos medicamentos produzidos localmente. Nyusi destacou ainda que o país já iniciou a campanha de vacinação contra a malária, um passo importante na luta contra esta doença endémica.
O Presidente instou os gestores da fábrica a priorizarem a produção de vacinas contra a malária, cólera e outras doenças, para assim reforçar a resposta do país às principais ameaças de saúde pública.
Desde o início das suas operações em 2015, a Fábrica Nacional de Medicamentos tem produzido mais de um bilião de doses por ano, abrangendo um vasto leque de cerca de 85 medicamentos essenciais. Estes incluem anti-hipertensivos, antibióticos, anti-convulsantes, anti-diabéticos, vitaminas e antialérgicos, entre outros.
A expansão da capacidade desta unidade fabril representa um passo significativo para o reforço da autonomia de Moçambique no sector da saúde, ao mesmo tempo que coloca o país como um potencial exportador de medicamentos no cenário internacional.
Com esta evolução, Moçambique poderá, num futuro próximo, reduzir drasticamente a sua necessidade de importar medicamentos, assegurando um fornecimento sustentável e acessível para a sua população e fortalecendo o seu sistema nacional de saúde.
A tempestade Boris, que está a afectar severamente a Europa Central e de Leste, provocou já a morte de pelo menos 21 pessoas.
Os falecimentos foram registados em vários países da região: sete na Roménia, sete na Polónia, quatro na Áustria e três na República Checa.
A agência Associated Press reportou a ocorrência de mais quatro mortes na Polónia, três na República Checa e uma na Roménia, elevando o número total de vítimas da tempestade Boris para 21. A tempestade deverá continuar a afectar a Eslováquia e a Hungria no fim-de-semana.
Na Polónia, o Governo declarou as áreas inundadas como zonas de desastre para facilitar a evacuação e as operações de resgate. O primeiro-ministro Donald Tusk anunciou que serão disponibilizados mil milhões de zlótis (aproximadamente 234 milhões de euros) para apoiar as vítimas das cheias.
As inundações na Polónia causaram a ruptura de barragens e diques, e quando as águas recuaram, deixaram as ruas cobertas por pilhas de entulho e lama. As regiões da Silésia, Opole e Pequena Polónia, entre outras, sofreram com o isolamento das populações, evacuações e cortes nas comunicações, afectando milhares de pessoas.
Na República Checa, as chuvas intensas provocaram o transbordo de muitos rios e ribeiros, levando as autoridades de várias localidades a declarar estado de alerta máximo devido às inundações. Mais de 12 mil pessoas foram evacuadas e centenas de milhares de residências ficaram sem electricidade. As autoridades declararam emergência em duas regiões, incluindo Jeseniky, na fronteira com a Polónia.
Na Roménia, mais de 15 mil habitantes foram afectados pelas cheias, especialmente no condado de Galati, no leste do país. As inundações foram descritas como “históricas” pelas autoridades.
O transbordo dos rios atingiu 76% das propriedades, segundo Emil Dragomir, presidente da Câmara de Slobozia Conachi, que descreve a situação como um “desastre total”, com várias estradas bloqueadas e mais de 750 bombeiros envolvidos em operações de resgate.
Na Áustria, as chuvas dos últimos quatro dias registaram até 280 litros por metro quadrado, um recorde para o mês de Setembro e quatro vezes superior à precipitação média dos anos anteriores. A ruptura de uma dúzia de barragens no estado federal da Baixa Áustria, o maior e mais populoso do país, deixou 12 mil casas sem electricidade e 23 cidades sem água potável. Cerca de 800 pessoas foram resgatadas por helicópteros.
Na Hungria, o presidente da Câmara de Budapeste alertou que a cidade enfrenta as maiores inundações da última década, com as águas do Danúbio a começarem a inundar as zonas baixas desde a manhã de terça-feira.
O presidente anunciou que a cidade irá utilizar um milhão de sacos de areia para reforçar a protecção contra as cheias e pediu aos habitantes que tomem cuidados redobrados junto ao rio.
A União Europeia manifestou hoje solidariedade para com os países afectados por estas inundações “devastadoras” e declarou estar “pronta para agir” em apoio às regiões afectadas.
A Rede dos Defensores dos Direitos Humanos anunciou que irá avançar com um processo criminal contra o director da Escola Secundária de Anchilo, Adolfo Raimundo, por agressão a um estudante.
De acordo com Gamito dos Santos, coordenador da organização, a queixa já foi formalmente apresentada à Procuradoria Distrital de Nampula e o caso encontra-se a seguir os trâmites legais necessários.
Uma equipa da rede deslocou-se à escola para investigar o incidente e verificar a veracidade dos factos. Após análise do regulamento interno da instituição, não encontraram qualquer cláusula que permita o uso da violência física como método de repreensão disciplinar.
Além do processo criminal, a Rede dos Defensores dos Direitos Humanos pretende submeter uma queixa à entidade responsável pela gestão da escola, com o objectivo de responsabilizar administrativamente o director, o que poderá resultar em sanções ou até na sua destituição.
Gamito dos Santos sublinhou que, embora o director tenha demonstrado arrependimento, a organização está determinada a garantir que a lei seja cumprida, destacando que ninguém deve ser sujeito a tortura ou a qualquer acto que ponha em causa a sua integridade física ou psicológica.
A Rede também assegurou que irá prestar apoio ao estudante agredido, acompanhando-o ao longo do ano lectivo para garantir que este não sofra quaisquer represálias ou constrangimentos que possam comprometer o seu desempenho escolar.
O incidente ocorreu quando o director esbofeteou um aluno da 8.ª classe, aparentemente por este estar a ouvir música no telemóvel dentro da sala de aula, na ausência do professor. A agressão foi gravada por outros estudantes e o vídeo circulou amplamente nas redes sociais, gerando revolta entre a comunidade escolar.
Vários alunos afirmaram que o director recorre frequentemente a este tipo de castigos físicos, e muitos expressaram o desejo de que seja removido do cargo, uma vez que consideram os seus métodos de disciplina abusivos.
Por outro lado, Adolfo Raimundo admitiu ter agredido o aluno, mas justificou o seu comportamento alegando que foi em legítima defesa, afirmando que o estudante foi o primeiro a atacá-lo, alegação que foi prontamente negada pelas testemunhas presentes.
As autoridades escolares já iniciaram uma investigação ao caso e prometeram divulgar os resultados à imprensa assim que a apuração dos factos estiver concluída.
Na segunda-feira, pelo menos oito pessoas, incluindo três crianças com menos de cinco anos, morreram quando um prédio de sete andares desabou em Freetown, a capital de Serra Leoa. A informação foi divulgada pela Agência Nacional de Gestão de Desastres (NDMA).
Segundo a NDMA, até ao final do dia de segunda-feira, seis pessoas foram resgatadas dos escombros, enquanto oito vítimas, entre elas três homens, duas mulheres e duas raparigas e um rapaz com menos de cinco anos, foram confirmadas como falecidas. A agência fez este anúncio através de uma declaração publicada na rede social Facebook.
A NDMA também confirmou que ainda há pessoas presas sob os escombros, algumas das quais têm conseguido comunicar a sua localização aos socorristas.
O proprietário do edifício não reside em Serra Leoa, e o imóvel era utilizado para fins residenciais e comerciais.
Para auxiliar nos esforços de resgate, a NDMA, em colaboração com a Câmara Municipal de Freetown e outras agências, enviou duas gruas privadas para o local do acidente, cujas causas ainda não foram apuradas.
O Presidente de Serra Leoa, Julius Maada Bio, expressou o seu pesar pelo ocorrido e apresentou as suas condolências às famílias das vítimas, descrevendo o evento como “uma perda devastadora” na rede social X.
“O governo fará tudo o que estiver ao seu alcance para resgatar os sobreviventes sempre que possível e prestar todo o apoio necessário. Vamos iniciar uma investigação em grande escala sobre esta catástrofe e tomar todas as medidas necessárias para evitar que uma tragédia semelhante aconteça novamente”, afirmou o Presidente.
Apesar dos esforços de Serra Leoa para reduzir as taxas de pobreza nos últimos anos, o país tem sido severamente afectado pela pandemia de covid-19 e pelo aumento dos preços das matérias-primas e do petróleo, exacerbado pela invasão russa da Ucrânia. Além disso, muitos edifícios no país são frequentemente mal construídos e feitos com materiais de baixa qualidade.
Glória da Conceição Adamo foi empossada na segunda-feira, em Maputo, como nova directora do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), sucedendo a Ana Maria Gemo Bié, que ocupou o cargo durante 16 anos.
A Procuradora-Geral da República, Beatriz Buchili, ao presidir à cerimónia de posse, destacou a vasta experiência de Adamo no Ministério Público, afirmando que “Glória da Conceição Adamo é Procuradora-Geral Adjunta, com uma carreira sólida na magistratura, o que nos dá a confiança de que exercerá as suas novas funções com grande responsabilidade e profissionalismo”.
Buchili recordou a trajectória profissional da nova directora, que começou em 2002 como Procuradora da República de 1.ª classe na Procuradoria Provincial da República em Maputo. Em 2009, foi nomeada Procuradora-Chefe de Secção na 5.ª Secção Criminal do Tribunal Judicial da Província de Maputo.
Posteriormente, em 2014, assumiu a função de Procuradora-Chefe na Procuradoria da República de Inhambane. Até à sua recente nomeação, dirigia o Departamento Especializado para o Controlo da Legalidade e liderava a Comissão de Recepção e Verificação das Declarações de Bens na Procuradoria-Geral da República.
Durante o seu discurso, a Procuradora-Geral sublinhou que a corrupção continua a ser um dos principais desafios enfrentados pela sociedade moçambicana. “A corrupção enfraquece o Estado de Direito, desvia recursos essenciais e compromete a confiança da população nas instituições e nos líderes. Dada a gravidade desta questão, em 2002 foi criada a Unidade de Anticorrupção, e em 2004, o Gabinete Central de Combate à Corrupção, reforçando o Ministério Público com mecanismos mais robustos para enfrentar este problema de forma eficaz”, explicou Buchili.
A Procuradora-Geral desafiou Glória Adamo a intensificar as acções do GCCC e a promover uma cultura de integridade na gestão pública, reforçando a parceria com instituições como a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), o Centro de Integridade Pública (CIP), auditores, contabilistas e outros sectores da sociedade.
O objectivo é claro: fortalecer a eficácia do combate à corrupção e consolidar o Estado de Direito em Moçambique, promovendo uma administração pública mais ética e transparente.
Donald Trump, ex-presidente dos EUA e candidato republicano nas eleições de Novembro, acusou o Presidente Joe Biden e a vice-presidente Kamala Harris pela alegada tentativa de assassinato que sofreu no passado domingo.
Trump fez estas declarações à cadeia televisiva Fox News, afirmando que o suspeito do atentado “segue a retórica de Biden e Harris e agiu em conformidade”.
“Devido à retórica deles, fui alvo de um tiro, quando sou eu quem vai salvar o país”, declarou Trump, referindo-se ao incidente ocorrido enquanto jogava golfe. O ex-presidente, conhecido por sua retórica política inflamável, comparou esta situação ao primeiro atentado que sofreu há pouco mais de um mês durante um comício na Pensilvânia.
Trump criticou a linguagem usada por Biden e Harris, acusando-os de serem responsáveis pela violência. “Eles usam uma linguagem altamente inflamatória”, disse Trump à Fox News Digital. “Eu também poderia usar essa linguagem – muito melhor do que eles – mas escolho não fazê-lo”, acrescentou o candidato republicano.
A Casa Branca reagiu a uma mensagem postada no domingo na rede social X pelo empresário Elon Musk, que alegava que “ninguém está sequer a tentar assassinar Biden/Kamala”. O porta-voz da Casa Branca, Andrew Bates, condenou a violência e afirmou que esta não deve ser encorajada nem alvo de piadas. Musk apagou o comentário no mesmo dia e justificou-se dizendo: “Bem, uma lição que aprendi é que só porque digo algo a um grupo e eles se riem, não significa que seja tão hilariante como uma publicação na rede X.”
O FBI confirmou que Donald Trump foi alvo de uma tentativa de assassinato no seu clube de golfe em West Palm Beach, na Flórida, no domingo. O atentado ocorreu apenas nove semanas após outro incidente, em que Trump foi atingido de raspão na orelha por uma bala disparada durante um comício na Pensilvânia.
O suspeito do atentado, que se havia dado à fuga, foi posteriormente detido e indiciado por posse ilegal de arma e posse de arma com número de série apagado.
O presidente da Bolívia, Luis Arce, acusou o seu antecessor, Evo Morales, de orquestrar um plano para desestabilizar o governo e forçar a sua candidatura à presidência, “por bem ou por mal”, nas eleições de 2025.
Esta grave acusação foi feita num discurso transmitido no dia 16 de Setembro, onde Arce criticou abertamente as acções recentes de Morales.
A tensão entre ambos cresceu nos últimos dias, quando Morales convocou protestos em resposta à escassez de combustíveis no país. Arce, no entanto, sugeriu que essas manifestações tinham motivações políticas. “Vocês começam com uma marcha, depois com um bloqueio nacional de estradas, mas não o fazem pela vida, pela democracia ou pela economia, todos sabemos disso”, afirmou o presidente. “O verdadeiro motivo é a sua candidatura, que quer impor ao país, por bem ou por mal.”
A crise política entre os dois líderes é profunda. Arce, que anteriormente foi aliado de Morales e ocupou o cargo de ministro das Finanças durante o seu governo, vê agora o antigo líder como uma ameaça à estabilidade nacional.
O presidente acusou Morales de tentar encurtar o seu mandato para que novas eleições sejam realizadas antes do previsto, num esforço de retomar o poder.
Evo Morales, que governou a Bolívia por três mandatos consecutivos entre 2006 e 2019, tem estado em conflito com Arce desde que divergências internas no partido Movimento ao Socialismo (MAS) começaram a emergir. Em 2023, Arce foi expulso do partido por não comparecer ao congresso que nomeou Morales como candidato nas primárias para as eleições de 2025.
O ex-presidente, no entanto, enfrenta obstáculos significativos para voltar ao poder. Ainda em 2023, o Tribunal Constitucional Plurinacional da Bolívia (TCP) inabilitou Morales de concorrer à presidência, criando mais uma barreira legal ao seu retorno ao cargo máximo da nação.
Este conflito interno no MAS tem levantado preocupações sobre a estabilidade política do país, que já passou por várias tentativas de golpe nos últimos cinco anos.
Na segunda-feira, na Cidade da Beira, o partido Renamo acusou a Comissão Nacional de Eleições (CNE) de estar a violar a legislação eleitoral em relação às urnas que serão usadas nas eleições de Outubro próximo.
A acusação surge após a Renamo alegar que a CNE está a preparar-se para utilizar urnas antigas com ranhuras que permitem a introdução de múltiplos boletins de voto de uma só vez, contrariando a nova lei eleitoral.
Fernando Mazanga, representante da Renamo na Comissão Nacional de Eleições e vice-presidente do órgão, expressou a preocupação do partido com a alegada infracção.
Segundo Mazanga, a nova legislação exige que as urnas sejam transparentes e possuam uma ranhura que permita a inserção de apenas um boletim de voto por eleitor.
Segundo o STAE (Secretariado Técnico de Administração Eleitoral), não há tempo nem recursos suficientes para realizar as alterações necessárias.
Aproximadamente 15 mil urnas já foram adquiridas e estão em processo de desalfandegamento em Moçambique, juntando-se às 64 mil urnas remanescentes do processo eleitoral anterior.
Para a Renamo, a CNE demonstra falta de vontade em resolver o problema. O partido argumenta que, apesar da proximidade das eleições, há ainda soluções possíveis.
A Renamo anunciou que, ainda esta semana, irá submeter um recurso ao Conselho Constitucional para garantir que a legalidade seja restaurada, exigindo que as urnas utilizadas em Outubro possuam a ranhura que permita apenas a introdução de um único boletim de voto por eleitor, com o objectivo de prevenir abusos.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) no distrito de Muanza, província de Sofala, prendeu um homem de 23 anos, acusado de ter desferido um violento ataque com uma catana contra as suas duas irmãs, sob a alegação de que estas praticavam feitiçaria.
As vítimas, de 46 e 61 anos, sofreram ferimentos graves e encontram-se actualmente internadas no Hospital Central da Beira, onde recebem cuidados intensivos.
Segundo o porta-voz do Comando Provincial da PRM em Sofala, Dércio Chacate, o agressor não se limitou a atacar as suas irmãs na região da cabeça, mas também incendiou as suas residências após o ataque. A brutalidade do ato chocou a comunidade local, que agora acompanha o desenrolar das investigações.
As autoridades detiveram o suspeito pouco depois do incidente, e ele permanece sob custódia enquanto se apura a motivação exacta do crime. O caso levanta preocupações sobre a crença em práticas de feitiçaria, ainda presentes em algumas zonas rurais do país, que frequentemente resultam em actos de violência e tragédias familiares.
A Polícia continua a apelar à população para recorrer às autoridades em casos de suspeitas ou conflitos, evitando comportamentos violentos e resoluções extrajudiciais que, como neste caso, podem ter consequências devastadoras.
A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Especialista em Reformas Políticas e Institucionais – PIR (Transportes). Saiba mais.
A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Director de Agregação da Agricultura Comercial e Gestão de Subvenções. Saiba mais.
A Associação Comité para a Saúde de Moçambique (CSM), no âmbito do Projecto FORTE, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Dados e de Sistemas. Saiba mais.
A Associação Comité para a Saúde de Moçambique (CSM), no âmbito do Projecto FORTE, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor de Pesquisas. Saiba mais.
A Associação Comité para a Saúde de Moçambique (CSM), no âmbito do Projecto FORTE, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Oficiais de Monitoria, Avaliação e Aprendizagem (MAA). Saiba mais.
A Johanniter International Assistance (JIA) pretende recrutar dois (2) Planning, Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (PMEAL) Officer. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Embaixadoras da Juventude. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Sénior de Monitoria e Avaliação-OVC. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Oficial Sénior de Monitoria e Avaliação – DREAMS. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Recursos Humanos. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista Técnico/a de Educação em Emergência e Escolas Seguras. Saiba mais.
Os supermercados poderão em breve comercializar medicamentos previamente aprovados pela Autoridade Nacional Reguladora de Medicamentos (ANARME), alargando o acesso a produtos farmacêuticos fora do circuito tradicional de farmácias.
Esta medida permitirá que determinados fármacos, cuja administração não exige consulta a um profissional de saúde, possam ser adquiridos nestes estabelecimentos.
Segundo o porta-voz da ANARME, Cassiano João, que também exerce funções como chefe do Departamento Central de Avaliação de Produtos de Saúde, esta iniciativa visa facilitar o acesso a medicamentos que apresentam menor risco para a saúde pública.
Em entrevista ao jornal Notícias, João explicou que a legislação actual permite a comercialização de medicamentos apenas em farmácias comunitárias e no sector público. No entanto, há uma abertura legal para a criação de uma lista específica de fármacos que possam ser vendidos em estabelecimentos comerciais, como supermercados.
“Desenvolvemos actualmente uma lista de medicamentos que poderão ser disponibilizados para venda em locais comerciais, com base na sua segurança de uso. São produtos que não requerem a intervenção de um profissional de saúde para a sua administração, garantindo assim uma preocupação mínima quanto à sua utilização”, afirmou Cassiano João.
Esta declaração foi feita no contexto de uma campanha de fiscalização, realizada pela ANARME, que tem como objectivo combater a venda irregular de medicamentos em locais impróprios.
A operação, efectuada na cidade e província de Maputo, resultou na apreensão de medicamentos avaliados em cerca de três milhões de meticais, entre Abril e o momento actual. A fiscalização incidiu sobre 13 estabelecimentos, incluindo supermercados e mercados informais, que comercializavam medicamentos sem a devida autorização.
A ANARME continua a trabalhar para regulamentar a venda de produtos farmacêuticos e assegurar que sejam oferecidos em condições adequadas, protegendo a saúde dos consumidores.
As operações de busca continuam na praia de Xai-Xai, na província de Gaza, com o objectivo de recuperar o corpo de um estudante de 17 anos, que se presume ter se afogado há mais de uma semana.
A informação foi divulgada esta tarde pelo Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP) de Gaza.
Segundo o SENSAP, o jovem nadava na referida praia quando foi aparentemente arrastado pelas ondas do mar. Desde então, as equipas de resgate têm intensificado os esforços na procura, enfrentando condições adversas e desafios significativos.
As autoridades continuam empenhadas em encontrar o corpo, proporcionando apoio às famílias e reforçando as medidas de segurança nas praias da região.
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