Internacional Presidente da Bolívia acusa Evo Morales de conspirar para golpe de Estado

Presidente da Bolívia acusa Evo Morales de conspirar para golpe de Estado

O presidente da Bolívia, Luis Arce, acusou o seu antecessor, Evo Morales, de orquestrar um plano para desestabilizar o governo e forçar a sua candidatura à presidência, “por bem ou por mal”, nas eleições de 2025. 

Esta grave acusação foi feita num discurso transmitido no dia 16 de Setembro, onde Arce criticou abertamente as acções recentes de Morales.

A tensão entre ambos cresceu nos últimos dias, quando Morales convocou protestos em resposta à escassez de combustíveis no país. Arce, no entanto, sugeriu que essas manifestações tinham motivações políticas. “Vocês começam com uma marcha, depois com um bloqueio nacional de estradas, mas não o fazem pela vida, pela democracia ou pela economia, todos sabemos disso”, afirmou o presidente. “O verdadeiro motivo é a sua candidatura, que quer impor ao país, por bem ou por mal.”

A crise política entre os dois líderes é profunda. Arce, que anteriormente foi aliado de Morales e ocupou o cargo de ministro das Finanças durante o seu governo, vê agora o antigo líder como uma ameaça à estabilidade nacional.

Recomendado para si:  Nove moçambicanos recuperam após inalação de gás tóxico em Portugal

O presidente acusou Morales de tentar encurtar o seu mandato para que novas eleições sejam realizadas antes do previsto, num esforço de retomar o poder.

Evo Morales, que governou a Bolívia por três mandatos consecutivos entre 2006 e 2019, tem estado em conflito com Arce desde que divergências internas no partido Movimento ao Socialismo (MAS) começaram a emergir. Em 2023, Arce foi expulso do partido por não comparecer ao congresso que nomeou Morales como candidato nas primárias para as eleições de 2025.

O ex-presidente, no entanto, enfrenta obstáculos significativos para voltar ao poder. Ainda em 2023, o Tribunal Constitucional Plurinacional da Bolívia (TCP) inabilitou Morales de concorrer à presidência, criando mais uma barreira legal ao seu retorno ao cargo máximo da nação.

Este conflito interno no MAS tem levantado preocupações sobre a estabilidade política do país, que já passou por várias tentativas de golpe nos últimos cinco anos.

Destaques da semana