Sociedade Glória Adamo assume a liderança do Gabinete Central de Combate à Corrupção

Glória Adamo assume a liderança do Gabinete Central de Combate à Corrupção

Glória da Conceição Adamo foi empossada na segunda-feira, em Maputo, como nova directora do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), sucedendo a Ana Maria Gemo Bié, que ocupou o cargo durante 16 anos.

A Procuradora-Geral da República, Beatriz Buchili, ao presidir à cerimónia de posse, destacou a vasta experiência de Adamo no Ministério Público, afirmando que “Glória da Conceição Adamo é Procuradora-Geral Adjunta, com uma carreira sólida na magistratura, o que nos dá a confiança de que exercerá as suas novas funções com grande responsabilidade e profissionalismo”.

Buchili recordou a trajectória profissional da nova directora, que começou em 2002 como Procuradora da República de 1.ª classe na Procuradoria Provincial da República em Maputo. Em 2009, foi nomeada Procuradora-Chefe de Secção na 5.ª Secção Criminal do Tribunal Judicial da Província de Maputo.

Posteriormente, em 2014, assumiu a função de Procuradora-Chefe na Procuradoria da República de Inhambane. Até à sua recente nomeação, dirigia o Departamento Especializado para o Controlo da Legalidade e liderava a Comissão de Recepção e Verificação das Declarações de Bens na Procuradoria-Geral da República.

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Durante o seu discurso, a Procuradora-Geral sublinhou que a corrupção continua a ser um dos principais desafios enfrentados pela sociedade moçambicana. “A corrupção enfraquece o Estado de Direito, desvia recursos essenciais e compromete a confiança da população nas instituições e nos líderes. Dada a gravidade desta questão, em 2002 foi criada a Unidade de Anticorrupção, e em 2004, o Gabinete Central de Combate à Corrupção, reforçando o Ministério Público com mecanismos mais robustos para enfrentar este problema de forma eficaz”, explicou Buchili.

A Procuradora-Geral desafiou Glória Adamo a intensificar as acções do GCCC e a promover uma cultura de integridade na gestão pública, reforçando a parceria com instituições como a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), o Centro de Integridade Pública (CIP), auditores, contabilistas e outros sectores da sociedade.

O objectivo é claro: fortalecer a eficácia do combate à corrupção e consolidar o Estado de Direito em Moçambique, promovendo uma administração pública mais ética e transparente.

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