O Serviço Secreto dos Estados Unidos prendeu um homem armado que se encontrava escondido entre arbustos nas proximidades do campo de golfe onde o ex-presidente e atual candidato presidencial, Donald Trump, jogava este domingo, em West Palm Beach, na Flórida.
A detenção ocorreu após agentes do Serviço Secreto norte-americano terem disparado tiros nas imediações do campo, como resposta à presença do suspeito armado, identificado como Ryan Wesley Routh, de 58 anos. Routh é acusado de planear uma segunda tentativa de homicídio contra Donald Trump, após um incidente anterior em Julho deste ano.
Na sequência do ocorrido, Donald Trump foi retirado com segurança do local, que fica próximo da sua residência em Mar-a-Lago, e o campo de golfe foi imediatamente encerrado para investigação. Até ao momento, as autoridades continuam a apurar detalhes sobre as intenções do suspeito e o possível alcance da ameaça.
Após o incidente, Donald Trump reagiu publicamente, enviando um email aos seus doadores de campanha republicanos, no qual expressou a sua gratidão pela segurança garantida e reforçou a sua determinação em seguir com a campanha. “A minha determinação só se fortaleceu depois de mais uma tentativa contra a minha vida. Estou seguro, estou bem, e ninguém se feriu. Graças a Deus! Mas há pessoas que farão de tudo para nos parar. Nada me vai deter. Nunca vou desistir”, afirmou no email.
Este episódio surge poucos meses após o incidente de 13 de Julho, quando Donald Trump foi atingido por um disparo durante um comício na Pensilvânia, que o feriu na orelha. O caso ainda não foi totalmente esclarecido pelas autoridades.
A Procuradora-Geral da República de Moçambique, Beatriz Buchili, alertou que a corrupção não deve ser normalizada, uma vez que este crime também alimenta práticas ilícitas como o terrorismo e o branqueamento de capitais.
“Não podemos permitir que a nossa sociedade normalize actos de corrupção que contribuem para o crime organizado, como o terrorismo e seu financiamento, branqueamento de capitais, imigração ilegal, rapto, e tráfico de pessoas e de drogas”, afirmou Beatriz Buchili.
A Procuradora-Geral fez estas declarações durante a cerimónia de tomada de posse da nova Directora do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), Glória da Conceição Adamo, ocorrida hoje em Maputo.
Desde Outubro de 2017, a província de Cabo Delgado, rica em gás, tem sido palco de uma insurreição armada com ataques reivindicados por grupos associados ao extremista Estado Islâmico. O último grande ataque ocorreu entre 10 e 11 de Maio, na sede distrital de Macomia, onde cerca de uma centena de insurgentes saquearam a vila, resultando em várias mortes e intensos combates com as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique e com militares ruandeses que prestam apoio ao país na luta contra os rebeldes.
Beatriz Buchili sublinhou que a falta de integridade por parte dos servidores públicos contribui para a delapidação dos recursos naturais do país e desvia fundos essenciais para a criação de condições de acesso aos serviços básicos pelos cidadãos.
“A corrupção é um dos maiores desafios que enfrentamos enquanto sociedade. Este mal corrói a essência do Estado de Direito, desvia recursos que poderiam ser utilizados em serviços essenciais e mina a confiança da população nos líderes e nas instituições”, declarou.
A Procuradora-Geral defendeu a necessidade de uma nova abordagem no combate à corrupção e aos crimes associados, como parte da estratégia da Procuradoria-Geral da República.
“O Ministério Público aprovou um Plano Estratégico com eixos prioritários que refletem a nossa determinação em enfrentar este flagelo. Este plano está alinhado não só com as directrizes da Administração Pública, mas também com as convenções internacionais das quais o nosso país é signatário, reforçando o nosso compromisso com a adopção das melhores práticas globais no combate à corrupção”, afirmou.
Buchili descreveu a corrupção como “um crime que transcende fronteiras, exigindo uma cooperação internacional sólida e eficaz”.
Glória da Conceição Adamo, que era Procuradora-Geral Adjunta, substitui Ana Gemo no cargo de Directora do GCCC. Ana Gemo esteve à frente do GCCC durante 16 anos.
O GCCC anunciou, em Agosto, que recuperou, nos últimos seis meses, bens avaliados em cerca de 128 milhões de meticais (quase dois milhões de euros) relacionados com casos de corrupção.
“O trabalho processual mencionado resulta da intervenção oficiosa do Ministério Público, das denúncias recebidas, e da colaboração com várias instituições públicas e privadas na apresentação de informações relevantes”, declarou o porta-voz do GCCC, Romualdo Johnam, durante uma conferência de imprensa para balanço das actividades do primeiro semestre deste ano, em Maputo.
No total, o Ministério Público recuperou no primeiro semestre deste ano seis imóveis, avaliados em pouco mais de 126 milhões de meticais (1,8 milhões de euros), e um veículo, avaliado em 1,3 milhões de meticais (18 mil euros), num período em que tramitou 1.328 processos.
O armazém de electrodomésticos destruído por um incêndio na Avenida do Trabalho, em Maputo, operava de forma clandestina, de acordo com informações divulgadas pelo Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP).
As autoridades revelaram ainda que o incêndio ocorrido recentemente na Ponte Maputo-KaTembe, envolvendo um camião, teve origem num curto-circuito.
Na manhã de 6 de Setembro, dois armazéns de electrodomésticos, localizados na mesma avenida, foram consumidos pelas chamas. Segundo o SENSAP, estes armazéns pertenciam a cidadãos de nacionalidade paquistanesa e não estavam legalmente estabelecidos.
“Estes armazéns já tinham sido alvo de uma tentativa de inspecção por parte do SENSAP, mas os proprietários não permitiram a fiscalização completa. Apenas abriram as portas da frente, onde funciona uma loja, fazendo parecer que os armazéns estavam desactivados e não operacionais”, explicou Leonildo Pelembe, porta-voz do Serviço Nacional de Salvação Pública.
A falta de condições adequadas de armazenamento foi apontada como um dos factores que agravou a intensidade do incêndio.
Segundo Pelembe, o espaço não cumpria as normas básicas de segurança, o que contribuiu para a rápida propagação das chamas.
“O armazém estava completamente isolado de qualquer sistema de ventilação natural ou refrigeração. Além disso, o material era armazenado sem o uso de paletes e sem o distanciamento adequado de 1,5 metros entre os itens, o que não só compromete a segurança do armazenamento, mas também a circulação dos funcionários. Essas condições não estavam presentes”, detalhou o porta-voz.
Ainda na capital moçambicana, um outro incêndio foi registado numa cave do Hotel Avenida, localizado na Avenida Julius Nyerere. O SENSAP foi chamado ao local, onde conseguiu conter o incêndio e evacuar os hóspedes que se encontravam em áreas de risco. “Felizmente, não houve vítimas humanas, mas registaram-se danos materiais significativos”, afirmou Leonildo Pelembe.
Em relação ao camião que incendiou na Ponte Maputo-KaTembe, Pelembe esclareceu que o incidente foi causado por um curto-circuito no veículo.
O porta-voz do SENSAP expressou preocupação com a possibilidade de um aumento de incêndios nos próximos meses, devido às elevadas temperaturas previstas para a época. Nesse sentido, apelou à população para adoptar medidas preventivas, como a disponibilização de extintores em locais de fácil acesso.
Pelo menos 13 pessoas morreram no oeste do Chade devido a um ataque atribuído ao grupo extremista islâmico nigeriano Boko Haram.
O ataque visou um acampamento de pastores de gado na cidade de Bol, a capital da região do Lago Chade, situada na fronteira com Camarões, Níger e Nigéria.
Segundo informações, o ataque ocorreu de madrugada, quando os agressores chegaram em canoas e abriram fogo contra o acampamento dos pastores situado à margem do rio. A violência resultou na morte de 13 pessoas, incluindo quatro mulheres e três crianças. Além das vítimas, houve cinco pessoas feridas transportadas para tratamento hospitalar.
O comissário da polícia local, Mahamat Zen, revelou à agência EFE que as forças de segurança chegaram ao local após o ataque ter terminado e não conseguiram localizar os agressores. “A operação decorreu muito rapidamente, e as nossas forças enviadas para a zona não conseguiram encontrar os atacantes”, explicou Zen. Ele acrescentou que a polícia encontrou 13 cadáveres e reforçará a segurança na região.
Moussa Haroun, um comerciante de Bol, confirmou o ataque, referindo que os assaltantes também roubaram dinheiro e alimentos do acampamento. “Vivemos aqui com medo”, afirmou Haroun.
O Lago Chade, que faz fronteira com o Chade, Níger, Camarões e Nigéria, é uma vasta extensão de água com várias ilhotas que servem de esconderijo para grupos armados como o Boko Haram e o Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP).
Estes grupos extremistas procuram estabelecer um Estado islâmico na Nigéria, uma nação com uma população maioritariamente muçulmana no norte e cristã no sul.
Desde o início do seu conflito, o Boko Haram e o ISWAP já provocaram mais de 35.000 mortes e deslocaram cerca de 2,7 milhões de pessoas, principalmente na Nigéria, mas também em países vizinhos como Camarões, Chade e Níger.
Em Junho de 2024, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) registou mais de 220 mil deslocados na região do Lago Chade devido aos ataques destes grupos armados.
O número de vítimas mortais resultantes da explosão de um camião-cisterna no Haiti, no sábado, aumentou para 24, após a descoberta de mais corpos carbonizados nas imediações do local do acidente. A informação foi avançada pela Protecção Civil haitiana.
Segundo Emmanuel Pierre, chefe da Protecção Civil do Haiti, os corpos adicionais foram encontrados no final da tarde de sábado, nas proximidades do camião-cisterna que explodiu. A tragédia ocorreu no distrito de Miragoâne, situado no sudoeste do país, quando as vítimas tentavam recolher combustível do veículo acidentado, conforme relataram testemunhas à agência de notícias France-Presse.
Além dos mortos, cerca de 40 pessoas ficaram feridas, sendo que metade dos feridos apresenta lesões graves, de acordo com informações das autoridades.
Miragoâne, uma cidade portuária a aproximadamente 100 quilómetros da capital, Porto Príncipe, encontra-se numa das regiões deste país caribenho profundamente afectado pela pobreza e onde grande parte do território é controlada por grupos armados.
Após o desastre, o primeiro-ministro interino do Haiti, Garry Conille, convocou uma reunião de emergência para avaliar a situação e coordenar a resposta à tragédia, informou Emmanuel Pierre.
Este tipo de acidentes não é inédito no Haiti. Em Dezembro de 2021, uma explosão semelhante envolvendo um camião-cisterna no norte do país causou a morte de pelo menos 90 pessoas e deixou quase 50 feridos graves, destacando a gravidade deste tipo de ocorrências no país.
A Igreja Católica em França admitiu que vários bispos estavam cientes dos abusos sexuais cometidos pelo padre Abbé Pierre, figura carismática e fundadora da instituição de caridade Emmaus, já desde 1955.
A revelação foi feita pelo presidente da Conferência Episcopal Francesa, Eric Moulins-Beaufort, num artigo publicado no jornal “Le Monde”, três dias após o Papa Francisco ter abordado o caso.
Eric Moulins-Beaufort explicou que entre 1955 e 1957, bispos tomaram conhecimento do “comportamento grave” de Abbé Pierre em relação a mulheres, e procuraram responder impondo-lhe medidas como uma “cura psiquiátrica” e a presença de um adjunto para o supervisionar. No entanto, o padre conseguiu contornar essas vigilâncias, o que levantou críticas quanto à eficácia e adequação das medidas tomadas.
O arcebispo de Reims reconheceu que as respostas da Igreja podem ser vistas como insuficientes, mas destacou que, para a época, representavam uma reacção significativa, tanto no contexto da Igreja quanto da sociedade em geral. Ele também reconheceu que as medidas foram mantidas em segredo, algo que hoje seria amplamente criticado.
De acordo com Moulins-Beaufort, dentro de certos círculos ligados a Emmaus, era sabido que Abbé Pierre representava um perigo para as mulheres que se aproximavam dele, mas essa informação não foi divulgada ao público. Mesmo após a morte do padre em 2007, as biografias e filmes dedicados à sua vida nunca abordaram as alegações de abuso sexual, o que, segundo o arcebispo, é um tema que merece reflexão.
O Papa Francisco, por sua vez, elogiou o facto de os casos de abuso sexual, incluindo os cometidos por Abbé Pierre, estarem a vir à tona. O pontífice sublinhou a importância de denunciar estes casos, afirmando que tais actos são “demoníacos” e destroem a dignidade humana. Francisco enfatizou a necessidade de uma maior transparência na Igreja e na sociedade em geral para garantir que os crimes de abuso sejam enfrentados de forma adequada.
Moulins-Beaufort também anunciou que os arquivos da Igreja relativos a Abbé Pierre foram abertos, permitindo que as vítimas possam finalmente partilhar as suas histórias com a certeza de que serão ouvidas e acompanhadas. Para o arcebispo, este passo representa um avanço social significativo na forma como a Igreja e a sociedade lidam com o abuso sexual.
A decisão de levantar o sigilo dos arquivos relacionados a Abbé Pierre demonstra um compromisso renovado da Igreja Católica em lidar com o passado e reconhecer os erros cometidos, oferecendo finalmente justiça e apoio às vítimas.
O Governo de Moçambique tem uma dívida pendente de 3,3 mil milhões de Meticais referentes ao pagamento de horas extraordinárias devidas aos professores.
A informação foi revelada pelo primeiro-ministro, Adriano Maleiane, durante uma intervenção pública, onde explicou que esta dívida se refere aos últimos dois anos.
Segundo Maleiane, o processo de regularização está em andamento e as instituições de ensino, bem como os professores com direito a este pagamento, já foram informados do plano de quitação. “O pagamento está a ser efectuado segundo o programa estabelecido. Como é de conhecimento geral, o processo passa primeiro por uma inspecção, e só após a sua conclusão é que se avança para o pagamento. Estamos a trabalhar para garantir que este problema seja resolvido o mais rapidamente possível”, afirmou o primeiro-ministro.
Em relação ao atraso no pagamento dos salários dos professores recém-contratados, Maleiane sugeriu que a causa provável seja a burocracia nos procedimentos administrativos. “Quem trabalha tem de ser pago, e no caso específico destes professores, ainda não tenho informações concretas. Contudo, acredito que o problema se prenda apenas com questões burocráticas, uma vez que, conforme o acompanhamento que tenho feito, o pagamento dos salários está a decorrer dentro da normalidade. Portanto, não sei se se trata de um caso isolado, mas em relação aos salários mensais a que têm direito, não temos qualquer registo de falhas”, explicou.
Apesar de reconhecer a dívida em relação às horas extraordinárias, o primeiro-ministro sublinhou que os vencimentos normais dos professores estão a ser pagos pontualmente.
As declarações de Maleiane foram feitas em resposta a uma questão colocada pelo jornal O País, após a cerimónia de abertura da quarta Conferência Nacional dos Advogados, que está a decorrer na Cidade de Maputo.
O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, declarou recentemente estar disponível para se recandidatar à Presidência do país, caso essa seja a vontade dos seus apoiantes, contradizendo assim o seu discurso da semana passada, quando anunciou que não tinha intenção de concorrer novamente.
Este recuo marca uma reviravolta em relação à sua afirmação anterior, na qual Embaló justificava a decisão de não se recandidatar com os conselhos da sua esposa, alegando que os guineenses mereciam ser liderados por figuras mais “dignas”. Na altura, a sua posição foi interpretada como uma decisão firme e definitiva.
No entanto, durante uma reunião do Conselho Nacional de uma ala do Movimento para a Alternância Democrática (MADEM), realizada este fim-de-semana, o Presidente mudou de tom.
Embaló expressou que está disponível para servir os cidadãos guineenses e enfrentar qualquer ameaça que surja, indicando, assim, a sua abertura para um segundo mandato.
O líder guineense tem recebido o apoio de diversos membros do seu partido, que manifestaram publicamente o desejo de vê-lo continuar à frente do país por mais um mandato. Esse grupo de militantes tem desempenhado um papel crucial na construção do cenário político favorável ao Presidente.
Segundo o analista de política internacional Julião Alar, a mudança de postura de Umaro Sissoco Embaló não é surpreendente. Alar acredita que, apesar de Embaló ter inicialmente anunciado que seguiria o conselho da sua família, já havia sinais claros de que o Presidente estava a preparar-se para continuar no cargo.
O analista sublinhou que a ausência de uma data para as eleições presidenciais é um indício de que o Presidente pretende prolongar a sua estadia no poder, algo que, segundo Alar, reflete uma obsessão com a liderança do país.
Embora a Constituição guineense não impeça Embaló de concorrer a um segundo mandato, o analista alerta para os potenciais riscos à estabilidade do país. Ele destaca o histórico de tensão política e a influência de outras nações da região, que poderiam agravar a situação no caso de uma recandidatura.
Enquanto a data das eleições presidenciais permanece incerta, está confirmada a realização de eleições legislativas para o dia 24 de Novembro. Estas eleições surgem na sequência da dissolução do parlamento por Embaló no final do ano passado, antes mesmo de ter decorrido um ano desde a eleição dos deputados, um ato que viola a Constituição do país.
A antecipação das legislativas vai contra a posição de grande parte dos partidos representados na Assembleia Nacional Popular, que continuam a exigir a reabertura do parlamento e a convocação das eleições presidenciais, em vez de legislativas. Além disso, pedem a eleição de novos dirigentes para a Comissão Nacional de Eleições (CNE) e para o Supremo Tribunal de Justiça.
Assim, o cenário político na Guiné-Bissau mantém-se volátil, com incertezas não apenas sobre o futuro de Embaló, mas também sobre o desenrolar das próximas eleições e o impacto que estas poderão ter na estabilidade do país.
Nos últimos oito meses, quatro pessoas morreram na localidade de Mutarara Velha, situada na vila municipal de Nhamayabwe, no distrito de Mutarara, província de Tete, em resultado de ataques de crocodilos.
As vítimas foram surpreendidas pelos répteis enquanto se aproximavam do rio Zambeze, na tentativa de recolher água para consumo doméstico.
A presença constante de crocodilos na região tem gerado grande preocupação entre os moradores, que dependem do rio como fonte principal de água, expondo-se diariamente a esse risco.
Para mitigar o problema e garantir a segurança da população, Mamani Bunga Vale, Presidente do Conselho Municipal de Nhamayabwe, anunciou que a autarquia já está a implementar a construção de sistemas de captação e abastecimento de água no bairro de Mutarara Velha. Esta iniciativa visa reduzir a necessidade dos habitantes de se dirigirem ao rio, diminuindo assim o número de confrontos com os perigosos animais.
O plano de fornecimento de água potável será uma solução essencial para a comunidade, que há muito tempo enfrenta dificuldades no acesso a este recurso vital de forma segura.
A autarquia espera que, com a conclusão das obras, o risco de ataques por crocodilos seja significativamente reduzido, protegendo assim as vidas dos residentes.
Três indivíduos foram detidos na passada sexta-feira pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) no distrito de Nicoadala, província da Zambézia, acusados de envolvimento em actividades de caça furtiva.
A operação foi realizada quando os suspeitos foram apanhados em flagrante a tentar vender um pangolim, exigindo pelo animal a quantia de cem mil meticais.
Maximimo Amílcar, chefe do Departamento de Relações Públicas do SERNIC, confirmou o incidente ao jornal Notícias, revelando que os detidos encontram-se agora sob custódia nas celas do Comando Distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nicoadala.
Os três acusados aguardarão por uma audiência perante o juiz de instrução, que irá decidir sobre a medida de coação a ser aplicada, podendo esta culminar na sua prisão preventiva ou eventual libertação mediante determinadas condições.
O pangolim, um animal protegido por leis de conservação devido ao seu risco de extinção, foi entregue ao Parque Nacional de Gilé, situado na região norte da província da Zambézia, onde receberá o tratamento adequado e será integrado na fauna local.
Este incidente representa o segundo caso semelhante registado na província num curto espaço de tempo. Na semana anterior, um outro grupo foi igualmente detido pela Polícia no distrito de Morrumbala, também em posse de um pangolim.
A caça furtiva continua a ser uma preocupação nas áreas de conservação da Zambézia, com as autoridades a intensificarem os seus esforços para combater este crime.
O Presidente da Federação Moçambicana dos Empreiteiros (FME), Bento Machaila, expressou preocupações sobre a real extensão dos danos na Ponte Maputo-Katembe, classificando-os como “graves”.
Segundo Machaila, a origem do problema pode estar na preparação inadequada do terreno durante a fase inicial da construção, o que teria comprometido a integridade da estrutura.
Essa declaração vai contra a posição oficial da Rede Viária de Moçambique (REVIMO), responsável pela gestão da ponte, que minimiza os danos, afirmando que estes não são significativos. A REVIMO atribui os problemas à combinação de factores climáticos adversos, sem levantar dúvidas sobre a qualidade do trabalho de base na construção.
Bento Machaila, no entanto, levanta suspeitas sobre o processo de preparação do terreno, sugerindo que este possa ter sido feito de forma insuficiente para garantir a estabilidade da ponte a longo prazo.
Além disso, o líder da FME não se limitou a criticar os danos na rampa de acesso à ponte, estendendo suas críticas à gestão e manutenção das infraestruturas sob concessão da REVIMO, apontando para falhas na conservação das vias.
A Ponte Maputo-Katembe, assim como a Estrada Circular de Maputo, estão em operação há aproximadamente seis anos, e os recentes problemas estruturais têm suscitado preocupações tanto entre especialistas da construção civil quanto entre os utilizadores.
Machaila reforça a necessidade de uma análise profunda sobre a manutenção dessas infraestruturas, sugerindo que os danos podem ser mais sérios do que inicialmente comunicado pela concessionária.
Na segunda-feira, na cidade de Chelyabinsk, um estudante russo de 13 anos atacou vários colegas e um professor com um martelo, resultando em pelo menos quatro feridos.
O Comité Investigativo da Rússia confirmou o incidente, afirmando que o jovem causou ferimentos físicos aos seus colegas e ao professor utilizando vários objectos. Esta informação foi divulgada pelo jornal The Moscow Times.
Após o ataque, que está a ser tratado como uma tentativa de homicídio e “negligência”, foi aberta uma investigação criminal. As vítimas foram prontamente hospitalizadas e estão a receber todo o cuidado médico necessário.
Alexei Teksler, governador da região de Chelyabinsk, expressou preocupação com o incidente, questionando como o aluno conseguiu levar um martelo para a escola.
Os meios de comunicação locais informaram que as vítimas incluem pelo menos duas raparigas, um rapaz e um professor. A investigação continua em andamento para determinar as circunstâncias completas do ataque.
O distrito de Massangena, na província de Gaza, enfrenta uma crise alimentar severa devido à ausência de chuvas há mais de oito meses, afectando gravemente as comunidades dos dois postos administrativos da região.
A seca, causada pelo fenómeno El Niño, trouxe consigo não apenas a falta de alimentos, mas também uma grave escassez de água e pasto para os animais.
Nos postos administrativos de Mavue e Sede, as lagoas estão completamente secas, obrigando tanto a população quanto o gado a percorrerem grandes distâncias em busca de água e pasto, numa luta diária pela sobrevivência.
A situação é particularmente crítica, com as famílias a enfrentarem enormes dificuldades para encontrar os recursos básicos necessários à sua subsistência.
Sancho Humbane, administrador do distrito de Massangena, descreveu o cenário como preocupante, sublinhando a severidade da fome e a falta de água e pasto na região.
Segundo Humbane, a falta de chuva tem também contribuído para a diminuição do caudal do rio Save, que normalmente serve como uma alternativa para o abastecimento de água.
A crise em Massangena é um exemplo claro dos efeitos devastadores das mudanças climáticas, e a população local continua a lutar contra as duras condições impostas pela seca prolongada, numa altura em que a assistência externa se torna cada vez mais necessária para aliviar o sofrimento da região.
A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Especialista em Reformas Políticas e Institucionais – PIR (Transportes). Saiba mais.
A Millennium Challenge Account – Moçambique pretende recrutar um (1) Director de Agregação da Agricultura Comercial e Gestão de Subvenções. Saiba mais.
A Associação Comité para a Saúde de Moçambique (CSM), no âmbito do Projecto FORTE, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Dados e de Sistemas. Saiba mais.
A Associação Comité para a Saúde de Moçambique (CSM), no âmbito do Projecto FORTE, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor de Pesquisas. Saiba mais.
A Associação Comité para a Saúde de Moçambique (CSM), no âmbito do Projecto FORTE, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Oficiais de Monitoria, Avaliação e Aprendizagem (MAA). Saiba mais.
A Johanniter International Assistance (JIA) pretende recrutar dois (2) Planning, Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (PMEAL) Officer. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Embaixadoras da Juventude. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Sénior de Monitoria e Avaliação-OVC. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Oficial Sénior de Monitoria e Avaliação – DREAMS. Saiba mais.
A Organização Comunitária para Saúde e Desenvolvimento (OCSIDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Recursos Humanos. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Especialista Técnico/a de Educação em Emergência e Escolas Seguras. Saiba mais.
A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal duas (2) Supervisoras de Fortalecimento Económico. Saiba mais.
Um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) disparou contra um automobilista no distrito de Báruè, província de Manica, após uma tentativa do condutor de evitar o pagamento da portagem de Camuazachenga, na Estrada Nacional nº 7, utilizando vias alternativas.
O incidente ocorreu a cerca de dois quilómetros do posto de portagem de Camuazachenga, na zona do posto administrativo de Nhampassa. O condutor foi baleado à queima-roupa e encontra-se em estado grave, a receber tratamento no hospital distrital de Catandica.
Segundo o testemunho da vítima, o incidente aconteceu enquanto seguia uma viatura modelo D4D, que também tentava escapar ao pagamento da portagem. “Eu seguia uma D4D branca que também fugia dos pagamentos das portagens. Quando percebi, tinha um agente da polícia atrás de mim. Ele abordou-me e pediu-me 200 meticais pela infracção. Quando recusei pagar, senti logo uma bala atingir-me”, relatou a vítima.
O administrador do distrito de Báruè, David Franque, repudiou o comportamento do agente da PRM, enfatizando que a função da polícia é garantir a segurança dos cidadãos, e não extorqui-los ou causar-lhes danos. “Este jovem não está apto para ser um agente da polícia. O que ele fez é próprio de um gatuno. Já foi detido e deverá ser julgado e condenado. Não podemos fechar os olhos ou proteger situações deste tipo”, declarou o administrador, assegurando que o agente será responsabilizado pelo seu ato.
O caso gerou grande revolta na comunidade local, que exige que as autoridades tomem medidas firmes para evitar abusos semelhantes no futuro.
Nos próximos três anos, as cidades de Maputo e Matola irão beneficiar de melhorias significativas na mobilidade urbana, graças à introdução de um novo sistema de transporte público.
O projecto, denominado SIMPUT (Sistema de Transporte Urbano da Área Metropolitana de Maputo), será implementado pelo Conselho Municipal em colaboração com a Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA).
O SIMPUT foi concebido para responder às necessidades de mais de dois milhões e meio de pessoas que dependem diariamente do transporte público. A iniciativa tem como objectivo aumentar a eficiência e a disponibilidade de meios de transporte, aliviando as dificuldades que os residentes enfrentam no seu dia-a-dia.
Durante a apresentação do projecto, o Presidente do Conselho Municipal de Maputo, Rasaque Manhique, afirmou que esta nova solução de mobilidade urbana trará benefícios directos para os cidadãos, ao melhorar substancialmente a oferta de transporte público.
Manhique destacou ainda que o SIMPUT será fundamental para transformar a experiência de transporte nas zonas urbanas.
Por sua vez, Otsuka Kazuki, representante-residente da JICA em Moçambique, sublinhou o impacto positivo do novo sistema no desenvolvimento das áreas urbanas de Maputo e Matola.
Segundo Kazuki, o SIMPUT contribuirá significativamente para a redução do congestionamento nas horas de maior tráfego, facilitando o movimento de pessoas e bens e promovendo um crescimento mais equilibrado da cidade.
Apesar de a primeira fase do projecto estar prevista para ser implementada ao longo dos próximos três anos, a conclusão total do sistema deverá ocorrer dentro de uma década.
O SIMPUT é visto como um passo crucial para o futuro da mobilidade nas duas cidades, posicionando-se como uma solução moderna e sustentável para os desafios crescentes do trânsito e transporte público na região.
Um incêndio de grandes proporções atingiu o armazém de material de manutenção do prestigiado Hotel Avenida, localizado na avenida Julius Nyerere, no centro da cidade de Maputo.
As chamas, que começaram nas primeiras horas do dia, rapidamente tomaram conta do espaço, obrigando à intervenção urgente das autoridades.
O corpo de bombeiros está a trabalhar incansavelmente desde o início do incêndio, numa tentativa de controlar e extinguir o fogo, que ameaça propagar-se.
Apesar da gravidade da situação, não há registo de vítimas, de acordo com informações prestadas por um funcionário do hotel, que se encontra no local a acompanhar as operações de combate ao incêndio.
Como medida de precaução, todos os hóspedes que se encontravam alojados no Hotel Avenida foram prontamente evacuados e transferidos para outra unidade hoteleira nas proximidades, garantindo a sua segurança.
Até ao momento, as causas do incêndio ainda são desconhecidas e as autoridades continuam a investigar o que terá originado o incidente.
A polícia francesa está a investigar o misterioso destino de mais de 40 kg de cocaína descobertos em diversas entregas de bananas a supermercados.
Esta descoberta vem no seguimento de vários carregamentos semelhantes que têm chegado à Europa.
Funcionários de uma cadeia de supermercados em França encontraram entre 40 kg e 50 kg de cocaína escondidos sob as paletes de madeira que transportavam bananas para quatro lojas da rede.
As autoridades estão agora a tentar desvendar como as drogas foram ali parar e, principalmente, quem era o destinatário final do carregamento.
Um porta-voz da cadeia de supermercados, em declarações ao jornal britânico The Guardian, afirmou que a empresa está a colaborar estreitamente com as investigações. “Estamos a trabalhar em colaboração com a polícia para garantir que a investigação decorra sem problemas e que tanto os nossos funcionários como os clientes estejam em segurança”. A empresa recusou-se a fornecer mais detalhes sobre o caso.
Segundo o procurador público de Dijon, na região da Borgonha, foram encontrados cerca de 10 kg de cocaína numa entrega de frutas destinada a uma das lojas da rede. Quantidades entre 10 kg e 12 kg foram também descobertas em outras três lojas.
A polícia acredita que a cocaína tenha origem colombiana, e os detectives estão a investigar a possibilidade de uma rede internacional de tráfico estar envolvida.
Foi detido na cidade da Beira, província de Sofala, um dos principais sócios de um contrabandista chinês, que tem estado a ser procurado pelas autoridades moçambicanas há mais de três anos.
O cidadão chinês é acusado de envolvimento em crimes de branqueamento de capitais, financiamento ao terrorismo, fraude fiscal, falsificação de documentos e crimes ambientais.
A captura ocorreu na residência do indiciado, onde alegadamente se encontrava escondido há já algum tempo. Este indivíduo é considerado o principal cúmplice de um contrabandista chinês que causou um prejuízo ao Estado moçambicano de mais de 826 milhões de meticais.
As investigações sobre este caso remontam a Setembro de 2021, quando as comunidades da região de Muxúngue denunciaram uma actividade ilegal, caracterizada pelo corte, transporte e exportação de madeira em tronco para a China. Com base nessas denúncias, a investigação apontou para este cidadão como um dos principais sócios da empresa envolvida nessas actividades ilícitas. Apesar das acusações, o detido nega qualquer envolvimento nos crimes.
A investigação revelou ainda que o indiciado e o seu sócio chinês eram proprietários de mais de 15 empresas, incluindo uma empresa de segurança privada, criada com o intuito de mascarar as suas actividades ilegais, facilitando a lavagem de dinheiro e a evasão fiscal.
Em finais de 2022, uma das empresas do contrabandista chinês, Panda Segurança, foi encerrada pelo Ministério Público. Na altura, foram também apreendidas 22 armas de fogo, reforçando as suspeitas sobre as actividades ilegais do grupo.
O Zimbabué vai lançar um programa de abate de até mil elefantes no final deste mês com o objectivo de mitigar a fome nas comunidades locais e aliviar a pressão sobre os recursos naturais, devido à seca severa que afecta o país, informou o governo.
O ministro do Ambiente, Clima e Vida Selvagem, Sithembiso Nyoni, explicou à agência de notícias espanhola EFE que “o Zimbabué tem uma população de elefantes superior à que as nossas florestas podem suportar. Estamos em diálogo com a ZimParks (Parques Nacionais e Vida Selvagem do Zimbabué) e com várias comunidades locais sobre esta questão.”
Nyoni acrescentou que o país seguirá o exemplo da Namíbia, que anteriormente implementou um programa semelhante. “Vamos abater elefantes e organizar as comunidades locais para recolherem a carne, a qual será seca e utilizada como alimento proteico para beneficiar as comunidades”, detalhou o ministro.
O abate será realizado de forma legal e visa também descongestionar as áreas naturais do país, que actualmente abriga cerca de 100.000 elefantes. Além disso, espera-se que esta medida ajude a reduzir os conflitos entre seres humanos e animais selvagens.
Este programa representa a segunda iniciativa deste tipo desde a independência do Zimbabué do Reino Unido em 1980, sendo o primeiro ocorrido em 1988.
A decisão do Zimbabué segue uma abordagem semelhante adoptada pela Namíbia, que anunciou, no final de Agosto, a morte de 723 animais, incluindo elefantes, zebras, hipopótamos e búfalos, para aliviar a fome causada pela seca.
As Nações Unidas, no início de Junho, informaram que mais de 30 milhões de pessoas na África Austral estão a sofrer os impactos de uma seca severa provocada pelo fenómeno El Niño, e apelaram por ajuda internacional para combater a insegurança alimentar.
O fenómeno climático resultou em graves défices de precipitação na África Austral, com temperaturas até cinco graus acima da média. Em 2024, a região experimentou o mês de Fevereiro mais seco dos últimos cem anos, com apenas 20% da precipitação normal esperada para o período.
Mesmo antes da seca, os níveis de insegurança alimentar e as necessidades humanitárias eram elevados devido aos desafios socioeconómicos, aos preços altos dos alimentos e às consequências agravadas pela crise climática.
Além do Zimbabué, outros países da região, como Angola, África do Sul, Moçambique, Namíbia, Malawi e Zâmbia, enfrentam os impactos da seca, com quatro destes países a declarar estado de emergência.
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