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Quinta-feira, Setembro 10, 2026
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Gigantesco incêndio em fábrica de disfarces de Carnaval no Rio de Janeiro deixa nove feridos

Pelo menos nove pessoas ficaram gravemente feridas num incêndio devastador que consumiu uma das maiores fábricas de disfarces de Carnaval na cidade do Rio de Janeiro. 

O incidente iniciou por volta das 7h40, hora local, e, até às 9h00, hora em que os bombeiros ainda se encontravam a realizar buscas por possíveis vítimas dentro da fábrica, a situação continuava crítica, com o fogo ainda a arder.

Estimativas indicam que cerca de 100 pessoas se encontravam na fábrica, Maximus Confecções, no momento em que o incêndio começou, sendo que aproximadamente 30 delas dormiam, uma vez que a instalação opera 24 horas por dia para atender à demanda crescente das festividades de Carnaval. O fogo irrompeu no rés-do-chão, dificultando a evacuação e levando os trabalhadores a enfrentar momentos de pânico até à chegada dos bombeiros.

A precariedade da segurança nas janelas, fortemente gradeadas devido à violência que caracteriza a cidade, complicou ainda mais as operações de resgate. Muitos trabalhadores, desesperados por ar, gritavam por socorro enquanto eram consumidos pelas chamas e pela densa fumaça que tomava conta da indústria, localizada na Rua Roberto Silva, no bairro de Ramos, zona norte do Rio.

Os bombeiros enfrentaram dificuldades adicionais, pois as ruas estreitas impediram a entrada de grandes veículos de combate a incêndios. Assim, foram obrigados a recorrer a escadas portáteis para alcançar as janelas, serrando as grades para resgatar as vítimas. Várias edificações nas proximidades, incluindo uma escola e um condomínio residencial, foram evacuadas devido à propagação do incêndio.

Arizona: Acidente com jacto executivo causa um morto e quatro feridos

Um trágico acidente aéreo ocorreu na segunda-feira, resultando na morte de uma pessoa e ferimentos em outras quatro. O incidente envolveu um jacto executivo Learjet 35A que saiu da pista durante o pouso em um aeroporto no Arizona.

Segundo informações das autoridades locais, a aeronave, que chegava de Austin, Texas, colidiu com um Gulfstream 200 que estava estacionado. O problema no trem de pouso principal esquerdo do Learjet teria sido a causa do acidente, levando a uma saída descontrolada da pista.

Das cinco vítimas, uma pessoa ainda não identificada perdeu a vida, enquanto duas pessoas estão em estado crítico e outra apresenta ferimentos, mas sem risco de morte. A quinta vítima estava no Gulfstream estacionado e optou por não receber assistência médica.

O jacto Learjet pertence a Vince Neil, vocalista da famosa banda de glam rock Mötley Crüe. Embora o músico não estivesse a bordo no momento do acidente, sua esposa, Rain Hannah, juntamente com seus dois cães e uma amiga, estavam a bordo e saíram do incidente sem ferimentos significativos.

Niassa: PRM detém suspeito de assalto a acampamento de fiscais florestais

A Polícia da República de Moçambique (PRM) no Niassa anunciou a detenção de um dos três indivíduos envolvidos num assalto a um acampamento de fiscais florestais, ocorrido na semana passada na região de Luambala, no distrito de Majune.

Os assaltantes conseguiram apoderar-se de diversos bens, avaliados em mais de cento e vinte e oito mil meticais, além de uma arma de fogo do tipo caçadeira, acompanhada por três munições. O porta-voz do Comando Provincial da PRM, Nelson de Sousa, confirmou a detenção e garantiu que as autoridades policiais estão a continuar a sua busca pelos outros dois indivíduos envolvidos no crime.

“A força está no terreno no sentido de aferir e saber onde a arma se encontra, juntamente com os meliantes”, afirmou Nelson de Sousa, sublinhando o empenho da PRM em fazer justiça e restabelecer a ordem na região.

Adicionalmente, a Polícia também revelou que, ainda no distrito de Majune, três indivíduos foram detidos por suspeita de prática de caça furtiva, reforçando assim o combate a actividades ilegais que ameaçam a conservação ambiental e a segurança da população local.

19 dos 220 presos fugitivos são detidos após evacuação em Gorongosa

A Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Sofala, confirmou a detenção de 19 dos 220 reclusos libertados durante uma manifestação na vila de Gorongosa, ocorrida no dia 3 de Fevereiro, data em que se celebravam os heróis moçambicanos. 

Além disso, sete manifestantes foram também detidos por incitação à violência e destruição de bens públicos.

A manifestação, que envolveu principalmente garimpeiros e moto-taxistas locais, resultou em actos de vandalismo e na libertação de um número significativo de reclusos que se encontravam sob custódia no comando distrital da polícia. Em resposta, as autoridades policiais informaram que, uma semana após os acontecimentos, conseguiram recapturar 19 dos reclusos que haviam sido soltos ilegalmente.

Dércio Chacate, porta-voz da PRM em Sofala, destacou que a situação na vila de Gorongosa está agora controlada. “Do trabalho desencadeado, 19 reclusos foram recapturados e sete contestatários detidos por incitarem estas manifestações violentas”, afirmou Chacate.

Além da recaptura dos reclusos, a PRM está a implementar uma campanha de sensibilização, apelando à população para denunciar os responsáveis por esses actos. “Este é o nosso foco. Vamos continuar a trabalhar para recapturar os outros indivíduos que se encontravam em situação reclusória”, acrescentou o porta-voz.

Em outra operação, a polícia apresentou um indivíduo acusado de porte ilegal de arma de fogo. O detido, que pertence a uma empresa de segurança privada, é suspeito de ter roubado uma arma e utilizado a mesma para cometer furtos.

Chacate explicou que o suspeito foi encontrado e detido durante uma abordagem da polícia, embora o acusado tenha negado qualquer envolvimento criminal, alegando ter sido agredido por populares.

Viúva de Azagaia exige investigação sobre inclusão de texto difamatório no livro da 8ª classe

Viúva de Azagaia exige investigação sobre inclusão de texto difamatório em manual escolar

Rosa Cuna, viúva do rapper de intervenção social Mano Azagaia, manifestou a sua indignação e exigiu uma investigação holística sobre a inclusão de um episódio da vida do artista no manual de ensino da Língua Portuguesa da 8ª classe.

Cuna considera que a Texto Editores tem um papel relevante a desempenhar neste assunto e defende que é necessário apurar se houve casos de branqueamento de capitais relacionados a esta situação.

O controvertido texto, considerado “difamatório”, foi incluído no manual de 2020. No entanto, o Ministério da Educação e Cultura esclareceu que o livro foi produzido em 2014, comercializado em 2015 e utilizado entre 2016 e 2022, embora já tenha sido descontinuado. A viúva desafiou a argumentação do ministério, classificando-a de estapafúrdia e afirmando que a descontinuação do manual não foi motivada pelo conteúdo relacionado à detenção de Azagaia.

Cuna também se mostrou receptiva à justificativa apresentada pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, de que o livro não estava integrado ao sistema escolar e não tinha autorização para circular. Contudo, a viúva sublinhou que o manual continua a estar disponível no portal do Governo e foi utilizado em salas de aula, levantando questões sobre a legalidade da sua circulação.

“Não temos como separar quando dizem que não foi autorizado a circular, mas está no portal do Governo”, notou Rosa Cuna, reforçando a necessidade de esclarecimentos sobre a impressão e distribuição do manual. Ela questionou: “Por que razão se imprimiu um manual não aprovado? Quais foram os motivos que levaram a editora a colocá-lo em circulação sem autorização ministerial?”.

A viúva do artista exortou as autoridades a investigarem a origem dos fundos utilizados para a impressão do livro, sugerindo que podem existir cenários relacionados a branqueamento de capitais, dada a importância da Texto Editores no sector editorial. “É um assunto muito sério que tem de ser abordado, porque a Texto Editores não é uma editora qualquer”, afirmou.

A situação envolvendo o manual e o nome de Azagaia foi trazida ao conhecimento da família em 2021. Rosa Cuna também expressou a sua preocupação com a possibilidade de perseguição ao artista, afirmando que o texto apresentado não reflete a verdade dos acontecimentos, uma vez que Azagaia foi inocentado após a sua detenção, que não resultou em qualquer condenação relacionada a drogas.

Inhambane: Mais de 9.800 BI’s aguardam levantamento

O Serviço Provincial de Identificação Civil de Inhambane encontra-se em alerta, uma vez que mais de nove mil e oitocentos Bilhetes de Identidade (BI) ainda não foram levantados pelos seus titulares. 

Este montante de documentos resulta, na sua maioria, de campanhas de emissão realizadas ao longo do ano passado em toda a província.

Maria de Lurdes Langa, porta-voz do Serviço Provincial de Identificação Civil, referiu que muitos dos requerentes estão a enfrentar dificuldades na recuperação dos seus documentos. “Uns tratam o BI, porque são naturais de Inhambane, mas residem em Lichinga ou Maputo. Eles vêm a Inhambane e já receberam mensagens de alerta de que o seu BI está disponível para levantamento”, explicou Langa.

Face a esta situação, a responsável fez um apelo rigoroso a todos os cidadãos que solicitaram o Bilhete de Identidade para que se dirijam ao serviço e procedam ao levantamento dos seus documentos o quanto antes.

O Serviço Provincial de Identificação Civil espera que, com esta sensibilização, o número de documentos não reclamados diminua significativamente.

Governo dos EUA anuncia plano de demissões em massa sob a liderança de Elon Musk

As agências do governo federal dos Estados Unidos estão a preparar-se para implementar um plano de demissões em massa, conforme ordem do presidente Donald Trump. 

O decreto, assinado na terça-feira (11), designa o empresário Elon Musk como responsável pelo projecto, que está sob a alçada do recém-criado Departamento de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês).

Segundo o decreto, todos os órgãos federais deverão colaborar com Musk e sua equipa na avaliação da folha de pagamento, com o objectivo de identificar quais funcionários serão desligados. A medida tem como foco a reestruturação da burocracia federal, prometendo uma redução significativa de pessoal nas agências governamentais.

Além das demissões, o decreto prevê a contratação de novos colaboradores para cargos-chave. Esta iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla do presidente Trump, que já havia sido mencionada durante a sua campanha eleitoral, visando garantir que apenas indivíduos leais ao seu governo ocupem as posições mais influentes da administração pública.

Governo espera arrecadar 10,6 milhões de dólares com leilão de barcos da Ematum

O Governo moçambicano anunciou a realização de um leilão de 24 barcos de pesca da Empresa Moçambicana de Atum (Ematum), prevendo-se arrecadar 10,6 milhões de dólares com a venda das embarcações.

Este leilão surge no contexto do escândalo das dívidas ocultas, que envolveu a Ematum e outras entidades estatais.

Em nota oficial, o Governo esclareceu que a frota leiloada apresenta um histórico de pesca praticamente nulo, o que garante que os motores Caterpillar e os equipamentos de navegação e pesca estejam em excelente estado de conservação. As embarcações estão divididas entre “atuneiros” equipados para a pesca de atum congelado e outras preparadas para a captura de atum fresco.

Das 24 embarcações, 21 são “atuneiros” e três são arrastões, actualmente atracadas no Porto de Maputo. O prazo para a submissão de propostas para o leilão termina a 21 de Fevereiro de 2025, conforme indicado no documento citado pela agência Lusa.

Originalmente, os barcos estavam configurados para alojar até oito tripulantes, mas foram adaptados para suportar uma tripulação de até 14 pessoas, segundo a nota do Governo.

De acordo com informações do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE), o executivo moçambicano tinha como objectivo concluir a liquidação da Ematum no ano passado, como parte da Reforma do Sector Empresarial do Estado (SEE).

A Ematum, a principal empresa estatal de pesca em Moçambique, é uma das três entidades envolvidas no escândalo das dívidas ocultas, que começou em 2016 e que incluiu alegações de corrupção e suborno a funcionários públicos, incluindo o ex-ministro das Finanças, Manuel Chang.

O esquema envolveu a aprovação de contractos e o financiamento de empréstimos a várias empresas estatais, incluindo a Proindicus e a MAM, para a aquisição de barcos de pesca e equipamentos de segurança marítima à empresa Privinvest.

Vandalismo em manifestações agrava custo de vida em Gaza

A província de Gaza enfrenta uma preocupante escassez de produtos básicos nos estabelecimentos comerciais, uma situação que se agrava desde as manifestações violentas associadas às eleições de Outubro do ano passado. 

Os cidadãos da região sentem as consequências directas da crise, com o aumento significativo dos preços de bens essenciais, incluindo arroz, óleo de cozinha, açúcar, feijão, sal e sabão.

A Brigada Central da Frelimo, que recentemente concluiu uma visita à província, denunciou que o vandalismo e os tumultos resultantes das manifestações têm contribuído para a deterioração das condições de vida nas comunidades locais.

Os membros da brigada sublinharam a urgente necessidade de medidas que garantam a estabilidade e a segurança na região, de modo a reverter a escalada do custo de vida e restabelecer a normalidade no abastecimento de produtos.

Colisão entre comboio de alta velocidade e camião provoca morto e 25 feridos na Alemanha

Uma trágica colisão entre um comboio de alta velocidade e um camião resultou na morte de um passageiro e deixou 25 pessoas feridas na noite de terça-feira, nos arredores de Hamburgo.

O acidente ocorreu numa passagem de nível, onde o comboio abalroou o camião, que estava carregado de carris.

De acordo com informações da Sky News, a vítima mortal foi um homem de 55 anos, que faleceu no local do acidente. Entre os feridos, seis encontram-se em estado grave, segundo as autoridades locais. O impacto da colisão foi tão violento que as janelas da frente do comboio estilhaçaram-se, causando um cenário de caos na composição.

Os passageiros que não sofreram ferimentos foram evacuados e transportados de autocarro para uma estação próxima, conforme relatado pela polícia. O comboio Intercity Express (ICE) envolvido no incidente transportava 291 passageiros no momento da colisão e estava a caminho de Bremen, no noroeste da Alemanha.

Rei da Jordânia rejeita plano de Donald Trump para Gaza

O rei Abdullah II da Jordânia reafirmou a sua oposição ao plano de Donald Trump que visa a expulsão da população da Faixa de Gaza, durante uma reunião com o novo Presidente dos Estados Unidos. 

O encontro decorreu na passada terça-feira e teve como pano de fundo as crescentes tensões na região.

Na sua declaração posterior ao encontro, publicada na rede social X, o monarca sublinhou que expressou a sua “firme oposição à deslocação de palestinianos em Gaza e na Cisjordânia ocupada”. Abdullah II destacou que esta posição é partilhada por toda a comunidade árabe, enfatizando a importância da solidariedade entre os países da região.

O rei da Jordânia também fez questão de afirmar que o seu principal compromisso é com a estabilidade da Jordânia e o bem-estar dos jordanos. “Insisti que o meu compromisso supremo era com a Jordânia, a sua estabilidade e o bem-estar dos jordanos”, disse o monarca, fazendo alusão aos anos de tensão e os confrontos armados que marcaram a história do reino, particularmente no contexto do conflito israelo-palestiniano.

Dois mineiros ilegais continuam presos em mina abandonada em Roodepoort

As autoridades sul-africanas enfrentam uma situação crítica, com pelo menos dois mineiros ilegais ainda presos no interior de uma mina abandonada na localidade de Roodepoort, a oeste de Joanesburgo. 

As operações de resgate, que visavam salvar os homens, foram suspensas indeterminadamente desde a última segunda-feira, levantando sérias preocupações sobre a sua sobrevivência.

Especialistas em segurança mineira alertam que os níveis de oxigénio na mina caíram para cerca de catorze por cento, o que coloca em risco não apenas a vida dos mineiros, mas também complica ainda mais as operações de resgate.

As equipas de socorro relataram dificuldades significativas para alcançar o fundo do poço, onde os homens estão supostamente retidos, devido à degradação das estruturas da mina, que se encontra fechada e desabitada.

As autoridades locais já emitiram avisos à população circundante para manterem distância da mina, devido aos perigos que a mesma representa. O Ministério sul-africano de Recursos Minerais e Petrolíferos anunciou que realizará uma inspecção na mina, com o objectivo de localizar os mineiros, independentemente de estarem vivos ou não.

Esta situação ocorre num contexto mais amplo de mineração ilegal na região, que tem atraído a atenção das autoridades. Em Janeiro passado, uma operação em uma mina de ouro em Stilfontein, na província de North West, resultou na recuperação de cerca de oitenta corpos sem vida e na detenção de mais de mil mineiros ilegais.

As autoridades de North West continuam a aguardar o reconhecimento dos corpos, que estão em estado avançado de decomposição, através de exames de ADN.

De acordo com informações obtidas, uma equipa do Consulado de Moçambique em Joanesburgo deslocar-se-á a Stilfontein na quinta-feira para acompanhar o processo de identificação das vítimas. Entre os deslocados, encontram-se familiares de dois cidadãos moçambicanos que perderam a vida na mina.

Embora não existam números oficiais, há indícios de que um número significativo de moçambicanos esteja envolvido tanto nas mortes quanto nas detenções relacionadas à mineração ilegal. Desde Agosto do ano passado, o Ministério sul-africano dos Assuntos Internos deportou oitenta cidadãos moçambicanos acusados de prática de mineração ilegal na província de North West, evidenciando a gravidade da situação legal e humanitária enfrentada por estes trabalhadores.

Maputo: 1.200 profissionais de saúde retomam funções após suspensão de apoio dos EUA

Cerca de mil e duzentos colaboradores do sector de saúde, pertencentes a diversas organizações não-governamentais norte-americanas, retornaram aos seus postos de trabalho em várias unidades sanitárias da província de Maputo. 

Este regresso ocorreu após a revogação da ordem executiva norte-americana que suspendeu a assistência ao desenvolvimento estrangeiro por um período de noventa dias.

A informação foi divulgada pelo director Provincial da Saúde, Daniel Tchemane, durante a primeira sessão ordinária do Conselho Executivo provincial.

Tchemane destacou os desafios enfrentados nas últimas duas semanas devido à suspensão da assistência, que impactou significativamente a capacidade de recolha de dados e a execução de actividades essenciais. “Tínhamos grandes constrangimentos para fazer a recolha de dados na qualidade que nós precisamos para estes programas, visto que dependemos de uma série de digitadores de dados pagos por estas organizações. Foram duas semanas de muitos constrangimentos, durante as quais tivemos que interromper algumas actividades de supervisão”, explicou o director.

Na última quinta-feira, o governo norte-americano tomou a decisão de aprovar uma excepção humanitária de emergência, permitindo a retoma imediata dos serviços de tratamento e prevenção do HIV de mãe para filho.

Esta medida é vista como um passo crucial para garantir a continuidade dos cuidados de saúde a populações vulneráveis e reforçar a luta contra doenças como a tuberculose e o HIV na região.

Cento e quarenta e nove mil alunos da província de Tete estudarão ao relento no novo ano lectivo

No presente ano lectivo, cerca de cento e quarenta e nove mil alunos da província de Tete enfrentarão a dura realidade de estudar ao relento.

Este cenário angustiante resulta da destruição de duzentas e vinte e duas salas de aula, causadas por intempéries e manifestações pós-eleitorais.

Os alunos afectados pertencem ao ensino primário e estão distribuídos por diversos distritos, incluindo Zumbo, Marávia, Macanga, Angónia, Tsangano, Mutarara, Doa, Moatize, Chiúta, Chifunde, Cahora-Bassa e Mágoè. Esta situação crítica levanta preocupações sobre a continuidade do ensino e o bem-estar das crianças, que se vêem privadas de um ambiente escolar adequado.

Segundo os dados disponíveis, das duzentas e vinte e duas salas de aula destruídas, oitenta e seis eram convencionais, cento e três eram mistas e trinta e três estavam construídas com materiais precários. A perda significativa de infraestruturas escolares compromete seriamente o acesso à educação de qualidade nesta província.

Em resposta a este desafio, o governador da província de Tete declarou que, até ao momento, foram reabilitadas apenas vinte e nove salas de aula. A recuperação dessas infraestruturas visa minimizar o sofrimento dos alunos, especialmente das classes iniciais, que são as mais vulneráveis nesta situação.

Dois suspeitos detidos por liderarem ataques a esquadras em Namicopo e Namiepe

A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou, na terça-feira, a neutralização de dois indivíduos identificados como alegados cabecilhas de um grupo que vandalizou a terceira e a quinta esquadra da polícia, situadas nos bairros de Namicopo e Namiepe, respectivamente.

Durante a operação, foram recuperadas seis armas de fogo do tipo AKM, que haviam sido subtraídas durante os incidentes.

De acordo com Dércio Samuel, chefe do Departamento de Relações Públicas da PRM, os indiciados confessaram que as armas eram utilizadas para a prática de diversos crimes, incluindo assaltos a comerciantes locais. “Esses indivíduos admitiram que outras armas, que também foram retiradas das nossas sub-unidades, se encontram na posse de um indivíduo conhecido por Muaculete. Eles revelaram que detinham cinco armas, que estavam guardadas na residência de um primo que reside no distrito de Muecate. Este primo era considerado o responsável pela guarda das armas roubadas”, afirmou Samuel.

Um dos detidos, que se apresentou como chefe-adjunto da segurança de um partido político local, confessou o seu envolvimento na vandalização e no roubo das armas. “Estava envolvido na organização da segurança durante a campanha e as marchas. No dia 23, não estive presente na marcha porque participava de um funeral em Namialo. No entanto, no dia 24, ao retornar, fui informado que já tinham conseguido algumas armas”, relatou o indiciado, que se encontra agora sob custódia das autoridades.

Vagas de emprego do dia 12 de Fevereiro de 2025

Foram publicadas hoje, dia 12 de Fevereiro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para HR Associate G6

A World Food Programme (WFP) pretende recrutar um (1) HR Associate G6. Saiba mais.

2. Vaga para Digital Social Behavior Change Consultant

A UNICEF pretende recrutar um (1) Digital Social Behavior Change Consultant. Saiba mais.

3. Vaga para Motorista

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Motorista. Saiba mais.

4. Vaga para Assistente de Projecto (VBG) e Educação

A Associação ActionAid Moçambique (AAMoz) procura um/a (1) Assistente de Projecto (VBG) e Educação. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Digital Technology Champion – National Volunteer – Talent Pool

A VSO pretende recrutar um (1) Digital Technology Champion – National Volunteer – Talent Pool. Saiba mais.

2. Vaga para Assistente Administrativo

Uma empresa anónima pretende recrutar um (1) Assistente Administrativo. Saiba mais.

3. Vagas para Serventes

Uma empresa anónima pretende recrutar dois (2) Serventes. Saiba mais.

4. Vaga para Legal Consultant on Border Management/ Bilateral Agreement

A International Organization for Migration (IOM) pretende recrutar um (1) Legal Consultant on Border Management/ Bilateral Agreement. Saiba mais.

5. Vaga para Senior Quality Operations Specialist

A CB&I pretende recrutar um (1) Senior Quality Operations Specialist. Saiba mais.

6. Vaga para B2C Key Account Manager

A Puma Energy Moçambique pretende recrutar um (1) B2C Key Account Manager. Saiba mais.

7. Vaga para Senior Environmental Specialist

A World Bank pretende recrutar um (1) Senior Environmental Specialist. Saiba mais.

8. Vaga para Operations Support Assistant

A UN Women pretende recrutar um (1) Operations Support Assistant. Saiba mais.

9. Vaga para Specialist Legal Advisor

A Vodafone pretende recrutar um (1) Specialist Legal Advisor. Saiba mais.

10. Vaga para Psicólogo Clínico

O Centro Médico Embondeiro pretende recrutar um (1) Psicólogo Clínico. Saiba mais.

11. Vaga para Communications and Visibility Specialist

A Food and Agriculture Organization (FAO) pretende recrutar um (1) Communications and Visibility Specialist. Saiba mais.

12. Vaga para Auditor Interno

O MyBucks Mozambique, S.A, com visão de ser prestador de serviços financeiros de escolha para os Moçambicanos, pretende recrutar um (1) Auditor Interno. Saiba mais.

13. Vaga para Gestor de Marketing Digital

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Gestor de Marketing Digital. Saiba mais.

14. Vaga para Fotógrafo de Estúdio

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Fotógrafo de Estúdio. Saiba mais.

15. Vaga para Director de Desenvolvimento de Programas e Qualidade

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director de Desenvolvimento de Programas e Qualidade. Saiba mais.

16. Vagas para Faxineiras

Uma empresa anónima situada em Maputo, está a recrutar duas (2) Faxineiras. Saiba mais.

17. Vaga para Serralheiro Mecânico

Uma empresa anónima situada em Maputo, está a recrutar um (1) Serralheiro Mecânico. Saiba mais.

SERNIC desmente acusações de envolvimento em mortes após manifestações em Moçambique

O Serviço de Investigação Criminal (SERNIC) emitiu um comunicado na segunda-feira, rejeitando as acusações que o ligam a uma série de mortes ocorridas em bairros de várias cidades, supostamente associadas a manifestações pós-eleitorais. 

As alegações incluem raptos e assassinatos de jovens envolvidos nos protestos, levantando preocupações sobre a actuação das forças de segurança.

Boaventura Bila, porta-voz do SERNIC, esclareceu que a instituição leva a sério as denúncias e que investiga qualquer comportamento suspeito dos seus agentes. “Sempre que nos acontecem esses casos, vamos ao nosso sistema de controlo pessoal e investigamos quem é esse agente, para podermos tomar medidas. Mas em todos os sítios onde fazemos isso, não constatámos nenhum agente nosso”, garantiu Bila, sublinhando o compromisso do SERNIC em agir de forma transparente e responsável.

As manifestações, que irromperam em diversas cidades moçambicanas, foram motivadas por insatisfações relacionadas com o resultado das recentes eleições. A escalada da violência nos bairros, associada a estas agitações, tem gerado um clima de apreensão entre a população. As autoridades apelam à calma e à confiança nas instituições, enquanto continuam a monitorizar a situação.

Ataque suicida no Afeganistão causa pelo menos cinco mortes

Um ataque suicida devastador na província de Kunduz, situada no nordeste do Afeganistão, resultou na morte de pelo menos cinco pessoas na terça-feira. 

De acordo com informações divulgadas pela polícia local e reportadas pela agência de notícias Reuters, entre as vítimas mortais encontram-se quatro membros do movimento Taliban e um guarda de segurança de um banco nas proximidades do local do ataque.

Além das fatalidades, o ataque também deixou sete pessoas feridas, conforme indicado pelas autoridades. As circunstâncias que rodeiam o incidente continuam a ser investigadas, mas a violência tem sido uma constante na região, com frequentes confrontos entre diferentes facções.

As autoridades afegãs têm enfrentado desafios significativos na manutenção da segurança desde a tomada de poder pelo Taliban em Agosto de 2021. Este ataque sublinha a fragilidade da situação no país, que continua a ser marcado por uma escalada de acções violentas.

Empresas estatais analisam proposta para adquirir 91% das acções da LAM

A Empresa Moçambicana de Seguros (Emose), a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) e os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), todos sob participação estatal, irão avaliar em breve a proposta de aquisição de 91% das acções financeiras do Estado nas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM). 

A informação foi divulgada hoje pelo porta-voz do Governo e Ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, durante uma conferência de imprensa.

Na ocasião, Impissa revelou os últimos desenvolvimentos relacionados com a operação de venda das acções à LAM, destacando que as empresas mencionadas estão autorizadas a analisar as condições de aquisição, bem como a aprovar os modelos de financiamento necessários para concretizar este negócio. “As empresas têm a possibilidade de enviar os seus especialistas para analisar os vários cenários e o estudo realizado, de modo a decidirem sobre a viabilidade desta aquisição”, afirmou.

O porta-voz do Governo sublinhou que a decisão de venda surgiu após a conclusão de um estudo que avaliou os mecanismos para a revitalização da companhia aérea, tendo-se chegado à conclusão de que a venda das acções a empresas estatais seria a melhor solução para angariar fundos para a reestruturação da LAM e para a aquisição de oito novas aeronaves.

Impissa acrescentou que a avaliação de diferentes cenários, incluindo a privatização da LAM, foi tida em conta, juntamente com a realização de uma auditoria forense que ajudou a compreender a racionalidade da medida. “Todos os cidadãos terão a oportunidade de acompanhar o progresso deste processo, que deverá iniciar em breve”, enfatizou.

O Governo moçambicano garantiu que haverá a implementação de uma série de medidas destinadas à viabilização deste investimento, que tem suscitado debates na sociedade e entre analistas.

Nos últimos dez anos, a LAM tem enfrentado graves dificuldades financeiras, reduzindo a sua frota para apenas dois aviões devido a problemas de corrupção interna relacionados com a aquisição de serviços. A companhia acumula dívidas superiores a 230 milhões de dólares para com os seus fornecedores, reflectindo a crise que tem afectado a sua operação e sustentabilidade.

Gaza: Cerca de sete mil famílias enfrentam crise alimentar em Massingir

As comunidades do distrito de Massingir enfrentam uma crise humanitária exacerbada pela seca, associada ao fenómeno climático El Niño, e pela destruição de culturas agrícolas provocada por animais selvagens. 

Esmeralda Mutemba, administradora do distrito, alertou para a gravidade da situação, que se agrava com a eclosão da febre aftosa nos rebanhos, conforme relatado pela comunicação social.

A falta de chuvas tem causado problemas severos na disponibilidade de pasto e no acesso à água, comprometedores para a sobrevivência do gado. “Durante 90 dias não tivemos a possibilidade de venda de gado”, lamentou Mutemba, sublinhando que, apesar das chuvas recentes, não há esperança de recuperação das culturas agrícolas para a campanha agrária de 2024-2025.

Além disso, a situação é alarmante em outras regiões do centro de Moçambique. Nobre dos Santos, administrador do distrito de Caia, na província de Sofala, revelou que cerca de 99.347 pessoas estão a viver em condições de insegurança alimentar, sendo as povoações de Chatala e Magagade as mais afectadas.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estima que 4,8 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária no país, o que representa um aumento significativo face aos dados apresentados em Setembro pela Organização das Nações Unidas (ONU). Esta crise humanitária resulta de uma combinação de factores, incluindo conflitos, secas e emergências de saúde pública.

“A necessidade de assistência humanitária para as comunidades afectadas tem estado a aumentar, especialmente nas regiões centro e sul de Moçambique”, afirmou a ONU em comunicado. O valor estimado para atender a estas necessidades é de 64 milhões de dólares (aproximadamente 60,6 milhões de euros).

Moçambique, um dos países mais vulneráveis às alterações climáticas, tem sido fustigado por fenómenos climáticos extremos, como cheias e ciclones tropicais, durante a época chuvosa, que decorre entre Outubro e Abril. O El Niño, caracterizado por um aumento da temperatura oceânica, continua a trazer desafios adicionais, provocando chuvas torrenciais na África oriental e contribuindo para a elevada taxa de mortalidade em países vizinhos, como Quénia, Burundi, Tanzânia, Somália e Etiópia.

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