Um cidadão moçambicano encontra-se em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Máxima Segurança na Machava, conhecido como B.O, após ser acusado de cometimento de 231 crimes.
Entre as acusações destacam-se o rapto e tentativa de homicídio de um juiz de Direito do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, bem como difamação e ameaça de morte dirigida a uma juíza de Direito e ao seu marido, que é advogado.
Segundo informações veiculadas pelo Gabinete Central de Combate à Criminalidade Organizada e Transnacional (GCCCOT), o indiciado é considerado o líder de uma associação criminosa complexa, com ramificações em Moçambique e na África do Sul, dedicada à prática de um amplo espectro de crimes graves.
O suspeito, de 40 anos, enfrenta ainda a acusação de tentativa de introdução ilegal de 150 milhões de dólares norte-americanos em um banco comercial, além de falsificação informática. As autoridades salientam que o padrão criminoso do indivíduo se remonta a 2018, período em que terá realizado várias burlas imobiliárias de elevado valor, utilizando procurações obtidas sob coação junto das vítimas.
Durante uma operação de busca na sua residência, a polícia apreendeu 70 quilogramas de barras de ouro, bem como armas, incluindo um fuzil AKM, sem licença ou origem devidamente justificada.














