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Quarta-feira, Outubro 28, 2026
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GCCC investiga suspeitas de corrupção na reestruturação da LAM

O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) anunciou a abertura de um processo de investigação relacionado com possíveis práticas de corrupção e infracções administrativas e financeiras no âmbito da contratação da Fly Modern Ark para a reestruturação das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).

A informação foi divulgada em Maputo, durante uma conferência de imprensa conduzida por Romualdo Johnam, porta-voz do GCCC.

De acordo com Johnam, a investigação foi iniciada com base em relatos divulgados pelos meios de comunicação social, e até ao momento, não existem arguidos formalmente constituídos.

Além da investigação à LAM, o GCCC também instaurou um processo contra um juiz associado ao Tribunal Judicial do Distrito de Manica, suspeito de corrupção. Este juiz teria solicitado, através de um director penitenciário distrital de Manica, uma quantia de cem mil meticais em troca de uma decisão favorável sobre o pedido de um arguido para a redução da caução, permitindo assim que o mesmo respondesse em liberdade provisória.

Por outro lado, o GCCC decidiu arquivar um caso referente a uma denúncia apresentada por um cidadão contra Albino Forquilha, presidente do partido PODEMOS, que alegava ter recebido 219 milhões de meticais da Frelimo como condicionante para desistir de uma suposta luta pela verdade eleitoral.

No que diz respeito à actividade do GCCC, o relatório do primeiro trimestre deste ano indica que foram registados 334 novos processos, somando-se a estes os 779 processos pendentes do ano anterior, totalizando assim 1133, em comparação com os 961 do mesmo período do ano anterior. Os tipos de crime mais comuns incluem corrupção passiva para acto ilícito (130 casos), abuso de cargo ou função (54), peculato (47), corrupção activa (36) e simulação de competências (28 casos).

REVIMO anuncia retoma das cobranças nas portagens com novos descontos

A Rede Viária de Moçambique (REVIMO) comunicou, através de uma nota de imprensa divulgada esta manhã, que irá retomar as cobranças de tarifas nas portagens da Costa do Sol, Zintava, Marracuene – Macaneta e Katembe – Bela Vista, a partir da próxima segunda-feira.

Segundo o comunicado, a REVIMO implementará medidas para aliviar o impacto financeiro sobre os utilizadores frequentes. Os condutores de viaturas ligeiras que utilizarem estas portagens beneficiarão de um desconto de 16 meticais, o que representa uma redução de 60%, passando assim a pagar apenas 24 meticais.

Adicionalmente, o transporte colectivo e semi-colectivo de passageiros também terá direito a um desconto significativo, com uma redução fixa de 105 meticais, equivalente a 75%, fazendo com que o novo valor a ser pago por este tipo de serviço seja de 35 meticais.

A nota ainda destaca que as quatro praças de portagem da Estrada Circular de Maputo continuarão a operar sob o mecanismo de “Bypass”, que permite aos utentes pagarem apenas numa portagem e obterem livre trânsito na portagem seguinte, facilitando assim a mobilidade na região.

Ângela Leão pode obter liberdade condicional após cumprir metade da pena

O Tribunal Supremo de Moçambique decidiu conceder a possibilidade de liberdade condicional a Ângela Leão, uma das condenadas a 11 anos de prisão no célebre caso das dívidas ocultas. 

Esta decisão fundamenta-se no fato de Ângela Leão já ter cumprido metade da sua pena e beneficiar-se das inovações introduzidas pelo novo Código do Processo Penal.

Ângela Leão foi condenada por crimes de branqueamento de capitais, mas contestou a decisão do tribunal, tendo interposto um recurso que ainda não foi decidido. Esta situação a mantém sob prisão preventiva, apesar da possibilidade de liberdade condicional.

Além de Ângela Leão, outros condenados no mesmo processo também se encontram em circunstâncias semelhantes. Cipriano Mutota e Fabião Mabunda, por exemplo, já cumpriram metade das suas penas desde Setembro. Outros arguidos, como Gregório Leão, António do Rosário, Teófilo Nhagumele e Ndambi Guebuza, alcançaram o mesmo marco em Fevereiro deste ano.

Ângela Leão enfrenta acusações de ter recebido 1,7 milhões de dólares através da conta de Fabião Mabunda, um empreiteiro. Embora a arguida tenha refutado as acusações, o julgamento incluiu a apresentação de um e-mail que demonstrava a sua comunicação com Mabunda sobre a confirmação do recebimento do montante. O magistrado responsável pelo caso também apresentou extractos bancários que confirmariam as transferências.

A arguida, casada com Gregório Leão, antigo director do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE), negou qualquer relação com a Privinvest ou com outras entidades envolvidas no maior escândalo financeiro do país, que resultou em uma dívida superior a 2,2 mil milhões de dólares.

O Ministério Público, por sua vez, solicitou uma indemnização ao Estado moçambicano no valor de 2.902.500 dólares, além de juros, como forma de reparar os danos causados pelo caso.

Ataques israelitas a Gaza provocam mais de 90 mortos

Nos últimos dois dias, os ataques israelitas a Gaza resultaram em mais de 90 mortes, conforme reportado pelo Ministério da Saúde do enclave palestiniano.

Esta intensificação dos bombardeios visa pressionar o Hamas a libertar os reféns e a desarmar, no contexto de um conflito que se agrava a cada momento.

Entre as vítimas, encontram-se quinze pessoas que morreram durante os ataques da última noite, incluindo mulheres e crianças, algumas das quais estavam abrigadas numa zona designada para assistência humanitária, segundo fontes hospitalares citadas pela agência Associated Press (AP). O conflito tem trazido devastação a uma região já marcada por crises humanitárias.

Na cidade de Khan Younis, pelo menos 11 pessoas foram mortas, incluindo deslocados que se encontravam numa tenda na área de Mwasi, que abriga centenas de milhares de pessoas que fugiram de suas casas. Esta área foi especificamente designada como zona humanitária por Israel, mas os ataques têm colocado em dúvida a segurança desses espaços.

Em Rafah, quatro pessoas também perderam a vida em ataques distintos, entre elas uma mãe e a sua filha, conforme relatórios do Hospital Europeu, onde os corpos foram levados.

Até à data, quase todos os 2,4 milhões de habitantes de Gaza foram deslocados pelo menos uma vez desde o início do conflito. A guerra em Gaza foi desencadeada por um ataque sem precedentes do Hamas no sul de Israel, que resultou na morte de 1.218 pessoas do lado israelita, a maioria civis, de acordo com dados oficiais da AFP.

O exército israelita reportou que, das 251 pessoas raptadas, 58 ainda se encontram detidas em Gaza, incluindo 34 que já foram confirmadas como mortas. Durante um período de trégua que decorreu entre 19 de Janeiro e 17 de Março, 33 reféns, incluindo oito mortos, foram entregues a Israel em troca da libertação de aproximadamente 1.800 palestinianos das prisões israelitas.

O Ministério da Saúde do Hamas revelou que, desde 18 de Março, pelo menos 1.691 palestinianos foram mortos, elevando o número total de mortos em Gaza para 51.065 desde o início da ofensiva de retaliação israelita, que se estende há 18 meses.

Reservas garantem combustíveis por seis meses em Moçambique

A Direcção Nacional dos Hidrocarbonetos e Combustíveis anunciou que o país possui reservas de combustíveis que garantem abastecimento para os próximos seis meses. 

A confirmação foi feita pelo director da instituição, Moisés Paulino, durante a inauguração de um novo posto de abastecimento de Gás Natural Veicular da Auto-Gás, na cidade da Matola, província de Maputo.

Moisés Paulino destacou que, apesar da segurança nas reservas, o Governo está ciente das dificuldades enfrentadas por algumas gasolineiras na distribuição do combustível.

Neste sentido, em breve, serão divulgadas medidas que visam mitigar esses desafios e assegurar que o combustível chegue adequadamente às bombas de abastecimento em todo o país.

Dois mortos e 80 hectares destruídos por elefantes em Marrupa

Pelo menos duas pessoas perderam a vida e 80 hectares de culturas diversas foram destruídos por elefantes em Marrupa, na província do Niassa, norte de Moçambique, desde o início do ano. 

Este trágico balanço destaca os desafios enfrentados pelas comunidades locais em conviver com a fauna selvagem na região.

Segundo a Rádio Moçambique, emissora nacional, a área devastada pelos elefantes representa um aumento de 12,4 hectares em comparação com a campanha agrícola anterior, onde foram reportadas perdas de cerca de 70 hectares. As culturas de milho, abóboras, mandioca e feijões têm sido as mais vulneráveis a estes ataques.

Ana Rui, directora dos Serviços Distritais das Actividades Económicas (SDAE) de Marrupa, revelou que a situação está a afectar aproximadamente 75 famílias dos povoados de Teleué, Mputu, Atlas, Chimula, Namaveresi, Palapato, Messalo e Pringilane, levantando preocupações sobre a possibilidade de futuras bolsas de fome na região.

As comunidades locais têm recorrido a métodos tradicionais para afastar os paquidermes, utilizando batuques, batidas de latas e gritos. No entanto, a eficácia desses métodos tem-se mostrado insuficiente. “Tivemos dois óbitos, com idades entre 35 e 65 anos, nos povoados de Lipeleiche e Mputu”, lamentou Ana Rui.

Face à gravidade da situação, ela apelou à população para evitarem circular em áreas reconhecidas como perigosas, reforçando a necessidade de precaução nas actividades quotidianas. A convivência entre as comunidades e a fauna selvagem continua a ser um desafio significativo, exigindo atenção e medidas adequadas para proteger tanto as vidas humanas quanto a agricultura local.

Suprema corte dos EUA impede deportação de venezuelanos sob a administração Trump

A Suprema Corte dos Estados Unidos tomou uma decisão temporária que proíbe a deportação de imigrantes venezuelanos amparados pela controversa Lei de Inimigos Estrangeiros de 1798. 

Esta lei, que permite a monitorização, prisão e deportação de cidadãos de “países inimigos” de forma expedita e sem o devido processo legal, está agora sob revisão judicial.

Os juízes determinaram que “o governo está instruído a não remover nenhum membro da suposta classe de detidos dos Estados Unidos até nova ordem deste tribunal”. A decisão foi tomada em resposta a alertas feitos na sexta-feira por advogados da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), que denunciaram a classificação de dezenas de venezuelanos detidos no centro de detenção Bluebonnet, no Texas, como membros da gangue Tren de Aragua.

Os advogados revelaram que os seus clientes receberam uma notificação do Departamento de Imigração e Alfândega (ICE), informando-os de que tinham sido classificados como “inimigos estrangeiros” e, consequentemente, sujeitos à apreensão e deportação.

Segundo o jornal The Guardian, o documento emitido pelas autoridades de imigração afirmava: “Você foi determinado como um inimigo estrangeiro sujeito à apreensão, restrição e remoção dos Estados Unidos”.

Diante da iminente deportação dos seus clientes e da falta de aviso adequado para contestar a medida, os advogados recorreram à Suprema Corte, solicitando uma revisão de emergência. A decisão representa a segunda vez que a aplicação dessa autoridade sob a administração Trump é questionada pelo tribunal. Vale recordar que, no dia 7 de Abril, a corte havia permitido o uso da referida lei, desde que houvesse supervisão judicial – condição que, aparentemente, não foi cumprida.

Chuvas intensas provocam inundações e afectam famílias na cidade da Beira

A cidade da Beira, localizada na província de Sofala, enfrenta uma grave crise devido às intensas chuvas que têm ocorrido desde quinta-feira.

Várias residências e vias de acesso foram severamente afectadas, resultando em inundações que têm deixado os habitantes em estado de apreensão.

As áreas mais afectadas incluem os bairros de Ndunda, Manga-Mungassa, Vaz e Chingussura, onde se têm registado relatos alarmantes de famílias que, neste momento, convivem com as águas dentro das suas casas. O cenário é de preocupação, especialmente na Praia Nova e Inhamízua, onde os residentes partilham o drama das suas experiências diárias frente a esta calamidade natural.

As previsões meteorológicas indicam que as chuvas persistirão, o que levanta a possibilidade de um agravamento da situação já crítica. As autoridades locais estão em alerta e monitorizam a evolução do fenómeno, na esperança de mitigar os impactos desta intempérie sobre a população.

Incêndio em embarcação na RDC causa mais de 100 mortos e 150 desaparecidos

Um incêndio devastador em um barco de madeira ocorrido na capital da província de Equateur, Mbandaka, resultou na morte de mais de 100 pessoas, enquanto cerca de 150 permanecem desaparecidas.

As primeiras informações indicam que a tragédia foi causada pelo mau armazenamento de combustível a bordo da embarcação, que se preparava para chegar ao mercado de Ngbondo.

Segundo o jornal local Actualite.CD, o barco, identificado como um baleiro, estava em condições críticas no momento do incêndio. Com mais de 500 pessoas a bordo, a situação rapidamente se transformou em um pesadelo, levando a uma mobilização urgente de equipes de resgate.

As operações de busca e salvamento são coordenadas por voluntários da Cruz Vermelha, membros da força naval e da inspecção territorial geral, que se concentram nas áreas próximas de Mbandaka, onde a tragédia ocorreu.

Os sobreviventes foram rapidamente encaminhados para a prefeitura da cidade, onde receberam assistência médica e alimentação.

As vítimas mais gravemente feridas foram transportadas para unidades de saúde da região, incluindo o Hospital Geral de Referência de Wangata, onde estão a receber tratamento especializado.

Dugongo aberta a reduzir preço do cimento se houver acordo com concorrência e Estado

A Moçambique Dugongo Cimentos manifestou a sua disposição para reduzir o preço do cimento, caso outras fábricas e o Governo concordem em estabelecer um entendimento sobre os preços. 

A empresa também destacou a viabilidade do serviço de cabotagem, afirmando que esta modalidade veio para ficar e é uma solução eficaz para o transporte de mercadorias pelo mar.

A informação foi divulgada pelo jornal “O País”, que relatou que o primeiro navio de cabotagem da Moçambique Dugongo Cimentos, carregando 10 mil toneladas de cimento, partiu de Maputo a 11 de Abril e já se encontra em Nacala para a descarga da mercadoria. Este cimento destina-se exclusivamente à nova fábrica da empresa, que está em construção em Nacala e será a segunda cimenteira da firma, com uma capacidade superior à da instalação de Matutuíne, em Maputo.

As obras da nova fábrica em Nacala estão actualmente a 35% de conclusão, com expectativas de que comece a operar ainda este ano. A Dugongo reafirmou que está aberta a discutir uma redução nos preços do cimento, mas enfatizou que essa decisão depende da colaboração das outras fábricas concorrentes e da vontade do Governo.

Após os protestos que ocorreram em Moçambique desde Outubro passado, motivados pelos resultados eleitorais e pelo elevado custo de vida, a Dugongo Cimentos alertou, em Fevereiro, que uma redução arbitrária do preço do cimento poderia comprometer a produção e o abastecimento no mercado. A empresa argumentou que a definição do custo do cimento é influenciada por diversos factores, que não podem ser simplificados a um único dado ou número.

Em comunicado, os gestores da empresa explicaram que a produção de cimento é um processo industrial complexo, com custos associados a componentes como calcário, gasóleo, carvão, equipamentos e matérias-primas importadas. Para ilustrar, foi apontado que o custo do carvão aumentou de 3840 meticais por tonelada em 2021 para 6450 meticais por tonelada, enquanto o preço do gasóleo subiu de 47 meticais por litro em 2021 para 91 meticais por litro.

Os protestos, liderados pelo ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, exigem que o preço do saco de cimento seja fixado abaixo dos 300 meticais, uma reivindicação que tem impactado a comercialização do produto. Os manifestantes argumentam que o preço do cimento na África do Sul é inferior ao praticado no mercado nacional.

A Dugongo Cimentos acrescentou que “o preço de exportação para a África do Sul está abaixo do custo de produção, não com o intuito de obter lucro, mas para garantir a obtenção de moeda estrangeira necessária para cobrir custos de combustível e matérias-primas importadas”.

A empresa também alertou que os recursos de carvão em Moçambique estão concentrados na província de Tete, e que a insuficiência de infra-estrutura e a longa distância tornam o custo de transporte para Maputo superior ao da importação da África do Sul, levando à necessidade de realizar exportações limitadas para garantir a conversão em moeda estrangeira.

Chapo manifesta abertura para negociações com profissionais de saúde em greve

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, manifestou a sua determinação em estabelecer um diálogo construtivo com os profissionais de saúde que se encontram em greve desde quinta-feira. 

A greve, que tem uma duração prevista de 30 dias, poderá ser prorrogada caso não sejam alcançados acordos satisfatórios com o Governo.

Durante uma reunião com funcionários públicos na província de Inhambane, Chapo enfatizou que o seu governo está empenhado em encontrar soluções para os problemas que motivaram a paralisação dos serviços de saúde. “O que nós estamos actualmente a fazer é sentar com este grupo para perceber o porquê da insistência [com a greve]”, afirmou o Presidente.

A paralisação foi iniciada devido a uma série de reivindicações que, segundo os profissionais de saúde, não têm sido atendidas por parte do governo, nomeadamente questões relacionadas com salários, condições de trabalho e recursos necessários para o exercício das suas funções.

Anselmo Muchave, presidente da Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM), reiterou a gravidade da situação, afirmando que “a greve vai durar 30 dias, prorrogáveis. Os turnos dos finais de semana, noites e feriados não se fazem mais em Moçambique, até que o Governo resolva a situação dos profissionais de saúde”.

Os profissionais de saúde expressaram a sua frustração com a falta de resposta às suas exigências e destacaram a importância da sua luta não apenas para a melhoria das suas condições, mas também para a qualidade do atendimento à população moçambicana.

Autoridades apreendem 750 toneladas de minerais extraídos ilegalmente em Sofala

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) de Moçambique, através da sua Inspecção-Geral, anunciou a apreensão de 750 toneladas de fluorite, um mineral extraído ilegalmente na província de Sofala e nas regiões de Manica e Tete. A apreensão ocorreu enquanto o produto estava em preparação para exportação.

Segundo o Inspector-Geral do MIREME, Grácio Cune, a carga, avaliada em cerca de 5 milhões de meticais, será submetida a avaliações técnicas e laboratoriais para determinar a qualidade e a composição química do mineral antes de ser colocada em hasta pública.

Cune destacou que esta operação é parte de uma estratégia mais ampla do MIREME para desencorajar a prática de mineração ilegal em todo o país. “O MIREME tem intensificado as acções de fiscalização e combate à mineração ilegal, apesar dos desafios impostos pela vandalização de postos de controlo e pela circulação clandestina de minerais”, afirmou.

A fluorite, que possui múltiplas aplicações nas indústrias de aço, alumínio e magnésio, além do seu valor terapêutico, é um recurso natural de grande relevância para a economia moçambicana.

A apreensão deste mineral ilegal sublinha a necessidade de reforçar a regulamentação e a fiscalização das actividades mineiras, garantindo assim a exploração sustentável dos recursos do país.

Jovem detido por esfaquear agente fiscalizador de consumo de água em Maputo

Um jovem foi detido pela Polícia da República de Moçambique (PRM) na 12ª Esquadra da Cidade de Maputo, acusado de ter esfaqueado um analista de consumo de água. 

O incidente ocorreu no bairro da Polana Caniço, e a detenção do suspeito foi realizada na sua residência, onde o jovem se encontrava em repouso.

Segundo informações divulgadas pela PRM, o ataque aconteceu quando o analista tentava realizar a verificação do consumo de água do jovem, que apresentava um elevado consumo. O indiciado, em sua defesa, alegou que o agente entrou na sua propriedade sem autorização, o que provocou a sua reacção violenta.

Durante a conversa com as autoridades, o jovem afirmou que, no dia do incidente, estava na varanda de casa, sob efeito de álcool, e que, na tentativa de intimidar o fiscal, pegou em uma faca e desferiu golpes contra ele. O agressor acrescentou que a vítima teria conseguido retirar a faca das suas mãos durante a luta, resultando em um corte superficial na mão esquerda do analista.

Apesar das alegações de embriaguez, a PRM não aceitou a justificativa do suspeito e, considerando a gravidade da situação, decidiu manter o jovem detido nas celas. A porta-voz da PRM, Marta Perreira, confirmou o ocorrido e destacou que as autoridades estão a trabalhar para responsabilizar o indiciado pelo ato violento.

Ex-presidente Joseph Kabila regressa à República Democrática do Congo após exílio

O ex-presidente da República Democrática do Congo (RDC), Joseph Kabila, regressou ao país na passada sexta-feira, após um período de exílio auto-imposto que durou desde 2023. 

A sua volta foi confirmada por fontes próximas ao ex-líder, que preferiram manter o anonimato ao falar com a agência de notícias France-Presse (AFP).

Kabila, que enfrenta acusações do Governo congolês de apoiar grupos rebeldes, chegou à cidade de Goma, actualmente sob o controle do movimento rebelde M23, que tem sido acusado de receber apoio do Ruanda. De acordo com um conselheiro do ex-presidente, a sua presença em Goma visa participar nos esforços de paz na região leste do país, que tem sido marcada por conflitos e instabilidade.

A confirmação do regresso foi também corroborada por outro conselheiro de Kabila e um oficial do M23, evidenciando a importância da sua presença em um momento crítico para a segurança e a paz na RDC.

O retorno de Kabila levanta questões sobre o futuro político do país e as implicações de sua presença em um território onde os desafios humanitários e de segurança se acentuam. A comunidade internacional observa atentamente a situação, na esperança de que a participação do ex-presidente contribua para a resolução dos conflitos na região.

Mulher suspeita de envenenar família com ovo da Páscoa foge usando identificação falsa

Jordélia Pereira Barbosa, de 35 anos, é a principal suspeita de envenenar uma família ao enviar um ovo da Páscoa, resultando na morte de um menino de 7 anos.

Durante a sua fuga, a mulher utilizou uma identificação falsa e alegou ser uma mulher transgénero para se alojar num hotel.

Segundo informações do meio brasileiro G1, a suspeita usava uma peruca preta e apresentou-se como “Gabrielle Barcelli” no documento falsificado, afirmando ser uma profissional da área de gastronomia, embora tenha cometido um erro ao escrever a palavra “gastronomia”. Jordélia trocou mensagens com uma funcionária do hotel, onde perguntou se poderia ser aceita sob sua nova identidade. “Sou trans e a minha documentação está em processo, mas estarei com o crachá da empresa. Posso colocar o nome para o qual mudei?”, questionou nas mensagens.

A polícia iniciou uma investigação e conseguiu rastrear o paradeiro de Jordélia, que residia na cidade de Santa Inês e estava hospedada em um hotel em Imperatriz. O delegado-geral da Polícia Civil, Manoel Almeida, informou que as autoridades identificaram o hotel onde a suspeita se hospedou, bem como a loja onde comprou o ovo da Páscoa. “Identificamos a loja que vende produtos de ovos da Páscoa, onde ela inseriu a substância que, tudo indica, ser veneno”, explicou Almeida. O ovo encontrado continua a ser analisado no Instituto de Criminalística de Imperatriz para determinar o tipo de veneno utilizado.

Após ser detida, o tribunal do Maranhão decidiu que Jordélia permanecerá em prisão preventiva. Durante o seu depoimento, a suspeita admitiu ter comprado o chocolate, mas negou ter adicionado veneno ao produto.

Vagas de emprego do dia 18 de Abril de 2025

Foram publicadas hoje, dia 18 de Abril no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Gestor de Clientes Particulares

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Gestor de Clientes Particulares. Saiba mais.

2. Vaga para Assistente de Serviço ao Cliente

O Absa Group pretende recrutar um (1) Assistente de Serviço ao Cliente. Saiba mais.

3. Vaga para Representante de Saúde e Segurança

A MD Consultores pretende recrutar um (1) Representante de Saúde e Segurança. Saiba mais.

4. Vaga para Oficial de Educação

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Educação. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Auto Electrician

A Unitrans pretende recrutar um (1) Auto Electrician. Saiba mais.

2. Vagas para Técnicos de Farmácia

Uma empresa anónima está a recrutar dois (2) Técnicos de Farmácia. Saiba mais.

3. Vagas para Estafetas

Uma empresa anónima pretende recrutar dois (2) Estafetas. Saiba mais.

4. Vaga para Assistente de Contabilidade

A Associação Progresso (PROGRESSO) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Contabilidade. Saiba mais.

5. Vagas para Gestores de Vendas

A Connect Plus SA pretende contratar seis (6) Gestores de Vendas para o seu cliente. Saiba mais.

6. Vaga para Operator

A AB InBev pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Operator. Saiba mais.

7. Vaga para Snr Specialist IP Planning & Engineering

A Vodafone pretende recrutar um (1) Snr Specialist IP Planning & Engineering. Saiba mais.

8. Vaga para Security Operation Manager

A Alliance International pretende recrutar um (1) Security Operation Manager. Saiba mais.

9. Vaga para Especialista em Marketing e Comunicação

A Mozlista está a recrutar um (1) Especialista em Marketing e Comunicação. Saiba mais.

10. Vaga para Oficial de Agronegócio

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Oficial de Agronegócio. Saiba mais.

11. Vaga para Consultor – Recursos Humanos

A Deloitte pretende recrutar um (1) Consultor – Recursos Humanos. Saiba mais.

12. Vaga para Commercial Manager

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) Commercial Manager. Saiba mais.

13. Vaga para Técnica Ambiental

A Progettomondo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Técnica/o Ambiental. Saiba mais.

14. Vaga para Assistente Administrativo de Armazém

A INALCA Moçambique pretende contratar um (1) Assistente Administrativo de Armazém. Saiba mais.

15. Vaga para Marketing and Communications Officer

A Aga Khan Academy Maputo pretende recrutar um (1) Marketing and Communications Officer. Saiba mais.

16. Vaga para Comercial

A Kutiza Consultoria e Serviços está a recrutar uma (1) Comercial. Saiba mais.

17. Vaga para Logístico

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Logístico. Saiba mais.

18. Vaga para Formador – Médico

O Instituto Médio de Saúde CESOFAMA pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Formador – Médico. Saiba mais.

19. Vaga para Formador – Enfermeiro de Saúde Materno

O Instituto Médio de Saúde Cesofama pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Formador – Enfermeiro(a) de Saúde Materno. Saiba mais.

20. Vaga para CBU Cluster Supervisor Caia

A Vodafone pretende recrutar um (1) CBU Cluster Supervisor Caia. Saiba mais.

21. Vaga para Marketing and Business Development Intern

A ELIM Serviços pretende recrutar um (1) Marketing and Business Development Intern. Saiba mais.

22. Vaga para Contabilista (Indústria)

Estamos à procura de um (1) Contabilista com experiência na área industrial. Saiba mais.

23. Vaga para Gestor Técnico

A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Técnico. Saiba mais.

24. Vaga para Paralegal

A Associação Progresso (PROGRESSO) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Paralegal. Saiba mais.

25. Vaga para Assistente Comercial

A INALCA Moçambique pretende contratar um (1) Assistente Comercial. Saiba mais.

26. Vagas para Vendedores

A PANGARA S. A., pretende contratar Vendedores. Saiba mais.

27. Vaga para Technical and Vocational Education (TVE) Expert

A United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO) pretende recrutar um (1) Technical and Vocational Education (TVE) Expert. Saiba mais.

28. Vaga para Tractor Operator – Bell Tractor Driver

A Unitrans pretende recrutar um (1) Tractor Operator – Bell Tractor Driver. Saiba mais.

29. Vaga para Assistente de Distribuição

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Assistente de Distribuição. Saiba mais.

30. Vaga para Consultor

A Catholic Relief Services (CRS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor. Saiba mais.

31. Vagas para Agentes de Vendas de Software

A Target Systems Enterprise pretende recrutar para um projecto do nosso cliente, Agentes de Vendas de Software. Saiba mais.

32. Vaga para Reporter de Eventos Desportivos

A MS Data pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Reporter de Eventos Desportivos. Saiba mais.

33. Vaga para Specialist: Cyber Defense

A Vodacom pretende recrutar um (1) Specialist: Cyber Defense. Saiba mais.

34. Vaga para EHOD: Regional Operations

A Vodafone pretende recrutar um (1) EHOD: Regional Operations. Saiba mais.

35. Vaga para Assistente de Finanças

Uma empresa anónima pretende recrutar um (1) Assistente de Finanças. Saiba mais.

36. Vaga para Health Specialist

O World Bank pretende recrutar um (1) Health Specialist. Saiba mais.

37. Vagas para Faxineiras

Uma empresa anónima situada em Maputo, está a recrutar duas (2) Faxineiras. Saiba mais.

38. Vaga para Auxiliar Administrativo

Uma empresa anónima pretende recrutar um (1) Auxiliar Administrativo. Saiba mais.

39. Vaga para Director Financeiro

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director Financeiro. Saiba mais.

Governo dos EUA ameaça Harvard com retirada de privilégios para estudantes estrangeiros

O Governo dos Estados Unidos lançou uma ameaça contundente à Universidade de Harvard, anunciando que poderá retirar o “privilégio de matricular estudantes estrangeiros” caso a instituição não cumpra com os requisitos de informação exigidos. 

A administração, liderada pela secretária para a Segurança Interna, Kristi Noem, deu um prazo até 30 de Abril de 2025 para que a universidade forneça registos detalhados sobre as actividades ilegais e violentas dos titulares de vistos de estudante estrangeiro.

A carta enviada por Noem, conforme divulgado pelo Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), expressa a preocupação do governo com a segurança nacional e a utilização de recursos públicos. Noem argumenta que “não é adequado confiar dinheiro dos contribuintes” à instituição, resultando no cancelamento de dois subsídios no valor de 2,7 milhões de dólares (aproximadamente 2,37 milhões de euros) que haviam sido atribuídos a Harvard.

Esta medida surge em um contexto de crescente escrutínio sobre as universidades norte-americanas e como gerem os programas de vistos para estudantes estrangeiros. O governo federal tem enfatizado a necessidade de maior transparência e responsabilidade na gestão das actividades dos titulares de vistos, reflectindo uma postura mais rigorosa em relação à imigração e segurança.

Harvard, por sua vez, ainda não se pronunciou oficialmente sobre as exigências e sanções impostas pelo governo. A comunidade académica aguarda com expectativa o desenrolar desta situação, que poderá ter implicações significativas para a reputação da universidade e para a sua capacidade de atrair estudantes internacionais, um componente vital da sua diversidade e prestígio.

Quatro estrangeiros detidos por tráfico de drogas na Guiné-Bissau enfrentarão justiça nos EUA

O Governo guineense anunciou a transferência de quatro cidadãos estrangeiros, acusados de tráfico de drogas, para os Estados Unidos da América, onde irão enfrentar a justiça. 

Esta acção surge como parte dos esforços contínuos das autoridades guineenses para combater o tráfico de drogas e outras formas de criminalidade no país.

Os detidos, dois mexicanos, um colombiano e um equatoriano, foram originalmente capturados em Setembro do ano passado, durante uma operação que resultou na apreensão de cerca de 2,6 toneladas de droga a bordo de um avião, em Bissau.

Em Janeiro, foram condenados a 17 anos de prisão, mas agora, devido a um pedido da DEA (Drug Enforcement Administration), a agência federal dos EUA responsável pelo combate ao tráfico de drogas, foram transferidos para território norte-americano.

O comunicado emitido pelo Governo da Guiné-Bissau destaca a “firme determinação” das autoridades em enfrentar o crime organizado. No entanto, a defesa dos arguidos considera a transferência uma “aberração”, uma vez que não existe um acordo de extradição formal entre a Guiné-Bissau e os Estados Unidos.

Segundo fontes do Governo, a DEA justifica a transferência por “razões de segurança”, apontando que o sistema carcerário guineense apresenta “debilidades” para assegurar a custódia dos detidos. A DEA já havia mantido várias reuniões com as autoridades locais desde Janeiro, a fim de discutir a situação dos detidos.

A situação dos cinco cidadãos sul-americanos detidos em Setembro de 2024 ficou ainda mais complicada com a morte de um dos indivíduos, um brasileiro, cujo corpo permanece em Bissau à espera de uma ordem das autoridades para ser trasladado de volta ao seu país.

Pelo menos 22 mortos em naufrágio no noroeste da República Democrática do Congo

Pelo menos 22 pessoas perderam a vida num trágico naufrágio ocorrido no rio Congo, no noroeste da República Democrática do Congo (RDCongo). 

O barco em que viajavam incendiou-se, levando muitos passageiros a saltar para a água na tentativa de escapar das chamas, conforme revelaram hoje as autoridades locais.

O chefe da Comissão Fluvial do Équator, Compétent Mboyo, informou que, até ao momento, não foram apurados todos os detalhes do incidente e que a causa do incêndio permanece desconhecida. “Ainda não temos todos os pormenores do incidente que ocorreu ontem à tarde”, afirmou Mboyo, sublinhando que a falta de informação dificulta as operações de resgate.

Segundo o responsável, muitas das vítimas que conseguiram ser resgatadas foram encaminhadas para o Hospital Geral de Wangata, na capital da província, Mbandaka. O barco, que ficou completamente queimado, aparentemente transportava bidões de gasolina, o que pode ter contribuído para a rápida propagação do incêndio.

A embarcação não possuía uma lista completa de passageiros, complicando ainda mais o trabalho das autoridades na determinação do número total de pessoas a bordo no momento do acidente. “Assim que fomos informados, mobilizámos rapidamente a equipa de salvamento”, garantiu Mboyo.

Este naufrágio ocorre apenas uma semana após outro acidente na mesma área, que resultou em 72 mortes, incluindo estudantes que se dirigiam para visitar as suas famílias durante a Páscoa. Este tipo de tragédias não é raro na RDCongo, onde os acidentes fluviais são frequentes devido ao uso intensivo de rios e lagos como meios de transporte em um país com infraestruturas limitadas e densa vegetação.

Naparamas cercam mina de grafite de Balama em protesto por indemnizações justas

A exploração de grafite na mina de Balama tem sido marcada por tensões crescentes entre a comunidade local e a operadora TWIGG Exploration and Mining Limitada. 

Na continuidade de uma série de protestos, os Naparamas uniram-se à população afectada para assegurar que a mina não reabra as suas portas sem que sejam pagas as devidas indemnizações às famílias que ocupavam a área.

Desde Setembro de 2024, barricadas foram erguidas nas entradas da mina, como forma de exigir compensações pela ocupação das terras e em resposta ao despedimento de trabalhadores sem justa causa. A presença dos Naparamas, um grupo tradicional importante na região, intensificou a pressão sobre a mineradora, que se encontra paralisada há quase sete meses.

O governador de Cabo Delgado, Valige Tauao, tentou intervir na situação, reunindo-se com as comunidades afectadas, representantes do governo e líderes locais, na esperança de alcançar uma solução pacífica.

Contudo, esta foi a terceira vez que o governador falhou em convencer os manifestantes a permitir a reabertura da mina, evidenciando a profundidade do descontentamento popular.

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