Sociedade Dois mortos e 80 hectares destruídos por elefantes em Marrupa

Dois mortos e 80 hectares destruídos por elefantes em Marrupa


Pelo menos duas pessoas perderam a vida e 80 hectares de culturas diversas foram destruídos por elefantes em Marrupa, na província do Niassa, norte de Moçambique, desde o início do ano. 

Este trágico balanço destaca os desafios enfrentados pelas comunidades locais em conviver com a fauna selvagem na região.

Segundo a Rádio Moçambique, emissora nacional, a área devastada pelos elefantes representa um aumento de 12,4 hectares em comparação com a campanha agrícola anterior, onde foram reportadas perdas de cerca de 70 hectares. As culturas de milho, abóboras, mandioca e feijões têm sido as mais vulneráveis a estes ataques.

Ana Rui, directora dos Serviços Distritais das Actividades Económicas (SDAE) de Marrupa, revelou que a situação está a afectar aproximadamente 75 famílias dos povoados de Teleué, Mputu, Atlas, Chimula, Namaveresi, Palapato, Messalo e Pringilane, levantando preocupações sobre a possibilidade de futuras bolsas de fome na região.

As comunidades locais têm recorrido a métodos tradicionais para afastar os paquidermes, utilizando batuques, batidas de latas e gritos. No entanto, a eficácia desses métodos tem-se mostrado insuficiente. “Tivemos dois óbitos, com idades entre 35 e 65 anos, nos povoados de Lipeleiche e Mputu”, lamentou Ana Rui.

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Face à gravidade da situação, ela apelou à população para evitarem circular em áreas reconhecidas como perigosas, reforçando a necessidade de precaução nas actividades quotidianas. A convivência entre as comunidades e a fauna selvagem continua a ser um desafio significativo, exigindo atenção e medidas adequadas para proteger tanto as vidas humanas quanto a agricultura local.

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