A República Democrática do Congo (RDC) ultrapassou a barreira dos 10 mil casos confirmados de Ébola no actual surto iniciado em Maio, somando 4.887 óbitos até 25 de Outubro.
Com uma taxa de letalidade de 48,6%, a epidemia já se estende por 66 zonas de saúde em oito províncias, sendo a província de Ituri o principal epicentro, onde se concentram mais de 70% das infecções.
O surto é provocado pela estirpe Bundibugyo, uma variante para a qual não existem vacinas aprovadas ou tratamentos específicos comercialmente disponíveis, ao contrário do que acontece com a estirpe Zaire. O vírus propagou-se também além-fronteiras, afectando três países africanos (Uganda, Quénia e Nigéria) e um europeu (França, com um caso importado).
Este cenário torna o surto em curso o mais grave e letal já documentado na RDC, figurando como o segundo maior da história mundial, atrás apenas da crise sanitária enfrentada pela África Ocidental entre 2014 e 2016.
















