O Governo de Moçambique anunciou uma nova medida que confere liberdade aos agentes comerciais e prestadores de serviços para definirem os seus horários de funcionamento.
Esta iniciativa, divulgada pelo Ministério da Economia, insere-se no plano de recuperação económica em curso no país.
Com a nova regulação, os comerciantes poderão determinar os períodos em que desejam operar, sempre que respeitem a legislação laboral vigente e as normas específicas que regulam cada sector. É importante destacar que as actividades já sujeitas a legislação especial continuarão a operar dentro dos limites estabelecidos por esta.
Para garantir uma supervisão adequada, todos os estabelecimentos comerciais deverão formalizar os seus horários junto da Direcção Nacional do Comércio Interno ou das Direcções Provinciais da Indústria e Comércio. Este registo é fundamental para que as autoridades possam assegurar que os direitos dos trabalhadores são respeitados, especialmente em relação aos limites de horário e às condições de trabalho.
O Procurador-Geral da República, Américo Letela, anunciou ontem que onze contas bancárias no sistema financeiro nacional foram congeladas devido a suspeitas de estarem envolvidas no financiamento do terrorismo em Moçambique.
Esta acção foi possível graças à aplicação da legislação que estabelece o regime jurídico de prevenção, repressão e combate ao terrorismo, assim como à proliferação de armas de destruição em massa, além da estratégia nacional de combate a este fenómeno.
Durante a apresentação do relatório do PGR sobre o estado da legalidade referente ao ano de 2024, Letela revelou que, em comparação com o ano anterior, o número de processos relacionados com terrorismo registou uma diminuição: foram 26 processos em 2023, contra 74 em 2022.
Ao longo dos anos, a soma totaliza 132 processos, dos quais 74 foram concluídos. Destes, 15 resultaram em despachos de acusação, enquanto 59 foram arquivados e 58 transitaram para o período seguinte. Actualmente, existem 34 processos com arguidos em prisão preventiva, e 24 arguidos foram restituídos à liberdade.
O Procurador-Geral justificou o elevado número de processos arquivados, explicando que muitos se referem a arguidos desconhecidos e que as dificuldades em aceder aos locais onde ocorreram os actos terroristas também contribuíram para essa situação.
Américo Letela reforçou a importância do combate ao terrorismo, destacando que as medidas adoptadas visam não apenas desmantelar redes de financiamento, mas também assegurar a segurança e a estabilidade do país.
A revelação do congelamento das contas bancárias sublinha o compromisso das autoridades em enfrentar as ameaças terroristas que afectam Moçambique, especialmente nas regiões mais vulneráveis.
A Associação Nacional de Professores (ANAPRO) denunciou, recentemente, a existência de supostas irregularidades no processo de pagamento de horas extras aos docentes na província de Cabo Delgado.
A situação, segundo a associação, está a gerar descontentamento e desmotivação entre os professores, que se sentem lesados em seus direitos.
Wahito Avito, porta-voz da ANAPRO na região, destacou que a maioria dos professores está a receber valores muito inferiores aos que lhes são devidos. “A maioria dos professores está a receber muito abaixo do que tem direito e ninguém dá explicações sobre o assunto. Por exemplo, alguns professores que deveriam receber cerca de trinta mil meticais estão a ser pagos apenas dez mil, e outros chegam a receber apenas mil meticais”, lamentou.
A insatisfação generalizada entre os docentes tem gerado um clima de desmotivação e desespero. “Os professores estão desmotivados e alguns sequer têm esperança de receber o valor que lhes é devido há vários anos. Isso pode afectar uma classe já moralizada após o governo garantir a disponibilidade de fundos para o pagamento de horas aos professores”, acrescentou Avito.
Além das irregularidades nos pagamentos, a ANAPRO expressou preocupação com a demora no enquadramento de vários professores na função pública.
Muitos deles estão sem salários há cerca de dois anos, o que agrava ainda mais a situação. “Alguns professores estão sem salários devido à falta de enquadramento na função pública. Esta situação está a criar transtornos, tanto para a classe quanto para as suas famílias, que enfrentam dificuldades em suportar o elevado custo de vida”, concluiu o porta-voz.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) realizou uma operação que culminou na apreensão de uma significativa quantidade de fármacos na cidade de Quelimane, na província da Zambézia.
Um técnico de farmácia, de 45 anos, foi detido sob suspeita de desvio de medicamentos do Sistema Nacional de Saúde, num valor superior a 700 mil meticais.
O suspeito, que possui mais de 20 anos de experiência na área da saúde, exercia funções na unidade sanitária de Manhaua, onde alegadamente substituía os medicamentos por quantidades reduzidas. Durante a busca realizada na sua residência, as autoridades encontraram uma vasta gama de produtos farmacêuticos, incluindo antibióticos, xaropes, amoxicilina, benzatinas penicilinas e tetraciclinas, entre outros.
Em declarações à imprensa, o indiciado confessou o desvio dos medicamentos, justificando que o fazia em pequenas quantidades para benefício próprio e de sua família. Contudo, negou categoricamente qualquer envolvimento na venda de fármacos no mercado paralelo.
Maximino Amílcar, chefe do Departamento de Comunicação e Imagem do SERNIC na Zambézia, elucidou que a detenção do técnico de farmácia ocorreu durante uma investigação de rotina relacionada a um potencial traficante de drogas. Durante a abordagem, foram encontrados diversos medicamentos na posse do suspeito, e este acabou por revelar que a sua fonte de fornecimento era outro técnico de farmácia do Centro de Saúde de Manhua.
Um trágico incêndio deflagrou no restaurante de um hotel localizado no distrito de Baita, na cidade de Liaoyang, resultando na morte de 22 pessoas e deixando três feridos.
O incidente, que ocorreu às 12h25 (horário local), gerou uma onda de consternação em todo o país, conforme relatado pela Agência de Notícias Xinhua.
Segundo a emissora estatal CCTV, as autoridades foram informadas sobre a gravidade da situação às 14h, quando já era confirmado o elevado número de vítimas. O incêndio rapidamente mobilizou socorros e esforços de emergência, sendo que o Ministério de Gestão de Emergências enviou uma equipa ao local para coordenar a resposta à tragédia.
Em resposta ao incidente, o presidente da China, Xi Jinping, emitiu instruções para que todas as medidas necessárias sejam tomadas para atender os feridos e prestar assistência às famílias das vítimas. Xi também sublinhou a importância de determinar rapidamente a causa do incêndio e de responsabilizar os envolvidos segundo a legislação vigente.
Além disso, as autoridades da província de Liaoning e da cidade de Liaoyang formaram equipas de resgate que estão actualmente a trabalhar no local, realizando operações de salvamento e gestão das consequências do desastre. As operações de socorro e a avaliação dos danos continuam em andamento, com as autoridades a priorizar a segurança e a assistência às vítimas e suas famílias.
Uma tragédia abalou o nordeste da Nigéria após a detonação de explosivos improvisados que resultou na morte de pelo menos 26 pessoas, incluindo mulheres e crianças.
O incidente ocorreu numa movimentada estrada que conecta as cidades de Rann e Gamboru, no estado de Borno, próximo à fronteira com os Camarões.
De acordo com informações do portal African News, a responsabilidade pelo ataque foi assumida por uma facção do Estado Islâmico, conhecida como Província da África Ocidental.
O porta-voz da polícia nigeriana, Nahum Daso, relatou à Associated Press que a maioria das vítimas era composta por agricultores e comerciantes locais que viajavam numa camionete Toyota, a qual passou por cima de uma mina terrestre que havia sido colocada na estrada.
O porta-voz esclareceu que os explosivos foram supostamente enterrados por militantes da referida facção. Além das 26 vítimas mortais, pelo menos três pessoas ficaram feridas e foram rapidamente transportadas para unidades de saúde próximas para receber tratamento.
As forças de segurança nigerianas já se deslocaram para a área, implementando medidas de protecção e iniciando operações de limpeza na busca por outros possíveis dispositivos explosivos. Abba Modu, um membro da Força-Tarefa Conjunta Civil, um grupo de vigilantes que colabora com os militares na luta contra os militantes islâmicos, sugeriu que os explosivos poderiam ter sido direccionados a agentes de segurança que frequentemente patrulham a rodovia.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um (1) Consultor para Facilitação da Co-criação do Plano de Implementação do Programa Participativo (PIP). Saiba mais.
A Pathfinder International pretende recrutar um (1) Consultor para Elaboração de Documentos Normativos da Plataforma Nacional dos Direitos dos Trabalhadores do Sexo (PNDTS). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Educação. Saiba mais.
Um jovem de 23 anos foi detido pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) acusado de assassinar a sua namorada, num crime que, segundo as autoridades, terá sido motivado por ciúmes e outras questões passionais.
O trágico incidente ocorreu na cidade da Beira, na província de Sofala, onde a vítima foi brutalmente atacada.
De acordo com informações divulgadas pelo porta-voz do SERNIC em Sofala, Alfeu Sitoe, o acusado terá desferido vários golpes no corpo da namorada utilizando instrumentos contundentes. Após o ato, o suspeito abandonou o corpo da vítima nas imediações de uma linha férrea, num ato que acrescentou gravidade ao crime, uma vez que um dos objectos utilizados no homicídio foi encontrado alojado no ânus da malograda.
A detenção do suspeito ocorreu na vila de Sange, no Malawi, resultado de uma eficaz colaboração entre a polícia local e as autoridades de investigação daquele país. Este desdobramento foi possível graças a um Mandado de Captura emitido pelo Tribunal Judicial da Província de Sofala, que permitiu a captura do jovem fugitivo.
O caso chocou a comunidade local e levantou questões sobre a violência doméstica e os crimes passionais, que continuam a ser uma preocupação crescente em muitas sociedades.
O SERNIC anunciou que continuará a investigar o caso com rigor, prometendo que todos os responsáveis pelo crime serão levados à justiça.
Um total de quarenta e cinco condutores foram alvo de multas nos postos de controlo rodoviário localizados em Nhongonhane e Matola-Rio, em decorrência de diversas infracções ao código de estrada.
A operação de fiscalização resultou na aplicação de multas que ascendem a 120.500 meticais. As principais infracções detectadas incluem excessos de velocidade, consumo de bebidas alcoólicas e uso indevido de telemóveis durante a condução.
No total, foram fiscalizadas quatrocentas e trinta e nove viaturas, com as autoridades a reiterarem a importância de respeitar as normas de trânsito para garantir a segurança de todos os utentes da via.
A Polícia de Trânsito continua a apelar à responsabilidade dos condutores e a promover campanhas de sensibilização para a redução de acidentes nas estradas.
As forças Houthi, que controlam uma parte significativa do Iémen, responsabilizaram os Estados Unidos por um ataque aéreo que teria causado a morte de 68 pessoas, incluindo crianças e mulheres, na madrugada de segunda-feira.
O ataque terá ocorrido numa prisão situada na zona de Thaqban, nos subúrbios a noroeste da capital, Sanaa, onde se encontravam imigrantes de origem africana.
Segundo o canal de televisão al-Masirah, controlado pelos Houthis, o ataque também deixou 47 feridos. Inicialmente, o relato do incidente indicava a morte de apenas oito pessoas, mas o novo balanço das vítimas foi substancialmente elevado. O acesso à área do ataque tem sido restrito, com jornalistas e organizações independentes sem permissão para investigar os acontecimentos.
As forças Houthi relataram que, apesar da guerra civil que assola o país, muitos migrantes africanos continuam a arriscar a travessia do Iémen em busca de melhores oportunidades de trabalho na Arábia Saudita. Este ataque aéreo é apenas um dos vários que têm visado os subúrbios de Sanaa e outras regiões controladas pelos rebeldes, que, segundo relatos, também têm realizado incursões em Saada e na província de Amran.
A contagem de vítimas dos ataques aéreos dos EUA no Iémen, conforme relatado pela AFP, já ultrapassou 228 desde o início das operações, com os Houthis a afirmarem que os ataques têm como objectivo os seus combatentes. O Comando Central dos EUA (Centcom) revelou que mais de 800 alvos foram atingidos no Iémen desde meados de Março, resultando na morte de numerosos combatentes Houthi.
A campanha militar dos Estados Unidos, denominada “Operação Rough Rider”, foi lançada com o intuito de forçar os rebeldes a cessar os seus ataques a navios no Mar Vermelho, uma rota vital para o comércio internacional. O Centcom, em comunicado, destacou que esta operação resultou na eliminação de centenas de combatentes Houthi, assim como de vários líderes do grupo.
A Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) procedeu à retirada do mercado de 5.935 litros de óleo da marca Super Vega, cuja comercialização foi recentemente interditada pelas autoridades competentes.
Esta operação decorreu na província de Gaza e teve como objectivo salvaguardar a saúde pública e garantir a segurança alimentar dos consumidores.
De acordo com informações prestadas por Raimundo Chiconela, chefe de Departamento de Operações da Indústria, Comércio, Turismo e Transportes na delegação da INAE em Gaza, os litros de óleo em questão, avaliados em mais de 700 mil Meticais, foram retirados de 24 estabelecimentos comerciais situados nos distritos de Chibuto, Mandlakazi, Mabalane, Chicualacuala, Mapai e Massangena.
O óleo Super Vega, produzido na província de Nampula, foi banido do consumo em todo o território nacional devido à sua falta de certificação adequada. A INAE destacou que a ausência do rótulo “Made in Mozambique” é indicativo de que o produto não seguiu o processo normal de produção, levantando preocupações sobre a sua qualidade e segurança.
Um apagão que afectou diversas regiões da Europa na segunda-feira, gerou um clima de incerteza e inquietação entre os cidadãos.
O corte abrupto de energia, que iniciou às 12h30, horário local, afectou não apenas a Península Ibérica, abrangendo Espanha e Portugal, mas também partes da França, paralisando transportes, incluindo trens, linhas de metrô e aeroportos internacionais.
A origem do apagão permanece envolta em mistério, o que tem alimentado especulações e receios entre a população. Entre as hipóteses levantadas está a possibilidade de um ciberataque, uma vez que a União Europeia havia emitido recomendações prévias para que a população preparasse um “kit de emergência” com duração mínima de três dias. Esta orientação, segundo relatos, havia deixado muitos cidadãos em estado de alerta, embora sem preparativos adequados.
“Há um tempo, a gente recebeu uma orientação da União Europeia de fazer um kit de emergência de no mínimo três dias. E, então, todos já estavam em alerta, embora ninguém estivesse preparado”, afirmou a brasileira Erika Santos, em entrevista ao Metrópoles.
Vale ressaltar que, no dia 26 de Março, a União Europeia divulgou um documento intitulado “Estratégia da União de Preparação”, onde as ameaças à cibersegurança são mencionadas como um dos desafios prementes para o bloco. O documento delineia 30 acções principais a serem implementadas no intuito de fomentar uma “cultura de preparação” nas políticas da União Europeia.
O ministro Adjunto e da Coesão Territorial de Portugal, Manuel Castro Almeida, também aventou a possibilidade de um ciberataque estar por detrás do apagão. No entanto, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, negou qualquer vínculo entre uma eventual ação virtual e a falta de energia eléctrica.
O combate ao incêndio devastador que assolou o maior porto do Irão, o porto de Shahid Rajaï, continua a decorrer, agora pelo terceiro dia consecutivo, após uma explosão catastrófica no sábado que resultou na morte de pelo menos 40 pessoas e deixou mais de mil feridos. A informação foi divulgada pela imprensa estatal iraniana.
De acordo com imagens transmitidas em directo pela televisão estatal, uma espessa nuvem de fumo negro ainda se eleva sobre os contentores empilhados no porto, evidenciando a gravidade da situação. As autoridades informaram que, assim que o incêndio for totalmente controlado, será iniciada a fase de limpeza do local e a avaliação dos danos causados pelo incidente.
A explosão, que foi audível a dezenas de quilómetros de distância, ocorreu por volta do meio-dia (09h30 em Lisboa) num cais do porto de Shahid Rajaï, um ponto estratégico que movimenta 85% das mercadorias do Irão. Este porto localiza-se nas proximidades da grande cidade costeira de Bandar Abbas, no estreito de Ormuz, uma importante via de transporte que representa um quinto da produção mundial de petróleo.
Embora a causa da explosão ainda não tenha sido determinada, a alfândega do porto sugere que o incidente pode ter ocorrido após o início de um incêndio numa unidade de armazenamento de materiais perigosos e produtos químicos. O líder supremo do Irão, ayatollah Ali Khamenei, ordenou uma investigação para apurar se a tragédia foi resultado de negligência ou se teve motivações intencionais.
O Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, visitou no domingo os hospitais da cidade vizinha de Bandar Abbas para prestar apoio aos feridos, reforçando a solidariedade do governo em face desta tragédia.
O Ministério da Saúde iraniano tem apelado à população para que se mobilize em apoio aos afectados, numa altura em que o país enfrenta um dos seus mais graves desastres industriais em anos.
O cardeal italiano Angelo Becciu anunciou a sua desistência de participar no conclave que se realizará para eleger o novo papa da Igreja Católica, em consequência da recente morte do papa Francisco.
Segundo informações divulgadas pelo jornal La República, Becciu justificou a sua decisão como uma tentativa de preservar a imagem da Igreja, evitando que a sua presença pudesse causar mais danos.
Apesar de abdicar da sua participação no evento, o cardeal mantém a sua posição de inocência em relação às acusações que levaram à sua condenação por peculato. Esta condenação, relacionada com a compra e venda fraudulenta de um edifício em Londres, foi proferida em primeira instância pelo tribunal do Vaticano em Dezembro de 2023. Na altura dos factos, Becciu ocupava o cargo de substituto para Assuntos Gerais da Secretaria de Estado.
A sua remoção do cargo de prefeito da Congregação para as Causas dos Santos foi determinada pelo papa Francisco em Setembro de 2020, momento em que também perdera os direitos associados ao cardinalato.
A decisão de Becciu reflete não apenas a sua luta pela defesa da sua honra, mas também a delicada situação em que se encontra a Igreja Católica, que enfrenta desafios significativos em termos de reputação e transparência.
Dinis Tivane, assessor do deputado Venâncio Mondlane, foi formalmente constituído arguido após uma audição.
A medida de coação imposta a Tivane consiste num Termo de Identidade e Residência (TIR), que o proíbe de se ausentar da sua residência por mais de cinco dias sem a devida comunicação às autoridades competentes.
A decisão surge em um contexto tenso, relacionado com a instrução dos processos referentes às manifestações violentas que eclodiram após as eleições legislativas e gerais de 2024. Estas manifestações, marcadas por confrontos e desordem, levantaram preocupações acerca da situação política e da estabilidade social no país.
As autoridades continuam a investigar os incidentes que resultaram em múltiplos feridos e detenções, enquanto a sociedade civil observa atentamente o desenrolar dos acontecimentos.
O papel de Dinis Tivane, assim como de outros envolvidos, será analisado à luz dos eventos que se seguiram ao escrutínio, prometendo um período de intensa vigilância e debate público sobre a situação política em Moçambique.
A ascensão de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, marcada por promessas de mudanças significativas nas políticas comerciais, desencadeou um abalo sem precedentes na economia global, no comércio mundial e nos mercados financeiros.
Desde a sua tomada de posse, a 20 de Janeiro, Trump tem adoptado uma postura agressiva em relação às importações, prometendo impor “tarifas e impostos aos países estrangeiros”.
Imediatamente após prestar juramento no Capitólio, Trump anunciou que a aplicação de direitos aduaneiros seria “a única forma” de assegurar que os Estados Unidos fossem “tratados como devem”. “Começarei imediatamente a reformar o nosso sistema comercial para proteger as famílias e os trabalhadores americanos. Em vez de taxar os nossos cidadãos para enriquecer outros países, vamos impor tarifas e impostos aos países estrangeiros para enriquecer os nossos cidadãos”, declarou Trump durante o seu discurso de inauguração.
As primeiras medidas concretas visaram produtos do México e do Canadá, com a imposição de tarifas de 25%. No entanto, rapidamente se tornou evidente que a lista de países-alvo se alargaria, incluindo nações como a China, a Rússia e a União Europeia. O impacto destas decisões foi imediato, gerando ondas de choque nos mercados financeiros e provocando retaliações dos parceiros comerciais, reflectindo um cenário de crescente tensão e um iminente conflito comercial.
A apenas três dias após a sua tomada de posse, durante o Fórum Económico Mundial em Davos, o presidente reafirmou a sua estratégia. “A minha mensagem para todas as empresas do mundo é simples: venham fabricar os vossos produtos na América e beneficiarão de alguns dos impostos mais baixos do mundo. Mas se não os fabricarem nos Estados Unidos, o que é um direito vosso, então, muito simplesmente, terão de pagar direitos aduaneiros”, afirmou.
As repercussões das políticas de Trump não se limitaram apenas aos Estados Unidos; o comércio global e as relações económicas entre países começaram a ser profundamente afectados. A incerteza gerada pela guerra comercial iminente aumentou a volatilidade nos mercados financeiros, com investidores a monitorizar atentamente as novas directrizes comerciais e as suas consequências para a economia mundial.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deteve um indivíduo suspeito de estar envolvido num esquema de roubo de viaturas, no Município da Matola. O detido faz parte de um grupo de três malfeitores que têm aterrorizado a população local.
A captura do suspeito aconteceu por volta das 21 horas, quando os agentes do SERNIC o surpreenderam na residência de um dos seus cúmplices, onde desmontava o sistema de segurança de uma viatura recentemente roubada no bairro de Nkobe, também na Matola.
Segundo o porta-voz do SERNIC em Maputo, Anastácio Maurício, a intervenção foi possível graças à denúncia da vítima, que relatou ter sido interceptada e arrastada para o interior de uma viatura. A vítima foi submetida a torturas e obrigada a entregar 20 mil Meticais. Após não conseguir obter ajuda da sua família, a vítima foi abandonada em local incerto dentro da autarquia.
Durante a operação, as autoridades apreenderam duas viaturas: uma pertencente à vítima e outra utilizada pelos indivíduos durante o roubo. Além disso, foram recuperadas três armas de fogo que os bandidos utilizaram para intimidar a vítima.
Um total de 63 naparamas entregaram-se às autoridades governamentais na sede do posto administrativo de Mutuali, no distrito de Malema, na província de Nampula.
A rendição ocorreu poucos dias após a detenção do suposto líder do grupo pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS).
Segundo informações avançadas pelo portal Ikweli, a entrega dos naparamas aconteceu na segunda-feira, na presença do governador da província, Eduardo Abdula. Durante a cerimónia, um representante dos naparamas expressou o arrependimento do grupo, pedindo desculpas pelas acções que resultaram em sofrimento para os cidadãos inocentes.
“Em nome dos cidadãos que se envolveram em tumultos, queremos pedir desculpa. Por nervosismo e revoltados por falta de controlo, alguns acabaram recorrendo a meios inadequados que trouxeram mais dor à nossa comunidade”, referiu o porta-voz.
O governador Abdula, por sua vez, questionou a sinceridade do arrependimento manifestado, enfatizando que os rendidos não deveriam ter sido coagidos a entregar-se. Abdula sublinhou ainda a importância de garantir a segurança na região, indicando que a ausência de segurança tem sido um factor dissuasor para potenciais investidores.
“É preciso que quem venha investir tenha certeza de segurança. As pessoas não querem vir à Mutuali porque dizem que aqui há naparamas”, destacou o governador.
O director-geral do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Pierre Krähenbühl, afirmou que a retoma da guerra em Gaza desencadeou um “novo inferno” para a população palestiniana.
Durante uma conferência de segurança realizada em Doha, no Qatar, Krähenbühl expressou a sua profunda preocupação com a situação humanitária no território.
“Gaza está a sofrer. São mortes, feridos, múltiplas deslocações de cidadãos, amputações, separações, desaparecimentos, fomes e negação de ajuda e dignidade em larga escala”, declarou o director-geral do CICV, enfatizando a gravidade da crise que assola a região.
O conflito, que se intensificou após o ataque do Hamas a Israel em 7 de Outubro de 2023, levou a um ciclo de violência devastador. Embora uma trégua tenha sido acordada no início deste ano, a ofensiva militar israelita na Faixa de Gaza foi retomada em 18 de Março, resultando em um agravamento da situação humanitária.
Krähenbühl lamentou que o cessar-fogo anterior tivesse dado esperanças à população, que agora se vê novamente confrontada com um cenário de horror. “Justamente quando o cessar-fogo fez as pessoas acreditarem que tinham sobrevivido ao pior, um novo inferno eclodiu”, disse.
Recentemente, a agência de notícias France Presse noticiou que o Hamas estaria disposto a negociar um cessar-fogo que preveja a libertação de todos os reféns de uma só vez, juntamente com uma trégua de cinco anos com Israel. Contudo, as perspectivas para a paz permanecem incertas.
As Nações Unidas alertaram que Gaza enfrenta a pior crise humanitária em 18 meses, desde o início das hostilidades em Outubro de 2023. O bloqueio imposto por Israel à ajuda humanitária, incluindo alimentos e material médico, continua a privar a população do necessário para a sobrevivência, exacerbando ainda mais a situação crítica.
Os profissionais de saúde em Moçambique, que se encontram em greve desde o dia 17 de Abril, anunciaram que a partir desta quarta-feira, irão interromper o atendimento nos hospitais até ao dia 5 de Maio.
A informação foi divulgada pelo presidente da Associação dos Profissionais da Saúde, Unidos e Solidários de Moçambique, Anselmo Muchave, durante uma conferência de imprensa realizada na passada segunda-feira.
A decisão de intensificar a paralisação foi tomada como forma de pressão sobre o Governo, com o objectivo de exigir o pagamento de horas extras em atraso, a melhoria das condições de trabalho, bem como a disponibilização de medicamentos e alimentos para os pacientes. “A partir do dia 30, às 15h30, os profissionais de saúde não irão pisar as unidades sanitárias e só voltarão no dia 5 de Maio. Esta é uma nova fase da nossa luta por um Sistema Nacional de Saúde (SNS) que preste cuidados dignos e eficazes ao povo moçambicano”, afirmou Muchave.
Entre as reivindicações dos profissionais de saúde, destacam-se não apenas o pagamento das horas extras em dívida, mas também melhores condições salariais, um adequado enquadramento nas suas funções, além da garantia de medicamentos e ração alimentar para os doentes.
Por sua vez, o ministro da Saúde, Ussene Isse, manifestou a sua disposição para dialogar com os grevistas, mas sublinhou a importância de manter o atendimento aos pacientes. “Reconheço que existem questões que nos separam, mas o meu apelo aos meus colegas é para continuarmos a discutir, sem, no entanto, deixarmos de atender os nossos pacientes, pois uma greve na saúde pode ter consequências desastrosas”, exortou o ministro.
Foram publicadas hoje, dia 09 de Setembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:
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A Alemanha apresentou a sua defesa no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), em resposta a uma denúncia da Nicarágua relativa à exportação de armas...