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Quarta-feira, Julho 22, 2026
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Ataques aéreos dos EUA causam dezenas de vítimas na capital do Iémen

Os recentes bombardeamentos aéreos realizados pelos Estados Unidos na capital do Iémen, Sana, resultaram na morte de pelo menos 12 pessoas e deixaram 30 feridos, segundo informações fornecidas pelos rebeldes Huthis. 

O Ministério da Saúde dos Huthis declarou em um comunicado, citado pela agência de notícias oficial Saba, que os ataques atingiram o mercado de Farwah e o bairro homónimo, ambos situados no centro da cidade.

Aviões de combate norte-americanos realizaram bombardeamentos em pelo menos três províncias do Iémen, incluindo a capital. A televisão iemenita Al-Massirah, também ligada aos Huthis, informou que os ataques visaram alvos na montanha de Faj Attan, embora não tenha fornecido detalhes sobre o número de vítimas.

Residentes relataram que a área montanhosa alberga grutas utilizadas para o armazenamento de armas e munições. Além do ataque aos bairros residenciais, os bombardeamentos afectaram uma infra-estrutura que tem sido visada repetidamente pelas forças sauditas desde o início do conflito no Iémen, em 2014.

Segundo a Al-Massirah, os ataques aéreos também atingiram a Ilha Kamaran, localizada na costa em frente aos portos de Al Salid e Ras Issa, no Mar Vermelho, uma região que já foi alvo de múltiplas ofensivas desde o início da intensa campanha militar americana contra os Huthis, que se iniciou a 15 de Março.

Na noite de sábado, relatos indicaram que pelo menos três pessoas morreram e quatro ficaram feridas em bombardeamentos aéreos norte-americanos na capital. O exército dos EUA anunciou na quinta-feira que tinha bombardeado e destruído o porto de Ras Issa, controlado pelos Huthis. O Comando Central dos EUA (Centcom) afirmou que este ataque visava destruir um porto de combustível utilizado pelos rebeldes para financiar suas operações.

EUA ameaçam abandonar negociações de paz se não houver avanços rápidos na Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que deseja observar “rapidamente” avanços nas negociações de paz entre a Ucrânia e a Rússia, um apelo que reflete a crescente impaciência de Washington em relação ao desenrolar do conflito. 

O vice-presidente norte-americano, JD Vance, expressou-se de forma optimista sobre a possibilidade de uma resolução para a guerra, que já dura há três anos.

As recentes declarações dos líderes norte-americanos foram acompanhadas de um claro aviso: os EUA poderão abandonar as conversações se não houver progresso significativo nas próximas semanas. O secretário de Estado, Marco Rubio, reiterou a necessidade de um envolvimento mais activo da Europa nas negociações, enfatizando que as prioridades dos Estados Unidos também se expandem além do conflito ucraniano.

“Queremos fazer isso”, afirmou Trump, referindo-se a um potencial acordo de trégua, embora tenha evitado estipular um prazo específico. “Não há um número determinado de dias, mas rapidamente”, sublinhou o presidente. Ele acrescentou que, caso uma das partes envolvidas nas negociações apresente resistência significativa, os EUA poderão simplesmente retirar-se do processo: “Diremos apenas: ‘Vocês são tolos. São pessoas horríveis’ – e vamos apenas deixar passar”, afirmou.

Em Paris, onde lançou o ultimato, Trump dialogou com autoridades europeias, que se mostraram “muito prestáveis e construtivas”. Rubio expressou a sua esperança de que potências como o Reino Unido, a França e a Alemanha possam ajudar a avançar nas conversações, apontando que é crucial descobrir rapidamente se um acordo é viável a curto prazo: “Se não for, então acho que vamos seguir em frente”, disse ele.

Entretanto, JD Vance, que se encontrava em Roma para discutir taxas alfandegárias com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmou que também iria atualizá-la sobre as últimas informações das negociações com Bruxelas. “Não vou prejulgá-los, mas estamos optimistas de que podemos, com sorte, pôr fim a esta guerra tão brutal”, concluiu Vance.

Mulher morre após cirurgia realizada por falso médico do TikTok em Nova Iorque

Maria Penaloza Cabrera, uma mulher colombiana residente em Nova Iorque, faleceu no hospital após entrar em paragem cardíaca durante uma cirurgia para remoção de implantes, realizada por um falso médico que promovia os seus serviços nas redes sociais, incluindo o TikTok.

A tragédia ocorreu no dia 28 de Março, quando Maria, mãe de duas crianças, submeteu-se ao procedimento na residência de Felipe Hoyos-Foronda, localizado na zona de Queens. A mulher pretendia retirar implantes que havia colocado nas nádegas, num procedimento que, em condições normais, seria considerado rotineiro para um médico-cirurgião.

No entanto, Hoyos-Foronda não possuía qualquer formação médica e administrou lidocaína de forma inadequada, o que resultou na paragem cardíaca da paciente.

Após a emergência, Maria Cabrera foi transportada para o hospital, onde foi entubada sem actividade cerebral, com os médicos a apontarem uma probabilidade mínima de sobrevivência, segundo um relato feito às autoridades, conforme reportado pelo jornal “USA Today”. Na mesma data, o alegado médico foi detido no aeroporto JFK, quando tentava deixar os Estados Unidos em direcção à Colômbia.

Segundo o mesmo jornal, e de acordo com um relatório policial, Felipe Hoyos-Foronda utilizava uma conta no TikTok para anunciar uma variedade de serviços estéticos, incluindo a aplicação de botox e outros procedimentos médicos. As suas publicações incluíam vídeos e fotografias da sua prática, realizada em ambientes domésticos, e promoviam “festas de botox” a preços acessíveis, conforme mencionado pelo “The New York Times”. O falso médico enfrenta acusações de agressão e de exercício não autorizado da medicina.

Chuvas fortes arrastam desvio rodoviário recém-inaugurado entre Nampula e Pemba

O desvio recentemente inaugurado para facilitar a circulação rodoviária entre Nampula e a cidade de Pemba, em Cabo Delgado, foi tragicamente arrastado pelas águas.

A infra-estrutura, cujo objectivo era aliviar o intenso tráfego entre as duas regiões, não resistiu à fúria das intempéries que afectaram a zona.

Este incidente ocorre apenas três dias após a reabertura da ligação rodoviária entre as províncias de Nampula e Cabo Delgado pela estrada N1, que tinha sido interrompida devido a condições adversas. A situação levanta preocupações sobre a resistência e a adequação das infraestruturas em face de fenómenos climáticos extremos, que têm afectado a região de forma recorrente.

As autoridades locais estão a avaliar os danos causados pelo desvio e a trabalhar na identificação de soluções para garantir a segurança e a mobilidade dos cidadãos. A população aguarda por informações sobre a reabilitação do desvio e sobre as possíveis alternativas de trajecto enquanto as condições meteorológicas permanecem instáveis.

China suspende entregas de aviões Boeing em resposta à guerra comercial com os EUA

A China emitiu uma directiva para que as suas companhias aéreas cessem a aceitação de entregas de aviões da Boeing, uma decisão que surge no contexto da crescente tensão tarifária entre Pequim e Washington. 

De acordo com a agência “Bloomberg”, citada pela Lusa, a medida inclui também a suspensão de compras de equipamentos e peças aeronáuticas a empresas norte-americanas.

A Boeing, que tem sede em Arlington, Virgínia, poderá enfrentar um aumento nos preços das suas aeronaves em comparação com os seus principais concorrentes, a europeia Airbus e a Commercial Aircraft Corporation of China (COMAC). Esta última, apoiada pelo governo chinês, procura expandir a sua participação no mercado interno.

A empresa norte-americana tinha sido poupada de tarifas durante o último capítulo da guerra comercial que iniciou na presidência de Donald Trump (2017-2021), mas as suas vendas para a China têm declinado desde 2019. Em 2022, estimava-se que 25% das entregas internacionais da Boeing seriam destinadas ao mercado chinês; em 2023, esse número caiu drasticamente para apenas 9%.

Especialistas alertam que a escalada da guerra comercial poderá resultar em custos mais elevados para as empresas americanas em todos os sectores, à medida que os preços de peças e matérias-primas importadas da China aumentam. As empresas enfrentarão, assim, o desafio de realocar parte da produção e perder competitividade no vasto mercado chinês.

A guerra comercial, que se intensificou a 2 de Abril com o anúncio de “tarifas recíprocas” por parte dos EUA, teve uma reversão uma semana depois, devido à queda dos mercados e ao aumento dos custos de financiamento da dívida norte-americana. Embora os EUA tenham suavizado a sua ofensiva contra a maioria dos países, aplicando uma tarifa generalizada de 10%, também aumentaram as tarifas sobre produtos chineses em resposta às retaliações de Pequim.

Actualmente, os EUA impõem uma tarifa total de 145% sobre as importações chinesas, enquanto a China elevou as tarifas sobre os produtos norte-americanos para 125%. Nos últimos tempos, analistas têm destacado que o sector da aviação dos EUA, em particular a Boeing, é um dos mais impactados pela guerra tarifária.

Faleceu Papa Francisco aos 88 anos

O Papa Francisco faleceu esta segunda-feira, aos 88 anos, conforme anunciado esta manhã pelo Vaticano. A notícia foi divulgada pelo cardeal Kevin Farrell, que expressou profundo pesar pelo falecimento do líder da Igreja Católica.

Francisco, que se tornou Papa em 2013 após a renúncia do seu antecessor, Bento XVI, foi o primeiro pontífice originário da América Latina. Durante os últimos meses do seu pontificado, enfrentou sérios problemas de saúde, incluindo uma batalha contra a pneumonia.

No comunicado oficial partilhado pelo Vaticano, o cardeal Farrell dirigiu-se aos fiéis, declarando: “Queridos irmãos e irmãs, é com profundo pesar que anuncio o falecimento do Papa Francisco.” Esta declaração marca um momento de luto para a Igreja Católica e para milhões de seguidores em todo o mundo.

Ao longo do seu mandato de 12 anos, o Papa Francisco destacou-se pela sua abordagem pastoral, promovendo a paz, a justiça social e o diálogo inter-religioso, bem como pela sua preocupação com questões ambientais e sociais. O seu legado será recordado por muitos como um exemplo de humildade e compaixão.

Vagas de emprego do dia 21 de Abril de 2025

Foram publicadas hoje, dia 21 de Abril no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Senior Quality Operations Specialist

A CB&I pretende recrutar um (1) Senior Quality Operations Specialist. Saiba mais.

2. Vaga para Territory Supervisor

A Vodafone pretende recrutar um (1) Territory Supervisor. Saiba mais.

3. Vaga para Junior Consultant (Partnerships Officer)

A World Food Programme (WFP) pretende recrutar um (1) Junior Consultant (Partnerships Officer). Saiba mais.

4. Vaga para Oficial de Operações

Uma empresa anónima situada na Matola, está a recrutar um (1) Oficial de Operações. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Gestor de Clientes Particulares

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Gestor de Clientes Particulares. Saiba mais.

2. Vaga para Assistente de Serviço ao Cliente

O Absa Group pretende recrutar um (1) Assistente de Serviço ao Cliente. Saiba mais.

3. Vaga para Representante de Saúde e Segurança

A MD Consultores pretende recrutar um (1) Representante de Saúde e Segurança. Saiba mais.

4. Vaga para Oficial de Educação

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Educação. Saiba mais.

5. Vaga para Auto Electrician

A Unitrans pretende recrutar um (1) Auto Electrician. Saiba mais.

6. Vagas para Técnicos de Farmácia

Uma empresa anónima está a recrutar dois (2) Técnicos de Farmácia. Saiba mais.

7. Vagas para Estafetas

Uma empresa anónima pretende recrutar dois (2) Estafetas. Saiba mais.

8. Vaga para Assistente de Contabilidade

A Associação Progresso (PROGRESSO) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Contabilidade. Saiba mais.

9. Vaga para Operator

A AB InBev pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Operator. Saiba mais.

10. Vaga para Snr Specialist IP Planning & Engineering

A Vodafone pretende recrutar um (1) Snr Specialist IP Planning & Engineering. Saiba mais.

11. Vaga para Security Operation Manager

A Alliance International pretende recrutar um (1) Security Operation Manager. Saiba mais.

12. Vaga para Especialista em Marketing e Comunicação

A Mozlista está a recrutar um (1) Especialista em Marketing e Comunicação. Saiba mais.

13. Vaga para Oficial de Agronegócio

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Oficial de Agronegócio. Saiba mais.

14. Vaga para Consultor – Recursos Humanos

A Deloitte pretende recrutar um (1) Consultor – Recursos Humanos. Saiba mais.

15. Vaga para Commercial Manager

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) Commercial Manager. Saiba mais.

16. Vaga para Técnica Ambiental

A Progettomondo pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Técnica/o Ambiental. Saiba mais.

17. Vaga para Assistente Administrativo de Armazém

A INALCA Moçambique pretende contratar um (1) Assistente Administrativo de Armazém. Saiba mais.

18. Vaga para Marketing and Communications Officer

A Aga Khan Academy Maputo pretende recrutar um (1) Marketing and Communications Officer. Saiba mais.

19. Vaga para Comercial

A Kutiza Consultoria e Serviços está a recrutar uma (1) Comercial. Saiba mais.

20. Vaga para Logístico

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Logístico. Saiba mais.

21. Vaga para Formador – Médico

O Instituto Médio de Saúde CESOFAMA pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Formador – Médico. Saiba mais.

22. Vaga para Formador – Enfermeiro de Saúde Materno

O Instituto Médio de Saúde Cesofama pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Formador – Enfermeiro(a) de Saúde Materno. Saiba mais.

23. Vaga para CBU Cluster Supervisor Caia

A Vodafone pretende recrutar um (1) CBU Cluster Supervisor Caia. Saiba mais.

24. Vaga para Marketing and Business Development Intern

A ELIM Serviços pretende recrutar um (1) Marketing and Business Development Intern. Saiba mais.

25. Vaga para Contabilista (Indústria)

Estamos à procura de um (1) Contabilista com experiência na área industrial. Saiba mais.

26. Vaga para Gestor Técnico

A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Técnico. Saiba mais.

27. Vaga para Assistente Comercial

A INALCA Moçambique pretende contratar um (1) Assistente Comercial. Saiba mais.

28. Vagas para Vendedores

A PANGARA S. A., pretende contratar Vendedores. Saiba mais.

29. Vaga para Consultor

A Catholic Relief Services (CRS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor. Saiba mais.

Justiça arquiva caso de suposto suborno ao líder do PODEMOS

O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) decidiu arquivar o caso de um alegado suborno milionário ao líder do Partido Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS), Albino Forquilha. 

O caso envolvia a denúncia de que Forquilha teria recebido 219 milhões de meticais para desistir da luta pela reposição da verdade eleitoral e permitir que os deputados eleitos pelo PODEMOS tomassem posse a 15 de Janeiro deste ano.

A denúncia foi feita pelo Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) e levantou questões sobre a legitimidade da cerimónia de tomada de posse dos deputados, especialmente na sequência do apelo do candidato independente Venâncio Mondlane — oficialmente o segundo mais votado nas eleições de Outubro de 2024 — que reclamava vitória e sugeriu o boicote à cerimónia.

No entanto, a posse ocorreu sem incidentes, e Forquilha afirmou que o seu partido não teria conseguido tornar-se o maior partido da oposição no parlamento, atrás apenas da Frelimo, sem o endosso de Mondlane.

Romualdo Jhonam, porta-voz do GCCC, confirmou que o caso foi arquivado devido à falta de elementos que sustentassem a veracidade da denúncia, mesmo após a audição do denunciante. “Foi ouvido o denunciante, onde foi dada a oportunidade de trazer mais elementos e provas que sustentam a denúncia efectuada, mas não foi possível obter tais elementos, e mesmo pelas investigações realizadas por nós. E, na sequência disto [falta de provas], o processo foi arquivado” explicou Jhonam.

O porta-voz destacou ainda que o processo pode ser reaberto caso novos elementos que comprovem a denúncia venham a surgir.

Em uma nota positiva para o GCCC, durante um briefing sobre as realizações do primeiro trimestre do ano, foi anunciada a detenção de um técnico do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) por envolvimento no desvio de 490 milhões de meticais, juntamente com outros três beneficiários. O valor desviado foi dispersado por várias contas de particulares, incluindo a esposa, a ex-esposa e sócios de empresas.

“O processo está em instrução para investigar a responsabilidade de todos os agentes do crime e colher mais elementos de prova,” acrescentou Jhonam.

GCCC investiga suspeitas de corrupção na reestruturação da LAM

O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) anunciou a abertura de um processo de investigação relacionado com possíveis práticas de corrupção e infracções administrativas e financeiras no âmbito da contratação da Fly Modern Ark para a reestruturação das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).

A informação foi divulgada em Maputo, durante uma conferência de imprensa conduzida por Romualdo Johnam, porta-voz do GCCC.

De acordo com Johnam, a investigação foi iniciada com base em relatos divulgados pelos meios de comunicação social, e até ao momento, não existem arguidos formalmente constituídos.

Além da investigação à LAM, o GCCC também instaurou um processo contra um juiz associado ao Tribunal Judicial do Distrito de Manica, suspeito de corrupção. Este juiz teria solicitado, através de um director penitenciário distrital de Manica, uma quantia de cem mil meticais em troca de uma decisão favorável sobre o pedido de um arguido para a redução da caução, permitindo assim que o mesmo respondesse em liberdade provisória.

Por outro lado, o GCCC decidiu arquivar um caso referente a uma denúncia apresentada por um cidadão contra Albino Forquilha, presidente do partido PODEMOS, que alegava ter recebido 219 milhões de meticais da Frelimo como condicionante para desistir de uma suposta luta pela verdade eleitoral.

No que diz respeito à actividade do GCCC, o relatório do primeiro trimestre deste ano indica que foram registados 334 novos processos, somando-se a estes os 779 processos pendentes do ano anterior, totalizando assim 1133, em comparação com os 961 do mesmo período do ano anterior. Os tipos de crime mais comuns incluem corrupção passiva para acto ilícito (130 casos), abuso de cargo ou função (54), peculato (47), corrupção activa (36) e simulação de competências (28 casos).

REVIMO anuncia retoma das cobranças nas portagens com novos descontos

A Rede Viária de Moçambique (REVIMO) comunicou, através de uma nota de imprensa divulgada esta manhã, que irá retomar as cobranças de tarifas nas portagens da Costa do Sol, Zintava, Marracuene – Macaneta e Katembe – Bela Vista, a partir da próxima segunda-feira.

Segundo o comunicado, a REVIMO implementará medidas para aliviar o impacto financeiro sobre os utilizadores frequentes. Os condutores de viaturas ligeiras que utilizarem estas portagens beneficiarão de um desconto de 16 meticais, o que representa uma redução de 60%, passando assim a pagar apenas 24 meticais.

Adicionalmente, o transporte colectivo e semi-colectivo de passageiros também terá direito a um desconto significativo, com uma redução fixa de 105 meticais, equivalente a 75%, fazendo com que o novo valor a ser pago por este tipo de serviço seja de 35 meticais.

A nota ainda destaca que as quatro praças de portagem da Estrada Circular de Maputo continuarão a operar sob o mecanismo de “Bypass”, que permite aos utentes pagarem apenas numa portagem e obterem livre trânsito na portagem seguinte, facilitando assim a mobilidade na região.

Ângela Leão pode obter liberdade condicional após cumprir metade da pena

O Tribunal Supremo de Moçambique decidiu conceder a possibilidade de liberdade condicional a Ângela Leão, uma das condenadas a 11 anos de prisão no célebre caso das dívidas ocultas. 

Esta decisão fundamenta-se no fato de Ângela Leão já ter cumprido metade da sua pena e beneficiar-se das inovações introduzidas pelo novo Código do Processo Penal.

Ângela Leão foi condenada por crimes de branqueamento de capitais, mas contestou a decisão do tribunal, tendo interposto um recurso que ainda não foi decidido. Esta situação a mantém sob prisão preventiva, apesar da possibilidade de liberdade condicional.

Além de Ângela Leão, outros condenados no mesmo processo também se encontram em circunstâncias semelhantes. Cipriano Mutota e Fabião Mabunda, por exemplo, já cumpriram metade das suas penas desde Setembro. Outros arguidos, como Gregório Leão, António do Rosário, Teófilo Nhagumele e Ndambi Guebuza, alcançaram o mesmo marco em Fevereiro deste ano.

Ângela Leão enfrenta acusações de ter recebido 1,7 milhões de dólares através da conta de Fabião Mabunda, um empreiteiro. Embora a arguida tenha refutado as acusações, o julgamento incluiu a apresentação de um e-mail que demonstrava a sua comunicação com Mabunda sobre a confirmação do recebimento do montante. O magistrado responsável pelo caso também apresentou extractos bancários que confirmariam as transferências.

A arguida, casada com Gregório Leão, antigo director do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE), negou qualquer relação com a Privinvest ou com outras entidades envolvidas no maior escândalo financeiro do país, que resultou em uma dívida superior a 2,2 mil milhões de dólares.

O Ministério Público, por sua vez, solicitou uma indemnização ao Estado moçambicano no valor de 2.902.500 dólares, além de juros, como forma de reparar os danos causados pelo caso.

Ataques israelitas a Gaza provocam mais de 90 mortos

Nos últimos dois dias, os ataques israelitas a Gaza resultaram em mais de 90 mortes, conforme reportado pelo Ministério da Saúde do enclave palestiniano.

Esta intensificação dos bombardeios visa pressionar o Hamas a libertar os reféns e a desarmar, no contexto de um conflito que se agrava a cada momento.

Entre as vítimas, encontram-se quinze pessoas que morreram durante os ataques da última noite, incluindo mulheres e crianças, algumas das quais estavam abrigadas numa zona designada para assistência humanitária, segundo fontes hospitalares citadas pela agência Associated Press (AP). O conflito tem trazido devastação a uma região já marcada por crises humanitárias.

Na cidade de Khan Younis, pelo menos 11 pessoas foram mortas, incluindo deslocados que se encontravam numa tenda na área de Mwasi, que abriga centenas de milhares de pessoas que fugiram de suas casas. Esta área foi especificamente designada como zona humanitária por Israel, mas os ataques têm colocado em dúvida a segurança desses espaços.

Em Rafah, quatro pessoas também perderam a vida em ataques distintos, entre elas uma mãe e a sua filha, conforme relatórios do Hospital Europeu, onde os corpos foram levados.

Até à data, quase todos os 2,4 milhões de habitantes de Gaza foram deslocados pelo menos uma vez desde o início do conflito. A guerra em Gaza foi desencadeada por um ataque sem precedentes do Hamas no sul de Israel, que resultou na morte de 1.218 pessoas do lado israelita, a maioria civis, de acordo com dados oficiais da AFP.

O exército israelita reportou que, das 251 pessoas raptadas, 58 ainda se encontram detidas em Gaza, incluindo 34 que já foram confirmadas como mortas. Durante um período de trégua que decorreu entre 19 de Janeiro e 17 de Março, 33 reféns, incluindo oito mortos, foram entregues a Israel em troca da libertação de aproximadamente 1.800 palestinianos das prisões israelitas.

O Ministério da Saúde do Hamas revelou que, desde 18 de Março, pelo menos 1.691 palestinianos foram mortos, elevando o número total de mortos em Gaza para 51.065 desde o início da ofensiva de retaliação israelita, que se estende há 18 meses.

Reservas garantem combustíveis por seis meses em Moçambique

A Direcção Nacional dos Hidrocarbonetos e Combustíveis anunciou que o país possui reservas de combustíveis que garantem abastecimento para os próximos seis meses. 

A confirmação foi feita pelo director da instituição, Moisés Paulino, durante a inauguração de um novo posto de abastecimento de Gás Natural Veicular da Auto-Gás, na cidade da Matola, província de Maputo.

Moisés Paulino destacou que, apesar da segurança nas reservas, o Governo está ciente das dificuldades enfrentadas por algumas gasolineiras na distribuição do combustível.

Neste sentido, em breve, serão divulgadas medidas que visam mitigar esses desafios e assegurar que o combustível chegue adequadamente às bombas de abastecimento em todo o país.

Dois mortos e 80 hectares destruídos por elefantes em Marrupa

Pelo menos duas pessoas perderam a vida e 80 hectares de culturas diversas foram destruídos por elefantes em Marrupa, na província do Niassa, norte de Moçambique, desde o início do ano. 

Este trágico balanço destaca os desafios enfrentados pelas comunidades locais em conviver com a fauna selvagem na região.

Segundo a Rádio Moçambique, emissora nacional, a área devastada pelos elefantes representa um aumento de 12,4 hectares em comparação com a campanha agrícola anterior, onde foram reportadas perdas de cerca de 70 hectares. As culturas de milho, abóboras, mandioca e feijões têm sido as mais vulneráveis a estes ataques.

Ana Rui, directora dos Serviços Distritais das Actividades Económicas (SDAE) de Marrupa, revelou que a situação está a afectar aproximadamente 75 famílias dos povoados de Teleué, Mputu, Atlas, Chimula, Namaveresi, Palapato, Messalo e Pringilane, levantando preocupações sobre a possibilidade de futuras bolsas de fome na região.

As comunidades locais têm recorrido a métodos tradicionais para afastar os paquidermes, utilizando batuques, batidas de latas e gritos. No entanto, a eficácia desses métodos tem-se mostrado insuficiente. “Tivemos dois óbitos, com idades entre 35 e 65 anos, nos povoados de Lipeleiche e Mputu”, lamentou Ana Rui.

Face à gravidade da situação, ela apelou à população para evitarem circular em áreas reconhecidas como perigosas, reforçando a necessidade de precaução nas actividades quotidianas. A convivência entre as comunidades e a fauna selvagem continua a ser um desafio significativo, exigindo atenção e medidas adequadas para proteger tanto as vidas humanas quanto a agricultura local.

Suprema corte dos EUA impede deportação de venezuelanos sob a administração Trump

A Suprema Corte dos Estados Unidos tomou uma decisão temporária que proíbe a deportação de imigrantes venezuelanos amparados pela controversa Lei de Inimigos Estrangeiros de 1798. 

Esta lei, que permite a monitorização, prisão e deportação de cidadãos de “países inimigos” de forma expedita e sem o devido processo legal, está agora sob revisão judicial.

Os juízes determinaram que “o governo está instruído a não remover nenhum membro da suposta classe de detidos dos Estados Unidos até nova ordem deste tribunal”. A decisão foi tomada em resposta a alertas feitos na sexta-feira por advogados da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), que denunciaram a classificação de dezenas de venezuelanos detidos no centro de detenção Bluebonnet, no Texas, como membros da gangue Tren de Aragua.

Os advogados revelaram que os seus clientes receberam uma notificação do Departamento de Imigração e Alfândega (ICE), informando-os de que tinham sido classificados como “inimigos estrangeiros” e, consequentemente, sujeitos à apreensão e deportação.

Segundo o jornal The Guardian, o documento emitido pelas autoridades de imigração afirmava: “Você foi determinado como um inimigo estrangeiro sujeito à apreensão, restrição e remoção dos Estados Unidos”.

Diante da iminente deportação dos seus clientes e da falta de aviso adequado para contestar a medida, os advogados recorreram à Suprema Corte, solicitando uma revisão de emergência. A decisão representa a segunda vez que a aplicação dessa autoridade sob a administração Trump é questionada pelo tribunal. Vale recordar que, no dia 7 de Abril, a corte havia permitido o uso da referida lei, desde que houvesse supervisão judicial – condição que, aparentemente, não foi cumprida.

Chuvas intensas provocam inundações e afectam famílias na cidade da Beira

A cidade da Beira, localizada na província de Sofala, enfrenta uma grave crise devido às intensas chuvas que têm ocorrido desde quinta-feira.

Várias residências e vias de acesso foram severamente afectadas, resultando em inundações que têm deixado os habitantes em estado de apreensão.

As áreas mais afectadas incluem os bairros de Ndunda, Manga-Mungassa, Vaz e Chingussura, onde se têm registado relatos alarmantes de famílias que, neste momento, convivem com as águas dentro das suas casas. O cenário é de preocupação, especialmente na Praia Nova e Inhamízua, onde os residentes partilham o drama das suas experiências diárias frente a esta calamidade natural.

As previsões meteorológicas indicam que as chuvas persistirão, o que levanta a possibilidade de um agravamento da situação já crítica. As autoridades locais estão em alerta e monitorizam a evolução do fenómeno, na esperança de mitigar os impactos desta intempérie sobre a população.

Incêndio em embarcação na RDC causa mais de 100 mortos e 150 desaparecidos

Um incêndio devastador em um barco de madeira ocorrido na capital da província de Equateur, Mbandaka, resultou na morte de mais de 100 pessoas, enquanto cerca de 150 permanecem desaparecidas.

As primeiras informações indicam que a tragédia foi causada pelo mau armazenamento de combustível a bordo da embarcação, que se preparava para chegar ao mercado de Ngbondo.

Segundo o jornal local Actualite.CD, o barco, identificado como um baleiro, estava em condições críticas no momento do incêndio. Com mais de 500 pessoas a bordo, a situação rapidamente se transformou em um pesadelo, levando a uma mobilização urgente de equipes de resgate.

As operações de busca e salvamento são coordenadas por voluntários da Cruz Vermelha, membros da força naval e da inspecção territorial geral, que se concentram nas áreas próximas de Mbandaka, onde a tragédia ocorreu.

Os sobreviventes foram rapidamente encaminhados para a prefeitura da cidade, onde receberam assistência médica e alimentação.

As vítimas mais gravemente feridas foram transportadas para unidades de saúde da região, incluindo o Hospital Geral de Referência de Wangata, onde estão a receber tratamento especializado.

Dugongo aberta a reduzir preço do cimento se houver acordo com concorrência e Estado

A Moçambique Dugongo Cimentos manifestou a sua disposição para reduzir o preço do cimento, caso outras fábricas e o Governo concordem em estabelecer um entendimento sobre os preços. 

A empresa também destacou a viabilidade do serviço de cabotagem, afirmando que esta modalidade veio para ficar e é uma solução eficaz para o transporte de mercadorias pelo mar.

A informação foi divulgada pelo jornal “O País”, que relatou que o primeiro navio de cabotagem da Moçambique Dugongo Cimentos, carregando 10 mil toneladas de cimento, partiu de Maputo a 11 de Abril e já se encontra em Nacala para a descarga da mercadoria. Este cimento destina-se exclusivamente à nova fábrica da empresa, que está em construção em Nacala e será a segunda cimenteira da firma, com uma capacidade superior à da instalação de Matutuíne, em Maputo.

As obras da nova fábrica em Nacala estão actualmente a 35% de conclusão, com expectativas de que comece a operar ainda este ano. A Dugongo reafirmou que está aberta a discutir uma redução nos preços do cimento, mas enfatizou que essa decisão depende da colaboração das outras fábricas concorrentes e da vontade do Governo.

Após os protestos que ocorreram em Moçambique desde Outubro passado, motivados pelos resultados eleitorais e pelo elevado custo de vida, a Dugongo Cimentos alertou, em Fevereiro, que uma redução arbitrária do preço do cimento poderia comprometer a produção e o abastecimento no mercado. A empresa argumentou que a definição do custo do cimento é influenciada por diversos factores, que não podem ser simplificados a um único dado ou número.

Em comunicado, os gestores da empresa explicaram que a produção de cimento é um processo industrial complexo, com custos associados a componentes como calcário, gasóleo, carvão, equipamentos e matérias-primas importadas. Para ilustrar, foi apontado que o custo do carvão aumentou de 3840 meticais por tonelada em 2021 para 6450 meticais por tonelada, enquanto o preço do gasóleo subiu de 47 meticais por litro em 2021 para 91 meticais por litro.

Os protestos, liderados pelo ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, exigem que o preço do saco de cimento seja fixado abaixo dos 300 meticais, uma reivindicação que tem impactado a comercialização do produto. Os manifestantes argumentam que o preço do cimento na África do Sul é inferior ao praticado no mercado nacional.

A Dugongo Cimentos acrescentou que “o preço de exportação para a África do Sul está abaixo do custo de produção, não com o intuito de obter lucro, mas para garantir a obtenção de moeda estrangeira necessária para cobrir custos de combustível e matérias-primas importadas”.

A empresa também alertou que os recursos de carvão em Moçambique estão concentrados na província de Tete, e que a insuficiência de infra-estrutura e a longa distância tornam o custo de transporte para Maputo superior ao da importação da África do Sul, levando à necessidade de realizar exportações limitadas para garantir a conversão em moeda estrangeira.

Chapo manifesta abertura para negociações com profissionais de saúde em greve

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, manifestou a sua determinação em estabelecer um diálogo construtivo com os profissionais de saúde que se encontram em greve desde quinta-feira. 

A greve, que tem uma duração prevista de 30 dias, poderá ser prorrogada caso não sejam alcançados acordos satisfatórios com o Governo.

Durante uma reunião com funcionários públicos na província de Inhambane, Chapo enfatizou que o seu governo está empenhado em encontrar soluções para os problemas que motivaram a paralisação dos serviços de saúde. “O que nós estamos actualmente a fazer é sentar com este grupo para perceber o porquê da insistência [com a greve]”, afirmou o Presidente.

A paralisação foi iniciada devido a uma série de reivindicações que, segundo os profissionais de saúde, não têm sido atendidas por parte do governo, nomeadamente questões relacionadas com salários, condições de trabalho e recursos necessários para o exercício das suas funções.

Anselmo Muchave, presidente da Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM), reiterou a gravidade da situação, afirmando que “a greve vai durar 30 dias, prorrogáveis. Os turnos dos finais de semana, noites e feriados não se fazem mais em Moçambique, até que o Governo resolva a situação dos profissionais de saúde”.

Os profissionais de saúde expressaram a sua frustração com a falta de resposta às suas exigências e destacaram a importância da sua luta não apenas para a melhoria das suas condições, mas também para a qualidade do atendimento à população moçambicana.

Autoridades apreendem 750 toneladas de minerais extraídos ilegalmente em Sofala

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) de Moçambique, através da sua Inspecção-Geral, anunciou a apreensão de 750 toneladas de fluorite, um mineral extraído ilegalmente na província de Sofala e nas regiões de Manica e Tete. A apreensão ocorreu enquanto o produto estava em preparação para exportação.

Segundo o Inspector-Geral do MIREME, Grácio Cune, a carga, avaliada em cerca de 5 milhões de meticais, será submetida a avaliações técnicas e laboratoriais para determinar a qualidade e a composição química do mineral antes de ser colocada em hasta pública.

Cune destacou que esta operação é parte de uma estratégia mais ampla do MIREME para desencorajar a prática de mineração ilegal em todo o país. “O MIREME tem intensificado as acções de fiscalização e combate à mineração ilegal, apesar dos desafios impostos pela vandalização de postos de controlo e pela circulação clandestina de minerais”, afirmou.

A fluorite, que possui múltiplas aplicações nas indústrias de aço, alumínio e magnésio, além do seu valor terapêutico, é um recurso natural de grande relevância para a economia moçambicana.

A apreensão deste mineral ilegal sublinha a necessidade de reforçar a regulamentação e a fiscalização das actividades mineiras, garantindo assim a exploração sustentável dos recursos do país.

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