O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, manifestou a sua determinação em estabelecer um diálogo construtivo com os profissionais de saúde que se encontram em greve desde quinta-feira.
A greve, que tem uma duração prevista de 30 dias, poderá ser prorrogada caso não sejam alcançados acordos satisfatórios com o Governo.
Durante uma reunião com funcionários públicos na província de Inhambane, Chapo enfatizou que o seu governo está empenhado em encontrar soluções para os problemas que motivaram a paralisação dos serviços de saúde. “O que nós estamos actualmente a fazer é sentar com este grupo para perceber o porquê da insistência [com a greve]”, afirmou o Presidente.
A paralisação foi iniciada devido a uma série de reivindicações que, segundo os profissionais de saúde, não têm sido atendidas por parte do governo, nomeadamente questões relacionadas com salários, condições de trabalho e recursos necessários para o exercício das suas funções.
Anselmo Muchave, presidente da Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM), reiterou a gravidade da situação, afirmando que “a greve vai durar 30 dias, prorrogáveis. Os turnos dos finais de semana, noites e feriados não se fazem mais em Moçambique, até que o Governo resolva a situação dos profissionais de saúde”.
Os profissionais de saúde expressaram a sua frustração com a falta de resposta às suas exigências e destacaram a importância da sua luta não apenas para a melhoria das suas condições, mas também para a qualidade do atendimento à população moçambicana.
O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) de Moçambique, através da sua Inspecção-Geral, anunciou a apreensão de 750 toneladas de fluorite, um mineral extraído ilegalmente na província de Sofala e nas regiões de Manica e Tete. A apreensão ocorreu enquanto o produto estava em preparação para exportação.
Segundo o Inspector-Geral do MIREME, Grácio Cune, a carga, avaliada em cerca de 5 milhões de meticais, será submetida a avaliações técnicas e laboratoriais para determinar a qualidade e a composição química do mineral antes de ser colocada em hasta pública.
Cune destacou que esta operação é parte de uma estratégia mais ampla do MIREME para desencorajar a prática de mineração ilegal em todo o país. “O MIREME tem intensificado as acções de fiscalização e combate à mineração ilegal, apesar dos desafios impostos pela vandalização de postos de controlo e pela circulação clandestina de minerais”, afirmou.
A fluorite, que possui múltiplas aplicações nas indústrias de aço, alumínio e magnésio, além do seu valor terapêutico, é um recurso natural de grande relevância para a economia moçambicana.
A apreensão deste mineral ilegal sublinha a necessidade de reforçar a regulamentação e a fiscalização das actividades mineiras, garantindo assim a exploração sustentável dos recursos do país.
Um jovem foi detido pela Polícia da República de Moçambique (PRM) na 12ª Esquadra da Cidade de Maputo, acusado de ter esfaqueado um analista de consumo de água.
O incidente ocorreu no bairro da Polana Caniço, e a detenção do suspeito foi realizada na sua residência, onde o jovem se encontrava em repouso.
Segundo informações divulgadas pela PRM, o ataque aconteceu quando o analista tentava realizar a verificação do consumo de água do jovem, que apresentava um elevado consumo. O indiciado, em sua defesa, alegou que o agente entrou na sua propriedade sem autorização, o que provocou a sua reacção violenta.
Durante a conversa com as autoridades, o jovem afirmou que, no dia do incidente, estava na varanda de casa, sob efeito de álcool, e que, na tentativa de intimidar o fiscal, pegou em uma faca e desferiu golpes contra ele. O agressor acrescentou que a vítima teria conseguido retirar a faca das suas mãos durante a luta, resultando em um corte superficial na mão esquerda do analista.
Apesar das alegações de embriaguez, a PRM não aceitou a justificativa do suspeito e, considerando a gravidade da situação, decidiu manter o jovem detido nas celas. A porta-voz da PRM, Marta Perreira, confirmou o ocorrido e destacou que as autoridades estão a trabalhar para responsabilizar o indiciado pelo ato violento.
O ex-presidente da República Democrática do Congo (RDC), Joseph Kabila, regressou ao país na passada sexta-feira, após um período de exílio auto-imposto que durou desde 2023.
A sua volta foi confirmada por fontes próximas ao ex-líder, que preferiram manter o anonimato ao falar com a agência de notícias France-Presse (AFP).
Kabila, que enfrenta acusações do Governo congolês de apoiar grupos rebeldes, chegou à cidade de Goma, actualmente sob o controle do movimento rebelde M23, que tem sido acusado de receber apoio do Ruanda. De acordo com um conselheiro do ex-presidente, a sua presença em Goma visa participar nos esforços de paz na região leste do país, que tem sido marcada por conflitos e instabilidade.
A confirmação do regresso foi também corroborada por outro conselheiro de Kabila e um oficial do M23, evidenciando a importância da sua presença em um momento crítico para a segurança e a paz na RDC.
O retorno de Kabila levanta questões sobre o futuro político do país e as implicações de sua presença em um território onde os desafios humanitários e de segurança se acentuam. A comunidade internacional observa atentamente a situação, na esperança de que a participação do ex-presidente contribua para a resolução dos conflitos na região.
Jordélia Pereira Barbosa, de 35 anos, é a principal suspeita de envenenar uma família ao enviar um ovo da Páscoa, resultando na morte de um menino de 7 anos.
Durante a sua fuga, a mulher utilizou uma identificação falsa e alegou ser uma mulher transgénero para se alojar num hotel.
Segundo informações do meio brasileiro G1, a suspeita usava uma peruca preta e apresentou-se como “Gabrielle Barcelli” no documento falsificado, afirmando ser uma profissional da área de gastronomia, embora tenha cometido um erro ao escrever a palavra “gastronomia”. Jordélia trocou mensagens com uma funcionária do hotel, onde perguntou se poderia ser aceita sob sua nova identidade. “Sou trans e a minha documentação está em processo, mas estarei com o crachá da empresa. Posso colocar o nome para o qual mudei?”, questionou nas mensagens.
A polícia iniciou uma investigação e conseguiu rastrear o paradeiro de Jordélia, que residia na cidade de Santa Inês e estava hospedada em um hotel em Imperatriz. O delegado-geral da Polícia Civil, Manoel Almeida, informou que as autoridades identificaram o hotel onde a suspeita se hospedou, bem como a loja onde comprou o ovo da Páscoa. “Identificamos a loja que vende produtos de ovos da Páscoa, onde ela inseriu a substância que, tudo indica, ser veneno”, explicou Almeida. O ovo encontrado continua a ser analisado no Instituto de Criminalística de Imperatriz para determinar o tipo de veneno utilizado.
Após ser detida, o tribunal do Maranhão decidiu que Jordélia permanecerá em prisão preventiva. Durante o seu depoimento, a suspeita admitiu ter comprado o chocolate, mas negou ter adicionado veneno ao produto.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Educação. Saiba mais.
A United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO) pretende recrutar um (1) Technical and Vocational Education (TVE) Expert. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director Financeiro. Saiba mais.
O Governo dos Estados Unidos lançou uma ameaça contundente à Universidade de Harvard, anunciando que poderá retirar o “privilégio de matricular estudantes estrangeiros” caso a instituição não cumpra com os requisitos de informação exigidos.
A administração, liderada pela secretária para a Segurança Interna, Kristi Noem, deu um prazo até 30 de Abril de 2025 para que a universidade forneça registos detalhados sobre as actividades ilegais e violentas dos titulares de vistos de estudante estrangeiro.
A carta enviada por Noem, conforme divulgado pelo Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), expressa a preocupação do governo com a segurança nacional e a utilização de recursos públicos. Noem argumenta que “não é adequado confiar dinheiro dos contribuintes” à instituição, resultando no cancelamento de dois subsídios no valor de 2,7 milhões de dólares (aproximadamente 2,37 milhões de euros) que haviam sido atribuídos a Harvard.
Esta medida surge em um contexto de crescente escrutínio sobre as universidades norte-americanas e como gerem os programas de vistos para estudantes estrangeiros. O governo federal tem enfatizado a necessidade de maior transparência e responsabilidade na gestão das actividades dos titulares de vistos, reflectindo uma postura mais rigorosa em relação à imigração e segurança.
Harvard, por sua vez, ainda não se pronunciou oficialmente sobre as exigências e sanções impostas pelo governo. A comunidade académica aguarda com expectativa o desenrolar desta situação, que poderá ter implicações significativas para a reputação da universidade e para a sua capacidade de atrair estudantes internacionais, um componente vital da sua diversidade e prestígio.
O Governo guineense anunciou a transferência de quatro cidadãos estrangeiros, acusados de tráfico de drogas, para os Estados Unidos da América, onde irão enfrentar a justiça.
Esta acção surge como parte dos esforços contínuos das autoridades guineenses para combater o tráfico de drogas e outras formas de criminalidade no país.
Os detidos, dois mexicanos, um colombiano e um equatoriano, foram originalmente capturados em Setembro do ano passado, durante uma operação que resultou na apreensão de cerca de 2,6 toneladas de droga a bordo de um avião, em Bissau.
Em Janeiro, foram condenados a 17 anos de prisão, mas agora, devido a um pedido da DEA (Drug Enforcement Administration), a agência federal dos EUA responsável pelo combate ao tráfico de drogas, foram transferidos para território norte-americano.
O comunicado emitido pelo Governo da Guiné-Bissau destaca a “firme determinação” das autoridades em enfrentar o crime organizado. No entanto, a defesa dos arguidos considera a transferência uma “aberração”, uma vez que não existe um acordo de extradição formal entre a Guiné-Bissau e os Estados Unidos.
Segundo fontes do Governo, a DEA justifica a transferência por “razões de segurança”, apontando que o sistema carcerário guineense apresenta “debilidades” para assegurar a custódia dos detidos. A DEA já havia mantido várias reuniões com as autoridades locais desde Janeiro, a fim de discutir a situação dos detidos.
A situação dos cinco cidadãos sul-americanos detidos em Setembro de 2024 ficou ainda mais complicada com a morte de um dos indivíduos, um brasileiro, cujo corpo permanece em Bissau à espera de uma ordem das autoridades para ser trasladado de volta ao seu país.
Pelo menos 22 pessoas perderam a vida num trágico naufrágio ocorrido no rio Congo, no noroeste da República Democrática do Congo (RDCongo).
O barco em que viajavam incendiou-se, levando muitos passageiros a saltar para a água na tentativa de escapar das chamas, conforme revelaram hoje as autoridades locais.
O chefe da Comissão Fluvial do Équator, Compétent Mboyo, informou que, até ao momento, não foram apurados todos os detalhes do incidente e que a causa do incêndio permanece desconhecida. “Ainda não temos todos os pormenores do incidente que ocorreu ontem à tarde”, afirmou Mboyo, sublinhando que a falta de informação dificulta as operações de resgate.
Segundo o responsável, muitas das vítimas que conseguiram ser resgatadas foram encaminhadas para o Hospital Geral de Wangata, na capital da província, Mbandaka. O barco, que ficou completamente queimado, aparentemente transportava bidões de gasolina, o que pode ter contribuído para a rápida propagação do incêndio.
A embarcação não possuía uma lista completa de passageiros, complicando ainda mais o trabalho das autoridades na determinação do número total de pessoas a bordo no momento do acidente. “Assim que fomos informados, mobilizámos rapidamente a equipa de salvamento”, garantiu Mboyo.
Este naufrágio ocorre apenas uma semana após outro acidente na mesma área, que resultou em 72 mortes, incluindo estudantes que se dirigiam para visitar as suas famílias durante a Páscoa. Este tipo de tragédias não é raro na RDCongo, onde os acidentes fluviais são frequentes devido ao uso intensivo de rios e lagos como meios de transporte em um país com infraestruturas limitadas e densa vegetação.
A exploração de grafite na mina de Balama tem sido marcada por tensões crescentes entre a comunidade local e a operadora TWIGG Exploration and Mining Limitada.
Na continuidade de uma série de protestos, os Naparamas uniram-se à população afectada para assegurar que a mina não reabra as suas portas sem que sejam pagas as devidas indemnizações às famílias que ocupavam a área.
Desde Setembro de 2024, barricadas foram erguidas nas entradas da mina, como forma de exigir compensações pela ocupação das terras e em resposta ao despedimento de trabalhadores sem justa causa. A presença dos Naparamas, um grupo tradicional importante na região, intensificou a pressão sobre a mineradora, que se encontra paralisada há quase sete meses.
O governador de Cabo Delgado, Valige Tauao, tentou intervir na situação, reunindo-se com as comunidades afectadas, representantes do governo e líderes locais, na esperança de alcançar uma solução pacífica.
Contudo, esta foi a terceira vez que o governador falhou em convencer os manifestantes a permitir a reabertura da mina, evidenciando a profundidade do descontentamento popular.
Um crime brutal abalou a tranquilidade da 12ª Avenida, em Centurion, quando Emmanuel Mahamba, um residente natural de Mvuma, foi assassinado de forma chocante à luz do dia.
O incidente, que ocorreu nas primeiras horas, envolveu um atropelamento repetido, com a vítima sendo atingida sete vezes por um veículo Ford Ranger.
Um vídeo perturbador que circula nas redes sociais, especialmente no Facebook, documenta o momento trágico do atropelamento. Nas imagens, é possível ver o carro a colidir repetidamente com Emmanuel, enquanto internautas expressam indignação e horror nos comentários da publicação.
Fontes revelam que o automobilista, um homem de nacionalidade ugandesa, agiu movido por ciúmes, tendo decidido levar a cabo o ato extremo após observar a sua esposa a caminhar de mãos dadas com Emmanuel momentos antes do incidente. O relacionamento extraconjugal entre Emmanuel e Thombizodzwa, uma zimbabuense que mantinha um vínculo amoroso com o suspeito, foi mencionado por vários internautas, que se identificaram como amigos da vítima.
As autoridades locais foram accionadas e estão a investigar as circunstâncias do crime, que chocou não apenas a comunidade de Centurion, mas também o país. A tragédia levanta questões sobre a violência motivada por ciúmes e a necessidade urgente de diálogo e intervenção para prevenir tais actos extremos.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, acusando-o de ser responsável por “começar” a guerra na Ucrânia.
Durante uma recente entrevista, Trump declarou que, além de Zelensky, tanto Vladimir Putin quanto o actual presidente dos EUA, Joe Biden, são culpados pela perda de “milhões de vidas” devido ao conflito.
“Não se pode iniciar uma guerra contra alguém que tem vinte vezes o teu tamanho e, em seguida, esperar que as pessoas te forneçam mísseis”, afirmou Trump, questionando a capacidade de liderança de Zelensky. O ex-presidente enfatizou que um líder deve estar ciente das probabilidades de vitória antes de iniciar um conflito.
Trump prosseguiu ao afirmar que a responsabilidade pela invasão da Ucrânia deve ser atribuída a três figuras principais: “Em primeiro lugar, Putin; depois, Biden, que não tinha a menor ideia do que fazia; e, em terceiro lugar, Zelensky.” Ele argumentou que tanto Biden quanto Zelensky poderiam ter agido para evitar a invasão. “Todos eles são culpados. Milhões de pessoas morreram por causa destas três pessoas”, insistiu Trump, acrescentando que, sob a sua administração, Putin nunca teria ousado invadir a Ucrânia, uma vez que ele, Trump, havia avisado o líder russo para não fazê-lo.
Em meio a estas declarações, Steve Witkoff, enviado especial de Trump, encontrou-se na última sexta-feira com Putin em Moscovo durante mais de cinco horas. Em uma entrevista à ‘Fox News’, Witkoff expressou optimismo sobre as negociações de paz em curso. “As conversas foram convincentes. Putin indicou que deseja uma paz permanente, não apenas um cessar-fogo”, explicou Witkoff. Ele referiu-se a discussões sobre os territórios ocupados, mas foi evasivo quanto às condições específicas exigidas por Putin para a paz, mencionando protocolos de segurança e a ausência da NATO.
Por outro lado, o Kremlin adoptou uma postura mais cautelosa em relação às negociações. Dmitry Peskov, porta-voz da Presidência russa, declarou que ainda não há uma “imagem clara” sobre o que pode resultar de um futuro acordo de paz. No entanto, ele destacou que existe uma “vontade política para avançar”, referindo-se aos contactos com os Estados Unidos como “construtivos e significativos”.
O Presidente do Togo, Faure Gnassingbé, foi oficialmente designado como o novo mediador da União Africana (UA) para o conflito no leste da República Democrática do Congo (RDC).
A sua nomeação sucede ao anterior mediador, o Presidente angolano João Lourenço, e visa revitalizar os esforços diplomáticos em um dos conflitos mais prolongados e violentos da região dos Grandes Lagos.
Faure Gnassingbé, antes de se deslocar à capital congolesa, Kinshasa, realizou uma visita a Luanda, onde foi recebido por João Lourenço no Palácio Presidencial. Durante esta passagem, segundo o ministro das Relações Exteriores de Angola, Tete António, houve uma troca simbólica de testemunho e partilha de informações sobre o processo de mediação que Angola tem conduzido desde 2022. “Cada vez que for necessário, o novo mediador vai recorrer à Luanda, não apenas por Angola assumir a presidência da UA, mas também pela memória institucional que tem sobre este processo”, declarou Tete António.
O cenário no leste da RDC permanece crítico, com múltiplos cessar-fogos proclamados desde o final de 2021, mas que têm sido sistematicamente desrespeitados.
O grupo rebelde M23 tem intensificado as suas ofensivas, tendo recentemente conquistado as cidades de Goma e Bukavu. Esta escalada do conflito resultou na deslocação forçada de cerca de 1,2 milhões de pessoas, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
Um guarda-prisional da Penitenciária Regional Norte foi detido após ter sido apanhado em flagrante na posse de um quilograma de suazgold, uma substância narcótica proibida, enquanto se encontrava no seu local de trabalho.
A detenção ocorreu no passado dia 14, conforme revelou Hermelindo Maurício Portugal, porta-voz da instituição, durante uma conferência de imprensa.
A apreensão da droga ocorreu no portão 1 da penitenciária, situado a cerca de 500 metros do interior da unidade prisional, antes que o agente conseguisse introduzir a substância no recinto. Embora a data exacta da detenção não tenha sido divulgada, a polícia relatou que a ação foi realizada pela equipe de inteligência penitenciária, que interveio prontamente e encaminhou o guarda-prisional às instâncias competentes.
“O colega foi neutralizado pela equipa de inteligência penitenciária e imediatamente encaminhado às instâncias competentes. Neste momento, decorre um processo criminal e também um processo disciplinar. O agente encontra-se detido nas celas do próprio estabelecimento,” esclareceu Portugal.
O porta-voz acrescentou que a droga apreendida tinha como destino o interior do estabelecimento prisional, sublinhando a gravidade da situação. “Disso tenho certeza. Trata-se de um crime, e como tal, cabe às autoridades competentes esclarecer. O mais importante é que conseguimos impedir a entrada da substância ilícita.”
Os correios de Hong Kong anunciaram a suspensão imediata do envio de encomendas para os Estados Unidos, numa resposta à imposição de tarifas consideradas “abusivas” pelas autoridades norte-americanas.
A medida afecta as encomendas realizadas via marítima e terrestre, enquanto o correio aéreo terá a suspensão em vigor a partir de 27 de Abril.
De acordo com um comunicado do Hongkong Post, “não será cobrada qualquer tarifa aduaneira em nome dos EUA”, e a aceitação de envios postais que contenham bens destinados a território norte-americano será interrompida. Para as remessas ainda não expedidas, a entidade irá organizar a devolução e reembolsar os portes a partir de 22 de Abril.
A decisão surge no contexto de uma escalada nas tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos. Recentemente, Donald Trump assinou uma ordem executiva que revogou as isenções de direitos aduaneiros aplicáveis a pequenas encomendas provenientes da China, afectando directamente grandes plataformas de comércio electrónico como a Shein e a Temu.
Além disso, os Estados Unidos impuseram sobretaxas de 145% sobre produtos chineses, uma medida que desencadeou retaliações por parte de Pequim, que agora aplica taxas que chegam a 125%. Hong Kong, como antiga colónia britânica, também se vê afectada pela eliminação do tratamento preferencial, resultado de um decreto presidencial de Donald Trump em 2020.
Xia Baolong, responsável do Partido Comunista Chinês para os assuntos de Hong Kong e Macau, expressou a sua indignação, afirmando que os Estados Unidos estão a utilizar tarifas como um meio de sabotar a China. “Os EUA têm alvo as nossas tarifas, eles têm como alvo a nossa própria sobrevivência”, declarou.
O Instituto Nacional de Gestão do Risco de Desastres (INGD), encontra-se envolvido em um escândalo que envolve a adjudicação de mais de 50 milhões de meticais a duas empresas ligadas ao empresário Francisco Augusto Madeira.
De acordo com informações divulgadas pelo semanário Evidências, as empresas Francisco Madeira Produções e Damotral Produções Limitada foram contratadas para fornecer serviços no âmbito do combate à pandemia da Covid-19, mas os resultados parecem ter ficado aquém das expectativas.
Em 20 de Maio de 2020, o INGD celebrou um contrato no valor de 25.798.500 meticais com a Francisco Madeira Produções para o fornecimento de produtos essenciais, incluindo 2.500 unidades de água sanitária, duas mil caixas de barra de sabão e cinco mil caixas de tocas. Na mesma ocasião, o INGD adjudicou à Damotral Produções Limitada um montante de 24.973.650 meticais, destinado à entrega de três mil unidades de gel desinfectante e quatro mil unidades de um litro do mesmo produto.
Contudo, investigações revelaram que a Francisco Madeira Produções não possuía a documentação necessária e não estava registada nos arquivos notariais à data dos contractos. Mais alarmante é o facto de que ambas as empresas foram as únicas a concorrer aos contractos, levantando suspeitas sobre a transparência do processo licitatório.
O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) do Ministério Público tem conduzido investigações sobre o caso e constatou a ausência de registos de importação ou aquisição dos bens contratados. Em vez disso, foi encontrado apenas um indício de que os produtos teriam sido adquiridos no mercado informal na África do Sul.
O semanário Evidências reporta que o GCCC encaminhou o caso, registado sob o número 93/11/P/GCCC/2020, ao Tribunal Judicial do Distrito Municipal, onde, lamentavelmente, permanece “engavetado”. O desaparecimento do empresário Francisco Augusto Madeira, que se supõe ter fugido com os fundos, agrava as suspeitas de corrupção e má gestão dos recursos destinados ao combate da pandemia.
Um ataque aéreo israelita contra tendas que abrigavam pessoas deslocadas na Faixa de Gaza resultou na morte de pelo menos 25 indivíduos, de acordo com informações fornecidas pela Defesa Civil Palestiniana na quinta-feira.
O ataque, que teve como alvo diversas instalações temporárias em diferentes localidades, destaca a crescente preocupação com a situação humanitária na região.
O porta-voz da organização de ajuda humanitária, Mahmoud Baçal, revelou que um dos ataques mais mortais ocorreu na área de Al-Mawasi, próximo de Khan Younis, onde pelo menos 16 pessoas, a maioria mulheres e crianças, perderam a vida. O ataque foi realizado com a utilização de dois mísseis israelitas, e o número de feridos ascende a mais de duas dezenas.
“Além das fatalidades, 23 pessoas também ficaram feridas no ataque realizado por dois caças israelitas”, afirmou Baçal, enfatizando a gravidade da situação.
Outro incidente trágico foi reportado em Beit Lahia, no norte da Faixa de Gaza, onde um ataque a uma tenda para deslocados resultou na morte de sete pessoas, predominantemente mulheres e crianças, e deixou 13 feridos. Adicionalmente, um pai e seu filho foram mortos em um terceiro ataque em Al-Mawasi, que também causou ferimentos a 13 pessoas.
O escritório das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA) manifestou a sua indignação, afirmando que não se pode normalizar os ataques israelitas, que ocorrem sob os olhos do mundo. A situação humanitária na Gaza continua a deteriorar-se, levantando preocupações a nível internacional sobre a protecção dos civis em meio ao conflito em curso.
Um adolescente sueco de apenas 15 anos foi detido na Austrália sob a acusação de facilitar assassinatos por encomenda na Suécia e na Dinamarca, utilizando aplicações de comunicação encriptadas. A informação foi divulgada por polícias dos três países envolvidos.
O jovem, cuja detenção ocorreu nas imediações de Sidney através de um mandado de busca, enfrenta sérias acusações de ter tentado recrutar indivíduos para a prática de crimes violentos, especificamente assassinatos, no contexto de conflitos entre gangs na região nórdica.
Lars Feldt-Rasmussen, responsável pela Unidade Nacional de Crimes Especiais da polícia dinamarquesa, confirmou que o adolescente estava ligado a um grupo criminoso transnacional.
Durante uma audiência no Tribunal de Menores de Surry Hills, o pedido de fiança do detido foi negado. O jovem deverá novamente comparecer no tribunal a 11 de Junho. As acusações contra ele incluem a utilização de “um dispositivo ligado a uma rede de telecomunicações com intenção de cometer um crime grave”, sendo uma delas de assassinato e a outra de conspiração para cometer homicídio, ambas puníveis com pena de prisão perpétua.
A polícia dinamarquesa confirmou que o detido é cidadão sueco e destacou que a Suécia enfrenta um crescente desafio no combate a tiroteios e ataques com explosivos, resultantes de ajustes de contas entre gangs rivais. Muitos dos perpetradores destes actos violentos são adolescentes, frequentemente escolhidos por serem considerados menos responsáveis criminalmente, uma vez que a idade mínima de responsabilidade criminal na Suécia é de 15 anos.
A Promotoria de Justiça de Berlim anunciou a apresentação de uma denúncia contra um médico de 40 anos, acusado de ter assassinado 15 pacientes sob seus cuidados em uma clínica de enfermagem.
O profissional é suspeito de ter administrado doses letais de medicamentos, especificamente uma combinação de anestésicos e relaxantes musculares, sem o consentimento dos doentes, cujo estado de saúde não justificava tal intervenção letal.
Os crimes teriam ocorrido entre 22 de Setembro de 2021 e 24 de Julho de 2024, com as vítimas abrangendo um espectro etário que vai dos 25 aos 94 anos.
Segundo o relatório do Ministério Público, o médico visava causar deliberadamente a morte de 12 mulheres e 3 homens, utilizando uma mistura que provocava a paralisia muscular e, consequentemente, a morte em minutos.
A investigação iniciou após a identificação de quatro mortes suspeitas, que levaram à exumação de corpos e à descoberta de um padrão preocupante. Até agora, cinco outras exumações estão previstas, e as autoridades avaliam se a morte de outros 75 pacientes, que também estavam sob os cuidados do médico, pode estar relacionada à administração do mesmo cocktail letal.
A Promotoria sublinha que os pacientes não se encontravam em fase terminal crítica no momento das mortes, o que torna as acusações ainda mais graves. As autoridades pedem não só a condenação do médico por assassinato, mas também a revogação vitalícia do seu registo médico.
O caso será agora analisado pelo tribunal regional de Berlim, enquanto uma unidade especial de investigação da divisão de homicídios do Escritório Estadual de Investigações Criminais de Berlim continua a apurar outros possíveis casos relacionados.
O médico, que inicialmente chamou a atenção das autoridades por estar ligado a quatro mortes ocorridas entre 11 de Junho e 24 de Julho do ano passado, é acusado de ter incendiado os apartamentos das vítimas para encobrir os crimes. Os promotores afirmam que não existem motivos aparentes para os assassinatos, além do desejo de matar.
Esta investigação chocou a comunidade médica e a sociedade em geral, levando a reflexões profundas sobre ética e cuidados paliativos. “Ficamos devastados com a extensão das investigações e com as recentes descobertas”, afirmaram os promotores, evidenciando a gravidade da situação.
Uma unidade especial da polícia sul-africana anunciou a exitoso resgate de um missionário norte-americano que, segundo informações, havia sido sequestrado durante um culto na semana passada, na cidade de Port Elizabeth.
O incidente ocorreu na província do Cabo Oriental, onde o missionário foi encontrado escondido dentro de um veículo, numa operação que decorreu num subúrbio do município de Nelson Mandela Bay.
Durante a ação de resgate, a polícia enfrentou resistência armada, resultando na morte de três supostos raptores, abatidos em troca de tiros com as autoridades. As circunstâncias em que o sequestro ocorreu e o desenlace da operação têm gerado grande atenção e preocupação na comunidade local e entre os missionários estrangeiros que actuam na região.
Um relatório dos serviços de estatísticas da África do Sul, divulgado em Julho do ano passado, revela que o país regista anualmente mais de 16 mil sequestros, com 85% das vítimas a serem mulheres e crianças.
Este alarmante panorama de criminalidade tem incentivado um debate sobre a segurança pública e as medidas necessárias para proteger os cidadãos e visitantes.
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