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Quarta-feira, Julho 22, 2026
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PODEMOS acusa Adriano Nuvunga de calúnia e leva caso à Procuradoria-Geral

O partido Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS) anunciou, que avançou com um processo na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Adriano Nuvunga, Director-Geral do Centro para Democracia, Desenvolvimento e Direitos Humanos (CDD), por calúnia e difamação.

Em conferência de imprensa, o porta-voz do PODEMOS, Duclésio Chico, afirmou que “corre, actualmente na Procuradoria, um processo contra o Sr. Adriano Nuvunga, relativamente a este caso, por calúnia e difamação, desde quando ele submeteu esta falsa e irresponsável acusação contra o compatriota Presidente Forquilha.” As declarações de Nuvunga referem-se à alegada recepção de subornos por parte do Presidente do PODEMOS, Albino Forquilha, no montante de 219 milhões de dólares, provenientes do partido no poder, a Frelimo, para desistir da luta pela verdade eleitoral.

O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), que analisou as denúncias, decidiu arquivar o caso após não encontrar indícios que sustentassem as acusações.

Romualdo Jhonam, porta-voz do GCCC, esclareceu que “até ao momento, não foi possível colher algum elemento que justificasse o prosseguimento do processo”, mesmo após a audição do denunciante.

O PODEMOS interpretou o arquivamento como uma reafirmação da inocência do seu Presidente, Albino Forquilha. Em resposta à conduta de Nuvunga, o partido exigiu a apresentação de provas da “pseudo-queixa” de suborno e uma compensação pelos danos morais causados ao Presidente, ao partido e seus membros.

“O acto do Sr. Nuvunga não só feriu o Presidente Albino Forquilha, como também prejudicou a imagem e o bom-nome do PODEMOS. Criou uma onda de consequências gravosas para os membros e símbolos do partido. Não iremos recuar até à reposição da verdade e consequente compensação pelos danos graves que a atitude maldosa tem causado, e que até põe em risco a vida de membros do partido PODEMOS”, sublinhou Duclésio Chico.

Incêndio em plataforma petrolífera no Brasil provoca pelo menos 14 feridos

Um incêndio deflagrado numa plataforma petrolífera offshore da Petrobras, situada a 130 quilómetros da costa brasileira, deixou pelo menos 14 pessoas feridas. A informação foi confirmada pela própria empresa.

Durante o incêndio, um dos trabalhadores caiu ao mar, mas foi rapidamente resgatado por um barco, apresentando queimaduras leves na mão e na cabeça. Segundo o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, todos os feridos foram transportados para o hospital para receber tratamento adequado.

Em resposta à situação, a Petrobras decidiu retirar todos os trabalhadores não essenciais da plataforma, que na altura contava com 176 pessoas a bordo. O incêndio, que demorou cerca de quatro horas a ser controlado, levou também ao corte do fluxo de gás extraído pela instalação.

A plataforma PCH-1, onde ocorreu o incidente, está localizada na bacia marítima de Campos, no Oceano Atlântico, a aproximadamente 130 quilómetros da cidade de Macaé, no estado do Rio de Janeiro. A Petrobras anunciou a criação de uma comissão que investigará as causas do acidente.

O sindicato dos petroleiros, por sua vez, atribuiu o incêndio à “falta de investimentos na manutenção e integridade das plataformas da Bacia de Campos”. Em comunicado, afirmaram que os acidentes têm-se tornado recorrentes e são resultados de anos de negligência por parte de administrações anteriores, que abandonaram as políticas de segurança e integridade das unidades marítimas, levando ao desmantelamento das instalações.

Transportadores moçambicanos lutam para recuperar após crise provocada por protestos

Após os intensos protestos pós-eleitorais que abalaram Moçambique, os transportadores voltam a enfrentar “desafios” consideráveis. Os bloqueios rodoviários e a agitação social resultaram em “muitos prejuízos” para os trabalhadores do sector, mas, à medida que o país volta à normalidade, os motoristas tentam retomar a sua principal fonte de sustento.

Adolfo Tivane, um motorista de 31 anos, sustenta uma família de oito pessoas com os seus rendimentos mensais de 10 mil meticais (aproximadamente 136 euros) obtidos ao volante de um furgão de transporte de passageiros, conhecido localmente como “chapa”. A sua rotina diária inicia-se às cinco da manhã, quando parte numa das principais rotas que liga o centro de Maputo ao município da Matola, uma distância de cerca de 15 quilómetros.

Durante quase uma década, Adolfo tem enfrentado dificuldades financeiras, mas nada se comparou às incertezas dos últimos meses, marcadas por paralisações e protestos em todo o país. “Com o pouco que eu ganho, tento ajudar a minha família, nem dá para eu guardar ou tentar fazer a minha vida”, desabafa.

A sua rota foi uma das mais afectadas pela agitação que começou em Outubro de 2024, com estradas bloqueadas e confrontos frequentes entre as autoridades e os manifestantes. “Tivemos muitos prejuízos, ficámos por muito tempo parados. Isso prejudicou tanto a nós como ao nosso patrono”, explica Adolfo, sublinhando que, apesar da recente normalização, ainda não conseguiu recuperar das perdas.

A maioria dos motoristas de “chapas” opera sob um acordo com os proprietários dos veículos, com metas diárias definidas que precisam ser cumpridas. O preço mínimo para os passageiros é de 15 meticais (cerca de 0,20 euros), o que implica que os transportadores devem realizar o maior número possível de viagens.

Durante o auge das manifestações, os transportadores não podiam circular livremente. “Quando o povo se manifestava, não aceitava que os veículos circulassem na via pública. O chapa, logicamente, tinha de parar”, recorda Salvador Massango, outro transportador de 33 anos.

Desde 21 de outubro, Moçambique tem vivenciado um clima de forte agitação social, com protestos convocados por Venâncio Mondlane, antigo candidato presidencial que contestou os resultados das eleições de 09 de outubro.

Estes tumultos resultaram em confrontos violentos entre a polícia e os manifestantes, além de saques e destruição de equipamentos públicos e privados, culminando na morte de cerca de 390 pessoas, segundo organizações não governamentais.

Profissionais de saúde exigem respostas e admitem agravar paralisação

Os profissionais de saúde em Moçambique anunciam a possibilidade de endurecer a greve que iniciaram na passada quinta-feira (17), caso o governo não responda às suas reivindicações. 

A greve, que se prolonga por um período de 30 dias, com possibilidade de prorrogação, está a ser observada com a prestação de serviços limitada entre as 07h30 e as 15h30.

A informação foi divulgada pelo presidente da Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM), Anselmo Muchave, durante uma conferência de imprensa em que fez uma avaliação sobre o estado de situação decorridos dois anos desde a assinatura dos acordos entre o governo e a sua associação.

“Dentro desta semana, caso o governo não feche os acordos connosco, seremos obrigados a intensificar a greve”, advertiu Muchave, sublinhando que alguns membros chegaram a solicitar a retirada total dos profissionais de saúde, mas que decidiram dar mais uma oportunidade ao governo e ao povo moçambicano.

Muchave criticou a postura do governo, referindo que este não pode alegar estranheza relativamente à insistência dos profissionais de saúde em reivindicar melhorias. “O novo Presidente da República devia ter um bocadinho de vergonha quando pergunta por que razão há insistência dos profissionais de saúde em ir à greve, sabendo que a associação é nova. Enviámos o pedido de diálogo em Janeiro, após a sua tomada de posse, mas não fomos ouvidos. Em Fevereiro, submetemos outros documentos, e agora estamos em Outubro e nada foi feito”, lamentou.

O líder da APSUSM destacou ainda que a falta de reconhecimento pelo trabalho dos profissionais de saúde, que têm lidado com “tantas balas e tanto sangue”, é alarmante. “Nenhum agradecimento do governo apareceu para os profissionais de saúde. Por isso, dissemos ‘não somos escravos na nossa terra’”, acrescentou, visivelmente agastado com a situação.

Polícia sul-africana investiga tentativa de homicídio do vice-presidente Paul Mashatile

A Polícia da África do Sul anunciou que está a investigar um alegado atentado contra a vida do vice-presidente do país, Paul Mashatile.

O incidente, que levanta preocupações sobre a segurança do alto funcionário, ocorreu no passado dia 31 de Março, na cidade de Joanesburgo, quando Mashatile se deslocava após uma reunião do Comité Nacional Executivo do ANC (Congresso Nacional Africano), partido do qual é também vice-presidente.

Segundo as autoridades, o veículo em que seguia Paul Mashatile foi alvo de pelo menos três disparos, pondo em risco a sua vida. O vice-presidente confirmou que o atentado realmente ocorreu e informou que as investigações já estão a ser levadas a cabo pela Polícia.

A tentativa de homicídio suscita preocupações não apenas sobre a segurança dos altos escalões do governo sul-africano, mas também sobre a estabilidade política do país. A investigação em curso visa apurar os factos e identificar os responsáveis por este ato violento.

Tribunal tunisino impõe penas severas a opositores do Presidente Kais Saied

Um tribunal na Tunísia condenou 40 opositores do Presidente Kais Saied a penas que chegam até 66 anos de prisão, sob a acusação de conspiração contra o Estado. A informação foi confirmada por advogados de defesa no último sábado.

De acordo com um responsável do Ministério Público, citado por vários meios de comunicação locais, as penas variaram entre 13 e 66 anos de prisão para os arguidos, acusados de “conspirar contra a segurança do Estado” e de “adesão a um grupo terrorista”. Contudo, uma lista divulgada pela AFP, elaborada por vários advogados, indicava que as penas começavam em pelo menos quatro anos.

Os condenados, entre os quais se incluem políticos, antigos ministros, advogados e empresários, na sua maioria detidos há dois anos, têm ainda a possibilidade de recorrer da decisão. Este grupo inclui figuras políticas proeminentes, como Issam Chebbi, líder do partido social-democrata Joumhouri, e Jawhar Bem Mbarek, co-fundador da Frente de Salvação Nacional (FNS), que enfrentam penas de 18 anos.

O ex-ministro centrista Ghazi Chaouachi e a activista de direitos humanos Chaïma Issa também foram condenados a 18 anos de prisão. Enquanto isso, Khayam Turki, ex-dirigente do partido Ettakatol, recebeu uma pena de 48 anos e Kamel Eltaïef, um empresário influente, foi sentenciado a 66 anos de prisão.

Outros condenados incluem Abdelhamid Jelassi e Noureddine Bhiri, antigos dirigentes do partido islâmico conservador Ennahdha, que foram sentenciados a 13 e 43 anos de prisão, respectivamente. Noureddine Boutar, diretor da rádio privada Mosaïque FM, foi condenado a 10 anos, enquanto Hattab Slama, um vendedor de automóveis, cumprirá quatro anos de prisão por motivos relacionados com a localização do seu veículo.

Durante a última audiência do julgamento, os advogados de defesa denunciaram o que qualificaram como uma “farsa”, uma vez que o juiz se retirou para deliberar sem ouvir os argumentos de ambas as partes.

Tribunal de Maputo sentencia arguidos por rapto

A 10.ª Secção do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo proferiu hoje a sentença relativa a três arguidos acusados de rapto. O caso tem suscitado grande atenção pública, dada a gravidade das acusações e o impacto social associado a este tipo de crime.

Entre os arguidos, destaca-se um que se evadiu da cadeia no dia 25 de Dezembro do ano passado, logo após ter sido ouvido. A fuga do recluso levantou preocupações sobre a segurança e a eficácia do sistema prisional no país.

O tribunal analisou as provas apresentadas durante o processo e ouviu os testemunhos das partes envolvidas, incluindo as vítimas do rapto, que relataram os momentos de terror vividos. A sentença proferida hoje reflete a seriedade das acusações e a necessidade de responsabilização dos envolvidos.

Vagas de emprego do dia 22 de Abril de 2025

Foram publicadas hoje, dia 22 de Abril no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Logistic Coordinator

A Saipem pretende recrutar um (1) Logistic Coordinator. Saiba mais.

2. Vaga para Well Integrity Supervisor (SPM)

A Sasol pretende recrutar um (1) Well Integrity Supervisor (SPM). Saiba mais.

3. Vaga para Human Resources Clerk

A International Organization for Migration (IOM) pretende recrutar um (1) Human Resources Clerk. Saiba mais.

4. Vagas para Inspectores e Técnicos de Laboratório de Operações de OGC – Óleos, Gases e Químicos

A SGS Moçambique pretende recrutar dois (2) Inspectores e Técnicos de Laboratório de Operações de OGC – Óleos, Gases e Químicos. Saiba mais.

5. Vaga para Oficial de Finanças

A EKWEI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Finanças. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Senior Quality Operations Specialist

A CB&I pretende recrutar um (1) Senior Quality Operations Specialist. Saiba mais.

2. Vaga para Territory Supervisor

A Vodafone pretende recrutar um (1) Territory Supervisor. Saiba mais.

3. Vaga para Junior Consultant (Partnerships Officer)

A World Food Programme (WFP) pretende recrutar um (1) Junior Consultant (Partnerships Officer). Saiba mais.

4. Vaga para Oficial de Operações

Uma empresa anónima situada na Matola, está a recrutar um (1) Oficial de Operações. Saiba mais.

5. Vaga para Gestor de Clientes Particulares

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Gestor de Clientes Particulares. Saiba mais.

6. Vaga para Assistente de Serviço ao Cliente

O Absa Group pretende recrutar um (1) Assistente de Serviço ao Cliente. Saiba mais.

7. Vaga para Representante de Saúde e Segurança

A MD Consultores pretende recrutar um (1) Representante de Saúde e Segurança. Saiba mais.

8. Vaga para Oficial de Educação

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Educação. Saiba mais.

9. Vaga para Auto Electrician

A Unitrans pretende recrutar um (1) Auto Electrician. Saiba mais.

10. Vagas para Técnicos de Farmácia

Uma empresa anónima está a recrutar dois (2) Técnicos de Farmácia. Saiba mais.

11. Vagas para Estafetas

Uma empresa anónima pretende recrutar dois (2) Estafetas. Saiba mais.

12. Vaga para Operator

A AB InBev pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Operator. Saiba mais.

13. Vaga para Snr Specialist IP Planning & Engineering

A Vodafone pretende recrutar um (1) Snr Specialist IP Planning & Engineering. Saiba mais.

14. Vaga para Security Operation Manager

A Alliance International pretende recrutar um (1) Security Operation Manager. Saiba mais.

15. Vaga para Especialista em Marketing e Comunicação

A Mozlista está a recrutar um (1) Especialista em Marketing e Comunicação. Saiba mais.

16. Vaga para Oficial de Agronegócio

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Oficial de Agronegócio. Saiba mais.

17. Vaga para Consultor – Recursos Humanos

A Deloitte pretende recrutar um (1) Consultor – Recursos Humanos. Saiba mais.

18. Vaga para Commercial Manager

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) Commercial Manager. Saiba mais.

19. Vaga para Assistente Administrativo de Armazém

A INALCA Moçambique pretende contratar um (1) Assistente Administrativo de Armazém. Saiba mais.

20. Vaga para Marketing and Communications Officer

A Aga Khan Academy Maputo pretende recrutar um (1) Marketing and Communications Officer. Saiba mais.

21. Vaga para Comercial

A Kutiza Consultoria e Serviços está a recrutar uma (1) Comercial. Saiba mais.

22. Vaga para Logístico

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Logístico. Saiba mais.

23. Vaga para Formador – Médico

O Instituto Médio de Saúde CESOFAMA pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Formador – Médico. Saiba mais.

24. Vaga para Formador – Enfermeiro de Saúde Materno

O Instituto Médio de Saúde Cesofama pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Formador – Enfermeiro(a) de Saúde Materno. Saiba mais.

25. Vaga para CBU Cluster Supervisor Caia

A Vodafone pretende recrutar um (1) CBU Cluster Supervisor Caia. Saiba mais.

26. Vaga para Contabilista (Indústria)

Estamos à procura de um (1) Contabilista com experiência na área industrial. Saiba mais.

27. Vaga para Gestor Técnico

A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Técnico. Saiba mais.

28. Vaga para Assistente Comercial

A INALCA Moçambique pretende contratar um (1) Assistente Comercial. Saiba mais.

29. Vagas para Vendedores

A PANGARA S. A., pretende contratar Vendedores. Saiba mais.

30. Vaga para Consultor

A Catholic Relief Services (CRS) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor. Saiba mais.

Autoridades angolanas desmantelam estufa clandestina de canábis em condomínio em Luanda

O Serviço de Investigação Criminal (SIC) de Angola anunciou o desmantelamento de uma estufa clandestina dedicada à plantação de droga do tipo Skunk, também conhecida como gamba. 

A operação ocorreu no município de Camama, na capital angolana, e resultou da investigação que esteve em curso durante mais de oito meses.

Segundo um comunicado divulgado pelo SIC, a estufa foi encontrada dissimulada no interior de uma residência localizada no condomínio Vereda das Flores, onde as plantas da droga eram cultivadas de forma assistida, utilizando alta tecnologia para maximizar a produção.

Durante a operação, as autoridades detiveram duas pessoas, um engenheiro informático de 41 anos, identificado como o produtor da droga, e um zelador de 25 anos, responsável por cuidar e zelar pela produção no condomínio.

A variedade Skunk é conhecida por seu aroma intenso e alta concentração de substâncias psicoactivas, sendo produzida através do cruzamento de várias espécies de canábis e cultivada em ambientes controlados, o que potencia os seus efeitos.

Polícia de Moçambique confirma morte de cinco naparamas em conflito em Nampula

A Polícia da República de Moçambique (PRM) confirmou, em conferência de imprensa, a morte de pelo menos cinco indivíduos supostamente ligados ao grupo dos Naparamas, ocorrida no posto administrativo de Mutuali, no distrito de Malema.

Segundo a porta-voz da PRM, Rosa Chaúque, o confronto iniciou quando um grupo de Naparamas invadiu um acampamento das Forças de Defesa e Segurança (FDS), munido de instrumentos contundentes, como catanas e marretas. A resposta das FDS ao ataque resultou em baixas significativas entre os agressores. “Registámos a morte de cinco indivíduos e há ainda alguns feridos, cujas localizações não podemos especificar neste momento”, revelou Chaúque.

Durante a operação, a polícia conseguiu deter seis supostos membros do grupo, e segundo a porta-voz, as investigações estão a decorrer para capturar os restantes envolvidos que se encontram em fuga. “As diligências continuam para a neutralização de todos aqueles que estão envolvidos nesses casos”, afirmou.

Apesar do confronto, a PRM assegurou que não houve baixas entre os agentes das FDS e fez um apelo à população para que se distancie de grupos que promovem a desordem. “Neste momento, as nossas forças estão posicionadas para manter a ordem, segurança e tranquilidade públicas. Pedimos à população que não se junte a estes grupos que criam insegurança”, acrescentou Rosa Chaúque.

Governo da RDC suspende partido do ex-Presidente Kabila em meio a tensões políticas

O Governo congolês anunciou a suspensão das actividades do Partido Popular para a Reconstrução e a Democracia (PPRD), liderado pelo ex-Presidente Joseph Kabila. 

A decisão foi justificada pelas autoridades como uma resposta ao que consideram um “silêncio cúmplice” do partido em relação ao grupo armado M23, que actua no leste do país.

A medida surge num contexto de elevada tensão política entre o executivo de Kinshasa e os apoiantes de Kabila, especialmente após o regresso do ex-Presidente à região leste da RDC, que se encontra em grande parte sob o controlo do M23, um movimento armado que, segundo diversas fontes, recebe apoio militar do Ruanda.

O comunicado emitido pelo Ministério do Interior sublinha que a suspensão das actividades do PPRD será aplicada em todo o território nacional. “Esta decisão surge na sequência do activismo comprovado” de Kabila, que é acusado de ter um papel activo nesta “guerra de agressão ruandesa”, juntamente com o “silêncio culpado e cúmplice” do seu partido.

Campanha em Manica visa imunizar mais de 250 mil bovinos contra doenças graves

A província de Manica, situada na região Centro de Moçambique, deu início a uma ambiciosa campanha de vacinação destinada a cerca de 254 mil bovinos. 

O evento ocorreu no distrito de Vanduzi e visa a prevenção de doenças graves que afectam o gado, como o carbúnculo hemático, o carbúnculo sintomático, a brucelose e a febre aftosa.

Promovida pelo sector de Agricultura e Pescas da província, a campanha terá a duração de três meses e inclui também a vacinação gratuita de animais de companhia, como cães e gatos.

De acordo com informações veiculadas pelo jornal Txopela, apesar da magnitude da iniciativa, o número de bovinos a serem vacinados representa uma diminuição de mais de doze mil cabeças em relação ao ano anterior. Esta redução é atribuída à morte de diversos animais devido a doenças provocadas por carraças, uma situação que chamou a atenção das autoridades provinciais, que já anunciaram medidas para mitigar os impactos.

A governadora de Manica, Francisca Tomás, que presidiu à cerimónia de lançamento da campanha, afirmou que o Conselho Executivo provincial implementará um plano de repovoamento do gado nas comunidades mais afectadas pela mortalidade. Esta medida contempla a distribuição de bovinos e caprinos, com o intuito de restaurar a base produtiva das famílias rurais.

Na mesma ocasião, a governadora informou que, até ao final do ano, vários distritos da província beneficiarão da reabilitação de tanques carracicidas, infraestruturas essenciais para o combate a parasitas e no controlo de doenças transmitidas por carraças.

Os criadores de gado do distrito de Vanduzi expressaram o seu reconhecimento pela iniciativa governamental, ressaltando que o acesso gratuito a vacinas e fármacos representa um passo significativo para a estabilidade da produção pecuária na região.

Moçambique retoma negociações para reiniciar construção da Central Térmica de Temane

O Governo de Moçambique está em negociações com o Grupo espanhol TSK Electrónica e Electricidade para a retoma das obras da Central Térmica de Temane (CTT), que foram suspensas devido a um impasse contratual. 

A informação foi revelada pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante a conclusão da sua recente visita de trabalho de três dias à província de Inhambane.

A construção da CTT, que é uma central de ciclo combinado localizada no distrito de Inhassoro, foi interrompida após a danificação de duas turbinas essenciais, devido à passagem do ciclone Filipo em Março de 2024, que causou sérios danos na região.

Chapo esclareceu que a paralisação não se deve a uma decisão do empreiteiro, mas sim a um incidente natural que afectou o equipamento necessário para a continuidade da obra. Ele acrescentou que, devido à gravidade dos danos nas turbinas, novas unidades foram encomendadas à Siemens, uma empresa com sede na Alemanha, e que o processo já está em andamento.

Após mais de dois anos do prazo inicialmente estabelecido para a implementação da infra-estrutura, a TSK solicitou a prorrogação do contrato para dar continuidade às obras. O Presidente revelou que, neste momento, a Globelec, a empresa responsável pelo projecto em parceria com a Electricidade de Moçambique (EDM) e a Sasol, está em negociações com o empreiteiro para resolver a questão.

Chapo destacou a urgência da renegociação do prazo do contrato com a TSK, afirmando que é fundamental para o avanço das obras. “Neste momento, o assunto é esse para que todos estejam informados sobre a situação”, afirmou.

Com um custo estimado em 650 milhões de dólares, a Central Térmica de Temane é considerada crucial para a interconexão das redes eléctricas em Moçambique, sendo parte integrante da construção de uma linha de transmissão de circuito único de 400 kV, que se estenderá por 563 quilómetros entre Maputo e Vilankulo.

Os atrasos no projecto têm um impacto negativo no início da operação de outros dois projectos associados à CTT, nomeadamente a linha de transmissão de energia, conhecida como TTP (Temane Transmission Project), e o PSA (Acordo de Partilha de Produção).

Acidente de viação em Matutuine resulta em quatro mortes e um ferido

Um trágico acidente de viação ocorrido na Estrada Nacional Número Um (EN1), no distrito de Matutuine, resultou na morte de pelo menos quatro pessoas e deixou uma ferida, por volta das 17h00. 

O sinistro, que envolveu uma colisão entre duas viaturas ligeiras na localidade de Satula, foi atribuído a comportamentos de condução imprudentes, como o consumo de álcool e o excesso de velocidade.

Segundo o chefe da Secção de Instrução e Educação Pública na Polícia de Trânsito (PT) em Maputo, José Novela, as vítimas fatais eram ocupantes da viatura que circulava em contra-mão no momento do choque. Após o acidente, os corpos foram transferidos para a unidade hospitalar de Matutuine, onde o médico declarou o óbito das quatro pessoas.

O condutor da outra viatura, um veículo de transporte de carga, também sofreu ferimentos leves e permanece sob observação médica. O impacto do acidente causou danos significativos nas duas viaturas.

Novela destacou que as causas do acidente foram a circulação em contra-mão da primeira viatura envolvida e a velocidade excessiva, afirmando que os ocupantes da viatura ligeira apresentavam sinais de consumo de bebidas alcoólicas. “As causas deste acidente são o trânsito fora de mão por parte da primeira viatura e a velocidade excessiva. Há indícios de que os ocupantes tinham consumido álcool antes de conduzir”, explicou.

Em resposta a este incidente, a Polícia de Trânsito em Maputo lançou um apelo aos automobilistas para reforçarem a observância das regras de trânsito. “É lamentável quando ocorrem acidentes que resultam em perdas de vidas humanas. Exortamos os usuários das vias a conduzir com prudência e a evitarem o consumo de álcool ao volante, pois isso representa um perigo real na condução”, concluiu o responsável policial.

Governo introduz sistema de admissão centralizada para funcionários públicos

O ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, anunciou a implementação de um novo sistema de admissão centralizada para funcionários e agentes do Estado, com o objectivo de optimizar os custos orçamentais e aumentar a eficiência da administração pública. 

A iniciativa foi revelada durante uma audição da Comissão da Administração Pública e Poder Local (CAPPL) da Assembleia da República, que ocorreu no passado sábado, em Maputo.

De acordo com Impissa, a nova abordagem visa não apenas a redução dos custos, mas também a diminuição do tempo necessário para a contratação de pessoal, tendo em vista que, em muitos casos, um número reduzido de vagas atrai um elevado número de candidatos.

O ministro referiu-se a situações em que concursos para a admissão de apenas quatro funcionários atraem mais de 10 mil concorrentes, considerando esse cenário “desolador” e sem sentido.

O concurso centralizado terá uma validade de três anos, permitindo que, durante esse período, os diversos sectores possam recorrer a uma plataforma central para a admissão de novos funcionários, evitando a necessidade de abrir novos concursos. “Isso evitará que os cidadãos tenham que correr atrás de concursos, gastando papel e dinheiro para concorrer a uma única vaga. Acreditamos que este modelo poderá ajudar a mitigar as expectativas dos cidadãos em relação ao acesso ao emprego na Função Pública”, afirmou o ministro.

É importante recordar que, em Dezembro de 2021, o parlamento aprovou o Estatuto Geral da Função Pública e Administração do Estado (EGFAE), que introduziu a Tabela Salarial Única, com o intuito de harmonizar as discrepâncias salariais entre os trabalhadores do Estado e centralizar os concursos públicos.

Tailândia lança alerta sobre nova droga que causou mortes durante festival de Songkran

As autoridades sanitárias tailandesas emitiram um alerta sobre a circulação de uma nova substância entorpecente, que resultou na morte de duas pessoas durante o festival budista do Ano Novo, conhecido como Songkran, que atrai milhares de turistas de todo o mundo.

A unidade de envenenamento do hospital Ramathibodi, localizado na capital tailandesa, publicou um alerta nas redes sociais, onde detalhou que três indivíduos consumiram drogas identificadas como “khanom” e “la boo boo”. Após o consumo, estas pessoas perderam a consciência, levando uma delas a ser internada em estado crítico nos cuidados intensivos.

Os sintomas observados incluem cãibras musculares que evoluíram para paragens respiratórias ou cardíacas. O comunicado do hospital sugere que os sinais indicam uma possível combinação de medicamentos estimulantes e sedativos, que provocaram um efeito sinérgico devastador.

As autoridades alertam que estes casos podem ser apenas “a ponta do icebergue”, adiantando que é possível que mais vítimas tenham sido afectadas, podendo ter morrido ou sido internadas em outros centros de saúde sem que os casos tenham sido reportados. A necessidade de realizar testes para identificar estas novas drogas tornou-se uma prioridade.

Justiça vietnamita condena empresária à 30 anos de prisão por branqueamento de capitais

Em um dos maiores escândalos financeiros da história do país, Truong My Lan, a líder de uma proeminente empresa imobiliária, foi condenada hoje a 30 anos de prisão por um tribunal da cidade de Ho Chi Minh. 

A decisão surge após um recurso, tendo a empresária inicialmente, recebido uma sentença de prisão perpétua.

O tribunal considerou Truong My Lan culpada de branqueamento de capitais, envolvendo uma quantia substancial que ascende a 17 mil milhões de dólares (aproximadamente 14,8 mil milhões de euros). O caso, que tem atraído a atenção da sociedade e da mídia, é um marco nas investigações sobre corrupção e irregularidades financeiras no Vietname.

Durante a leitura do veredicto, o juiz Pham Cong Muoi afirmou que “Lan desempenhou um papel importante” nas actividades ilícitas, mas também reconheceu que foram considerados os esforços da empresária para reparar as consequências do seu comportamento. O julgamento, que iniciou em Março, expôs uma rede de corrupção e fraudes financeiras que abalaram a confiança no sector imobiliário do país.

Maputo: Quatro membros de uma mesma família perdem a vida em incêndio

Uma tragédia abateu-se sobre uma família no bairro Magoanine A, na cidade de Maputo, onde quatro pessoas faleceram em um incêndio provocado por uma bobina de mosquitos. Entre as vítimas, encontra-se uma menor de apenas quatro anos.

O incidente ocorreu na noite da última sexta-feira, durante a celebração da Sexta-Feira Santa, quando oito membros da família dormiam. A bobina, utilizada para repelir mosquitos durante a noite, é suspeita de ter desencadeado o incêndio que consumiu a residência.

Devido à casa estar trancada, os vizinhos foram forçados a partir parte da parede para conseguir resgatar as vítimas. Apesar dos esforços para salvar todos, a menor não conseguiu escapar a tempo e acabou por morrer carbonizada.

Além da criança de quatro anos, o incêndio ceifou a vida de três outros jovens, com idades de 14 e 17 anos, que se encontravam de visita na casa. Duas dessas jovens eram irmãs, e a dona da casa, tia das menores, também não sobreviveu ao trágico incidente.

As únicas sobreviventes da família, as filhas do casal, juntamente com o pai, conseguiram escapar. As meninas já receberam alta do hospital, enquanto o chefe da família, cujas condições de saúde são estáveis, ainda se encontra em tratamento.

Ataques aéreos dos EUA causam dezenas de vítimas na capital do Iémen

Os recentes bombardeamentos aéreos realizados pelos Estados Unidos na capital do Iémen, Sana, resultaram na morte de pelo menos 12 pessoas e deixaram 30 feridos, segundo informações fornecidas pelos rebeldes Huthis. 

O Ministério da Saúde dos Huthis declarou em um comunicado, citado pela agência de notícias oficial Saba, que os ataques atingiram o mercado de Farwah e o bairro homónimo, ambos situados no centro da cidade.

Aviões de combate norte-americanos realizaram bombardeamentos em pelo menos três províncias do Iémen, incluindo a capital. A televisão iemenita Al-Massirah, também ligada aos Huthis, informou que os ataques visaram alvos na montanha de Faj Attan, embora não tenha fornecido detalhes sobre o número de vítimas.

Residentes relataram que a área montanhosa alberga grutas utilizadas para o armazenamento de armas e munições. Além do ataque aos bairros residenciais, os bombardeamentos afectaram uma infra-estrutura que tem sido visada repetidamente pelas forças sauditas desde o início do conflito no Iémen, em 2014.

Segundo a Al-Massirah, os ataques aéreos também atingiram a Ilha Kamaran, localizada na costa em frente aos portos de Al Salid e Ras Issa, no Mar Vermelho, uma região que já foi alvo de múltiplas ofensivas desde o início da intensa campanha militar americana contra os Huthis, que se iniciou a 15 de Março.

Na noite de sábado, relatos indicaram que pelo menos três pessoas morreram e quatro ficaram feridas em bombardeamentos aéreos norte-americanos na capital. O exército dos EUA anunciou na quinta-feira que tinha bombardeado e destruído o porto de Ras Issa, controlado pelos Huthis. O Comando Central dos EUA (Centcom) afirmou que este ataque visava destruir um porto de combustível utilizado pelos rebeldes para financiar suas operações.

EUA ameaçam abandonar negociações de paz se não houver avanços rápidos na Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que deseja observar “rapidamente” avanços nas negociações de paz entre a Ucrânia e a Rússia, um apelo que reflete a crescente impaciência de Washington em relação ao desenrolar do conflito. 

O vice-presidente norte-americano, JD Vance, expressou-se de forma optimista sobre a possibilidade de uma resolução para a guerra, que já dura há três anos.

As recentes declarações dos líderes norte-americanos foram acompanhadas de um claro aviso: os EUA poderão abandonar as conversações se não houver progresso significativo nas próximas semanas. O secretário de Estado, Marco Rubio, reiterou a necessidade de um envolvimento mais activo da Europa nas negociações, enfatizando que as prioridades dos Estados Unidos também se expandem além do conflito ucraniano.

“Queremos fazer isso”, afirmou Trump, referindo-se a um potencial acordo de trégua, embora tenha evitado estipular um prazo específico. “Não há um número determinado de dias, mas rapidamente”, sublinhou o presidente. Ele acrescentou que, caso uma das partes envolvidas nas negociações apresente resistência significativa, os EUA poderão simplesmente retirar-se do processo: “Diremos apenas: ‘Vocês são tolos. São pessoas horríveis’ – e vamos apenas deixar passar”, afirmou.

Em Paris, onde lançou o ultimato, Trump dialogou com autoridades europeias, que se mostraram “muito prestáveis e construtivas”. Rubio expressou a sua esperança de que potências como o Reino Unido, a França e a Alemanha possam ajudar a avançar nas conversações, apontando que é crucial descobrir rapidamente se um acordo é viável a curto prazo: “Se não for, então acho que vamos seguir em frente”, disse ele.

Entretanto, JD Vance, que se encontrava em Roma para discutir taxas alfandegárias com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmou que também iria atualizá-la sobre as últimas informações das negociações com Bruxelas. “Não vou prejulgá-los, mas estamos optimistas de que podemos, com sorte, pôr fim a esta guerra tão brutal”, concluiu Vance.

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