A Ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, defendeu em Maputo, a expansão dos Centros de Excelência como uma estratégia crucial para o desenvolvimento sustentável em Moçambique e no continente africano.
Na sua intervenção, a ministra destacou que a eficácia dos Centros de Excelência deve estar cada vez mais alinhada aos desafios que a sociedade africana enfrenta. “A implementação das acções dos centros deve contribuir para garantir a segurança alimentar e nutricional, a resiliência climática e o desenvolvimento sustentável do continente africano,” afirmou Tovela.
A declaração foi feita durante a abertura da 19.ª Reunião Técnica de Aconselhamento dos Centros Africanos de Excelência (TAM) e da 25.ª Reunião do Comité Directivo Regional (RSC) do Projecto dos Centros de Excelência de África (ACE II), que decorre na capital do país.
A ministra sublinhou que os Centros de Excelência podem desempenhar um papel vital na criação de empregos para os jovens, bem como na industrialização e transformação digital necessárias na região. Actualmente, estão activos 29 Centros de Excelência no continente, abrangendo áreas estratégicas como educação, agricultura, saúde, energia, engenharia, tecnologias de informação e ciências ambientais, todos comprometidos com a excelência académica e com impacto regional.
Tovela lembrou que Moçambique integrou o projecto em 2016, através do financiamento da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), que é a mais antiga e maior instituição de ensino superior do país. Desta parceria, surgiram dois centros: o Centro de Excelência em Estudos de Engenharia e Petróleo e Gás e o Centro de Excelência em Sistemas Agro-alimentares e Nutrição.
A governante frisou a importância destes centros, que respondem a sectores estratégicos para o crescimento e desenvolvimento de Moçambique. O Centro Regional de Excelência em Sistemas Agro-alimentares e Nutrição da UEM, por exemplo, visa contribuir para a transformação dos sistemas agro-alimentares em África, através da qualificação de recursos humanos e da produção de pesquisas de alta qualidade.
O Projecto dos Centros de Excelência de África II, criado em 2015 pelo Banco Mundial, envolve a colaboração de oito países da África Oriental e Austral e é coordenado pelo Inter University Council for East Africa (IUCEA).
Tovela realçou que a sustentabilidade dos Centros representa um dos maiores desafios actuais, mas também uma oportunidade significativa. “O nosso dever colectivo é assegurar que o investimento realizado não seja efémero, mas sirva de alicerce para uma transformação duradoura no ensino superior africano,” afirmou.
Em apoio à ministra, o reitor da Universidade Eduardo Mondlane, Guilherme Júnior, reiterou a relevância dos centros face aos desafios nacionais e continentais, destacando que estes precisam afirmar-se como espaços de inovação e formação avançada, especialmente num contexto em que a gestão dos recursos naturais e as mudanças climáticas assumem um papel central.
Três pessoas da mesma família perderam a vida após consumirem uma bebida alcoólica de fabrico caseiro, no distrito de Dondo, em Sofala, no decurso de uma cerimónia fúnebre.
Uma quarta pessoa encontra-se hospitalizada e as autoridades competentes estão a investigar o ocorrido.
O incidente ocorreu no domingo, durante o enterro do chefe da família, que faleceu em decorrência de uma doença. Tradicionalmente, após este tipo de cerimónias, os familiares costumam fazer contribuições monetárias para a aquisição de bebidas alcoólicas. Neste caso, parte dos presentes optou por comprar um aguardente de cana-doce, conhecido localmente como Nipa.
Fontes familiares indicam que os três falecidos tinham consumido a bebida caseira, levando a uma comoção generalizada na comunidade.
O líder do bairro manifestou o seu pesar pelas mortes, enquanto a vereadora responsável pela área de saúde do Conselho Municipal do Dondo considerou prematuro avançar informações concretas sobre as causas que levaram ao falecimento dos indivíduos.
O número de refugiados e deslocados sudaneses ultrapassou os 14,3 milhões no final de 2024, fruto dos intensos conflitos que assolaram o país, revelando-se a maior crise mundial de deslocações.
A denúncia foi feita pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) no seu relatório anual intitulado “Tendências Globais em Deslocamento Forçado 2024”.
Segundo o relatório, o Sudão contava no final de 2024 com 2,8 milhões de refugiados, representando um aumento de 40% em relação ao ano anterior. A maioria destes refugiados (93%) encontrou abrigo em países vizinhos, como o Chade, onde residem 1,1 milhões de sudaneses, o Egito com 602.700, e o Sudão do Sul com 487.700.
Além disso, o número de deslocados internos no Sudão subiu para 11,6 milhões, um acréscimo de 2,5 milhões (28%) comparativamente a 2023.
O ACNUR sublinhou que as hostilidades em curso no Sudão geraram “a maior crise mundial de deslocações”, com um total de 14,3 milhões de sudaneses deslocados, afectando cerca de um em cada três cidadãos do país. Este aumento representa mais 3,5 milhões de deslocados desde o final de 2023.
A situação na República Democrática do Congo (RDC) também foi destacada no relatório, onde os prolongados conflitos no leste do país resultaram em 7,4 milhões de deslocados forçados. A maioria destes deslocados permanece dentro do seu país, mas a crise tem sido marcada por graves violações dos direitos humanos.
Por outro lado, o Sudão do Sul enfrenta o desafio de reabsorver quase 750 mil refugiados sul-sudaneses que retornaram desde Abril de 2023, sendo que 404.800 desses registos ocorreram apenas em 2024.
Na região do Sahel, as deslocações forçadas aumentaram para 3,8 milhões de pessoas, um crescimento de 11% em relação ao final de 2023. A maioria das deslocações ocorreu dentro dos próprios países, com Burkina Faso, Níger e Mali a registarem os maiores números.
A cidade de Maputo contabilizou quatro casos de rapto durante os primeiros cinco meses do ano, uma diminuição significativa em comparação com os oito casos registados no mesmo período do ano passado.
Esta informação foi revelada pelo porta-voz interino do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), João Adriano.
As autoridades estão empenhadas em desmantelar as redes criminosas responsáveis por esses crimes e esclarecer outros casos associados. Embora tenham sido efectuadas detenções no decorrer das investigações, o SERNIC optou por não divulgar o número exacto, a fim de não comprometer o andamento das apurações e a identificação de outros envolvidos.
“O registo de quatro raptos na cidade de Maputo, embora preocupante, representa uma redução significativa comparativamente a anos anteriores. As operações conjuntas entre o SERNIC e outras forças de defesa e segurança têm contribuído para esta diminuição”, afirmou João Adriano.
Em relação ao último caso de rapto, ocorrido a 27 de Maio, que envolveu uma criança de apenas oito anos, o porta-voz comunicou que a vítima foi resgatada e se encontra novamente com a família. “A criança foi encontrada sem ferimentos graves, embora debilitada devido à privação de água e alimento durante o sequestro. A família está a trabalhar na sua recuperação física e emocional”, acrescentou.
No seguimento deste incidente, foram detidos dois indivíduos, incluindo um antigo motorista da família da vítima, sendo apreendidas uma arma de fogo e uma arma branca.
O SERNIC sublinhou a importância de se ter discernimento na escolha das pessoas que prestam serviços nas residências, enfatizando a necessidade de avaliar a conduta e o nível de confiança depositado nelas.
A Cervejas de Moçambique (CDM) reportou perdas fiscais significativas devido à obrigatoriedade de selagem de bebidas alcoólicas fora do país, uma medida que está a impactar negativamente o desempenho da empresa.
Durante a Assembleia Geral Ordinária anual, realizada na quarta-feira, o presidente do Conselho de Administração da CDM, Tomáz Salomão, revelou que essa imposição resultou numa redução de 87% na disponibilidade de marcas importadas, levando a perdas fiscais acumuladas superiores a 1,1 mil milhões de meticais, o que equivale a cerca de 17,2 milhões de dólares para o Estado.
O encontro, que contou com a presença de accionistas maioritários e minoritários, bem como dos membros do Conselho de Administração, teve como foco a apresentação e discussão do desempenho da empresa durante o exercício de 2024. Tomáz Salomão defendeu que o processo de selagem das bebidas importadas deve ser realizado em território nacional, uma medida que beneficiaria tanto a CDM como as finanças públicas.
Galo Rivera, director-geral da CDM, mencionou ainda outro desafio enfrentado pela empresa, nomeadamente as manifestações que ocorreram no último trimestre do ano.
Segundo ele, a instabilidade durante este período crítico resultou numa contracção da receita de 2,5%. Apesar desta queda, o lucro operacional cresceu 13%, com um incremento de 326 milhões de meticais em relação a 2023, impulsionado pelo aumento das exportações para a África do Sul e pela optimização das operações.
O director-geral também destacou um crescimento de 1,1 mil milhões de meticais no lucro líquido do exercício, beneficiando da diminuição dos custos financeiros.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou através da rede social Truth Social, a conclusão de um acordo comercial entre os Estados Unidos e a China.
A formalização da negociação ocorreu durante um encontro realizado em Londres, na Inglaterra, no dia 9 de Junho.
Este acordo inclui, entre outros pontos, a autorização para o ingresso de estudantes chineses nas instituições de ensino superior norte-americanas, numa altura em que o governo de Trump tem promovido uma cruzada contra Harvard e outros estabelecimentos que acolhem alunos estrangeiros.
“Nosso acordo com a China está feito, sujeito à aprovação final do presidente Xi e de mim. Ímãs completos e quaisquer terras raras necessárias serão fornecidos, de primeira, pela China”, afirmou Trump.
O presidente norte-americano especificou que o acordo estabelece taxas recíprocas, com os EUA a imporem uma taxa de 55% sobre produtos chineses e, por sua vez, a China a aplicar uma taxa de 10% sobre produtos norte-americanos.
Trump realçou a importância da aceitação de estudantes chineses nos Estados Unidos como parte integrante do acordo.
Os resultados das 40 recomendações do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI) para a retirada de Moçambique da Lista Cinzenta serão avaliados pelo Conselho de Ministros do GAFI, durante um evento que começou na cidade de Estrasburgo, no nordeste da França.
Em conferência de imprensa realizada após a 20ª sessão ordinária, o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, confirmou a importância deste processo. A 14 de Maio, Moçambique recebeu os resultados do 7º relatório de progresso do GAFI. Impissa destacou que, durante a sessão, foram identificados avanços significativos, com apenas um dos indicadores recomendados ainda a carecer de atenção.
“Com os esforços realizados, incluindo uma proposta de lei que já se encontra em apreciação na Assembleia da República, estamos quase a esgotar as recomendações necessárias”, declarou o ministro da Administração Estatal e Função Pública.
A proposta de lei visa criar a Autoridade de Supervisão de Seguros e de Fundos de Pensões de Moçambique (ASFPM), uma medida que tem como objectivo fortalecer a supervisão dos fundos de previdência social e complementares, conforme expressa na Medida 17 do Pacote de Aceleração Económica. O instrumento legal também estabelece medidas para a prevenção e combate ao branqueamento de capitais, ao financiamento do terrorismo e à proliferação de armas de destruição em massa.
Além disso, a proposta assegura o alinhamento do quadro regulatório das áreas de seguros e fundos de pensões com os princípios da Associação Internacional de Supervisores de Seguros (IAIS) e da Organização Internacional de Supervisores de Pensões (IOPS). Ao ser aprovada, a nova legislação extinguirá automaticamente o actual Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM), que foi fundado em Dezembro de 2010.
Durante a reunião em França, Moçambique aguarda um posicionamento final sobre a sua saída da Lista Cinzenta, reconhecendo os progressos realizados e os desafios que permanecem para a continuidade da dinâmica positiva observada nos últimos dois anos e três meses.
Em Junho de 2021, o Grupo de Combate ao Branqueamento de Capitais da África Oriental e Austral (ESAAMLG) publicou um relatório que identificava fragilidades na conformidade de Moçambique com os padrões do GAFI, resultando na inclusão do país na Lista Cinzenta e restringindo o seu acesso a diversas formas de financiamento internacional.
Moçambique está agendado para acolher, nos dias 11 e 12 de Setembro, uma reunião do Comité de Alto Nível do GAFI.
Elon Musk, o demissionário chefe do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), manifestou estar arrependido das críticas dirigidas ao Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump.
“Arrependo-me de algumas publicações sobre o Presidente Trump, na semana passada. Eles foram longe demais”, escreveu o bilionário na sua conta da plataforma X.
Embora Musk não tenha especificado a que publicações se referia, foi noticiado que ele apagou algumas delas, incluindo uma que expressava apoio à destituição de Trump. Contudo, o empresário manteve as suas críticas relacionadas com a lei fiscal do ex-Presidente.
Um jovem de 25 anos foi detido pela Polícia da República de Moçambique (PRM) na zona residencial de Marrere, em Nampula, sob acusação de ter causado a morte do seu amigo durante uma disputa relacionada com areia de construção.
De acordo com Rosa Nilza Chaúque, porta-voz do comando provincial da PRM em Nampula, o incidente ocorreu na madrugada de quarta-feira. Após uma agressão brutal com uma pá de construção, a vítima sucumbiu aos ferimentos enquanto era transportada para o hospital.
Rosa Nilza Chaúque relatou que o arguido se deslocou à residência da vítima com a intenção de retirar areia. Ao aperceber-se da presença do amigo, a vítima tentou impedi-lo, sendo então agredida com vários golpes. A gravidade da situação levou a família a procurar assistência médica no centro de saúde e na subunidade da PRM, mas a vítima não sobreviveu.
O suspeito confessou a prática do crime e expressou arrependimento, afirmando não ter consciência das consequências do conflito. “Eu tentava lutar, porque estava a me proibir areia; acabou acontecendo isso”, disse o acusado.
A Montepuez Ruby Mining (MRM), empresa que opera na localidade de Namanhumbir, no distrito de Montepuez, na província de Cabo Delgado, fez um apelo aos turistas que se encontram na capital provincial, Pemba, para que se abstenham de adquirir rubis a vendedores ilegais.
A MRM, que é detida em 75% pela empresa britânica Gemfields e em 25% pelo parceiro moçambicano Mwiriti Limitada, expressou preocupação com a presença de vendedores ilegais de rubis em pontos turísticos de Pemba, os quais colaboram com turistas estrangeiros na venda de rubis extraídos ilegalmente, frequentemente em hotéis bem conhecidos da região.
No comunicado emitido, a empresa alerta que, para além de estarem a pagar preços elevados por rubis de qualidade inferior e ilegalmente extraídos, existem relatos de membros das autoridades envolvidas na extorsão de dinheiro aos turistas, ameaçando-os por adquirirem esses rubis ilegais.
A MRM já partilhou esta situação com as autoridades a nível distrital, provincial e nacional, com a expectativa de que sejam implementadas medidas mais eficazes contra aqueles que financiam, facilitam e incentivam o comércio ilegal de rubis em Moçambique.
Segundo a nota, a venda ilegal de rubis prejudica a economia do país e a sua população, uma vez que privam Moçambique de receitas fiscais essenciais provenientes dos recursos minerais.
Nos últimos anos, o governo ordenou a retirada de licenças de mineração em Cabo Delgado, pois várias empresas que receberam licenças anteriormente não realizaram os investimentos necessários. A província contava com 595 títulos de mineração, dos quais, devido à inactividade, pelo menos 200 licenças foram revogadas.
Cabo Delgado atraiu grupos empresariais nos últimos anos, que solicitaram vastas áreas para a exploração de recursos do subsolo, especialmente rubis, ouro e outras pedras preciosas. Contudo, entre as várias licenças concedidas, actualmente apenas oito concessões de mineração estão em actividade na província.
Um avião com aproximadamente 240 pessoas a bordo despenhou-se esta quinta-feira na Índia, pouco tempo após ter descolado da cidade de Ahmedabad.
A aeronave, da companhia Air India, transportava um total de 242 passageiros.
O Boeing 787, que possui capacidade para cerca de 300 pessoas, estava em viagem de Ahmedabad para Londres, no Reino Unido. Embora o número exacto de ocupantes ainda não tenha sido confirmado, a emissora India TV reporta que a composição da tripulação incluía 230 passageiros, dois pilotos e dez membros da equipa de bordo.
Informações preliminares indicam que o avião perdeu o sinal menos de um minuto após a descolagem e, segundo a Sky News, conseguiu atingir uma altura aproximada de 200 metros antes do acidente.
Um cidadão moçambicano perdeu a vida após ser baleado por indivíduos desconhecidos, num incidente ocorrido ontem no Bairro de Nkobe, no município da Matola, província de Maputo.
A vítima, cuja identidade ainda não foi divulgada, foi alvo de aproximadamente 50 disparos enquanto se encontrava dentro da sua viatura, em plena via pública.
Esta informação foi confirmada pelo porta-voz da polícia na província de Maputo, Cláudio Ngulele.
A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um (1) Oficial Sénior de Engajamento Comunitário. Saiba mais.
A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um (1) Oficial Sénior de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Salvaguarda e PSEA em Emergências. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor Provincial de Programas. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – MEAL. Saiba mais.
A Office of the High Commissioner for Human Rights (OHCHR) pretende recrutar um (1) Consultancy on UN Guiding Principles on Business and Human Rights (UNGPs). Saiba mais.
A Rede para o Desenvolvimento da Primeira Infância (RDPI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor para Elaboração de Estratégia de Mobilização de Recursos para a RDPI. Saiba mais.
A Rede para o Desenvolvimento da Primeira Infância (RDPI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Consultor(a) para Elaboração da Estratégia de Comunicação da RDPI. Saiba mais.
A falta de informação sobre as causas do albinismo, em conjunto com a discriminação e crenças erradas, tem tornado indivíduos com esta condição alvos de violência e estigmatização em várias comunidades de Moçambique.
A situação foi abordada pelo ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, durante o lançamento das celebrações do Dia Internacional sobre a Consciencialização do Albinismo, que se assinala a 13 de Junho. O lema deste ano é “Reivindicar os nossos Direitos: Proteger a nossa Pele, Preservar as nossas Vidas”.
Mateus Saize destacou que os prevaricadores exploram a condição das pessoas com albinismo, acreditando que partes do seu corpo possuem propriedades mágicas que podem aumentar a eficácia de poções. “Esta falta de compreensão leva a um ambiente de medo, não só pela condição genética das vítimas, mas também pela ignorância que ainda persiste em algumas localidades”, salientou.
O ministro condenou as práticas nocivas que violam os princípios consagrados na Constituição da República de Moçambique e nos Tratados Internacionais de Direitos Humanos. Desde a aprovação em 2015 do Plano Nacional de Acção sobre o Albinismo, o governo, com o auxílio de parceiros de cooperação, tem promovido avanços em áreas como apoio psicossocial, acesso a cuidados de saúde e combate à discriminação.
“Estamos a intensificar iniciativas que produzem impactos positivos, focando na harmonização das leis penais relacionadas com crimes contra pessoas com albinismo, na realização de campanhas de sensibilização e na inclusão social de crianças com albinismo nas escolas”, afirmou Saize.
O governo colabora também com Organizações da Sociedade Civil (OSCs) que trabalham na defesa dos direitos dessas pessoas, assim como no apoio a áreas como educação e saúde. Contudo, o ministro reconheceu a existência de desafios persistentes, como a falta de dados estatísticos sobre a população com albinismo, a dificuldade no acesso a cuidados de saúde especializados e a necessidade de combater a impunidade.
A cerimónia foi ainda marcada pelo lançamento do Projecto “Rights For Inclusion”, promovido pelo Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (FAMOD) e financiado pela Embaixada da Noruega, com o objetivo de promover o acesso e a inclusão social das pessoas com deficiência e albinismo em Moçambique.
Zeca Chaúque, presidente da FAMOD, expressou a esperança de que o projecto traga resultados significativos no desenvolvimento da igualdade e no combate à discriminação.
A celebração pretende não só consciencializar a sociedade sobre a necessidade de reconhecer os direitos das pessoas com albinismo, mas também servir como plataforma de ação para a promoção da inclusão e apoio à defesa dos seus direitos.
A Suprema Corte da Argentina ratificou a condenação a seis anos de prisão da ex-presidente Cristina Kirchner, acusada de corrupção. A decisão, anunciada na terça-feira, também proíbe a ex-mandatária de assumir cargos públicos.
Os juízes da mais alta instância judicial do país tomaram uma decisão unânime ao rejeitar o recurso apresentado pela defesa de Kirchner, que ocupou a presidência de 2007 a 2015. A condenação, proferida em 2022, não tinha resultado em prisão imediata, uma vez que aguardava análise da Corte.
Com mais de 70 anos, é esperado que a Justiça argentina considere a possibilidade de concessão de prisão domiciliar à ex-presidente.
A condenação de Kirchner está relacionada ao caso conhecido como “Vialidad”, onde foi acusada de liderar uma organização que desviou verbas públicas através de contractos superfacturados e obras incompletas que beneficiaram empresários locais. Além dela, outros oito indivíduos envolvidos no esquema também tiveram suas penas confirmadas.
Recentemente, Kirchner anunciou a sua intenção de concorrer a um cargo legislativo em Buenos Aires, nas eleições agendadas para 7 de Setembro. Contudo, a sua condenação a impede de ocupar qualquer função electiva no país.
O governo de Moçambique está a analisar a possibilidade de estabelecer um acordo de comércio livre com os Estados Unidos da América no intuito de negociar a redução das tarifas impostas recentemente.
O porta-voz do governo, Inocêncio Impissa, ressaltou que uma das estratégias a considerar é a renovação da Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA). Esta legislação beneficia Moçambique e outros países da África Subsaariana ao permitir o acesso isento de impostos ao vasto mercado norte-americano para uma ampla gama de produtos.
Em conferência de imprensa, realizada em Maputo após a 20ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, Impissa destacou que a renovação da AGOA cria espaços favoráveis para a negociação de um acordo de comércio livre, que visa reduzir as tarifas. O Presidente dos EUA, Donald Trump, implementou uma proposta de tarifa geral de 16% sobre todas as importações de Moçambique, sendo uma tarifa padrão que pode variar consoante a posição geopolítica.
Segundo o porta-voz, o governo moçambicano irá continuar a promover junto da administração norte-americana a necessidade de rever esta taxa. Impissa afirmou que o país fará esforços para criar um ambiente de diálogo construtivo com os EUA, visando fortalecer as relações comerciais entre as duas nações.
Na ausência de uma remoção da tarifa, Impissa sublinhou que Moçambique poderá explorar outras oportunidades de mercado. O porta-voz referiu que a moratória de 90 dias para a implementação da nova tarifa está a ser utilizada como uma janela para negociar um modelo mais vantajoso para o país.
As tarifas aduaneiras impostas pelo governo Trump a outros membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) variam significativamente. Por exemplo, Madagáscar enfrenta uma tarifa de 47%, Maurícias 40%, e Botswana 37%. Outros países da SADC, como a Tanzânia e Eswatini, estão sujeitos à tarifa base de 10%. Curiosamente, as Seychelles, apesar de serem parte da SADC, não estão incluídas na lista de países afectados por estas tarifas.
Pelo menos sete pessoas perderam a vida na província do Cabo Oriental, na África do Sul, em consequência de inundações provocadas por condições climáticas extremas.
As autoridades locais estão apreensivas quanto à possibilidade de um aumento no número de fatalidades.
Segundo o African News, a África do Sul tem enfrentado intensas tempestades de inverno desde o último fim-de-semana, resultando em frio severo, queda de neve e inundações que afectaram várias províncias do país.
A região do Cabo Oriental foi a mais gravemente impactada, com o Serviço Meteorológico da África do Sul a emitir alertas sobre o elevado risco de inundações, levando ao encerramento de estradas e à declaração de condições perigosas para os viajantes.
Equipas de gestão de desastres e serviços de emergência foram prontamente mobilizadas para prestar assistência nas áreas mais afectadas. Além disso, grupos de resgate estão em operação na busca por um autocarro que transportava crianças em idade escolar, o qual foi arrastado pelas águas da enchente na Cidade do Cabo.
Até ao momento, não se sabe quantos alunos estavam a bordo do veículo. Contudo, três crianças foram resgatadas com vida antes que as operações de busca fossem suspensas ao anoitecer.
O Malawi reportou mais três novos casos de Mpox, a varíola dos macacos, elevando o total de infecções notificadas para 15 desde o início do surto, declarado a 16 de Abril deste ano.
De acordo com informações da Rádio Moçambique, o número de distritos afectados aumentou para três, abrangendo a capital, Lilongwe.
Este crescimento no número de casos de Mpox coincide com a redução da assistência médica proveniente do governo dos Estados Unidos, incluindo programas relacionados ao HIV, que têm impactado severamente o país e suscitado preocupações sobre uma possível escalada de doenças infecciosas.
Apesar do aumento contínuo das infecções, não foram reportadas mortes até ao momento, mantendo a taxa de mortalidade por esta doença em 0%.
O Parque Nacional de Maputo está a implementar melhorias na sua vedação com o objectivo de evitar a fuga de elefantes e minimizar o conflito entre humanos e fauna.
O projecto conta com o apoio do Instituto Camões, conforme revelou o administrador do parque, Miguel Gonçalves, em declarações à Lusa.
O parque já se encontrava totalmente vedado, no entanto, o modelo anterior mostrava-se ineficaz, uma vez que os elefantes, ao longo dos anos, desenvolveram métodos para ultrapassar as barreiras. Miguel Gonçalves enfatizou que a requalificação dos 145 quilómetros de vedação está 25% concluída e deverá ser finalizada até Dezembro.
Uma das principais inovações na vedação é a implementação de um sistema eléctrico, que terá como função dissuadir os elefantes de tentarem romper a barreira. “Estamos a juntar os fios electrificados para que os elefantes não consigam puxá-los nem agarrá-los com a tromba, uma vez que isso resulta em choques eléctricos. Também estamos a adicionar mais fios para dificultar ainda mais a possibilidade de quebra da vedação”, explicou o administrador.
O Parque Nacional de Maputo é um dos cinco locais identificados com “excepcional potencial” para receber o estatuto de Património Mundial pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A decisão final será tomada em Julho pela UNESCO. Numa nota emitida a 02 de Junho, a IUCN sublinhou que, caso o comité intergovernamental siga o seu parecer na próxima reunião, o parque poderá ser reconhecido por suas “paisagens incríveis, marinhas e áreas de rica geodiversidade e biodiversidade”.
Desde a sua criação em 1932, inicialmente como uma pequena área de caça, onde o elefante era um dos principais alvos, o parque evoluiu significativamente. Em 1969, foi classificado como Reserva Especial de Maputo, devido à sua biodiversidade. Após o impacto negativo da guerra civil, a protecção do parque foi revitalizada com um memorando de entendimento assinado em 2006 entre o Governo e a Peace Parks Foundation. Desde 2010, o parque tem testemunhado um crescimento constante, com a reintrodução e translocação de várias espécies.
O governo moçambicano deu início a um projecto agrícola que visa aprimorar o sistema alimentar do país e fortalecer a fertilidade do solo, além da gestão das culturas.
O projecto, intitulado “Mapeamento do Solo para Sistemas Agroalimentares Resilientes, Visão para Culturas e Solos Adaptados (SoiLFER-VACS)”, foi lançado na terça-feira, em Maputo, em colaboração com o governo japonês e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).
Conforme afirmou Acubar Baptista, secretário permanente do Ministério da Agricultura, a saúde do solo é fundamental para garantir a intensificação sustentável da agricultura. Baptista realçou que o projecto é especialmente importante num momento em que o Ministério enfrenta o desafio de melhorar o sistema alimentar, visando um aumento na produção e produtividade agrícola.
O secretário permanente explicou que o país carece de informações sistematizadas que possibilitem decisões acertadas para o uso eficiente dos solos na produção agrícola. “Esperamos que o levantamento de solos proposto no projecto identifique limitações e faça recomendações sobre a adequação dos solos para culturas estratégicas, contribuindo assim para o aumento da produção agrícola,” afirmou.
Baptista destacou que a prioridade será dotar o laboratório de solos do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) de melhores condições e capacitar tecnicamente o pessoal do laboratório. “Melhorar a capacidade de análise do laboratório central de solos do IIAM é crucial, uma vez que permitirá fornecer informações sobre a gestão adequada dos solos, incluindo o tipo e a quantidade de fertilizantes a aplicar, prevenindo a degradação ambiental e gastos desnecessários devido à aplicação excessiva de fertilizantes.”
Adicionalmente, a introdução de ferramentas de análise de solo permitirá reduzir o tempo de análise, possibilitando que as informações sejam transmitidas rapidamente aos produtores.
Por sua vez, o embaixador japonês, Hamada Keiji, observou que o projecto será vital para o país, uma vez que 80% da população activa em Moçambique trabalha na agricultura e 96% dos agricultores estão em áreas rurais. “A agricultura é crucial para Moçambique, pois aumenta a produtividade e cria empregos, o que deve contribuir para a redução da pobreza e melhoria da segurança alimentar,” disse.
Foram publicadas hoje, dia 08 de Setembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:
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A Associação Moçambicana de Juízes (AMJ) apresentou duas peças junto do Ministério Público, visando a responsabilização criminal de funcionários e a reposição de direitos...