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Segunda-feira, Abril 6, 2026
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Detidos assaltantes com recurso a arma de fogo na província de Niassa

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Foi detida, no distrito de Cuamba, província de Niassa, uma quadrilha composta por dois malfeitores que dedicava-se aos assaltos em residências e agressão de cidadãos na via pública com recurso a arma de fogo do tipo pistola.

As acções de assalto e agressões eram protagonizadas nos diversos bairros da cidade de Nampula, e os praticantes decidiram mudar-se para a cidade municipal de Cuamba, pressionados por uma acção de busca empreendida pelas autoridades policiais em Nampula.

De acordo com o porta-voz da polícia no comando provincial, Inácio João Dina, ainda se desconhece a proveniência da arma de fogo que, igualmente, continha cinco munições, não foi apurado se a mesma foi roubada nas mãos de um agente da lei e ordem ou de um posto policial.

Por outro lado, aquele responsável deu a conhecer que, na semana de 23 a 29 de Junho último, foram registados sete casos criminais contra oito de igual período do ano passado, uma redução verificada numa unidade. E a resposta policial foi de 87 por cento de esclarecimento dos casos.

Inácio João Dina disse que em conexão com os mencionados casos criminais que se caracterizaram por furtos qualificados foram detidos sete indivíduos em diversas subunidades policiais na cidade de Nampula.

No que tange aos acidentes de viação, Dina considerou de tranquilo o período em alusão pelo facto de não se ter registado nenhum caso de sinistralidade, embora haja a necessidade de empreender mais esforços no sentido de sensibilizar mais pessoas, desde automobilistas, peões, entre outros utentes da via pública.

Em relação à actividade de fiscalização foram abrangidas 1786 viaturas, multadas 248 por diversas irregularidades cometidas contra o novo código de estrada e contra as regras de estrada. Incluindo a apreensão de 3 viaturas e oito pessoas detidas por condução ilegal.

Num outro desenvolvimento, aquele responsável afirmou que um cidadão foi encontrado morto dentro da sua viatura. Diligências feitas no local presume-se que encontrou a morte vitima de asfixia, porque no interior da sua viatura foram encontradas garrafas de bebidas alcoólicas e copos usados.

Suponha-se que depois de ingerir as bebidas alcoólicas o malogrado decidiu baixar a cadeira do carro para poder descansar e tentar recuperar as energias no sentido de continuar com a sua actividade.

Entretanto, apesar dessas conclusões precipitadas, ainda, aguardam-se resultados dos estudos sobre a autópsia cujas análises estão a ser realizadas pela medicina legal.

Estudantes recusam-se a fazer novas avaliações anuladas por alegada fraude

Mais de mil e quinhentos estudantes do Ensino Secundário Geral na cidade de Quelimane, amotinaram-se ontem defronte da Direcção Provincial da Educação e Cultura da Zambézia, protestando contra a decisão de anulação das avaliações do segundo trimestre em oito disciplinas, sob alegação de fraude académica.
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O sector da Educação e Cultura na Zambézia anunciou sexta-feira passada a invalidação das provas de Matemática, Biologia, Química, Física, Geografia, Inglês, História e Francês das 8ª, 10ª, 11ª e 12ª classes respectivamente sob a alegação de ter havido um grande número de casos de fraude académica que pode obstruir os objectivos psico-pedagógicos pretendidos com as provas.

Os alunos afirmam terem conseguido obter bons resultados, por isso, recusam-se categoricamente a repetir os testes. `As provas não têm pernas, como é que chegaram ao mercado informal até termos conhecimento de que estão à venda´, lê-se num dos dísticos que os alunos transportavam e colocado no portão principal que dá acesso ao edifício onde está a funcionar aquela instituição.

Insatisfeitos com a decisão, alunos das cinco escolas secundárias que funcionam em Quelimane organizaram-se para se deslocarem à Direcção Provincial da Educação e Cultura. Os membros da direcção, trabalhadores e colaboradores ficaram surpreendidos logo pela manhã, ao se depararem com uma grande moldura humana que com dísticos e cantos de protesto exigia às autoridades da Educação e Cultura a reconsideração da sua decisão, uma vez que não havia tempo suficiente para os alunos voltarem às salas de aula para a realização de novas provas daquelas disciplinas.

A nossa Reportagem soube que de facto que as provas daquelas disciplinas estiveram a ser vendidas nos principais mercados e reprografias de todas as escolas a preços que variavam entre vinte e quarenta meticais. Alguns professores que conversaram com a nossa Reportagem confirmaram que muitos alunos tinham comprado os enunciados e as respostas visto que muitos deles foram surpreendidos com cábulas com os exercícios todos resolvidos tal como aparecia nas folhas de resposta e outros alunos em menos de um quarto de hora já estavam a entregar. Este facto despertou a atenção tendo se iniciado um trabalho de busca nos mercados e reprografias de Quelimane que confirmaram a circulação das avaliações…

Estudantes expulsos do Sudão vão estudar no país

O Instituto de Bolsas de Moçambique garantiu, sexta-feira, vagas em instituições de Ensino Superior do país para os cinco estudantes moçambicanos repatriados do Sudão, na sequência de um diferendo com uma das universidades daquele país.
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Os estudantes haviam chegado na tarde de quinta-feira a Maputo, tendo sido acolhidos pelo Parlamento Juvenil, uma vez que não tinham onde ir.

Recentemente, 30 dos 45 moçambicanos que estudavam na Universidade Internacional de África, no Sudão, vieram a público denunciar as `precárias condições´ de vida naquele país africano, responsabilizando `algumas organizações islâmicas´ moçambicanas de os terem enviado a Cartum, mas com `objectivos obscuros´.

Entretanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação vai hoje, finalmente, pronunciar-se sobre o caso dos 24 (parte de um total de 45) estudantes abandonados no Sudão depois de terem perdido suas bolsas e expulsos da Universidade Internacional da África, no passado mês de Junho…

À Força de Intervenção Rápida (FIR), recentemente estabelecida em Manica, foi atribuÍda uma viatura, sendo as restantes três distribuídas a igual número de esquadras.

Oitenta triliões de pés cúbicos de gás natural foram descobertos em duas áreas localizadas nos distritos de Palma e Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado.
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A descoberta é no âmbito das actividades de pesquisa de hidrocarbonetos, segundo indicou ontem, Eliseu Machava, governador da província.

Eliseu Machava deu esta informação quando apresentava o informe do Plano Económico e Social da província ao Presidente da República, Armando Guebuza, que ontem iniciou a presidência aberta àquele ponto do país.

Como resultado de várias pesquisas, foram descobertos jazigos de níquel e outros metais associados, grafite, mármore e rubi, nos distritos de Montepuez, Ancuabe, Chiúre e Balama.

No total, segundo o governador, existem sete áreas de ocorrência de hidrocarbonetos, as quais se localizam nos distritos de Palma, Mocímboa da Praia, Macomia, Ibo, Quissanga, Metuge e Mecúfi. Em Montepuez, foi estabelecida uma empresa moçambicana para a comercialização de metais. Eliseu Machava apontou que como resultado dos trabalhos de pesquisa foram criados, durante o primeiro trimestre 1500 empregos para jovens moçambicanos.

No que se refere à mineração ilegal, o governador de Cabo Delgado disse ao PR que esta actividade ocorre em vários locais da província sendo de destacar os distritos de Montepuez, Namuno, Meluco, Ancuabe e Mueda, onde se extrai o rubi, ouro, topázio azula, granada e turmalinas verdes…

PRM recebe mais quatro viaturas

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O Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique em Manica acabou de receber mais quatro viaturas que irão servir para reduzir o défice de meios de transporte necessários para as operações policiais.
Contrariamente a 2010, em que a prioridade coube aos distritos, desta vez, as distribuições foram feitas ao nível da cidade de Chimoio.

À Força de Intervenção Rápida (FIR), recentemente estabelecida em Manica, foi atribuÍda uma viatura, sendo as restantes três distribuídas a igual número de esquadras.

Numa cerimónia orientada pela governadora de Manica, Ana Comoane, que deixou um forte apelo à necessidade da conservação dos meios, foi anunciado que o desempenho da polícia naquelaa parcela do país tem sido bastante positivo.

Com índices de criminalidade com tendência a reduzir, segundo o relatório apresentado na cerimónia de entrega, os meios circulantes servirão para reforçar ainda mais os trabalhos operativos da polícia.

Estudantes do Sudão: MINEC esclarece o assunto, tenta justificar e contradiz-se…

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O Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MINEC) reagiu, ontem, ao caso dos estudantes abandonados no Sudão, numa informação que apresentou contradições graves: O Ministério diz ter assumido o protagonismo de rapatriar os estudantes, mas, ao mesmo tempo, refere que os estudantes voltaram a Moçambique por conta própria.
a conferência de imprensa convocada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MINEC) pretendia informar que a instituição já enviou uma equipa para Cartum, Sudão, para se inteirar de perto sobre o assunto dos estudantes expulsos da Universidade Internacional de África no Sudão.

O embaixador para os assuntos jurídicos e consulares, Geraldo Chirindza, disse que é falacioso se pensar que o Estado não deu apoio aos estudantes depois da sua expulsão, pois o Governo é que conduziu todo o processo de repatriamento.

“Os estudantes não regressaram para o país de fundos próprios. Os estudantes regressaram porque foram feitas deligências que permitiram que eles regressassem ao país”. Entretanto, esta informação contradiz a que já tinha sido avançada pelos estudantes, segundo a qual o seu regresso a Moçambique foi financiado por um indivíduo de boa vontade que decidiu custear as despesas de voo. Aliás, o próprio responsável pelos assuntos consulares no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação não tardou a contradizer-se no decurso da conferência de imprensa. fugiu à tese anterior e voltou a defender que os estudantes é que tomaram a iniciativa de voltar a Moçambique e que o Governo não custeou nenhuma despesa nessa operação.

Geraldo Chirindza defendeu que os estudantes, de forma livre, democrática e voluntária, decidiram voltar ao país e, mesmo com os esforços das embaixadas moçambicanas de Cairo (Egipto) e de Addis Abeba (Etiópia), não foi possível intermediar a situação. Aliás, terá sido por isso que o MINEC decidiu enviar uma outra missão, a partir de Maputo, para o Sudão, uma delegação composta por quadros do Ministério da Educação e diplomatas.

Por que os estudantes foram expulsos?

Quantos às razões da expulsão, o MINEC avançou que os estudantes fizeram suas reclamações recorrendo à imprensa local e isso criou um clima de descontentamento na universidade. Igualmente, as notícias que eram escritas em Moçambique eram traduzidas pela imprensa sudanesa e reportadas localmente. Ora, foi nessa onda de informação que a Universidade Internacional de África no Sudão acabou por expulsar os estudantes, num claro repúdio de que estes difamavam a instituição.

Não é o primeiro caso

Segundo o diplomata do MINEC, o caso dos estudantes do Sudão não é o primeiro, mas um na lista de tantos que surgem nos tantos países onde Moçambique tem moçambicanos em formação.

Chirindza recordou o caso dos estudantes moçambicanos em formação na Líbia e na Argélia. Também recordou o caso de xenofobia na África do Sul, tudo numa clara aferição de que este caso não deve ser tomado com alarme, mas sim resolvido com toda a serenidade. Aliás, o diplomata disse que muitos dos casos passam sem o conhecimento da sociedade moçambicana graças ao bom papel que desempenham no departamento do MINEC que lida com este tipo de casos.

Detectadas fraudes massivas nas avaliações finais do primeiro semestre

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As últimas avaliações do semestre que tiveram lugar no país, envolvendo o primeiro e segundo ciclos, foram marcadas por fraudes massivas, na Zambézia, sobretudo na cidade de Quelimane. Ou seja, grande parte dos estudantes, em número ainda não apurado, foi flagrada com guiões das respectivas avaliações, designadamente, Matemática, Física, Química, Geografia, História e Desenho.

Na escola primária completa de Quelimane, por exemplo, numa turma 50 alunos, mais de metade de estudantes foi flagrada com guiões dos testes, uma acção sistemática, tendo em conta que em escolas como secundária de Quelimane, Eduardo Mondlane, Patrício Lumumba, 25 de setembro, Aeroporto expansão e escola secundária do primeiro ciclo de coalane sucederam situações similares.

O estranho é que ao nível da direcção provincial da educação e cultura da Zambézia existe uma comissão que elabora as avaliações, e as mesmas ficam no departamento de direcção pedagógica, na repartição do ensino secundário ao nível do sector.

nas vésperas das avaliações, os testes são enviados as todas as escolas da província para a sua reprodução.

É nesse momento que se presume que tenha havido uma fuga, alegadamente perpetrada por um quadro do sector.

“O que eu acho é que depois de elaborado o exame, a própria direcção provincial devia reproduzir os testes e colocá-los nos envelopes de forma selada tal como tem feito nos exames, para evitar casos de fraudes…”, disse um funcionário do sector da educação.

Antes das avaliações, o nosso jornal constatou que em diversos centros comerciais, ao nível da cidade de Quelimane, tal é o caso dos mercados central, Brandão, lixo, bem como nos portões das escolas eram vendidos, de forma discreta, e por indivíduos disfarçados, guiões das avaliações, que variavam de 15 a 25 meticais para a 12a classe e 50 meticais para 10a classe.

Militares espancam nove pessoas e violam duas meninas em Mahlampswene

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Os moradores do bairro de Mahlampswene, no Município da Matola, província de Maputo, estão agastados com os militares do quartel local, devido aos desmandos e violações que estes vêm cometendo contra os residentes dos arredores do quartel.

Os soldados atacaram os civis residentes na zona, ao redor do quartel, desferiram golpes violentos a nove pessoas, violaram sexualmente duas meninas e apoderaram-se de diversos bens, entre celulares, electrodomésticos e dinheiro não especificado.

Os populares daquele bairro, que consideram os actos de bárbaros, dizem não perceber, nem conseguem explicações cabíveis para os actos.

“Não sabemos o que eles querem. Mas basta encontrarem uma pessoa a andar na rua pegam, batem sem motivos e, se for mulher, rasgam-lhe a rouba e violam. Ninguém percebe porque estão a atacar-nos aqui, nós não aguentamos mais”, explicou Catarina Mussane, moradora daquele bairro.

As investidas dos militares, perpetradas na calada da noite, bem como à luz do dia, provocaram fúria popular, que levou os moradores a manifestarem-se defronte do quartel local, exigindo a responsabilização dos que cometem tais actos.

“Quando vão mijar na rua, fazem-no à nossa frente e dos nossos filhos. quando lhes chamamos atenção, insultam-nos, por isso, estamos cansados deles, não os queremos mais aqui”, disse agastada dona Celeste, acrescentando que “queremos ver as pessoas que nos fazem isto a serem chamadas à responsabilidade e, se possível, expulsas daqui”.

Como ela, há muitos residentes do bairro que presenciaram os actos dos homens do exército.

“Não percebo porquê, na semana passada, encontraram-me a andar na rua, espancaram-me violentamente e aleijaram-me os braços e a cara. mas consegui fugir e eles pegaram naquelas moças e violaram-nas”, explicou Cremildo, um jovem comerciante.

Para além dos actos nas vias públicas, os militares invadem casas, fazem e desfazem sem temer qualquer acção  e a população diz que esta não é a primeira vez que tais actos acontecem, dada impunidade dos referidos militares.

“Já aconteceram casos do género várias vezes, mas agora já está demais e já não estamos livres nem seguros nas nossas próprias casas, no nosso país”, afirmou dona Linda.

Afinal, o Estado não quer cobrar (mais) impostos às igrejas!

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Afinal, o Estado não quer cobrar impostos às igrejas, conforme tem sido avançado, nos últimos dias, pela imprensa moçambicana. “O País” teve acesso à matriz de benefícios fiscais aplicáveis às instituições religiosas e, de acordo com o documento, nada mudou em relação às obrigações fiscais das igrejas.

O director do Gabinete de Planificação, Estudos e Cooperação na Autoridade Tributária (AT) de Moçambique, Hermínio Suéia, revelou que “não houve nenhuma mudança na legislação”, que faria com que as igrejas passassem a pagar impostos dos quais, de acordo com a legislação, beneficiam de isenção neste momento.

“O que foi notado é que as instituições religiosas submetiam pedidos de isenção fiscal para tudo, até nos casos em que possuem obrigações em relação ao Estado, por desconhecimento da legislação fiscal ou das suas obrigações tributárias”, denunciou Suéia, para depois acrescentar que foi por esta razão que a AT produziu uma matriz que esclarece onde e quando é que as congregações religiosas estão isentas do pagamento de impostos.  

As igrejas, através dos seus representantes, contestaram a suposta pretensão do Estado de cobrar impostos a instituições religiosas, tendo alimentado diversos debates na comunicação social, onde várias vozes apareceram a criticar a suposta iniciativa do Estado moçambicano. Algumas das quais questionaram mesmo por que a AT não ia buscar contribuições para o fisco junto aos partidos políticos ou aos mega-projectos. Mas está tido esclarecido e não há razões para alaridos.

Intitulado, matriz de benefícios fiscais aplicáveis às instituições religiosas, o documento revela que, de acordo com o Código do IVA, as igrejas “ficam isentas às transmissões de bens, às prestações de serviços de assistência social e às transmissões de bens com elas conexas, efectuadas por entidades públicas ou organismos sem finalidade lucrativa, cujos fins e objecto sejam reconhecidos pelas autoridades competentes”.

A matriz indica ainda que, segundo o Código do IVA, “os organismos sem finalidade lucrativa ficam isentos das importações definitivas de bens cuja transmissão no território nacional beneficie de isenção objectiva”.

As igrejas ficam também isentas do IVA na aquisição e importação de bens destinados a ofertas a instituições nacionais de interesse público e de relevantes fins sociais, desde que tais bens sejam inteiramente adequados à natureza da instituição beneficiária e venham por esta ser utilizados em actividades de evidente interesse público.

Não pagam ainda IVA “as prestações de serviços efectuadas no interesse colectivo dos seus associados por organismos sem finalidade lucrativa, desde que esses organismos prossigam objectivos de natureza política, sindical, religiosa, patriótica, filantrópica, recreativa, desportiva, cultural, cívica ou de representação de interesses económicos e a única contraprestação seja uma quota fixada nos termos dos respectivos estatutos”.

Desconhecidos matam um cidadão e abandonam o seu corpo numa vala de drenagem em Nampula

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Um corpo sem vida foi encontrado, na manhã desta Quinta-feira (28), numa das valas de drenagem localizada no bairro piloto, posto administrativo de Muatala, arredores da cidade de Nampula, na província nortenha com o mesmo nome, onde desconhecidos assassinaram um cidadão que em vida respondia pelo nome de Alfredo Maciel que aparenta ter 27 anos de idade.

Testemunhas entrevistadas no local onde foi encontrado o referido corpo já sem vida, suspeitaram que os malfeitores que protagonizaram o crime fazem parte de um grupo de indivíduos que na calada da noite circulam em viaturas (táxis) ao longo das ruas da unidade 25 de Setembro, no bairro do piloto.

Entretanto, referiram que trata-se de situações que são muito frequentes naquela zona residencial e salientaram que em menos de duas semanas mais de cinco cidadãos indefesos foram vítimas de agressões que culminaram com o apoderamento dos seus pertences por parte dos meliantes.

E, a propósito, acusaram os agentes da polícia de estarem a fazer a sua actividade de patrulhamento nocturno nos locais com iluminação em detrimento das regiões menos visíveis (sem candeeiros eléctricos).

Após a identificação do corpo sem vida, a população local tratou de comunicar, imediatamente, as autoridades policiais que acabaram, no mesmo instante, neutralizando os principais suspeitos do crime, conquanto os outros comparsas encontram-se fugitivos com destaque para um indivíduo considerado por líder da quadrilha que dedica-se nos assaltos e agressões designado por França Mabele, residente no bairro de Mutauanha.

Em contacto com o porta-voz da polícia no comando provincial da PRM em Nampula, Inácio Dina, disse que o caso ainda não era (até na tarde desta Quinta-feiram, 28) do seu conhecimento, facto que não falou a nossa reportagem com os necessários detalhes sobre o incidente.

Dina disse que em termos de patrulhamento, a sua instituição encontra-se a empreender esforços visando melhorar os trabalhos no terreno, por exemplo, referiu-se da recepção de mais um grupo de agentes da lei e ordem que recentemente, terminaram o 28º curso de formação de quadros do Ministério do Interior, em Matalana.

Afirmou que em relação a sua distribuição, serão priorizadas aquelas regiões onde o processo de segurança pública carece de um reforço sobre o Recurso Humanos, para além, da necessidade de melhorar dos meios de circulação para facilitar a movimentação dos membros da corporação.

Governo vai vender mais 10% do capital da Emose

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O governo de Moçambique vai colocar à venda mais 10% do capital social da Empresa Moçambicana de Seguros (Emose), revela o relatório e contas do Instituto de Gestão de Participações do Estado (Igepe) referente ao ano de 2011.

A Empresa Moçambicana de Seguros é a mais antiga empresa moçambicana que opera no ramo de seguros e também no imobiliário, explorando centenas de imóveis em Moçambique e em Portugal.

A venda de 10% do capital social da empresa terá lugar na Bolsa de Valores de Moçambique, à semelhança do que ocorreu quando o governo de Moçambique decidiu alienar uma fatia de dimensão semelhante.

O Igepe informa ainda, no mesmo documento, que em 2012 será lançado o seguro agrícola em Moçambique, país que dispõe de 36 milhões de hectares de terra arável mas que explora apenas uma ínfima parte.

Músicos moçambicanos cantam no âmbito da campanha “Juntos pela Visão da Natércia”

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Ainda vai no adro a campanha que visa devolver a visão a uma estudante de Jornalismo na Universidade Eduardo Mondlane, que precisa, mas não tem condições de fazer uma cirurgia de transplante de córneas.

Para ajudar a jovem, um espectáculo beneficente terá lugar amanhã em Maputo.

Músicos sonantes como Mingas, Chico António, Hortêncio Langa, entre outros, juntam-se para cantar numa só voz nesta sexta-feira no Museu da História Natural em Maputo, numa acção de solidariedade.

O espectáculo é realizado no âmbito da campanha “Juntos Pela Visão da Natércia”, que visa angariar fundos para apoiar a jovem estudante, Natércia Lázaro de 25 anos de idade que precisa urgentemente de fazer um transplante de córneas sob pena de perder completamente a vista em poucos dias.

A campanha é uma iniciativa dos colegas do curso de Jornalismo na Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane, sensibilizados pela situação da colega.

O transplante, que não pode ser feito em território nacional, deverá ser efectuado em Espanha, tendo já uma universidade espanhola se prontificado a realizar a cirurgia. Mas é preciso dinheiro para garantir a passagem e a estadia da Natércia naquele país europeu.

Mais de 50 mil meticais já foram angariados desde o início da campanha a 22 de Maio passado, mas ainda não é o suficiente, o que deixa a mãe da Natércia em desespero.

Participar neste espectáculo, ou de qualquer outra forma aderir a esta campanha, é uma oportunidade de deixar o seu espírito solidário se manifestar e ajudar alguém que precisa.

Idosa acusada de ser feiticeira pode morrer de fome

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Uma idosa de nome Vilela Pahuleque, que aparenta 80 anos de idade, residente na cidade de Nampula, clama por ajuda para ter o que comer. Desamparada, ela é acusada de ser feiticeira pela família e pelos moradores do bairro de Namutequeliua.

A triste história começa quando a irmã acusou a idosa de ser feiticeira, tendo sido obrigada a fazer um juramento diante de um médico tradicional.

Porém, mais tarde, o curandeiro chegou à conclusão de que Vilela não fazia nenhum feitiço. Apesar disso, os seus familiares não deixaram de descon fiar dela e a sua irmã mais velha acabou por abandoná-la à sua sorte.

Vilela Pahuleque, mais conhecida por Anthea Muahaia, natural da cidade de Nampula, a firmou que desde que o seu esposo faleceu a sua família começou a rejeitá-la, uma vez que era vista como uma pessoa do mal. “Fui acusada de ter matado três crianças, usando a magia negra”, disse e acrescenta:

“Perdi o meu fi lho no parto quando tinha entre 17 e 21 anos de idade e desde então nunca mais pude engravidar, e é por essa razão que sou acusada”.

O dia-a-dia da idosa é de muito sofrimento. A idosa receia perder a vida por não ter o que comer e morre de medo de ser espancada, uma vez que tem vindo a receber diversas ameaças dos seus parentes. “Esta roupa que usei apanhei no mercado e é assim que vivo, até para alimentar- me”, lamentou.

O pátio e no interior da casa carecem de limpeza. Vilela disse que tem sofrido muito devido à falta de amparo e por não ter tido lhos.

Como sobrevive a idosa?

Apesar de ter mais 70 anos, ela continua a dedicar-se à produção de amendoim, mandioca e feijão, mas este ano, devido à idade, não conseguiu produzir o suficiente para a sua sobrevivência. A idosa tem bene ficiado de alimentos doados por algumas pessoas de boa-fé. Conta que nunca recebeu apoio da sua família, sobretudo a sua única irmã que hoje a acusa de ser feiticeira.

Vilela Pahuleque a firmou que todos os meses bene ficia de 100 meticais da Acção Social. “Graças a este dinheiro, eu ainda estou viva”, garante. Num outro ponto, a nossa entrevistada questionou: “Quanto tempo poderei viver neste sofrimento?”

Vilela dorme por cima de pedaços de esteira e os farrapos que tem conseguido nas lixeiras servem de cobertores.

Mais de meia tonelada de droga apreendida em Inhambane

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Cerca de 600 quilogramas de droga diversa foram apreendidos de 2011 a Março deste ano na província de Inhambane.

A cannabis sativa, mais conhecida por soruma, é o estupefaciente mais produzido e consumido em Inhambane, com mais de meia tonelada apreendida pelas autoridades policiais em toda a província.

Além de cannabis sativa, foram igualmente confiscadas consideráveis quantidades de haxixe, heroína e cocaína. O director do Gabinete Provincial de Prevenção e Combate à Droga em Inhambane, Calisto Alberto Tomo, disse que no mesmo período foram detidos 48 cidadãos dos quais oito foram condenados, acusados de tráfico e consumo ilegal da droga.

A maior parte do estupefaciente foi confiscada nas cidades de Inhambane e Maxixe, além dos distritos de Zavala, Jangamo, Morrombene, no sul e centro, respectivamente, e Vilankulo, no norte de Inhambane.

No primeiro trimestre deste ano 28 cidadãos tóxico-dependentes, dos quais três são do sexo feminino, foram notificados em diversas unidades de Saúde da província onde foram desintoxicados.

“Muitas pessoas tóxico-dependentes são jovens. Na sua maioria entram no mundo da droga partindo do consumo de álcool e cigarros. Mais tarde provam outros tipos. Em consequência disso, depois de algum tempo tornam-se dependentes e dificilmente afastam-se deste mal”, lamentou Calisto Aberto Tomo.

Falando por ocasião do dia internacional de luta contra a droga que se assinalou do passado dia 26 de Junho, Tomo explicou que a sua instituição e os parceiros estão a levar a cabo palestras visando a sensibilização das comunidades, com enfoque para os jovens para abandonarem a prática, pois, além de provocar doenças em alguns casos crónicos, constituem um estimulante para a prática de diversos crimes.

Ele recordou que as drogas, principalmente as injectáveis, constituem uma das formas de transmissão do vírus de HIV/SIDA que em Inhambane afecta maioritariamente adolescentes e jovens com idades compreendidas entre 15 e 30 anos.

“Temos feito trabalhos de sensibilização em todos os distritos com prioridade para os locais com maior concentração da população, como escolas e mercados. Este ano fizemos 30 palestras e capacitámos 130 activistas”, disse.

Em Inhames, as cerimónias alusivas à data tiveram lugar ontem na Escola Primária Completa de Indodo, no distrito de Jangamo.

No local foram feitas diversas demonstrações sobre o que as drogas representam para a saúde e para a sociedade em geral, numa cerimónia que marcou o ponto mais alto da semana de luta contra aqueles males sociais, que arrancou a 23 Junho e encerra hoje, 29 de Junho em todo o território nacional.

Idosa atropelada mortalmente na EN-1

Uma anciã teve morte instantânea, na noite da quarta-feira, depois que foi atropelada na EN-1, zona de Chimondzo, distrito do Bilene. O acidente ocorreu quando a viatura `Toyota Corolla´ VRNO97-GP fazia o trajecto Maputo-Xai-Xai, vindo da África do Sul.
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Segundo relatos do próprio motorista no local do acidente, tudo terá acontecido de forma inesperada: a vítima saiu da berma e tentou cruzar a estrada e já no meio da via, hesitou provocando movimentos de `vai-e-vem´ e foi nessa altura que acabou colhida, violentamente, com impacto imediato de morte.

Pelas imagens do nosso colaborador, Jonas Mandlate, percebe-se que o choque foi de tal forma tão violento que a parte frontal da viatura acabou quase destruída, incluindo o vidro de trás. Tudo indica que a vítima terá sido atropelada e projectada para o interior e de seguida `cuspida´ para fora, partindo o vidro de trás. Há poucas dúvidas de que a viatura vinha à alta velocidade, dado o impacto do acidente.

Mais moçambicanos recrutados para trabalhar na RAS

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São necessários dois mil trabalhadores moçambicanos para aquela empresa agrícola, durante dois anos, sendo este último recrutamento de 394 trabalhadores o fecho da primeira fase do memorando, que prevê 600 recrutamentos.

394 moçambicanos conseguiram, recentemente, emprego legal nas farmas da vizinha República da África do Sul (RAS), no âmbito da implementação do memorando de entendimento assinado entre a ministra do Trabalho de Moçambique, Maria Helena Taipo, durante a sua visita a moçambicanos que trabalham em diferentes sectores de actividade naquele, em Abril de 2010, e a gerência do Projecto Agro-Pecuário ZZ2 de Tzanine, na província do Limpopo. Trata-se do segundo grupo a seguir para aquele país nesse contexto, tendo o primeiro sido recrutado em Julho do ano passado, constituído por 173 trabalhadores, provenientes dos distritos de Chicualacuala, Massingir, Massangena e Xigubo, todos na província de Gaza.

Famílias invadem sede da Rio Tinto

Famílias afectadas pelo projecto da mineradora Rio Tinto em Moatize província de Tete, invadiram a sede da mineradora brasileira Rio Tinto para reveindicar as suas indeminizações.
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Segundo as referidas famílias, a empresa não cumpre com o seu compromisso há mais de três anos, o que na sua opinião é injusto.

Em contacto telefónico, o administrador do distrito acha legítima a reveindicação mas lamenta o meio usado por aquelas famílias para exigir da empresa o seu direito…

Famílias a reassentar pedem habitações ao invés de dinheiro

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As famílias residentes ao longo do traçado da prevista estrada circular de Maputo e Matola pedem, às autoridades municipais da capital moçambicana, habitações já edificadas como indemnização, ao invés de valores monetários como, normalmente, tem acontecido.

Segundo o presidente do Conselho Municipal de Maputo, David Simango, as famílias pedem também para serem reassentadas próximo das zonas onde residem, actualmente, para evitar transtornos, sobretudo para crianças em idade escolar.  “Temos estado a fazer encontros de sensibilização com as famílias afectadas pelo projecto da estrada circular e elas pedem duas coisas: não saírem das zonas onde residem, actualmente, e casas já prontas ao invés de dinheiro”, afirmou o edil de Maputo, citado pela AIM.

Simango esclareceu que os pedidos estão a ser analisados pelo grupo de trabalho criado no âmbito deste projecto, “mas o que posso dizer é que vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que as pessoas sejam reassentadas perto das zonas onde estão a viver neste momento”. “As pessoas estão de acordo com o projecto da estrada, mas colocaram-nos estas preocupações e acho que é justo que o grupo de trabalho as aprecie”, afirmou o dirigente, acrescentando que prossegue o levantamento das pessoas e das infra-estruturas afectadas pelo projecto.

Segundo o autarca, a estrada circular, um projecto orçado em 315 milhões de meticais, “na prática, já está em implementação”.

31 Alunos encontrados na posse das respostas da prova de filosofia

Alunos
As últimas avaliações trimestrais em curso nas escolas da cidade de Maputo estão a ser manchadas por fraudes académicas. Na escola secundária Armando Guebuza, por exemplo, 31 alunos de diferentes turmas foram encontrados na posse de um guião de respostas da prova de Filosofia.

Face a esta situação, a direcção da escola não teve outra opção se não anular o teste. o mesmo poderá ser realizado esta sexta-feira.

Na verdade, este assunto está a ser gerido silenciosamente pelas autoridades de educação da cidade de Maputo. A situação é tão grave que até parece genérica para todas as escolas da capital. Aliás, os estudantes explicam ainda que a fraude não só foi detectada na avaliação de filosofia, mas sim em todas feitas. Em média, cinco estudantes eram surpreendidos em situações fraudulentas.

Mas a Escola Secundária Armando Guebuza não é a única em que se reportam casos de fraude académica. Na Escola Secundária Josina Machel há relatos de que os professores de matemática recusam-se a corrigir os testes por estarem convencidos de que os alunos tiveram os enunciados antes da realização das provas. É que na prova de matemática, por exemplo, que até tinha seis questões de matérias não leccionadas, os alunos conseguiram responder ao teste em menos de 15 minutos. E, numa análise superficial, os professores, que não quiseram dar a cara por temer represálias, dizem que os alunos acertaram na maior parte das perguntas, por isso, desconfiam que os mesmos tenham tido acesso aos enunciados antes da realização das provas.

Facto semelhante também se registou nas escolas secundárias da Manyanga e Quisse Mavota. Todavia,  as respectivas direcções não confirmaram os casos.

Cinco dos 45 estudantes moçambicanos já se encontram no país

O Parlamento Juvenil, uma Organização Não Governamental juvenil, foi, à última hora, ao aeroporto recolher os jovens que se encontravam desamparados, sem alimentação nem local para hospedagem, uma vez que, à sua chegada, ninguém os quis receber, nem o governo nem os promotores da ida deles a Sudão.
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Partiram de Moçambique à busca de um sonho (formar-se numa universidade estrangeira), mas, muito cedo, o mesmo tornou-se um pesadelo! Eram 45 estudantes moçambicanos em formação na Universidade Internacional de África no Sudão.

Tudo começou quando decidiram escrever cartas ao governo moçambicano, denunciado o alegado abandono e falta de assistência para suportar as despesas da academia. As referidas cartas foram endereçadas ao executivo moçambicano através do Instituto de Bolsas, Ministérios da Educação e da Justiça.

Porém, em Moçambique, quando os alegados responsáveis pela facilitação das referidas bolsas, nomeadamente, Yussufo Fábula, Tayob Cadango, Tembo Luís e Adamo, receberam as referidas cartas, terão alegadamente  traduzido o seu conteúdo em árabe e reenviado as mesmas para a universidade sudanesa.

Este facto terá sido a ponta do “iceberg”, pois o conteúdo das cartas não agradou a reitoria, tendo alegado que os estudantes moçambicanos difamaram a instituição e as suas regras de funcionamento, ao descreverem, na sua missiva, a situação que se vive no seio dos discentes daquela instituição de ensino superior que acolhe jovens de quase todos os cantos do mundo.

A resposta, que não tardou a chegar, foi pela medida dura. A reitoria da Universidade Internacional de África decidiu expulsar e repatriar os cinco estudantes que chegaram a Maputo na tarde desta quinta-feira.

 A REVELAÇÃO

As cartas enviadas a Maputo pelos estudantes revelavam um cenário dramático e tinham como subscritores 24 dos 45 bolseiros moçambicanos naquele país. Os jovens estudantes afirmavam que dos 45 estudantes apenas 15 é que beneficiavam, efectivamente, de bolsas, pois os restantes 30 tinham de fazer das “tripas o coração” para continuarem com os estudos. Assim, eram obrigados a fazer trabalhos domésticos nas residências de particulares a fim de sustentar os seus estudos. Uns eram jardineiros, empregados domésticos, pintores, entre outras actividades. O único dinheiro, que dizem ter recebido, foi antes da viagem. Eram 300 dólares, destinados ao pagamento de visto de estadia, inscrição no Instituto de Línguas e análise de HIV. Qualquer estudante que acusar HIV positivo é, imediatamente, deportado para o seu país de origem, tal como acontece com qualquer outra pessoa estrangeira que lhe é diagnosticada hepatite B.

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