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Segunda-feira, Abril 6, 2026
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Países-Baixos suspendem a sua ajuda financeira ao país

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Os Países-Baixos decidiram suspender a sua ajuda financeira referente ao ano de 2013 a Moçambique, por causa das dúvidas que pairam sobre a sua boa governação e a sua capacidade de lutar contra a corrupção, anunciou quinta-feira, a sua embaixada na capital moçambicana, citada pela AFP.

“Moçambique, foi avaliado sobre as suas performances em termos de redução da pobreza, da governação e da luta contra a corrupção”, declarou Michael Thijssen, responsável político da missão diplomática dos Países-Baixos.

“Segundo os nossos novos critérios, os esforços não foram suficientes nesses domínios, por isso, a partir de 2013, os fundos de ajuda orçamental serão alocados aos sectores específicos como a saúde”, acrescentou Thijssen.

Os 19 países doadores de Moçambique, dos quais os Países-Baixos, fazem parte da reavaliação das suas ajudas a cada ano. Moçambique, faz parte dos 18 países, cuja ajuda foi reduzida.

Em Maio de 2010, suspenderam as suas ajudas orçamentais a Moçambique, por protestar contra as irregularidades durante as eleições de 2009, o que foi considerado pelo executivo moçambicano como uma “greve de doadores”. A cooperação em matéria de desenvolvimento não foi, todavia, suspensa.

Os 19 doadores, tinha aceitado retomar as suas ajudas, após um mês de negociação com as autoridades moçambicanas, exigindo acções concretas em matéria da reforma eleitoral e da luta contra a corrupção.

No ano passado, os doadores reduziram as suas ajudas na compra de medicamentos, denunciando uma redução do orçamento moçambicano alocado ao sector da saúde.

Cadeia Central da Machava recebe 50 reclusos por dia

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Diariamente, 50 novas pessoas são encarceradas na cadeia central de Maputo, a maior unidade prisional do país. Segundo disse Castigo Machaieie, director desta cadeia, os reclusos são provenientes das províncias de Maputo e Maputo-Cidade.

Estes dados indicam que por mês 1500 novos reclusos são encarcerados nesta cadeia. Mas o verdadeiro problema que preocupa na cadeia central de Maputo é a sua superlotação. Segundo disse o próprio director, esta cadeia foi concebida para albergar 2500 pessoas, mas neste momento tem mais do que o triplo da sua capacidade. Estão oito mil reclusos encarcerados na Cadeia Central da Machava.

O próprio director da cadeia reconhece que há pessoas detidas que podiam estar fora, mas a morosidade na tramitação dos processos, a falta de penas alternativas, incumprimento dos prazos de prisão preventiva, obrigam a mantê-los por lá. É a causa da superlotação.

“A capacidade da Cadeia Central da Machava é de 2500 reclusos, mas, neste momento, conta com 8 mil. Por dia entram cerca de 50 novos detidos vindos da cidade e província de Maputo”, disse quem dirige a instituição. “Está superlotada”.

Castigo Machaieie diz que está prevista a construção de mais um complexo prisional, com vista a reduzir a sobrecarga.

“Os reclusos são depositados aqui. O que está a ser feito para se evitar o cometimento de crimes nas comunidades?”, questiona o director da cadeia central, quando respondia a uma pergunta colocada por um participante num debate que aconteceu a semana passada, na cidade de Maputo, sobre penas alternativas à reclusão, organizado pela Liga dos Direitos Humanos.

Alice Mabote

A Presidente da Liga dos Direitos Humanos, Alice Mabota, disse que as cadeias moçambicanas foram concebidas na década 60 quando a população era de 9.5 milhões de habitantes. Neste momento, o país tem 22 milhões de habitantes.

“Humanamente é impossível não haver superlotação nas cadeias. A solução passa pela construção de novas cadeias. Deve haver resposta. As cadeias e hospitais porque são para todos”, disse.

Alice Mabote indicou entretanto que o que concorre para a superlotação das cadeias tem a ver com a falta de julgamentos a tempo e assistência legal incipiente.

“A Cadeia Central de Machava foi concebida na década 60 quando Moçambique tinha uma população de 9.5 milhões de habitantes. Agora somos 22 milhões de habitantes e as estruturas das cadeias em todo o país continuam as mesmas”, disse Alice Mabota.

Marracuene sem batelão

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O batelão que faz a travessia Marracuene/Macaneta, na província de Maputo, avariou, na última segunda-feira, deixando a população residente em dificuldades para realizar as suas deslocações para as actividades diárias.

Dados apurados pelo nosso Jornal junto dos técnicos da embarcação, a hélice soltou-se e, até ontem, mergulhadores estavam empenhados na localização daquela peça que caiu nas águas. De notar que grande parte da população residente em Macaneta e na vila-sede distrital de Marracuene sobrevive da pesca sendo que, com a paralisação do batelão, tal actividade torna-se difícil.

Frelimo `assalta´evento e promove pré-campanha eleitoral em Nampula

Mais uma vez o partido Frelimo está a usar dinheiro do Estado para fazer política partidária e mais uma vez o presidente da República e do partido Frelimo, Armando Guebuza apadrinhou tais práticas.
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Desta vez ao presidir à abertura do VII Festival Nacional de Cultura que decorre na cidade de Nampula desde terça-feira.

Posto em marcha o festival, sob propósito da `preservação e manutenção da unidade nacional, o partido Frelimo, de que é presidente o chefe de Estado, açambarcou o evento e os espaços concebidos para acolher as mais diversas actividades e manifestações culturais e tudo ficou colorido com as cores do `batuque e da maçaroca´ preterindo-se as cores nacionais, remetendo-se para segundo plano ou levando praticamente a ignorar-se o propósito essencial do evento, isto é tudo o que é susceptível de fazer crer que de facto se estava num momento de promoção do que deve unir os moçambicanos. Em suma o que se viu é tudo menos a promoção da unidade nacional.

Mas não foi só no acto de abertura que isso sucedeu. Ao meio-dia de ontem o Canalmoz visitou a feira do Artesanato, mesmo em frente ao Pavilhão dos Desportos de Nampula, que pertence aos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e testemunhámos a venda de material propagandístico da Frelimo no recinto.

Vende-se quase de tudo de propaganda da Frelimo, desde camisetas, bonés a capulanas. Os preços rondam entre os 150,00Mt e 650,00Mt.

No local, alguns cidadãos manifestavam a sua indignação contra o uso e abuso do festival para fins particulares do partido Frelimo, mas alegavam em surdina não poder fazê-lo publicamente para não virem a sofrer represálias nos seus postos de trabalho. Está-se afinal de contas mais num momento de evocação do partido Frelimo do que propriamente da nação moçambicana e da sua diversidade cultural. E simultaneamente ao evocar-se a unidade nacional teme-se represálias. Sendo a maioria dos empregadores em Nampula instituições públicas ou empresas detidas na sua maioria por membros da Frelimo, a indignação popular é vivida praticamente na clandestinidade com os comentários críticos a sucederem-se “entre dentes”.

Ouvimos e registámos no local vários desabafos, como são o caso: `este partido está pior e a Renamo tem razão quando diz que a Frelimo anda a levar tudo´; `Não havia necessidade nenhuma de trazer aqui roupas e outro material de propaganda da Frelimo para vender´.

O evento, ou seja, o VII Festival Nacional de Cultura, está a ser um meio pelo qual a Frelimo está claramente a proceder a pré-campanha eleitoral ao nível de Nampula [NR: vai haver eleições autárquicas em 2013 e legislativas, presidenciais e regionais em 2014]…

População de Muxúnguè percorre 200 quilómetros para alcançar uma instituição bancária

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A população do Posto Administrativo de Muxúnguè, no distrito de Chibabava, província de Sofala, clama por uma instituição bancária para depositar e levantar dinheiro. O único banco de poupança que existia faliu. Agora, nada resta aos residentes de Muxúnguè senão percorrer cerca de 200 quilómetros para alcançar um banco na cidade de Chimoio, capital provincial de Manica, ou na cidade da Beira, capital da província de Sofala.

A chefe do posto administrativo de Muxúnguè, Páscoa Mambara, disse em conversa ao Canalmoz que aquele lugar está a desenvolver-se mas não há banco. Acrescentou que há produção de ananás e castanha de caju em grande escala. Também se vendem cabritos e galinhas proporcionando a expansão da rede comercial e hoteleira. “Mas toda esta actividade é realizada com dinheiro no colo por falta de um banco”.

Com um universo de 64.039 habitantes, o posto administrativo de Muxúnguè é um ponto de referência para quem viagem na Estrada Nacional Número Um (N1), que liga o país de norte a sul.

“A instalação de um banco neste local contribuiria de forma positiva para se depositar ou conceder crédito aos operadores agrícolas do sector familiar, comerciantes e operadores turísticos”, disse a administradora.

Dinheiro guardado em latinhas e plásticos

Páscoa Mambarro diz que “em Muxúnguè circula muito dinheiro em condições de completa insegurança”. Indicou que “na altura de pico de produção de ananás e castanha, os vendedores conservam o seu dinheiro em latinhas, plásticos ou em pontas de capulanas”.

“Já temos energia eléctrica, diversas unidades hoteleiras, sendo assim oportunidades que poderiam ser exploradas pelas instituições bancárias. Como governo, o nosso papel é estimular a fixação de instituições bancárias”, observou.

Mambarro diz que nas zonas mais recônditas do posto, algumas pessoas chegam a enterrar dinheiro resultante da comercialização das culturas de rendimento como ananás, castanha e gergelim. “Na época de comercialização de caju os comerciantes têm sido vítimas de assaltos de dinheiro”, disse.

Ananás certificado

O ananás de Muxúnguè está certificado internacionalmente, o que significa que pode ser exportado para qualquer canto do mundo. Em Muxúnguè, são realizadas feiras no sentido de promover a produção do ananás no distrito de Chibabava e outros pontos da província de Sofala.

De acordo com a nossa interlocutora neste momento o ananás é evacuado através de camiões para Maputo de onde depois é exportado. Disse também que está em processo a instalação de uma fabriqueta de processamento de ananás. “Os investidores estarão cá entre Setembro e Outubro”, disse.

A maior parte dos agricultores dos distritos de Chibabava, Muanza e Gorongosa, para além do ananás produzem também banana, manga e castanha de caju.

O distrito de Chibabava, conta com cerca de 1.600 produtores de ananás recenseados. Produzem anualmente 54 mil toneladas. Há cinco mil hectares cultivados com ananás. Apenas cerca de 40 por cento é comercializado actualmente. O potencial agricola desta frita é enorme. Cerca de 60% da actual produção estraga-se ou é consumido localmente.

G4S anuncia criação do seu próprio sindicato

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Os trabalhadores da empresa de segurança privada G4S Moçambique anunciaram ontem, em conferência de imprensa, que pretendem criar o seu próprio sindicato, formalizando, desta forma, a sua desvinculação do Sintesp, um órgão sindical que engloba várias empresas do ramo de segurança privada.

Para o efeito, a assembleia constitutiva do sindicato terá lugar no próximo dia 20, na cidade da Matola, em Maputo, um evento que, de acordo com os membros da empresa, será antecedido de um seminário de reflexão da estrutura orgânica assim como da organização e funcionamento do futuro sindicato. A criação do sindicato surge na sequência de diversas crispações que se registam, envolvendo trabalhadores desta empresa e sua direcção no que concerne aos salários.

Os trabalhadores entendem que, muitas vezes, são “injustiçados” e vêem os seus direitos violados, sem que ninguém possa velar pelos interesses colectivos da massa laboral. Aliás, este argumento é que pesou para a sua desvinculação do Sintesp, já que acreditavam que esta congregação sindical não tem capacidade de resolver os seus problemas. Um comunicado de imprensa da empresa G4S a que o nosso Jornal teve acesso indica que “o futuro sindicato irá privilegiar a negociação colectiva do salário, como forma de lutar para a melhoria das condições de vida dos seus trabalhadores.”

Tráfico de pessoas ainda é uma realidade no país

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Moçambique continua a ser fonte, trânsito e destino de homens, mulheres e crianças vítimas do tráfico de pessoas, que posteriormente são sujeitos ao trabalho forçado e à exploração sexual.

Esta constatação faz parte do relatório do Departamento do Estado dos Estados Unidos da América sobre o Tráfico de Pessoas referente ao ano 2012, o qual refere que o recurso ao trabalho infantil forçado é comum na agricultura, nomeadamente nas plantações de tabaco e nas actividades comerciais nas zonas rurais do país, muitas vezes com a cumplicidade dos pais ou encarregados de educação.

Segundo o documento, mulheres e raparigas das zonas rurais continuam a ser atraídas para as cidades em Moçambique ou na África do Sul com promessas de emprego ou educação, e quando lá chegam são envolvidas em trabalhos domésticos ou no comércio sexual, enquanto jovens e rapazes moçambicanos são submetidos ao trabalho forçado nas plantações e nas minas da África do Sul, onde muitas vezes trabalham por vários meses sem remuneração e em condições desumanas e coercivas, antes de serem entregues à polícia local para serem deportados como imigrantes ilegais.

Por outro lado, alguns adultos moçambicanos são usados para o trabalho forçado e prostituição forçada em Portugal, situação na qual se encontram algumas mulheres e raparigas do Zimbábuè e Malawi que voluntariamente migram para Moçambique.

Negócio envolve redes nigerianas e asiáticas…

Entretanto, este “negócio”, não é só feito por redes moçambicanas e/ou sul-africanas, que são normalmente informais. Existem sindicatos chineses e nigerianos de tráfico de maior dimensão que se encontram activos em Moçambique.

Há também contrabandistas estrangeiros do sul da Ásia que deslocam emigrantes oriundos daquele continente sem documentos por toda a África, incluindo Moçambique.

Prova disso é o facto de, ultimamente, cidadãos e empresas asiáticas implantadas em Moçambique estarem a pagar custos iniciais de viagens de imigrantes bengalis e paquistaneses ilegais, os quais mais tarde são mantidos em cativeiro e em trabalho forçado.

… e funcionários do Estado

Durante o ano passado, foram relatados casos de funcionários do Estado que facilitavam o tráfico de seres humanos. Geralmente, os traficantes subornavam os agentes da polícia para poderem movimentar as suas vítimas dentro do país e através das fronteiras para a África do Sul e Swazilândia, às vezes sem passaportes.

Em Janeiro deste ano, a polícia na cidade da Beira, província de Sofala, anunciou a detenção de dois funcionários dos Serviços de Identificação Civil por alegadamente fornecerem bilhetes de identidade moçambicanos a quatro cidadãos estrangeiros.

Actualmente, decorre uma investigação em curso no posto fronteiriço de Ressano Garcia, na província de Maputo, numa clara tentativa de erradicar a “corrupção oficial” e a possível cumplicidade de funcionários do Estado em actos ilícitos, que podem ou não incluir o tráfico de pessoas.

As fontes reportaram ainda uma investigação em curso no posto fronteiriço de Ressano Garcia, na tentativa de erradicar a corrupção oficial e a possível cumplicidade em actos ilícitos, que podem ou não incluir o tráfico.

Governo tem de se esforçar mais

Para o recrudescimento deste tipo de crime contribui o facto de o Estado moçambicano não estar a cumprir integralmente os padrões mínimos para a sua eliminação, embora esteja a envidar esforços significativos para tal.

Por exemplo, em 2011 o Governo continuou a incrementar os seus esforços na aplicação da lei anti-tráfico, incluindo o número de julgamentos realizados, que duplicou, totalizando 11. Destes, sete resultaram em condenações, alguns dos quais com penas significativas de prisão, ao abrigo da Lei anti-tráfico de 2008.

No que diz respeito à prevenção, o Governo demonstrou pouco progresso nos esforços de prevenção do tráfico.

O Ministério da Justiça iniciou a elaboração do regulamento dos aspectos não criminais da Lei anti-tráfico que abordariam a assistência às vítimas, e em Março deste ano a Assembleia da República aprovou um projecto de lei de protecção das vítimas e testemunhas de todos os crimes, incluindo vítimas do tráfico e daqueles que colaboram com as autoridades policiais e judiciais na investigação e julgamento dos casos de tráfico de seres humanos.

Porém, o Governo providenciou um financiamento limitado às organizações não-governamentais (nacionais e internacionais) que realizam trabalhos de combate ao tráfico em Moçambique. Os funcionários do Estado continuam a depender das ONG´s para o fornecimento de abrigo, aconselhamento, alimentação e reabilitação das vítimas.

O Estado não tem procedimentos formalizados para a identificação de potenciais vítimas de tráfico e o seu encaminhamento às organizações que fornecem serviços de protecção. A Unidade de Assistência à Mulher e à Criança Vítimas de Violência, sob tutela do Ministério do Interior, continua a funcionar em mais de 200 esquadras da polícia em todo o país que providenciam abrigo temporário a um número desconhecido de vítimas.

A par disso, o Governo ofereceu uma assistência muito limitada aos repatriados vítimas do tráfico, assim como não concedeu um estatuto de residência temporária ou alternativas legais à transferência das vítimas estrangeiras para países onde pudessem enfrentar dificuldades ou represálias e continuou a deportá-las sem fazer o rastreio da detecção de uma possível ameaça.

Recomendações

Face a estas constatações, o Departamento dos Estados Unidos da América recomenda o Estado moçambicano a tomar medidas concretas para finalizar e promulgar os regulamentos necessários para a aplicação das disposições de protecção e prevenção da Lei anti-tráfico de 2008, desenvolver um sistema formal de identificação pró-activa das vítimas do tráfico no seio das populações vulneráveis e o encaminhamento destas aos serviços da Saúde.

O Estado deve igualmente continuar a capacitar a unidade policial anti-tráfico, a Inspecção do Trabalho e as unidades de Assistência à Mulher e à Criança Vítimas de Violência para que estas possam investigar os casos de tráfico e garantir protecção às vítimas o mais cedo possível.

Paralelamente às medidas acima descritas, deve-se continuar a formar agentes em matérias de identificação de vítimas, especialmente nos postos fronteiriços, concluir o plano de acção nacional para a coordenação dos esforços do Governo com os recursos alocados para a sua implementação, investigar as denúncias de tráfico de seres humanos e julgar e condenar de forma vigorosa as pessoas implicadas.

Detidos falsificadores de moeda em Maputo

Três indivíduos estão, desde quarta-feira, detidos numa das celas da 4ª Esquadra da Polícia, no bairro da Liberdade, município da Matola, acusados de crimes de falsificação e uso de notas falsas.
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Trata-se de jovens identificados por R. Macanda, de 23 anos de idade, A. António (20) e Y. Macane (16) residentes no bairro do Aeroporto `B´, na cidade de Maputo, local onde eram fabricadas a notas.

R. Macanda disse ter começado a falsificar as notas há duas semanas, com recurso a uma máquina que não revelou a sua proveniência. Entretanto, A. António e Y. Macane são indiciados pela Polícia de crime de uso de moeda falsa.
Os acusados caíram nas malhas da Polícia quando, A. António e Y. Macane, tentavam comprar crédito de 300 meticais, no bairro de Malhapsene, usando uma nota de mil meticais falsa a fim de obterem 700 meticais de troco, em notas verdadeiras.

Momentos depois de receberem o crédito e o respectivo troco, os suspeitos `burlões´ puseram-se em fuga, facto que criou desconfiança, tendo a vítima tratado de contar o sucedido aos amigos, descobrindo depois que a nota de mil meticais era falsa.

O duo viria a ser encontrado momentos mais tarde na terminal de Malhapsene à espera do “chapa”, tendo sido encaminhado às autoridades policiais.

A investigação policial culminou com a detenção do falsificador (R. Macanda) e a apreensão de 76 notas de mil meticais e 30 de 100 dólares norte-americanos, todas elas falsas, no interior da sua residência, no bairro do Aeroporto `B´, na capital do país. A Polícia apreendeu ainda as máquinas que eram usadas para fazer as referidas notas.

Falando ao `Notícias´, R. Macanda confessou ter fabricado as notas mas, segundo ele, não era para fazer o uso delas. `As notas que eu falsificava não eram para usar mas sim decorar o meu quarto´, referiu Macanda, acrescentado que até porque as tinha escondido debaixo do colchão da cama e que o seu sobrinho, A. António, e o amigo Y. Macane roubaram e tentaram usa-las…

OMM atrasa desenvolvimento das mulheres em Moçambique – considera Alice Mabote

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A Presidente da Liga dos Direitos Humanos de Moçambique Alice Mabote considera que a Organização das Mulheres Moçambicanas (OMM), é um dos entraves do processo de desenvolvimento, empoderamento e promotor de violação dos seus direitos e promoção da exclusão social e racial, económico devido ao seu envolvimento com o partido no poder, a Frelimo.

Alice Mabote falava em exclusivo ao nosso jornal logo após o termino do Fórum das Mulher realizado na cidade de Maputo neste ultima quinta-feira onde os desafios era colocar as autoridades governativas e o sector privado a envolver a mulher no processo de desenvolvimento económico e distribuição da riqueza moçambicana equitativamente.

Segundo a nossa fonte a mulher moçambicana tem muito medo dos políticos e espera ouvir o que eles dizem o que fazer o que deve fazer. Por ser uma classe da maioria absoluta no território moçambicana se há uma coisa que preocupa a mulher e ela não quer ela podia reverter e dizer não é a mulher moçambicana que vota.

Mabote acusou a OMM de estar a atrasar os destinos a maioria das mulheres espalhadas por este país, por ser a maior mobilizadora do partido no poder em Moçambique. Como eu disse e bem alto que a OMM é que nos atrasa, porque é ela a força mobilizadora do partido Frelimo nos fazer o que esta a nos fazer, acusou.

Alice Mabote referiu que o governo sabe que as mulheres moçambicanas são tão fracas, dai que usam e violam os seus direitos, mas nunca deviam fazer isso nos países onde as mulheres tem muita força ou onde os Sindicatos são muito fortes por exemplo na Africa do Sul e Malawi sabem que não deviam fazer isso nos países, porque os governos dependem dessas forças políticas e da sociedade civil.

A presidente da Liga dos Direitos Humanos avançou que devido a esta questão o governo moçambicano não teima a ninguém mas sim a OMM, se responsabiliza a fazer esse trabalho. A Frelimo e o governo deviam ter medo das mulheres e jovens mas não teme e não respeita, pois estas camadas são por eles recrutadas e vão cantando e aplaudindo mesmo de fome, aconselhou.

Questionamos se a pobreza estimada em 52 por cento que afecta a mulher no país se a culpa pesava a OMM, Alice Mabote respondeu nos seguintes termos, não é culpado em caso nenhum mas contribui para o crescimento do numero de pobreza das mulheres, mas a mulher não é culpada da pobreza em caso nenhum, mas é culpada por não conseguir inverter a situação que esta a passar.

Aquela activista falou que as mulheres moçambicanas devem lutar para conseguir o seu empoderamento e colocar se no seu lugar para que comece a desafiar os caminhos estratégicos que possam atingir a igualdade entre o género em todas as esferas da sociedade.

Há tubarões que comem pão inteiro sozinhos

A antiga Primeira Ministra de Moçambique actual Presidente do Conselho de Administração (PCA), do Banco Barclays, falando no decurso do Fórum Mulher apontou o dedo acusador a alguns figuras políticas do país de estarem a usufruir o que poderia beneficiar um numero considerável da população com destaque para as mulheres que são as mais pobres do país.

“Uns recebem um pão para dividir com o seu próximo mas comem sozinhos e depois vão pedir que aquela pessoa que não comeu para dizer que já comeu e este pela timidez quando questionado acaba afirmando que comeu mesmo com fome”.

Acusou para depois afirmar que as mulheres devem ser e ter a massa crítica contra as investidas dos poderosos desta pérola do país. Luísa Diogo disse ainda no seu discurso que a população deve estar atenta a manobras dilatórias que não ajudem no combate a pobreza em detrimento de certas pessoas que fingem santidade enquanto na realidade não é verdade.

“Há um grupo de pessoas que comem sozinhos e não dão os outros e, esperemos que esta situação não atinja as partes de rapariga e os recursos minerais”.

Luísa Diogo criticou as estratégias que estão a ser promovidas pelo governo no processo de empoderamento da mulher.

Residentes de Tchumene marcham até à sede do município

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Residentes do bairro Tchumene organizaram, ontem, uma marcha pacífica até à sede do Conselho Municipal da Matola, para pedir explicações sobre o parcelamento em curso no seu bairro. A marcha juntou pessoas de várias idades residentes no bairro Tchumene, no município da Matola.

Em causa, está o facto de existirem, no bairro, cidadãos desonestos que têm estado a vender terrenos, aproveitando-se da falta de parcelamento do bairro e de concessão do Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT)  por parte da edilidade.

Outras preocupações levantadas pelos residentes têm que ver com a falta de água e de corrente eléctrica. Os moradores do bairro dizem, igualmente, que, há três anos, o presidente do município, Arão Nhancale, lhes havia prometido o tal parcelamento com os devidos DUAT.

 “Eu só nativa de Tchumene. Desde o período da independência que moro aqui, mas não temos talhões. Pedimos terrenos a Nhancale, porque ele próprio se encontra num espaço parcelado.  Pedimos também água.

Produtores de Chókwè e vendedores do Zimpeto trocam acusações…

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A actual campanha agrícola no distrito de Chókwè, província de Gaza, sul do país, foi excelente. aliás, a realidade no terreno prova isso, com os campos verdes  e cheios de produção. Os agricultores produziram diversas culturas em extensas áreas, tais como repolho, pimenta, batata reno. mas, nesta época do ano, o enfoque vai para o tomate.

os agricultores clamam por um mercado rentável para a colocação da sua produção, pois o preço praticado no mercado grossista do Zimpeto, o principal da zona sul, não compensa a actividade.

“O que nos mata é o preço no mercado. Para dizer a verdade, o mercado está inundando pela produção sul-africana”, disse um dos produtores.

Um agricultor, tal como explica, vê-se obrigado a vender uma caixa de tomate, por exemplo, por um preço que varia de 30 a 80 meticais, devido à concorrência sul-africana, quando o preço ideal deveria variar de 180 a 200 meticais, como forma de rentabilizar a actividade e sustentar os custos de produção.

Por causa dessa alegada concorrência desleal, de acordo com Atanásio Taelane, um dos agricultores daquele ponto do país, diversos produtos são perdidos.

Ratos “salvam” vidas em Moçambique

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Os ratos da organização APOPO já ajudaram a destruir mais de 1 800 minas.

Ratos e ratazanas são, provavelmente, os roedores mais odiados do mundo. No entanto, desde 2004, estes animais têm sido verdadeiros heróis no combate às minas terrestres. Só em Moçambique, os ratos da organização APOPO já ajudaram a destruir mais de 1 800 minas, tendo devolvido 440 hectares de terra à população.

Segundo o “site” “boasnoticias”, todos os dias, cerca de 45 pessoas morrem ou ficam feridas por pisarem minas. Em África, onde há 21 países africanos identificados com minas, estas armas escondidas matam, ferem ou provocam deficiência em mais de 12 000 pessoas por ano. O objectivo da organização não-governamental (ONG) APOPO é mudar esta realidade, utilizando ratos para identificar minas, salvando vidas e devolvendo as terras às populações.

O engenheiro belga Bart Weetjens sempre se interessou por roedores. Depois de, em jovem, ter tido como animais de estimação inúmeras espécies de ratos, entre eles os amistosos hamsters, Bart descobriu, anos mais tarde, através de um artigo numa revista de ciência, que estes animais são muito eficientes a farejar explosivos.

O método provou ser altamente eficaz. Enquanto um humano especializado, recorrendo a detectores de metais, demora um dia para analisar apenas 50m2 de terreno minado, os HeroRats, como foram baptizados, demoram apenas meia hora para analisar 100m2. E desenganem-se aqueles que pensam que os animais correm risco de vida: estes ratos pesam no máximo 2.8 quilos, o que lhes permite passar sobre os engenhos sem os activar.

Três cidadãos moçambicanos condenados na África do Sul por sequestro duma criança

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A criança em causa teria desaparecido do bairro de Khongolote, em Maputo, em Dezembro do ano passado.

Três cidadãos de nacionalidade moçambicana foram condenados, na vizinha África do Sul, em conexão com um caso de rapto de uma criança de um ano, segundo deu a conhecer, ontem, a Polícia da República de Moçambique (PRM).
Mesmo sem avançar a pena, João Machava, porta-voz do Comando Provincial da PRM, em Maputo, disse que um trabalho aturado, em colaboração com a polícia sul-africana, ajudou a desmantelar a referida rede de traficantes de menores.

A criança em causa teria desaparecido do bairro de Khongolote, em Maputo, em Dezembro do ano passado. Foi graças à acção de um motorista que transportava passageiros para Nelspruit que, apercebendo-se de que a criança não parava de chorar, direccionou a sua viatura para um posto policial da província sul-africana de Mpumalanga. De seguida, confirmou-se que se tratava de um rapto. Imediatamente, foi detida a senhora, segundo revelou Machava.

Crianças beneficiam de projecto de registo obrigatório

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“O projecto irá substituir os actuais processos de registo, os quais, quando existem, são frequentemente de baixa qualidade.”

Crianças moçambicanas irão beneficiar de um projecto de registo obrigatório, financiado pela União Europeia (UE) com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que visa garantir o acesso facilitado aos cuidados de saúde, escola e ao voto no período de eleições, escreve a “AIM”.

Anunciado ontem pelo Comissário da UE para o Desenvolvimento, Andris Piebalgs, este projecto está orçado em seis milhões de euros, e vai beneficiar oito países de África, Caraíbas e Pacífico (ACP), incluindo (além de Moçambique) a Nigéria, Burkina Faso, Myanmar, Uganda, Kiribati, Vanuatu e Ilhas Salomão.

Segundo um comunicado de imprensa da UE recebido ontem pela “AIM”, o projecto irá substituir os actuais processos de registo, os quais, quando existem, são frequentemente de baixa qualidade.

“Espera-se que a diferença entre as taxas de registos de nascimentos rurais e urbanas seja reduzida para metade, dentro de um período de três anos”, indica o comunicado de imprensa.

Malfeitores roubam 150 cadeiras na Igreja Assembleia de Deus em Maputo

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Um grupo de pessoas ainda desconhecidas assaltou, na madrugada desta segunda-feira, a Igreja Assembleia de Deus de Maxaquene “C”.

Os malfeitores roubaram cerca de 150 cadeiras. Para se introduzirem no interior da igreja, os assaltantes arrombaram uma das portas laterais da mesma.
Estranhamente, no interior da mesma havia outros bens, a destacar material de construção, uma vez que a igreja se encontra em obras, mas os assaltantes preferiram as cadeiras plásticas.

‘’não sabemos nem desconfiamos de ninguém, o certo é que isto aconteceu e estamos prejudicados, porque as cadeiras que levaram serviam muito para a igreja. Agora, só apelo a qualquer cidadão que as cadeiras com cinco pontos na parte traseira pertencem à igreja”, disse Cipriano Novela, em representação da igreja.

Até agora, não há qualquer pista dos supostos assaltantes e o caso já foi participado na polícia. Os prejuízos são avaliados em 45 mil meticais.

Acidentes de viação matam três pessoas em Nampula

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Três pessoas perderam a vida e outros cinco que contraíram ferimentos na semana passada na província de Nampula, como resultado de três acidentes de viação.

A Polícia de Trânsito (PT) de Moçambique aponta como as principais causas, o excesso de velocidade por parte dos automobilistas e má travessia dos peões.

Segundo o porta voz da Polícia, Inácio Dina, os agentes da Polícia de Trânsito tem feito o monitoramento e sensibilização dos utentes da via pública, na semana passada cerca de 8.190 munícipes foram abrangidos com as mensagens de educação para permitir a redução acentuada dos casos de acidentes de viação.

No mesmo período foram fiscalizadas 1959 viaturas num processo que culminou com a emissão de multas contra 328 automobilistas por diversas irregularidades, incluindo a apreensão de cinco viaturas e detenção de dois indivíduos por condução ilegal.

Malfeitores violam sexualmente até à morte uma cidadã de 48 anos de idade em Nampula

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A população da unidade comunal de Namarepo B, no bairro de Napipine, arredores da cidade de Nampula acordou na manhã desta segunda-feira (9) mergulhada num clima de tensão por causa de um corpo encontrado sem vida numa das pequenas ruas daquela zona residencial. Trata-se de uma cidadã de 48 anos de idade que em vida respondia pelo nome de Teresa António que encontrou a morte em circunstâncias consideradas estranhas.

Porque o corpo apresentava sinais de violação sexual e estrangulamento, segundo relatos das autoridades policiais nesta parcela do país.

De acordo com o porta-voz da polícia no Comando Provincial de Nampula, Inácio João Dina, o crime ocorreu por volta das 22 horas, quando a vítima que, também vendia a bebida tradicional conhecida por cabanga, saia do seu local de negócio na companhia do seu único filho de 22 anos de idade.

Em declarações à polícia, o jovem revelou que a sua mãe decidiu regressar para o local de diversão sem o consentimento do seu filho alegadamente na companhia de um amante. Neste momento, suspeita-se que o referido indivíduo que tinha laços amorosos com a vítima, seja o responsável pelo crime, pois presentemente encontra-se em parte incerta.

Inácio Dina assegurou que foram identificadas duas pessoas, uma das quais detidas indiciadas no seu envolvimento no mencionado assassinato e diligências estão em curso no sentido de prender os outros foragidos, facto que vai culminar com a sua responsabilização criminalmente.

Decorrem, igualmente, exames junto da medicina legal visando apurar as circunstâncias em que aquela cidadã morreu, embora conclusões preliminares referirem que foi vítima de uma violação sexual e estrangulamento.

Não obstante a esta ocorrência, aquele responsável disse que a cidade de Nampula está a registar um ambiente de relativa tranquilidade e segurança na via pública. Por isso, assegurou que a sua instituição encontra-se a empreender várias acções no sentido de reforçar a situação de segurança na cidade e arredores, permitindo para que os visitantes oriundos das outras províncias para participar no VII Festival Nacional de Cultura edição 212 estejam à vontade.

Cães vadios aterrorizam população em Maputo

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Mais de 15 cães vadios estão a provocar pânico no seio dos moradores dos bairros Costa do Sol e Chiango, arredores da cidade de Maputo, há indicações que durante a semana finda, a matilha fez cinco vítimas humanas e 12 animais.

Segundo o jornal Diário de Moçambique, que cita vários residentes dos bairros supracitados os animais, que vivem no meio de arbustos existentes em certas zonas daqueles dois agregados populacionais, atacam em grupo e a qualquer hora do dia, incluindo crianças, aves de capoeira e animais de pequeno porte, a exemplo de cabritos.

Uma das vítimas de mordedura dos cães é Jesito José, um menor de 7 anos de idade, residente no bairro de Chiango, que numa manhã, por volta das 06:00 horas, ao dirigir-se à escola, que fica próximo da sua residência, foi atacado.

“O meu filho saiu de casa as 06:00 horas da manhã, a caminho da escola. Passados cinco minutos, ouvi-o a gritar. Quando sai, vi que ele estava sendo atacado por cães. Tentei afugentá-los com pedras mas estava difícil porque quase atacavam-me também. Os cães só foram embora com a intervenção de dois senhores que estavam por perto a cultivar”, disse Elisa Pequenino, mãe do menor, amargurada, em entrevista ao “DM”.

O miúdo, que frequenta a segunda classe, teve que ser evacuado pela mãe para o hospital onde recebeu tratamentos. Está fora de perigo, mas as feridas ainda estão frescas.

“Levei o meu filho ao centro de saúde de Romão onde fomos transferidos para o Hospital Central de Maputo e está a receber tratamentos até hoje”, afirmou.

A outra vítima dá pelo nome de Garlito Lindre, de 27 anos, residente no bairro Costa do Sol. Ele disse-nos que foi atacado na última terça-feira por volta das 17:00 horas quando voltava do serviço.

“Aconteceu no período da tarde. Eu vinha do serviço, quando de repente fui cercado por um bando de cães. Tentei lutar durante uns 15 minutos, mas devido à quantidade dos cães, não tive como me defender. Morderam-me nas pernas e um pouco nas mãos”, explicou.

À semelhança do menor, do posto de saúde do bairro dos pescadores onde se apresentou foi transferido para o Hospital Geral de Mavalane, onde apanhou uma vacina contra o tétano e raiva.

Por seu turno, Ilda António, residente no bairro Chiango, chora pelos seus cabritos devorados pelos cães, em número de dois.

Confessou que estava bastante chocada com a forma como os seus animais foram mortos e pede a intervenção imediata das autoridades distritais para acabarem com os ataques caninos no seu bairro, que acontece, este ano, pela segunda vez consecutiva, em Chiango. Na primeira ocasião perdeu um cabrito.

“Não é a primeira vez que perco os meus cabritos de uma maneira bruta. Esses cães assassinos devem ser encontrados antes de provocarem problemas maiores”, disse.

“Já não há paz aqui no bairro dos Pescadores (Costa do Sol). As crianças até ficam com medo de sair para a rua brincar. Nós os mais velhos também temos medo de ir trabalhar. Para sair de casa, temos que andar em grupo, para podermo-nos defender”, lamentou Violeta Salomão, residente do bairro dos Pescadores.

Para Gabriel Rodolfo, residente no bairro Chiango, o caso é grave, pois os cães estão a fazer cada vez mais vítimas humanas. “Tive conhecimento de que na sexta-feira devoraram dez patos numa quinta aqui do bairro. Os meus vizinhos também já foram vítimas desses animais”, referiu.

Autoridades distritais à caça dos cães vadios

De acordo com o secretário do bairro de Costa do Sol, Benjamim Panguane, o caso dos cães vagabundos que aterrorizam a vida da população já está a ser controlado, mas ainda não capturamos nenhum.

“Quando tivemos conhecimento do caso, apresentamos ao comandante distrital e em conjunto estamos a trabalhar de modo a neutralizarmos os animais. Ainda no sábado, estivemos reunidos em Chiango para tentarmos buscar uma solução, em termos de captura dos animais”, afirmou.

Panguane referiu ainda ao facto destes animais não se encontrarem no mesmo sítio, facto que dificulta o processo da sua captura.

“Esses animais ficam escondidos nos pântanos e charcos. É difícil localiza-los porque estão sempre em movimento e a fazer mais vítimas em diferentes cantos do bairro”, afirmou.

O secretário salientou ainda que uma equipa de veterinários visitou o bairro na última sexta-feira na tentativa de neutralizar os animais, mas o facto não se consumou porque os animais já se tinham movimentado para outro ponto do bairro.

Quanto ao número de vítimas, Panguane confirmou o de cinco humanas e 12 animais domésticos.

“Tive conhecimento de dois cabritos que se encontravam no pasto, dez patos de uma quinta, em Chiango, e cinco pessoas que foram feridas aqui na zona”, disse.

Panguane apela à população no sentido de ajudar as autoridades a localizarem os pontos estratégicos de ataque dos cães. Por sua vez, o chefe da comissão de habitação do bairro Chiango, Rungo Pondja, disse que esta é a segunda vez, este ano, em que os ataques acontecem.

“São cães raivosos que sempre aparecem no bairro e não têm dono, ficam a vagabundear pelo bairro semeando medo no seio dos residentes, mas estamos a tentar capturá-los”, concluiu.

Minas continuam a matar em Moçambique

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O Conselho de Ministros reunido na sua XXIV Sessão Ordinária, analisou nesta terça-feira dentre várias matérias, o grau de implementação da primeira fase do processo de desminagem no país no período 2008-2011, onde foram abrangidos 86 distritos das três regiões moçambicanas e cerca de mais de 700 áreas desminadas. Durante este processo de desminagem morreram 28 pessoas em todo o país.

O porta-voz do Governo desta sessão, Enrique Banze, disse, no entanto, que a primeira fase de desminagem no país, alcançou resultados positivos, uma vez que trouxe vantagens como o alargamento da rede habitacional, hospitalar, escolar e do aumento sem precedente de investimentos estrangeiros, que impulsionaram o desenvolvimento económico no território nacional, um processo que custou 34 milhões de dólares.

Na segunda fase que compreende o período entre 2012-2014, se espera investir 34 milhões de dólares, valor que o governo moçambicano não dispõe na totalidade, entretanto, este é um défice a ser coberto pelos parceiros de cooperação caso da Noruega, Suécia, Suíça, Japão, Nova Zelândia, Nações unidas e outros.

43 distritos por desminar

Durante a realização da desminagem foram mortas pelos engenhos explosivos 28 pessoas em todo o país. O governo reconhece que muito foi feito, mas ainda há um grande trabalho em frente de modo deixar o território livre das minas, sendo que ainda falta desminar cerca de 43 distritos.

Ainda na XXIV sessão do Governo moçambicano, passou-se em revista a implementação da Migração da Radiodifusão Analógica Terrestre para Digital. O porta-voz do encontro, Henrique Banze, afiançou que paralelamente a este ponto foram discutidos assuntos relacionados com a elaboração da estratégia da migração que está na sua fase final, licenciamento dos operadores, definição do financiamento e de parceiros.

Para que a implementação da Migração da Radiodifusão Analógica Terrestre, seja eficaz, o Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM), definiu um regulamento que estará em vigor assim que o processo estiver operacional no país.

Conferência da União Africana

O Governo apreciou igualmente informações sobre a participação de Moçambique na conferência da União Africana, a realizar-se em Addis-Abeba na Etiópia, entre 15 a 16 de Julho corrente. Foram entretanto, analisados os resultados das decisões tomadas na última sessão daquela organização continental, o debate em torno da eleição do presidente e vice-presidente da comissão, a análise da situação da paz e segurança na região e aprovação do orçamento para sua respectiva funcionalidade.

Outra matéria que será avaliado na conferência é a situação da paz e segurança e as tensões políticas com maior incidência no Malí, a Somália, a Guiné-Bissau, o Sudão e Sudão do sul, de modo a que se tome em conta o resgate da autoridade da organização e assim como de forma conjunta encontrar soluções para o resgate da tranquilidade política nestes países africanos.

Não menos importante é a transformação da União Africana em Autoridade da União Africana, bem como o ponto de situação em torno do cumprimento dos objectivos do milénio, mecanismo de apoio de revisão de pares e o lançamento da campanha africana de solidariedade no combate a malária.

PRM recupera 49 armas e 700 munições em Gaza

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A Polícia da República de Moçambique apreendeu, no período entre Janeiro e Junho passados, em Gaza, um total de 49 armas de fogo na posse de criminosos. Do total das armas apreendidas, 21 são AK-47, pistolas e semi-automáticas, supostamente usadas por criminosos no cometimento de cerca de 300 delitos dos quais sete crimes violentos.

Outras 28 são do tipo caçadeira, tendo sido recolhidas das mãos de caçadores furtivos, nomeadamente no Parque Nacional do Limpopo, segundo revelou ao jornal Diário de Moçambique o comandante provincial de Gaza, João Manguele.

A fonte disse ainda que como resultado da acção operativa da corporação foi possível a recuperação de mais de 700 munições de diversos calibres, mercê das denúncias populares no âmbito da ligação “Polícia-Comunidade”.

Manguele explicou que, para estancar as incursões de furtivos, foram já criados quatro novos postos de fiscalização no distrito de Massingir e reforçado o patrulhamento nos locais com maiores indícios da existência de armas em mãos alheias, a exemplo do distrito do Chibuto.

“O trabalho da polícia continua e a nossa meta é recuperar todas as armas que estão em mãos alheias. Precisamos recuperar todo o material bélico na posse de criminosos”, segundo Manguele, para quem a paz, ordem e tranquilidade nas famílias e nas vias públicas depende da contínua colaboração da comunidade na denúncia de malfeitores.

“Para vivermos e circularmos livremente neste país precisamos criar condições para o efeito, através da denúncia dos desonestos. Todo o cidadão deve ter na consciência que a existência de armas em mãos alheias não só semeia luto e terror nas comunidades mas também afugenta investimentos e, consequentemente, atrasa o desenvolvimento do país”, segundo a fonte.

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