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Terça-feira, Abril 7, 2026
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Implosão é o único destino do edifício do Ministério da Agricultura

Implosão é o único destino do edifício do Ministério da Agricultura
O actual edifício do Ministério da Agricultura, que sofreu dois misteriosos incêndios durante o primeiro mandato do presidente Guebuza, já não tem futuro. O único destino que lhe resta é a “destruição total através de implosão”, para no mesmo espaço ser erguido outro novo “edifício maior e moderno”, conforme disse o Secretário Permanente (SP) do Ministério da Agricultura (MINAG), Daniel Clemente, em entrevista ao Canalmoz.

A Reportagem do Canalmoz e do Canal de Moçambique – Semanário, teve acesso ao projecto do futuro edifício do MINAG a ser erguido no mesmo espaço onde se localiza o actual – na vertente sul da Praça do Heróis – e mostra aqui algumas imagens.

A 06 de Junho passado, circulou informação de que o actual edifício do MINAG seria destruído totalmente no dia seguinte. Na manhã do dia 07 de Junho, portanto data em que chegou a ser informado à população circunvizinha que devia ser destruído o edifício, algumas escolas e centros infantis nas imediações do edifício foram encerrados como medida de segurança. Mas a destruição acabou por não suceder. Confrontado com esta informação, Daniel Clemente disse que a única coisa que estava errada na informação era a data, mas quanto ao destino do actual edifício, será a destruição total.

O SP do MINAG explica as possíveis causas que poderão ter levado à circulação desta informação. Diz que ele próprio chegou a reunir com as estruturas dos bairros que circundam o MINAG para coordenar a sensibilização das populações circunvizinhas de modo a se precaver no dia da destruição do edifício que, segundo disse, “já devia ter acontecido, mas foi adiado porque houve pequenas alterações no projecto da construção do novo edifício”.

Clemente não disse que houve aviso da parte do MINAG sobre a destruição do edifício no dia 07 de Junho passado, mas admite que as estruturas do bairro podem ter difundido tal informação, tendo errado apenas a data.

Trabalhamos em situação de emergência

O Secretário Permanente do MINAG disse que actualmente apenas alguns poucos serviços continuam a funcionar no actual edifício do MINAG. Grande parte do edifício está inutilizado. “A cave está cheia de água. Quase todo o edifício tem fissuras, o elevador não funciona, só com remendos. A nossa electricidade  é fornecida com grandes dificuldades. Por isso estamos em permanente contacto com homens da EDM”, disse Daniel Clemente.

Grande parte dos serviços do MINAG foram já transferidos do edifício-sede e brevemente aquele edifício estará vazio para dar lugar à sua destruição total. O MINAG vai, então, durante um período funcionar noutras instalações, ou seja, “na Direcção Nacional dos Serviços Agrários, na rua da Resistência”, cidade de Maputo.

Recorde-se que o actual edifício do MINAG sofreu dois misteriosos incêndios. O primeiro incêndio foi em Maio de 2007 e o segundo em Setembro de 2008. Destruíram não só a estrutura do edifício, como arquivos do Departamento das Finanças, que em ambos os incêndios foram os sectores mais fustigados.
Houve suspeitas na altura de que se tratava de “queima de arquivos”, mas tal como muitos casos de género, este também acabou abafado e sem seguimento.
Mais dados sobre o novo edifício do MINAG na próxima edição do Canal de Moçambique, que sai à rua na próxima quarta-feira.

Presos 7 moçambicanos com oitocentos mil meticais em moedas falsas

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Sete indivíduos de nacionalidade moçambicana estão a contas com à Polícia da República de Moçambique por falsificação de dinheiro. Os mesmos foram encontrados com cerca de oitocentos mil meticais, quando tentavam fazer compras num supermercado na cidade de Maputo.

O grupo dedicava-se à  falsificação de notas e colocavam-nas em circulação.

A má qualidade na impressão, o selo do Banco de Moçambique adulterado foram as marcas que chamaram atenção aos vendedores de um supermercado, onde dois dos sete criminosos tentavam fazer compras, e em seguida contactaram a polícia.

Capturados os dois indivíduos, a polícia efectuou um trabalho aturado de investigação e conseguiu neutralizar, em Xai-Xai, os restantes cinco membros da quadrilha, com um valor de cerca de oitocentos mil meticais.

Alfândegas desmascaram “esquemas” de partidos políticos

Numa operação ultra-secreta e minuciosamente preparada, as Alfândegas de Moçambique apreenderam seis viaturas de luxo importadas em nome de partidos políticos e posteriormente vendidas a terceiros.
Alfândegas desmascaram “esquemas” de partidos políticos
É um verdadeiro escândalo. Seis viaturas de luxo ostentado matrícula nacional foram apreendidas num espaço de uma semana. Numa verdadeira caça à “máfia”, a equipa de investigação e contra inteligência das Alfândegas de Moçambique descobriu que os partidos políticos, por gozarem do direito de isenção na importação de viaturas, envolvem-se em esquemas que lesam o Estado. importam viaturas luxuosas supostamente em nome dos respectivos partidos e, porque estão isentos de impostos, recebem elevadas somas dos verdadeiros proprietários das máquinas.

As alfândegas desvendaram o esquema e iniciaram uma campanha de aperto ao cerco, que culminou com a apreensão de um volvo S40; dois Range Rovers; um Supercharg; um Vogue; dois Land Rovers Discovery; e um Toyota Fortuner.

Todas as viaturas, à excepção do Volvo, foram apreendidas no dia 27 de Julho passado, há sensivelmente uma semana, enquanto o Volvo foi apreendido na última quinta-feira. Todas as viaturas circulavam na capital do país, com a capa de terem sido importadas para o funcionamento de partidos políticos, mesmo que fossem “top de gama”.

Só de direitos aduaneiros, estas viaturas deveriam ter pago mais de 14 milhões de meticais, mas, porque foram importadas em nome de partidos políticos para beneficiarem a terceiros, ficaram isentas de qualquer imposto. Por exemplo, em condições normais, cada uma destas viaturas pagaria só de direitos aduaneiros entre 3 e 4 milhões de meticais.

Nova fábrica de cimento inicia actividade em Boane

Nova fábrica de cimento inicia actividade em Boane
Uma nova fábrica de cimento com capacidade para produzir 240 mil toneladas por ano está já em funcionamento no Parque Industrial de Beluluane, no distrito de Boane, província de Maputo.

Representando um investimento de 8,3 milhões de dólares de empresários turcos e egípcios, a fábrica importa do Dubai em quantidades que permitem assegurar uma produção mensal de 20 mil toneladas de cimento as matérias-primas, nomeadamente calcário, gesso e clinquer.

O director fabril Mert Balcik disse ao jornal que a opção pela construção da fábrica no Parque Industrial de Beluluane tem a ver com o facto de ali haver muitas indústrias a funcionar, algumas das quais foram particularmente importantes na fase de instalação do empreendimento.

O governo de Moçambique oferece um conjunto de facilidades, tais como isenções e reduções nas taxas aduaneiras na importação de matérias-primas para indústrias estabelecidas no Parque Industrial de Beluluane, dispondo a zona de transporte aéreo e marítimo fiável e de acesso rodoviário à África Austral.

Beluluane é uma zona industrial e zona franca com uma área total de aproximadamente setecentos hectares a cerca de 16 quilómetros da cidade de Maputo, sendo resultado de uma parceria entre o Estado moçambicano, representado pelo Centro de Promoção de Investimentos, e a Chiefton (Moçambique), subsidiária do grupo australiano Chiefton Management Pty Ltd especializado em desenvolvimento e gestão de propriedades.

Laboratório de Inspecção de Pescado de Maputo recebe acreditação internacional

Laboratório de Inspecção de Pescado de Maputo recebe acreditação internacional

A acreditação internacional do Laboratório de Inspecção de Pescado de Maputo vai facilitar e reduzir os custos do processo de exportação do pescado para vários pontos do mundo, disse em Maputo o porta-voz do governo de Moçambique Alberto Nkutumula.

“Isso significa que, com esta acreditação, o laboratório de Inspecção de Pescado de Maputo passa a ter competências para fiscalizar e analisar a qualidade de camarão, peixe e outros produtos do mar”, disse o porta-voz e vice-ministro da Justiça.

Nkutumula salientou que, até à data, “os produtos eram enviados para laboratórios no estrangeiro, o que levava tempo e custava dinheiro, atendendo aos custos de armazenamento e conservação do pescado também aumenta” e acrescentou “pelo que esta acreditação diminui o tempo de espera e os valores gastos até o produto ser exportado.”

Primeiro laboratório de uma instituição pública de Moçambique a obter a acreditação para análises laboratoriais de alimentos, o Laboratório de Inspecção de Pescado de Maputo foi aditado e recebeu a acreditação internacional pelo Instituto Português de Acreditação.

A acreditação confirma que o laboratório funciona de acordo com a Norma ISO 17025:2005, isto é, demonstra ser competente para realizar as suas actividades com segurança.

Falta de peixe obriga pescadores a mudarem-se para Sofala

Falta de peixe obriga pescadores a mudarem-se para Sofala
Pescadores artesanais do distrito de Angoche, na província de Nampula, norte do país, estão a “fugir” da região por lhes estar a ser imposta a necessidade de conservação e de pesca responsável dado que os recursos começam a escassear.

A informação foi-nos revelada por Sabino Omar Assane, presidente do Fórum dos Pescadores de Angoche. Ele apontou que até Junho último, por essa razão, um total de 1.750 pescadores tinham migrado para a província de Sofala, no centro de país.
Segundo Sabino, a quantidade de pescado baixou, embora se esteja a sentir tendência para recuperar nos últimos tempos.

Num outro desenvolvimento, o nosso interlocutor afirmou que a escassez de pescado em Angoche é resultado da relutância do Governo moçambicano em não declarar o Arquipélago das Ilhas Primeiras e Segundas, como reserva marinha de carácter parcial, cuja papelada adormece no Ministério das Pescas.
Para Sabino, se o arquipélago já tivesse sido declarado como reserva, não haveria necessidade de os pescadores migrarem para outros cantos e desestabilizando as famílias, pois os locais de criação de espécies marinhas já estariam a contribuir para o aumento do manancial de pescado.

O Fórum dos Pescadores de Angoche é constituído por 5 Conselhos Comunitários de Pescas. Debate-se, entre outros problemas, com o problema que diz ser “da alta taxa  aplicada no processo de vistoria imposto pelas autoridades das Pescas no país”.

Actualmente, na província de Nampula a taxa de vistoria para a actividade pescatória é de 1.200,00Mt.
Sabino acusa as autoridades ligadas à Administração Marítima de não colaborarem com o Fórum dos Pescadores, na medida em que emitem, segundo ele, guias para os pescadores emigrantes sem o consentimento da agremiação

Joaquim Chissano – É preciso ajudar as pessoas a compreenderem as leis

oaquim Chissano - É preciso ajudar as pessoas a compreenderem as leis
O ex-presidente da República, Joaquim Chissano, e presidente honorário do Partido Frelimo, disse ontem em Maputo, que os funcionários do Estado devem saber respeitar e ajudar os pequenos empreendedores como forma de contribuir para o desenvolvimento do país.

“O funcionário tem que viver na criatividade, dando contributo às pessoas com iniciativas e levando as pessoas a conhecerem as leis”, disse Joaquim Chissano.

Por outro lado defendeu que as pessoas não escolarizadas, nas comunidades precisam de desfrutar de ensinamentos das leis para que dessa forma sejam ajudadas a desenvolverem as suas iniciativas. E quem deve ajudá-las são os funcionários do Governo, instituições de ensino, bem como organizações não-governamentais.

“É preciso respeitar todas as iniciativas. Para mim, não existe nível baixo ou pé descalço nas pessoas. Todos somos importantes neste processo”, advertiu Joaquim Chissano.

Falando durante um seminário empresarial subordinado ao tema “O Papel dos Empreendedores na Produção da Riqueza Rumo à Independência Económica de Moçambique”, organizado pela Universidade de Sucesso em parceria com a empresa Águas da Região de Maputo, Chissano disse que os empreendedores devem unir esforços para conseguir ultrapassar as barreiras que lhes são impostas, sobretudo nas instituições estatais por falta de conhecimento de leis.

Afirmou que devem existir iniciativas que possam estimular o desenvolvimento das pessoas, das famílias, das comunidades e do país, porque “quando falamos de desenvolvimento devemos estar a falar do somatório das iniciativas que são concretizadas através da organização”.

“Eu penso ser essencial que haja a iniciativa de se fazer chegar cada vez mais aos cidadãos a legislação”, afirmou Joaquim Chissano reconhecendo que “muitos cidadãos não conhecem as leis”.
Segundo o ex-chefe de Estado moçambicano, a falta de conhecimento das leis faz com que algumas pessoas “comecem a trabalhar fora dela”.

“Por isso as pessoas precisam de ler e compreender a legislação. Eu pessoalmente quase paguei multa porque não cumpri à risca o que a legislação dizia, sobre as faltas de um trabalhador que me causou prejuízos. Tive que pagar”, afirmou.

O presidente honorário do partido Frelimo referiu, por outro lado, que perante muitos constrangimentos, muitas vezes não se sabe quem tem razão “se o empreendedor ou a autoridade desse local onde adormece o seu expediente”.

Para Chissano, as pessoas devem saber até a que níveis podem recorrer quando encontrarem barreiras, uma vez “que esses funcionários de primeira instância muitas vezes não aceitam recuar nas suas decisões erradas e pedir desculpas porque pensam que podem perder a autoridade”.

Perante isso, é preciso encontrar caminhos para se chegar aos níveis de recurso, onde se pode encontrar explicações. Mas às vezes é difícil mover-se sozinho perante o processo”, referiu aquele orador.
De acordo com Joaquim Chissano, às vezes é preciso que haja interacção entre os empreendedores e as autoridades que podem dar um outro salto no desenvolvimento do empreendedorismo”. Disse que esse deve ser o trabalho das universidades que pretendem ajudar o empreendedorismo na criação de pequenas empresas no país.

Na verdade, segundo Joaquim Chissano, muitas vezes as pessoas com ideias empreendedoras não sabem como passar do informal para o formal, sendo por isso que precisam de ajuda para elevar os seus conhecimentos.

“A ideia não é acabar com os informais, porque esses nunca vão acabar, mas ajudar no desenvolvimento deles para um outro escalão, porque fica melhor cada vez melhor termos mais formais”, disse.
Ainda ontem, Joaquim Chissano recebeu de David Nhanthumbo, da Universidade de Sucesso, o certificado de “Membro Honorário” daquela instituição de ensino superior.

No acto da recepção do diploma, Joaquim Chissano, apesar de ter dito sentir-se honrado pelo certificado de “Membro de Honra”, advertiu que “não vou sentir-me no futuro na obrigação das exigências que me vão fazer na qualidade desse estatuto, porque preciso de compreender essa universidade, como funciona e que por isso ainda não estudei a minha decisão”.

Tabaco é uma das principais causas de morte em Moçambique

Tabaco é uma das principais causas de morte em Moçambique
O consumo de tabaco, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), tornou-se numa das principais causas de mortalidade em Moçambique.

O facto foi dado a conhecer esta quinta-feira em Maputo durante um seminário de capacitação de jornalistas em matéria de combate e controlo do tabagismo no país, dado o peso que representa na saúde pública nacional.

Este seminário foi organizado pela associação moçambicana de Saúde Pública (AMOSAPU) em parceria com o Ministério da Saúde e OMS.

A representante da OMS no encontro, Glória Chonguissa, referiu que o tabaco apesar de não provocar morte imediata aos seus consumidores activos e passivos, provoca doenças crónicas e mortíferas como: cancro e doenças cardiovasculares.

Segundo Glória Chonguissa, neste momento estas doenças dominam o quadro epidemiológico no país, representando a maior taxa de internamento nas unidades sanitárias públicas em Moçambique.

O seminário serviu para os organizadores apelarem à Imprensa para se envolver cada vez mais na campanha de combate ao tabagismo no país através de dissiminação de mensagens, apelando primeiro pela ratificação na Assembleia da República do primeiro tratado internacional assinado por quase todos os países do mundo, sendo Moçambique em Junho de 2003 durante Assembleia Mundial de Saúde em que se comprometeram em criar leis que controlam a produção, comercialização e consumo de tabaco tal como estabelece a convenção de quadro de controlo ao tabaco.

Para inverter a tendência para o grande consumo do tabaco, a OMS apela para que a Assembleia de República de Moçambique ratifique a convenção sobre Tabaco para que o país passe a possuir um instrumento jurídico de combate ao tabaco através de proibição da sua produção, comercialização, consumo e banimento de publicidade feita pelas indústrias fomentadoras que continuam a persuadir as pessoas para consumirem o tabaco apesar do perigo que representa para a saúde pública.

Governo deve fomentar outras culturas de rendimento

Por seu turno, a AMOSAPU, pela voz de Francisco Cabo, diz que o sucesso do combate ao tabagismo no país passa pelo Governo fomentar outras culturas de rendimento e não de tabaco tal como está a acontecer neste momento.

“O tabaco para além de ser um problema para a saúde pública tem um impacto negativo na sociedade e na economia nacional, uma vez que mutila e mata quadros superiores e chefes de famílias, deixando muitas crianças órfãs”, disse  Francisco Cabo.

“O seu cultivo cria danos ambientais nos solos”, acrescentou.

Disse ainda que “numa área onde já se cultivou tabaco os solos  ficam danificados, daí que depois já não serve para a produção de outros produtos agrícolas”.

“Temos exemplos de Zimbabwe e Malawi que no passado apostaram na produção de tabaco e ficaram com os seus solos completamente danificados e hoje em dia estão a passar por momentos críticos em matéria de alimentação “, sublinhou Francisco Cabo.

Dados estatísticos do Ministério da Agricultura (MINAG) indicam que neste momento a produção de tabaco envolve mais de 150 mil famílias em todo o país.

Anualmente, ainda de acordo com os dados, o país produz cerca de 60 mil toneladas que são exportadas para países como África do Sul, Alemanha, França, Holanda, Inglaterra, Dinamarca, Argentina, Brasil e Costa Rica.

No total, segundo o Ministério da Agricultura, a indústria tabaqueira em Moçambique emprega 7.230 trabalhadores entre permanentes e sazonais.

Refira-se que, de acordo com os dados da OMS, em todo o mundo morrem, por ano, mais de seis milhões de pessoas por consumo de tabaco, dos quais 70% das mortes ocorrem em países em via de desenvolvimento, incluindo Moçambique.

Segundo a OMS, dos seis milhões da vítimas mortais por causas derivadas do consumo de tabaco mais de 80% são consumidores passivos.

ornalistas ameaçados com armas para não reportar tomada de posse do Comandante da PRM

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O novo comandante provincial da PRM na Zambézia, Weng San, tomou posse quinta-feira em Quelimane, em substituição de Lourenço Catandica, num acto que não contou com a presença da imprensa.

Os agentes do comando provincial da Polícia da República de Moçambique na Zambézia foram instruídos para impedir o acesso dos jornalistas no acto de transmissão de poderes, do anterior para o novo comandante da PRM.

Entretanto, o Vice Comandante-Geral da PRM, Jaime Basílio, que dirigiu a cerimónia de transmissão de poderes, deplorou a atitude tomada pelo comando provincial de impedir a presença da imprensa na tomada de posse do novo comandante da corporação.

O número dois do comando geral, fez este pronunciamento quando se apercebeu que jornalistas que se fizeram ao local da tomada de posse foram ameaçados com armas de fogo, alegadamente por estarem a cumprir uma ordem que se supõe que seja do anterior comandante.

Porque a cerimónia de tomada de posse foi à porta fechada, a informação oficial da nomeação de Weng San para o comando provincial, e a cessação de Lourenço Catandica, foi tornada pública seis horas depois, no aeródromo de Quelimane pelo vice Comandante-Geral, momentos antes de embarcar de regresso a Maputo.

Jaime Basílio assumiu ter constatado com estranheza a ausência de jornalistas, uma vez que fazia parte da sua agenda interagir com a imprensa que considerou de parceiros, no combate ao crime.

Bandidos aterrorizam Namutequeliua com catanas

Bandidos aterrorizam Namutequeliua com catanas

Um grupo de malfeitores, armados com catanas e facas, criaram terror na madrugada desta quinta-feira no bairro de Namutequeliua, um dos mais populosos da cidade de Nampula.

Como consequência, várias residências foram assaltadas, e seus moradores molestados, sendo que o caso mais grave deu-se numa residência cujo proprietário, seu filho e um guarda foram espancados, a tal ponto que necessitaram de receber tratamento hospitalar.

O caso deu-se de madrugada, quando toda a família estava a dormir, e que de repente começaram-se a ouvir gritos e choros da vizinhança.

“Foi por volta das duas horas de madrugada, quando fomos surpreendidos por nove indivíduos. Na altura o nosso guarda pediu socorro e disse que indivíduos estranhos estavam a penetrar-se no nosso quintal. Entretanto, quando ele vem ter connosco, já vinha com um dos malfeitores, e quando me apercebi, gritei socorro e estavam a entrar mais. Portanto, o vizinho apercebeu-se e procurou vir para cá para ver se nos socorria. Então foi neutralizado, foi espancado, teve fractura no ombro e no pé, e o empregado dele também levou uma catanada e levou pontos no pé e nos dedos”, contou um dos moradores que pediu anonimato.

Duas moradoras da zona, nomeadamente Isabel de Sousa e Teresa Boxe, disseram que esta situação preocupa a comunidade inteira e que não é a primeira que isso ocorre, provocando uma situação de permanente insegurança.

O chefe da secção de imprensa no comando provincial da PRM em Nampula, Miguel Bartolomeu, apelou aos cidadãos para colaborarem com a polícia na denúncia dos malfeitores.

Rapto e assassinatos na Beira: PGR investiga soltura de indiciados

Rapto e assassinatos na Beira: PGR investiga soltura de indiciados

A Procuradoria da República recolheu ontem do Tribunal Judicial de Sofala um processo-crime para reavaliação do caso de assassinato de duas crianças registado este ano em Macurungo, bairro da cidade da Beira, depois de o juiz da causa ter restituído no domingo passado à liberdade os dois principais suspeitos, alegadamente por não pronúncia.

Segundo o jornal Notícias, trata-se de um infanticídio que agitou o país no dia 22 de Fevereiro último, em que dois menores que em vida respondiam pelos nomes de Augusto Luís Julai e Oseias Arão dos Santos, de 11 e 10 anos de idade, respectivamente, foram raptados, assassinados e enterrados na mesma cova, no interior de uma obra, no quintal da residência dos arguidos.

Dados disponíveis indicam que o despacho do magistrado do Ministério Público apontava que os réus Ricardo Jemuce e Juvêncio Guambe deviam enfrentar a barra de justiça para uma punição exemplar, mas o juiz João Mchuembo entendeu que os visados deviam aguardar em liberdade, tendo o mandado de soltura sido lavrado pela 6.ª Secção Criminal com os números 211 e 212/2012, respectivamente.

Lê-se num dos mandados que “observadas as formalidades legais, que seja solto da Cadeia Central da Beira o réu Ricardo João Jemuce, solteiro de 26 anos de idade, mestre eléctrico, filho de João Jemuce e de Maria Madzemuce, natural da cidade da Beira e residente antes da prisão no 7.º Bairro-Matacuane, na cidade da Beira, província de Sofala, por não ter sido pronunciado, devendo os autos aguardar a produção de melhor prova, fazendo jus ao dispositivo no artigo número 345, ex vi 367, ambos do CPP, porque o réu se encontra preso e ser imediatamente posto em liberdade por despacho de 30 de Julho de 2012”. O mesmo teor consta do mandado de Juvêncio Alexandre Guambe.

Entretanto, na fase da instrução deste processo constava uma declaração assinada pelo punho dos próprios acusados, que confirmavam o seu envolvimento directo no assassinato daqueles dois menores, no qual também subtraíram das vítimas órgãos genitais supostamente para fins de superstição.

O facto, na versão de familiares dos defuntos, nomeadamente Luís Julai e Alda Arão, esta última membro da 5.ª Unidade Especial da Força de Intervenção Rápida (FIR) na Beira, prova inequivocamente o envolvimento dos suspeitos no caso.

Por conseguinte, o advogado de defesa das vítimas também não se conforma com esta decisão do juiz, numa altura em que continua detido apenas Nelson Gentino, indiciado como raptor dos menores em causa.

Jovem mãe estrangula até a morte filha de um ano de idade e sofala

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Uma jovem mãe, 21 anos de idade, encontra-se recolheu às celas do comando da PRM do Búzi, em Sofala, indiciada de ter estrangulado a sua própria filha, Isabel Manuel, de um ano de idade.

Fonte policial, citada pelo jornal Diário de Moçambique (DM), afirmou que a progenitora justificou o cometimento do crime, ocorrido no mês de Junho, como forma de se livrar da filha que, segundo a encarcerada, andava sempre doente.

“Ela alega ter estrangulado a sua filha porque andava sempre doente. Depois do assassinato, a mãe abandonou o corpo na machamba, mas este viria a ser descoberto mais tarde por vizinhos, que apresentaram a queixa às autoridades”, disse Sididi Paulo, oficial de imprensa no comando provincial da PRM de Sofala.

A oficial revelou na ocasião que em Chibabava, encontra-se detido Joaquim Silva, de 25 anos de idade, indiciado de ter espancado a sua esposa à paulada até à morte. O facto ocorreu na localidade de Hode, na residência do casal. Em vida, a vítima respondia pelo nome de Essita Muchanga e tinha 22 anos de idade. “O detido alega ter cometido o crime por motivos passionais”.

Já na vila sede distrital de Marromeu, desconhecidos munidos de instrumentos contundentes, assassinaram uma anciã de 57 anos de idade, que em vida respondia pelo nome de Páscoa Castenha.

“Os bandidos, ainda a monte, introduziram-se na residência da finada, tendo-a espancado em seguida  com recurso a instrumentos contundentes até à morte.

Descoberto ferro em tete

Descoberto ferro em tete
Cerca de cinco milhões de reservas de ferro-vanádio e titânico foram descobertos e inventariados durante as actividades de prospecção e pesquisa levadas a cabo pelo Ministério do Recursos Minerais na província de Tete, segundo a ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias, na abertura do Conselho Coordenador a decorrer em Moatize.

Segundo o jornal Notícias, a titular da pasta dos Recursos Minerais revelou que neste momento decorrem trabalhos de conclusão do estudo de pré-viabilidade a ser finalizado ainda este ano, contemplando a construção de uma fábrica de fundição de ferro na zona de Tenge, a cerca de 50 quilómetros da cidade de Tete.

“Em 2016 prevê-se, então, o lançamento da indústria pesada de produção de ferro e aço em Moçambique, com um investimento de 690 milhões de dólares norte americanos”, disse Esperança Bias.

A ministra dos Recursos Minerais assegurou que até finais deste ano serão concluídos os estudos de viabilidade técnico-económica para a exploração dos fosfatos de Evate no distrito do Monapo, na província de Nampula, e da sua utilização num complexo químico para a produção de fertilizantes, que poderá vir a ser construído em Nacala, através de um investimento de cerca de 3 biliões de dólares norte-americanos.

Referindo-se sobre a indústria extractiva do jazigo de carvão, Esperança Bias revelou que desde 2007 para cá foram atribuídas quatro concessões mineiras para a extracção de carvão na província de Tete. O empreendimento de Moatize iniciou a produção e exportação de carvão no segundo semestre de 2011 e até ao final do primeiro trimestre deste ano, 2012, o valor da produção superou 2 milhões de toneladas.

“Este valor é mais do que o triplo da produção anual desde sempre alcançada em Moçambique, no tempo das extintas Companhia Carbonífera de Moçambique e Carbomoc, Empresa Estatal. Este ano, testemunhámos a inauguração do empreendimento de Benga e durante o primeiro trimestre de 2012 foram produzidas neste empreendimento 250.000 toneladas de carvão, das quais 34.000 foram exportadas”, referiu a ministra dos Recursos Minerais do nosso país.

A pesquisa de carvão, segundo a titular da pasta dos Recursos Minerais, está em fase avançada em outras áreas tituladas com licenças de prospecção e pesquisa, a destacar para novas concessões mineiras a serem atribuídas para os projectos do Zambeze e Ncondedzi, assim como para as áreas de Revubue e Cahora Bassa.

O Estado, através da Empresa Moçambicana de Exploração Mineira (EMEM, S.A.), realizou este ano a sua participação de 5 por cento como accionista no empreendimento de Moatize e está presentemente a ser negociado o mesmo nível de participação na empresa do empreendimento de Benga.

“É nosso objectivo garantir uma participação moçambicana, mesmo se minoritária, nos grandes empreendimentos do sector, incluindo de carvão e de hidrocarbonetos. Através destes desenvolvimentos, Moçambique poderá, dentro de poucos anos, atingir uma capacidade de produção anual de 50 milhões de toneladas, com um volume anual de exportações de mais de 5 biliões de dólares norte-americanos”, indicou Esperança Bias.

Helena Taipo exonera directora-geral do INSS

Helena Taipo exonera directora-geral do INSS
A Miistra do Trabalho, Helena Taipo, determinou, ontem, em Maputo, a cessação imediata de funções da directora-geral do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), Rogéria Muianga, no quadro das medidas de reorganização accionadas na sequência dos alegados casos de má gestão naquela instituição.

Um comunicado sobre a matéria recebido ontem na nossa Redacção não fornece detalhes sobre as eventuais provas ou evidências do envolvimento de Rogéria Muianga nos aludidos desmandos na gestão do INSS, fundamentando a decisão no disposto nas Normas de Organização e Direcção do Aparelho Estatal Central e pelo Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado.

A decisão de Helena Taipo surge poucos dias depois do anúncio da submissão à Procuradoria-Geral da República (PGR) dos resultados do inquérito levado a cabo pela Inspecção das Finanças ao INSS, de modo a aferir o grau de envolvimento tanto de Rogéria Muianga como de Inocêncio Matavele, este último Presidente do Conselho de Administração daquela instituição, nos casos de gestão danosa do património do INSS.

Sobre este procedimento, o Ministro das Finanças, Manuel Chang, esclareceu que a inspecção levada a cabo pela sua instituição produziu resultados que indiciam os visados de acções passíveis de procedimentos disciplinar e criminal, para o que deixou claro que para cada caso será solicitada a intervenção das autoridades competentes.

Os problemas do INSS vieram à superfície com a intenção manifesta do Conselho de Administração da instituição de adquirir um imóvel para o respectivo presidente no valor de um milhão de dólares norte-americanos, bem como de um concurso problemático publicitado na comunicação social para a selecção de uma empresa fornecedora de material de propaganda do INSS no valor de 25 milhões de meticais.

Tal concurso, recorde-se, viria a ser ganho pela empresa Mtuzi Investimentos, Lda., apesar de as suas propostas serem superiores àquelas apresentadas por outras firmas que também concorreram.

Outra fonte de suspeição foi a adjudicação de uma empreitada avaliada em sete milhões de meticais para a reabilitação duma moradia, algures na cidade da Matola, destinada à directora-geral da instituição.

Taxas de juro devem ser reduzidas em Moçambique

Taxas de juro devem ser reduzidas em Moçambique
As taxas de juro praticadas em Moçambique dispõem de espaço para virem a reduzir-se a fim de garantir mais financiamento ao sector privado sem que tal afecte a competitividade e a estabilidade do mercado, afirmou o administrador do Banco de Moçambique Valdemar de Sousa.

O banco central cobra actualmente uma taxa de juro aos bancos comerciais de 11,5% ao abrigo da facilidade permanente de cedência de liquidez e a banca comercial concedia, até Junho passado, empréstimos a um ano à taxa de 22,45% e remunerava os depósitos igualmente a um ano à taxa de 13%.

Citado pelo diário Notícias, de Maputo, o administrador e porta-voz do Banco de Moçambique disse que apesar da instituição financeira ter continuado a relaxar a sua política monetária no segundo trimestre deste ano, as taxas de juro a retalho não tiveram uma redução esperada.

As medidas tomadas pela Comissão de Política Monetária tinham como objectivo garantir uma evolução favorável dos principais indicadores económicos e financeiros da conjuntura interna, com destaque para a tendência a curto e médio prazos da inflação e de outros indicadores macro-económicos, incluindo os factores de risco prevalecentes na economia doméstica.

Por outro lado, a redução das taxas de juro de intervenção no mercado interbancário tem vindo a ser acompanhada por uma desaceleração das demais taxas no mercado monetário interbancário, como são os casos das taxas de juro dos leilões dos bilhetes de tesouro para as maturidades 91, 182 e 364 dias, bem como da taxa de juro média das permutas de liquidez entre as instituições de crédito do mercado primário.

Tanzanianos suspeitos de tráfego de drogas fazem exames no HCM

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A polícia deteve ontem no Aeroporto Internacional de Maputo sete individuos de nacionalidade tanzaniana por suspeita de transporte de drogas nos seus estómagos.

Esta manhã, os suspeitos foram levados para o Hospital Central de Maputo onde deverão ser submetidos a exames médicos, uma vez que há fortes indícios de que transportam grandes quantidades de ampolas de droga pesada no corpo.

Fontes da Rádio Moçambique dissseram que as suspeitas tem como base o facto de, durante toda a viagem, que pode ter iniciado no Brasil, os suspeitos não terem consumido qualquer alimento. Por outro lado, os seus passaportes têm registadas várias passagens por diferentes países sul-americanos e asiaticos.

As mesmas fontes revelaram que, quando foram abordados, um deles revelou que o destino final do grupo era a Índia.

As bagagens dos sete suspeitos encontram-se na posse das Âlfandegas para a necessária triagem.

Sociedade Interbancária de Moçambique vai entrar em funcionamento ainda este ano

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A Sociedade Interbancária de Moçambique (Simo) vai ser uma realidade não obstante os atrasos registados na sua entrada em funcionamento, garantiu em Maputo o administrador e porta-voz do Banco de Moçambique Valdemar de Sousa.

Citado pelo matutino Notícias, de Maputo, o administrador disse estar em curso a interligação da rede dos bancos comerciais que operam no país numa rede única sendo possível prever que a Simo entre em funcionamento ainda este ano.

A Simo foi lançado em Junho de 2011 com o objectivo de reduzir os custos de transacções financeiras, através de um programa tecnológico de unificação do sistema electrónico dos bancos comerciais.

A Sociedade Interbancária de Moçambique, uma empresa participada pelo Banco de Moçambique em 51% e pelos bancos comerciais com 49%, consiste na partilha de ATM (“automated teller machines”) e POS (“points of sale”) dos bancos comerciais, sem que isso implique perda de rendimento para as instituições e os clientes possam aceder a esses serviços a custos mais baixos.

A ideia de criação da Simo ganhou uma maior dinâmica em 2008, quando o Banco de Moçambique contratou uma empresa para o assessorar no processo, com o objectivo de avaliar a situação da máquina económica em Moçambique e apurar as principais formas de tomar uma direcção em que os bancos, em conjunto, pudessem criar um mecanismo em que o cidadão pudesse ter melhor acesso aos serviços bancários.

Actualmente, operam em Moçambique 17 instituições bancárias, a maioria das quais com capitais portugueses.

Estado deve dinheiro aos trabalhadores de empresas de construção de estradas

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O Estado moçambicano deve dinheiro aos trabalhadores de empresas de construção e manutenção de estradas e pontes, segundo confirmou ontem o Ministério das Obras Pública e Habitação (MOPH).

A dívida é orçada em 431 milhões de Meticais, valor é referente à indemnização dos funcionários da ECMEP, uma empresa em vias de extinção e para o pagamento dos salários em atraso.

Marcelino Armando, porta-voz do conselho coordenador do MOPH, reconheceu que a dívida preocupa o Governo e, sem revelar as datas e muito menos a proveniência, a fonte disse que o Estado está a envidar esforços para amortizar a dívida.

Os trabalhadores da Empresa de Construção e Manutenção de Estradas e Pontes (ECMEP), em todas as capitais provinciais estão, desde 2008, a exigir o pagamento de salários em atraso e indemnizações.

Em Setembro de 2011, dirigiram uma carta ao Primeiro-ministro, Aires Ali, a manifestar o seu descontentamento junto do Governo pela morosidade na tomada de decisões para a resolução dos seus problemas. Na carta os trabalhadores pediram ao Executivo para encontrar soluções definitivas.

«Se o Governo retarda a tomada de uma decisão, as dívidas vão-se multiplicando, e a nossa situação também se vai complicando, pondo em causa as nossas vidas», alertaram os trabalhadores.

Na carta dirigida ao Executivo moçambicano os trabalhadores exigiam para além das indemnizações o pagamento dos 13 meses de salários em atraso. A ECMEP é uma empresa detida em 100% pelo Estado.

Entretanto, a delegação da ECMEP em Tete, conta que o problema dos pagamentos de salários é consequência da centralização, questionando «porquê a centralização numa empresa Estatal, se o próprio Estado está a descentralizar os serviços?».

Um relatório de contas ao nível da província de Tete, citado pelo site PNN, refere que a ECMEP registou uma produção de 28.391.809,45 meticais em 2008 contra 23.797.655,94 meticais em 2007.

«Em 2009 produzimos 36.536.001,72 meticais, uma tendência de crescimento quando comparamos as receitas dos anos anteriores. O problema é da gestão do dinheiro e não de défice de produção», acusam os trabalhadores.

Assaltantes baleiam duas pessoas em Inhagoia

Assaltantes baleiam duas pessoas em Inhagoia
A vizinhança acompanhou os momentos de terror, mas, na tentativa de intervir, foi intimidada com ameaças à arma de fogo.

Indivíduos até aqui desconhecidos – ainda à monte – assaltaram, na madrugada de quarta-feira, uma casa no bairro de Inhagoia “B”, na cidade de Maputo, e retiraram somas não quantificadas de dinheiro. No mesmo acto, os malfeitores balearam dois membros da família.

Consta que tudo começou por volta da uma hora da madrugada de quarta-feira, quando cerca de 10 indivíduos invadiram a referida casa,  arrombando as portas e torturando todos os residentes da mesma, por sinal de origem burundesa, exigindo dinheiro.

Devido à resistência de alguns membros da família, os assaltantes entraram nos compartimentos da casa com armas de tipo pistola e balearam dois membros da família, tendo atingindo um no braço e ao outro na barriga.

Jovem rouba bebé em Inhambane

Bebé - Meramente Ilustrativa
Uma jovem de 26 anos de idade está a contas com a polícia na cidade de Inhambane, indiciada de roubo uma criança de apenas uma semana de vida.

Sarita Francisco, nome da jovem, simulou estar grávida durante nove meses, ludibriando não só o marido como também os demais familiares e a vizinhança, que só se deram conta do logro quando a ladra foi detida pelas autoridades policiais.

Durante a suposta gravidez, Sarita Francisco frequentava a maternidade com a naturalidade de uma futura mãe, apenas com o objectivo de identificar uma parturiente que, aos seus olhos, apresentasse características de presa fácil para cair nos seus intentos.

É assim que, fazendo-se passar por tia, Sarita ia frequentemente visitar a sua presa, levando consigo alguns mantimentos, enquanto aguardava o dia do parto.

Um dia depois do parto, a mãe do recém-nascido teve alta, oportunidade encontrada pela ‘tia’ Sarita para apoderar-se do bebé, fora da unidade hospitalar.

O plano consumou-se no mercado da Mafureira, na cidade de Inhambane, onde Sarita Francisco, desapareceu com o infante. Ela simulou que ia comprar bolachas e sumo, para aliviar a fome da parturiente, que ficou plantada por longo tempo na paragem.

Desconfiando que algo de mau teria acontecido, a mãe regressou à maternidade para reportar o desaparecimento do seu bebé. Feitas as necessárias deligências, Sarita Francisco é neutralizada no hospital uma semana, quando levava o bebé para a vacinação.

A porta-voz do comando provincial da PRM em Inhambane, Edna Macuácua, disse que o processo está momento a seguir os seus trâmites legais, para responsabilizar criminalmente a autora.

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