Politica Sibindy anuncia candidatura para presidenciais

Sibindy anuncia candidatura para presidenciais

O Presidente do Partido Independente de Moçambique (PIMO-Bloco de Oposição Construtiva), Yá-Qub Sibindy, anunciou ontem a sua intenção de concorrer às eleições presidenciais deste ano. Falando em entrevista ao “Notícias”, revelou, igualmente, que a formação política que dirige vai se candidatar às legislativas e assembleias provinciais, em todos os círculos eleitorais.

Yá-Qub Sibindy disse que já tem manifesto de governação e que na próxima segunda-feira, dia 13 de Janeiro corrente, parte para Paris, França, num périplo que o levará também à Coreia do Sul e Dubai, em busca de parcerias para sustentabilidade do manifesto.

No quadro do manifesto, disse que a estratégia de cooperação é o triângulo de desenvolvimento, em que figuram, nomeadamente, os recursos nacionais, a tecnologia ocidental e os fundos árabes.

“Vamos trabalhar ao longo do processo pré-votação para trazer os parceiros num frente a frente em Moçambique”, disse, explicando que a cooperação com o mundo árabe será materializada através de fundos ligados a investimentos na banca e no sector petrolífero. O objectivo, segundo o Presidente do PIMO-Bloco da Oposição Construtiva, é criar parcerias dentro do país com a banca nacional e islâmica, num projecto em que também deverá entrar a banca ocidental, representada pela Islamic, American Banking Association (IABA), com sede em Washington, Estados Unidos da América.

Revelou que a IABA vai realizar a sua conferência constitutiva em Moçambique entre os meses de Março e Maio, devendo o país tornar-se sede financeira da organização. Disse que a escolha de Moçambique para sede financeira daquela organização deve-se ao facto de o país ser detentor de recursos económicos de grande importância, assumir uma posição geo-estratégica na região e tido no exterior como o mais seguro na zona.

No âmbito do projecto, disse, empresas ocidentais, lideradas pela Coreia do Sul, deverão se instalar no país. Yá-Qub Sibindy afirmou que o seu partido possui, neste quadro, projectos de infra-estruturação da indústria hoteleira a partir da Baía de Pemba e de construção duma linha férrea eléctrica que juntará os corredores norte, centro e sul, apelidada de “coluna vertebral de aço da unidade nacional”.

A agricultura é também um dos projectos a serem implementados com fundos já assegurados, segundo a fonte. Espera-se, de acordo com Yá-Qub Sibindy, o desenvolvimento dum projecto de reforma agrícola, onde se prevê a instalação de indústria de transformação de produtos abastecida pelo sector familiar.

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O Presidente do PIMO-Bloco de Oposição Construtiva explicou que as empresas que serão instaladas no país têm a consciência de que a terra é propriedade do Estado, daí que não haverá lugar à sua usurpação. Os camponeses serão formados e apoiados para que estes possam produzir no compromisso de fornecerem a sua produção às fábricas a serem instaladas para efeitos de transformação e não serão colocados em terras áridas.

Prevê-se com o projecto agrícola uma produção baseada em três campanhas por ano. As campanhas serão sustentadas a partir do aproveitamento da água dos rios que normalmente têm registado cheias ou inundações. Segundo explicou Yá-Qub Sibindy, a água deverá ser desviada para zonas áridas onde será armazenada para o suporte das campanhas agrícolas.

Projecta-se, igualmente, no âmbito do triângulo, segundo aquele dirigente político, a construção dum canal de navegação a partir do Chiveve, na cidade da Beira, até Nhamatanda, que deverá aliviar a capital provincial de Sofala em caso de ocorrência dum eventual “tsunami”. Disse que o projecto de construção de canal deverá criar milhares de empregos, pois serão instaladas indústrias essencialmente viradas ao fomento turístico.

Yá-Qub Sibindy também revelou que no âmbito da cooperação com a Coreia do Sul deverão ser construídas cidades modernas adaptadas à realidade actual de desenvolvimento. Disse que no âmbito da sua deslocação à Coreia do Sul deverá ser assinado um contrato (memorando) que visa trazer ao país especialistas locais (cérebros), encarregues de elaborar um plano, dentro do qual será produzido um cartão de tesouro do Estado, cujo portador será o Presidente da República.

Trata-se, segundo explicou, dum cartão contendo informação sobre os recursos de que o país dispõe. Aliás, Sibindy disse que vai à Coreia do Sul pedir apoio para a elaboração dum estudo sobre global sobre os recursos existentes em Moçambique.

“Trata-se de projectos realizáveis, que contam com fundos garantidos. É um esforço do PIMO-Bloco de Oposição Construtiva no quadro da contribuição para o desenvolvimento do país. Queremos criar uma sociedade económica denominada capitalismo social”, disse.

Refira-se que Yá-Qub Sibindy tem-se estado a propor, desde 1995, uma série de iniciativas visando o desenvolvimento do país, naquilo que considera viragem da página para uma democracia de desenvolvimento sustentável e não de confrontação.

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