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Quarta-feira, Abril 29, 2026
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“Ninguém criou a Marrabenta” – Rui Laranjeira

“Nem Dilon, nem Fany Mpfumo, ninguém inventou a Marrabenta” está é a grande novidade que o escritor moçambicano, Rui Laranjeira, trás na sua obra Marrabenta: Sua Evolução e Estilização – 1950 – 2002. A obra foi publicada ontem, 18 de Fevereiro, na Galeria do BCI – Espaço Joaquim Chicana, em Maputo.

Com 167 páginas, o livro traz o conceito da Marrabenta assumindo – de forma clara – que o criador do género é o povo.

A obra traça-nos o percurso da Marrabenta ao longo de 1950 à 2002, baseando-se em análises e investigações conjunturais que incluem aspectos políticos, culturais, religiosos, sociais e económicos. É na base desses factores que o autor busca ferramentas para explicar a origem, a estilização e a evolução do género no país.

De acordo com Rui Laranjeira, a obra é resultado de todas as discussões feitas pelos que dizem ser mentores da Marrabenta. Para si, “nem os músicos Dilon Ndjindji, Xidiminguana e outros, que ainda insistem em atribuir-se a paternidade da Marrabenta, não são os autores desse estilo musical”.

“Cada um tem a sua linhagem e estilo dentro da Marrabenta, mas a dança em si, é do povo”, diz Laranjeira que acrescenta que mesmo o conceituado músico Fany Mpfumo não foi o criador, mas sim é o “rei da Marrabenta”.

Por sua vez, e escritor e docente universitário Francisco Noa afirma que a Marrabenta surgiu despercebidamente no país. “Ninguém criou este género. Nascemos e encontramo-lo e vamos deixá-lo”.

A Marrabenta é um género musical nacional que vem acompanhando a história de Moçambique nos últimos 70 anos. Primeiramente conquistou o espaço e dançarinos nas zonas urbanas, e até a década de 1960, no período colonial, já tinha se popularizado, com mais ênfase na zona sul do país. Hoje a Marrabenta faz parte da cultura e das danças tipicamente moçambicanas e, é, segundo os estudos, um património imaterial.

Ferroviário de Maputo confirma a contratação de Vítor Pontes

O técnico português Vítor Pontes vai orientar o Ferroviário de Maputo com vista o alcance dos objectivos traçados para a presente época futebolística. Aquela colectividade quer acabar com o jejum de quatro anos sem ganhar títulos.

Depois de várias incertezas, que culminaram com a ida da equipa principal de futebol ao estágio pré-competitivo em Namaacha sem a figura de treinador, o Ferroviário de Maputo confirmou, finalmente, a contratação do técnico português Victor Pontes.

De acordo com Delfino Aleluia, vice-presidente daquela colectividade para a alta competição, a quem lhe foi incumbindo o anúncio à imprensa, Victor Pontes vai assumir o comando técnico daquele emblema com olhos postos no título.

“Os 14 meses de experiência no futebol moçambicano são bastantes para se exigir dele a conquista do título nacional. Ele é competente e reúne todas as qualidades que achámos necessárias para se devolver a mística desta marca que é o Ferroviário”, afirmou Delfino.

“Temos capacidade de vencer o Moçambola”

Falando pela primeira vez à imprensa na qualidade de treinador do Ferroviário de Maputo, Victor Pontes não escondeu o desejo de conquistar o Moçambola com a locomotiva, todavia lembrando a época brilhante que fez ao serviço do Chibuto.

Contudo, avança o técnico, “caso não se concretize esse objectivo, não há que considerar que houve fracasso”, em virtude de muitas equipas lutarem pelo mesmo propósito. “Nós vamos demonstrar que temos capacidade de lutar pelo título e de estar no comboio das posições cimeiras ao longo da prova”, assegurou Victor Pontes.

De 55 anos de idade, natural de Leiria, em Portugal, Vítor Manuel Pereira Pontes será coadjuvado, nos próximos dois anos, pela dupla da “casa” Danito Nhampossa e Víctor Magaia.

Chuva desaloja mais de 10 mil pessoas em Moçambique

A chuva que cai em Moçambique, sobretudo nas regiões Centro e Norte, desde Outubro passado a Fevereiro deste ano, já destruiu na totalidade 1.034 casas, aruinou parcialmente outras milhares e deixou ao relento mais de 10.300 pessoas, segundo o Governo.

A informação foi avançada pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Herinque Banze, no fim da quarta Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, que decorreu nesta terça-feira (18).

Segundo o governante, a chuva também destruiu parcialmente mais de cinco mil casas e sete unidades sanitárias. Ainda no que se refere as infra-estruturas, 262 salas de aulas e 11 casas de culto ficaram afectadas.

Por outro lado, a situação provocou o surto de diarreias que neste momento rondam os dois mil casos detectados e que já causaram a morte de cinco cidadãos. Entretanto, o número de óbitos parace não ser real, pois em Nampula, onde já há surto de cólera (felizmente sem relatos de mortes), segundo a Direcção Provincial de Saúde, as dirreias agudas mataram 18 pessoas, desde início deste ano, e 12.535 indivíduos estão contaminados.

Herinque Banze, pdisse que as cinco pessoas referidas pelo Governo morreram em Nampula devido ao mesmo problema. Enquanto isso, as províncias de Nampula, Zambézia, Tete e Niassa são as mais afectadas. Para minimizar a situação a doença, o Governo tem apostado na monitoria da queda da chuva e divulgação da informação sobre a prevenção de doenças em alusão.

Governo e Renamo devem enterrar o machado de guerra “de uma vez por todas” – Tomaz Salomão

O antigo secretário executivo dos Países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), e membro sénior do partido Frelimo, Tomaz Salomão, lançou um apelo ao Governo moçambicano e à Renamo, para porem fim ao espectro de guerra no País.

Tomaz Salomão disse estar encorajado pelos consensos recentemente alcançados na mesa das negociações entre as partes em contenda, desafiando para que façam tudo “para que, de uma vez por todas, o machado de guerra seja, definitivamente, enterrado e as armas se calem, para sempre em Moçambique”.

Aquele antigo dirigente do Estado moçambicano falava durante uma palestra subordinada ao tema “Preparando as mulheres e os homens para o Desafios do Amanhã”, organizado pela Universidade Politécnica, esta segunda-feira em Maputo.

A história do nosso continente, segundo Tomaz Salomão, mostra que em vários países, enquanto os nacionais lutam entre si, mutilam-se e se matam, há os que vão tirando benefício e partido desta situação.

Acusou “alguns” que não mencionou de estarem a estimular a guerra, por via da venda de armas e munições, para assim poderem continuar a extrair “os nossos recursos nacionais e, enquanto nós ficamos mais empobrecidos, as desigualdades se agravam e a justiça social não passa de uma miragem”.

O antigo governante moçambicano disse, por outro lado, que esta é uma das razões por que “somos qualificados, por esses mesmos instigadores e outros beneficiários, legais e ilegais dos nossos recursos, como incapazes e incompetentes, de resolver as diferenças e os diferendos entre nós”.

Indicou, como exemplo, a situação que ocorre na RD Congo, RC Africana, Sudão do Sul, Somália, Mali, entre outros países.

“Moçambique vai ainda a tempo de evitar este cenário, triste e desumano, mortífero e inaceitável, e já demos provas no passado de que somos capazes de o fazer. A oportunidade é agora”, acrescentou.

Reclusos recusam-se a voltar às celas e provocam tiroteio em Maputo

Os reclusos detidos no Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Maputo recusaram-se na tarde desta segunda-feira a regressar às celas após o habitual banho de sol, em protesto às más condições de reclusão a que estão sujeitos. A súbita recusa criou uma enorme confusão que a Polícia foi abrigada a disparar, criando pânico nas imediações.

A Polícia da República de Moçambique, através do seu porta-voz, veio a público, esta terça-feira, dizer que houve uma manifestação de reclusos, que logo após o término do banho de sol recusaram-se a voltar às celas, reivindicando melhores condições de reclusão.

O porta-voz do Comando Geral da Polícia, Pedro Cossa, disse à Imprensa que o alvoroço havido nesta segunda-feira e que desestabilizou o Comando da cidade por cerca de duas horas foi protagonizado por sete reclusos desarmados.

Cossa explicou aos jornalistas que os reclusos recusaram-se a voltar às suas celas, o que criou desentendimento completo com os agentes que estavam de serviço.

“Depois do banho solar, sete prisioneiros desacataram a ordem de condução às celas, o que obrigou os agentes a dispararem gás lacrimogéneo e balas de borracha.”

O porta-voz da PRM avançou que os reclusos reclamavam por melhores condições, o que levanta a ideia de que os mesmos vivem em condições desumanas e que são vítimas de maus tratos por parte da Polícia.

“Não houve troca de tiros, os reclusos não estavam armados. A Polícia é que usou balas de borracha para os que se mostraram mais violentos”, adiantando ainda que “os reclusos reclamavam melhores condições e disseram que preferiam estar encarcerados na Cadeia de Máxima Segurança, vulgo BO.”

Sobre as prováveis vítimas desta agitação a Polícia diz que apenas houve “danificação de alguns meios de vigilância entre outros móveis”, concluiu Pedro Cossa.

Jovem mata irmão e corta língua e orelha em Manica

A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve um jovem de 21 anos, que matou o seu irmão para supostamente extrair a língua e a orelha, no distrito de Mossurize, província de Manica.

Trata-se de Mundoi Saimone Muiambo, residente do bairro Matoconha, localidade de Mupengo, que com recurso a uma enxada desferiu golpes na cabeça do irmão, Quefasse Saimone Muiambo, 27 anos, para lhe extrair a língua e a orelha, para fins supersticiosos.

Segundo o porta-voz do Comando provincial da PRM em Manica, Vasco Matusse, depois do crime, o autor tentou, sem sucesso, fugir para a República da África do Sul. A sua detenção contou com a colaboração das autoridades comunitárias.

De acordo com Matusse, foi instaurado um processo contra o criminoso e já se encontra na procuradoria local para averiguação do mandante do crime.

Anciã morta em Guro

Ainda neste fim-de-semana, uma anciã que em vida respondia pelo nome de Ana Paula, 60 anos, foi morta a pauladas por um cidadão identificado por Dias Suiti Charles, por disputa de uma esteira.

Segundo Matusse, o caso deu-se no distrito de Guro, pelas 4 horas de madrugada, no povoado de Chigoza, onde o autor do crime teria agredido, usando sapato, a vítima.
Portanto o cidadão indiciado já se encontra sob custódias policiais.

Familiares de reclusos que morreram de fome avançam queixa-crime contra Benvinda Levi

Os familiares dos 16 reclusos que morreram no ano passado vítimas de fome no Centro Penitenciário de Mieze, na província de Cabo Delgado, ameaçam processar a ministra da Justiça, Benvinda Levi, e o director-geral dos Serviços Nacionais Penitenciários (SERNAP), o general Eduardo Mussanhane.

Segundo apurou o Canalmoz, os familiares têm estado a se reunir na cidade de Pemba, tendo já contactado a Liga dos Direitos Humanos para os assessorar, na queixa-crime.

Fontes dos familiares disseram que já contactaram a LDH em Pemba e que “neste momento aguardam algumas certidões de óbitos que o hospital deve fornecer”.
Lembre-se que em Mieze, 16 reclusos teriam morrido por causa da fome no ano passado.

São eles nomeadamente, (1) -Joaquim Ntumuke, (2)-Bacar Abdala, (3)-Miguel Kayatole, (4)-Nafasse Anlaue, (5)-Cassiano Luis, (6)-Raisse Bisaide, (7)-Mustafa Sumail, (8)-Pedro Almeida e (9)-Assane Saide, (10)-Bacar Morane, também conhecido por Negro, (11)-Nivero Wonene, e (12) -Cosme Chino Cuadao, falecidos de Janeiro a Marco de 2013 e (13)- Januário Lourenço, no dia 26 de Abril, (14)-Mundo Mutuli, no dia 23 de Maio, (15)-Elias Maurício e no dia 4 de Junho em curso (16)-Sofre Manuel, que morreram em 4 de Abril do mesmo ano.

Governo nega que reclusos tenham morrido a fome

Contactado esta terça-feira, o Gabinete de Imprensa da ministra da Justiça disse não ter conhecimento do processo-crime contra Benvinda Levi.

“Não temos conhecimento, nem sabemos das razões dessa queixa. Estamos à espera” disse o assessor de Imprensa, Elias Matsinhe.

Contudo disse que a morte dos 16 reclusos no ano passado, na Penitenciária de Mieze, não estava relacionado com a fome, muito menos com as más condições.

“Não seria justo dizer que morreram por causa da fome. O que sabemos é que os reclusos morreram por causa de várias doenças e as pessoas querem associar essas mortes com o facto das pessoas estarem na cadeia, como se estivessem fora nada poder-lhes-ia acontecer”, disse o assessor.

Mais reclusos morrem

Mais três reclusos morreram entre finais de Janeiro e princípio de Fevereiro corrente na Cadeia Provincial de Pemba, vítimas de fome (anemia) derivada das condições nutricionais.

Segundo as nossas fontes, são eles, Amade Alberto, que morreu no dia 31 de Janeiro, Amido Amade, 30 de Janeiro, e Kuentanau Choke, que perdeu a vida a 7 de Fevereiro.

Nos finais de Janeiro, o director-geral do SERNAP, Eduardo Mussanhane, visitou o Centro Prisional de Mieze, onde constatou que tanto os reclusos como os oficiais comem feijão podre preparado com água.

Há uma semana, a Cadeia Provincial de Pemba estava a enfrentar problemas de falta de combustível, o que condicionou a ida dos reclusos aos tribunais.

Director-geral da Kenmare reconhece que a empresa não pagava impostos

O director-geral da Kenmare em Moçambique, Gareth Clifton, reconheceu que a Kenmare Moma Mining esteve insecto de pagar impostos ao Estado até Dezembro do ano passado, o que vai fazer com que a partir de 2014, as contribuições fiscais superem os 12 milhões de dólares até aqui pagos.

“A Kenmare vinha pagando algumas percentagens das nossas receitas. No ano passado, pagámos cerca de 12 milhões de dólares. Vínhamos tendo alguns benefícios fiscais um dos quais caducou em Dezembro do ano passado”, disse.

Clifton diz que não percebe como é se propala que a Kenmare não pagou impostos depois de investir um bilião de dólares dos quais 60 milhões gastos internamente além de perto de 1500 trabalhadores moçambicanos.

“Já fiz os meus comentários sobre o estudo apresentado pelo Centro de Integridade Pública (CIP) e agora não tenho nada para dizer. Não estou a atender como é que pessoas dizem que um projecto não traz benefícios enquanto investe um bilião de dólares e gasta internamente cerca de 60 milhões de dólares empregando mais moçambicanos”, respondeu o director-geral da Kenmare Moçambique a uma pergunta do Canalmoz.

CIP tinha razão

O Centro de Integridade Pública (CIP) divulgou um estudo de caso da indústria extractiva em Moçambique que expunha os ganhos que o Estado obtinha da actividade de exploração de minerais pesados, pela Kenmare Moma Mining Lda.

Indica o estudo que de 2008 a 2011, esta empresa pagou ao Estado 3.5 milhões de dólares norte-americanos, quando ela lucrou 60 milhões de dólares só em 2011. A Kenmare não paga ao Estado porque beneficia-se de muitas isenções.

Apenas paga 3 por cento de impostos de produção sobre os minerais vendidos, paga ainda 17.5 por cento do Imposto Sobre Rendimento de Pessoas Colectivas (IRPC) nos primeiros 10 anos, não paga imposto de importação, exportação nem IVA.

Detidos menores indiciados de assaltos a residências em Manica

Oito menores com idades compreendidas entre 8 e 17 anos estão detidos desde ontem no distrito de Gongola, província de Manica. São acusados de assaltos a residências e estabelecimentos comerciais na vila Ferroviária de Gondola. Roubavam computadores portáteis, televisores, colchões e telemóveis.

Segundo a Polícia, os menores eram mandados por dois indivíduos adultos, um dos quais a Polícia já conseguiu capturar.

De acordo com a porta-voz do Comando Provincial da PRM em Manica, Vasco Matusse, a neutralização do referido grupo de menores foi possível graças à colaboração de populares que denunciaram à corporação.

A operação teve lugar na madrugada do último domingo. Cada menor foi recolhido na sua residência.

“Ao que tudo indica este caso terá de merecer um tratamento especial, porquanto os implicados são menores de idade e a Constituição da República protege as crianças no que se refere a procedimentos criminais ou judiciais”, concluiu Vasco Matusse.

Município de Maputo regista aumento de casos de malária

A cidade de Maputo registou nos últimos três meses cerca de dez mil e quinhentos (10.500) casos de malária. Durante o mesmo período, outros seis mil setecentos e sessenta e quatro (6.764) casos de diarreias foram registados, tendo como consequências três mortes em doentes adultos.

Dados apurados pelo Canalmoz junto do médico-chefe do Município de Maputo, Hélder Muando, indicam que dos 10.500 casos de malária registados no período que vai de e 1 de Dezembro de 2013 a 5 de Fevereiro de 2014, três mil e quinhentos casos ocorreram em crianças de zero a quatro anos de idade, e os outros 7 mil casos em doentes com idade acima dos cinco anos.

Ainda de acordo com Hélder Muando, dos casos de diarreias, 3.200 foram registados em crianças com idade de zero a 4 anos, 1000 casos em doentes dos 5 a 14 anos e os outros 2.400 casos em doentes com idade acima dos 15 anos.

A fonte referiu no entanto que as três mortes registadas em doentes com diarreias no Hospital Geral José Macamo, durante o período em análise, estavam relacionadas com outras doenças crónicas e “não devido a condições de saneamento”.

“As três mortes com diarreias, ocorreram em adultos que sofriam de outras patologias crónicas e que vinham sendo acompanhadas com as autoridades sanitárias” disse o médico-chefe do Município de Maputo na Direcção de Saúde da Cidade.

Comparativamente a igual período do ano passado, Hélder Muando disse ter havido um decréscimo na ordem dos 10 por cento nos casos das diarreias e “um ligeiro aumento de casos da malária”.

“No mês de Janeiro, tivemos um ligeiro aumento nos casos de malária, tendo os hospitais gerais José Macamo e de Mavalane e os centros de saúde de Bagamoyo e de Xipamanine, registado maior número de casos” acrescentou Hélder Muando.

Pulverização e distribuição de redes mosquiteiras

Ainda de acordo com a nossa fonte, as autoridades sanitárias estão neste momento a fazer a pulverização intra-domiciliária, estando igualmente para breve a distribuição da rede mosquiteira com maior incidência para os distritos municipais de Ka Tembe e Ka Nhaca.

Por outro lado, Hélder Muando garantiu que até este momento comparativamente a períodos homólogos anteriores caracterizado por época chuvosa, a tendência é normal, dado que “não nos leva a alarme porque estamos abaixo dos níveis de alerta”.

“Sempre que chegamos a época chuvosa, há previsão de aumento de casos de diarreias e malária. Por isso estamos de vigilância com medidas preventivas quer a nível das comunidades e administrativas a nível do sector, mormente nos bancos de socorros das unidades de referência, como os hospitais gerais e centros de saúde” explicou o médico-chefe do Município de Maputo, apelando para que “as pessoas deixem o pessoal de saúde entrar nas suas casas a fim de fazer o seu trabalho de pulverização intra-domiciliária”.

Em relação a doenças relacionadas com o HIV-SIDA, sobretudo a tuberculose, a fonte disse que a situação está controlada devido à vigilância que as autoridades sanitárias vêm efectuando sobre os doentes.

“Sendo a tuberculose um problema de saúde pública e uma doença que está associada ao HIV-SIDA, quando registamos no nosso controlo que o paciente abandonou o controlo, o que temos estado a fazer é ir atrás desse doente”, explicou.

Recenseamento eleitoral regista fraca afluência em Nampula

A fraca afluência dos eleitores aos postos de recenseamento e avarias constantes do equipamento informático têm caracterizado o três primeiros dias do processo na cidade de Nampula. Alguns supervisores que falaram ao @Verdade apontam a fraca campanha de educação cívica e as chuvas que se fazem sentir naquela parcela do país como duas das principais causas desta situação.

Nas rondas efectuadas pela nossa equipa de reportagem, pudemos constatar que muitos postos estão às moscas devido à pouca afluência de eleitores, com excepção de alguns que desde que o processo arrancou já registaram acima de uma centena de cidadãos.

São os casos dos postos localizados na EPC de Cerâmica, e nos bairros Mutauanha e Napipine, onde já se registaram 187, 79 e 59 potenciais eleitores, respectivamente.

Porém, apesar disso, acredita-se que este problema poderá ser ultrapassado nos próximos dias com o envolvimento massivo dos membros dos partidos políticos no processo de educação cívica.

Renamo quer tribunais a trabalhar em piquete durante as eleições

A bancada parlamentar da Renamo depositou na manhã de ontem, na Assembleia da República, a proposta de revisão de todo o Pacote Eleitoral (composto por cinco leis) no qual se reflectem as matérias objecto de negociação no Centro de Conferências Joaquim Chissano. O Canalmoz teve acesso às referidas propostas, e caso sejam aprovadas, assim como estão, o maior perdedor será o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), que terá um só vogal a todos os níveis dos dois órgãos eleitorais. A nível do contencioso, a Renamo propõe que em período eleitoral os tribunais funcionem em piquete para garantir celeridade. Mas vamos por partes.

A Renamo propõe que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) seja composta por 17 membros, sendo um presidente, dois vice-presidentes e 14 vogais A sociedade civil irá indicar sete, a Frelimo cinco, o MDM apenas um.

Os dois vice-presidentes serão designados pelo partido político mais votado com assento na Assembleia da República, e o outro designado pelo segundo partido político mais votado. Ou seja, serão da Frelimo e Renamo.

Depois, há a Mesa da CNE que será composta pelo presidente e pelos vice-presidentes. São competências da Mesa da CNE: propor a agenda das sessões plenárias; coordenar e dirigir as actividades do órgão. Compete ainda à Mesa, no quadro da coordenação das actividades, reunir regularmente com os coordenadores das comissões de trabalho, com o colectivo da direcção do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE), dirigentes do Estado, partidos políticos, comunicação social e outras entidades nacionais e estrangeiras.

STAE

A nível do STAE é onde o MDM fica mesmo a “chupar o dedo”. A Renamo propõe que o director-geral do STAE seja coadjuvado por dois directores-gerais adjuntos designados pelos dois partidos mais votados com assento na Assembleia da República, ou seja, a dupla Frelimo e Renamo.

Propõe a Renamo que o STAE, a nível central, compreenda a existência de director-geral, dois directores-gerais adjuntos, directores nacionais e seis directores nacionais adjuntos indicados pelos partidos com assento na Assembleia da República. Os seis directores nacionais adjuntos são indicados nos períodos eleitorais da seguinte forma: três pela Frelimo; dois pela Renamo e um pelo MDM.

Nos períodos eleitorais o STAE deverá integrar 18 técnicos provenientes dos partidos políticos com assento na Assembleia da República, indicados da seguinte forma: nove pela Frelimo; oito pela Renamo e apenas um pelo MDM.

Sobre a prisão dos delegados de candidatura

Para resolver a última polémica sobre a prisão dos delegados de candidatura, táctica usada pela Frelimo para viciar resultados nas recentes eleições, a Renamo propõe o seguinte: Que não seja destacado efectivo policial a nível das mesas de votação, mas, sim, permita-se apenas a presença de delegados de candidaturas, de observadores e da Imprensa. A Polícia apenas garante a ordem na assembleia de votação.

Acautelar tintas

A Renamo propõe também que, após encerrada a votação, o presidente de mesa da assembleia de voto proceda à retirada da mesa onde vão ser depositados os boletins de voto a contar, de todos os frascos de tinta indelével e todas as almofadas de carimbos, carimbos, canetas e quaisquer frascos ou objectos contendo líquidos; bem como à verificação das mãos de todos os membros de mesa, incluindo o presidente, se estas não contêm tintas ou outra sujidade susceptível de inutilizar os boletins de voto. Caso algum membro de mesa tenha as mãos sujas ou húmidas, deve de imediato lavá-las e secá-las, para evitar a inutilização de boletins de voto.

“Piquete judicial”

A Renamo propõe que o tribunal judicial de distrito julgue o recurso no prazo de quarenta e oito horas, comunicando a sua decisão à Comissão Nacional de Eleições (CNE), ao recorrente e demais interessados. Leia mais sobre a proposta da Renamo no semanário Canal de Moçambique que vai às bancas amanhã.

CTA distancia-se de Adelino Buque e diz que é “mentiroso”

Está acesa a polémica sobre as tolerâncias de ponto, entre o Governo e os empresários congregados na Confederação das Associações Económica (CTA). E tal como avançou ontem o CanalMoz, o centro do barulho é efectivamente o analista achegado ao regime Adelino Buque, que joga nos dois lados.

Se o Governo diz que a marcação das “tolerâncias” foi concertada com a CTA na pessoa do presidente do Pelouro do Trabalho Adelino Buque, os empresários dizem que Adelino não tem mandato para decidir em nome dos empresários. Ou seja, ao anuir a marcação das tolerâncias de ponto, Adelino Bique o fez, em decisão própria que, nem sequer foi comunicada à CTA. Adelino Buque é também vice-presidente do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) e um analista que subscreve as posições as posições do Governo.

Em conferência de imprensa havida esta segunda-feira, o vice-presidente do CTA, Agostinho Vuma, respondeu à ministra do Trabalho que teria dito em carta, que havia problemas “sérios de comunicação” na CTA.

Segundo Vuma, a decisão de anuir a proposta de tolerância de ponto do Governo foi tomada, unilateralmente, por Buque, pelo que a CTA se distancia.

De acordo com Vuma, Adelino Buque, não tem mandato para tomar qualquer decisão dentro da CTA.

“Lamentamos a atitude do nosso colega, Adelino Buque que mesmo sem mandato, para tal, anui que nos dias 2 e 3 se decretasse tolerância de ponto” .

Para Vuma, Adelino Buque está a serviço de interesses obscuros. “Estamos conscientes de que alguns dos nossos representantes nestes órgãos podem estar a fazer coisas por agendas obscuras”, disse Vuma.

Consulta via telefone

De acordo com Agostinho Vuma, o Governo não consultou aos empresários sobre a tolerância de ponto com uma antecedência de 48 horas. Apenas ligou para Adelino Buque, o que segundo disse, contraria a habitual prática do Governo de sempre escrever à CTA com uma antecedência de 48 horas. “Reiterámos o nosso desacordo em relação aos meios usados para se decretar tolerância de ponto”

Atitude de Buque será debatida em conselho directivo

Sobre o comportamento de Adelino Buque que está pôr em causa a CTA, Vuma disse que o assunto será debatido em conselho directivo. “Os assuntos internos vamos tratar aqui dentro. Nós, aqui no CTA, não fazemos consulta por telefone, muito menos tomamos decisões por telefones. Amanhã (hoje) temos um conselho directivo onde vamos discutir este assunto” disse.

Ex-presidente da Assembleia Municipal de Ulóngwè recusa-se a devolver viatura do Estado

O ex-presidente da Assembleia Municipal de Ulóngwè, na província de Tete, Basílio Banda, recusou-se a entregar a viatura, de marca Toyota Prado, matrícula TT- 23-42, pertencente ao Conselho Municipal de Ulóngwè, que lhe foi entregue durante o seu mandato de cinco anos.

Com a tomada de posse dos novos órgãos autárquicos eleitos, os anteriores edis e presidentes das assembleias municipais devem devolver os meios afectos para exercício das suas funções, mas para Basílio Banda, “isso não existe”. Nas suas próprias palavras, e visivelmente agastado, Banda tem a seguinte justificação: “trabalhei durante cinco anos para este município, hoje saí, querem levar-me o carro, podem comprar outra viatura se quiserem entregar ao novo presidente”, disse Basílio Banda ao Canalmoz.

Polícia chamada a intervir

Com a crispação entre o conselho municipal e o ex-presidente da assembleia municipal, este último a não querer entregar a viatura ao novo presidente eleito, Isabel Ngonzaga, chamou-se a Polícia.

Só com a intervenção policial é que se conseguiu “arrancar” a viatura. Mas Banda ficou com uma chave. Não aceitou entregar as duas e fez uma tremenda confusão.

“Conseguimos tirar a viatura com a intervenção da Polícia. Não foi fácil, mesmo assim o senhor Basílio Banda ficou com uma chave, mas isso, para nós, não é importante”, disse Armando Júlio, novo presidente do conselho municipal de Ulóngwè ao Canalmoz.

Professores da Escola Secundária da Moamba ameaçam paralisar aulas

Os professores da Escola Secundária da Moamba, na província de Maputo, ameaçam paralisar as aulas a partir desta quarta-feira, caso não sejam pagos os salários em atraso, referentes ao mês de Janeiro.

Os professores dizem que os atrasos de salários vêm se registando desde os finais do ano passado. Dizem, por exemplo, que o salário de Novembro saiu no dia 10 de Dezembro. O salário de Dezembro foi pago na tarde do dia 24, e o 13.º vencimento só esteve disponível em finais de Janeiro. Acusam ainda o director da escola de estar a mudar de versões a cada dia que passa. Na semana passada, falava de “e-Folha”. Esta segunda-feira, falava de atrasos de entrega da requisição nas finanças.

“Até hoje (ontem segunda-feira) ainda não recebemos salário de Janeiro. A partir da quarta-feira se não houver salário de Janeiro, vamos boicotar as aulas”, ameaçam.
Acrescentaram que no ano passado, durante as correcções dos exames da 2ª época reuniram-se com a direcção da escola para saber o que estava a acontecer, mas a resposta obtida foi que as finanças ainda não transferiram o valor para a conta da escola.

“Vamos marchar ao gabinete do director onde vamos informar que enquanto a situação não estiver regularizada, vamos paralisar as actividades, e isto vai afectar as crianças”, disse.

Escola em processo de e-SISTAFE

Em contacto com o Canalmoz, o director da Escola Secundária da Moamba, Carlos Mula, reconhece o atraso de salários e diz que desde Novembro a escola está em processo de “e-Folha”.

“Temos funcionários que ainda não estão no sistema ‘e-Folha’. Registamos atrasos desde os salários de Dezembro. Uma parte dos professores já está no Sistema de Administração Financeira do Estado”, disse.
Na Escola Secundária da Moamba há 44 professores.

Jovem violenta e expulsa a mulher por falsa paternidade

Um cidadão identificado pelo nome de Manuel Nunes, de 27 anos de idade, agrediu fisicamente a sua mulher e expulsou-a de casa, na sexta-feira (14), no bairro do Aeroporto, na cidade de Maputo, por ter descoberto que o filho que supostamente era deles, pertence ao outro homem.

O caso aconteceu no quarteirão 14. O casal envolve-se em pancadaria e não conseguiu evitar que os vizinhos soubessem. O marido contou que já desconfiava da mulher mas nunca antes abordou a ela sobre o assunto por falta de provas. Entretanto, naquele dia, ele pegou no telemóvel de Laura Langa, de 24 anos de idade, tendo descoberto algumas mensagens trocadas com o ex-namorado via uma rede social.

O jovem alegou que violentou a mulher porque estava possuído pelos nervos. Refira-se que Manuel Nunes e Laura Langa preparavam-se para contrair matrimónio em Outubro próximo.

Governo acusa CTA de “propalar” mentiras

Está criado um ambiente de crispação entre os empresários congregados na Confederação das Associações Económicas (CTA) e o Governo. No centro do furacão estão as excessivas tolerâncias de ponto que têm vindo a ser decretadas pelo Governo, através do Ministério do Trabalho, que paralisaram o País até quatro dias consecutivos.

Em carta enviada à ministra do Trabalho, Maria Helena Taipo, a CTA referia que o empresariado ficou surpreendido com a concessão de tolerância de ponto nos dias 2 e 3 de Janeiro de 2014, “com a justificativa de que o mesmo tinha por objectivo assegurar que as famílias moçambicanas pudessem passar a quadra festiva tranquilamente”.

Os empresários criticaram também a concessão de tolerância de ponto no dia 07 de Fevereiro, que fazia uma ponte com o fim-de-semana. “Mais uma tolerância de ponto foi decretada para o dia 7 de Fevereiro de 2014 e que, segundo o Governo, a mesma visa permitir aos munícipes das 52 autarquias participar nas cerimónias de tomada de posse dos novos edis”, indicava a organização, argumentando que “em ambos os casos os objectivos representaram efeitos negativos”.

Em relação aos prejuízos, a CTA calcula em cerca de 12 milhões de dólares norte-americanos, as perdas económicas resultantes da tolerância decretada em Janeiro de 2014, e uma perda de cerca de seis milhões de dólares norte-americanos na tolerância de ponto decretada a 07 de Fevereiro.

Manifestando a sua discordância em relação à forma de actuação do Governo nesta matéria, a CTA considera que as tolerâncias de ponto estão a afectar negativamente a competitividade das empresas nacionais, contrariando o esforço que o Governo tem vindo a imprimir no sentido da sua melhoria.

Em face a esta situação, a organização do sector privado da economia propunha uma nova abordagem exaustiva, a nível da CCT – Comissão Consultiva do Trabalho, para a definição dos critérios e objectivos para a declaração de uma tolerância de ponto.

Governo reage

Em carta datada de 13 de Fevereiro, a ministra do Trabalho, Helena Taipo, respondeu à CTA acusando os empresários de “faltarem com a verdade”, de terem “sérios problemas de comunicação interna” e recorda à CTA que cabe ao Governo decretar as tolerâncias de ponto.

O Governo diz que em relação à tolerância de ponto decretada em Dezembro, concertou “sim” com a CTA na pessoa do presidente do pelouro do Trabalho, o senhor Adelino Buque, que, aliás, esteve numa reunião tripartida entre o próprio Governo e os Sindicatos. Sendo assim, o centro de descoordenação passa a ser Adelino Buque.

Quem é Adelino Buque?

Para além de presidente do pelouro do Trabalho junto dos empresários, Adelino Buque é administrador do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), entidade subordinada ao Ministério do Trabalho. Buque, que é analista elogiador do Governo, passa a ser o centro do furacão por jogar nos dois lados. Isto porque, tendo em conta a carta da CTA, a entidade não foi informada sobre a tolerância de ponto, mesmo tendo sido “representada” por Adelino Buque, segundo a carta da ministra do Trabalho.

Em relação à tolerância do dia 07 Fevereiro, sexta-feira, precedida de um feriado (03 de Fevereiro), o Governo não teve muitos argumentos. Apenas diz que “o legislador instituiu ao Governo o poder de declaração de tolerância de ponto, não como matéria de consenso tripartido, mas, sim, de poder discricionário”.

Edil da Matola acusado de despesismo

O recém-eleito presidente do Conselho Municipal da Matola, Calisto Cossa, é acusado de montar uma máquina administrativa desnecessariamente pesada e despesista. Nomeou uma vasta equipa composta por quatro assessores, para além de um chefe de gabinete, um secretário permanente, e um número considerável de directores e chefes de departamento.

Segundo denunciou o chefe da bancada do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) na Assembleia Municipal da Matola, Silvério Ronguane, algumas nomeações chegam a não fazer sentido, pois visam acomodar amigos e familiares.

“O Calisto tem mais de quatro assessores, para além do chefe de gabinete, secretário permanente, uma grande quantidade de directores e chefes de departamentos”, denunciou.

Para Ronguane as muitas nomeações irão custar caro aos contribuintes.

Ronguane acusa Calisto Cossa de ter chamado a si, o poder de nomeação do secretário permanente, quando no País, a indicação da figura do secretário permanente obedece a um concurso público.

Outra nomeação polémica feita por Calisto Cossa é a do Provedor do Munícipe. É uma figura que em princípio devia ser eleita, pois em última instância fiscaliza a actuação do próprio Conselho Municipal. A nível nacional, por exemplo, o Provedor de Justiça é eleito pelo parlamento por uma maioria qualificada de 2/3 dos deputados. Seguindo essa lógica, Ronguane diz que o Provedor do Munícipe devia ser eleito pela Assembleia Municipal.

Em reacção a estas acusações, o edil da Matola, Calisto Cossa apenas disse que a Matola é grande e precisa de uma máquina para responder as necessidades dos munícipes.

Governo e Renamo assinaram actas finais dos acordos sobre Pacote Eleitoral

O Governo e a Renamo assinaram, por volta das 23 horas da última sexta-feira, no Ministério da Planificação e Desenvolvimento, na capital do País, a acta final sobre o acordo do Pacote Eleitoral alcançado durante a semana, em sede das negociações. A parte principal do acordo é a composição dos órgãos eleitorais. Assim, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) passará a ter 17 membros, sendo sete da sociedade civil, cinco da Frelimo, quatro da Renamo e um do MDM.

O Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) irá integrar, a nível central, 18 membros provenientes dos três partidos políticos com assento parlamentar que terá uma réplica de seis a nível da província e do distrito.

O chefe da delegação da Renamo, Saimone Macuiana, garantiu que há um trabalho que está a ser feito para que, brevemente, a sua bancada parlamentar submeta a proposta da revisão da Lei Eleitoral à Assembleia da República, para a sua homologação.

Protestos

Em declarações ao Canalmoz, Saimone Macuiana repudiou a atitude do Governo em arrancar com o recenseamento eleitoral, sem ter dado resposta ao pedido formulado pela Renamo em sede de diálogo.

“Lamentamos a atitude do Governo. Pensamos que devia dizer sim ou não sobre o pedido. Ao decidir avançar sozinho neste processo, achamos que o Governo não estando a ser coerente com os propósitos e objectivos até aqui alcançados nestas negociações e com aquilo que ditou o primeiro adiamento”, referiu o deputado Macuiana.

A fonte acusou o executivo de estar a agir de má fé, ao decidir que o recenseamento arrancasse no último sábado e sem que se pronunciasse sobre o pedido de adiamento por si submetido.

Autocarro da Nagi Investimentos envolve-se em acidente e morrem três pessoas

Três mortos, oito feridos graves, 45 feridos ligeiros e danos avultados é o resultado de um acidente de viação ocorrido na manhã de sábado na cidade de Xai-Xai, província de Gaza.

O acidente do tipo despiste e capotamento envolveu um autocarro pesado de passageiros, de marca Zhong Tong Bus, com a matrícula ACP 754 MP, pertencente Nagi Investimentos, que seguia no sentido Maputo-Nampula-Pemba.

O motorista do autocarro, de nome Omar Abdala, de nacionalidade tanzaniana, fugiu logo depois do acidente.

O porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Gaza, Jeremias Langa, disse ao Canalmoz que a ultrapassagem irregular (na curva) aliado ao excesso de velocidade foram as causas do acidente.

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