A Aliança Democrática (AD) deu um prazo de 48 horas ao Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, para proceder à destituição de ministros do Governo de Unidade Nacional que estão supostamente implicados em irregularidades.
Esta decisão foi tomada pelo Conselho Federal da AD após Ramaphosa ter exonerado o vice-ministro do Comércio, Indústria e Concorrência, Andrew Whitfield.
A presidência sul-africana não forneceu explicações detalhadas sobre as razões da destituição, limitando-se a afirmar que a decisão foi tomada no âmbito das competências constitucionais do Presidente. Nos bastidores, surgem especulações de que Whitfield teria sido alvo de sacrifício por realizar uma viagem não autorizada aos Estados Unidos da América.
John Steenhuiusen, líder da Aliança Democrática, afirmou que a demissão de Whitfield está relacionada com questionamentos feitos por este acerca de alegados escândalos no Ministério do Comércio, Indústria e Concorrência. Steenhuiysen criticou Ramaphosa, sugerindo que o Presidente aplica um padrão de “dois pesos, duas medidas”.
O líder da AD declarou: “Por isso, demos ao Presidente 48 horas para agir de maneira semelhante contra os outros membros do seu partido que são culpados ou enfrentam acusações graves, conforme mencionado no relatório da Comissão de Inquérito Zondo, para garantir que sejam responsabilizados.
Se o presidente deseja limpar o governo, sugerimos que comece por varrer a própria porta do ANC antes de limpar a porta da Aliança Democrática. Existem numerosos Ministros e Vice-Ministros no governo que estão implicados na Comissão de Inquérito de Zondo e que são acusados de fraude grave, beneficiando-se do saque ao banco VBS. Como é que todas estas pessoas mantêm os seus cargos, enquanto Andrew Whitfield perde o seu?”, indagou.
O político Venâncio Mondlane manifestou a sua indignação em relação à Procuradoria-Geral da República (PGR), a qual acusa de tentar, de forma insistente, atribuir-lhe a responsabilidade pelas manifestações ocorridas após as eleições, entre Outubro de 2024 e início de 2025.
Em declarações à imprensa, Mondlane explicou que a sua intimação para comparecer na PGR visa “prestar esclarecimentos adicionais”, após ter sido ouvido a 11 de Março, ocasião em que recebeu um Termo de Identidade e Residência.
“Encaro como uma necessidade muito ardente da Procuradoria tentar olhar para o problema que ocorreu no período eleitoral e pós-eleitoral de uma maneira unilateral; uma tentativa desesperada de reunir provas, a propósito e despropósito, para tentar gravitar toda a questão da crise pós-eleitoral em Venâncio”, afirmou ao chegar à PGR.
De acordo com Mondlane, os registos das manifestações daquele período revelam uma complexidade significativa, que envolve não apenas os órgãos de justiça e eleitorais, mas também as Forças de Defesa e Segurança que, segundo ele, teriam cometido diversas atrocidades.
“Isso significa que, se a Procuradoria, de facto, como guardiã da legalidade, quisesse cumprir com esse papel, teria certamente de ver o problema nesta dimensão”, destacou.
O ex-candidato presidencial salientou que, até ao momento, desconhece quais são os crimes que pesam sobre si, o que o leva a questionar a razão da sua convocação à PGR.
Um incidente alarmante ocorreu em Seul, capital da Coreia do Sul, quando um homem de 67 anos, identificado apenas pelo sobrenome Won, ateou fogo a um vagão de comboio, causando pânico entre os passageiros.
O acto, que se revelou um desespero após o divórcio de sua esposa, resultou em seis pessoas feridas e outras 23, incluindo o próprio suspeito, hospitalizadas por inalação de fumaça.
Embora o evento tenha ocorrido no final de Maio, as imagens do incidente foram divulgadas esta semana pela polícia. Nas gravações, é visível o momento em que Won despeja gasolina pelo corredor do quarto vagão e, num intervalo de apenas 20 segundos, inicia o incêndio com um isqueiro.
A situação rapidamente se tornou caótica, com passageiros lutando para escapar da fumaça e das chamas. Uma gestante, ao tentar fugir, escorregou na gasolina derramada, mas conseguiu rastejar até a porta do vagão e salvar-se. O incêndio alastrou-se rapidamente, mas felizmente não houve registo de mortes.
As autoridades locais classificaram o ato de Won como um “incêndio criminoso intencional”, considerando-o um crime equiparado a terrorismo, dado o potencial mortal e os gases tóxicos liberados. A Promotoria Pública do Distrito Sul de Seul manifestou-se sobre a gravidade da situação, sublinhando a natureza criminosa do acto.
O Governo de Moçambique concedeu autorização aos Ministros dos Transportes e da Agricultura, João Matlombe e Roberto Albino, para procederem à assinatura do contrato de concessão que permitirá a continuidade da construção do Terminal Portuário de Chongoene, situado na província sul de Gaza.
No último ano, o Executivo atribuiu um contrato de parceria público-privada com a duração de 15 anos para a construção, operação, manutenção e gestão do terminal ao consórcio Sociedade Terminal de Minérios de Chongoene, que inclui a empresa chinesa Desheng Port e a empresa moçambicana de transportes públicos e ferroviários, CFM. A Desheng detém 80% das acções do consórcio, enquanto a CFM possui os restantes 20%.
Durante a reunião do Conselho de Ministros, o Governo decidiu aprovar o decreto que autoriza a assinatura do contrato de concessão para “assegurar a continuidade do contrato com o concessionário, que está a prestar serviços portuários, incluindo o design, financiamento, construção e operação da infra-estrutura.”
A construção do Terminal de Chongoene visa facilitar o desenvolvimento de diversos projectos na província de Gaza, em particular o projecto das Areias Pesadas de Chibuto, também sob a responsabilidade da empresa chinesa Dingsheng, cuja produção é estimada em dois milhões de toneladas anuais.
O investimento inicial na construção do Terminal Portuário de Chongoene está orçado em 55 milhões de dólares.
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) defendeu a necessidade de diversificação dos fundos de investimento do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) durante um encontro realizado em Maputo, que reuniu a confederação, o Conselho Consultivo de Trabalho e a ministra do Trabalho, Género, Criança e Acção Social, Ivete Alane.
O Presidente da CTA, Álvaro Massingue, destacou que os investimentos do INSS têm-se concentrado predominantemente em sectores como o imobiliário e financeiro, resultando em impactos limitados nas Pequenas e Médias Empresas (PMEs) e na crise de emprego que afecta o país. Massingue propôs que se promova um debate estratégico no âmbito do diálogo social, priorizando projectos que possam gerar um efeito positivo significativo no tecido empresarial moçambicano.
Relativamente à lei de segurança e protecção privada, a CTA alertou para a precariedade laboral que ainda caracteriza o sector, que é um dos maiores empregadores nacionais. A proposta é que o Ministério do Trabalho, em colaboração com o Ministério do Interior, explore as negociações para a retoma da aprovação da proposta de lei, que se encontra parada na Assembleia da República desde 2017.
Em relação aos mecanismos de negociação dos salários mínimos, a CTA reafirmou o seu compromisso em contribuir para uma revisão da fórmula utilizada, lembrando que um memorando de entendimento tripartido estabeleceu um adiamento das negociações até Agosto de 2025. A organização também solicitou uma revisão do decreto número 88/2024, que se refere à contratação de mão-de-obra estrangeira e à gestão dos fundos de investimento do INSS.
Faruk Osman, Presidente do Pelouro Laboral e Segurança Social na CTA, sublinhou a urgência de estabelecer critérios que permitam ao sector privado participar na gestão dos fundos de investimento do INSS. O porta-voz do Ministério de Trabalho, Baltazar Egídio, referiu que a instituição acolheu as propostas e inquietações apresentadas pela CTA, incluindo as preocupações acerca dos requisitos para a contratação de trabalhadores estrangeiros.
A ministra Ivete Alane afirmou que o Ministério tem recebido solicitações para a contratação de mão de obra estrangeira, sublinhando que tais contratações só são permitidas em situações onde não existam profissionais nacionais com as devidas qualificações ou em casos onde a oferta nacional seja insuficiente.
As discussões realizadas evidenciam um cenário de colaboração entre o sector privado e o governo, com o objectivo de promover um ambiente laboral mais dinâmico e inclusivo em Moçambique.
O Tribunal Distrital de Jerusalém tomou a decisão de rejeitar o pedido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para adiar o seu depoimento no processo por corrupção. A audiência está agendada para segunda-feira, 30 de Junho.
A defesa de Netanyahu solicitou que o tribunal o dispensasse das audiências nas próximas duas semanas, argumentando que o primeiro-ministro necessitava de tempo para se concentrar nas questões de segurança do país, especialmente após os recentes conflitos com o Irã.
O tribunal considerou que o pedido não apresentava uma justificativa adequada para o adiamento das audiências. Apesar disso, Netanyahu encaminhou um segundo pedido para um hiato de duas semanas, apresentando uma cópia da sua agenda para a próxima semana, conforme reportado pelo The Times of Israel.
A situação foi ainda marcada por um apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que manifestou apoio a Netanyahu, qualificando o julgamento como uma “caça às bruxas” e sugerindo que deveria ser cancelado. Trump elogiou o primeiro-ministro, destacando a sua determinação no combate ao Irã, um adversário considerado difícil e astuto.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) emitiu um alerta sobre a previsão de vento forte, com rajadas que poderão atingir os 60 quilómetros por hora, a partir das primeiras horas de hoje (27), em vários distritos das províncias de Maputo, Gaza e Inhambane.
O comunicado do INAM, ao qual a AIM teve acesso, identifica as áreas de risco na província de Maputo, incluindo os distritos de Matutuíne, Namaacha, Boane, Manhiça, Marracuene, a cidade da Matola e a cidade de Maputo. Na província de Gaza, os distritos de Chókwè, Bilene, Limpopo, Mandlakazi, Chibuto, Guijá, Chongoene e a cidade de Xai-Xai estão igualmente em alerta. Na província de Inhambane, o aviso abrange os distritos de Zavala, Inharrime, Panda, Jangamo, Homoíne, e as cidades de Inhambane e Maxixe.
Para além do aviso sobre ventos fortes, o INAM também prevê agitação marítima que poderá resultar em ondas com alturas de até 3,5 metros a sul do paralelo 23 graus sul durante o mesmo período.
Face a estas previsões, o INAM recomenda que a população tome medidas de precaução e segurança para garantir a integridade física e a protecção de bens.
O Centro de Estudos Urbanos de Moçambique (CeUrbe) lançou em Maputo, o guião de participação política digital, um documento que será disponibilizado ao público em meados de Julho do ano que vem.
Este guião é concebido como uma ferramenta prática para promover o uso de plataformas digitais na cidadania. Estruturado em várias secções temáticas, o documento começa com uma introdução à cidadania digital no contexto moçambicano e noutras partes do mundo. Em seguida, é abordado o tema das tácticas de mobilização política no ambiente digital, explorando o potencial das plataformas para a participação política. A última secção concentra-se na ética digital, discutindo boas práticas para a implementação de uma cidadania activa neste novo espaço.
A apresentação do guião ficou a cargo da jurista e activista social Denise Ivone, que fez parte da equipa de pesquisa e elaboração do documento. Ivone realçou que o guião visa democratizar a cidadania digital, sendo acessível a todos os níveis da sociedade. “A linguagem foi cuidadosamente elaborada para que qualquer pessoa, independentemente do seu nível de instrução, possa compreender. Buscámos simplificar termos técnicos que costumam ser de difícil acesso”, declarou.
Durante o evento, Vasco Novela fez uma análise do ecossistema tecnológico em Moçambique, evidenciando que os aplicativos são as ferramentas digitais mais utilizadas no país. Contudo, sublinhou que existem fragilidades no panorama tecnológico, sobretudo em áreas rurais, onde a inclusão digital permanece um desafio. As dificuldades de integração digital são especialmente marcadas pela dependência de códigos USSD, ao passo que nas zonas urbanas a população, em especial os jovens, beneficia de um melhor acesso através de aplicativos e redes sociais.
Eugénio Macumbe, director da Divisão de Governação Digital do Instituto Nacional das Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), presente no evento, fez uma apresentação sobre o quadro legal das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) em Moçambique, assim como as iniciativas ligadas à transformação digital em curso no país.
Géssica Macamo, directora executiva do CeUrbe, revelou que a instituição já formou 86 jovens em matérias de participação política digital, numa experiência que abrange a governação municipal e engajamento comunitário na área metropolitana de Maputo. O CeUrbe pretende expandir esta iniciativa para outras regiões do país.
Esta apresentação do guião de participação política digital e o levantamento de plataformas cívicas digitais são parte do projecto Hub Activista Digital, financiado pelo programa IGUAL, através dos fundos do Reino dos Países Baixos.
Os cidadãos do distrito de Chókwè, na província de Gaza, expressam a sua satisfação com os serviços prestados pela delegação local do Serviço Nacional de Migração (SENAMI), que se encontra em operação desde Fevereiro deste ano.
A implementação desta unidade de atendimento surge como um alívio significativo para milhares de moçambicanos que, durante anos, enfrentaram dificuldades na obtenção de documentos migratórios, especialmente passaportes. Até a abertura do SENAMI em Chókwè, muitos eram obrigados a viajar até outros pontos da província ou à capital, Maputo, para resolver questões migratórias.
O feedback de diversos utentes tem sido positivo, com destaque para a qualidade do atendimento e a dedicação dos funcionários. Contudo, alguns usuários levantam preocupações quanto à lentidão do serviço durante períodos de maior afluência.
As novas instalações possibilitam uma aproximação dos serviços migratórios à comunidade, reduzindo as longas deslocações até Xai-Xai ou Maputo. Maria Mazivila, residente em Macarretane, comentou: “Antes tínhamos de nos deslocar até à cidade de Xai-Xai para tratar o passaporte. Agora, com os serviços aqui em Chókwè, tudo ficou mais fácil e rápido.” Ela elogiou também a atenção recebida pelos funcionários do SENAMI.
Apesar do progresso, Júlio Nuvunga, utente do serviço, sugere a necessidade de aumentar a equipa técnica durante os picos de procura. “O serviço está a funcionar bem, mas, às vezes, ficamos aqui horas à espera. Seria bom reforçar o pessoal, especialmente nas segundas-feiras e após os feriados,” afirmou.
Beatriz Chissano, estudante que visitou o SENAMI para tratar do seu passaporte, partilhou uma experiência adversa: “Os técnicos fazem a sua parte, mas o sistema cai com muita frequência. Isso atrasa todo o processo.”
De acordo com uma fonte oficial do SENAMI em Chókwè, a média de emissões de passaportes é de cerca de 70 por dia, evidenciando a elevada procura não apenas da população local, mas também de cidadãos de distritos vizinhos como Xigubo, Chibuto e Macie. A mesma fonte salientou que a grande afluência contribui para a lentidão do atendimento, exacerbada pelo espaço reduzido das instalações, partilhadas com a Direcção de Identificação Civil (DIC).
Em resposta a estas dificuldades, um representante do SENAMI em Chókwè garantiu que estão a ser realizados esforços para aprimorar os serviços. “Estamos cientes dos constrangimentos pontuais, mas trabalhamos junto das chefias provinciais para resolver as dificuldades técnicas e aumentar a capacidade de resposta,” assegurou, pedindo anonimato.
A abertura deste posto de atendimento, em Fevereiro deste ano, representa um avanço significativo para os cidadãos do distrito, no contexto do esforço governamental para a descentralização e digitalização dos serviços públicos.
As autoridades locais encorajam os utentes a apresentarem toda a documentação necessária, visando agilizar os processos e reduzir o tempo de espera.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor de Projecto – Iniciativa de Sistemas de Educação Climática Inteligente. Saiba mais.
A Rigor Outsourcing, Lda., empresa moçambicana especializada em Consultoria Financeira, Auditoria e Recursos Humanos, está a recrutar Estagiários – Departamento Contabilidade. Saiba mais.
A Rigor Outsourcing, Lda., empresa moçambicana especializada em Consultoria Financeira, Auditoria e Recursos Humanos, está a recrutar um (1) Estagiário de Administração. Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Community Engagement Senior Officer. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor Provincial de Programas. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor de Construção. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Administração e Finanças. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Administração. Saiba mais.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Analista e Digitador de Dados-Gestão de Casos. Saiba mais.
A Polícia Federal do Brasil anunciou uma operação inovadora com o objectivo de combater os incêndios florestais no país, com um foco particular nos biomas Amazónia e Pantanal.
A iniciativa inclui a implementação de medidas tanto preventivas como repressivas.
Num comunicado oficial, a autoridade policial justificou a operação com base no aumento significativo dos crimes ambientais e no agravamento dos eventos climáticos extremos observados nos últimos anos.
O plano de ação contempla a instalação de bases avançadas em regiões críticas, a mobilização de equipas especializadas, o uso intensivo de tecnologia e ‘geointeligência’, bem como a colaboração estreita com a Força Nacional de Segurança Pública e as forças de segurança estaduais.
O bilionário Jeff Bezos decidiu mudar o local da celebração do seu casamento com a jornalista Lauren Sánchez, que estava programada para ocorrer em Veneza, Itália.
Esta alteração advém do receio de manifestações organizadas por grupos activistas contrários ao evento. A informação foi divulgada pela CNN Internacional.
Os detalhes acerca da cerimónia permanecem envoltos em segredo, incluindo a data exacta, o local e a lista de convidados. No entanto, manifestações começaram a eclodir nos últimos dias, especialmente por parte do colectivo “No Space for Bezos” (“Sem Espaço para Bezos”), que critica a presença do fundador da Amazon, contextualizando-a numa discussão mais ampla sobre turismo excessivo, desigualdade e os impactos ambientais que afligem a cidade-laguna.
A activação de protestos fez-se sentir em pontos icónicos da cidade, como a Ponte Rialto e a Ilha de San Giorgio Maggiore, local que se especulava ser um dos possíveis cenários da cerimónia, marcada para 27 de Junho.
Adicionalmente, membros do Greenpeace uniram-se às manifestações, exibindo uma faixa de 400 m² na Praça de São Marcos com a mensagem: “Se você pode alugar Veneza para o seu casamento, você pode pagar mais impostos.” A intervenção foi rapidamente removida pela polícia local.
Um jovem nigeriano, com 22 anos, foi detido na 14.ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Maputo, sob a acusação de violação de um menor de 13 anos.
Conforme informações fornecidas pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), o suspeito teria estabelecido contacto com a vítima há aproximadamente três meses. Após várias trocas de mensagens nas redes sociais, ambos encontraram-se nas imediações do mercado de Laulane, seguindo posteriormente para o bairro de Chamanculo.
A situação foi revelada quando o adolescente esteve ausente de casa durante vários dias, o que levou os pais a questionarem-no sobre o seu paradeiro. As autoridades, em resposta à denúncia, procederam à apreensão dos telemóveis utilizados na comunicação, os quais contêm conversações consideradas cruciais para as investigações.
Segundo o SERNIC, o menor foi submetido a exames médicos necessários, e as investigações continuam com base nas informações obtidas. O suspeito, por sua vez, nega todas as acusações apresentadas e afirma não ter conhecimento da vítima.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, anunciou a mudança de nome do Estádio da Machava, que a partir de agora passará a ser denominado Estádio da Independência.
Este anúncio foi feito durante a 22.ª sessão do Conselho de Ministros.
A alteração visa celebrar e homenagear a luta pela independência nacional e reforçar a identidade cultural do país.
A Direcção Provincial de Recursos Minerais e Energia (DPRME) em Nampula deu início a uma campanha de sensibilização destinada a todos os operadores ilegais de combustível, exigindo que regularizem as suas actividades até ao dia 20 de Julho.
Esta iniciativa visa formalizar o sector informal de combustíveis que proliferou em bermas de estradas, esquinas e mercados da cidade e de diversos distritos, onde se comercializa gasolina e gasóleo sem qualquer supervisão técnica ou respeito pelas normas de segurança.
“Não queremos mais combustível na rua. O prazo termina no dia 20 de Julho. A partir daí, iniciaremos a fase de recolha obrigatória em toda a província”, alertou um fiscal da DPRME.
De acordo com uma publicação do Jornal Rigor, os fiscais destacam que uma parte significativa do combustível vendido informalmente é adulterada, apresentando riscos graves tanto para os veículos como para a segurança pública. A solução proposta pela DPRME consiste na organização dos vendedores em associações legalmente constituídas, com a devida inscrição na instituição e licenciamento formal da actividade.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) está a apoiar a campanha e a monitorar as acções no terreno.
O cessar-fogo mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entre o Irã e Israel, parecia consolidar-se na quarta-feira (25), um dia após ambos os países terem sinalizado o fim das hostilidades aéreas, pelo menos de forma temporária.
Na terça-feira, Trump reivindicou o mérito pelo término dos conflitos entre os dois países, que proclamaram uma “vitória histórica” sobre o adversário, após o cessar-fogo ganhar força, mesmo tendo quase falhado em alguns momentos. Durante uma breve declaração, o presidente expressou preocupação sobre o risco de uma troca de ataques que pudesse comprometer a trégua, criticando, de forma contundente, tanto Israel quanto o Irã.
Ambas as nações proclamaram vitórias em suas narrativas, enquanto Israel acusou o Irã de violar o cessar-fogo anunciado. O Irã, por sua vez, refutou as alegações.
As declarações de Trump, consideradas incomuns para um líder que normalmente se apresenta como um negociador contido, revelaram sua frustração com a possibilidade de não conseguir uma vitória diplomática, especialmente após as dificuldades nas negociações relacionadas a Gaza e à Ucrânia.
Milhares de quenianos foram às ruas em Nairobi para marcar o primeiro aniversário das manifestações que, em 2024, resultaram em confrontos violentos e numerosas fatalidades.
Os protestos, que inicialmente se desenrolaram de forma pacífica, rapidamente degeneraram em confrontações entre os manifestantes e as forças policiais em várias cidades do país.
A polícia respondeu à agitação com a utilização de gás lacrimogéneo e barreiras de arame farpado em torno de edifícios governamentais. Até ao momento, foram confirmadas pelo menos duas mortes e vários feridos durante os confrontos.
Um ano atrás, o país assistiu a uma onda de protestos que resultou na morte de cerca de 60 pessoas, motivados pelo aumento de impostos e pelas difíceis condições económicas enfrentadas, especialmente pelos jovens. A situação atingiu um ponto crítico a 25 de Junho, quando manifestantes invadiram o Parlamento.
As ruas foram novamente tomadas por milhares de cidadãos, incluindo familiares que perderam entes queridos durante os protestos anteriores. A situação tornou-se violenta quando alguns grupos começaram a lançar pedras contra as forças de segurança, clamando pela demissão do Presidente William Ruto. “Estamos a marchar contra a brutalidade policial, contra a opressão, contra os impostos elevados, contra tudo o que está errado neste país”, declarou Anthony, um jovem de 25 anos.
Um jovem de 23 anos, identificado como M. António, encontra-se sob custódia policial, acusado de integrar uma quadrilha responsável pelo roubo de um milhão e quatrocentos mil meticais numa fábrica de pipocas localizada na Manga Mascarenha, na cidade da Beira.
A detenção de M. António ocorreu na sua residência, no âmbito das investigações que visam esclarecer o caso de roubo agravado, realizado no passado dia 13. Durante a operação, as autoridades apreenderam alguns bens que haviam sido furtados em diversas localidades.
Os outros três integrantes do grupo ainda não foram localizados e permanecem em fuga, enquanto as investigações continuam em curso para a sua captura.
Um recente relatório das Nações Unidas indica que a canábis continua a ser a droga mais consumida em África, com uma prevalência elevada especialmente nas regiões da África Ocidental, Central e Austral.
O documento, intitulado “Relatório Mundial sobre Drogas 2025”, foi apresentado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e destaca ainda o aumento do consumo de cocaína e opioides, como o tramadol, em vários países do continente, incluindo Moçambique, onde se tem assistido a um número crescente de admissões em tratamento por perturbações associadas a estas substâncias.
Segundo o relatório, cerca de 10% da população africana entre os 15 e os 64 anos consumiu canábis em 2023. A África representou 44% da quantidade total de erva e resina de canábis apreendida a nível mundial no último ano, evidenciando a magnitude do problema no continente. A prevalência de consumo de opioides atingiu 1,4%, com o uso não médico de tramadol a ser uma preocupação crescente, particularmente no Norte de África e nas regiões da África Ocidental e Central.
Entre 2019 e 2023, 57% dos opioides farmacêuticos apreendidos no mundo tiveram origem em África, em grande parte devido ao uso indevido de tramadol. Por outro lado, o consumo de cocaína tem aumentado de forma consistente, com a África Ocidental, Central e Austral a registarem os maiores crescimentos neste tipo de uso. Países como África do Sul, Angola, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gana, Libéria, Marrocos, Moçambique, Níger, Senegal, Seicheles, Serra Leoa e Zâmbia têm observado um incremento nas admissões em tratamento por problemas associados ao uso de cocaína.
O relatório também sublinha que África se tornou um ponto estratégico para o trânsito da cocaína sul-americana em direcção à Europa, com apreensões significativas a decorrer perto da costa, especialmente na África Ocidental. A ONU alerta que os traficantes estão a explorar uma produção recorde e a expandir novos mercados tanto em África como na Ásia.
Adicionalmente, o consumo de novas substâncias psicoativas (NPS) está a crescer, com o ‘Khat’ a continuar a ser comum na África Oriental e o uso de NPS sintéticas, como os canabinóides presentes no ‘Kush’, a aumentar rapidamente, sobretudo na África Ocidental e Central. A combinação de drogas como ‘Nyaope’, ‘Karkoubi’ e ‘Kush’ representa uma ameaça emergente à saúde pública em países como Guiné-Bissau, Serra Leoa e Libéria, sendo essas misturas frequentemente compostas por substâncias perigosas como opioides sintéticos do grupo das nitazenas.
Em termos de saúde pública, cerca de 1,33 milhões de pessoas consomem drogas por via injetável em África, das quais 204.000 (15,4%) viviam com HIV em 2023. A África Austral regista a maior prevalência de VIH entre estes consumidores (43,2%), enquanto a África Ocidental e Central apresenta a maior taxa de pessoas que injetam drogas, situada em 0,21%.
O Ministério Público da República de Moçambique (PGR) convocou o ex-candidato presidencial Venancio Mondlane para uma audiência agendada para sexta-feira (27), nas instalações do PGR em Maputo.
A convocatória, datada de 20 de Junho, indica que o objectivo da reunião é “dar explicações adicionais”, presumivelmente sobre as manifestações organizadas por Mondlane após os resultados das eleições gerais de Outubro de 2024, amplamente considerados fraudulentos. O documento não especifica se Mondlane enfrenta alguma acusação criminal.
É importante ressaltar que, segundo a convocatória, caso Mondlane não compareça à audiência, poderá ser detido e sujeito a uma multa que varia entre uma e cinco vezes o salário mínimo nacional.
Entretanto, a reunião do Conselho de Estado, inicialmente prevista para terça-feira, foi adiada, tendo sido ainda anunciado uma nova data.
O Conselho de Estado é um órgão que aconselha o Presidente da República. Mondlane possui um assento no Conselho por ser o candidato que obteve o segundo lugar nas eleições presidenciais de Outubro.
Recentemente, Mondlane utilizou a sua página no Facebook para consultar os seus apoiantes sobre a sua participação na reunião do Conselho. De entre os 10.605 respondentes, 87% manifestaram que ele deveria comparecer, ao passo que apenas 13% advogaram a favor de um boicote.
Adicionalmente, Mondlane revelou a sua intenção de apresentar na Assembleia da República uma proposta para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito que investigue a alegada má gestão do programa agrícola Sustenta.
O programa Sustenta era considerado a principal iniciativa do Ministério da Agricultura do governo anterior liderado pelo então Presidente Filipe Nyusi. Contudo, para espanto dos jornalistas, o novo ministro da Agricultura, Roberto Albino, declarou não ter conhecimento sobre o referido programa.
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