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Terça-feira, Maio 5, 2026
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Lavar carros para garantir a estabilidade familiar

Inúmeros passeios da cidade de Maputo estão praticamente tomados pelos lavadores de carros que, de modo informal e livre, exercem a sua actividade, não obstante existir um diploma que proíbe a lavagem de veículos na via pública.

Ao longo das ruas da cidade capital, a actividade de lavagem de viaturas sobressai aos olhos de quem nelas circula.

Em algumas vias públicas, os passeios, reservados exclusivamente aos peões, servem somente para a prática daquela actividade.

Por isso a capital do país regista uma avalanche de gente que, de forma honesta, se dedica à lavagem de carros. Paralelamente a estes, existem ainda os pretensos polidores que vêem neste campo, um espaço para ludibriar os outros, fazendo-se passar, por trabalhadores para se apropriar de bens alheios.

 Numa ronda efectuada pela reportagem do MMO foi possível apurar que entre estes, existe um grande número dos que apareceram e iniciaram o trabalho sem que estejam inscritos na agremiação que defende os interesses da classe.

Pedro Paulo é exemplo disso. Ainda adolescente, veio à zona baixa experimentar o negócio de lavagem de carros.

Paulo, que aos 14 anos começou a lavar e polir carros, hoje é esposo e pai de três filhos que dele dependem em tudo.

 “Quando paro de trabalhar não há pão que chegue em casa. Esta é a minha única fonte de sobrevivência. Tenho contas de água, electricidade, alimentação, saúde e educação dos meus filhos.

Segundo ele, tem neste momento entre 10 a 11 carros fixos. Estes ele lava e no final do mês os donos pagam-lhe um valor do qual retira o salário do ajudante, também no final do mês.

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 Entretanto, para além de pensar no presente, há também a necessidade de olhar para o futuro. É por isso que alguns dos chefes de família e jovens que se dedicam à lavagem de carros, na baixa, estudam para melhor enfrentar os desafios do futuro.

Um deles é Sansão Langa, casado, com uma família de nove membros, que desde 1993 lava carros na via pública. Actualmente com dois colaboradores, Langa construiu a sua casa do tipo três, comprou uma viatura e garante a educação dos filhos, alimentação e saúde e no período nocturno vai à escola.

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Garantir a  Estabilidade Familiar

Se por um lado a actividade tem seguidores já desde os anos 60, hoje continua a atrair jovens que, à semelhança dos cinquentenários, estão a formar famílias e a planificar o seu futuro lavando carros.

Sérgio Massinga, de 35 anos, é um desses jovens que, há três anos, se dedica à lavagem de automóveis na praça 25 de Junho, na zona baixa da cidade.

Massinga amealha por dia, em média, 600 meticais, montante com o qual sustenta um agregado familiar composto por 11 elementos. Com apenas a 5ª classe concluída, a falta de condições levou-o a deixar de estudar.

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Dados do conhecimento das autoridades municipais apontam, que mais de 60 mil pessoas exercessem esta actividade na cidade de Maputo, mas que apesar de ser o ganha-pão destes, afecta grandemente a circulação de pessoas, os detergentes utilizados, muitas vezes, corroem o asfalto bem como acabam prejudicando as pequenas empresas licenciadas.

Desembolso de USD50 para construção de Centro Cultural Moçambique-China

Os governos de Moçambique e da China assinaram um acordo nesta quinta-feira, em Maputo, com vista ao desembolso de 50 milhões de dólares norte americanos para financiar a construção de um Centro Cultural daquele no país asiático no território nacional.

Para tal, a vice-ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Nyeleti Mondlane e o embaixador da China em Moçambique, Li Chunhua, rubricaram um acordo ontem, onde firmou-se que metade do montante é concedida sob a forma de um empréstimo sem juros e a outra sob doação, de modo a tornar o projecto exequível e a tempo útil.

Segundo Li Chunhua, o início das obras está previsto para o primeiro semestre do ano em curso.

O Centro Cultural Moçambique China será erguido no Campus da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, e deverá incluir um anfiteatro com mais de 1500 lugares e um auditório com capacidade até 50 lugares.

Residentes em Chitima retomam suas vidas

Cinquenta dias após a tragédia que marcou a vida do distrito de Chitima,em Tete e à nação inteira ao dizimar a vida de 75 pessoas, vitimas do pombe, bebida de fabrico caseiro, que originou a intoxicação alcoólica, a vida naquele local está a voltar à normalidade, a população retomou as suas actividades diárias.

Segundo o administrador local, Abel Chongo citado pelo Notícias disse que mesmo as famílias enlutadas a maior parte delas já estão recompostas e estão a realizar as suas actividades do dia-a-dia falando concretamente da produção agrícola.

“A maior parte das famílias aqui em Chitima vive com base na na produção agrícola e após a tragédia, apesar de haver marcas visíveis em suas caras, há uma necessidade de voltarem as suas actividades”, disse.

Chongo disse ainda que decorre em conjunto com os líderes comunitários um trabalho de mobilização e sensibilização da população no controlo mais minucioso no fabrico  de bebidas caseiras de modo a se evitar casos semelhantes a tragédia que assolou Chitima.

Salientar que as autoridades sanitárias em Chitima prosseguem com jornadas de busca de uma explicação e acompanhamento directo das pessoas que foram internadas devido a intoxicação alcoólica de modo a que haja uma resposta rápida caso surjam quaisquer sintomas deixados pelas sequelas da intoxicação.

Para a directora distrital de saúde, Mulher e Acção Social em Cahora Bassa, Paula Bernardo Coimbra até o momento não há relatos de qualquer situação anormal nos bairros que seja consequência daquele embroglio.

Coimbra referiu ainda que todas as atenções estão no momento viradas ao trabalho psicológico no seio das famílias enlutadas, visto que há casas que ficaram praticamente sem adultos para dar assistência aos menores.

No entender daquela profissional a situação é preocupante,porque há casas onde ficaram só  crianças, noutras famílias o pombe matou dois a três membros da mesma família, e em muitas casas pessoas que tinham a responsabilidade de garantir alimentos para casa, deste modo há uma necessidade de se trabalhar de modo a dar conforto face a este abalo.

Detidos os autores do crime causado pela desinformacão

Cidadãos em número de treze, estão a contas com as autoridades governamentais, suspeitos de terem espancado até a morte, o secretário do bairro de Namialo “B”, vila sede  do distrito de Lalaua, na província de Nampula, no contexto da desinformação sobre a cólera.

Segundo o porta-voz do governo daquele distrito e chefe dos serviços distritais de Saúde, Mulher e Acção Social, Fernando Cardoso Manuel, os suspeitos foram levados à procuradoria distrital de Ribáué, que superintende juridicamente Lalaua, para os procedimentos legais de modo a que sejam julgados de acordo com o envolvimento de cada um.

Questionado sobre o que terá levado os residentes de Namialo B a pautarem pela atitude, o porta voz respondeu que foi na sequência de um boato corrente que afirmava que o malogrado tinha em sua posse embalagens que continham produtos que provocam cólera.

A informação da morte do secretário do bairro de Namialo B, identificado apenas por Paulino , foi tornada pública há cerca de duas semanas ao  “Notícias” pelo governador de Nampula, Victor Borges, aquando da sua visita ao distrito de Eráti.

Na semana finda, o chefe do executivo em Nampula, num encontro com outros dirigentes, exortou para que estes não se aproveitassem do sofrimento das populações para obter ganhos políticos, pois não é a primeira vez acontecem naquela província mortes de cidadãos por espancamento, destruição de infra-estruturas originadas pela desinformação.

Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano apoia vítimas das cheias

 O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano entregou mais de 1250 cadernos escolares, 11 sacos e 44 caixas de roupa diversa, nove embalagens de farinha de milho e dez caixas de produtos alimentares ao Instituto Nacional de Gestão das Calamidades (INGC) para apoiar as vítimas das cheias que assolaram o país.

A iniciativa é dos funcionários do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) que juntaram os seus esforços para apoiar as famílias que mais precisam e, por via disso, minimizar o seu sofrimento.

Falando no acto de entrega do donativo, director do Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), Maurício Xirinda, disse que a oferta é uma mais-valia porque vai minorar o sofrimento das famílias afectadas pelas cheias nas zonas centro e norte do país, esperando que mais apoio para as vítimas das cheias sejam canalizados.

“Esperamos que venham mais vezes prestar apoio porque no terreno ainda há muitas famílias que precisam de assistência alimentar e sanitária, após terem perdido todos os seus bens devido às chuvas. Nós estaremos sempre abertos para receber os donativos e canalizá-los às famílias necessitadas”, disse.

Por sua vez para o director nacional adjunto do Instituto de Bolsas de Estudo no MINEDH, Miguel Inácio, a acção representa a solidariedade dos trabalhadores da educação a nível central para com as vítimas das cheias e espera que estes bens ajudem a minimizar o sofrimento de muitos afectados.

Segundo ele, esta é uma parte dos bens que a sua instituição preparou para apoiar as vítimas e vai continuar a colaborar sempre que o INGC mostrar dificuldades de assistir as famílias que perderam os seus bens devido à fúria da água das chuvas”, afirmou.

Livros de distribuição Gratuita invandem o mercado informal

Pouco mais de quinze dias após o início do ano lectivo, as escolas deparam-se ainda com a problemática da falta de livros de distribuição gratuita.

Trata-se de manuais de ensino primário (1ª a 7ª classe) que têm representado um grande défice nas escolas obrigando os pais e encarregados a recorrerem ao mercado informal.

Um dos maiores focos é a Baixa da cidade de Maputo, local que regista maior fluxo de vendedores informais, a venderem livros a preços que variam dos 100 a 200 meticais a unidade.

Vendedores interpelados pelo MMO revelaram, na condição de anonimato, que recebem os manuais de pessoas ligadas à DINAME e das próprias escolas.

Numa altura em que o Ministério de Educação e Desenvolvimento Humano e o governo intensificam, através dos meios de comunicação social, a proibição e penalização da venda do material escolar de distribuição gratuita, particularmente os manuais de ensino (livro), os vendedores têm noção de exercem uma actividade clandestina, mas nem isso os detém e, como se não bastasse, gabam-se de tomar as “devidas precauções”.

Os manuais não são vendidos à vista, os informais após avaliarem se o cliente é ou não de confiança, vão buscar o material no “esconderijo”. A venda é feita com todo cuidado, aliado ao secretismo e desconfiança com relação aos clientes que por lá passam.

Entretanto, alguns professores dizem–se indignados com a situação pois é, segundo eles, difícil entender a cadeia pela qual passa o livro desde o MINEDH até chegar às escolas.

Por outro lado, os pais que recorrem à compra do livro nos informais são pais cujos filhos estudam em escolas privados, sendo o livro de distribuição gratuita beneficia apenas a alunos do ensino público.

Anualmente as autoridades moçambicanas travam guerras contra a comercialização clandestina do material escolar de distribuição gratuita, embora sem sucessos.

Para além de ser uma prática punível,  contribui para que os manuais adquiridos pelo governo não sejam suficientes para cobrir todos os alunos previstos.

Vendedeiras informais de comida ignoram existência da cólera

O surto da cólera afecta cinco províncias do Norte e Centro do País, e já causou 41 óbitos e 2601 doentes diagnosticados, sendo que  as províncias da Zambézia e Cabo delgado lideram os gráficos de afectados.

Moçambique é um país em que a circulação dos cidadãos é livre e sendo a cólera uma doença altamente contagiosa e de rápida disseminação, há que se verificar as medidas de prevenção, pois o vibrião colérico está em circulação.

Numa altura em que o Ministério de Saúde intensifica as acções de mobilização e sensibilização das comunidades em relação às medidas de higiene pessoal e colectiva, são válidas todas as formas de prevenção, desde o saneamento do meio.

O sul do país ainda não diagnosticou casos de cólera, mas mesmo assim urge a necessidade de se redobrar as medidas de higiene alimentar e saneamento do meio.

Na avenida Zedequias Manganhela, na baixa da cidade, é visível a “fábrica” de refeições que ali foi instalada, panelas e pratos lavados de forma repetitiva na mesma água, alimentos preparados ao ar livre sem observar quaisquer medidas de higiene, para além das águas turvas e nauseabundas ali estagnadas num ambiente de autêntica imundice.

É que mesmo as cozinheiras não ostentam nenhum material de Protecção higiénica, (lenço, avental e outros).

Questionadas pelo MMO acerca do alerta do MISAU, elas dizem- se cientes do assunto, mas demonstram pouca preocupação pelo facto do sul do país não ter, por enquanto, histórico de pessoas diagnosticadas com a epidemia.

“Não temos o que fazer vivemos disto e também a cólera existe em zonas afectadas pelas cheias” disse uma vendedora na condição de anonimato.

Por sua vez, Orlando Machava, que é utente daquele local, diz conhecer os riscos de ali comer, mas não tem o melhor, avança ainda culpabilizando o município pelas águas ali estagnadas.

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Urina humana destrói vedação do terminal rodoviária de Xiquelene

O terminal de transportes semi-colectivos da Praça dos Trabalhadores vulgo Xiquelene, artérias da Cidade de Maputo, encontra-se numa situação desagradável visto que a sua vedação encontra-se entre a “vida e a morte” devido ao mau uso por parte dos utentes.

Para se aprofundar mais dos contornos que estariam por de trás desta situação, a equipa da MMO escalou o local e na conversa que manteve com os utentes, autoridades municipais e automobilistas constatou que as causas da degradação daquele lugar são a urina, embate de viaturas contra vedação e supostos roubos de cantoneiras ou seja, varões.

Fernando Mathusse, vendedor ambulante, defendeu que uma das causas do derrube da vedação é o roubo de cantoneiras por algumas pessoas de má-fé que tem se aproveitado do silêncio da noite para destruir e usurpar o material que suporta a vedação.

Contactada uma outra fonte, desta vez um automobilista de transporte semi-colectivo, Luis Mathe “mesmo com aqueles balneários públicos equipados para realização de qualquer tipo de necessidade biológica existente aqui, as pessoas preferem urinar sobre a vedação e por isso temos visto aos poucos a vedação a destruir-se pela urina”, disse.

Por outro lado, contactado um agente das autoridades municipais, que falou em anonimato alegando não ter autorização superior para falar com a imprensa, apontou como causa, vários embates de viaturas contra a vedação que tem se registado regularmente, sobretudo no período de noite. “É o principal motivo que origina a destruição do terminal rodoviário”, disse.

Francês Ribery admite adquiriir nacionalidade alemã

O médio ofensivo do Bayern de Munique, Franck Ribery, admitiu esta quinta-feira, em entrevista ao diário Bild, a possibilidade de vir a adquirir nacionalidade alemã.

Depois de, em Agosto de 2014, ter abdicado de representar a selecção francesa de futebol por “motivos pessoais”, o jogador admitiu agora vir a adquirir a nacionalidade alemã, depois de sete anos ao serviço do Bayern de Munique.

Na Alemanha, os cidadãos provenientes de um país da União Europeia que estejam a viver em território germânico há, pelo menos, oito anos, podem pedir a nacionalidade alemã.

“Porque não? Consigo imaginar-me em Munique até ao fim da minha carreira. Eu tenho uma boa sensação da Alemanha”, revelou Ribery, garantindo que se sente “muito bem” na Alemanha e, caso decida mesmo adquirir a nacionalidade germânica, será “pela família e pelo futuro”.

“Comprei uma bela casa, assimilei a mentalidade alemã e gosto disso. O meu filho nasceu na Alemanha e, quem sabe, poderá mesmo jogar um dia pela selecção deste país”, acrescentou.

Caso o antigo internacional francês mude mesmo a sua nacionalidade, terá de fazer um exame do domínio da língua alemã e responder a um questionário geral sobre as instituições e o funcionamento da democracia naquele país.

Tonela: “Cheias no centro e o norte do país não tiveram danos avultados”

O ministro da Indústria e Comércio de Moçambique, Ernesto Tonela, considera que as cheias no centro e o norte do país não tiveram danos avultados.

Segundo o ministro, ao nível da rede comercial formal, os danos são mínimos.

“É verdade que no sector informal há danos, mas são danos em infra-estruturas de reposição relativamente rápida. E no sector industrial não temos danos de vulto”, disse Ernesto Tonela.

Por um lado, o ministro admite ter havido dificuldades de transitabilidade para escoar mercadorias devido a interrupção das vias de acesso causadas pelas chuvas fortes que afectaram aquelas zonas.

“O papel do Governo nestas situações é trabalhar com suas instituições na inspecção das actividades económicas, em colaboração com as associações, para perceber as dificuldades que existem no terreno, apelando para razoabilidade”, admitiu Tonela.

Corpo com pescoço amarrado e suspenso encontrado numa árvore na Beira

Um corpo com o pescoço amarrado e suspenso numa árvore foi encontrado  na manhã desta  terça-feira, no quintal de uma residência, sita no bairro do Esturro, cidade da Beira. O local onde o corpo foi encontrado fica a poucos metros da residência onde o malogrado vivia com a esposa e quatro filhos segundo escreve o jornal o país na sua edição de hoje.

Belinha Manuel foi a primeira pessoa a deparar-se com o corpo a baloiçar numa das árvores do seu quintal.

Os primeiros dados recolhidos pelos peritos da Polícia no local indicam que o indivíduo, que em vida respondia pelo nome de Domingos Machambisse, de 52 anos, foi agredido até à morte num outro local e depois arrastado até ao quintal próximo da sua casa onde foi pendurado numa árvore através de uma corda. Aliás, o corpo apresentava várias escoriações e feridas nos joelhos. A Polícia garantiu ao jornal O País que vai pronunciar-se logo que tiver dados consistentes sobre o caso.

Manuel Machambisse, irmão do finado, disse que ficou surpreendido com a morte de Domingos, tendo admitido que o mesmo tinha problemas conjugais.

Pagamentos nos Registos e Notariados passam a ser via banco

A medida, segundo avançou Sheila Santana Afonso, Secretária Permanente do Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, citada hoje pelo “Noticias”, visa, sobretudo, combater casos de desvio de fundos e corrupção e, por outro lado, aumentar os níveis de cobrança de receita para o Estado e, de forma particular, melhorar as condições das infra-estruturas do sector.

A iniciativa acautelará que o funcionário público entre frequentemente em contacto com dinheiro vivo, reduzindo, por conseguinte, a tendência de apetência pelo dinheiro pago pelos cidadãos, para além de flexibilizar o processo e garantir a segurança dos serviços prestados.

Ao nível do país, este processo será implementado em 165 Conservatórias, 13 Cartórios Notariais e 341 Postos de Registo Civil que deixam de cobrar em numerário, passando os utentes a fazê-lo através de depósitos bancários.

Para além dos Registos e Notariado, outras áreas que passam a exigir pagamento via banco dos seus serviços são o Serviço Nacional das Prisões (SENAP) e o Centro de Formação Jurídica e Judiciaria (CFJJ) da Matola, na província meridional de Maputo. Conforme explicou Sheila Santana Afonso, a identificação do SENAP tem a ver com as suas unidades de produção que têm feito muita receita, fruto do trabalho levado a cabo pelos reclusos, enquanto que o CFJJ está relacionado com a arrecadação de receitas da venda da legislação e publicações.

“A lei diz claramente que fica interdito o pagamento em numerário ou em cheque todos os serviços prestados, independentemente do montante, dai que as nossas instituições estão preparadas para assumir este desafio com êxito. Já fazemos isso nas áreas do registo automóvel, predial e de entidades legais, mas agora decidimos alargar para outras áreas. Para o efeito, estamos a trabalhar com alguns bancos para a instalação de POS nas nossas instituições para o utente pagar através de cartão. Implementaremos também outras formas viáveis para tornar os serviços mais flexíveis e reduzir o tempo de atendimento”, explicou Sheila Afonso.

Vila Algarve centro de crime desde sua existência

Localizada no bairro da Polana, próximo ao palácio dos casamentos, na avenida Ahmed Sekou Touré, cidade de Maputo, a vila Algarve, construída em 1934, é tida como sede da Polícia Internacional de defesa do Estado.

Obra de José dos Santos Rufino, alterada em 1936 e ampliada em 1950, esta infraestrutura, que agora pertence ao património urbano ainda não destruído, mostra uma notável robustez no seu valor arquitectónico.

Em Abril de 2009, durante debates na III Sessão do Comité Central, o Secretário-Geral do partido Frelimo e ex-Presidente da República, Armando Guebuza referiu, no seu discurso que a Vila Algarve seria transformada num museu de preservação do património da história da Luta da Libertação Nacional.

Nesse discurso sublinhou o papel desempenhado pela então associação dos combatentes da luta de libertação.

Vila Algarve5Eis que, em 2008 foi tornado público que o edifício passaria a funcionar como a sede da ordem dos advogados de Moçambique, facto que culminou com a retirada dos que lá habitavam, como também  emergiu o início de obras de levantamento do murro como se pode notar.

O edifício foi, durante o tempo colonial, quartel-general da polícia da PIDE e centro de torturas. Foram ali executados compatriotas moçambicanos conotados com o movimento de libertação nacional liderado pela, Frelimo.

Hoje, o mesmo edifício é uma estrondosa ruína que  abriga pessoas que se dedicam a vários tipos de actividades, desde as mais honestas até as criminais, nomeadamente, lavadores de carros, meninos que põem uniforme para causar terror nas escolas, funciona igualmente como centro de consumo de drogas de vários tipos, centro de violação sexual entre outros tipos de crimes.

O acesso àquele local é aterrorizante, pois os indivíduos que ali habitam fazem uma entrevista preliminar às pessoas que desejam aceder, interditam o acesso, ameaçam de várias formas e dão informações incompletas.

Tentativas de ouvir deles como era a vida ali redundaram no fracasso pelo facto deles exigirem valores monetários para o efeito.

A verdade é que a situação é preocupante – visivelmente assistimos a um fomentar da criminalidade por isso acreditamos que, numa altura em que se regista o encerramento de alguns locais de lazer, já está mais do que na hora de recuperar a majestosa vila Algarve.

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Gabriela conta ao seu público o que “Acontece”

Depois do sucesso que foram os álbuns “100% Amor e paixão”, “Felicidade”, os singles “Mina na Wena”, “Longa Estrada” e “Broken Heart”, que traduzido para português significa coração partido, a cantora Gabriela vai brindar aos seus admiradores com o seu mais recente trabalho discográfico, intitulado “Acontece”.

Num concerto a ter lugar na sexta-feira (27), no Centro Cultural Universitário e que contará com a participação de vários artistas nacionais, nomeadamente: G2, Hernâni, Iveth, Rui Michel, Simba, Ras Haitrim, Nuno Abdul, Leonel Tuto e o grupo coral Moz dreamz, Gabriela vai explorar um estilo diferente para transmitir ao público a sua visão dos factos sociais.

“Tenho vindo a cantar o amor, mas desta vez vou cantar o que acontece na sociedade e no mundo. Quando estiverem a escutar o CD, quero que se vejam nele, que vejam os vizinhos e os episódios que marcam o seu quotidiano”, disse a cantora, numa conferência de imprensa.

O concerto tem a produção da G&G, uma marca que nasceu de uma parceria entre a Rainha do Soul moçambicano, Gabriela e o cantor, produtor e compositor G2, com o objectivo de zelar pelos seus interesses, a nível de parcerias e de produção.

G2 disse esperar que este álbum tenha uma distribuição abrangente a nível nacional e, para tal, uma das estratégias prende-se na redução do custo do disco por unidade e a ampliação da sua disponibilidade.

“Pretendemos que o CD chegue a todas as províncias do país e temos parcerias muito fortes para o internacionalizar”, garantiu G2.

No dia do concerto o disco estará disponível ao preço de 300 meticais, mas no plano de produção deseja-se reduzir o valor para duzentos meticais.

Surto de cólera no país já dizimou cerca de 31 vidas

De acordo com dados divulgados ontem, pelo conselho de ministros, o surto de cólera que se regista em Moçambique, sobretudo nas províncias de Nampula, Niassa, Tete e Zambézia, a última tida como a mais vulnerável já totalizou mais de 2.903 casos, incluindo 31 óbitos.

7 Anos depois, o surto da cólera regressa à província Tete, mas desta vez com maior incidência sendo que até ao momento já se registaram cerca de 18 casos em apenas três semanas.

Num ano em que o país atravessa um momento difícil por causas naturais como o caso das cheias que assolam as zonas Centro e Norte, uma nova situação do surto de cólera emerge no coração dos moçambicanos e cada dia que passa regista casos em número crescente.

Como resposta, o Ministério da Saúde, em conjunto com outras autoridades não-governamentais estão a tomar medidas com vista a prevenir novos casos e salvar vidas humanas.

Refira-se que a cidade Quelimane, província da Zambézia, foi atingida pelo surto desde a passada segunda-feira (23), com o registo de 23 casos de diarreia, e 8 casos de cólera.

MINEDH vai introduzir o ensino pré-escolar para crianças do 0-5 de idade

O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano vai introduzir no próximo mês a  Estratégia Nacional do Desenvolvimento Integral da Criança em Idade Pré-escolar, que vai abranger, numa primeira fase, 10.500 crianças dos zero aos cinco anos de idade.

O anúncio foi tornado público nesta quarta-feira em Maputo, pela Directora Nacional do Ensino Primário, Antuia Soverano, durante o primeiro encontro sobre a reflexão sobre a Educação e Desenvolvimento Humano.

A definição da Estratégia Nacional do Desenvolvimento Integral da Criança em Idade Pré-escolar “é prioritária para a socialização da criança e para que desenvolva a linguagem, alicerçando os pressupostos necessários para enfrentar, com sucesso, todas as fases subsequentes de aprendizagem. Aliás, um dos propósitos que leva o MINEDH a reintroduzir a educação pré-escolar tem a ver com a necessidade de superar a fraca qualidade no Ensino Primário e facilitar o alcance dos Objectivos do Milénio, bem como para que o aluno entre no Ensino Primário com uma base que lhe possa permitir identificar letras e sons.

Falando na ocasião,  Soverano disse que em Março vai iniciar a fase piloto do projecto em cinco províncias nomeadamente Cabo-Delgado, Nampula, Tete, Gaza e Maputo, envolvendo 150 comunidades e um total de 10.500 crianças dos 0-5 anos.

“Há uma participação da comunidade,  onde foram criados  comités de gestão e os facilitadores que vão participar do projecto são da própria comunidade que foram preparadas para ensinar  aos petizes”, disse.

Ainda de acordo com Soverano, um dos critérios deve ser a proximidade das comunidades duma escola primária que é para garantir que as crianças continuem a estudar e deste comité também faz parte um professor que fará o acompanhamento.

De referir que as províncias foram seleccionadas obedecendo critérios tais como a taxa de subnutrição, número de crianças dos 0-5 anos, numero de crianças com seis anos que ainda não estão na escola,  o ultimo foi o acesso ao saneamento e água potável.

Enquanto não arrancam as actividades com as crianças, a directora nacional do Ensino Primário disse que vão decorrendo cursos de capacitação dos provedores que irão trabalhar directamente com os petizes, assim como outro pessoal que no terreno irá dar apoio aos centros de nível provincial e distrital.

O projecto vai decorrer em três fases abrangendo 84 mil crianças em 600 comunidades.

Aumentam casos de violência infantil em Moçambique

Assume-se como grave a situação de violência contra as crianças em Moçambique, facto que afecta também as mulheres e idosos.

Para uma maior reflexão sobre a problemática, o Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), através do departamento de atendimento à família e menores vítimas de violência, junto do Ministério do Interior, realizou a VII Reunião Regional há dias na cidade da Beira, que culminou com a capacitação dos membros da corporação em matérias da lei que pune os actos de violência contra a mulher e criança (Lei no 29/2009).

Deste modo, o Comando-Geral da PRM, em conjunto com os magistrados do Ministério Público e judiciais, representantes dos ministérios da Justiça, Saúde, Criança e Acção Social dos níveis central e provincial, chefes dos departamentos provinciais e seus acompanhantes, parceiros de cooperação e outros.

No entanto, a representante do Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) em Moçambique, Mariana Muzzi, afirmou que a maior parte das crianças de alguma forma sofre violência doméstica no seio familiar, nas escolas ou na comunidade, e por conta disso as estatísticas mostram gráficos alarmantes.

Ainda segundo Mariana Muzzi, aproximadamente metade das raparigas no país casam-se antes de completarem 18 anos de idade, sendo que 28 por cento dos rapazes e 22 % de raparigas entre 15 e 19 anos sofreram de violência física.

Por sua vez a polícia revela ter recebido um número cada vez maior de denúncias de casos de violência contra a mulher e criança, sinal de boa nova, mostra que os serviços de atendimento estão a funcionar, envolvendo a polícia, saúde, IPAJ, escolas, procuradores, e acção social.

Entretanto para a Unicef esse número de denúncias é ainda muito pequeno em relação à realidade da violência no país.

“A situação dessas crianças é grave. Por isso mesmo que Moçambique precisa dar passos galopantes e com máxima urgência. As vítimas necessitam de protecção contra violência, por exemplo, na prevenção a rádio precisa transmitir, as escolas devem ensinar como denunciar, os grupos religiosos e as comunidades devem mobilizar” disse Muzzi

Muzzi advoga que mesmo na resposta a polícia deve ser um local seguro onde as crianças são atendidas de forma rápida e respeitosa, enquanto que na saúde e Acção social tem de estar pronta para atender essas crianças e registar cada caso que chegue, dando assistência psicológica, clínica e de medicina legal.

O IPAJ, os procuradores e juízes deverão priorizar os casos que envolvem crianças.

72 cidadãos moçambicanos repatriados da África do Sul

As autoridades de emigração sul-africanas, repatriaram na semana passada, um total de 72 cidadãos moçambicanos que se encontravam naquele país vizinho, em condições ilegais, segundo o porta-voz da Polícia da República de Moçambique a nível do país, Pedro Cossa.

Dos repatriados ao solo, são 65 homens, sete mulheres e dois menores.

Entretanto, na mesma semana, as autoridades moçambicanas desencadearam uma operação que culminou com a detenção de 1644 violadores de fronteira.

Na mesma semana em análise 16  pessoas morreram e outras 26 contraíram ferimentos entre graves e ligeiros, em consequência de 31  acidentes de viação registados na semana passada, em algumas estradas do país.

Segundo Cossa, dentre os acidentes destacam-se 11 atropelamentos, seis choques entre carros e sete choques entre carro e moto, nestes últimos foram causados pelas motocicletas, por não respeitarem o código da estrada.

“Queremos chamar atenção aos proprietários destas motos, para que chamem atenção aos seus empregados no sentido de respeitarem as regras de condução”, apelou Cossa.

As autoridades, apontam como causas dos acidentes, o excesso de velocidade.

Primeira fase da missão da EMOCHM custou 540 milhões de meticais

A primeira fase dos trabalhos da Equipa Militar de Observadores Internacionais da Cessação das Hostilidades Militares (EMOCHM) custou ao governo cerca de 540 milhões de meticais entre os 135 dias que o mandato estava previsto.

Nesta que foi a primeira fase estipulada com cerca de 135 dias a equipa de peritos militares internacionais incluindo nacionais destacados do governo e da Renamo.

Para o efeito, foi instalado um comando central, na cidade de Maputo, com subcomandos nas províncias de Inhambane, Sofala, Tete e Nampula, onde os peritos militares, chefiados pelo brigadeiro do Botswana, Therego Tseretse, puderam, juntamente com a equipa composta por militares do Governo e forças residuais da Renamo, encontrar melhores estratégias para implementar o acordo sobre a cessação das hostilidades militares rubricados pelo ex-estadista, Armando Guebuza e líder da Renamo.

A principal missão dos peritos é garantir a desmilitarização e inserção na PRM e FDS dos homens da Renamo algo que ainda não aconteceu pelo facto de a “Perdiz não ter ainda apresentado a lista destes”.

Por um lado, o governo mostrou o seu descontentamento pelo facto de na primeira fase da equipa não se terem registado progressos na implementação do acordo no que se refere ao desarmamento das forças residuais da RENAMO e na integração de seus homens.

Nesta segunda fase da missão, que foi prorrogada para mais um mandato fixado entre 60 a 120 dias, o governo exigiu que a Renamo apresente a lista dos homens a serem integrados.

Menino de 7 anos queima língua após chupar pirolito azedo

Lachlan Canak, uma criança de 7 anos, pegou um pirolito escondido da sua mãe antes do pequeno almoço, mas não tinha ideia do que poderia lhe acontecer: sua língua começou a queimar enquanto ele chupava a guloseima.

Isso aconteceu devido à presença do ‘ácido málico’ encontrado em doces extremamente azedos. A criança chupava o pirolito antes de ir à escola, quando teve a sensação de queimadura na boca e, então, foi obrigado a procurar ajuda da sua mãe, Hayley.

“Ele me gritou e entrou na cozinha a dizer que a língua estava machucada e me mostrou”, contou Hayley.

Esse tipo de doce feito nos Estados Unidos possui um aviso dizendo que “comer vários pedaços dentro de um curto período de tempo pode causar uma irritação temporária nas bocas e línguas sensíveis”, mas o que Hayley observou na língua do filho parecia pior que uma simples ‘irritação’.

Surpresa com o que aconteceu, ela comentou que a língua do filho ficou muito inflamada e que acredita que um pirolito não deva ser capaz de causar tais ferimentos, porque são consumidos principalmente por crianças.

Ela garantiu também que o filho não vai mais pegar quaisquer doces sem antes pedi-la.

Pirulito

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