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Quinta-feira, Julho 16, 2026
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Proposta do MDM visa mobilizar comunidades para fortalecer a educação em Nampula

O líder da bancada do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) na Assembleia Provincial de Nampula, Felizardo Mucussete, apresentou uma proposta ao sector da Educação com o objectivo de promover um envolvimento mais integrado das comunidades na melhoria do ambiente escolar.

A proposta foi submetida durante a recente reunião provincial de Planificação da Educação, onde foram traçadas estratégias e metas para o sector. Neste ano lectivo, Nampula conta com uma população estudantil de 2.062.327 alunos, distribuídos entre os cursos diurno e nocturno.

De acordo com Mucussete, é premente a criação de um novo pacto social e moral na educação, de forma a transformar a escola num espaço de esperança e construção de sonhos. “Esta proposta é um apelo à acção comunitária, à solidariedade inter-geracional e ao compromisso cívico de todos nós. Nampula não pode continuar a esperar. O futuro começa com uma sala de aula reabilitada, um livro partilhado e uma criança que não desiste”, sublinhou.

A proposta, designada de comunitária, pretende mobilizar as forças vivas da sociedade para uma intervenção coordenada e transformadora no sector educativo, promovendo uma educação inclusiva, de qualidade e sustentável por meio de acções integradas e colaborativas.

Entre as iniciativas propostas destacam-se a mobilização das comunidades locais e líderes tradicionais e religiosos em torno da valorização da educação, a identificação e reabilitação das infra-estruturas escolares degradadas com envolvimento comunitário, a redução das taxas de desistência escolar, especialmente entre raparigas e crianças vulneráveis, e a promoção da formação contínua dos professores com apoio comunitário. Também será incentivada a criação e apoio a clubes escolares, com o intuito de fomentar a leitura, a cidadania e o espírito crítico entre os alunos.

Deslocados de Cabo Delgado reconstroem vidas com apoio comunitário em Nampula e Niassa

Aproximadamente 43.600 moçambicanos, forçados a abandonar suas residências em Cabo Delgado devido a actos de terrorismo, estão a reconstruir as suas vidas em várias províncias do norte do país, nomeadamente Nampula e Niassa. 

A transformação desse cenário dramático é possibilitada através do auxílio de diversas organizações religiosas, comunitárias e humanitárias.

Inicialmente, as intervenções focaram na assistência emergencial, proporcionando alimentos e abrigo. No entanto, as iniciativas evoluíram, centrando-se na promoção da autossuficiência, recuperação emocional e integração social dos deslocados.

O Conselho Cristão de Moçambique (CCM), o Conselho Islâmico de Moçambique e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) lideram esse movimento, sendo apoiados pelos governos provinciais e pela sociedade civil. Esta informação foi divulgada no programa “Linha Directa” da Rádio Moçambique por líderes comunitários e religiosos, que acompanham a situação humanitária na região.

Nos primeiros anos da crise, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) foi o encarregado da distribuição de alimentos. Contudo, com a diminuição do financiamento internacional, surgiram novas estratégias, como a realização de formações breves, distribuição de kits agrícolas e de pesca e fomento ao comércio local.

Em Cabo Delgado, o CCM reportou ter assistido directamente mais de 53.000 deslocados internos provenientes de 10 distritos ao longo dos últimos cinco anos. As acções de apoio incluem a entrega de alimentos, utensílios, abrigos temporários, sensibilização comunitária, e assistência psicossocial. O coordenador do CCM, Inovaldo Mateus, destacou que essas actividades resultaram de um esforço conjunto com a colaboração de múltiplos sectores e parceiros.

As formações de curta duração, realizadas em centros de reassentamento, têm se revelado eficazes na transformação dos beneficiários em agentes de sua própria subsistência. Famílias deslocadas agora cultivam alimentos e praticam a pesca, utilizando kits agrícolas, sementes e barcos fornecidos por parceiros. “A essência agora é ensinar a pescar, não apenas dar o peixe”, explicou Mateus.

Apesar dos desafios impostos por fenómenos climáticos, como ciclones e secas, as comunidades apresentam sinais de recuperação económica e social. O impacto emocional do deslocamento tem sido abordado por meio de iniciativas estruturadas de apoio psicossocial. Desde o início da crise, equipas móveis têm atuado em locais como Macomia, Pemba, Mecula e Malica, oferecendo apoio psicológico e orientação legal.

Em Niassa, o acolhimento dos deslocados é centralizado no centro de Malica, onde 43 famílias foram acolhidas. Quando a capacidade foi atingida, novas famílias foram integradas diretamente nas comunidades. Igrejas ligadas ao CCM têm organizado grupos de apoio, divididos por idade e género, que realizam visitas regulares, oferecendo suporte emocional e espiritual.

O Conselho Islâmico de Moçambique também tem desempenhado um papel significativo, extendendo o apoio psicossocial e formando líderes religiosos para se inserirem directamente nas comunidades acolhedoras.

A cidade de Pemba, capital de Cabo Delgado, tem assistido à criação de espaços dedicados ao acolhimento emocional nos centros de reassentamento e à constituição de Comités de Paz, que promovem a coesão social e o diálogo intergeracional.

Isabel Cavo, delegada do Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres (INGD) em Niassa, alertou para a continuidade do sofrimento entre os deslocados, enfatizando que, apesar da diminuição da solidariedade, muitos continuam a enfrentar dificuldades diárias. Cavo apelou à população moçambicana para que retome o espírito de união e responsabilidade coletiva.

Embora algumas áreas, como Meluco e Macomia, ainda registam episódios de insegurança, a necessidade de centros de reassentamento e respostas rápidas permanece urgente. Brigadas móveis multi-sectoriais continuam a prestar apoio médico, jurídico e psicossocial, agora mais integrados às estruturas locais.

“O deslocado não é um número. É uma mãe, um jovem, um avô. E todos eles continuam a precisar de nós — com apoio psicológico, espiritual, material e humano”, concluiu o CCM.

Moçambique e Cabo Verde celebram 50 anos de laços de irmandade

A Primeira-ministra moçambicana, Benvinda Levi, sublinhou em Cidade da Praia, as fortes relações de irmandade que unem Moçambique e Cabo Verde, expressando o desejo de que esses laços continuem a se fortalecer.

A governante pronunciou-se durante uma sessão evocativa, que incluiu uma recepção organizada pelo Presidente de Cabo Verde, em celebração dos 50 anos de independência do país.

Benvinda Levi fez questão de homenagear as figuras icónicas que desempenharam papéis cruciais nas lutas de libertação de ambos os países, mencionando nomes como Amílcar Cabral, Aristides Pereira, Eduardo Mondlane, Samora Machel, Aquino de Bragança e Marcelino dos Santos. Para a Primeira-ministra, esses líderes destacaram-se na busca pela dignidade dos povos africanos, cuja luta culminou na conquista da independência.

“A nossa presença neste evento simboliza os laços de irmandade entre Moçambique e Cabo Verde que foram se consolidando ao longo dos tempos, desde o período da luta de libertação até aos dias de hoje”, afirmou Benvinda Levi.

A Primeira-ministra também enfatizou a longa tradição de relacionamento entre as duas nações, que partilham uma língua comum e um legado histórico e cultural que deve ser preservado para as futuras gerações. “Neste contexto, reconhecemos e exaltamos esta relação de irmandade, amizade e solidariedade que nos une como povos e nações, e que pretendemos que se torne mais sólida e vibrante”, declarou.

Benvinda Levi esteve presente nas Comemorações do 50.º Aniversário da Independência de Cabo Verde, em representação do Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo. A governante expressou ainda a sua gratidão pelo convite e pelo calor e hospitalidade demonstrados pela delegação cabo-verdiana.

Ataque de elefanta mata duas turistas no Parque Nacional da Zâmbia

Duas turistas perderam a vida após serem pisoteadas por uma elefanta durante um passeio de safari na Zâmbia. As vítimas, Easton Taylor, de 68 anos, do Reino Unido, e Alison Taylor, de 67 anos, da Nova Zelândia, faleceram no Parque Nacional South Luangwa na quinta-feira (03).

Segundo a BBC News, as duas mulheres faziam parte de um grupo de turistas que observava a vida selvagem africana. Elas caminhavam pelo parque, quando a elefanta, acompanhada de um filhote, avançou repentinamente em direcção a elas.

O local do incidente está situado a cerca de 600 km de um acampamento denominado Big Lagoon, onde as turistas permaneceram por quatro dias. Embora compartilhassem o mesmo sobrenome, não se sabe se eram parentes.

“Deslocavam-se para outros acampamentos quando o elefante atacou por trás. Lamentamos profundamente a perda dos nossos visitantes. Ambas morreram no local”, explicou Robertson Mweemba, chefe de polícia da Província Oriental.

As autoridades zambianas indicaram que a presença do filhote pode ter desencadeado o ataque, uma vez que as elefantas mães são extremamente protectoras. É aconselhado aos turistas que tenham extremo cuidado ao observar a vida selvagem desses animais.

“É muito difícil controlar os animais, e os turistas costumam alimentá-los”, acrescentou Mweemba.

No ano anterior, dois turistas americanos também perderam a vida em ataques de elefantes na Zâmbia, destacando os riscos associados à interacção com a vida selvagem na região.

Desnutrição infantil em Nampula alcança níveis críticos e ultrapassa média nacional

A província de Nampula enfrenta uma preocupante taxa de desnutrição crónica na sua população infantil, com 46,7% das crianças com menos de cinco anos afectadas. 

Este índice ultrapassa a média nacional, que se situa em 38%. Apesar de várias iniciativas lançadas para combater este fenómeno, os números continuam alarmantes.

Nampula, sendo a província mais populosa de Moçambique, abriga cerca de 6,7 milhões de habitantes, dos quais aproximadamente 3,5 milhões são crianças entre zero e 17 anos. Esta representatividade constitui mais de 20% da população nacional nesta faixa etária.

Dados recentes indicam que, além da elevada taxa de desnutrição crónica, 2,9% das crianças nasceram com baixo peso e 9,1% sofrem de desnutrição aguda. A província regista também as maiores taxas de pobreza infantil, tanto monetária quanto multidimensional, o que torna as crianças mais vulneráveis em comparação com os adultos.

Face a este cenário, o governo decidiu revitalizar o Conselho Provincial de Segurança Alimentar e Nutricional (COPSAN), com o objectivo de inverter a situação e garantir que não existam comunidades a viver em condições de fome.

O Secretário de Estado para Nampula, Plácido Pereira, expressou a sua preocupação relativamente ao estado nutricional das crianças, enfatizando o paradoxo entre o potencial agrícola da região e a prevalência da desnutrição. “Embora Nampula possua enormes potencialidades na agricultura e na pesca, as taxas de desnutrição crónica continuam alarmantes, situando-se em 46,7%”, declarou.

Pereira salientou ainda que a desnutrição crónica afecta cerca de 38% da infância na província e está relacionada a um terço das mortes infantis, com consequências para a saúde que perduram durante toda a vida. A crescente taxa de natalidade na região representa um desafio adicional na distribuição e provisão de alimentos, tendo em conta a elevada população.

Em Maio de 2019, foi implementado um Plano de Acção Multissectorial para a Redução da Desnutrição Crónica em dez distritos considerados críticos. Especialistas sublinham que os factores que contribuem para a desnutrição em Nampula são complexos e variados. Destacam-se a ingestão inadequada de alimentos, as dietas deficientes em micro-nutrientes e o acesso desigual a alimentos nutritivos.

Adicionalmente, persistem percepções erróneas que influenciam negativamente a nutrição infantil, como a crença de que recém-nascidos necessitam de ingerir água e que mulheres grávidas devem evitar ovos. A alimentação inadequada de bebés e crianças, juntamente com a falta de acesso a água potável e a instalações sanitárias, agravam ainda mais a situação.

Acidente com BMW em Maputo corta energia para mais de 3.800 clientes em vários bairros

Uma viatura de marca BMW colidiu com um poste de média tensão no Bairro George Dimitrov, resultando no corte de fornecimento de energia eléctrica em vários bairros da cidade de Maputo. O incidente afectou mais de 3.800 clientes.

Segundo um comunicado da Electricidade de Moçambique (EDM) enviado à AIM, os bairros mais impactados incluem George Dimitrov, Malhazine, Inhagoia “B” (parcialmente), 25 de Junho e Zimpeto.

Equipas técnicas da EDM foram mobilizadas rapidamente para o local do acidente e estão a trabalhar para reparar o poste danificado e restabelecer o fornecimento de electricidade no menor tempo possível. “Lamentamos profundamente os transtornos causados aos nossos estimados clientes e asseguramos que todos os esforços estão a ser feitos para que a energia seja reposta nas próximas horas”, indicou o comunicado.

A empresa também apelou à condução prudente e ao respeito pelas infraestruturas públicas, reafirmando o seu compromisso com a prestação de um serviço seguro, fiável e contínuo.

Hamas aceita proposta de cessar-fogo dos EUA e solicita ajustes

O grupo extremista islâmico Hamas mostrou-se favorável à proposta de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos para a Faixa de Gaza, manifestando, no entanto, a necessidade de realizar pequenas alterações no texto do acordo. 

A informação foi veiculada pela emissora Al Araby, com base em fontes próximas às negociações.

Conforme reportado, o Hamas aceitou os principais elementos do acordo, que inclui uma trégua de 60 dias entre o grupo e Israel. Durante este período, estão previstas negociações voltadas para um cessar-fogo permanente.

O plano, denominado “Witkoff aprimorado”, já recebeu a aprovação de Israel, que também se comprometeu a participar das conversações que poderão levar a uma resolução mais duradoura do conflito na região. A expectativa é que as partes envolvidas cheguem a um entendimento que possa proporcionar um alívio às tensões que afligem a Faixa de Gaza.

Benvinda Levi enfatiza melhoria da educação profissional na posse dos novos dirigentes do sector educativo

O Primeiro-Ministro, Benvinda Levi, afirmou que uma das prioridades do governo moçambicano passa por garantir a qualidade no ensino profissional, técnico e vocacional. 

A declaração foi feita durante a cerimónia de posse de Samuel Samo Gudo como novo Presidente da Autoridade Nacional de Educação Profissional (ANEP), na cidade de Maputo.

Na sua intervenção, Levi sublinhou que o subsistema de educação profissional tem o importante desafio de formar uma força de trabalho moçambicana qualificada, dotada de uma cultura de trabalho e de espírito empreendedor. A ANEP, continuou, deverá garantir que a educação profissional se revele “integrada, coerente e flexível, respondendo às actuais exigências do mercado de trabalho”.

Além de Gudo, a Primeira-Ministra também empossou Lurdes Nacala como Directora Geral do Instituto Nacional para o Desenvolvimento da Educação (INDE). Levi apelou a Nacala que prossiga com os esforços para aperfeiçoar os mecanismos que definem os princípios orientadores do planeamento curricular e para promover a formação contínua dos docentes.

Sérgio Cossa assumiu o cargo de novo Director Geral do Instituto Nacional de Ensino à Distância (INED), criado com o intuito de assegurar o acesso à educação para todos os cidadãos, independentemente da sua localização geográfica ou condição social.

Levi instou Cossa a implementar medidas que garantam o funcionamento contínuo da rede nacional de centros de ensino à distância, a harmonização da inovação técnica com os princípios educativos, bem como a criação de um sistema educativo mais inclusivo e resiliente, capaz de enfrentar os desafios actuais.

Florêncio Maulano foi designado Director Geral do Fundo Nacional de Investigação (FNI). A Primeira-Ministra solicitou a Maulano que administre os fundos do FNI com transparência e realize uma selecção criteriosa dos projectos a financiar.

Elon Musk anuncia criação do partido ‘América’ nos Estados Unidos

O bilionário Elon Musk revelou a fundação de um novo partido político nos Estados Unidos, através da rede social X, que é de sua propriedade. O anúncio ocorre num contexto em que o país é dominado pelos partidos Republicano e Democrata.

“Hoje, o Partido América foi criado para devolver sua liberdade”, escreveu Musk na sua publicação.

O empresário justificou a iniciativa como uma resposta a uma demanda social, ao mesmo tempo que criticou o presidente norte-americano, Donald Trump, mencionando questões como “desperdício e corrupção” e “falência”.

“Por uma proporção de 2 para 1, você deseja um novo partido político e você o terá! Quando se trata de levar nosso país à falência, com desperdício e corrupção, vivemos num sistema de partido único, não em uma democracia”, afirmou Musk na sua mensagem.

A alusão à falência referia-se ao megaprojeto de Trump, que, segundo análises, aumentará as despesas e diminuirá os impostos, contribuindo para um incremento da dívida pública em cerca de 3,3 trilhões de dólares, conforme apontam estudos do Orçamento do Congresso dos EUA.

Este projecto controverso foi um dos factores que alimentou a tensão entre Musk e Trump, culminando no rompimento da relação entre ambos. Musk, que foi um apoiador significativo da campanha de Trump para a presidência, liderou previamente o Departamento de Eficiência Governamental, antes de se afastar do governo republicano.

Na sua comunicação, Musk esboçou algumas das bandeiras que o Partido América poderá defender, incluindo a redução da dívida através de gastos responsáveis, a modernização das forças armadas com inteligência artificial e robótica, o incentivo à tecnologia para avançar na área de inteligência artificial, a redução da regulamentação, especialmente no sector energético, a promoção da liberdade de expressão, o apoio a políticas pró-natalistas, e a adopção de uma abordagem centrista em diversas áreas.

MISA alerta para violação dos direitos dos jornalistas em Cabo Delgado

O Instituto de Comunicação Social da África Austral (MISA) apresentou uma denúncia grave relacionada com acções de tortura psicológica, intimidação e confisco temporário de equipamentos de trabalho levadas a cabo por agentes das Forças de Defesa e Segurança (FDS) contra um grupo de 16 jornalistas em Macomia, na província de Cabo Delgado.

No comunicado dirigido ao Ministério da Defesa Nacional (MDN), o MISA solicita esclarecimentos urgentes e manifesta a sua profunda preocupação face ao que considera um episódio sério de violação dos direitos à liberdade de imprensa e integridade profissional.

Segundo o documento, os jornalistas, provenientes de diversos órgãos de comunicação baseados em Pemba, encontravam-se numa missão profissional organizada pela Administração Nacional de Estradas (ANE) com o objectivo de cobrir as acções de asfaltagem na estrada Mueda–Negomano, parte do Corredor de Desenvolvimento de Mtwara.

Durante uma paragem em Macomia a 26 de Junho, os jornalistas entrevistaram o administrador distrital, Tomás Badae, acerca do processo de reconstrução da vila, que tem sido afectada por acções terroristas. Após a entrevista, receberam autorização para filmar infraestruturas danificadas, incluindo a sede distrital e a residência oficial do administrador, ocupada actualmente por elementos da Unidade de Intervenção Rápida (UIR).

No entanto, ao tentarem prosseguir com a filmagem, foram interpelados por cerca de cinco agentes, fardados e à paisana, que alegaram não ter autorização superior para permitir a captação de imagens. Devido à limitação de tempo, o grupo decidiu continuar a sua missão sem as filmagens desejadas.

A situação agravou-se quando, ao abandonarem a vila, um homem à paisana, supostamente membro das FDS, tentou interpelar a viatura e registou a matrícula. Em Miangalewa, a cerca de 70 quilómetros de Macomia, os jornalistas foram novamente abordados por um contingente militar, obrigados a sair do veículo, fotografados, revistados e tiveram parte do seu material confiscado sem qualquer mandado judicial.

Submetidos a interrogatório e pressão psicológica durante aproximadamente duas horas em Macomia, os jornalistas foram eventualmente libertados, uma vez que não foi encontrada qualquer irregularidade nas suas atividades.

O MISA considera este incidente alarmante e pede ao MDN que conduza uma investigação célere e transparente, que esclareça as fundamentações legais e operacionais detrás das ações dos agentes envolvidos e que assegure a não repetição de situações semelhantes.

A organização reitera a urgência do respeito pelos direitos humanos e pela liberdade de imprensa, salientando a importância da proteção do exercício jornalístico, especialmente em áreas sensíveis como Cabo Delgado.

Margarida Talapa promove dignidade e esperança em visita à cadeia feminina de Chingodzi

Margarida Talapa, presidente da Assembleia da República de Moçambique (AR), visitou a Cadeia Feminina de Chingodzi, na cidade de Tete, onde se comprometeu a impulsionar melhorias nas condições de vida das 70 reclusas do estabelecimento.

A visita de Talapa surge em resposta às condições deploráveis constatadas na penitenciária, especialmente nos dormitórios, e representa uma mobilização de esforços para transformar a realidade das mulheres detidas, sejam elas preventivas ou condenadas.

Este alerta sobre as condições da prisão foi anteriormente emitido pela Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Chapo, durante uma visita à mesma província em Abril.

“Esta visita tem um significado especial, motivada pela empatia e preocupação da Primeira-Dama, que expôs a dura realidade vivida por estas mulheres. As suas palavras tocaram-nos profundamente”, referiu Talapa, conforme indicado num comunicado de imprensa da AR.

A presidente do parlamento sublinhou que a missão da Instituição é assegurar a dignidade de todos os moçambicanos. Durante a sua passagem pela Cadeia Feminina, Talapa entregou de forma simbólica diversos bens, incluindo colchões, arroz, farinha, feijão, produtos de higiene e capulanas.

A oferta incluiu ainda enxovais, que compreendem banheiras, roupas e produtos de cuidado infantil, voltados para as mulheres que se encontram encarceradas com os seus bebés.

“Sabemos que este gesto não resolve todos os problemas, mas queremos que saibam que não estão sozinhas, nem esquecidas; continuam a fazer parte desta grande família moçambicana. O vosso valor não diminui por estarem aqui. Merecem respeito, cuidado e a oportunidade de reconstruir as vossas vidas com dignidade”, frisou Talapa, ao que respondeu com sorrisos, lágrimas e gestos de gratidão por parte das reclusas.

O momento foi marcado por uma forte empatia e emoção, simbolizando o reconhecimento da humanidade e dignidade das mulheres privadas de liberdade. Na parte final da visita, Talapa percorreu a horta da penitenciária, onde parte dos alimentos consumidos é cultivada.

A visita da presidente da Assembleia da República está prevista para terminar no sábado, 5 de Julho.

Homem detido em Nampula por fingir ser deputado da Assembleia da República

Um cidadão foi detido na semana passada na cidade de Nampula por se fazer passar por deputado da Assembleia da República.

O indivíduo tentou obter tratamento privilegiado numa esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), onde se encontrava detida uma pessoa de seu interesse, alegando falsamente ser parlamentar.

A porta-voz do Comando Provincial da PRM, Rosa Chauque, informou que o suspeito foi surpreendido a causar distúrbios dentro da unidade policial, exigindo regalias indevidas. “O cidadão foi detido por exercício ilícito de funções públicas. Dirigiu-se a uma das nossas autoridades, exigindo tratamento preferencial ao alegar ser deputado da Assembleia da República. Criou uma situação de desordem pública e foi imediatamente interpelado”, declarou Chauque, em uma publicação do Jornal Rigor.

A prisão do indivíduo foi precedida por várias denúncias feitas por líderes comunitários, que relataram que ele se apresentava recorrentemente como deputado, ofendendo vizinhos e exigindo deferência. “Foi possível neutralizá-lo e, neste momento, encontra-se sob nossa custódia para os trâmites subsequentes”, acrescentou Chauque.

Este incidente levanta questões sobre a percepção social do poder em Moçambique, uma vez que o cidadão aparentava acreditar que o título de deputado conferia automaticamente um estatuto de VIP e tratamento privilegiado. Tal entendimento é frequentemente alimentado por práticas de abuso de poder e falta de fiscalização.

A porta-voz ainda destacou que o indivíduo não apresentou qualquer documento formal que comprovasse a sua alegada condição de deputado. “Limitou-se a afirmar verbalmente essa qualidade, o que não corresponde à verdade. A polícia confirma que ele não é deputado. Apenas se faz passar por tal, e isso constitui crime de usurpação de funções públicas”, concluiu Chauque.

INSS avalia possibilidade de participar nas Linhas Aéreas de Moçambique

O Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), entidade sob a tutela do Ministério do Trabalho e Acção Social, expressou a sua intenção de integrar a estrutura accionista das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), que se encontra actualmente em crise financeira.

A informação foi divulgada pelo porta-voz do governo, Inocêncio Impissa, durante uma conferência de imprensa realizada em Maputo, cujo foco foi esclarecer os assuntos discutidos na 23ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, realizada na última terça-feira (01).

Impissa, simultaneamente ministro da Administração Estatal e Função Pública, afirmou que o governo considera a entrada do INSS como uma possibilidade a ser explorada, uma vez que existem ainda aspectos a serem analisados.

“É necessário estudar melhor a viabilidade dessa entrada, dado que as três empresas que compõem a atual estrutura accionista da LAM são de natureza pública, enquanto o INSS opera com capitais privados, que pertencem essencialmente aos trabalhadores”, esclareceu.

O ministro destacou que o modelo de integração do INSS poderá variar, sendo este um espaço aberto para futuras discussões e negociações. “Ainda não há confirmação sobre a entrada do INSS, mas estamos a colocar essa hipótese em consideração”, sublinhou.

No passado mês de Fevereiro, o governo anunciou que três empresas nacionais, a saber, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e a Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE), manifestaram interesse em adquirir 91% das acções da LAM, avaliadas em 130 milhões de dólares. Com este montante, o governo pretende adquirir oito aviões e implementar uma reestruturação na companhia aérea.

A crise financeira que aflige a LAM está relacionada a práticas de corrupção por parte de alguns colaboradores, resultando em dívidas superiores a 230 milhões de dólares junto de fornecedores.

Relativamente à nova companhia aérea pública de Moçambique, a Solenta Aviation, Impissa indicou que a sua criação poderá impactar não apenas a LAM, mas todo o sector da aviação a nível nacional e internacional. O governo está atento ao processo de licenciamento da Solenta Aviation, que já tem toda a documentação necessária em ordem, enquanto medidas estão a ser adoptadas para garantir que a autorização da nova companhia se alinhe com o processo de reestruturação em curso na LAM.

O ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, tem mantido contacto constante com a Solenta Aviation para acompanhamento deste processo.

Vietname e Moçambique celebram 50 anos de parceria com olhos no futuro

No 50º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre o Vietname e Moçambique, a embaixadora vietnamita em Moçambique, Tran Thi Thu Thin, expressou a confiança no futuro da cooperação bilateral. 

Em entrevista à Agência de Notícias do Vietname, a diplomata sublinhou a sólida base dos laços entre os dois países, que se estendem por meio de compromissos contínuos das autoridades, empresas e povos de ambas as nações.

Moçambique, com a sua riqueza em recursos naturais e uma posição geopolítica estratégica no sul de África, possui ainda terras férteis e uma população jovem em fase de reforma.

O Vietname, por sua vez, é um país em desenvolvimento dinâmico, dotado de vasta experiência em sectores como agricultura, construção, telecomunicações, educação, saúde pública e redução da pobreza, áreas que alinham com as prioridades de desenvolvimento de Moçambique.

No sector agrícola, um projecto vietnamita nas províncias centrais de Moçambique tem gerado resultados positivos na melhoria da qualidade das sementes e dos rendimentos, o que serve de base para a expansão deste modelo para outras regiões. Este êxito contribui para o desenvolvimento agrícola sustentável e a segurança alimentar no país africano.

Em telecomunicações, a Movitel – joint venture da Viettel Military Industry and Telecoms Group no país – personifica o sucesso empresarial do Vietname em África. Com o governo moçambicano a acelerar a sua agenda digital, surgem oportunidades para as empresas vietnamitas nas áreas de serviços financeiros digitais, ensino à distância e soluções de governo electrónico.

No domínio da educação e saúde, Moçambique mantém uma visão positiva do modelo de desenvolvimento vietnamita. As duas nações podem fortalecer a cooperação através de intercâmbios de bolsas, programas de formação profissional e a disponibilização de especialistas médicos vietnamitas para apoiar a prevenção de doenças e o atendimento à saúde comunitária.

A embaixadora destacou ainda o potencial para aprofundar a colaboração nas áreas de segurança e defesa, incluindo o compartilhamento de experiências em operações de manutenção da paz, formação de oficiais e esforços conjuntos no combate ao crime transnacional. As trocas culturais, artísticas, turísticas e de povo para povo devem ser promovidas para intensificar o entendimento e a conexão mútua.

Em plataformas multilaterais, Vietname e Moçambique partilham uma posição comum no que toca à defesa da paz, respeito pela legislação internacional e promoção do papel dos países em desenvolvimento, prevendo uma coordenação estreita em organismos como a Organização das Nações Unidas e o Movimento dos Não Alinhados.

A embaixadora Tran Thi Thu Thin reafirmou que ambos os países estão a organizar diversas iniciativas comemorativas ao longo de 2025, refletindo um espírito de respeito histórico e uma parceria voltada para o futuro. Para sustentar um crescimento bilateral forte e substancial, recomendou o reforço da base política e diplomática através de visitas de alto nível e a manutenção de mecanismos de cooperação bilateral, como o comitê intergovernamental e consultas políticas.

Para os anos vindouros, Vietname e Moçambique identificaram prioridades de cooperação, estabelecendo a contínua implementação de estruturas existentes e a expansão das relações para novos domínios como energia renovável, construção, tecnologia da informação e transformação digital.

Universidades de Moçambique e Malawi unem-se para potenciar formação e investigação conjunta

A Universidade Pedagógica de Maputo (UPM) e a Universidade de Malawi (UNIMA) estabeleceram um memorando de entendimento que visa promover a troca de estudantes e uma colaboração mais estreita entre ambas as instituições.

O acordo, que começará a ser implementado em 2026, abrangerá áreas como educação, engenharia, agricultura e línguas, permitindo que estudantes interessados possam concorrer a vagas disponíveis. A iniciativa também prevê que professores da UPM possam leccionar na UNIMA e vice-versa, fomentando assim a mobilidade académica entre os dois países.

Jorge Ferrão, reitor da UPM, enfatizou que a relação entre Moçambique e Malawi deve transcender os laços económicos, sublinhando a importância do intercâmbio académico. “A nossa cooperação deve ir além do comércio; é fundamental aproveitar o nosso capital intelectual”, declarou.

Por seu lado, Samson Sajidu, reitor da UNIMA, reforçou o compromisso de ambas as universidades em contribuir para o desenvolvimento regional. “O memorando contempla áreas diversas, incluindo pesquisas conjuntas e o intercâmbio de professores e estudantes”, afirmou.

Sajidu expressou a sua satisfação pela formalização do acordo e sublinhou que as universidades têm um papel importante na formulação de políticas sociais e económicas. “Esperamos unir esforços para um desenvolvimento transformador, contribuindo para o bem-estar nacional e regional”, concluiu.

A assinatura do memorando foi testemunhada por professores e representantes administrativos da UPM, assim como por académicos da UNIMA. Importa referir que a Universidade de Malawi é reconhecida como uma das 100 melhores universidades de África.

Governo moçambicano em acção para repatriar cidadãos detidos na Laos

O governo moçambicano está a concentrar esforços para esclarecer e iniciar o processo de repatriamento de um grupo de 23 cidadãos que se encontram sob custódia policial na República do Laos, na Ásia. 

A informação foi confirmada pelo porta-voz do governo, Inocêncio Impissa, durante uma conferência de imprensa.

Impissa, que também é ministro da Administração Estatal e Função Pública, indicou que as autoridades estão a investigar as circunstâncias que levaram os moçambicanos a essa situação. “Os nomes dos responsáveis pelo recrutamento que enviou os cidadãos para o Laos foram-nos prometidos e, até ao momento, uma das pessoas envolvidas já foi detida para trabalhos adicionais”, afirmou.

Recentemente, a situação ganhou atenção pública quando um vídeo insolitamente alarmante, divulgado por Alberto Timocene, fez sua circulação nas redes sociais. Nele, um dos moçambicanos detidos relatou estar a viver em condições desumanas, implorando por ajuda das autoridades nacionais para garantir o seu regresso a casa.

As investigações realizadas indicam que os 23 cidadãos já não se encontram no local de trabalho original, tendo-se evadido e, assim, desmembrado o grupo. Desses, 16 estão actualmente sob custódia das autoridades laicianas na província de Luang Namtha, enquanto o paradeiro dos restantes permanece incógnita.

“O grupo estava vinculado a uma empresa chamada Xinglong Papel, recrutados por outros dois cidadãos moçambicanos na cidade da Beira, província de Sofala, com a promessa de emprego no Laos”, complementou Impissa. O Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, através da Embaixada de Moçambique no Vietname, continua as negociações com o governo do Laos para resolver esta delicada situação e assegurar o repatriamento dos cidadãos.

O porta-voz do governo deixou um apelo à população, alertando para a necessidade de prudência ao considerar propostas de emprego em locais desconhecidos, especialmente no exterior. Impissa reiterou a importância de reportar estas oportunidades às autoridades competentes, de forma a validar a autenticidade das ofertas e prevenir casos futuros de tráfico humano.

A atuação dos profissionais da comunicação social e dos cidadãos moçambicanos, que partilharam o apelo de socorro dos compatriotas no Laos, foi igualmente elogiada pelo porta-voz.

Moçambique e Zimbabwe lançam projecto agrícola transfronteiriço com investimento de 200 milhões de meticais

Foi anunciado na cidade de Chimoio que um investimento de cerca de 200 milhões de meticais, equivalente a aproximadamente 3,1 milhões de dólares norte-americanos, será destinado ao desenvolvimento da cadeia de valores agrícola e comercial entre Moçambique e Zimbabwe. 

O projecto, com a duração prevista de quatro anos, será implementado principalmente na província de Manica, além de outras áreas estratégicas em ambos os países.

A cerimónia de lançamento teve lugar durante um encontro que reuniu representantes da província de Manica, delegações do Zimbabwe, agentes económicos e parceiros de ambas as nações. O financiamento é assegurado pela Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS), com o objectivo de promover o comércio transfronteiriço e impulsionar a economia regional.

No que diz respeito à execução em Moçambique, o projecto será coordenado pelo Ministério da Economia, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Em palavras de Barbagli, um dos porta-vozes do projecto, esta iniciativa é vista como um instrumento crucial para a integração regional, com a expectativa de que traga um impacto positivo na vida das populações de ambos os países.

A governadora da província de Manica, Francisca Tomás, expressou a sua confiança no potencial do projecto para fortalecer as relações comerciais e desenvolver o sector agrícola. A sua abordagem focar-se-á na superação das barreiras comerciais, na valorização dos produtos e no aumento da competitividade dos agricultores locais.

“Esperamos melhorias na segurança alimentar e crescimento económico através da harmonização das cadeias de valores e do acesso aos mercados”, afirmou a governadora, sublinhando também o papel fundamental das pequenas indústrias na redução da perda de produção agrícola.

Francisca Tomás destacou a fertilidade da província de Manica e reiterou a importância de um estudo cuidadoso das necessidades locais para responder adequadamente aos desafios enfrentados pelas famílias camponesas.

O projeto abrangerá áreas transfronteiriças, incentivando grandes empresas agrícolas a promover o desenvolvimento de culturas entre os pequenos agricultores, visando o aumento do rendimento agrícola na região.

Vagas de emprego do dia 07 de Julho de 2025

Foram publicadas hoje, dia 07 de Julho no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Packhouse Manager

A Westfalia Fruit pretende recrutar um (1) Packhouse Manager. Saiba mais.

2. Vaga para Estagiário – Assistente Administrativa

A Softcode pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Estagiário – Assistente Administrativa. Saiba mais.

3. Vaga para Estagiário – Assistente Jurídica

A Softcode pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Estagiário – Assistente Jurídica. Saiba mais.

4. Vaga para Estagiário – Informática & Segurança Eletrónica

A Softcode pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Estagiário – Informática & Segurança Eletrónica. Saiba mais.

5. Vaga para Oficial de Nutrição e WASH

A Associação Protege está recrutar um (1) Oficial de Nutrição e WASH. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Chief Security Officer

A Robust International pretende recrutar um (1) Chief Security Officer. Saiba mais.

2. Vaga para Construction Manager ISBL

A Saipem pretende recrutar um (1) Construction Manager ISBL. Saiba mais.

3. Vaga para Specialist: M-Pesa Infra&Networking

A Vodafone pretende recrutar um (1) Specialist: M-Pesa Infra&Networking. Saiba mais.

4. Vaga para Senior Programme Associate (Disaster Risk Financing)

A World Food Programme (WFP) pretende recrutar um (1) Senior Programme Associate (Disaster Risk Financing). Saiba mais.

5. Vaga para Operations Manager

A Control Risks pretende recrutar um (1) Operations Manager. Saiba mais.

6. Vaga para Oficial Sénior de Engajamento Comunitário

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um (1) Oficial Sénior de Engajamento Comunitário. Saiba mais.

7. Vaga para Oficial Sénior de Monitoria e Avaliação

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um (1) Oficial Sénior de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.

8. Vaga para Team Leader do Projecto

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um (1) Team Leader do Projecto. Saiba mais.

9. Vaga para Especialista de Capacitação

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um (1) Especialista de Capacitação. Saiba mais.

10. Vaga para Supervisor Distrital

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Supervisor(a) Distrital. Saiba mais.

11. Vaga para Estagiário em Contabilidade e Finanças

A CRH Consultores, Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Estagiário em Contabilidade e Finanças. Saiba mais.

12. Vaga para Security Officer

A ACTED pretende recrutar um (1) Security Officer. Saiba mais.

13. Vaga para RPA Engineer

A Vodafone pretende recrutar um (1) RPA Engineer. Saiba mais.

14. Vaga para Operation Manager (English and Portuguese Speaker)

A Alliance International Consultancy LLC pretende recrutar um (1) Operation Manager (English and Portuguese Speaker). Saiba mais.

15. Vaga para HR Executive

A FuelBuddy pretende recrutar um (1) HR Executive. Saiba mais.

16. Vaga para Senior Sales Associate

A Korridor pretende recrutar um (1) Senior Sales Associate. Saiba mais.

17. Vaga para Assistente de Comunicação e Campanha

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Assistente de Comunicação e Campanha. Saiba mais.

18. Vaga para Human Resource Officer

A Transsion pretende recrutar um (1) Human Resource Officer. Saiba mais.

19. Vaga para HSSEQ Officer

A DP World pretende recrutar um (1) HSSEQ Officer. Saiba mais.

20. Vaga para Coordenador Provincial de Educação – Niassa

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um/a (1) Coordenador(a) Provincial de Educação para Niassa. Saiba mais.

21. Vagas para Facilitadores Distritais – Niassa

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar oito (8) Facilitadores(as) Distritais para Niassa. Saiba mais.

22. Vagas para Facilitadores Distritais – Maputo

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar oito (8) Facilitadores(as) Distritais para Maputo Cidade (3) e Maputo Província (5). Saiba mais.

23. Vagas para Facilitadores Distritais – Cabo Delgado

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar sete (7) Facilitadores(as) Distritais para Cabo Delgado. Saiba mais.

24. Vaga para Coordenador Provincial de Educação – Cabo Delgado

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um/a (1) Coordenador(a) Provincial de Educação para Cabo Delgado. Saiba mais.

25. Vaga para Coordenador Provincial de Educação – Maputo

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um/a (1) Coordenador(a) Provincial de Educação para Maputo. Saiba mais.

26. Vaga para Specialist, Sustainable Technologies, Climate Project-Africa

A South Pole pretende recrutar um (1) Specialist, Sustainable Technologies, Climate Project-Africa. Saiba mais.

27. Vaga para Analista de Negócios – Pequenas e Médias Empresas

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Analista de Negócios – Pequenas e Médias Empresas. Saiba mais.

28. Vaga para Chief Accountant

A Action Contre La Faim pretende recrutar um (1) Chief Accountant. Saiba mais.

29. Vaga para Gestor de Projecto – Iniciativa de Sistemas de Educação Climática Inteligente

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor de Projecto – Iniciativa de Sistemas de Educação Climática Inteligente. Saiba mais.

Líder da Renamo exige investigação rigorosa sobre homicídio de policiais

O líder da Renamo, Ossufo Momade, expressou ontem o seu profundo repúdio pelo homicídio de dois agentes da polícia, ocorrido na quarta-feira (02) na cidade da Matola, província de Maputo. 

Considerando o ato um “crime brutal”, Momade apelou a uma investigação rigorosa e à responsabilização dos autores.

Na sua declaração, publicada na sua conta oficial na rede social Facebook, o líder da Renamo enfatizou que este crime atenta contra a sociedade e representa uma grave afronta ao Estado de Direito, bem como à actuação dos profissionais de segurança pública. Momade sublinhou a necessidade de repensar a forma de actuação dos agentes de segurança.

As vítimas do homicídio eram um inspector principal da Polícia da República de Moçambique e um agente de investigação operativa do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC). Para Momade, este ato de violência é uma covardia que ceifou vidas dedicadas à protecção da população e à busca pela justiça.

O líder político reforçou o apelo para que as autoridades competentes conduzam uma investigação minuciosa sobre o caso, garantindo que os culpados sejam identificados e punidos.

Momade alertou que este “triste episódio” não deve ficar impune, como muitos outros, e deve servir como um lembrete da importância da valorização e da segurança dos agentes públicos que se esforçam diariamente no combate à criminalidade.

Padre argentino da Opus Dei acusado de tráfico de mulheres

A justiça argentina lançou acusações contra o padre Mariano Fazio, vigário auxiliar da Opus Dei, juntamente com outros quatro clérigos, por envolvimento em um esquema de tráfico de mulheres destinadas à exploração laboral. 

As acusações foram formalizadas com base nas queixas de 43 mulheres.

Os quatro padres já enfrentavam acusações desde 2024, sendo que a inclusão de Mariano Fazio no processo marca um desenvolvimento significativo nas investigações.

As denúncias indicam que os clérigos estariam a recrutar mulheres em situação de vulnerabilidade para trabalhar na ordem religiosa, sob condições que se assemelham à semi-escravidão, uma prática alegadamente vigente na Opus Dei na Argentina há quatro décadas.

Segundo as alegações, as mulheres, que desempenhavam funções como criadas para os líderes da Opus Dei, não recebiam qualquer remuneração e estavam confinadas em condições de semi-reclusão, conforme relatado por diversos jornais argentinos. A situação levanta questões sérias acerca das práticas internas da organização religiosa no país.

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