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Sábado, Outubro 24, 2026
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Jair Bolsonaro diagnosticado com problema renal e cancro de pele

A clínica privada DF Star, localizada em Brasília, onde o ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, foi internado na noite de terça-feira após ter-se sentido mal, anunciou que o ex-chefe de Estado apresenta um problema renal. 

Além disso, o diagnóstico indicou a presença de cancro de pele, que necessitará de “reavaliação periódica”.

Uma nota emitida pela clínica, duas horas após o primeiro boletim que recomendava observação, confirmou que Bolsonaro recebeu alta hospitalar e regressou a casa, onde se encontra sob prisão domiciliar. Segundo o novo boletim médico, o ex-presidente “apresentou melhora dos sintomas e da função renal após hidratação e tratamento medicamentoso por via endovenosa”.

No entanto, a clínica destacou que o laudo anátomo patológico das lesões cutâneas operadas no domingo revelou a presença de carcinoma de células escamosas ‘in situ’ em duas das oito lesões removidas, o que implica a necessidade de acompanhamento clínico contínuo.

Bolsonaro está sob prisão domiciliar desde o início de Agosto e saiu pela primeira vez no domingo para realizar uma biópsia cutânea com o intuito de avaliar a possibilidade de cancro de pele. A DF Star indicou que, entre as oito amostras recolhidas, foram detectadas células cancerígenas em duas delas, o que requer vigilância médica para monitorar o avanço da doença.

Com 70 anos, o ex-presidente sentiu-se mal na terça-feira à tarde, levando à sua admissão na unidade médica, onde permaneceu sob observação. O boletim médico inicial da DF Star reportou um aumento do ritmo cardíaco e queda da pressão arterial, além de uma anemia persistente e alteração da função renal.

O filho de Bolsonaro, o senador Flavio Bolsonaro, comentou que o pai sofreu vómitos e um “episódio grave” de crise de soluços, que o deixou “quase 10 segundos sem respirar”.

Jair Bolsonaro tem enfrentado vários problemas de saúde nos últimos anos, muitos dos quais resultam das sequelas da facada que sofreu durante um comício na campanha presidencial de 2018. Em Abril, foi submetido a uma longa operação para tratar uma obstrução intestinal, que o manteve internado durante três semanas.

Recentemente, o ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, num processo histórico que concluiu que conspirou para se manter no poder após a derrota eleitoral.

Acidente com camião cisterna provoca incêndio em Boane

Um camião cisterna que transportava combustível despistou-se e capotou no município de Boane, na província de Maputo.

Após o despiste, o veículo incendiou-se, provocando explosões que alarmaram os habitantes da zona.

Apesar da gravidade do acidente, não foram registadas vítimas humanas. O Corpo de Salvação Pública encontra-se no local, a trabalhar arduamente para controlar as chamas e evitar que o fogo se alastre para áreas vizinhas.

Até ao momento, as autoridades não divulgaram informações sobre as causas do acidente nem sobre a quantidade de combustível derramado.

Lula anuncia veto a projecto de amnistia para condenados por golpe de Estado

O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que irá vetar qualquer proposta de amnistia destinada a Jair Bolsonaro, caso uma eventual proposta de lei seja aprovada no Congresso Nacional.

Durante uma entrevista exclusiva à BBC News Brasil e à BBC News, Lula fez questão de esclarecer a sua posição em relação a este tema, afirmando: “Se viesse para eu vetar, pode ficar certo de que eu vetaria. Pode ficar certo que eu vetaria.”

No entanto, o Presidente também destacou que não interferirá nas decisões do Congresso Nacional, reiterando que “não se mete numa coisa do Congresso Nacional”.

Milhares protestam junto da residência de Netanyahu

Milhares de cidadãos voltaram a realizar protestos junto à residência do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em Jerusalém, manifestando a sua oposição às políticas governamentais em relação à ofensiva militar na Faixa de Gaza e à situação dos reféns nas mãos do Hamas.

Os protestos ganharam intensidade após a divulgação de informações alarmantes que sugerem que os reféns poderão ser utilizados como escudos humanos.

Os manifestantes expressaram a sua crescente preocupação com a possibilidade de que os reféns sejam feridos ou mortos durante os combates.

Uma familiar de Gali e Ziv Berman, dois reféns que continuam em Gaza, relatou: “Esta manhã levantei-me e senti uma explosão procedente de alguma zona situada a uma hora de distância da fronteira.” As suas palavras refletem o clima de apreensão e incerteza que permeia entre os familiares dos reféns e a sociedade em geral.

Massingir avança com requalificação do aeródromo para impulsionar turismo e desenvolvimento local

O Presidente da República, Daniel Chapo, revelou em Massingir, a requalificação do aeródromo local, uma iniciativa que visa torná-lo uma nova porta de entrada para turistas internacionais e um centro logístico para a exportação de produtos agrícolas e pecuários.

Durante o lançamento do projecto hoteleiro do grupo AMAN, no valor de 140 milhões de dólares, Chapo destacou a ambição de que, dentro de uma a duas décadas, o aeródromo esteja preparado para receber aeronaves como os Boeings. “Esta infra-estrutura irá dinamizar o turismo e abrir novas oportunidades comerciais para os nossos produtores,” afirmou.

A modernização do aeródromo é um passo importante na estratégia de transformar as províncias de Gaza e Inhambane em polos turísticos de excelência. O Presidente sublinhou a necessidade de um desenvolvimento sustentável que respeite a natureza, promovendo a conservação da biodiversidade e a valorização cultural.

No mesmo evento, o Chefe de Estado anunciou a implementação do corredor Mapinhane–Pafuri, que atravessa Massingir. Este corredor será crucial para estimular o turismo e integrar cadeias de valor nas áreas de agricultura, energia e hotelaria, com o envolvimento das comunidades locais no fornecimento de produtos orgânicos para o AMAN Karingani Hotel.

Chapo destacou a importância do turismo como um motor de diversificação económica, salientando que este sector pode gerar empregos para todas as classes sociais, promovendo o empoderamento de cidadãos, jovens e artesãos. “Estamos a desenvolver um modelo que coloca as pessoas no centro,” afirmou.

Os programas de formação em hotelaria e gestão ambiental já estão em marcha, com 23 jovens locais a participarem em estágios na África do Sul, e mais iniciativas semelhantes estão previstas para aumentar o número de profissionais qualificados.

O Presidente encerrou suas declarações reafirmando que o AMAN Karingani Hotel, com conclusão prevista para 2028, representa “um marco de transformação estrutural que posiciona Moçambique no circuito do turismo de luxo, com ênfase na inclusão e sustentabilidade, conquistando a confiança de investidores internacionais”.

Nampula: Governador determina auditoria a hospital abandonado após pagamento excessivo

A localidade de Nipacue, situada em Malema, enfrenta uma grave carência de serviços de saúde, com mais de 10 mil habitantes sem um centro de saúde funcional. 

A construção da infra-estrutura, iniciada em Junho de 2022 e prevista para ser concluída em 2023, encontra-se paralisada, tendo atingido menos de 40% do progresso esperado. O Estado já desembolsou cerca de 23 milhões de meticais para o projecto, um valor que supera em 139% os 16,5 milhões inicialmente orçados.

A responsabilidade pela obra foi atribuída à construtora Vanil Construções, que, apesar de receber um reforço financeiro, abandonou os trabalhos sem concluir a construção. Esta situação levou o governador de Nampula, Eduardo Abdula, a ordenar uma auditoria técnica e financeira imediata do projecto.

Durante uma visita ao local, o governador expressou a sua indignação face ao estado da obra, qualificando-o como “desgastante e muito triste”. Abdula afirmou que “recebeu acima de 100% e não concluiu a obra. Isso é crime, não é só estranho”, reforçando a determinação de levar o caso à Procuradoria, onde já se encontra sob avaliação legal.

O governador sublinhou que o seu governo não tolerará práticas corruptas, afirmando que “o lugar do nhongo é na cadeia” e que não haverá espaço para irregularidades durante a sua governação. A sua prioridade imediata envolve a avaliação dos danos e a definição de soluções para reiniciar a construção do centro de saúde. Para tal, foi criada uma equipa composta por engenheiros de obras públicas e técnicos da Direcção Provincial da Saúde, encarregada de calcular os custos reais necessários para concluir a obra.

Abdula destacou a urgência da situação, uma vez que a ausência do centro de saúde agrava a vulnerabilidade da população local, especialmente com a aproximação da época das chuvas, que pode trazer consequências graves para as comunidades que carecem de assistência básica.

O governador também alertou que o caso de Nipacue não é único, revelando que existem outras empreitadas no sector da educação igualmente abandonadas, que serão sujeitas a inspecção.

Chibuto: Operários denunciam maus-tratos e riscos na exploração de areias

Trabalhadores do projecto de exploração de areias no distrito de Chibuto, na província de Gaza, apresentaram uma série de denúncias sobre maus-tratos e condições de trabalho extenuantes. 

As reclamações surgem após a alegação de que dois trabalhadores terão sido soterrados e arrastados pela água durante as actividades.

Um operário descreveu a situação crítica, afirmando: “Mortes descontroladas. A empresa não conseguiu remover aquela bomba, enquanto há três meses um chinês morreu puxado pela água. Um moçambicano não sobreviveu porque a areia compactada caiu sobre ele.” Outro trabalhador acrescentou que um colega foi enterrado no subterrâneo e que apenas foi encontrado no terceiro dia, levantando preocupações sobre a rapidez da resposta da empresa em casos de acidentes.

As queixas incluem jornadas exaustivas sem descanso, transporte precário, falta de alimentação e ausência de equipamentos de segurança, factores que, segundo os trabalhadores, aumentam o risco de acidentes. “Enfrentamos muitas dificuldades, como se estivéssemos numa mina com máquinas pesadas. A empresa Dingsheng não beneficia nenhum moçambicano; estamos a sofrer, a comer mal, sem alimentação e sem condições adequadas para trabalhar,” lamentou um dos trabalhadores.

Diante da alegada violação dos seus direitos, os operários exigem uma intervenção por parte das autoridades governamentais. “Apresentamos o assunto ao governo, mas ainda não houve resultado, pois não há entendimento sobre a situação,” afirmaram.

Em resposta às denúncias, a Delegação de Inspecção de Trabalho na província de Gaza comprometeu-se a investigar os alegados maus-tratos no projecto de exploração de areias de Chibuto, que actualmente emprega mais de 600 trabalhadores.

Seis organizações unem esforços em Maputo para proteger crianças da violência

Um grupo de seis organizações humanitárias dedicadas à protecção dos direitos das crianças em Moçambique formalizou na capital, um memorando de entendimento com o objectivo de erradicar a violência contra menores.

As entidades envolvidas são a ChildFund International, Plan International, Save the Children International, SOS Children’s Villages, Terre des Hommes e World Vision International.

Esta iniciativa surge no âmbito da plataforma “Aliança Juntando Forças pelas Crianças”. Os signatários pretendem unir esforços para promover compromissos políticos renovados em defesa dos direitos da criança, alinhando-se aos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Durante a cerimónia de assinatura, Ilaria Manuza, directora nacional da Save the Children, sublinhou que o evento simboliza não apenas a assinatura de um documento, mas a formalização de uma aliança comprometida com o futuro das crianças. “O nosso objectivo é erradicar a violência contra as crianças, proporcionando um futuro justo para todas. Esta aliança demonstra o poder da colaboração”, afirmou.

Harrisson Ruben, director nacional da ChildFund, salientou a importância de reflectir sobre o futuro que está a ser construído para as novas gerações, realçando que cada criança nascida hoje será influenciada pelo mundo que os adultos moldam. “Nenhuma organização consegue enfrentar estes desafios sozinha”, defendeu, citando um provérbio africano que preconiza a força da união.

Paolo Massaro, director da Terre des Hommes, reconheceu que a missão será um desafio, mas acredita que a união entre as organizações poderá resultar em “benefícios enormes”. Ele lembrou as palavras do fundador da sua organização, Edmond Kaiser, que defendia o compromisso de assistência a qualquer criança em situação de vulnerabilidade, sem discriminação.

Cyprian Chawatana, director interino da World Vision, constatou que a aliança surge num momento crítico, em que as crianças enfrentam diversos desafios, desde as crises climáticas a conflitos e pandemias, incluindo a elevada inflação. Ele enfatizou a necessidade de explorar modelos eficazes para criar um ambiente favorável à protecção dos direitos infantis.

Luís Paulo, director interino da Plan International, considerou a assinatura um marco significativo para a concretização dos objectivos comuns das organizações envolvidas. Referiu que, segundo dados do UNICEF, as crianças representam metade da população moçambicana e que, apesar dos atrasos na implementação da aliança, este é um momento propício para agir face à urgência dos desafios que as crianças enfrentam.

A aliança é particularmente relevante num contexto em que cerca de 77% das crianças em Moçambique vivem em situação de pobreza, conforme revela o relatório “Pobreza infantil multidimensional em Moçambique 2014/15-2022”, elaborado pelo UNICEF.

Mais de 65.000 palestinianos mortos na Faixa de Gaza

O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza revelou que mais de 65.000 palestinianos perderam a vida na guerra entre Israel e o grupo islamita Hamas.

Segundo a instituição, o número de mortos subiu para 65.062, enquanto 165.697 pessoas ficaram feridas desde o início do conflito, que iniciou após um ataque do Hamas a território israelita em 7 de Outubro de 2023.

A ofensiva militar israelita resultou na destruição de vastas áreas da Faixa de Gaza, desalojando cerca de 90% da população e provocando uma crise humanitária severa, com especialistas a alertarem para a fome no enclave.

O Ministério da Saúde de Gaza, cujos números são considerados fidedignos pela ONU, não especificou quantos dos mortos eram civis ou militantes, mas indicou que mulheres e crianças representam cerca de metade das fatalidades.

Neste contexto, as tropas e tanques israelitas avançaram mais para o interior da cidade de Gaza, no segundo dia de uma ofensiva terrestre que tem sido amplamente condenada pela comunidade internacional. Milhares de palestinianos estão a fugir em massa da região, em busca de segurança.

O Exército israelita informou que as suas unidades aéreas e de artilharia atacaram a cidade mais de 150 vezes nos últimos dias, antes da chegada das tropas terrestres. Esses ataques resultaram na destruição de edifícios em áreas densamente povoadas, onde se encontram acampamentos de tendas que abrigam milhares de palestinianos. Israel alega que as estruturas atingidas estão a ser utilizadas pelo Hamas para monitorar as suas tropas.

Adicionalmente, Israel anunciou a abertura de um corredor humanitário no sul da cidade de Gaza, que estará disponível durante dois dias, com o objectivo de permitir a fuga de mais palestinianos da cidade.

Maxixe: Jovem de 18 anos escapa a linchamento após acusações de rapto de bebé

Uma jovem de 18 anos quase foi linchada por uma multidão na cidade da Maxixe, província de Inhambane, após ser acusada de raptar uma criança de dois anos. 

O incidente teve lugar na sequência do desaparecimento da menor, que esteve ausente por mais de uma semana.

Segundo informações veiculadas pela TV Miramar, a criança foi encontrada após denúncias de populares. A jovem, que estava acompanhada da menor, foi interceptada por um casal nas proximidades da sua residência.

A acusada afirmou que, juntamente com o seu parceiro, teria levado a criança para a localidade de Mabihal, no distrito de Massinga, com a intenção de apresentá-la à família. No entanto, a sogra da jovem desconfiou da situação e não permitiu que a nora ficasse com a criança. A jovem, por sua vez, regressou à Maxixe, onde ficou com a menor durante 11 dias.

Através de denúncias da comunidade, a jovem foi abordada pelas autoridades, que conseguiram evitar que fosse linchada por uma multidão enfurecida. A criança foi devolvida à mãe biológica e encontra-se em bom estado de saúde.

INATRO nega irregularidades na emissão de cartas de condução em Moçambique

O Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO) assegurou que não existem provas que indiquem a entrega de cartas de condução a indivíduos que não tenham frequentado uma escola de condução.

A declaração foi feita em resposta a rumores que levantaram preocupações sobre possíveis irregularidades na concessão de licenças de condução.

Nelson Nunes, Presidente do Conselho de Administração do INATRO, esclareceu durante um workshop realizado em Maputo que a instituição está a realizar uma análise detalhada da situação. “Sem evidências concretas, não podemos afirmar com certeza se este tipo de prática tem ocorrido”, frisou Nunes.

Durante o evento, que teve como foco a segurança rodoviária, Nunes admitiu que já existem transportadores e automobilistas a exercer a actividade sem a licença adequada. “Hoje, apresentaremos oficialmente as medidas que serão implementadas a partir de agora, com o intuito de reforçar o plano de emergência em resposta à sinistralidade. Estas novas medidas visam garantir um efeito positivo na segurança rodoviária”, acrescentou.

O INATRO revelou ainda que anualmente emite mais de trezentas mil cartas de condução. No entanto, existem delegações que ainda mantêm em posse mais de duas mil cartas que não foram entregues aos respectivos titulares.

O workshop também servirá para que o INATRO avalie a situação do país dentro do contexto do observatório africano.

OMS alerta para colapso imediato dos hospitais na Faixa de Gaza

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta grave indicando que os hospitais na Faixa de Gaza estão à beira do colapso devido à intensificação do conflito na região. 

A situação agrava-se com as dificuldades enfrentadas pela OMS para transportar combustível, essencial para as operações hospitalares.

Tedros Adhanom, Director Geral da OMS, expressou a sua preocupação através das redes sociais, sublinhando que numerosos feridos e pessoas incapacitadas estão incapazes de alcançar locais seguros, colocando as suas vidas em risco. Ele destacou que os hospitais estão superlotados e a situação se aproxima de um ponto crítico, exacerbada pela violência crescente que bloqueia o acesso humanitário.

O Ministério da Saúde do governo de Gaza, sob liderança do Hamas, denunciou que o Exército israelita está a obstruir deliberadamente os esforços da OMS para transportar combustível para o norte do enclave, dificultando ainda mais a assistência médica.

Até ao momento, cerca de 3 mil doentes e acompanhantes foram evacuados dos hospitais de Gaza com o apoio dos Emirados Árabes Unidos, numa tentativa de aliviar a pressão sobre o sistema de saúde local.

EDM regista prejuízo superior a 300 milhões em infraestruturas eléctricas vandalizadas

A Electricidade de Moçambique (EDM) reportou um prejuízo superior a 300 milhões de meticais nos últimos quatro anos, resultado da vandalização de infraestruturas eléctricas. 

Este dado foi apresentado por Salmata Insa, chefe do Departamento de Prevenção e Combate à Vandalização das Infraestruturas Eléctricas, durante um seminário que visa discutir soluções para um problema que afecta várias instituições prestadoras de serviços públicos.

Na sua intervenção, Salmata Insa destacou que os recursos gastos na reposição das infraestruturas danificadas poderiam ser melhor aplicados na melhoria e expansão da rede eléctrica em todo o país, contribuindo assim para um serviço mais eficaz e acessível à população.

A discussão encerra uma preocupação crescente sobre os impactos da vandalização nas operações da EDM e no fornecimento de electricidade em Moçambique.

Presidente Daniel Chapo considera poluição dos rios em Manica um desastre ambiental

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, classifica a poluição em vários rios da província central de Manica como um desastre ambiental, atribuindo o problema à mineração descontrolada de ouro na região.

“Trabalharemos para pôr fim a este desastre. As autoridades provinciais já estão a tomar medidas, e se for necessário, paralisaremos todas as actividades mineiras. Faremos isso em defesa do ambiente e da saúde pública,” declarou Chapo durante a cerimónia de outorga do título de combatente da Luta de Libertação Nacional à antiga combatente Marina Pachinuapa, realizada na Universidade Púnguè.

O Presidente lembrou que foi o primeiro a abordar a questão da poluição dos rios durante um comício em Chimoio, alertando para os riscos que isso representa para a saúde pública. Como chefe de Estado, Chapo afirma que tem a responsabilidade de criar melhores condições de vida para os moçambicanos.

“Foi essa a razão pela qual levantei a questão da poluição dos rios resultante da actividade mineira na província de Manica. Estamos a trabalhar, através do Ministério dos Recursos Minerais e Energia e com outras instituições, para combater este problema que coloca em perigo a vida humana e a fauna, bem como a actividade agrícola,” enfatizou.

O governante destacou o empenho do governo central e provincial em encontrar uma solução urgente. “Estamos prontos para tomar medidas severas. Se necessário, suspenderemos todas as actividades de mineração na província, em nome da protecção ambiental.”

O Presidente Chapo sublinhou ainda que é responsabilidade do governo restaurar a qualidade da água nos rios e garantir práticas de mineração sustentáveis, com o intuito de evitar a poluição e assegurar a saúde da população.

Os rios Révuè, Chicamba, Nhancuarara, Púnguè, entre outros, são os mais afectados pela exploração mineira na província de Manica. O mercúrio e o cianeto, utilizados na lavagem do solo para a extracção de ouro, têm contaminado as águas que alimentam a Albufeira de Chicamba, uma das principais fontes de água para Chimoio, Manica, bem como para a vila de Gondola e as localidades de Messica e Bandula.

Na província de Manica, operam actualmente 28 empresas de mineração, além de dezenas de associações de garimpeiros e mais de 10 mil garimpeiros individuais.

Vagas de emprego do dia 18 de Setembro de 2025

Foram publicadas hoje, dia 18 de Setembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Loader Operator I

A Unitrans pretende recrutar um (1) Loader Operator I. Saiba mais.

2. Vaga para Heavy Motor Vehicle Driver (Articulated)

A Unitrans pretende recrutar um (1) Heavy Motor Vehicle Driver (Articulated). Saiba mais.

3. Vaga para Caixa

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Caixa. Saiba mais.

4. Vaga para Operacional de Logística

A Marine & Inland Services pretende recrutar um (1) Operacional de Logística. Saiba mais.

5. Vaga para Director do Projecto SBIS

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director(a) do Projecto She Belongs In School – Ela Pertence à Escola (SBIS). Saiba mais.

6. Vaga para Especialista em Sistemas Alimentares Urbanos

A Mani Tese pretende recrutar um (1) Especialista em Sistemas Alimentares Urbanos. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Legal II

A TechnipFMC pretende recrutar um (1) Legal II. Saiba mais.

2. Vaga para General Worker

A Unitrans pretende recrutar um (1) General Worker. Saiba mais.

3. Vaga para Senior Specialist Internal Audit

A Vodafone pretende recrutar um (1) Senior Specialist Internal Audit. Saiba mais.

4. Vaga para Manager: Money Laundering Report Officer (MLRO)

A Vodafone pretende recrutar um (1) Manager: Money Laundering Report Officer (MLRO). Saiba mais.

5. Vaga para Topógrafo

A MD Consultores pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Topógrafo. Saiba mais.

6. Vaga para Secretária Executiva

A Mawonelo Consultoria e Serviços E.I pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Secretária Executiva. Saiba mais.

7. Vaga para Oficial do Mecanismo de Resposta Rápida

A Action Contre La Faim pretende recrutar um (1) Oficial do Mecanismo de Resposta Rápida. Saiba mais.

8. Vaga para Consultor

O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar um/a (1) Contratação de Consultor(a) para Elaboração da Estratégia de Comunicação e Visibilidade do Programa WVL-ALIADAS Renovado. Saiba mais.

9. Vaga para Intern Fault Managment

A Vodafone pretende recrutar um (1) Intern Fault Managment. Saiba mais.

10. Vaga para Offshore Engineering & Rotation Installation Roles (Multiple Levels)

A SGS pretende recrutar um (1) Offshore Engineering & Rotation Installation Roles (Multiple Levels). Saiba mais.

11. Vagas para Health Economics and Financing Experts

A Management Sciences for Health (MSH) pretende recrutar Health Economics and Financing Experts. Saiba mais.

12. Vaga para Gestor Sénior de Procurement

O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil pretende recrutar um (1) Gestor Sénior de Procurement. Saiba mais.

13. Vaga para Buyer

A TechnipFMC pretende recrutar um (1) Buyer. Saiba mais.

14. Vaga para SHERQ Manager

A GML – GRINDROD MOZAMBIQUE LIMITED pretende recrutar um (1) SHERQ Manager. Saiba mais.

15. Vaga para Consultor – Recursos Humanos

A Deloitte pretende recrutar um (1) Consultor – Recursos Humanos. Saiba mais.

16. Vaga para Brewing Specialist

A AB InBev pretende recrutar um (1) Brewing Specialist. Saiba mais.

17. Vaga para Secretária Comercial com Domínio em Desenho Gráfico

A Kapitalis & Humanus pretende recrutar um (1) Secretária Comercial com Domínio em Desenho Gráfico. Saiba mais.

18. Vaga para M&E Consultant

A Population Services International (PSI) pretende recrutar um (1) M&E Consultant. Saiba mais.

19. Vaga para Senior Security Officer

A UNOPS pretende recrutar um (1) Senior Security Officer. Saiba mais.

20. Vaga para Administration Assistant/Driver

A UNOPS pretende recrutar um (1) Administration Assistant/Driver. Saiba mais.

21. Vagas para Account Developer

A Coca-Cola Beverages Africa pretende recrutar dois (2) Account Developer. Saiba mais.

22. Vaga para Concrete Pumps Operator

A Saipem pretende recrutar um (1) Concrete Pumps Operator. Saiba mais.

23. Vaga para Gestor de Advocacia e Politicas

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor de Advocacia e Politicas. Saiba mais.

24. Vaga para Consultoria: Apoio Técnico para Celebração de Acordos Quadro

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende recrutar um/a (1) Consultor(a) Especializado(a) para apoiar o processo de avaliação, seleção e celebração desses Acordos-Quadro. Saiba mais.

25. Vagas para Oficiais de Nutrição

A Action Contre La Faim pretende recrutar dois (2) Oficiais de Nutrição. Saiba mais.

26. Vaga para Accounts Receivable

A Aga Khan Academy Maputo pretende recrutar um (1) Accounts Receivable. Saiba mais.

27. Vaga para Técnico de Eletrónica

A Técnica PC, empresa especializada na reparação e venda de acessórios para laptops, está a recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Eletrónica. Saiba mais.

28. Vaga para Cost and Document Controlling Specialists 

A RINA pretende recrutar um (1) Cost and Document Controlling Specialists. Saiba mais.

29. Vaga para Import – Export Specialist Intern

A SLB pretende recrutar um (1) Import – Export Specialist Intern. Saiba mais.

30. Vaga para Tax Accountant Intern

A SLB pretende recrutar um (1) Tax Accountant Intern. Saiba mais.

31. Vagas para Coordenadores Regionais – Crédito ao Funcionário Público

A Ekitalci pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Coordenadores Regionais – Crédito ao Funcionário Público. Saiba mais.

32. Vaga para Head of Programmes

A WaterAid pretende recrutar um (1) Head of Programmes. Saiba mais.

33. Vaga para HSE Trainer

A McDermott pretende recrutar um (1) HSE Trainer. Saiba mais.

34. Vaga para Fiscal Sénior

A BVi Engenheiros Consultores Moçambique Lda, pretende recrutar um (1) Fiscal Sénior. Saiba mais.

Estratégia de financiamento climático vai mobilizar mais de 37 mil milhões de dólares

O Governo moçambicano anunciou a aprovação da Estratégia Nacional de Financiamento Climático para o período de 2025 a 2034. 

O documento é uma iniciativa que visa estimular uma economia de baixo carbono e resistente às alterações climáticas no país.

A implementação da referida estratégia está orçada em 37,2 mil milhões de dólares, com previsão de execução nos próximos cinco anos, tendo como alvo a resiliência climática dos recursos humanos, físicos e naturais de Moçambique.

O porta-voz do executivo, Inocêncio Impissa, destacou à imprensa, após a 32ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, a necessidade de mobilizar recursos e fontes tanto internas como externas. Além disso, ressaltou a importância de fortalecer as instituições públicas e privadas.

Moçambique pretende tornar-se um modelo na mobilização e aplicação de investimentos para acções climáticas, orientando diversos sectores a aumentar a alocação de recursos financeiros e garantindo transparência na gestão desses fundos.

Impissa, que também ocupa o cargo de ministro da Administração Estatal e Função Pública, sublinhou que entre os objectivos da estratégia estão a definição de um modelo de governação inclusiva e a criação de um mecanismo de coordenação que favoreça o acesso ao financiamento climático, tendo em vista a inclusão de mulheres, jovens, crianças e grupos vulneráveis.

O governo também pretende reforçar o acesso aos mercados de carbono, através da criação de um regulamento específico, e fortalecer o sistema de monitoramento, registo e verificação de emissões. Adicionalmente, a elaboração de instrumentos-piloto de financiamento misto em sectores estratégicos e a estruturação de iniciativas de troca de dívida por acções climáticas são igualmente metas da nova estratégia.

Moçambique figura entre os dez países mais vulneráveis às alterações climáticas, enfrentando regularmente desastres naturais como ciclones, cheias, secas e inundações, que resultam em severos impactos económicos e sociais.

Na mesma sessão, o governo aprovou o Plano de Recuperação e Crescimento Económico (PRECE), um documento de curto e médio prazo que visa responder aos desafios da atual conjuntura económica. Impissa indicou que o PRECE contempla um pacote de medidas estimado em 2,75 mil milhões de dólares, com 800 milhões destinados a fundos de apoio económico.

O porta-voz acrescentou que a execução do PRECE é vital para restaurar a confiança entre investidores e cidadãos moçambicanos, além de acelerar a recuperação económica e fomentar um ambiente favorável a investimentos. A previsão aponta para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,5 por cento para 2025, superando a estimativa inicial de 2,4 por cento, com uma expectativa total de crescimento de 6,3 por cento até ao final do período.

Hipertensão em mulheres não grávidas torna-se um desafio crescente em Moçambique

Um estudo realizado pelo Centro de Investigação em Saúde da Manhiça, na província de Maputo, revelou um preocupante aumento do número de casos de hipertensão entre mulheres não grávidas em idade reprodutiva em Moçambique.

A investigação, que envolveu 1.825 mulheres não grávidas e 6.770 gestantes, fez parte do Projecto PRECISE (PREgnancy Care Integrating Translational Science, Everywhere), abrangendo também Gâmbia e Quénia.

Os resultados demonstram que 10,4% das moçambicanas não grávidas em idade fértil apresentam hipertensão clinicamente confirmada, uma taxa significativamente superior à do Quénia, que é de 4,6%, e semelhante à Gâmbia, com 9,3%.

Outro dado alarmante aponta para a discrepância entre a realidade clínica e a percepção individual das mulheres. Apenas 4,2% destas relataram sofrer de hipertensão, enquanto 17% apresentaram pressão arterial elevada. Segundo a investigadora e líder do estudo no país, Esperança Sevene, “a maioria das mulheres com hipertensão não tem consciência do problema ou nunca recebeu um diagnóstico formal”.

Entre as mulheres grávidas, o cenário também é preocupante. Apenas 2,7% das gestantes moçambicanas relataram hipertensão, um número muito inferior ao observado clinicamente. Esperança Sevene sublinha a importância de medir a pressão arterial em todas as consultas de saúde materna, de forma a não perder oportunidades de diagnóstico e intervenção precoce.

Os dados do PRECISE indicam que a maioria das mulheres avaliadas vive em zonas rurais e está maioritariamente envolvida em actividades manuais, como a agricultura. Estes resultados revelam uma lacuna crítica: a dependência dos inquéritos de saúde de relatos pessoais pode não captar a verdadeira prevalência da hipertensão, podendo assim comprometer a eficácia das políticas de saúde pública.

Em Moçambique, como em muitos países africanos, a vigilância em saúde foi historicamente orientada para o combate de doenças infecciosas, como o HIV, a malária e a tuberculose. Contudo, as Doenças Não Transmissíveis (DNT), como hipertensão, diabetes e cancro, estão a emergir como um desafio significativo de saúde pública do século XXI.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a abordagem STEPwise, que combina relatos pessoais com medições biomédicas padronizadas de pressão arterial. A adopção deste método seria uma forma de Moçambique alinhar-se com melhores práticas internacionais e identificar precocemente as mulheres em risco.

A equipe técnica do estudo defende a urgência em reforçar o rastreio da hipertensão nos cuidados primários, com particular atenção nas consultas de Planeamento Familiar e Pré-natal, e a capacitação dos profissionais de saúde para reconhecer e tratar a hipertensão em mulheres jovens.

Além disso, destacam a importância de integrar a prevenção das doenças não transmissíveis nos programas de saúde materna e infantil, bem como intensificar campanhas de sensibilização dirigidas à população, promovendo a medição regular da pressão arterial. Anteriormente, estudos em Moçambique indicavam que cerca de 30% dos adultos poderiam ser hipertensos, com uma tendência crescente, especialmente em áreas urbanas.

Na fase da gravidez, a hipertensão pode levar a complicações graves como a pré-eclâmpsia, representando riscos significativos tanto para a mãe como para o bebé.

Homem provoca incêndio em casa para fugir a despejo

Um homem provocou um incêndio na sua residência como estratégia para evitar a execução de uma ordem de despejo, marcada para terça-feira.

De acordo com relatos, o homem decidiu atear fogo à sua casa antes da chegada das autoridades responsáveis pelo despejo. As chamas rapidamente se alastraram, levando à intervenção dos bombeiros, que conseguiram controlar a situação e evitar danos maiores nas propriedades adjacentes.

Felizmente, não houve registo de feridos, mas o ato desesperado do residente levantou preocupações sobre a crise habitacional e os desafios enfrentados por indivíduos que se encontram em situações vulneráveis. As autoridades estão a investigar os motivos que levaram o homem a tomar tal decisão extrema.

Este incidente sublinha a necessidade de um apoio mais eficaz para aqueles que enfrentam despejos, refletindo a pressão que muitos cidadãos sofrem em relação à segurança das suas habitações.

Dois indivíduos presos por esquema de burla na venda de automóveis pelas redes sociais

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) da cidade de Maputo anunciou a detenção de dois indivíduos acusados de burlas associadas à falsa intermediação na venda de automóveis.

Segundo o porta-voz da instituição, João Adriano, os detidos utilizavam redes sociais, especialmente o Facebook, para publicar imagens de viaturas, operando sob identidades e contactos falsificados. Quando surgiam interessados, apresentavam-se como intermediários, orientando as vítimas a realizar transferências bancárias directamente para as suas contas. Após o pagamento, cortavam toda a comunicação e retiravam os valores, sem entregar qualquer veículo.

As autoridades indicam que este esquema já causou prejuízos superiores a dois milhões de meticais apenas na cidade de Maputo. No caso mais recente, as perdas ultrapassam os 600 mil meticais, com três processos judiciais em curso relacionados com esta fraude.

João Adriano apelou à população para exercer cautela ao realizar pagamentos de bens anunciados online, salientando que os suspeitos fazem parte de uma rede organizada especializada neste tipo de crime.

Tribunal obriga Vale a pagar 20,7 milhões de dólares ao Governo de Moçambique

O Tribunal Fiscal da Cidade de Maputo determinou que a empresa brasileira Vale deve pagar uma dívida fiscal de 1,3 bilhão de meticais, equivalente a cerca de 20,7 milhões de dólares, ao Governo de Moçambique. 

A decisão foi tomada após o tribunal ter rejeitado um recurso apresentado pela empresa contra a Autoridade Tributária de Moçambique (AT).

A contenda judicial iniciou após a venda dos activos da mina de carvão de Moatize, localizada na província de Tete, para a Vulcan Internacional no ano de 2022.

A Autoridade Tributária calculou que esta transacção gerou um Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas (IRPC) relacionado às mais-valias, montando a um total de 1,3 bilhão de meticais.

A decisão do tribunal reafirma a responsabilidade da Vale em cumprir com as obrigações fiscais no país, um tema que tem sido objecto de atenção nas relações entre o Governo moçambicano e as empresas estrangeiras que operam no território.

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