Pelo menos 10 pessoas perderam a vida nos protestos que eclodiram contra o Governo no Quénia. Os confrontos entre a polícia e os manifestantes tornaram-se violentos, com a polícia a utilizar gás lacrimogéneo e a bloquear o acesso ao centro da capital, Nairobi.
De acordo com um comunicado da Comissão Nacional dos Direitos Humanos do Quénia (KNCHR), os incidentes resultaram em numerosas fatalidades. O correspondente da DW em Nairobi, Felix Maringa, reportou que as autoridades fecharam as estradas que conduzem à capital logo nas primeiras horas da manhã, como forma de impedir a concentração de manifestantes na cidade.
A polícia divulgou um comunicado em que indicava que mais de 560 pessoas foram detidas em várias localidades do país durante os protestos. Além disso, o documento apontou para o facto de que dezenas de agentes da polícia também ficaram feridos durante os confrontos.
Os protestos de segunda-feira foram marcados pela celebração das manifestações de 7 de Julho, conhecidas como “Saba Saba” (que significa sete sete em suaíli), que ocorreram há 35 anos e pediram a transição de um regime de partido único para uma democracia multipartidária. As primeiras eleições multipartidárias no Quénia tiveram lugar em 1992.
Actualmente, os manifestantes exigem a demissão do presidente William Ruto, acusando-o de corrupção, entre outras questões que afectam a população.
A cidade de Maputo prepara-se para vacinar mais de quinhentas mil crianças com menos de dez anos contra a poliomielite. Esta iniciativa faz parte da segunda ronda da campanha nacional de vacinação contra a variante da pólio tipo II, que está a ser implementada em todo o território nacional.
Alice de Abreu, vereadora de Saúde e Qualidade de Vida no Conselho Municipal de Maputo, revelou que, para atingir a meta estabelecida, as autoridades de saúde optarão pela vacinação porta-a-porta, além de destacarem brigadas fixas e móveis em todos os quarenta e três bairros da cidade.
A vereadora destacou a colaboração com líderes comunitários, activistas, parteiras tradicionais e outras personalidades influentes nas comunidades. O objectivo é assegurar que a informação sobre a campanha chegue aos pais, incentivando-os a levar as crianças aos postos de vacinação ou a permitir que os técnicos de saúde realizem a imunização nas suas residências.
A campanha de vacinação decorre até o dia 12 de Junho e contará com a participação de mais de dois mil agentes de saúde e comunitários, que estarão na linha da frente para garantir a protecção das crianças contra esta doença.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, anunciou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviará cartas a parceiros comerciais para oficializar a imposição de tarifas recíprocas que variam entre 25% e 40%.
Estas tarifas entrarão em vigor com o início do segundo mandato de Trump. As primeiras nações a receberem a correspondência foram o Japão e a Coreia do Sul.
Leavitt informou que aproximadamente 12 outros países receberão notificações semelhantes, destacando ainda que o presidente planeia desenvolver planos comerciais personalizados para cada nação. Entre os países que já foram notificados estão Myanmar, Laos e África do Sul, com tarifas estabelecidas de 40%, 40% e 30%, respectivamente.
Além disso, a secretária de imprensa confirmou que Trump decidiu estender o prazo para a imposição das tarifas de 9 de Julho para 1º de Agosto, proporcionando assim mais tempo para que os países possam negociar acordos.
Leavitt enfatizou que o governo está empenhado em firmar acordos vantajosos tanto para o povo americano quanto para os trabalhadores dos Estados Unidos. A expectativa é que as tarifas sejam divulgadas no próximo mês, conforme os países continuem a dialogar com o governo norte-americano.
A Polícia Municipal da Cidade de Maputo emitiu um ultimato aos vendedores informais que operam de forma desordenada na zona do Xiquelene, nomeadamente na Praça dos Combatentes.
Os comerciantes têm um prazo de sete dias para desocupar os passeios, bermas, faixas de rodagem e o espaço adjacente ao monumento, sendo aconselhados a dirigir-se aos mercados oficiais da capital.
O porta-voz da Polícia Municipal, Naftal Lai, revelou que esta iniciativa faz parte de uma campanha contínua destinada a assegurar a ordem pública, a segurança rodoviária e a livre circulação de pessoas e veículos numa das áreas mais movimentadas da cidade.
“A sensibilização tem sido realizada de forma intensiva, utilizando megafones, visitas porta-a-porta e contacto directo com os vendedores. Entramos agora na fase final, antes da interdição total da venda nos locais impróprios”, afirmou Lai.
As autoridades recomendam que os vendedores se dirijam a mercados como o Mucoreano, 1.º de Junho e Compone, onde existem bancas disponíveis. Técnicos da Direcção de Mercados e Feiras já se encontram posicionados nesses locais para garantir uma transição organizada. Contudo, a resistência por parte dos vendedores persiste.
A Polícia Municipal alerta que, findo o prazo de sete dias, serão adoptadas medidas coercivas para impedir a continuidade das vendas em áreas proibidas. A campanha também apela à responsabilidade dos consumidores, incentivando-os a adquirir produtos apenas em locais apropriados.
Um ataque de abelhas ocorrido no centro da cidade de Aurillac, na região de Auvergne-Rhône-Alpes, resultou em 24 feridos, sendo que três deles se encontram em estado crítico.
O incidente teve lugar no domingo (06), conforme informou a Secretaria de Segurança Pública da região de Cantal.
Segundo a emissora francesa BFMTV, as vítimas sofreram reacções alérgicas graves e foram rapidamente transportadas para o hospital local. Entre os afectados, uma pessoa idosa sofreu um ataque cardíaco, mas recebeu assistência imediata e sobreviveu.
O ataque do enxame ocorreu entre as 9h30 e as 10h, nas proximidades do Grand Hôtel de Bordeaux, um estabelecimento que possui colmeias instaladas no seu terraço há mais de uma década. O prefeito Pierre Mathonier confirmou as circunstâncias do incidente durante uma conferência com a imprensa.
Uma testemunha do evento, uma mulher de 80 anos chamada Andrée, descreveu a cena de pânico que se instalou entre os transeuntes. “As pessoas estavam realmente em pânico”, relatou à rádio Franceinfo. Andrée, que estava em casa na altura, inicialmente não compreendeu a situação. “Vi duas jovens e um casal se debatendo. Uma jovem estava vestida apenas com sutiã e calcinha, completamente desorientada”, recordou.
Os bombeiros chegaram rapidamente ao local, prestaram socorro às vítimas e isolaram a área. “As pessoas se protegeram e todo o bairro foi isolado”, acrescentou Andrée, que, após o incidente, decidiu almoçar fora, fechando todas as janelas de sua casa por precaução, temendo a presença de mais abelhas.
A presidente da Assembleia da República de Moçambique, Margarida Talapa, revelou a sua intenção de dinamizar a Liga Parlamentar de Amizade entre Moçambique e a Tanzânia.
A declaração teve lugar durante uma visita de cortesia ao Alto-comissário da Tanzânia em Moçambique, Hamad Khamis, na capital moçambicana.
Durante o encontro, Talapa expressou o desejo de relançar e aprofundar as relações de cooperação interparlamentar. Com as eleições gerais na Tanzânia agendadas para Outubro, a presidente da AR sublinhou a importância de fortalecer o laço entre as instituições legislativas dos dois países.
A líder parlamentar elogiou os resultados preliminares obtidos após a visita de Estado do Presidente da República, Daniel Chapo, à Tanzânia, destacando a constituição da Comissão Económica Conjunta. Esta comissão visa impulsionar a cooperação bilateral nas áreas social, energética, turística e de transportes.
Por sua vez, Khamis assegurou o compromisso da Tanzânia em reforçar as relações comerciais e interparlamentares com Moçambique. Referiu que, com o novo parlamento a ser formado após as eleições de Novembro, a colaboração continuada é alvo de consensus entre as partes. O diplomata salientou ainda a realização de diálogos e troca de visitas como forma de intensificar essa parceria.
O Alto-comissário também abordou a colaboração militar entre as forças tanzanianas e as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique no combate ao terrorismo em Cabo Delgado. Khamis enfatizou que as tropas dos dois países estão empenhadas em garantir a paz e em eliminar a ameaça terrorista na região.
Hamad Khamis é, além de representante em Moçambique, o responsável máximo da Tanzânia nos países vizinhos Eswatini e Madagáscar.
Sergei Torop, conhecido como o ‘Jesus da Sibéria’, foi condenado a 12 anos de prisão, por extorsão e por agredir física e psicologicamente vários dos seus seguidores, na região da Sibéria, Rússia.
Esta decisão judicial marca o fim da sua trajectória como líder de um culto que contava com cerca de 10 mil devotos.
A detenção de Torop ocorreu em Setembro de 2020, após denúncias sobre o seu comportamento abusivo junto dos membros da sua comunidade. Juntamente com ele, foram condenados outros dois líderes do culto, Vladimir Vedernikov e Vadim Redkin, todos recebendo penas a cumprir em regime de alta segurança.
Com 64 anos, Torop, que tem uma aparência distinta com barba e cabelo comprido, fundou a Igreja do Antigo Testamento em Krasnoyarsk, na Sibéria, após alegar ter renascido em 1990 para difundir a palavra de Deus. A sua doutrina atraía seguidores interessados em temas de reencarnação, veganismo e relações humanas harmoniosas. Muitos viajavam até à sua comunidade, conhecida como Morada do Amanhecer ou Cidade do Sol, em busca dos seus ensinamentos.
Em entrevistas, Torop afirmou ser a “palavra viva de Deus”, desafiando a visão tradicional de Jesus Cristo. O cultismo à sua volta incorporava elementos de várias tradições espirituais, como a Igreja Ortodoxa Russa, Budismo e Apocalipticismo, e promovia uma vida sem carne, álcool, tabaco ou linguagem imprópria. Os seguidores eram incentivados a renunciar ao dinheiro e organizavam vigílias de oração em sua honra.
Apesar de sua imagem como líder espiritual, a comunidade escondeu práticas de manipulação psicológica e exploração financeira ao longo de quase três décadas.
As enchentes provocadas por intensas chuvas que têm assolado o Texas desde a passada sexta-feira (04), já resultaram na morte de pelo menos 104 pessoas, conforme anunciado por autoridades estaduais na segunda-feira.
As equipas de resgate continuam a laborar em meio a previsões de novas chuvas nas próximas horas.
Seis condados foram severamente afectados pelas inundações, com o condado de Kerr a registar o maior número de vítimas. Na segunda-feira, foram encontrados sete novos corpos, elevando o total de mortes nesta região para mais de 80, entre as quais se incluem várias crianças.
O levantamento de vítimas por condado é o seguinte:
Condado de Kerr: 84 mortes
Condado de Travis: 7 mortes
Condado de Burnet: 4 mortes
Condado de Kendall: 6 mortes
Condado de Williamson: 2 mortes
Condado de Tom Green: 1 morte
Uma das tragédias mais marcantes ocorreu no acampamento cristão Camp Mystic, destinado a meninas, que foi completamente devastado pela força das águas. A administração do acampamento confirmou a morte de 27 pessoas, incluindo alunas e monitoras.
O governador do Texas, Greg Abbott, revelou que 41 pessoas permanecem desaparecidas em todo o estado. As equipas de resgate contam com o apoio de voluntários e familiares, especialmente nas operações realizadas nas proximidades do Rio Guadalupe.
O Instituto Nacional do Mar (INAMAR), em colaboração com a Comissão do Oceano Índico (COI) e com o apoio da União Europeia (UE), iniciou uma formação destinada a reforçar as capacidades técnicas e jurídicas dos agentes envolvidos na luta contra a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (IUU).
Sob o lema “Provas bem recolhidas, casos bem resolvidos”, a formação junta magistrados, oficiais da Marinha, agentes da Polícia Costeira, inspectores e técnicos da fiscalização marítima. O objectivo consiste em melhorar a recolha de evidências, investigação e instrução de processos relacionados com a pesca.
Na cerimónia de abertura, Leonid Chimarizene, administrador executivo do INAMAR, enfatizou que a pesca IUU representa um prejuízo significativo para a economia nacional, sendo crucial a adopção de respostas coordenadas e eficazes.
Chimarizene destacou as principais infracções identificadas, como a pesca sem licença na Zona Económica Exclusiva (ZEE), o uso de redes não autorizadas e a captura de espécies protegidas. O dirigente também alertou sobre a utilização do território nacional como rota de trânsito para produtos derivados da pesca ilegal, como barbatanas de tubarão e abalone.
Por sua vez, Tiana Randiambola, representante da COI, sublinhou a seriedade da pesca IUU como uma ameaça à sustentabilidade dos recursos marinhos e à segurança alimentar da região. A representante frisou a importância de uma acção coordenada, baseada em evidências legais e na cooperação interinstitucional.
“A aplicação prática do conhecimento adquirido e a colaboração contínua após a formação são essenciais. É necessário não apenas sistemas nacionais robustos, mas também mecanismos regionais articulados entre países vizinhos”, declarou Randiambola.
Esta formação em Moçambique insere-se num ciclo de capacitações promovido pela Comissão do Atum do Oceano Índico (IOTC) e resulta de um curso regional realizado nas Ilhas Maurícias em Setembro de 2022. O programa visa implementar as melhores práticas delineadas no manual técnico “Provas em Ofensas Pesqueiras: Colecta e Uso Eficazes”, publicado pela IOTC no ano passado.
O manual oferece orientações sobre a recolha, preservação e uso eficaz de provas em infracções à legislação pesqueira nacional, com ênfase especial nas resoluções da IOTC e na adopção de medidas de conservação e gestão.
Além de Moçambique, outros países como Ilhas Maurícias, Seychelles, Somália e Tanzânia estão a beneficiar desta iniciativa, que visa reforçar a capacidade prática de agentes jurídicos e inspectores de pesca para uma actuação harmonizada a nível regional.
Alex Garcia, representante da União Europeia, afirmou que o ECOFISH é um projecto a longo prazo apoiado pela UE, que tem um empenho firme na promoção de uma economia sustentável. “Estamos aqui para apoiar a pesca legal e as organizações regionais, representadas pelo COI e pelo INAMAR”, afirmou Garcia, expressando a esperança de que o workshop tenha um impacto duradouro na luta contra a pesca ilegal e na protecção dos recursos marinhos.
A formação, que decorre até 10 de Julho, inclui sessões teóricas e práticas, com a expectativa de que os participantes se tornem multiplicadores de boas práticas nas suas instituições, contribuindo para uma fiscalização mais eficaz e processos judiciais mais robustos.
O evento também revelou a recente implementação dos Tribunais Marítimos, responsáveis por crimes cometidos no mar, bem como a criação do Centro de Coordenação de Operações de Fiscalização Marítima (CEFMAR), que visa fortalecer a vigilância costeira.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) na província de Manica deteve recentemente cinco indivíduos acusados de desvio de uma quantidade não especificada de medicamentos pertencentes ao Sistema Nacional de Saúde (SNS).
O porta-voz do SERNIC em Manica, Paulo Candeeiro, informou que a detenção dos suspeitos foi realizada após uma denúncia. Entre os detidos encontram-se dois seguranças do Armazém Provincial de Medicamentos, dois funcionários do mesmo estabelecimento e um trabalhador do sector da saúde, que até então era responsável pela distribuição de medicamentos em diversas farmácias públicas da província.
Candeeiro detalhou que os indivíduos desligavam as câmaras de vigilância durante a noite, o que facilitava a concretização dos furtos. No final de cada operação, os membros do grupo recebiam pagamentos que variavam entre cinco a dez mil meticais. Os fármacos, posteriormente encontrados na residência de um dos suspeitos, eram vendidos em mercados informais da cidade de Chimoio.
O SERNIC continua a investigar o caso com o intuito de identificar e deter outros indivíduos envolvidos nesta prática criminosa. Os medicamentos recuperados serão entregues às entidades competentes nos próximos dias.
O porta-voz enfatizou que esforços persistirão para combater este tipo de crime, que prejudica o Estado e compromete o acesso à saúde da população.
Na cidade de Maputo, a Polícia da República de Moçambique (PRM) conseguiu recuperar doze cabritos que tinham sido furtados nas instalações da Universidade Eduardo Mondlane (UEM).
A operação decorreu no bairro Polana Caniço, onde os animais estavam em posse de um jovem de 33 anos.
Segundo informações avançadas pelo jornal “Notícias”, o suspeito foi detido pelas autoridades e, durante o interrogatório, admitiu ter-se apoderado dos cabritos, juntamente com outros cúmplices que permanecem em paradeiro desconhecido. O plano do grupo era vender os animais no mercado informal.
A PRM continua a investigar o caso na tentativa de localizar os comparsas do detido e esclarecer todos os pormenores do crime.
O grupo terrorista responsável por actos de extrema violência na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, reivindicou a morte de pelo menos 30 membros das Forças Armadas de Moçambique (FADM) durante um ataque ocorrido no posto administrativo de Quiterajo, no distrito de Macomia.
Segundo informações veiculadas pelos canais de propaganda do Estado Islâmico, o ataque terá ocorrido no dia 28 de Junho. Os terroristas afirmam ter capturado um soldado, que, sob interrogatório, revelou ter sido treinado e graduado recentemente num curso na cidade de Nacala, na província de Nampula. Este curso foi ministrado por instrutores militares moçambicanos e ruandeses.
Os insurgentes alegam ainda ter em sua posse bens que teriam sido confiscados às FADM. Contudo, segundo o projecto de registo de conflitos ACLED, os canais de propaganda do Estado Islâmico não apresentaram provas claras que confirmassem a morte dos 30 soldados, tendo mostrado apenas uma imagem com 13 corpos vestidos com uniformes das FADM.
O ACLED reporta igualmente uma intensificação das actividades terroristas nos últimos tempos nos distritos de Macomia, Meluco e Muidumbe. Até ao momento, não houve reacção oficial por parte das autoridades moçambicanas.
Entretanto, dias atrás, o administrador do distrito de Macomia, Tomás Badae, declarou numa entrevista que as Forças de Defesa e Segurança estão empenhadas na desmantelação de bases terroristas em Quiterajo.
Um incêndio de grandes proporções consumiu um estaleiro e armazém da Electricidade de Moçambique (EDM) localizado na Avenida 7 de Abril, na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado.
As causas ainda permanecem desconhecidas. Até ao momento, não há registo de danos humanos.
Imagens revelam a destruição de uma quantidade significativa de postos de energia destinados à expansão e melhoria da rede eléctrica, que foram consumidos pelas chamas.
Uma testemunha relatou que o incêndio começou de forma localizada por volta das 8 horas, antes de se alastrar rapidamente. “A partir daí, começou a explodir. Os bombeiros foram chamados, mas não conseguiram debelar o fogo, pois a água acabou. Eles voltaram e novamente não conseguiram”, declarou, conforme citado pela TV Sucesso, enquanto uma viatura dos bombeiros dos aeroportos chegava ao local para tentar controlar as chamas.
As autoridades continuam a investigar as causas do sinistro e a avaliar os danos causados.
O Ministério da Defesa Nacional (MDN) anunciou o seu compromisso em investir na capacitação de mulheres em posições de liderança no Exército moçambicano, com o intuito de promover modelos de gestão inclusivos e transformadores.
A declaração foi feita durante a abertura de um Workshop de três dias em Maputo, que visa capacitar mulheres oficiais superiores. O evento pretende dotar estas líderes de ferramentas para implementarem um estilo de liderança transformacional, fundamental para a promoção da igualdade de género e do empoderamento das mulheres nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).
Lola Paulino, representante do MDN, sublinhou a importância desta iniciativa no contexto da implementação da agenda para a mulher, destacando que o reforço das competências de liderança das mulheres oficiais é crucial para garantir a equidade no sector da defesa. “Este evento prevê uma forte componente participativa, permitindo a troca de experiências e a simulação de práticas, com vista a consolidar uma visão estratégica da liderança”, afirmou.
Os participantes do workshop terão a oportunidade de adquirir conhecimentos que lhes permitirão contribuir activamente para a agenda de Mulheres, Paz e Segurança. Além disso, a iniciativa promoverá a aplicação de princípios de liderança inclusiva nas suas funções, reforçando o compromisso institucional com a igualdade de género através de redes de colaboração entre mulheres líderes.
Marie Kayizire, representante da ONU-Mulheres, realçou a relevância da parceria com o MDN, considerando os resultados positivos já alcançados. “Esta formação insere-se em quatro áreas temáticas de trabalho da ONU-Mulheres: participação política, liderança e tomada de decisões, paz e segurança”, explicou.
Este workshop é inédito, sendo a primeira formação destinada especificamente a mulheres militares em posições de chefia e tomada de decisão.
Coincide ainda com os 30 anos da adopção da declaração e plataformas de Beijing e os 25 anos da resolução 1325 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que enfatizam a importância das Forças Armadas na promoção da igualdade de género.
Bernardino Rafael, ex-comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), compareceu perante a Procuradoria-Geral da República (PGR) em Maputo.
A audiência decorre no contexto de uma denúncia formal apresentada pelo Centro para a Democracia e Direitos Humanos (CDD), que alega excessos na actuação policial após as VII eleições gerais, realizadas a 9 de Outubro de 2024.
Rafael chegou à PGR pouco antes das 09h00, utilizando a entrada dos fundos para evitar aos repórteres presentes. Após uma audição que se estendeu por quase nove horas, o ex-comandante segurou o mesmo percurso na sua saída.
Durante a audiência, várias viaturas semelhantes às de Rafael entraram e saíram do edifício da PGR, despertando a atenção dos jornalistas, que tentavam documentar a presença do ex-chefe policial, mas sem sucesso.
À porta da PGR, André Mulungo, activista do CDD, expressou satisfação pela decisão da PGR de ouvir Rafael. “A presença de Bernardino Rafael nesta audiência é um passo crucial para a sociedade civil, o país e os direitos humanos. Esperamos que isto não seja meramente simbólico, mas sim parte de uma agenda que busca a verdade e a responsabilização”, declarou Mulungo à imprensa.
O CDD, através de Mulungo, manifestou também a expectativa de que outros actores sejam chamados a depor. “Este caso não se limita a Bernardino Rafael, pois inclui também Nelson Rego, director-geral do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), visando a sua responsabilização”, acrescentou.
As alegações do CDD surgem em resposta à acção dos agentes da PRM durante as manifestações posteriores às eleições, as quais foram caracterizadas pela organização como violências contra os manifestantes, devido ao uso excessivo da força.
As manifestações, convocadas pelo antigo candidato presidencial Venâncio Mondlane, resultaram em mais de cinquenta mortes, bem como numerosos feridos e destruição de bens públicos e privados.
Mondlane, que foi ouvido pela PGR há duas semanas, reivindica a vitória nas eleições, apoiando-se numa contagem paralela não oficial. Entretanto, o Conselho Constitucional proclamou Daniel Chapo, actual Presidente da República, como o vencedor legítimo do pleito.
Mulungo insistiu na importância de ouvir Rego, tendo em conta que elementos do SERNIC foram avistados a empunhar armas de fogo durante as manifestações. “Registaram-se situações em que pessoas não identificadas, ligadas ao SERNIC, participaram na violação dos direitos humanos. Iniciamos com Bernardino Rafael, mas esperamos que Nelson Rego e o comandante da Unidade de Intervenção Rápida também sejam convocados”, sublinhou.
O activista expressou esperança de que a audição de Rafael simbolize um trabalho imparcial por parte da PGR. “Temos fé que o processo avance. Se se está a proceder com Venâncio Mondlane e outros, é crucial que o mesmo se aplique a Bernardino Rafael. A justiça não deve discriminar”, concluiu.
Após oito anos no comando da PRM, Bernardino Rafael foi exonerado em Janeiro deste ano.
A Missão de Treino da União Europeia em Moçambique (EUTM-MOZ) finalizou recentemente um programa especializado de Manutenção, destinado a fortalecer as capacidades técnicas das Forças Armadas de Moçambique (FADM) no combate ao terrorismo islâmico na província do Cabo Delgado.
De acordo com um comunicado oficial, o programa de formação foi “concluído com sucesso” com o apoio das Forças Armadas Francesas na Zona do Oceano Índico Sul (FAZSOI).
A formação teve lugar na Escola Militar de Condução das FADM, em Maputo, entre os dias 16 de Junho e 4 de Julho, e contou com a participação de 28 militares envolvidos directamente em serviços de manutenção.
Durante três semanas, os participantes desenvolveram competências tanto práticas como teóricas na área da manutenção automóvel, com uma atenção especial para a conservação dos equipamentos fornecidos a Moçambique ao abrigo do European Peace Facility (EPF). O curso foi ministrado por instrutores da EUMAM-MOZ, com a valiosa colaboração de três militares franceses do FAZSOI, que viajaram a Moçambique especificamente para partilhar a sua experiência.
A cerimónia de encerramento não apenas celebrou a conclusão do curso, mas também reconheceu os esforços para aumentar a autonomia técnica das FADM. O evento foi liderado pelo Chefe do Departamento de Equipamentos e Manutenção das FADM, Coronel Henrique João Sopa, e pelo Chefe do Grupo de Consultoria da EUMAM MOZ, Capitão de Mar e Guerra Pais Neto. Ambos sublinharam a importância desta iniciativa para a construção de capacidades sustentáveis de manutenção nas FADM.
A iniciativa de formação ofereceu aos participantes conhecimentos teóricos e ferramentas práticas, permitindo às FADM reforçar a sua autonomia na manutenção de equipamentos operacionais—um elemento crucial para a prontidão e sustentabilidade das Forças Armadas.
O comunicado destaca que a colaboração entre a EUMAM MOZ, FAZSOI e as FADM exemplifica como a cooperação internacional contribui para o fortalecimento das capacidades locais, promovendo a paz e a segurança na região. Esta acção reflete o compromisso conjunto da União Europeia, de França e de Moçambique no desenvolvimento dos recursos técnicos e humanos essenciais à progressão nas áreas de defesa e segurança.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Educação e Proteção à Criança em Emergências. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador – Educação em Emergências da Equipe de Resposta Rápida (EiE). Saiba mais.
A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um (1) Oficial Sénior de Engajamento Comunitário. Saiba mais.
A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um (1) Oficial Sénior de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Assistente de Comunicação e Campanha. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um/a (1) Coordenador(a) Provincial de Educação para Niassa. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar oito (8) Facilitadores(as) Distritais para Maputo Cidade (3) e Maputo Província (5). Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar sete (7) Facilitadores(as) Distritais para Cabo Delgado. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um/a (1) Coordenador(a) Provincial de Educação para Cabo Delgado. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um/a (1) Coordenador(a) Provincial de Educação para Maputo. Saiba mais.
Pelo menos 82 pessoas perderam a vida devido às enchentes que devastaram o centro do estado americano do Texas durante o último fim-de-semana.
Entre as vítimas, constam 28 crianças no Condado de Kerr, onde 10 meninas e um conselheiro do Acampamento Mystic continuam desaparecidos.
O aumento do número de mortos foi reportado à medida que as autoridades locais de emergência intensificam os esforços de busca, resgate e recuperação. Em várias áreas afectadas, os cursos d’água começam a transbordar novamente, com previsões de mais chuvas na região.
O governador Greg Abbott alertou que as enchentes repentinas ocorridas no domingo (06) ainda poderão representar um risco para algumas localidades nos dias vindouros, devido à expectativa de “chuvas fortes”.
As equipas de resgate continuam à procura de 10 campistas e de uma monitora do Acampamento Mystic, situado nas proximidades do Rio Guadalupe. As operações de busca estão a ser realizadas tanto por terra como por via aérea, com a colaboração da Guarda Aérea Nacional do Texas, que utiliza drones militares para vigilância.
Registos indicam que as autoridades do Condado de Kerr já tinham considerado a instalação de sirenes de alerta de inundação, mas o plano não foi implementado.
O líder da bancada do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) na Assembleia Provincial de Nampula, Felizardo Mucussete, apresentou uma proposta ao sector da Educação com o objectivo de promover um envolvimento mais integrado das comunidades na melhoria do ambiente escolar.
A proposta foi submetida durante a recente reunião provincial de Planificação da Educação, onde foram traçadas estratégias e metas para o sector. Neste ano lectivo, Nampula conta com uma população estudantil de 2.062.327 alunos, distribuídos entre os cursos diurno e nocturno.
De acordo com Mucussete, é premente a criação de um novo pacto social e moral na educação, de forma a transformar a escola num espaço de esperança e construção de sonhos. “Esta proposta é um apelo à acção comunitária, à solidariedade inter-geracional e ao compromisso cívico de todos nós. Nampula não pode continuar a esperar. O futuro começa com uma sala de aula reabilitada, um livro partilhado e uma criança que não desiste”, sublinhou.
A proposta, designada de comunitária, pretende mobilizar as forças vivas da sociedade para uma intervenção coordenada e transformadora no sector educativo, promovendo uma educação inclusiva, de qualidade e sustentável por meio de acções integradas e colaborativas.
Entre as iniciativas propostas destacam-se a mobilização das comunidades locais e líderes tradicionais e religiosos em torno da valorização da educação, a identificação e reabilitação das infra-estruturas escolares degradadas com envolvimento comunitário, a redução das taxas de desistência escolar, especialmente entre raparigas e crianças vulneráveis, e a promoção da formação contínua dos professores com apoio comunitário. Também será incentivada a criação e apoio a clubes escolares, com o intuito de fomentar a leitura, a cidadania e o espírito crítico entre os alunos.
Aproximadamente 43.600 moçambicanos, forçados a abandonar suas residências em Cabo Delgado devido a actos de terrorismo, estão a reconstruir as suas vidas em várias províncias do norte do país, nomeadamente Nampula e Niassa.
A transformação desse cenário dramático é possibilitada através do auxílio de diversas organizações religiosas, comunitárias e humanitárias.
Inicialmente, as intervenções focaram na assistência emergencial, proporcionando alimentos e abrigo. No entanto, as iniciativas evoluíram, centrando-se na promoção da autossuficiência, recuperação emocional e integração social dos deslocados.
O Conselho Cristão de Moçambique (CCM), o Conselho Islâmico de Moçambique e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) lideram esse movimento, sendo apoiados pelos governos provinciais e pela sociedade civil. Esta informação foi divulgada no programa “Linha Directa” da Rádio Moçambique por líderes comunitários e religiosos, que acompanham a situação humanitária na região.
Nos primeiros anos da crise, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) foi o encarregado da distribuição de alimentos. Contudo, com a diminuição do financiamento internacional, surgiram novas estratégias, como a realização de formações breves, distribuição de kits agrícolas e de pesca e fomento ao comércio local.
Em Cabo Delgado, o CCM reportou ter assistido directamente mais de 53.000 deslocados internos provenientes de 10 distritos ao longo dos últimos cinco anos. As acções de apoio incluem a entrega de alimentos, utensílios, abrigos temporários, sensibilização comunitária, e assistência psicossocial. O coordenador do CCM, Inovaldo Mateus, destacou que essas actividades resultaram de um esforço conjunto com a colaboração de múltiplos sectores e parceiros.
As formações de curta duração, realizadas em centros de reassentamento, têm se revelado eficazes na transformação dos beneficiários em agentes de sua própria subsistência. Famílias deslocadas agora cultivam alimentos e praticam a pesca, utilizando kits agrícolas, sementes e barcos fornecidos por parceiros. “A essência agora é ensinar a pescar, não apenas dar o peixe”, explicou Mateus.
Apesar dos desafios impostos por fenómenos climáticos, como ciclones e secas, as comunidades apresentam sinais de recuperação económica e social. O impacto emocional do deslocamento tem sido abordado por meio de iniciativas estruturadas de apoio psicossocial. Desde o início da crise, equipas móveis têm atuado em locais como Macomia, Pemba, Mecula e Malica, oferecendo apoio psicológico e orientação legal.
Em Niassa, o acolhimento dos deslocados é centralizado no centro de Malica, onde 43 famílias foram acolhidas. Quando a capacidade foi atingida, novas famílias foram integradas diretamente nas comunidades. Igrejas ligadas ao CCM têm organizado grupos de apoio, divididos por idade e género, que realizam visitas regulares, oferecendo suporte emocional e espiritual.
O Conselho Islâmico de Moçambique também tem desempenhado um papel significativo, extendendo o apoio psicossocial e formando líderes religiosos para se inserirem directamente nas comunidades acolhedoras.
A cidade de Pemba, capital de Cabo Delgado, tem assistido à criação de espaços dedicados ao acolhimento emocional nos centros de reassentamento e à constituição de Comités de Paz, que promovem a coesão social e o diálogo intergeracional.
Isabel Cavo, delegada do Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres (INGD) em Niassa, alertou para a continuidade do sofrimento entre os deslocados, enfatizando que, apesar da diminuição da solidariedade, muitos continuam a enfrentar dificuldades diárias. Cavo apelou à população moçambicana para que retome o espírito de união e responsabilidade coletiva.
Embora algumas áreas, como Meluco e Macomia, ainda registam episódios de insegurança, a necessidade de centros de reassentamento e respostas rápidas permanece urgente. Brigadas móveis multi-sectoriais continuam a prestar apoio médico, jurídico e psicossocial, agora mais integrados às estruturas locais.
“O deslocado não é um número. É uma mãe, um jovem, um avô. E todos eles continuam a precisar de nós — com apoio psicológico, espiritual, material e humano”, concluiu o CCM.
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