Foi anunciado na cidade de Chimoio que um investimento de cerca de 200 milhões de meticais, equivalente a aproximadamente 3,1 milhões de dólares norte-americanos, será destinado ao desenvolvimento da cadeia de valores agrícola e comercial entre Moçambique e Zimbabwe.
O projecto, com a duração prevista de quatro anos, será implementado principalmente na província de Manica, além de outras áreas estratégicas em ambos os países.
A cerimónia de lançamento teve lugar durante um encontro que reuniu representantes da província de Manica, delegações do Zimbabwe, agentes económicos e parceiros de ambas as nações. O financiamento é assegurado pela Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS), com o objectivo de promover o comércio transfronteiriço e impulsionar a economia regional.
No que diz respeito à execução em Moçambique, o projecto será coordenado pelo Ministério da Economia, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Em palavras de Barbagli, um dos porta-vozes do projecto, esta iniciativa é vista como um instrumento crucial para a integração regional, com a expectativa de que traga um impacto positivo na vida das populações de ambos os países.
A governadora da província de Manica, Francisca Tomás, expressou a sua confiança no potencial do projecto para fortalecer as relações comerciais e desenvolver o sector agrícola. A sua abordagem focar-se-á na superação das barreiras comerciais, na valorização dos produtos e no aumento da competitividade dos agricultores locais.
“Esperamos melhorias na segurança alimentar e crescimento económico através da harmonização das cadeias de valores e do acesso aos mercados”, afirmou a governadora, sublinhando também o papel fundamental das pequenas indústrias na redução da perda de produção agrícola.
Francisca Tomás destacou a fertilidade da província de Manica e reiterou a importância de um estudo cuidadoso das necessidades locais para responder adequadamente aos desafios enfrentados pelas famílias camponesas.
O projeto abrangerá áreas transfronteiriças, incentivando grandes empresas agrícolas a promover o desenvolvimento de culturas entre os pequenos agricultores, visando o aumento do rendimento agrícola na região.

















