A justiça argentina lançou acusações contra o padre Mariano Fazio, vigário auxiliar da Opus Dei, juntamente com outros quatro clérigos, por envolvimento em um esquema de tráfico de mulheres destinadas à exploração laboral.
As acusações foram formalizadas com base nas queixas de 43 mulheres.
Os quatro padres já enfrentavam acusações desde 2024, sendo que a inclusão de Mariano Fazio no processo marca um desenvolvimento significativo nas investigações.
As denúncias indicam que os clérigos estariam a recrutar mulheres em situação de vulnerabilidade para trabalhar na ordem religiosa, sob condições que se assemelham à semi-escravidão, uma prática alegadamente vigente na Opus Dei na Argentina há quatro décadas.
Segundo as alegações, as mulheres, que desempenhavam funções como criadas para os líderes da Opus Dei, não recebiam qualquer remuneração e estavam confinadas em condições de semi-reclusão, conforme relatado por diversos jornais argentinos. A situação levanta questões sérias acerca das práticas internas da organização religiosa no país.
















