Um cidadão foi detido na semana passada na cidade de Nampula por se fazer passar por deputado da Assembleia da República.
O indivíduo tentou obter tratamento privilegiado numa esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), onde se encontrava detida uma pessoa de seu interesse, alegando falsamente ser parlamentar.
A porta-voz do Comando Provincial da PRM, Rosa Chauque, informou que o suspeito foi surpreendido a causar distúrbios dentro da unidade policial, exigindo regalias indevidas. “O cidadão foi detido por exercício ilícito de funções públicas. Dirigiu-se a uma das nossas autoridades, exigindo tratamento preferencial ao alegar ser deputado da Assembleia da República. Criou uma situação de desordem pública e foi imediatamente interpelado”, declarou Chauque, em uma publicação do Jornal Rigor.
A prisão do indivíduo foi precedida por várias denúncias feitas por líderes comunitários, que relataram que ele se apresentava recorrentemente como deputado, ofendendo vizinhos e exigindo deferência. “Foi possível neutralizá-lo e, neste momento, encontra-se sob nossa custódia para os trâmites subsequentes”, acrescentou Chauque.
Este incidente levanta questões sobre a percepção social do poder em Moçambique, uma vez que o cidadão aparentava acreditar que o título de deputado conferia automaticamente um estatuto de VIP e tratamento privilegiado. Tal entendimento é frequentemente alimentado por práticas de abuso de poder e falta de fiscalização.
A porta-voz ainda destacou que o indivíduo não apresentou qualquer documento formal que comprovasse a sua alegada condição de deputado. “Limitou-se a afirmar verbalmente essa qualidade, o que não corresponde à verdade. A polícia confirma que ele não é deputado. Apenas se faz passar por tal, e isso constitui crime de usurpação de funções públicas”, concluiu Chauque.














