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Quinta-feira, Julho 16, 2026
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Padre argentino da Opus Dei acusado de tráfico de mulheres

A justiça argentina lançou acusações contra o padre Mariano Fazio, vigário auxiliar da Opus Dei, juntamente com outros quatro clérigos, por envolvimento em um esquema de tráfico de mulheres destinadas à exploração laboral. 

As acusações foram formalizadas com base nas queixas de 43 mulheres.

Os quatro padres já enfrentavam acusações desde 2024, sendo que a inclusão de Mariano Fazio no processo marca um desenvolvimento significativo nas investigações.

As denúncias indicam que os clérigos estariam a recrutar mulheres em situação de vulnerabilidade para trabalhar na ordem religiosa, sob condições que se assemelham à semi-escravidão, uma prática alegadamente vigente na Opus Dei na Argentina há quatro décadas.

Segundo as alegações, as mulheres, que desempenhavam funções como criadas para os líderes da Opus Dei, não recebiam qualquer remuneração e estavam confinadas em condições de semi-reclusão, conforme relatado por diversos jornais argentinos. A situação levanta questões sérias acerca das práticas internas da organização religiosa no país.

EUA e Colômbia chamam diplomatas após suspeitas de golpe contra Governo Petro

A tensão diplomática entre os Estados Unidos e a Colômbia intensificou-se com a convocação de diplomatas de ambos os países para regressarem às suas nações de origem. 

A decisão foi anunciada na quinta-feira (03), em resposta a alegações de uma suposta tentativa de golpe visando a destituição do governo de Gustavo Petro, supostamente com o apoio dos EUA.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou um comunicado informando que o encarregado de negócios da embaixada norte-americana em Bogotá, John McNamara, foi chamado de volta para “consultas urgentes”. Através do mesmo comunicado, o governo dos EUA expressou a sua “profunda preocupação” com o estado das relações bilaterais.

McNamara era a principal figura da representação diplomática dos EUA na Colômbia desde Janeiro, após a retirada do embaixador Francisco Palmieri em meio a tensões entre Gustavo Petro e Donald Trump relacionadas a deportações e tarifas comerciais.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, manifestou-se sobre a situação, afirmando que a decisão de convocar McNamara resultou de “declarações infundadas e repreensíveis” de altos funcionários do governo colombiano.

Em resposta, o presidente colombiano Gustavo Petro convocou o embaixador Daniel García-Peña em Washington para consultas, reiterando a medida como um ato de reciprocidade. Petro anunciou a decisão através de uma publicação na plataforma X, destacando a necessidade de esclarecer os desentendimentos entre os dois governos.

Ex-lutador do UFC é detido nos EUA após agredir à esposa

O ex-lutador cearense Godofredo Castro de Oliveira, conhecido pelo nome de Godofredo Pepey, foi detido em Deerfield Beach, na Flórida, Estados Unidos. Pepey, de 38 anos, enfrenta graves acusações de agredir fisicamente a sua esposa, Samara Mello.

De acordo com informações fornecidas pela polícia local, a vítima apresentava lesões visíveis no rosto e no corpo, resultantes da agressão. Além disso, Pepey teria provocado danos significativos na residência do casal e impedido Samara de deixar o local ou de contactar as autoridades. A detenção do ex-lutador ocorreu no dia seguinte ao incidente, após vizinhos terem alertado a polícia sobre a situação.

Godofredo Pepey está a responder a várias acusações criminais no estado da Flórida, entre as quais se destacam sequestro com ferimentos corporais, agressão doméstica por estrangulamento, intimidação da vítima, obstrução da comunicação com a polícia e violência doméstica. Caso seja considerado culpado, o lutador poderá enfrentar a possibilidade de deportação para o Brasil.

Israel rejeita retirada da Faixa de Gaza em caso de cessar-fogo

Israel rejeitou a possibilidade de uma retirada da Faixa de Gaza, argumentando que tal acção permitiria ao Hamas reorganizar-se. Esta declaração surge dois dias após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que Telavive aceitara um cessar-fogo de 60 dias.

David Mencer, porta-voz do Governo israelita, afirmou numa conferência de imprensa que a retirada da região, seguida de uma possível reestruturação do Hamas, não é uma opção viável. “Retirar de Gaza e depois simplesmente permitir que o Hamas se reagrupe, se reconstrua e nos ataque novamente, como eles dizem que querem fazer, não é uma opção”, sublinhou Mencer.

O porta-voz referiu ainda que o ataque perpetrado pelo Hamas a Israel em 7 de Outubro de 2023 representa um ponto de viragem na política de segurança do país. “Não permitiremos que uma organização terrorista ‘jihadista’, que expressa continuamente a intenção de nos destruir e trabalha activamente para o fazer, se instale a poucos metros das nossas casas”, acrescentou, conforme reportado pela agência noticiosa espanhola EFE.

As declarações de Mencer surgem na sequência do anúncio de Trump, que esperava que o Hamas aceitasse a proposta de cessar-fogo. Essa proposta é a mesma que o enviado da Casa Branca para o Médio Oriente, Steve Witkoff, apresentou há meses. Enquanto Israel apoiou o plano desde o início, o Hamas rejeitou propostas anteriores por não contemplarem uma retirada das tropas israelitas ou o fim da ofensiva.

O Hamas, que governa a Faixa de Gaza desde 2007 e é considerado uma organização terrorista por Israel, pelos Estados Unidos e pela União Europeia, afirmou na quarta-feira que defende um acordo de tréguas que inclua a retirada das tropas israelitas, o fim da ofensiva contra Gaza e o fornecimento de ajuda humanitária à população do enclave.

A actual escalada de violência na região, que iniciou em Outubro de 2023 após o ataque do Hamas a Israel, resultou em cerca de 1.200 mortos e 251 reféns em território israelita. Em resposta, a ofensiva militar israelita provocou mais de 57.000 mortes em Gaza, além da destruição de grande parte das infraestruturas e uma crise na assistência à população, que se encontra sem acesso a alimentos e cuidados médicos.

Das 251 pessoas raptadas em outubro, 49 continuam detidas em Gaza, enquanto 27 foram declaradas mortas pelo exército israelita.

Treze mulheres recebem tratamento para fístulas obstétricas em Tete

Um total de 13 mulheres foram submetidas a operações para a correcção de fístulas obstétricas, entre um conjunto de 24 identificadas, desde Janeiro deste ano na província de Tete. Este dado representa um progresso significativo em comparação com o ano anterior, quando apenas 10 mulheres foram operadas.

Hélder Dombole, chefe do Departamento de Saúde Pública no Serviço Provincial de Saúde de Tete, revelou à Rádio Moçambique que as intervenções cirúrgicas têm obtido resultados satisfatórios. As operações estão disponíveis no Hospital Provincial de Tete, bem como nas unidades rurais de Songo, Cahora Bassa e Mutarara, e nas unidades distritais de Angónia e Zumbo.

Dombole destacou a importância das palestras de sensibilização junto das comunidades, que visam identificar as mulheres afectadas e encaminhá-las para as unidades de saúde mais próximas, onde poderão ser registadas e operadas.

Neste momento, Dombole esclareceu que, embora não estejam previstas campanhas oficiais para este ano, as unidades de saúde mencionadas realizam operações para a fístula obstétrica diariamente, sempre que surgirem casos.

O responsável apelou à sociedade para que, caso conheçam alguém que viva com fístula obstétrica, se dirijam à unidade sanitária mais próxima. “Queremos que as mulheres tenham acesso ao tratamento, podendo beneficiar de cirurgia e retornar às suas comunidades livres da fístula”, afirmou.

Dombole frisou a necessidade de consciencializar a população sobre a fístula obstétrica, uma condição médica que pode ser tratada de forma rotineira. Muitas mulheres permanecem afastadas, sem conhecimento de que existe uma solução imediata para o seu problema.

Responsáveis pelo areeiro em Boquisso devem ser responsabilizados, afirmam juristas

A morte trágica de duas crianças num areeiro supostamente militar ilegal no bairro de Boquisso, na província de Maputo, há uma semana, revelou as falhas na fiscalização das actividades mineiras em Moçambique. 

O jurista Sérgio Massinga analisou a situação e destacou a ineficácia das autoridades competentes na supervisão destas operações.

Massinga enfatizou a necessidade de definição de locais adequados para a exploração de areeiros, bem como a implementação de medidas que garantam a recuperação ambiental após o encerramento das actividades. “Os buracos abertos em várias partes do país estão a ser deixados sem qualquer responsabilidade. A fiscalização deveria ser rigorosa, e não se encontra um plano de mineração eficaz que garanta a segurança da população”, afirmou.

O jurista acrescentou que, independentemente da legalidade da operação, deve haver responsabilização dos indivíduos ou entidades envolvidas nas escavações. “Estamos a falar de um direito humano essencial. A responsabilidade deve ser avaliada, principalmente se existir intenção criminosa. Caso contrário, mesmo na ausência de responsabilidade criminal, pode haver uma responsabilização civil”, concluiu.

Ambrósio Sabamate, outro especialista na área, corroborou as declarações de Massinga. Ele questionou a eficácia da Inspecção Geral na supervisão das actividades mineiras. “É fundamental que os operadores tenham planos de gestão ambiental e cumpram com as normas estabelecidas. A actividade de mineração não é proibida, mas deve ser realizada dentro de padrões claros. A Inspecção Geral deve intervir para assegurar o cumprimento das licenças. Se não houver respeito por essas licenças, é necessário suspender ou encerrar as operações”, afirmou.

Incêndio florestal em Creta obriga à retirada de cinco mil pessoas

Um incêndio florestal descontrolado na região de Lasithi, na ilha grega de Creta, forçou a retirada de cerca de cinco mil pessoas, predominantemente turistas. O incêndio continua a ameaçar a segurança da população e das estruturas locais.

Nos últimos dias, os serviços de emergência realizaram a evacuação de 1500 pessoas da ilha, conforme informações dos bombeiros. O incêndio está a avançar por três frentes, exacerbado por fortes rajadas de vento, o que dificultou os esforços de contenção.

As autoridades de Protecção Civil classificaram a situação como crítica, segundo o jornal grego Kathimerini. O responsável da Associação de Hoteleiros de Ierapetra e do Sudeste de Creta, Giorgos Tzarakis, confirmou o número de pessoas que foram forçadas a abandonar os seus alojamentos.

Para combater as chamas, cerca de 230 bombeiros, apoiados por 46 veículos e 13 equipamentos adicionais, estão a operar na área. Além disso, dez helicópteros e camiões-cisterna estão a fornecer água para ajudar na luta contra o incêndio.

Várias habitações na região foram consumidas pelo fogo, conforme relatado pelo vice-presidente da Câmara do município de Ierapetra, Nektarios Papadakis, que mencionou também a destruição de áreas florestais e olivais. “Sofremos danos extensos”, declarou Papadakis.

Até ao momento, cinco cidades costeiras foram evacuadas e quatro pessoas foram hospitalizadas com problemas respiratórios. Em diversos casos, as autoridades foram accionadas para resgatar indivíduos que ficaram retidos nas suas casas. Na cidade de Ayia Fotia, evacuada igualmente, duas pessoas que estavam presas numa praia foram resgatadas por um barco privado com a colaboração da Guarda Costeira.

O incêndio iniciou perto da cidade costeira de Akhlia e rapidamente se espalhou para oeste ao longo da costa, impulsionado principalmente pelos ventos fortes.

INGD promove simulações para avaliar capacidade de resposta a desastres em Moçambique

O Instituto Nacional de Gestão do Risco de Desastres (INGD) deu início a uma série de exercícios de simulação com o intuito de avaliar a prontidão e a capacidade de resposta local aos diversos riscos e ameaças que podem ocorrer nos 64 distritos de Moçambique.

A época chuvosa e ciclónica no país começa em Outubro, e a cerimónia de lançamento das simulações teve lugar na quarta-feira (02), no distrito do Lago, na província de Niassa, sob a direcção da presidente do INGD, Luísa Meque.

Durante o evento, Meque salientou a importância dos comités locais de gestão e redução do risco de desastres, que funcionam como uma linha operativa do INGD, focando-se na resposta a nível comunitário. A presidente frisou a necessidade de treinar e equipar estes comités continuamente, para poderem desempenhar a sua função com eficácia.

Actualmente, Moçambique conta com 1.905 comités locais, dos quais 64 estão localizados na província de Niassa, e 11 no Lago. Meque reconheceu que estes comités, comparáveis à Unidade de Protecção Civil (UPC), desempenham um papel fundamental na mobilização das comunidades para a implementação de medidas de prevenção, mitigação, resposta a desastres e recuperação dos danos provocados.

O INGD realiza anualmente exercícios de simulação para reduzir a vulnerabilidade das comunidades. Estes exercícios visam treinar tanto as comunidades quanto os órgãos do sistema de gestão de emergência, garantindo uma melhor articulação durante a época chuvosa e ciclónica. A simulação realizada no Lago permitiu ao INGD identificar possíveis estrangulamentos no mecanismo de coordenação local de resposta às emergências, especialmente em relação ao papel dos diferentes intervenientes nas operações de emergência.

Moçambique tem sido frequentemente afectado por riscos naturais, como cheias, inundações urbanas, secas, ciclones tropicais e epidemias, que resultam em significativos danos humanos, materiais e financeiros. Os instrumentos que regem o sistema de gestão e redução do risco de desastres, juntamente com os exercícios de simulação, servem como um reforço das decisões do INGD diante de um alerta de emergência.

Meque especificou que a simulação clarifica o papel de cada interveniente, desde a identificação de uma ameaça até à implementação de medidas concretas para a sua contenção. Este exercício envolve actores a nível distrital, provincial e central, incluindo parceiros e organizações da sociedade civil.

No decorrer do evento, a presidente do INGD expressou a necessidade de estabelecer parcerias para expandir os programas de capacitação, visando assegurar que um maior número de pessoas adquira conhecimentos sólidos sobre a gestão e redução do risco de desastres, além de medidas básicas de prevenção contra as ameaças mais comuns que afectam o país.

Município de Nampula implementa sistema de chips para controlar encurtamento de rotas

O Município de Nampula anunciou a introdução de um sistema tecnológico inovador que visa combater a prática de encurtamento de rotas por parte dos transportes semi-colectivos. 

A partir da colocação de chips de controlo em todas as viaturas licenciadas, a fiscalização remota permitirá monitorizar os percursos de forma eficaz.

O edil de Nampula, Luís Giquira, revelou a iniciativa durante a II Sessão da Assembleia Municipal, realizada na quinta-feira (03). Giquira destacou que esta medida surge como uma resposta a um problema persistente na cidade, que compromete a mobilidade urbana e os direitos dos utentes. “Vamos colocar chips nas viaturas e, a partir de uma sala de controlo, vamos fiscalizar remotamente os percursos. Quem encurtar a rota será penalizado. Esta será uma fiscalização não presencial, mas altamente eficaz”, afirmou o presidente do Conselho Municipal, conforme reportado pelo Jornal Rigor.

A prática de encurtamento de rotas tem prejudicado a confiança no transporte público em Nampula, e o novo sistema permitirá acompanhar em tempo real os trajectos dos transportes colectivos, assegurando o cumprimento das rotas autorizadas pelo município.

De acordo com Luís Giquira, o projecto encontra-se numa fase avançada de negociações com empresas especializadas em tecnologia e deverá ser implementado ainda este ano, com o apoio técnico e financeiro de parceiros estratégicos.

“Se tudo correr bem, e Deus nos ajudar, acabaremos de vez com o encurtamento de rotas na nossa cidade”, enfatizou.

Este novo modelo não só pretende melhorar a fiscalização, mas também reforçar a autoridade do município na gestão do sector dos transportes, proporcionando maior eficiência, segurança e previsibilidade para todos os munícipes. Giquira concluiu, “Estamos numa fase muito avançada de negociações e, se tudo correr bem, vamos passar para esta nova etapa de controlo.”

Pobreza extrema afecta 77% das crianças moçambicanas

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) divulgou dados alarmantes que revelam que 77% das crianças em Moçambique vivem em condições de pobreza. 

Além disso, uma em cada quatro meninas enfrenta violência física antes de completar 18 anos.

A organização expressou a necessidade de “urgência” na protecção infantil no país.

Os dados apresentados pelo UNICEF evidenciam um cenário preocupante, que requer medidas imediatas para assegurar o bem-estar das crianças moçambicanas. A agência sublinha a necessidade de aumentar e profissionalizar a força de trabalho social, de modo a garantir a protecção dos direitos das crianças e a melhoria das suas condições de vida.

Em colaboração com o UNICEF, a Associação de Assistentes Sociais de Moçambique está empenhada na defesa dos direitos e interesses das crianças, assim como no desenvolvimento profissional dos assistentes sociais.

A organização trabalha para assegurar que os serviços prestados sejam de qualidade, através de profissionais qualificados e devidamente treinados, contribuindo para um futuro melhor para as crianças no país.

Solenta Aviation pronta para voar em Moçambique e quebrar monopólio da LAM

A companhia aérea sul-africana Solenta Aviation anunciou a aprovação do seu plano de negócios e do Certificado de Operador Aéreo (COA), documentos imprescindíveis para o início das suas operações em Moçambique. 

A confirmação foi feita pelo Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM), o órgão regulador do sector.

Em comunicado, a empresa afirmou que “após os relatos veiculados na comunicação social, a Solenta Aviation Moçambique confirma que está pronta para iniciar os serviços regulares de passageiros em Moçambique sob a marca Fastjet. O plano de negócios que sustenta a introdução destes serviços e o Certificado de Operador Aéreo foram aprovados pelo Instituto de Aviação Civil de Moçambique.”

A companhia destacou que o único requisito pendente para o início dos voos regulares é a emissão de uma licença, a qual foi paga em Abril passado. “Cumprimos com todos os requisitos necessários para a certificação. Todas as taxas necessárias para a obtenção da licença de operação foram devidamente pagas, pelo que esperamos que esta licença seja emitida em breve”, referiu o comunicado.

A Solenta Aviation assegurou que já dispõe de três aeronaves Embraer 145 em Moçambique e que a equipa de tripulação e o pessoal de apoio já foram recrutados. “Os contractos para assistência a passageiros (manuseio e check-in), fornecimento de catering e abastecimento de combustível já foram assinados. A Solenta Aviation vê Moçambique como um destino atraente para investimentos e está aberta para negócios, demonstrando assim o seu compromisso de continuar a investir no país. Em breve, anunciaremos as datas e destinos dos nossos primeiros voos”, conclui o documento.

A declaração da Solenta Aviation surge após denúncias públicas de tentativas de bloqueio à sua operação no país, mesmo após a apresentação de toda a documentação necessária e o pagamento da taxa de licença. A entrada da Solenta no mercado poderá colocar fim ao monopólio dos voos domésticos exercido pela empresa  Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), o que pode ser recebido com resistência por parte dos beneficiários dessa situação.

PR Chapo defende retomada da TotalEnergies na Bacia do Rovuma apesar dos riscos

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, expressou a sua determinação em assegurar que o Governo e o sector privado assumam, em conjunto, a responsabilidade pela segurança necessária para que a TotalEnergies retome as obras do megaprojecto de gás natural na Bacia do Rovuma, avaliado em 20 mil milhões de dólares. 

O projecto, que se encontra paralisado desde 2021 devido à insurgência armada no Norte do país, é considerado crucial para o futuro económico de Moçambique, um dos países mais pobres da África Austral.

Chapo fez estas declarações numa entrevista à Bloomberg, realizada em Sevilha, Espanha. O megaprojecto, localizado na província de Cabo Delgado, foi interrompido após uma escalada de ataques de militantes associados ao Estado Islâmico, que levaram à evacuação de trabalhadores e à declaração de força maior pela petrolífera francesa.

“Em relação à segurança, a situação está relativamente estável em comparação com os últimos quatro anos, mas a continuidade dessa estabilidade não depende apenas do governo da república, mas de todos os parceiros nesta área”, afirmou Chapo, ressaltando que a suspensão da força maior não será levantada enquanto se aguardar que Cabo Delgado se transforme num paraíso.

As instalações da Total, cuja conclusão está prevista para mais quatro anos, visam liquefazer e exportar as vastas reservas de gás descobertas há 15 anos ao largo do nordeste de Moçambique. Desde então, apenas uma central flutuante operada pela Eni SpA entrou em funcionamento. A decisão final de investimento sobre um terceiro empreendimento planeado, o projecto Rovuma LNG da Exxon Mobil Corp., com um valor estimado de 27 biliões de dólares, deverá ser tomada no próximo ano.

Segundo o jornal Savana, Moçambique solicitou apoio das nações vizinhas para garantir segurança em Cabo Delgado, após a insatisfação com as suas tentativas de conter a violência com o auxílio de mercenários. As tropas de Ruanda, mobilizadas meses após os ataques que levaram à evacuação da Total, já demonstraram uma resposta eficaz.

Em novembro, o Conselho Europeu atribuiu financiamento adicional à Força de Defesa de Ruanda para apoiar o combate à insurgência em Cabo Delgado, embora os termos da sua presença no país ainda não tenham sido clarificados. Chapo comentou que “quanto tempo isto vai durar dependerá muito da segurança no terreno — é difícil dizer amanhã ou depois”. A segurança, segundo ele, não depende unicamente de Ruanda, da Total ou de Moçambique, mas sim da forma como o terrorismo se manifesta.

Os atrasos na retoma do projecto levaram a Total a renovar acordos de financiamento com alguns credores. Em março, o Banco de Exportação e Importação dos EUA aprovou um empréstimo de 4,7 mil milhões de dólares, a maior contribuição financeira até ao momento.

Moscovo reconhece formalmente o Talibã como governo legítimo do Afeganistão

A Rússia tornou-se o primeiro país a reconhecer a legitimidade do governo do Talibã no Afeganistão, quase quatro anos após o grupo ter retornado ao poder. 

Segundo a agência de notícias estatal russa, o embaixador do Afeganistão na Rússia, Gul Hasan, chegou a Moscovo. As suas credenciais foram aceites pelo vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Andrei Rudenko, na mesma data em que foi feito o reconhecimento.

Rudenko afirmou que este reconhecimento proporcionará “um impulso ao desenvolvimento de uma cooperação bilateral produtiva” entre a Rússia e o Afeganistão. Após a formalização do reconhecimento, a bandeira do Talibã foi hasteada na embaixada afegã em Moscovo.

Na sequência do reconhecimento, o ministro das Relações Exteriores do Afeganistão, Amir Khan Muttaqi, teve uma reunião com o embaixador da Rússia em Cabul, Dmitry Zhirnov. Durante o encontro, o chanceler do Talibã destacou que o gesto da Rússia será recordado pelos afegãos e apelou para que este exemplo seja seguido por outros países.

Segundo um comunicado emitido pela chancelaria afegã, “a Federação Russa será lembrada como um acontecimento importante na história das relações entre os dois países e servirá de exemplo para outros países”.

Esta decisão surge após meses de negociações entre Moscovo e as novas autoridades de Cabul, que têm sido contestadas internacionalmente e acusadas de violar os direitos humanos no Afeganistão. Recentemente, no dia 17 de Abril, a Justiça da Rússia retirou o Talibã da lista de organizações terroristas proibidas no território russo.

PGR abre 31 processos relacionados com actuação policial nos protestos pós-eleitorais

O Ministério Público da República de Moçambique (PGR) deu início a 31 processos legais contra agentes da polícia no âmbito dos distúrbios ocorridos após as eleições gerais. 

As manifestações em massa foram convocadas pelo ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, em resposta aos resultados eleitorais considerados fraudulentos nas eleições realizadas em Outubro passado. Inicialmente pacíficas, as manifestações degeneraram rapidamente em tumultos e actos de vandalismo.

Segundo a ONG moçambicana “Plataforma Electoral Decide”, aproximadamente 400 pessoas foram mortas e 619 ficaram feridas por disparos durante os cinco meses de manifestações, que tiveram início a 21 de Outubro. Em declarações feitas durante o 1.º Fórum Nacional de Direitos Humanos em Maputo, a procuradora Beatriz Jonas esclareceu que os processos visam responsabilizar os autores materiais e morais da violência associada aos protestos.

“Não significa que 31 agentes da polícia estão a ser processados. O que afirmamos é que o PGR abriu 31 casos envolvendo polícias”, destacou Beatriz Jonas.

Relativamente à violência devastadora perpetrada por terroristas islâmicos na província de Cabo Delgado, a procuradora reconheceu que o PGR enfrenta desafios significativos na sua actuação, uma vez que mulheres e crianças são as principais vítimas.

“Os ataques terroristas em Cabo Delgado impõem enormes desafios ao PGR. Estes incidentes colocam mulheres e crianças em situações de vulnerabilidade extrema, expostas a violações dos direitos humanos, incluindo a violência de género”, sublinhou.

Jonas acrescentou que muitas mulheres são forçadas a casamentos, ao trabalho sexual, a tráfico humano e de drogas, além de se tornarem alvos de sequestros. Existe ainda o risco de serem mortas ou recrutadas por grupos terroristas para actividades criminosas.

A procuradora expôs que esta situação ocorre num contexto onde o país enfrenta fenómenos relacionados com as alterações climáticas, tais como ciclones e inundações, e que, por conseguinte, “Moçambique necessita de soluções estratégicas para enfrentar estas adversidades”.

“Esses fenómenos impactam as pessoas de forma diferenciada, dependendo do género, idade, condição física e outros factores sociais. O PGR enfrenta o desafio de investigar e provar esses casos em tribunal”, concluiu.

Na próxima segunda-feira, o PGR irá interrogar Bernardino Rafael, antigo Comandante-Geral da Polícia da República de Moçambique, como parte de uma queixa criminal apresentada por organizações da sociedade civil acerca da violência policial durante os tumultos pós-eleitorais.

A convocação de Bernardino Rafael foi confirmada por Wilker Dias, presidente da “Plataforma Electoral Decide”. Adicionalmente, a queixa criminal apresentada ao PGR também é dirigida ao ex-Ministro do Interior, Pascoal Ronda.

Morre o ex-vice-presidente sul-africano David Mabuza

David Mabuza, ex-vice-presidente da África do Sul e membro do Congresso Nacional Africano (CNA), faleceu na quinta-feira (03), aos 64 anos, conforme anunciou o partido.

Mabuza ocupou o cargo de vice-presidente do país entre 2018 e 2023, e foi vice-presidente do CNA de 2017 a 2022. A causa da sua morte ainda não foi divulgada, mas fontes da mídia local indicam que ele faleceu no hospital, segundo informações do Africanews.

O apoio político de Mabuza foi crucial para que o actual Presidente Cyril Ramaphosa conquistasse a presidência da CNA durante a conferência electiva do partido em 2017, o que posteriormente facilitou a sua ascensão à liderança da África do Sul.

Após deixar a política de maneira discreta em 2023, Mabuza reapareceu para apoiar a campanha do partido nas eleições do ano passado. Antes de sua ascensão a vice-presidente, ele também ocupou o cargo de chefe provincial da província de Mpumalanga de 2009 a 2018.

Explosão em bomba de combustível em Roma deixa vários feridos

Pelo menos nove pessoas ficaram feridas na manhã desta sexta-feira em Prenestino, Roma, devido à explosão de uma bomba de combustível.

A televisão pública italiana reporta que entre os feridos, oito são agentes da polícia que responderam a uma chamada de emergência antes do incidente, após um camião ter colidido com uma conduta na estação de serviço.

Os relatos de moradores indicam que a explosão foi audível em toda a capital italiana. Um residente descreveu à agência de notícias Ansa: “Não entendíamos o que tinha acontecido. Todas as janelas tremiam. Parecia ter sido uma bomba ou um terremoto. Depois, pelo fumo, percebemos que era uma explosão.”

As chamas rapidamente se alastraram a uma loja nas proximidades da bomba de gasolina, provocando danos significativos em edifícios adjacentes devido à onda de choque gerada pela explosão.

Por precaução, a estação de metro mais próxima, “Teano”, foi encerrada pelas autoridades. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, está a monitorizar a situação. Até o momento, cinco pessoas necessitaram de hospitalização.

Indonésia reforça buscas por 30 desaparecidos após naufrágio de ferry perto de Bali

As autoridades indonésias aumentaram a intensidade das operações de busca por 30 pessoas que permanecem desaparecidas após o naufrágio de um ferry nas proximidades da ilha turística de Bali. 

A tragédia ocorreu na quarta-feira à noite, quando o KMP Tunu Pratama Jaya adernou e afundou cerca de meia hora após partir do porto de Ketapang, em Java Oriental, com destino ao porto de Gilimanuk, em Bali, numa viagem de aproximadamente 5 quilómetros.

As operações de busca e salvamento foram temporariamente suspensas na quinta-feira (03) à noite devido a condições de visibilidade desfavoráveis.

No entanto, foram retomadas na manhã de sexta-feira (04), envolvendo mais de 160 socorristas, incluindo elementos das forças policiais e militares. Ribut Eko Suyatno, vice-chefe de operações da Agência Nacional de Busca e Salvamento (Basarnas), confirmou a mobilização dos recursos necessários para a continuação das buscas.

Vagas de emprego do dia 04 de Julho de 2025

Foram publicadas hoje, dia 04 de Julho no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Chief Security Officer

A Robust International pretende recrutar um (1) Chief Security Officer. Saiba mais.

2. Vaga para Construction Manager ISBL

A Saipem pretende recrutar um (1) Construction Manager ISBL. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Specialist: M-Pesa Infra&Networking

A Vodafone pretende recrutar um (1) Specialist: M-Pesa Infra&Networking. Saiba mais.

2. Vaga para Senior Programme Associate (Disaster Risk Financing)

A World Food Programme (WFP) pretende recrutar um (1) Senior Programme Associate (Disaster Risk Financing). Saiba mais.

3. Vaga para Operations Manager

A Control Risks pretende recrutar um (1) Operations Manager. Saiba mais.

4. Vaga para Oficial Sénior de Engajamento Comunitário

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um (1) Oficial Sénior de Engajamento Comunitário. Saiba mais.

5. Vaga para Oficial Sénior de Monitoria e Avaliação

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um (1) Oficial Sénior de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.

6. Vaga para Team Leader do Projecto

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um (1) Team Leader do Projecto. Saiba mais.

7. Vaga para Especialista de Capacitação

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um (1) Especialista de Capacitação. Saiba mais.

8. Vaga para Supervisor Distrital

A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Supervisor(a) Distrital. Saiba mais.

9. Vaga para Estagiário em Contabilidade e Finanças

A CRH Consultores, Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Estagiário em Contabilidade e Finanças. Saiba mais.

10. Vaga para Security Officer

A ACTED pretende recrutar um (1) Security Officer. Saiba mais.

11. Vaga para RPA Engineer

A Vodafone pretende recrutar um (1) RPA Engineer. Saiba mais.

12. Vaga para Operation Manager (English and Portuguese Speaker)

A Alliance International Consultancy LLC pretende recrutar um (1) Operation Manager (English and Portuguese Speaker). Saiba mais.

13. Vaga para HR Executive

A FuelBuddy pretende recrutar um (1) HR Executive. Saiba mais.

14. Vaga para Senior Sales Associate

A Korridor pretende recrutar um (1) Senior Sales Associate. Saiba mais.

15. Vaga para Assistente de Comunicação e Campanha

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Assistente de Comunicação e Campanha. Saiba mais.

16. Vaga para Human Resource Officer

A Transsion pretende recrutar um (1) Human Resource Officer. Saiba mais.

17. Vaga para HSSEQ Officer

A DP World pretende recrutar um (1) HSSEQ Officer. Saiba mais.

18. Vaga para Coordenador Provincial de Educação – Niassa

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um/a (1) Coordenador(a) Provincial de Educação para Niassa. Saiba mais.

19. Vagas para Facilitadores Distritais – Niassa

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar oito (8) Facilitadores(as) Distritais para Niassa. Saiba mais.

20. Vagas para Facilitadores Distritais – Maputo

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar oito (8) Facilitadores(as) Distritais para Maputo Cidade (3) e Maputo Província (5). Saiba mais.

21. Vagas para Facilitadores Distritais – Cabo Delgado

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar sete (7) Facilitadores(as) Distritais para Cabo Delgado. Saiba mais.

22. Vaga para Coordenador Provincial de Educação – Cabo Delgado

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um/a (1) Coordenador(a) Provincial de Educação para Cabo Delgado. Saiba mais.

23. Vaga para Coordenador Provincial de Educação – Maputo

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um/a (1) Coordenador(a) Provincial de Educação para Maputo. Saiba mais.

24. Vagas para Drivers, GS2

A United Nations Population Fund (UNFPA) pretende recrutar dois (2) Drivers, GS2. Saiba mais.

25. Vaga para Specialist, Sustainable Technologies, Climate Project-Africa

A South Pole pretende recrutar um (1) Specialist, Sustainable Technologies, Climate Project-Africa. Saiba mais.

26. Vaga para Analista de Negócios – Pequenas e Médias Empresas

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Analista de Negócios – Pequenas e Médias Empresas. Saiba mais.

27. Vaga para Chief Accountant

A Action Contre La Faim pretende recrutar um (1) Chief Accountant. Saiba mais.

28. Vaga para Cyber Prevent Specialist

A Vodacom pretende recrutar um (1) Cyber Prevent Specialist. Saiba mais.

29. Vaga para Snr Specialist: M-Pesa Senior Business Analyst

A Vodafone pretende recrutar um (1) Snr Specialist: M-Pesa Senior Business Analyst. Saiba mais.

30. Vaga para Security Coordinator

A TechnipFMC pretende recrutar um (1) Security Coordinator. Saiba mais.

31. Vaga para Gestor de Projecto – Iniciativa de Sistemas de Educação Climática Inteligente

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor de Projecto – Iniciativa de Sistemas de Educação Climática Inteligente. Saiba mais.

32. Vaga para Technical Lead Consultant

A YLABS pretende recrutar um (1) Technical Lead Consultant. Saiba mais.

33. Vaga para Finance Assistant

A International Union for Conservation of Nature (IUCN) pretende recrutar um (1) Finance Assistant. Saiba mais.

34. Vaga para Consultant (Ecosystems Analysis) – CST I

A World Food Programme (WFP) pretende recrutar um (1) Consultant (Ecosystems Analysis) – CST I. Saiba mais.

35. Vaga para SHE Wells & Pipelines Manager

A Sasol pretende recrutar um (1) SHE Wells & Pipelines Manager. Saiba mais.

36. Vaga para Senior Process Engineer

A ENI pretende recrutar um (1) Senior Process Engineer. Saiba mais.

37. Vagas para Team Leaders

A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Team Leaders. Saiba mais.

38. Vagas para Community Engagement Senior Officer

A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Community Engagement Senior Officer. Saiba mais.

Queda de helicóptero militar da União Africana provoca mortes na Somália

Um helicóptero militar operado pela União Africana caiu no aeroporto de Mogadíscio, capital da Somália, resultando na morte de pelo menos três pessoas, conforme confirmaram as autoridades locais.

A aeronave, que transportava oito pessoas, tinha partido do Campo de Aviação de Baledogle, situado na região de Lower Shabelle, no Sul da Somália. Originalmente pertencente à Força Aérea de Uganda, o helicóptero era utilizado pela missão de paz da União Africana, de acordo com informações da imprensa internacional.

Felix Kulaigye, porta-voz do exército de Uganda, informou que três pessoas conseguiram escapar da aeronave com queimaduras e que os cinco restantes “ainda não foram encontrados”. Os sobreviventes foram imediatamente transportados para um hospital, enquanto operações de busca e resgate estão a ser realizadas para localizar os demais tripulantes e passageiros, conforme indicado numa declaração da missão de paz da UA, citada pela African News.

A Missão de Apoio e Estabilização da União Africana na Somália (AUSSOM) conta com mais de 11 mil soldados oriundos de países como Uganda e Quénia. Esta missão tem como objectivo apoiar as autoridades somalianas no combate ao grupo al-Shabab, que está ligado à Al-Qaeda e tem perpetuado uma insurgência violenta no país desde meados dos anos 2000.

Naufrágio de balsa na Indonésia deixa 38 desaparecidos

Uma balsa com 65 pessoas a bordo naufragou entre as ilhas de Java e Bali, na Indonésia, resultando em uma operação de resgate para localizar 38 indivíduos desaparecidos. 

O acidente ocorreu na quarta-feira (02), cerca de 30 minutos após a embarcação ter partido do porto de Ketapang, em Java Oriental.

A balsa tinha como destino o porto de Gilimanuk, em Bali, numa travessia de aproximadamente 50 quilómetros. A bordo, encontravam-se 53 passageiros e 12 membros da tripulação, além de 22 veículos, incluindo 14 caminhões, conforme reportado pela Agência Nacional de Busca e Resgate (Basarnas).

Até ao momento, foram confirmadas quatro mortes, enquanto 23 pessoas foram resgatadas com vida do mar, algumas delas em estado de inconsciência após várias horas expostas às adversidades do oceano.

As operações de busca e salvamento têm-se concentrado na área adjacente ao local do naufrágio, com a mobilização de nove embarcações, incluindo rebocadores e botes infláveis. Contudo, os trabalhos enfrentam dificuldades devido à escuridão e a ondas de até dois metros.

O transporte marítimo por balsa é uma prática comum no extenso arquipélago da Indonésia, que conta com mais de 17 mil ilhas. Acidentes como este são frequentes, muitas vezes resultantes do não cumprimento de normas de segurança ou da superlotação das embarcações.

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